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Agente penitenciário morre após reagir a assalto e matar suspeito em Alagoa Grande

Um agente penitenciário de 33 morreu no Hospital de Emergência e Trauma de Campina Grande após ser esfaqueado depois de reagir a uma tentativa de assalto na quarta-feira (12), em Alagoa Grande, no Agreste paraibano. De acordo com a Polícia Militar, mesmo ferido o agente ainda conseguiu balear o suspeito, que morreu no local.

Segundo a PM, a vítima estava na rua com outra pessoa quando dois homens armados com facas chegaram e anunciaram o assalto. Após pegar os objetos do agente e de outra vítima, os homens correram e o agente começou uma perseguição, chegando a alcançar um dos suspeitos.

Vítima foi levada para o Hospital de Emergência e Trauma de Campina Grande, mas não resistiu aos ferimentos (Foto: Reprodução/TV Paraíba/Arquivo)

Vítima foi levada para o Hospital de Emergência e Trauma de Campina Grande, mas não resistiu aos ferimentos (Foto: Reprodução/TV Paraíba/Arquivo)

Os dois entraram em luta corporal e durante a briga o suspeito atingiu um golpe de faca no pescoço do agente, que ainda ferido conseguiu sacar a arma e atirar contra o assaltante, que morreu no local. O agente foi socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e levado para o hospital, mas não resistiu.

Ainda segundo a PM, a arma do agente e uma motocicleta utilizada pelos suspeitos foram apreendidas e entregues à Polícia Civil. Até as 8h30 desta quinta-feira (13), o outro assaltante não foi localizado.

G1

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Aos berros, Garotinho vai para complexo penitenciário de Bangu onde está Cabral

Alexandre Cassiano / Agência O Globo
Alexandre Cassiano / Agência O Globo

Como aliados, os ex-governadores Anthony Garotinho (PR) e Sérgio Cabral (PMDB) dividiram o mesmo palanque até a eleição de 2006. A partir desta sexta-feira, os arqui-inimigos vão compartilhar o mesmo complexo prisional, o de Gericinó, em Bangu. Após determinação da Justiça, Garotinho foi levado sob protestos para para o presídio José Frederico Marques, no Complexo de Bangu. Uma ambulância dos Bombeiros, acompanhada de policiais federais, pegou o ex-governador no Hospital Municipal Souza Aguiar, , no Centro do Rio, onde estava internado desde ontem após passar mal na superintendência da Polícia Federal. Mais cedo, Cabral foi encaminhado para Bangu 8, onde ficam os presos com ensino superior.

Acompanhado da mulher, a prefeita de Campos, Rosinha Garotinho, e a filha e deputada federal Clarissa Garotinho, o ex-governador entrou na ambulância gritando para que não o levassem e pedindo respeito, “porque era um homem enfartado”.

– Me solta, me solta. Eu sou um enfartado. Vocês me respeitem – gritou com a voz bem rouca.

Rosinha também protestou, gritando:

– Meu marido não é ladrão. Deixa eu ir com ele. Eu quero ir com ele – protestou, ao lado da filha que também gritava para não levarem o pai para Bangu.

Vários funcionários foram para a porta do hospital e comemoraram a ida de Garotinho para Bangu, durante a saída da ambulância.

A temporada de Garotinho no Souza Aguiar irritou a Polícia Federal. A Secretaria municipal de Saúde informou hoje que, durante um exame de esforço, Garotinho relatou “dor intensa” no peito, o que pode indicar obstrução nas artérias. Os médicos, então, agendaram para a segunda-feira um cateterismo para investigar se há mesmo a interrupção. O hospital afirma que seguiu o “protocolo da Sociedade Brasileira de Cardiologia”.

O exame foi marcado para o Instituto Estadual de Cardiologia Aloysio de Castro, no Humaitá. A atitude, sem prévia comunicação às autoridades, irritou o delegado responsável pela investigação, Paulo Cassiano.

— A atitude do Souza Aguiar está sob suspeita para nós. Estamos tentando ver uma maneira de fazer a transferência. Foram marcados exames em outro estabelecimento hospitalar, mas isso não pode ser feito sem autorização do juízo, porque ele é um preso e está escoltado pela Polícia Federal — disse o delegado, antes da decisão da Justiça.

Procurada para comentar as críticas, a Secretaria de Saúde não respondeu.

Por ironia, foi Sérgio Cabral mesmo quem inaugurou a unidade de Bangu 8, em 2008. Por lá, já passaram o empreiteiro Fernando Cavendish, ex-amigo do peemedebista e hoje em prisão domiciliar, o bicheiro Carlinhos Cachoeira e o banqueiro André Esteves. Em Bangu 8, estão ex-diretores da Eletronuclear presos na Lava-Jato.

Da passarela da Avenida Brasil, pedestres aguardam a passagem do comboio com Cabral preso – Reprodução de TV

No caminho até a penitenciária, manifestantes se amontoaram nas passarelas na Avenida Brasil e gritavam palavras de ordem enquanto passava o comboio com Cabral. Na porta do presídio, também houve manifestação, assim como na porta da Polícia Fdederal, onde os manifestantes usavam guardanapos na cabeça, lembrando o episódio de um jantar de Cabral com empreiteiros em Paris.

Garotinho também foi encaminhado para o complexo prisional de Bangu após ter alta do hospital municipal Souza Aguiar, no Centro. O blog de Garotinho continua sendo atualizado mesmo depois de sua prisão. Hoje, uma postagem comemorou a prisão de Cabral.

Com o título “Cabral é preso por corrupção de R$ 224 milhões, bem diferente de Garotinho, acusado por dar Cheque Cidadão aos mais humildes”, o texto diz que “a hora de Sérgio Cabral chegou”.

BANHO DE SOL E VISITAS

Em um ofício enviado hoje à força-tarefa da Lava-Jato, o secretário estadual de Administração Penitenciária, Erir Ribeiro, afirma que o sistema prisional do estado está em condições de receber e dar total segurança a Cabral. Em nota, a secretaria informou que todos os internos “são tratados de forma igualitária, com direito a banho de sol, refeições e visitas após o cadastramento”.

Sérgio Cabral chega ao Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu – Reprodução de TV / Agência O Globo

O cardápio em Bangu 8 é composto por arroz ou macarrão, feijão, farinha, carne branca ou vermelha, legumes, salada, sobremesa e refresco. No desjejum, são servidos pão com manteiga e café com leite. O lanche é pão com manteiga ou bolo. Os presos nas duas unidades de Bangu 8, a masculina e a feminina, têm que usar uniforme próprio do sistema penitenciário do Rio.

Bangu 8 foi inaugurado quando os últimos presos da Penitenciária Pedrolino Werling de Oliveira, no antigo Complexo Penitenciário Frei Caneca, no Estácio, foram transferidos para lá. Bangu 8 herdou o nome dessa penitenciária, que tinha sido construída em 1976 como anexo da Penitenciária Milton Dias Moreira, e era destinada a presos políticos oriundos da Ilha Grande.

Antes de Bangu, outros complexos penitenciários ficaram em evidência por abrigar políticos e empresários envolvidos em esquemas de corrupção. Na Papuda, em Brasília, ficaram os presos do mensalão. A unidade virou tema de marchinha de carnaval. Com a Lava-Jato, parte dos presos foi levada para a Superintendência da PF em Curitiba e, depois, para o Complexo Médico-Penal, em Pinhais.

Manifestantes com guardanapos na cabeça acompanham saída de Cabral da PF – TASSO MARCELO / AFP

O Globo

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Agente penitenciário é assassinado a tiros após festa no Sertão da PB

gmolUm agente penitenciário foi assassinado a tiros na madrugada deste sábado (22), na cidade de Joca Claudino. no Sertão paraibano. A vítima, que trabalhava na cidade de Uiraúna, também no Sertão, estaria participando de uma festa quando se envolveu em uma briga e foi executado.

De acordo com a polícia, durante a briga, Francisco Josemar, de 35 anos, teve sua arma roubada por um homem não identificado e foi executado com seis tiros. Os disparos também atingiram outras pessoas que estavam no local.

O suspeito de praticar o crime ainda não foi preso.

MaisPB

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PM desarticula grupo suspeito de explodir bancos; agente penitenciário é preso

sireneA Polícia Militar prendeu, nessa quarta-feira (21), na cidade de Patos, no Sertão paraibano, uma quadrilha suspeita de participar de explosões em caixas eletrônicos nos estados da Paraíba e Ceará.

As investigações sobre o grupo vinham acontecendo já há algum tempo e na tarde de ontem a Polícia fez um cerco nas principais saídas da cidade na tentativa de impedir mais uma ação da quadrilha.

De acordo com informações, dois veículos foram perseguidos, um deles capturado pela polícia. Já os suspeitos que estavam no outro veículo fugiram, abandonando o carro em seguida.

Na ação, cinco homens foram presos, um deles, identificado como Leonardo Almeida Cruz é agente penitenciário do presídio padrão de Campina Grande.

Com o grupo, a polícia encontrou dois coletes à prova de bala, seis rádios comunicadores, três armas de fogo e muita munição.

Segundo a polícia, o bando é suspeito de arrombar bancos, assaltos a agência dos Correios e estaria indo com destino ao estado do Ceará praticar outros delitos.

Os homens e o material apreendido foram encaminhados para delegacia da Polícia Federal da cidade de Patos.

Isaac Pinto – MaisPB

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Sindicalista se diz preocupado com saúde da categoria de Agentes Penitenciário

agenteO agente de segurança penitenciário Manuel Leite de Araújo, presidente do Sindseap-PB, entidade representativa da categoria, na Paraíba, vem se dizendo cada vez mais preocupado com um grave problema de saúde que afeta a categoria, nos últimos tempos.

Trata-se, segundo ele, de problemas que têm lesionado o tecido psíco-emocional de grande parte dos profissionais do setor, em casas de detenção, decorrentes da falta de condições de trabalho mais compatíveis com a natureza da função, não só no que toca à Paraíba, mas a todos os estados do Brasil.

A própria OIT (Organização Internacional do Trabalho), em comum acordo com a ONU (Organização das Nações Unidas), segundo o líder sindical, tem dispensa grande atenção a esse problema, por considera-lo como extremamente danoso aos estamentos sociais, de todos os matizes, posto que a saúde das partes envolvidas na questão termina afetando, sensivelmente, a relação interpessoal de todos.

Manuel Leite de Araújo informa que, de tempos para cá, o Sindseap-PB tem-se deparado com situações bastante comovedoras, com as visitas/denúncias de agentes de segurança penitenciário a respeito da questão. Segundo eles, alguns chegam, até, a chorar, apresentando distúrbios que sugerem uma imediata tomada de providência, par parte do Estado – não apenas do Governo -, que, segundo ele, tem a obrigação de encontrar uma ‘brecha’, na Constituição, que venha a resolver situações, como essas, de uma vez por todas.

Ele adianta que já levou o problema ao conhecimento do atual (e dos anteriores) secretário da Administração Penitenciária da Paraíba, Wagner Dorta, visando a uma tomada de providência, a princípio, mesmo que paliativa, mas a situação, até agora, não se tem resolvido. “Ele (o secretário) nos tem dado demonstrações, claras, de que tem todo interesse em resolver o problema, mas isso depende de esforços muito graves, envolvendo, envolvendo todos os poderes constitucionais”, pondera o presidente do Sindseap-PB.



pbagora

 

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Morte de agente penitenciário na PB foi ordenada por presos e executada por traficantes

presosA morte do agente penitenciário Nicássio Cordeiro de Lima, 33 anos, ocorrida no dia 5 novembro deste ano, no bairro Mario Andreazza, na cidade de Bayeux, na Grande João Pessoa, foi ordenada por dois presidiários, sendo um deles do Presídio Federal de Catanduvas, no Paraná. A informação consta em um relatório sobre o homicídio. Quatro adolescentes foram detidos na noite dessa sexta-feira (14) mesmo bairro onde ocorreu o crime. Eles confessaram a autoria do crime, segundo informou o delegado Pedro Ivo, chefe do Núcleo de Homicídios de Bayeux.

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O documento investigativo das Forças de Segurança da Paraíba que o Portal Correio teve acesso, com exclusividade, possui mais de 20 páginas onde a conclusão aponta que o assassinato está relacionado ao combate ao tráfico de drogas na comunidade, onde a vítima morava.

Conforme o relatório confeccionado pelo serviço de inteligência do Sistema Penitenciário da Paraíba, o Gisope, semanas antes do crime, as polícias realizaram várias prisões e apreensões de drogas e armas em uma das comunidades do bairro Mario Andreazza, local onde o agente morava, visando desbaratar uma rede de tráfico de droga na região. O grupo suspeitou que o agente estaria repassando informações sigilosas para à Polícia.

Dois presos comandam e gerenciam o tráfico em Bayeux de dentro das unidades prisionais, deram a ordem para a execução de Nicássio. Além dos dois detentos, cinco pessoas – sendo um adolescente – estão envolvidos no assassinato. O grupo teria monitorado a movimentação do agente e o matado, cumprindo ordens nos ‘chefes do tráfico’.

Segundo os dados oficiais, um dos menores – que integra a quadrilha – teria repassado informações sobre a localização do agente, minutos antes do crime. Foi montada uma emboscada e Nicássio foi morto. Há informes de que o adolescente teria acompanhado os trabalhos policiais e de perícia até a retirada do corpo de dentro do imóvel para repassar os comparsas.

Agressividade

Os envolvidos na morte do agente são suspeitos de outras práticas delituosas em Bayeux. A área de atuação do grupo é o bairro Mario Andreazza, considerado o mais violento na cidade, que fica situada na região metropolitana de João Pessoa.

De acordo com o relatório, os suspeitos são temidos pelos moradores devido a agressividade em suas ações: expulsão de pais de família, espancam inocentes e implantaram até o ‘Toque de Recolher’.

Crime

Nicássio Cordeiro foi morto a tiros quando lavava o automóvel na frente da residência dele. De acordo com o Polícia Militar, três jovens efetuaram disparos contra o agente e, ferido, ele correu para dentro de casa, mas os criminosos invadiram o imóvel e fizeram novos disparos, culminando com a morte da vítima. Nicássio era agente concursado e atualmente trabalhava no setor de informações da Secretaria de Administração Penitenciária – SEAP.

 

portalcorreio

Agente penitenciário de São Paulo é preso trabalhando como médico em Teixeira e Cacimbas no sertão paraibano

falsárioUm homem, suspeito de exercer ilegalmente a medicina, foi preso, nesta quarta-feira (27), no município de Teixeira, Sertão da Paraíba. Ele estaria atuando como plantonista e tirou 5 plantões no Hospital Sancho Leite.

De acordo com as investigações, o suspeito tinha falsificado o diploma e usava o registro do Conselho Regional de Medicina (CRM) de outra pessoa. Ele forneceu dados falsos ao setor de Recursos Humanos da prefeitura, onde foi feito um contrato provisório. Na verdade, o acusado seria agente penitenciário no estado de São Paulo, lotado na cidade de São José dos Campos.

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Quando a prefeitura foi finalizar o contrato, constatou junto aos órgãos competentes que não haveria veracidade na documentação apresentada. Diante disso, a prefeitura pediu ao Ministério Público que investigasse a documentação apresentada e constatou-se a irregularidade.

Ele também é acusado de exercer irregularmente a função de médico no hospital da cidade de Cacimbas (PB), que fica nas proximidades de Teixeira.

MaisPB com Patos Online

Sistema Penitenciário da Paraíba tem novo gerente-executivo; órgão será comandado por agente

Diário oficialO Diário Oficial deste sábado, 12 de julho, publicou a nomeação do novo gerente da Gerência Executiva do Sistema Penitenciário da Paraíba. O agente penitenciário Jardson Fonseca da Silva Bezerra substitui o tenente-coronel Arnaldo Sobrinho, que estava no cargo desde março de 2012.

Jardson é funcionário de carreira do quadro e ingressou no sistema prisional através do concurso público de 2009. Até então, ele era diretor titular da Penitenciária Regional de Patos. É a primeira vez no estado da Paraíba que a Gerência Executiva do sistema prisional paraibano passa a ser comandada por um agente penitenciário.

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O secretário da pasta, WallberVirgolino, considera a nomeação um avanço para a categoria. “Antes de tudo porque Jardson é um profissional competente e compromissado com o sistema penitenciário. É claro que nós temos outros excelentes nomes para assumir tal função, mas como só podemos nomear um, chegamos à conclusão de que Jardson é quem melhor preenche os requisitos no momento”, disse Wallber.

Na hierarquia da Seap, o gerente-executivo é a segunda pessoa, depois do secretário, a dar as coordenadas das ações que são realizadas no setor. A nomeação de um agente penitenciário do posto era uma das principais reivindicações da categoria, devido à importância do cargo. “Estamos atendendo tudo o que está dentro das nossas possibilidades. Hoje, quase todas as unidades prisionais do estado são dirigidas pelos próprios agentes, o que é de grande importância para a categoria”, reforçou Virgolino.

O novo gerente da Gesipe agradeceu pela confiança da indicação e disse que vai se empenhar ao máximo, para dar continuidade às ações gerenciadas pelo tenente-coronel Arnaldo. “Aprendemos e ganhamos muito com ele. Agora, é encarar o desafio e contar com a colaboração de todos os amigos. Certamente, não será uma tarefa fácil, porém sempre foi um desejo de toda a categoria”, declarou Jardson.

Assessoria

Diretor e Agente Penitenciário encontram celulares e drogad na cadeia pública de Belém/PB

apreensãoPor volta das 10:20h da manhã desta segunda-feira (28), após uma revista nas celas da cadeia pública da cidade de Belém-PB, o diretor da unidade prisional, Netto Almeida, auxiliado por um agente penitenciário, encontraram na cela três, um balde com fundo falso.

Dentro dele foi encontrado 2 celulares, 2 carregadores, 09 trouxinhas e 1 tablete de maconha no tamanho de uma caixa de fósforos.

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Nesta referida cela encontram-se recolhidos JORGE AIRTON BATISTA DOS SANTOS e PAULO SERAFIM DA SILVA, presos provisórios que aguardam julgamento pelo artigo 121, os quais foram levados para a delegacia para os procedimentos.

 

portalmidia

Realidade do Sistema Penitenciário

artigobosco

No sistema penitenciário do Brasil os problemas continuam. Em nosso estado também.

Todos nos sabemos que não existe solução em curto prazo, mas não tenho duvidas que a situação possa ser melhor, mesmo consciente de que a prisão um dia deve acabar. Punir não é solução e em nossas prisões estão apenas os castigos.

No futuro a sociedade encontrará meios para lidar com os delitos de forma diferente, para fazer com que a pessoa que causou danos aos outros possa repensar sua vida, corrigir o seu erro e devolver de alguma forma algo para suas vitimas.

Enquanto isso não acontece, sistema prisional é sinônimo de problemas para a sociedade, uma vez que quem dirige o sistema não é dono de preso como às vezes parece. A pessoa detida pertence a uma família de sangue como também faz parte de uma comunidade.

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Quem dirige o sistema, ainda pensa que pode agir como no tempo da escravidão que era licito (para muitos) tratar os negros amarrados ao tronco.

Hoje o estado brasileiro é compromissado com os tratados internacionais para o respeito e a promoção dos direitos da pessoa humana. Portanto, quem está à frente dos serviços de segurança e na área penitenciaria é pago com o nosso dinheiro como os presos também são mantidos com o nosso dinheiro. Quem é empregado cumpre regras e não pode fazer o que quer. Se fizer, está aceitando ser chamado a atenção.

A sociedade tem a obrigação de acompanhar, sugerir e fiscalizar o que acontece nos ambientes onde existem pessoas em situações especiais: prisões, hospitais, abrigos, quarteis, delegacias, etc.

Quem erra vai à prisão para cumprir a sua pena. A prisão com a sentença judicial já é a pena. Quem administra não tem direito e nem poder de submeter essas pessoas a tratamento desumano. Quando isso acontece, os membros todos daquela família também se sentem atingidas, como também segmentos da sociedade.

Quando se faz uma operação de segurança (pente fino), por exemplo, qual é a necessidade de humilhar, submeter a sofrimentos, destruir aquilo que o preso tem na cela, fazer disparos com arma de fogo? É para mostrar força? É para aparecer?

Neste sentido, o nosso estado em nada mudou em relação há outros tempos. A prática é a mesma, apesar das falas de que a Secretaria quer trabalhar com os Direitos Humanos. Mudar a situação em curto prazo não é possível, mas mudar a forma de tratar quem está na prisão é possível e não custa nada, no entanto, não temos avançado. Não podemos esquecer de que somos todos humanos: quem está nas prisões trabalhando nelas e quem está recluso nele e que todos devem ser tratados com respeito. O estado, por sua vez, é responsável para que este respeito se torne realidade.

E os serviços de direitos humanos? Não ter dúvidas que estes serviços se manterão em suas funções mesmo que desagrade a um e a outro. A igreja, sobretudo católica, sempre foi uma grande defensora da dignidade humana e continuaremos sendo. Nos tempos da ditatura militar foi a igreja através de alguns expoentes como Dom Paulo Evaristo, Dom Helder, Dom Casaldaliga, Dom José Maria Pires e outros tantos. Hoje continuamos esta mesma tarefa porque a tortura continua. O estado brasileiro está preocupado com o passado através das comissões Memoria e Verdade, mas não esquecer que se tortura e se mata (pela violência, pela fome e pela doença) nas prisões brasileiras em nome da segurança e da disciplina. O Presidio Feminino Julia Maranhão em Joao Pessoa é um no qual recai muitas reclamações contra direção contidas em relatório.

A pastoral carcerária em todo Brasil com os serviços em prol dos direitos e da vida, continuarão com sua missão.

 

 

 

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