Arquivo da tag: pênaltis

Brasil sofre com retranca, mas vence Paraguai nos pênaltis

Não jogou bem, não foi brilhante, mas passou. O Brasil está na semifinal da Copa América após exorcizar um antigo fantasma da competição: os pênaltis. Na Arena do Grêmio, nesta quinta-feira, a equipe empatou sem gols com o Paraguai no tempo normal após sofrer com a retranca adversária e precisou dos pênaltis para ganhar por 4 a 3 e devolver as derrotas diante do mesmo rival nas quartas de final do torneio em 2011 e 2015.

O Brasil foi superior ao adversário ao longo de mais de 90 minutos de futebol. Tropeçou na insegurança em chutar, na falta de criatividade e prevaleceu na hora de decidir nas cobranças. Firmino chutou para fora, enquanto Gómez e González erraram. Coube ao atacante Gabriel Jesus fechar a série decisiva e colocar o Brasil na semifinal contra quem passar do confronto entre Argentina e Venezuela.

Sob os olhos de Neymar, presente em um camarote ao lado do presidente da CBF, Rogério Caboclo, a seleção brasileira esteve longe de repetir a atuação empolgante da partida contra o Peru. O Paraguai escalado com três zagueiros de origem, posicionado com cinco no meio e uma imensa disposição para marcar e desacelerar o jogo fez o encontro ser monótono e de imensa disputa para cada palmo.

O Brasil conseguiu algumas finalizações logo no começo e criou uma falsa expectativa de pressão. Na verdade, ficaria preso na defesa, atrapalhado pelos erros de passe, dezenas de faltas e sabotado pela própria vontade de querer caprichar mais no lance em vez de chutar a gol. Por isso, passou 35 minutos no primeiro tempo sem finalizar e viu a partida ficar parada, como o Paraguai gostaria.

A chance mais clara do primeiro tempo foi dos paraguaios. Após cruzamento, Derlis González apareceu atrás da defesa e chutou para Alisson salvar, aos 28 minutos. A torcida sentiu a dificuldade do jogo travado e por alguns instantes entoou o coro de Grêmio. Ao fim do primeiro tempo, a arena mesclou vaias com aplausos após ver 45 minutos de futebol pobre em um gramado maltratado.

O Brasil voltou para a etapa final disposto a acelerar mais o jogo e conseguiu uma chance importante. Gabriel Jesus fez bela jogada individual e serviu para Firmino, que foi derrubado na entrada da área. Inicialmente o árbitro deu pênalti, mas após revisar o lance no vídeo, decidiu marcar falta fora da área e expulsar o paraguaio Balbuena. Foram cinco minutos de paralisação.

A vantagem numérica deixou o Brasil ainda mais pressionado a buscar o gol da vitória. O time avançou inteiramente, a ponto de a linha de defesa ficar posicionada na intermediária do Paraguai. Tite tirou o volante Allan e colocou o meia Willian para aumentar a força ofensiva. O jogo virou de um time só, com os paraguaios atordoados e sem qualquer opção para sair da defesa.

O Brasil radicalizou de vez nos minutos finais, ao tirar Daniel Alves e colocar Lucas Paquetá. A equipe queria a todo custo resolver a partida no tempo normal, pois só atacava e sequer sofria perigo. A angústia aumentou após o chute de Willian acertar a trave aos 44 minutos do segundo tempo. Foram mais sete minutos de acréscimos e de gritos de gol sufocados. A decisão foi para os pênaltis.

A torcida compreendeu o sofrimento e entendeu a superioridade brasileira ao longo do tempo normal. Com vaias sobre os paraguaios, ajudou a pressionar e induzir ao erro os dois paraguaios que atuam no futebol nacional: Gómez parou nas mãos de Alisson e Derlis Gonzalez chutou para fora. Em uma noite em que o fiasco assombrou a seleção, a classificação premiou quem mais procurou jogar futebol.

FICHA TÉCNICA

BRASIL 0X0 PARAGUAI

BRASIL: Alisson; Daniel Alves (Lucas Paquetá), Marquinhos, Thiago Silva e Filipe Luís (Alex Sandro); Allan (Willian), Arthur e Philippe Coutinho; Everton, Gabriel Jesus e Roberto Firmino. Técnico: Tite.

PARAGUAI: Gatito Fernández; Piris, Balbuena, Gómez e Alonso; Sánchez (Escobar), Ortiz, Pérez (R. Rojas) e Arzamendia (Valdez); Derlis González e Almirón. Técnico: Eduardo Berizzo.

Nos pênaltis: Brasil 4 (Willian, Marquinhos, Coutinho e Gabriel Jesus); Firmino perdeu) e Paraguai 3 (Almirón, Valdez, Rodrigo Rojas; Gómez e Derlis González perderam)

Árbitro: Roberto Tobar (Chile).

Cartões amarelos: Arzamendia, Piris, Alonso, Filipe Luís, Firmino, Arthur.

Cartão vermelho: Balbuena.

Público: 45.495 pagantes.

Renda: R$ 10.352.430,00.

Local: Arena do Grêmio, em Porto Alegre.

 

Estadão

 

 

São Paulo supera Palmeiras nos pênaltis e vai à final

O São Paulo decidirá o título do Campeonato Paulista após 13 anos. Na tarde deste domingo o time enfrentou o Palmeiras no Allianz Parque, onde jamais venceu, e, apesar de não ter conseguido quebrar o longo tabu, saiu de campo com a tão sonhada classificação após novo empate sem gols no tempo regulamentar e a vitória nos pênaltis por 5 a 4.

A última vez que o Tricolor havia disputado o título do Estadual foi em 2003, quando perdeu por 3 a 2 para o Corinthians no jogo de ida e também no jogo de volta.

Agora, o São Paulo espera o vencedor do confronto entre Santos e Corinthians, que acontece nesta segunda-feira, às 20h (de Brasília), no estádio do Pacaembu, para saber quem será seu adversário na grande final do Paulistão. Independentemente de quem avançar, o Tricolor joga a primeira partida no Morumbi, no próximo domingo.

O jogo

O primeiro tempo foi bastante agitado no Allianz Parque. Com o domínio dos 45 minutos iniciais, o Palmeiras buscou pressionar o rival assim que a bola rolou, mas foi o São Paulo quem chegou com perigo pela primeira vez. Aos sete minutos, Antony deu passe em profundidade para Everton, que, dentro da área, chegou a desviar, mas Fernando Prass ficou com a bola.

Daí em diante o Verdão não deu sossego para os visitantes. Aos 12 minutos, Dudu recebeu na ponta direita e bateu cruzado, rasteiro, forçando Tiago Volpi a fazer a defesa. No rebote, Ricardo Goulart chegou batendo, mas Luan apareceu na hora “h” para travar o arremate. Dois minutos depois, em cobrança de escanteio, foi a vez de Deyverson deixar a torcida com o grito de gol entalado na garganta. Após cobrança de escanteio, o atacante ficou com a sobra e bateu na saída do goleiro são-paulino, mas mandou para fora.

Por conta da enorme pressão do Palmeiras nos primeiros 30 minutos, o time comandado por Luiz Felipe Scolari acabou tendo uma queda de intensidade na reta final do primeiro tempo, permitindo ao São Paulo jogar mais. Desta forma, o Tricolor, com mais liberdade, criou a principal chance da etapa inicial. Aos 43 minutos, Everton deu passe açucarado para Antony, deixando o garoto na cara do gol, porém, Fernando Prass apareceu bem e fez grande defesa para manter o 0 a 0 no placar.

Segundo tempo

No segundo tempo o VAR teve que entrar em ação logo aos três minutos. Igor Gomes deixou Everton na cara do gol, dentro da área, e o atacante estufou as redes. O árbitro auxiliar prontamente marcou impedimento, mas Flavio Rodrigues de Souza fez questão de consultar o vídeo para saber se, de fato, o tento tricolor havia sido irregular. Após alguns minutos, ele acabou invalidando a jogada. O Palmeiras procurou responder pouco depois. Dudu recebeu na esquerda e tocou para Deyverson, que desviou levemente na bola e obrigou Tiago Volpi a afastar de manchete.

O Palmeiras voltou a assustar aos 11 minutos de jogo. Após erro cometido por Bruno Alves na saída de bola, Gustavo Scarpa recebeu na direita, se livrou da marcação já dentro da área e bateu rasteiro, no cantinho, carimbando a trave. Já o Tricolor por pouco não balançou as redes com Antony aos 16, quando o atacante bateu cruzado e mandou rente à trave esquerda de Fernando Prass, porém, o jogador são-paulino estava impedido.

De tanto martelar, o Palmeiras, enfim, conseguiu abrir o placar aos 32 minutos. Diogo Barbosa, que substituiu Victor Luis, fez boa jogada individual pela esquerda e cruzou à meia altura para Deyverson, que, dentro da área, dominou e bateu sem chances para Tiago Volpi. No entanto, após nova consulta ao VAR, o árbitro anulou o tento alviverde, levando a decisão para os pênaltis.

Penalidades

Nos pênaltis, melhor para o São Paulo, que mesmo desperdiçando a cobrança decisiva com Tiago Volpi, acabou superando o Palmeiras nos chutes alternados por 5 a 4.

Nenê, Everton Felipe, Hudson, Carneiro, de cavadinha, e Bruno Alves marcaram os gols do São Paulo. Bruno Henrique, Gustavo Gomez, Luan e Diogo Barbosa converteram para o Palmeiras, que viu Ricardo Goulart e Zé Rafael desperdiçarem suas cobranças.

FICHA TÉCNICA

PALMEIRAS 0 (4) X (5) 0 SÃO PAULO

Local: Allianz Parque, em São Paulo

Data: 7 de abril de 2018, domingo

Horário: 16h (de Brasília)

Árbitro: Flavio Rodrigues de Souza

Assistentes:Marcelo Van Gasse e Alex Ang Ribeiro

Público: 39.751 torcedores

Renda: R$ 2.655.699,30

Cartões amarelos: Gustavo Gomez e Deyverson (Palmeiras); Hudson, Reinaldo e Everton (São Paulo)

PALMEIRAS: Prass; Mayke, Luan, Gustavo Gomez e Victor Luis (Diogo Barbosa); Felipe Melo, Bruno Henrique e Ricardo Goulart; Scarpa (Zé Rafael), Deyverson e Dudu

Técnico: Luiz Felipe Scolari

SÃO PAULO: Tiago Volpi; Hudson, Arboleda, Bruno Alves e Reinaldo; Luan, Liziero e Igor Gomes; Antony, Everton (Carneiro) Felipe e Everton

Técnico: Cuca

Gazeta Esportiva

 

Nos pênaltis, Flamengo derrota o Vasco e conquista Taça Rio

Com muita emoção, o Flamengo conquistou a Taça Rio, neste domingo, no Maracanã. Os rubro-negros arrancaram o empate por 1 a 1 com o Vasco nos acréscimos e levou a melhor na disputa por pênaltis.

Após um primeiro tempo com poucas chances de gol, o Vasco abriu o placar com Tiago Reis na etapa final. Já nos acréscimos, Arrascaeta deixou tudo igual para o Flamengo. Nos pênaltis, os rubro-negros fizeram 3 a 1 e ficaram com o título no segundo turno do Campeonato Carioca.

De Arrascaeta comemora seu gol durante partida entre Vasco X Flamengo válida pela final da Taça Rio do campeonato Carioca de 2019, no estádio do Maracanã, zona norte da cidade, neste domingo (31/03)
De Arrascaeta comemora seu gol durante partida entre Vasco X Flamengo válida pela final da Taça Rio do campeonato Carioca de 2019, no estádio do Maracanã, zona norte da cidade, neste domingo (31/03)

Foto: RUDY TRINDADE/FRAMEPHOTO / Estadão Conteúdo

Com o resultado, o Vasco terá que disputar a semifinal do Estadual, contra o Bangu, no próximo fim de semana. Já o Flamengo terá pela frente o Fluminense. Tanto Vasco quanto Flamengo jogam pelo empate para avançarem para final do Estadual.

O jogo – A final começou movimentada, com o Flamengo chegando com perigo logo com um minuto. Ronaldo chegou an linha de fundo, mas cruzou para ninguém. O Vasco não se intimidou e buscava os avanços no toque de bola. Só que os cruzmaltinos pecavam nos passes e pouco incomodavam o goleiro César.

Enquanto o Vasco seguia tendo mais posse de bola, o Flamengo chegava com mais perigo no ataque. Tanto que aos 15 minutos, Vitinho recebeu passe na área e chutou em cima da zaga.

O panorama da partida seguia o mesmo. O Flamengo teve a melhor chance para abrir o placar aos 30 minutos, quando Thuler aproveitou escanteio, mas cabeceou pela linha de fundo, muito perto do gol de Fernando Miguel. O Vasco respondeu quatro minutos depois, com Tiago Reis. O atacante cabeceou cruzado para fora.

Tiago Reis marca gol durante Vasco x Flamengo, partida válida pela final da Taça Rio (Campeonato Carioca), realizada no estádio Maracanã, localizado na cidade do Rio de Janeiro, RJ, neste domingo (31).
Tiago Reis marca gol durante Vasco x Flamengo, partida válida pela final da Taça Rio (Campeonato Carioca), realizada no estádio Maracanã, localizado na cidade do Rio de Janeiro, RJ, neste domingo (31).

Foto: NAYRA HALM/FOTOARENA / Estadão Conteúdo

Os rubro-negros voltaram a assustar aos 35 minutos. Vitinho tentou o cruzamento, mas quase acertou o gol. Fernando Miguel estava atento e mandou para escanteio.

Nos minutos finais, o clássico teve seu momento de tensão quando Bruno Silva se chocou com Ricardo Graça e ficou estirado no chão. O volante não teve condição de continuar e deu lugar a Raul. Foi a segunda substituição do Vasco por conta de lesão já que Leandro Castán deu lugar a Ricardo Graça. Antes do intervalo, o Flamengo ainda assustou em duas oportunidades com Vitinho. Na primeira, a bola foi pela linha de fundo. Na segunda, Fernando Miguel fez boa defesa para manter o empate nos primeiros 45 minutos.

No segundo tempo, o Flamengo voltou melhor e pressionou o Vasco no início. No entanto, os rubro-negros não conseguiram transformar a posse de bola em lances de gol. os cruzmaltinos aproveitaram os espaços e criaram a primeira boa chance da etapa final aos nove minutos. Marrony arriscou da entrada da área e parou em boa defesa de César.

Só que na cobrança de escanteio, o Vasco abriu o placar. Tiago Reis se antecipou a marcação e cabeceou cruzado, sem chance para César.

O revés fez o Flamengo aumentar a intensidade no ataque. Os rubro-negros assustaram aos 14 minutos, em chute de Vitinho, mas Fernando Miguel fez a defesa. A resposta do Vasco veio com Rossi. Só que o atacante chutou fraco e facilitou a defesa de César.

Com o passar do tempo, os rubro-negros tentaram aumentar a pressão, mas sofriam para transpor a marcação cruzmaltina. O Vasco tentava avançar nos contra-ataques, sem qualquer sucesso. O Flamengo só conseguiu levar perigo aos 36 minutos, quando Arrascaeta aproveitou bate e rebate na área e chutou próximo ao gol.

Nos minutos finais, o Flamengo foi com tudo para cima e conseguiu o empate aos 46 minutos, com Arrascaeta, para levar a decisão para os pênaltis. Nas penalidades, Os rubro-negros levaram a melhor por 3 a 1 e conquistaram o título. Vitinho, Uribe e Arrascaeta converteram para os flamenguistas enquanto que apenas Danilo Barcelos fez para os vascaínos. Rossi, Tiago Reis e Werley desperdiçaram as cobranças.

FICHA TÉCNICA

VASCO 1 (1) X 1 (3) FLAMENGO

Local: Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ)

Data: 31 de março de 2019 (Domingo)

Horário: 16h(de Brasília)

Árbitro: Rodrigo Nunes de Sá

Assistentes: Michael Correia e Silbert Faria Sisquim

VAR: Bruno Arleu de Araújo e Diogo Carvalho Silva

Cartões amarelos: Werley, Lucas Mineiro e Bruno César (Vasco); Trauco, Vinícius e Thuler (Flamengo)

GOLS

VASCO: Tiago Reis, aos 9min do segundo tempo

FLAMENGO: Arrascaeta, aos 46min do segundo tempo

VASCO: Fernando Miguel, Raul Cáceres, Werley, Leandro Castan (Ricardo Graça) e Danilo Barcelos; Bruno Silva (Raul), Lucas Mineiro, Bruno César (Thiago Galhardo), Marrony e Rossi; Tiago Reis

Técnico: Alberto Valentim

FLAMENGO: César, Rodinei, Rhodolfo, Thuler (Bill) e Miguel Trauco; Ronaldo (Vinícius), Hugo Moura, De Arrascaeta, Vitinho e Lucas Silva (Vitor Gabriel); Fernando Uribe

Técnico: Leomir (Auxiliar)

Gazeta Esportiva

 

Cruzeiro bate Santos nos pênaltis e avança na Copa do Brasil

O Santos foi guerreiro. Ao iniciar o jogo, no Mineirão, na noite desta quarta-feira, em confronto válido pelas quartas de final da Copa do Brasil, o Peixe entrou em campo com o placar contrário. Na partida de ida, a Raposa venceu por 1 a 0. Na volta, o clube da Vila Belmiro resolveu complicar: no tempo normal conseguiu vencer por 2 a 1, de virada. Nos pênaltis, no entanto, o goleiro Fábio brilhou, defendeu todas as cobranças e o Cruzeiro classificou-se com 3 a 0.

O Cruzeiro foi superior na maior parte do jogo. Nos dois tempos, a Raposa conseguiu criar mais e ter chances para fazer gols. O Santos, porém, em alguns momentos chegava, mas ainda foi um Peixe travado, com pouca criatividade

Fábio defendeu três pênaltis e foi o destaque da partida
Fábio defendeu três pênaltis e foi o destaque da partida

Foto: Thomas Santos / Agif / Estadão Conteúdo

Primeiro tempo

Precisando do resultado, o Santos entrou em campo com uma postura ofensiva. O técnico Cuca colocou sua equipe com quatro homens de frente, em busca de um gol logo no início da partida para dar tranquilidade do empate no placar agregado.

Nos primeiros minutos o técnico Cuca precisou fazer uma substituição em sua equipe. O zagueiro Luiz Felipe sentiu a coxa esquerda e precisou deixar o gramado. Gustavo Henrique foi chamado.

O Cruzeiro marcava a saída de bola do Santos. Os primeiros minutos começaram intensos e para a Raposa o resultado apareceu. Aos 12 minutos, Thiago Neves recebeu na direita, cortou para o meio e chutou rasteiro para abrir o placar.

Aos 14, o Santos teve uma grande chance. Em cruzamento na área, após falta em Rodrigo, Gustavo desviou de cabeça e levou muito perigo ao time do Cruzeiro.

O tento deixou o jogo mais lento. O Cruzeiro passou a estudar mais as jogadas e deixava o confronto amarrado. O Santos não conseguia infiltrar na defesa azul. Vale ressaltar que o time de Mano Menezes não estava fechado. A principal aposta de Cuca era Rodrygo, mas o setor ofensivo do Peixe não vivia bom momento.

Quando o primeiro tempo caminhava para o final, aos 41 minutos, o Santos conseguiu o empate na partida. Em ótimo chute de Gabriel, de fora da área, a bola pegou na bochecha da meta de Fábio.

O gol colocou o Santos novamente na partida. No placar agregado, neste momento, a partida estava em 2 a 1.

Thiago Neves abriu o placar para o Cruzeiro
Thiago Neves abriu o placar para o Cruzeiro

Foto: Alessandra Torres / Eleven / Estadão Conteúdo

Segundo tempo

Na volta para a etapa complementar, o Cruzeiro assustou o Santos logo aos 9 minutos. Em cobrança de escanteio, a bola chegou até o zagueiro Dedé. Ele desviou de cabeça e a redonda parou na trave do goleiro Vanderlei. No rebote, a defesa conseguiu proteger a redonda e o arqueiro segurou firme.

Na medida que o tempo ia passando, o Cruzeiro mostrava quem mandava no jogo. No lance seguinte, o Cruzeiro fez uma bela jogada, uma troca de passes envolvente entre seus homens de meio campo, Robinho, Arrascaeta e Thiago Neves, finalizando com o lateral Edilson, na cara do gol, mas a zaga tirou em cima da linha.

O Santos seguia com grande dificuldade para criar seus lances no meio campo. Com isso, a bola chegava com mais dificuldade na frente. Rodrygo que não estava acostumado a jogar centralizado, praticamente como um armador, tinha dificuldades para cumprir a função.

Após os 30 minutos, o Santos passou a ficar com a bola nos pés. O Cruzeiro se fechou. O Peixe trocava passes, tentava de todos os lados. Em cruzamento da direita, a bola chegou em Bruno Henrique que mandou para o fundo das redes.

O Cruzeiro se mandou para o ataque. Aos 42, a Raposa quase conseguiu o empate. Rafinha aproveitou o rebote dentro da área e chutou e Vanderlei fez uma defesa milagrosa.

Gabigol empatou para o Santos ainda no primeiro tempo
Gabigol empatou para o Santos ainda no primeiro tempo

Foto: Giazi Cavalcante / Código19 / Estadão Conteúdo

Pênaltis:

Lucas Silva – gol

Bruno Henrique – perdeu

Raniel – Gol

Rodrygo – perdeu

David – Gol

Jean Mota – perdeu

FICHA TÉCNICA

CRUZEIRO 1 (3) X 2 (0)SANTOS

Local: Mineirão, Belo Horizonte (MG)

Data: 15 de agosto de 2018 (Quarta-feira)

Horário: 19h30 (de Brasília)

Árbitro: Rodolpho Toski Marques (PR)

Assistentes: Bruno Boschilia (PR) e Alessandro Alvaro Rocha de Matos (BA)

Gols: Thiago Neves, aos 9 minutos do primeiro tempo (Cruzeiro); Gabriel, aos 41 minutos do primeiro tempo, Bruno Henrique, aos 38 minutos do segundo tempo (Santos)

Cartões: Gustavo Henrique, Gabriel (Santos); Edilson (Cruzeiro)

CRUZEIRO: Fábio, Edilson, Dedé, Léo e Egídio; Henrique, Lucas Silva, Robinho (Rafinha), Thiago Neves e De Arrascaeta (David); Hernán Barcos (Raniel)

Técnico: Mano Menezes

SANTOS: Vanderlei, Victor Ferraz, Lucas Veríssimo, Luiz Felipe (Gustavo Henrique) e Dodô; Renato (Daniel Guedes), Diego Pituca e Artur Gomes (Jean Mota); Rodrygo, Bruno Henrique e Gabigol.

Técnico: Cuca

Gazeta Esportiva

Rodriguinho marca no fim e Corinthians vence o São Paulo nos pênaltis

O jogo foi bastante disputado na Arena Corinthians, com um São Paulo muito diferente da postura apresentada durante todo o Campeonato Paulista, mas, no fim, falou mais alto a força do Timão dentro da sua casa. Aos 47 minutos da etapa final, quando a vaga são-paulina parecia encaminhada, Rodriguinho marcou de cabeça e deu a chance de Cássio pegar dois pênaltis, assegurando a vaga alvinegra na final.

Com o resultado, o clube do Parque São Jorge agora encara a equipe do Palmeiras na final da competição. O primeiro jogo está marcado para sábado, às 16h30 (de Brasília), novamente na Arena, com a segunda partida agendada para o dia 8, no Allianz Parque. O Tricolor, por sua vez, terá duas semanas de treinamento até a estreia no Campeonato Brasileiro, contra o Paraná, no dia 16, no estádio do Morumbi.

Jogo muito pegado e pouco jogado

O primeiro tempo começou com o São Paulo marcando de forma adiantada, dificultando a saída de bola corintiana. Apostando em uma pressão, principalmente quando Fagner era acionado pelo lado direito, o Tricolor conseguiu travar os lances corintianos e se manteve tranquilo com o 0 a 0, fazendo a temperatura se elevar somente quando Gabriel tirou a bola de Trellez, que estava no chão, causando um princípio de confusão em Itaquera.

Em termos de chances de gol, a inicial saiu em escanteio cobrado por Nenê, que tentou surpreender Cássio ao bater direto para o gol. O goleiro alvinegro, no entanto, conseguiu salvar em cima da linha. Na resposta, após outro escanteio, Emerson Sheik dominou bola na segunda trave e conseguiu chutar, mas acabou mandando por cima do gol de Sidão, arrancando gritos de “uh” dos presentes à arena.

Com o Tricolor baixando sua marcação, quase que naturalmente, para aguentar o ritmo da partida, o Timão rondou a área adversária por diversas vezes, mas não conseguiu entrar. Em resposta pontual, Trellez ganhou de Pedro Henrique e só não parou dentro do gol porque Cássio saiu muito bem da sua meta. Pouco depois, Sheik viu cruzamento de Fagner passar por Rodriguinho e sobrar limpo para ele chutar. A bola, no entanto, foi para a arquibancada.

Preocupado com os avanços corintianos, Diego Aguirre pediu seguidas vezes para os seus comandados avançarem a marcação e não deixarem o Alvinegro ficar tanto tempo com a bola. Em uma rara jogada trabalhada do seu time, ele quase foi para o itnervalo em vantagem. Liziero recebeu na entrada da área e entrou driblando até a linha de fundo. O volante cruzou, a zaga não afastou e Militão bateu forte, exigindo outra boa intervenção de Cássio.

Defesa são-paulina falha uma vez

O segundo tempo foi de uma tônica sò: Corinthians rondando a área e a zaga do São Paulo afastando todas as vezes em que a redonda entrava na área tricolor. Arboleda e Bruno Alves, facilitados pela ausência de um homem de referência na área para marcar, conseguiram afastar quase sempre que Clayson e Mateus Vital levaram a bola até o fundo, sem precisar fazer Sidão trabalhar.

Preocupado em fazer o time ter mais perigo, Carille acionou Pedrinho pela ponta direita, na vaga de um sem função Gabriel. Logo na sua primeira bola, o canhoto foi para cima da marcação acionou Rodriguinho e o meia cruzou forte para o meio da área, onde Emerson Sheik não alcançou. A bola ainda quase sobrou para Clayson na esquerda, mas Éder Militão, como em quase todo o jogo, ganhou a disputa.

Preocupado também em não deixar o seu time muito exposto, Carille demorou a mexer, esperando que a formação escolhida fosse para cima do adversário. A mudança seguinte do treinador corintiano veio já na casa dos 30 minutos da etapa final, quando Mantuan substituiu um esgotado Fagner. O lateral, que estava com a Seleção Brasileira na Alemanha, aguentou mais tempo do que o esperado.

A última escolha foi Danilo, que entrou na vaga de Emerson Sheik para tentar dar mais presença de área ao time. O experiente armador nem sequer conseguiu receber uma bola em boa condição dentro da área, saindo mais para ajudar na armação. Quando tudo parecia perdido, no entanto, Clayson bateu escanteio pelo lado direito e achou Rodriguinho livre no meio da área para testar e vencer Sidão, levando a decisão aos pênaltis.

FICHA TÉCNICA 

CORINTHIANS 1 X 0 SÃO PAULO

Local: Arena Corinthians, em São Paulo (SP)

Data: 28 de março de 2018, quarta-feira

Horário: 21h45 (de Brasília)

Árbitro: Vinícius Gonçalves Dias

Assistentes: Anderson de Moraes e Daniel Ziolli

Público: 43.062 torcedores 

Renda: R$ 2.603.440,11

Cartão Amarelo: Rodriguinho, Fagner e Henrique (Corinthians); Reinaldo, Éder Militão e Sidão (São Paulo) 

Gol: Rodriguinho, aos 47 minutos do segundo tempo

PÊNALTIS:

CORINTHIANS: Mateus Vital, Clayson, Pedrinho, Maycon e Danilo

SÃO PAULO: Lucas Fernandes, Bruno Alves, Reinaldo e Éder Militão

CORINTHIANS: Cássio; Fagner (Mantuan), Pedro Henrique, Henrique e Sidcley; Gabriel (Pedrinho), Maycon, Mateus Vital, Rodriguinho e Clayson; Emerson Sheik (Danilo)

Técnico: Fábio Carille

SÃO PAULO: Sidão; Militão, Arboleda, Bruno Alves e Reinaldo; Jucilei, Petros e Liziero; Marcos Guilherme (Caíque), Nenê (Lucas Fernandes) e Tréllez (Diego Souza)

Técnico: Diego Aguirre

Gazeta Esportiva

Acompanhe mais notícias do FN nas redes sociais: FacebookTwitterYoutube e Instagram

Entre em contato com a redação do FN:  WhatsApp (83) 99907-8550. 

E-mail: jornalismo@focandoanoticia.com.br

Sousa vacila e é eliminado pelo Guarany de Sobral nos pênaltis

Voz da Torcida

Para seguir sonhando com o acesso à Série C do Campeonato Brasileiro, o Sousa precisava apenas não perder por 3 a 1 – resultado que levava a decisão para a disputa por pênaltis – ou por um placar superior, no Estádio Junco, em Sobral, diante do Guarany. O Dino, no entanto, não conseguiu segurar o time da casa, perdeu por 3 a 1 no tempo normal e foi derrotado também na disputa de pênaltis, por 4 a 3.

A partida teve um atraso de 20 minutos, pois a ambulância ainda não havia chegado ao estádio e quando a bola rolou, quem saiu na frente foi o Guarany. Logo aos oito minutos do primeiro tempo o atacante Léo Paraíba encheu o pé, em cobrança de falta, e abriu o placar.

O Sousa chegou ao empate aos 29 minutos da etapa inicial, com Isaías roubando a bola na defesa do Guarany e tirando do goleiro para igualar o placar, que até aquele momento era totalmente favorável ao time paraibano.

No segundo tempo, Léo Paraíba apareceu novamente, desta vez aos 25 minutos do segundo tempo para colocar o Guarany de Sobral na dianteira. Após uma falha da defesa do Sousa, o atacante recebeu na área e acertou o ângulo de Pantera.

O gol que levou o jogo para a disputa por pênaltis saiu aos 43 minutos. Léo Paraíba cobrou falta, Pantera defendeu e, no rebote, Monga apareceu para salvar o time de Sobral.

A partir daí tudo seria decidido nas penalidades, treinadas exaustivamente pelo Sousa durante a semana. Pantera ainda salvou a segunda cobrança do Guarany de Sobral, mas Iranílson e Birungueta desperdiçaram as cobranças.

O Guarany avança, em busca do acesso à Série C e do bicampeonato da Série D, enquanto o Sousa, assim como o Campinense, põe um ponto final à temporada 2017 e só volta a entrar em campo novamente no primeiro semestre de 2018, na disputa do Campeonato Paraibano.

correiodaparaiba

Acompanhe mais notícias do FN nas redes sociais: FacebookTwitterYoutube e Instagram

Entre em contato com a redação do FN:  WhatsApp (83) 99907-8550. 

E-mail: jornalismo@focandoanoticia.com.br

Campinense para nos pênaltis e é eliminado pelo Sport do Nordestão

sportDessa vez não deu. Depois de eliminar o Sport em duas oportunidades, o Campinense deu adeus à Copa do Nordeste de 2017, após perder para o Leão da Ilha, no tempo normal e nas penalidades.

O time pernambucano devolveu o placar do jogo de ida, ao fazer 3 a 1 neste domingo, na Ilha do Retiro, resultado que levou a decisão para os pênaltis.

Diego Souza (2) e Rogério marcaram para o time da casa, cabendo a Fernando Pires descontar para a Raposa. Nas cobranças, vitória leonina por 4 a 2, já que Thiago Orobó e Joécio não converteram.

Agora, o Campinense se concentra no Campeonato Paraibano, onde enfrentará o  Botafogo-PB, no Estádio Amigão, na próxima quarta-feira. Os dois times já estão classificados para as semifinais. Já o Sport vai fazer duelo pernambucano do Nordestão, diante do Santa Cruz.

O JOGO

Já aos 3 minutos Rithely lançou para Rogério, que apareceu por trás da defesa do Campinense, que cochilou, assim como Gledson, que saiu mal do gol. O atacante limpou o goleiro e só rolou de pé direito para o fundo das redes, abrindo o placar para os donos da casa.

O Sport seguia empurrado por sua torcida em busca do placar que lhe garantia a classificação. O time paraibano, visivelmente nervoso em campo, só assistia o rival jogar. Não atacava e ainda falhava na defesa. E aos 17 minutos o Leão da Ilha já conseguiu seu segundo gol. Diego Souza driblou Gilmar na direita, tocou para Rithely que avançou até o fundo e rolou para trás, onde o camisa 87 apareceu novamente livre na área, limpou Joécio e, de pé esquerdo, tocou no canto direito de Gledson, para levar a Ilha do Retiro a loucura.

Vendo o péssimo desempenho do time dentro de campo, Ney da Matta fez duas mudanças logo aos 23 minutos, quando sacou Negreti, que já tinha recebido amarelo e vinha cometendo muitas faltas, e Maranhão. Em seus lugares entraram Fernando Pires e Ronaell.

A primeira vez em que o Campinense tocou a bola com calma no primeiro tempo já levou perigo ao goleiro Magrão. Aos 38, Fernando Pires encontrou Gilmar na esquerda. O lateral esquerdo tocou para Ronaell, que chegou a linha de fundo em velocidade e cruzou para a área, onde Reinaldo Alagoano subiu mais que a defesa e cabeceou, mas a bola passou na frente do gol e ninguém chegou para aproveitar.

Segundo tempo

Se no primeiro tempo o Sport abriu o placar cedo, a Raposa tratou de esfriar os ânimos dos recifenses no início da segunda etapa.

Aos 3, Magno e Augusto tabelaram pela direita, o atacante foi até a linha de fundo e tocou para Reinaldo Alagoano. O camisa 9 estava de costas para o gol, fez o pivô e encontrou Fernando Pires na entrada da área. Ele dominou a bola e chutou de pé esquerdo no canto esquerdo de Magrão, que se esticou todo mas não conseguiu evitar o gol da Raposa.

Depois de marcar, o Campinense conseguiu controlar o jogo e não sofria tanta pressão do Sport, que atacava desordenadamente e não conseguia criar perigo para Gledson.

Mas em uma falha na saída de bola, com um golaço, o Leão da Ilha voltou a abrir vantagem. André chutou da entrada da área, mas Paulo Paraíba conseguiu abafar o chute com um carrinho, mas a bola subiu e foi para dentro da área, onde Diego Souza deu uma linda bicicleta e mandou a bola no canto direito do arqueiro raposeiro aos 14 minutos.

O quarto gol do Sport só não saiu aos 20 minutos por causa de uma enorme intervenção de Gledson. Após cobrança de escanteio curto, Everton Felipe cruzou no segundo pau, onde Ronaldo Alves apareceu e mandou de primeira com a perna direita, mas o goleiro operou um milagre e espalmou a bola para afastar o perigo.

A Raposa tentou reagir aos 26 minutos, quando Reinaldo Alagoano recebeu na entrada da área e bateu de pé direito, mas a bola foi na rede pelo lado de fora.

O Sport tentou pressionar até o fim do jogo, mas a partida acabou indo para os pênaltis.

Pênaltis

Ronaldo Alves, Everton Felipe, Lenis e Fabrício converteram todas as cobranças do Sport. No Campinense, Osvaldir e Reinaldo Alagoano marcaram, mas Tiago Orobó e Joécio desperdiçaram e a Raposa foi eliminada da Copa do Nordeste.

Agora as atenções rubro-negras se voltam para o Campeonato Paraibano. Na quarta-feira (05), o time de Campina Grande faz o Clássico Emoção com o Botafogo-PB no Amigão.

Ficha técnica

Sport 3 x 1 Campinense (agregado 4 x 4)
Copa do Nordeste 2017 (2º jogo das quartas de final)
Estádio: Ilha do Retiro (Recife)

Arbitragem: Antônio Moraes Sousa (PI); Mauro Cezar Evangelista (PI) e Rondinele dos Santos (AL)

Gols: Rogério, Diego Souza (2x) (S); Fernando Pires (C)
Cartões amarelos: Rogério, Rithely, Evandro (S); Negreti, Joécio, Osvaldir, Tiago Orobó (C)

Sport: Magrão, Samuel Xavier, Ronaldo Alves, Durval, Evandro (Raul Prata); Rodrigo, Rithely, Fabrício, Diego Souza; Rogério, André (Lenis). Técnico: Ney Franco.

Campinense: Gledson, Osvaldir, Joécio, Paulo Paraíba, Gilmar; Negreti (Fernando Pires), Magno, Jussimar; Augusto (Tiago Orobó), Maranhão (Ronaell), Reinaldo Alagoano. Técnico: Ney da Matta.

paraibaonline

Acompanhe mais notícias do FN nas redes sociais: FacebookTwitterYoutube e Instagram

Entre em contato com a redação do FN:  WhatsApp (83) 99907-8550. 

E-mail: jornalismo@focandoanoticia.com.br

 

 

Nos pênaltis, Flu bate Fla em clássico eletrizante e leva Taça Guanabara

fluO Fla-Flu deste domingo (05) foi digno de uma final de campeonato no Estádio Nilton Santos. Após cinco gols e duas viradas, o Fluminense tomou empate por 3 a 3 do Flamengo na etapa final e precisou dos pênaltis para conquistar a Taça Guanabara.

O desenrolar do clássico foi digno de roteiro de cinema, com o Fluminense abrindo contagem aos quatro minutos com Wellington Silva. William Arão empatou aos oito, e Éverton virou aos 23. O Tricolor voltou a estar na frente com Henrique Dourado e Lucas, mas Guerrero empatou em cobrança de falta. Nos pênaltis, porém, Réver e Rafael Vaz perderam, e Marcos Junior converteu a cobrança que deu a 10ª Taça Guanabara ao Tricolor.

O Fluminense volta a conquistar o troféu após cinco anos. O título garante ao Tricolor uma vaga na semifinal do Campeonato Carioca. A festa nas Laranjeiras deve durar até domingo (12), quando a equipe abre a Taça Rio contra o Boavista. O Flamengo, por sua vez, precisa esfriar a cabeça logo, pois estreia na Copa Libertadores contra o San Lorenzo nesta quarta-feira (08).

Nelson Perez/Divulgação

Wellington Silva vai bem e Júlio César se redime

Autor do primeiro gol do clássico, o camisa 11 do Flu fez vários desarmes e ainda encaixou uma linda assistência para Lucas fazer o terceiro do Tricolor no tempo normal. Ele ditou o ritmo da equipe, sendo a melhor arma ofensiva até ser substituído antes dos pênaltis por Marquinhos Calazans. Júlio César, por sua vez, foi mal com a bola rolando e se redimiu nos pênaltis. O goleiro saiu mal em dois lances de bola aérea, mas na decisão da marca da cal defendeu cobrança de Réver e abriu caminho para o Flu ser campeão.

Fluminense para no segundo tempo

A defesa tricolor, que ainda não tinha sofrido gols na Taça Guanabara, não repetiu bom desempenho. Os gols de William Arão e Éverton saíram muito por culpa da má marcação, que deixou Guerrero livre duas vezes e não acompanhou o rebote em ambas. Ofensivamente o time explorou muito bem os espaços da defesa rival, principalmente em contragolpes. Na etapa final a correria foi trocada pela cadência. O Flu se portou bem ao controlar a velocidade da partida, mas foi castigado com novo empate na reta final. Sorte que o título veio nos pênaltis.

Flamengo tira empate da cartola, mas falha nos pênaltis

Dois dos gols do Fluminense saíram em contra-ataques construídos até com certa naturalidade. Os lances expuseram a fragilidade da defesa rubro-negra no primeiro tempo, quando o ritmo foi mais acelerado. Após o intervalo, quando precisou correr atrás do placar, o Flamengo encontrou muita dificuldade para criar. Teve em Guerrero o seu herói, com ótima cobrança de falta. Na decisão por pênaltis, porém, os zagueiros Réver e Rafael Vaz cobraram muito mal e permitiram que o Flu vencesse as cobranças por 4 a 2.

Começo intenso é abertura de jogaço

O clássico não poderia ter começado melhor para o Fluminense, que logo aos quatro minutos abriu o placar com Wellington Silva em contra-ataque. O início de jogo, aliás, deixou o torcedor sem fôlego. William Arão empatou aos oito, e em seguida Alex Muralha pegou recuo com a mão e permitiu cobrança em dois toques dentro da área. Sorte do goleiro que o chute de Sornoza explodiu em Pará, e o erro não criou problemas maiores.

Willian Arão e a ‘vingança’ no Engenhão

O volante do Flamengo é o pivô da polêmica com o Botafogo e ainda não brilhou contra o ex-clube. Mas, na decisão da Taça Guanabara, Willian Arão conseguiu a sua “vingança”. O Botafogo não estava em campo, mas o camisa 5 fez o primeiro gol do Flamengo logo no estádio administrado pelo rival. A comemoração foi intensa. Vale lembrar que recentemente ele foi perseguido pelos alvinegros no amistoso entre Brasil e Colômbia, realizado também no Engenhão.

Nem parada técnica diminui o ritmo

O calor no Rio de Janeiro bateu 33º, mas a parada para reidratação não prejudicou o ótimo andamento do clássico. Mesmo criando menos, o Flamengo insistiu na bola aérea e por este caminho conseguiu a virada. O cruzamento de Pará encontrou Guerrero sozinho, e Éverton aproveitou rebote de Júlio César para virar o jogo.

Pênalti sem polêmica e cobrança com categoria

A desvantagem não abalou o Fluminense, que seguiu criando boas chances. O meio-campo verticalizou os ataques e frequentemente colocou a defesa adversária em apuros. O que rendeu o gol, porém, foi um toque de mão de Guerrero dentro da área, marcado acertadamente como pênalti. Henrique Dourado converteu.

Lucas aparece sozinho

Mais uma vez o Flamengo deixou o rival fazer a transição em grande velocidade. William Arão e Réver demoraram muito para recompor a defesa, enquanto Wellington Silva abriu na direita e enfiou ótima bola para Lucas. Sozinho, o lateral funcionou como elemento surpresa e fez o 3 a 2.

Guerrero faz golaço de falta

Quando o jogo diminuiu de ritmo e a taça parecia destinada ao Fluminense, Guerrero cobrou linda falta para levar a decisão aos pênaltis. O lance coroou a atuação muito boa do centroavante, que esteve envolvido em vários dos lances decisivos. Apesar de cometer um pênalti, na frente o peruano brigou muito pelo alto e deu início aos dois primeiros gols do Flamengo. Além disso, o Rubro-Negro não fazia um gol de falta desde 9 de abril do ano passado, um jejum de 11 meses que acabou na rede de Júlio César.

Zagueiros vão mal nos pênaltis

Diego abriu a série de cobranças batendo forte e convertendo, mas o Lucas deixou tudo igual para o Fluminense descolando Alex Muralha. Guerrero voltou a colocar o Flamengo à frente com batida seca no meio do gol, e o zagueiro Henrique voltou a empatar. Aí começaram os erros: o capitão Réver bateu no canto esquerdo, e Júlio César defendeu com a perna. Então Marquinho colocou o Fluminense à frente e em seguida viu Rafael Vaz chutar muito longe do gol. Na derradeira batida foi goleiro de um lado e bola do outro, com Marcos Junior dando a Taça Guanabara ao Tricolor.

A organização do Fla-Flu e o forte esquema de segurança montado – 830 agentes foram escalados para trabalhar no Engenhão – garantiram o clima de paz na decisão da Taça Guanabara. Não houve confrontos entre os torcedores e o Jecrim teve movimentação tranquila.

“Graças ao trabalho dos clubes e das forças de segurança não tivemos problemas no clássico. Temos que comemorar, pois foi realmente um Fla-Flu de paz”, comentou o Major Sílvio Luiz, comandante do Gepe (Grupamento Especial de Policiamento em Estádios) da Polícia Militar do Rio de Janeiro.

Nostalgia estampada na camisa

Fla-Flu em decisão imediatamente faz o torcedor do Fluminense lembrar do gol de barriga. Em 1995, o Flamengo buscou um empate incrível e tudo no Maracanã indicava o título rubro-negro, mas o Fluminense, com nove em campo, teve em Renato Gaúcho o herói do 3 a 2. Na ocasião a camisa tricolor tinha a mensagem “Ame o Rio”, frase novamente estampada neste domingo. Coincidência ou não, o placar neste domingo foi o mesmo.

Ficha Técnica

Fluminense 3 (4) x (2) 3 Flamengo
Data:
05/03/2017
Local: Estádio Nilton Santos, Rio de Janeiro-RJ
Hora: 16h00 (de Brasília)
Público: 24.451 pagantes (27.549 presentes)
Árbitro: Wagner Nascimento Magalhães
Assistentes: Rodrigo Figueiredo Correa e Luiz Claudio Regazone
Cartões Amarelos: Richarlison (Fluminense); Éverton e Trauco (Flamengo)
Cartão Vermelho: não houve
Gols: Wellington Silva aos 4′, William Arão aos 8′, Éverton aos 23′, Henrique Dourado aos 32′ e Lucas aos 40 minutos do primeiro tempo. Guerrero aos 39 minutos do segundo tempo.

Fluminense: Júlio César; Lucas, Renato Chaves, Henrique e Léo; Orejuela; Pierre; Richarlison; Sornoza (Marquinho); Wellington Silva (Marquinhos Calazans); Henrique Dourado (Marcos Junior). Treinador: Abel Braga.

Flamengo: Alex Muralha; Pará, Réver, Rafael Vaz e Trauco (Felipe Vizeu); Willian Arão (Berrío), Rômulo e Diego; Mancuello (Gabriel), Éverton e Guerrero. Treinador: Zé Ricardo.

Uol

Acompanhe mais notícias do FN nas redes sociais: FacebookTwitterYoutube e Instagram

Entre em contato com a redação do FN:  WhatsApp (83) 99907-8550. 

E-mail: jornalismo@focandoanoticia.com.br

 

Campinense perde para Itabaiana nos pênaltis e dá adeus ao acesso

CAMPINENSEO Campinense sepultou neste domingo, o sonho do acesso na Série D. Apesar da vantagem construúda em casa, a Raposa foi derrotada pelo Itabaiana por 2 a 0 no tempo normal (devolvendo o placar da ida) e 4 a 3 nas penalidades.

A partida foi disputada nesta noite, no estádio Etelvino Mendonça, no interior sergipano. O Campinense poderia ter ficado com a vaga nos pênaltis, pois na primeira cobrança, Joedson teve tudo para matar o adversário, mas perdeu e nas alternadas, o Tremendão marcou com Frede e eliminou a Raposa, que só volta às atividades em 2017.

O JOGO
Como era de se esperar, o Itabaiana partiu com tudo para cima do Campinense, já que entrou em campo com a obrigação de inverter o placar do jogo da ida, quando perdeu por 2 a 0. Logo aos 10 minutos, Thiago Garça acertou a trave de Glédson, após cobrança de falta.

A Raposa respondeu aos 20 minutos, quando Reginaldo Júnior entrou livre e chutou. Max fez a defesa e no rebote, Jussimar desperdiçou.

Aos 30, o Rubro-negro teve outra boa chance de marcar. Jussimar ficou na frente do goleiro do Itabaiana, que deu rebote. João Carlos, livre de marcação, chutou completamente errado.

No finalzinho do primeiro tempo, o Campinense teve outra boa chance. E outra vez com Jussimar. Desta vez, ele chutou, mas a zaga acabou salvando.

CAMPINENSE1

SEGUNDO TEMPO
O Itabaiana voltou com tudo para o segundo tempo. Tanto, que logo a dois  minutos abriu o placar. Após cruzamento, o árbitro viu mão de Joécio dentro da área. Pênalti, Fabiano Tanque bateu com categoria e marcou.

Pressionado, o jogando com o regulamento debaixo do braço, a Raposa fez duas modificações. Entraram Joadson e Alexsandro nos lugares de Reginaldo Júnior e Júnior Chicão, respectivamente.

Com as alterações, a Raposa melhorou e quase empatou aos 28 minutos. Jussimar ficou livre dentro da área, dominou, mas chutou para fora. Mas aos 40 minutos, o Itabaiana chegou ao segundo gol. Após cruzamento, Léo Paraíba cabeçou para dentro do gol de Glédson. Com isso, a decisão foi para os pênaltis,  já que o resultado agregado terminou 2 a 2.

Nas cobranças das penalidades, o Itabaiana acabou vencendo por 4 a 3 e avançou para a próxima fase.

FONTE: paraibaonline/Evandro Reis

Acompanhe mais notícias do FN nas redes sociais: FacebookTwitterYoutube e Instagram

Entre em contato com a redação do FN:  WhatsApp (83) 99907-8550. 

E-mail: jornalismo@focandoanoticia.com.br

 

Ex-goleira do Botafogo-PB, Bárbara salva nos pênaltis e garante o Brasil nas semifinais

goleiraTenso, emocionante, nervoso, heroico, épico. Qualquer dessas palavras pode definir o jogo entre Brasil e Austrália nesta sexta-feira, válido pelas quartas de final do futebol feminino dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro. No final, melhor para o Brasil, que após um duelo recheado de emoção, está classificado para as semifinais do torneio. As equipes empataram em 0 a 0 no tempo normal e na prorrogação, decidindo a vaga nos pênaltis. Nas cobranças, a craque Marta errou a quinta cobrança brasileira.

Um gol da Austrália, portanto, colocaria fim ao sonho do time nacional. Mas o jogo tinha uma heroína: a goleira brasileira Bárbara. Ela defendeu o pênalti seguinte da Austrália. Depois, Bárbara defendeu outra cobrança e garantiu a classificação dramática do Brasil para a semifinal: 7 a 6.

Os primeiros minutos do jogo foram marcados por bastante equilíbrio, com as brasileiras conseguindo evoluir e mostrar grande volume de jogo no decorrer da primeira etapa, mas sem conseguir desequilibrar, apesar de ter criado algumas chances.

Já a segunda etapa foi totalmente da equipe verde-amarela: mais posse de bola, mais criatividade, mais organização na defesa, a única coisa que faltava era o gol, que não veio e fez com que o embate fosse decidido na prorrogação.

Nas penalidades, o improvável aconteceu: Marta desperdiçou sua cobrança, mas a goleira verde-amarela Bárbara conseguiu defender outras duas cobranças e garantir a classificação. Assim, o Brasil se vinga da rival, já que a Austrália eliminou as brasileiras na Copa do Mundo de 2015.

Com o resultado, o Brasil garantiu vaga no confronto contra a Suécia, que eliminou as norte-americanas, principais favoritas, também nesta sexta. O duelo da semifinal será disputado na próxima terça-feira, às 13h (de Brasília). Na outra chave, a Alemanha desafia o Canadá.


Paraíba Notícia

Acompanhe mais notícias do FN nas redes sociais: FacebookTwitterYoutube e Instagram

Entre em contato com a redação do FN:  WhatsApp (83) 99907-8550. 

E-mail: jornalismo@focandoanoticia.com.br