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Candidatos ao Enem 2018 têm até este domingo para pedir isenção de taxa de inscrição

Terrmina no próximo domingo (15) o prazo para os candidatos ao Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) pedirem a isenção da taxa de inscrição da prova.

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) espera que cerca de 4 milhões de pessoas peçam a isenção da taxa neste ano.

Em 2018, o Enem completa 20 anos e pela primeira vez o pedido de isenção da taxa é feito antes do período de inscrição. Também pela primeira vez, os candidatos que tiveram a isenção no ano passado e faltaram aos dois dias de prova terão que justificar a ausência para ter a gratuidade novamente.

Se a solicitação de isenção for negada, ainda é possível recorrer da decisão, na Página do Participante, entre os dias 23 e 29 de abril. A aprovação da isenção da taxa de inscrição não significa que o participante já está inscrito no Enem 2018. As inscrições deverão ser feitas das 10h do dia 7 de maio às 23h59 de 18 de maio deste ano, pelo site do Enem.

Quem tem direito à isenção

– Quem está cursando a última série do ensino médio neste ano em escola da rede pública

– Quem cursou todo o ensino médio em escola da rede pública, ou como bolsista integral na rede privada, e tenha renda per capita igual ou inferior a um salário mínimo e meio

– Quem declarar situação de vulnerabilidade socioeconômica, por ser membro de família de baixa renda, e que esteja inscrito no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico)

– Quem fez o Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos (Encceja) do ano passado, que tenha atingido a nota mínima.

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Suspeito de pedir fotos íntimas e marcar encontros com crianças pelo Facebook é preso na PB

Jovem é preso depois de polícia encontrar pornografia infantil no celular dele

Um jovem de 21 anos foi preso na noite da quarta-feira (3) suspeito de aliciar crianças para enviar fotos íntimas e marcar encontros por meio do Facebook. A prisão aconteceu na Praça da Paz, nos Bancários, em João Pessoa, depois que o suspeito tentou fugir ao notar a presença da Polícia Militar na praça.

Segundo a PM, os policiais faziam uma ronda de rotina na praça quando viram o suspeito fugindo ao notar o carro da polícia. Uma perseguição foi feita e, ao princípio, os policiais não encontraram nada suspeito com o jovem. Apenas ao analisar o celular foi que os PMs encontraram a troca de mensagens entre o suspeito e crianças de 10 e 11 anos.

Conversa em celular de suspeito mostra jovem tentando marcar encontro com criança de 11 anos (Foto: Reprodução/TV Cabo Branco)

“Além dessas mensagens, com um palavreado bastante chulo, pornográfico, erótico, tinha também fotos em que ele provavelmente aliciava os menores e eles remetiam para ele as fotos dos próprios órgãos genitais”, explica a delegada Ana Carolina Ferreira.

Em uma das mensagens salva no celular e que foi impressa pela delegada, o rapaz insiste em encontrar a criança, que responde escrevendo que tem apenas 11 anos. Em outro trecho da mesma conversa, ele continua a insistir e a criança diz que tem medo que a mãe descubra.

O rapaz não tinha antecedentes criminais e foi levado para a Central de Polícia Civil. Segundo a delegada, ele deve passar por audiência de custódia ou pagar fiança e responder ao crime em liberdade. O caso vai ser encaminhado para a delegacia responsável para investigação.

“Parece que há grupos fechados no Facebook só para aliciamento de menores para atos libidinosos. Pode ser que ele seja integrante ou não, mas isso exige uma investigação mais profunda. Se a delegada especializada achar necessário ela aprofunda a investigação no que diz respeito a essas denúncias dos grupos, uma vez que com o que temos aqui não há materialidade comprovada dessa participação”, completa a delegada.

G1

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Carro capota e mulher morre após pedir carona; PRF diz que motorista estava bêbado

Reprodução/Diário do Sertão Vítima morreu após pegar carona
Reprodução/Diário do Sertão
Vítima morreu após pegar carona

Uma mulher morreu e um jovem ficou ferido em um acidente registrado na manhã deste sábado (30) no km 499 da BR-230, em Cajazeiras, no Sertão da Paraíba. O condutor do veículo estaria embriagado.

A Polícia Rodoviária Federal informou que a vítima havia pego carona com o condutor de 19 anos. No caminho, ele perdeu o controle do veículo em uma curva e capotou. A mulher morreu no local e até as 11h30 deste sábado (30), ela estava sem identificação.

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O motorista foi submetido ao teste do bafômetro e a PRF disse ter constatado que ele tinha ingerido bebida alcoólica.

Segundo a PRF, ele foi socorrido para o Hospital Regional de Cajazeiras; a unidade informou que o jovem está em situação estável, em observação.

 

Portal Correio

MPE é provocado por popular a pedir impugnação de registro de Cássio

 A Procuradoria Regional Eleitoral recebeu nessa  quarta-feira (9) “notícia de inelegibilidade”  impetrada por Demócrito Medeiros de Oliveira,  conhecido como Moca Medeiro, contra a  candidatura do senador Cássio Cunha Lima  (PSDB) ao Governo do Estado pela coligação “A  Vontade do Povo”.

No documento, Demócrito suscita o Caso Fac, que levou a cassação do então governador tucano na Justiça Eleitoral. Moca provoca a Procuradoria a contar a data da inelegibilidade prevista a partir do dia 29 de outubro de 2006 e não 03 de outubro daquele ano, como defendem os advogados do senador.

 

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Na petição, Moca, como é mais conhecido, avoca o seu “direito de cidadão” para noticiar a inelegibilidade e pede a “instauração de ação de impugnação de registro de candidatura afim de evitar que o candidato ‘ficha-suja’ dispute a eleição.

Quem é? – Moca Medeiros foi presidente da Juventude do PDT da Paraíba, partido que indicou a médica Lígia Feliciano, mulher do deputado federal Damião Feliciano (PDT), para compor a vaga de vice na chapa de Ricardo Coutinho, candidato da coligação “A Força do Trabalho”.

MaisPB

Pai de Bernardo vai pedir separação da madrasta na Justiça, diz advogado

bernardoO médico Leandro Boldrini, pai de Bernardo, manifestou vontade de se separar de Graciele Ugulini, madrasta do menino, durante conversa com o advogado de defesa Jader Marques na Penitenciária de Alta Segurança de Charqueadas (Pasc), na Região Metropolitana de Porto Alegre, neste fim de semana. De acordo com o advogado, o pai da criança precisa primeiro reconhecer a união estável com a mulher, para depois pedir a dissolução na Justiça. No domingo (4), completou um mês da morte da criança.

Marques se encontrou com o cliente no presídio. Durante a conversa, segundo o advogado, Leandro disse estar indignado com a suposição levantada de que ele estaria em busca de alguma vantagem financeira em cima dos bens deixados pela mãe de Bernardo, Odilaine, morta em 2010. O objetivo da separação seria garantir que os bens dele e de Bernardo não fiquem com Graciele. Apesar de manter uma união estável, o casal nunca oficializou o relacionamento.

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“Ele me pediu para que tomasse essa providência. Também quer entrar com uma ação para ficar com a guarda da filha que tem com Graciele. Vou propor essa medida nesta semana”, afirmou Marques ao G1. Conforme o advogado, a avó materna de Bernardo ficaria com os bens do menino.

Bernardo Boldrini foi encontrado morto no dia 14 de abril, enterrado em um matagal em Frederico Westphalen, no noroeste gaúcho, a cerca de 80 km de Três Passos, no norte, onde morava com o pai, a madrasta Graciele Ugulini, e a meia-irmã. Ele estava desaparecido desde 4 de abril. Leandro, Graciele e a assistente social Edelvania Wirganovicz, amiga da mulher, estão presos temporariamente por suspeita de envolvimento.

Sobre a morte do filho, Marques afirma que Leandro não sabia que Graciele tinha cometido o crime. “Ele responde que a suspeita começou a aparecer na constatação objetiva do desaparecimento, mas que ele tinha outras hipóteses. Acreditava que ele estava vivo. O irmão [de Leandro], Paulo, diz até hoje, mesmo com ela tendo admitido, que é difícil de acreditar que ela teria feito isso”, completou Marques em entrevista à Rádio Gaúcha na manhã desta segunda-feira (5).

Embora tenha conseguido liminar da Justiça para acessar o inquérito da Polícia Civil sobre o caso, Marques contou que não conseguiu uma cópia da investigação. Segundo ele, a Polícia Civil impediu o acesso. O advogado fez requerimento, também, para o fim do sigilo de justiça do processo, mas a solicitação ainda está pendente.

Graciele Ugulini foi transferida no sábado (3) para a Penitenciária Feminina de Guaíba, na Região Metropolitana de Porto Alegre, onde a assistente social Edelvania Wirganovicz também está presa. Conforme a Susepe, as duas não têm contato. Os três suspeitos estavam em uma casa prisional de Ijuí desde quarta-feira (30), quando haviam sido tirados do presídio de Três Passos.

Bernardo Boldrini Três Passos (Foto: Reprodução/RBSTV)
Bernardo foi encontrado morto no dia 14 de abril,
após passar 10 dias desaparecido
(Foto: Reprodução/RBSTV)

Entenda
Conforme alegou a família, Bernardo teria sido visto pela última vez às 18h do dia 4 de abril, quando ia dormir na casa de um amigo, que ficava a duas quadras de distância da residência da família. No domingo (6), o pai do menino disse que foi até a casa do amigo, mas foi comunicado que o filho não estava lá e nem havia chegado nos dias anteriores.

No início da tarde do dia 4, a madrasta foi multada por excesso de velocidade. A infração foi registrada na ERS-472, em um trecho entre os municípios de Tenente Portela e Palmitinho. Graciele trafegava a 117 km/h e seguia em direção a Frederico Westphalen. O Comando Rodoviário da Brigada Militar (CRBM) disse que ela estava acompanhada do menino.

“O menino estava no banco de trás do carro e não parecia ameaçado ou assustado. Já a mulher estava calma, muito calma, mesmo depois de ser multada”, relatou o sargento Carlos Vanderlei da Veiga, do CRBM. A madrasta informou que ia a Frederico Westphalen comprar um televisor.

O pai registrou o desaparecimento do menino no dia 6, e a polícia começou a investigar o caso. Na segunda-feira (14), o corpo do garoto foi localizado. De acordo com a delegada responsável pela investigação, o menino foi morto por uma injeção letal, o que ainda precisa ser confirmado por perícia. A delegada diz que a polícia tem certeza do envolvimento do pai, da madrasta e da amiga da mulher no sumiço do menino, mas resta esclarecer como se deu a participação de cada um.

Luiza Carneiro

Governo estuda pedir que população economize energia para não haver apagão na Copa

Edison LobãoPara não haver apagões de energia durante a Copa do Mundo, o governo pode pedir que a população economize energia. A afirmação é do ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, em entrevista publicada pelo “The Wall Street Journal”.

Segundo o ministro, é muito baixa a possibilidade de falta de energia elétrica antes do início da estação chuvosa que começa em novembro, mas, se o volume de chuvas não aumentar em abril ou maio e não houver uma recuperação dos reservatórios que suprem as importantes usinas hidrelétricas do país, ele poderá pedir aos brasileiros que reduzam voluntariamente a demanda por energia.

O ministro garantiu que não haverá racionamento compulsório de energia, o que, lembra o “WSJ” poderia ser um problema para a presidente Dilma Rousseff, em ano de eleições presidenciais.

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O país teve racionamento em 2001-2002, no governo do presidente Fernando Henrique Cardoso. Este ano, enfrenta uma onda de calor e de seca recorde. Segundo o jornal americano, analistas do banco de investimento brasileiro Brasil Plural disseram em relatório de mercado neste mês acreditar que o racionamento não poderá ser evitado.

“Não estamos trabalhando com a hipótese de racionamento de energia”, disse Lobão na entrevista. “Temos a convicção de que isso não será necessário.”

O ministro frisou que o governo não planeja cobrar mais das pessoas que não estão economizando energia, como aconteceu durante o racionamento, em que o governo FH cobrava multa de quem não cumpria a cota de energia. Cerca de 70% da geração de energia do país vêm de usinas hidrelétricas, que embora sejam fontes baratas de energia, tornam-se vulneráveis quando há longos períodos sem chuva, afirma o jornal americano.

Nesta quinta-feira, a empresa de planejamento energético do Brasil, Empresa de Pesquisa Energética (EPE), informou que a demanda no país subiu 8,6% em fevereiro, na comparação anual. Lobão afirmou ao “WSJ” que, para evitar qualquer problema durante a Copa do Mundo, o governo instalou duas subestações de eletricidade em cada um dos 12 estádios que vão receber jogos, disse o ministro e garantiu que não há riscos de blecautes durante os jogos.

Ele previu, ainda de acordo com a entrevista, que a demanda por energia elétrica provavelmente não subirá até níveis de pico durante o campeonato mundial de futebol, pois o consumo mais elevado gerado pelos jogos e pelos turistas seria compensado pelo menor consumo de empresas e fábricas, que vão parar em dias de jogos.

Ao “WSJ”, Lobão disse que o governo não quer iniciar o programa de racionalização do consumo antes que seja absolutamente necessário, para evitar uma propagação de medo de uma real escassez de energia. Agir agora “poderia ser interpretado como início de racionamento”, disse o ministro ao jornal americano.

O GLOBO

Deputada entra em ‘fogo cruzado’ por pedir inquérito contra Sheherazade e suspensão de verba publicitária do SBT

Adriano Vizoni/Folhapress
Adriano Vizoni/Folhapress

A deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ) está sob fogo cruzado desde que pediu a suspensão da verba publicitária federal do SBT e a abertura de inquérito contra a apresentadora Rachel Sheherazade e a emissora por incitação ao crime. Nas últimas semanas, a líder do PCdoB na Câmara virou alvo de milhares de comentários nas redes sociais, alguns bastante virulentos, que apoiam a jornalista e acusam a parlamentar de tentar promover censura.
Em entrevista ao Congresso em Foco, Jandira diz que o que está em questão não é o direito de Rachel Sheherazade fazer comentários na TV, mas a impossibilidade de uma empresa, que explora uma concessão pública, continuar recebendo verba publicitária mesmo após ter cometido um crime. Só em 2012, o SBT recebeu R$ 153 milhões do governo federal. O objetivo da ação, segundo ela, é que a eventual punição ao SBT sirva de exemplo para outras redes.

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“Não estamos provocando a Rachel Sheherazade, é o SBT que está em questão. Não é uma questão dela especificamente, mas dela vinculada ao canal. A gente espera que isso sirva de parâmetro para outras TVs”, afirma. “A emissora vai ter de assumir”, acrescenta.

“Ação orquestrada”

A deputada afirma que não se sente intimidada com as críticas que passou a receber desde que denunciou Rachel Sheherazade e o SBT em razão dos comentários feitos por ela em defesa de um grupo de pessoas que espancou, tirou a roupa e acorrentou ao poste um adolescente acusado de furto no Rio. Ela vincula os ataques à realização da marcha de setores da direita que pede a volta dos militares ao poder, que será realizada neste sábado.

Jandira acredita que há uma “ação orquestrada” na internet contra defensores dos direitos humanos. Na opinião dela, a proliferação de comentários contrários à sua iniciativa não é espontânea, nem se deve apenas às pessoas que concordam com a apresentadora.

“Nós mesmos apagamos uma das mensagens, que era de muito baixo nível. A pessoa respondeu: ‘Não adianta me apagar, pois tenho 200 perfis fakes, meu IP está na Holanda. Não vão me identificar’. Ou seja, há uma ação orquestrada. Agora mesmo vão fazer uma marcha em São Paulo, orquestram fakes, tem muito texto igual, as agressões são muito parecidas”, conta a deputada.

Pauta da mídia

A líder do PCdoB na Câmara também anuncia que vai propor a votação de uma “pauta da mídia”, que contemple desde a regionalização da programação até a redefinição de critérios para a distribuição da verba publicitária, passando pela regulamentação do direito de resposta. “Alguém tem de enfrentar a grande mídia naquilo que é prejudicial à sociedade. Uma coisa é a opinião. Outra coisa é incitar à ação criminosa.”

Jandira Feghali trabalha em duas frentes contra o SBT. Além do ofício enviado diretamente à Secom, no dia 20 de fevereiro, ela também apresentou um requerimento à Procuradoria-Geral da República (PGR) em que pede a abertura de inquérito contra a TV e Rachel Sheherazade e o corte da verba enquanto durarem as investigações. Como mostrou o Congresso em Foco, em caso de condenação, Jandira solicita que o SBT perca até o direito à concessão pública. Caberá ao procurador-geral, Rodrigo Janot, dar andamento ou não aos pedidos. “Acho mais fácil tirarem a Rachel do ar do que cassar a concessão”, diz Jandira.

Procurados pela reportagem ainda na última terça-feira (18), a apresentadora, o SBT e a Secretaria de Comunicação da Presidência da República não se manifestaram sobre o assunto.

Leia a íntegra da entrevista da deputada:

Congresso em Foco – Como surgiu a ideia de pedir a suspensão da verba publicitária do SBT? Jandira Feghali – Quando eu presidia a Comissão de Cultura, uma das pautas que tratamos com a então ministra da Secretaria de Comunicação, Helena Chagas, foi sobre a distribuição de verbas publicitárias do governo. Para nós, é óbvio que a verba publicitária não pode subsidiar canais de comunicação que pregam preconceito e violam os direitos humanos. A ministra disse que, se tivéssemos alguma denúncia, ela interromperia a verba. Como o governo pode subsidiar um canal que tem uma editorialista que incita à violência e à justiça com as próprias mãos? Logo após o comentário da Rachel Sheherazade, apresentamos um ofício na Secretaria de Comunicação na Presidência da República, pedindo a suspensão da verba para o SBT. Mas fomos orientados de que seria importante que o próprio Ministério Público abrisse um processo penal para reforçar a provocação ao Executivo, no caso, a Secom. Com isso, teríamos um caminho próprio. A Secom me deu primeiro retorno de conteúdo, dizendo que concorda com o pedido, mas que está estudando que providências tomar.

Quais os procedimentos agora?

A entrada da PGR acelera a solução no Executivo. Estou para fazer uma visitar ao procurador-geral, aguardo uma audiência com ele [Rodrigo Janot]. Alguém tem de enfrentar a grande mídia naquilo que é prejudicial à sociedade. Uma coisa é a opinião. Outra coisa é incitar à ação criminosa. Como o SBT tem muita audiência, isso impacta a própria guerra num terreno livre que é o da internet. Como é livre, é de todas as opiniões, concordando-se ou não.

Impressionou a senhora a repercussão ao seu pedido nas redes sociais? O que chama a atenção é a agressividade com que isso ocorre. Quem se confronta conosco, geralmente, vem com um nível de agressividade muito grande, reafirmando a posição de “mata mesmo, agride mesmo”. Uma coisa muito odiosa, preconceituosa, agressiva.

Por que isso ocorre?

Nós mesmos apagamos uma das mensagens, que era de muito baixo nível. A pessoa respondeu: “Não adianta me apagar, pois tenho 200 perfis fakes, meu IP está na Holanda. Não vão me identificar”. Ou seja, há uma ação orquestrada. Agora mesmo vão fazer uma marcha em São Paulo, orquestram fakes, tem muito texto igual, as agressões são muito parecidas. Alguém que fale em IP não é povão, tem conhecimento de tecnologia, comunicação. Tem ações que se multiplicam mesmo não sendo majoritárias. Essa violência que está nas ruas se reflete na comunicação. Há um grande preconceito.

Mas há muita gente que se identifica com os comentários dela por não acreditar mais no Estado… Tem quem se identifique com ela. Fui testemunha, no Carnaval, de um espancamento num bloco no Rio. De repente, gritaram “pega ladrão”. Aí três caras enormes espancaram um moleque mulato, que caiu desmaiado. Quebraram dedo da mão dele. Tive de atendê-lo na hora, como médica que sou. Eles também queriam deixá-lo nu e amarrá-lo num poste. O que esse tipo de programa e afirmação dela defendem pega em alguns segmentos que se sentem legitimados para agir dessa forma. Isso é barbárie.

Mas não há também uma descrença das pessoas no Estado?

Tudo bem que as pessoas tenham desconfiança da polícia, não aguentem mais a impunidade. Mas quem tem poder de julgar? Não pode ser um segmento da sociedade. Deviam pegar o moleque que estava roubando e entregá-lo para a polícia. Mas o gosto era de matar mesmo. Isso é terrível.

Na internet, há quem diga que a representação que a senhora move representa uma censura e que Rachel Sheherazade manifestou apenas o que eles também pensam…

Temos de enfrentar o debate sem nenhuma conivência com o crime, com quem rouba ou assassina. Mas é preciso compreender que as heterogeneidades sociais estão por trás disso. Os espancados, muitas vezes, não são bandidos profissionais, mas um garoto novo que não tem conhecimento. Um menino que rouba um celular, e não um que cometeu estupro. Não podemos ser coniventes com nenhum dos crimes. O único poder capaz de julgar a proporcionalidade da punição é a Justiça, que dá direito de defesa. Temos de defender o Estado democrático de direito.

O que representará uma eventual punição ao SBT nesse caso?

É uma simbologia para outras TVs não reproduzirem essa atitude. É garantir que as instituições funcionem. Há projetos que queremos puxar para a pauta do Congresso, como a redistribuição da verba publicitária, o direito de resposta, a regionalização da comunicação, a chamada lei das antenas. Tem uma pauta da comunicação que a gente precisa dar curso para garantir maior acesso da população e fortalecer uma mídia que nos permita um debate mais aberto.

Quais os próximos passos do pedido feito na Secom e da representação na PGR contra Rachel e o SBT? Vou pedir reunião com os dois, o ministro e o procurador-geral. Thomas Traumann [ministro da Secom] disse que concordava com o conteúdo e ia pensar nas providências. A ação da PGR fortalece esse nosso pedido.

A senhora propõe, em seu pedido ao procurador-geral, até a retirada da concessão pública do SBT em caso de condenação. Há alguma possibilidade de isso acontecer?

Acho mais fácil tirarem a Rachel do ar do que cassar a concessão. A emissora vai ter de assumir. Não estamos provocando a Rachel Sheherazade, é o SBT que está em questão. Não é uma questão dela especificamente, mas dela vinculada ao canal. A gente espera que isso sirva de parâmetro para outras TVs.

Congresso em Foco 

Médica vai pedir na Justiça salário do Mais Médicos que teria ido para Cuba

A médica cubana Ramona Rodriguez (Foto: Reprodução GloboNews)
A médica cubana Ramona Rodriguez
(Foto: Reprodução GloboNews)

A médica cubana Ramona Rodriguez, que abandonou o programa Mais Médicos, entrará com uma ação na justiça trabalhista para pedir indenização por danos morais e receber a diferença do salário de R$ 10 mil oferecido pelo governo brasileiro que, segundo a médica, não foi pago a ela durante os quatro meses em que trabalhou no país. O anúncio foi feito nesta quinta-feira (6) pelo líder do DEM, Mendonça Filho (PE), e o deputado Ronaldo Caiado (DEM-GO).

Ramona afirma que recebia apenas US$ 400 por mês e outros US$ 600 seriam depositados mensalmente em uma conta em Cuba e entregues aos profissionais somente após o término do contrato com o governo brasileiro. Segundo Ronaldo Caiado, a ação será preparada pela assessoria jurídica do DEM e será protocolada na Justiça trabalhista do Pará.

A cubana trabalhou pelo programa Mais Médicos na cidade de Pacajá (PA) durante quatro meses. De acordo com o deputado, na ação, Ramona, além do ressarcimento, alegará danos morais, sob o argumento de que teve a honra atingida por ter sido “discriminada” em relação aos médicos de outros países.

“Essa peça processual está sendo montada. Vai ser dada entrada no fórum do Pará ação trabalhista e também por danos morais para que ela seja ressarcida não só do diferencial de R$ 9 mil por mês que ela não recebeu, mas também todos os direitos trabalhistas, como FGTS, e também danos morais”, disse Caiado.

De acordo com o parlamentar, se a Justiça deferir o pedido, Ramona receberá pelo menos R$ 36 mil, o equivalente aos R$ 9 mil que ela deixou de obter em quatro meses de atuação no programa Mais Médicos.

O líder do DEM, Mendonça Filho, afirmou que o partido também entrará com uma representação no Ministério Público do Trabalho sugerindo uma ação coletiva para que todos os cubanos contratados para atuar no Brasil possam receber o percentual do salário que teria ido para Cuba.

“Vamos pedir que a Procuradoria-Geral do Trabalho patrocine uma ação coletiva a todos os médicos cubanos que estão sendo tratados de forma desigual, desumana e desrespeitosa”, disse.

Contrato de trabalho
O deputado Ronaldo Caiado relatou ainda que a Associação Médica Brasileira ofereceu a Ramona Rodriguez um emprego na área administrativa do escritório da entidade em Brasília. Com isso, a médica cubana poderia pleitear um visto de trabalho e permanecer no território.

De acordo com o parlamentar, a associação também dará suporte para que a médica possa fazer a prova do Revalida, exame necessário para que médicos formados no exterior trabalhem no Brasil.

“A Associação Médica Brasileira, por intermédio de seu presidente, acabou de falar conosco  que a AMB vai contratá-la no seu escritório de Brasília. Ela será funcionária da AMB. A entidade dará a ela todo apoio para que ela, inicialmente em um trabalho administrativo, possa fazer a prova do Revalida para que ela possa posteriormente exercer a profissão aqui”, afirmou

 

G1

Dirceu, Delúbio e João Paulo também vão pedir doações

dirceu-delubio-e-joao-pauloInspirados pelo exemplo do ex-deputado José Genoino (PT-SP), que conseguiu pagar com doações a multa de R$ 667,5 mil imposta pelo Supremo Tribunal Federal no julgamento do mensalão, os petistas João Paulo Cunha, Delúbio Soares e José Dirceu também vão abrir sites na internet para arrecadar dinheiro. De acordo com o coordenador do setorial jurídico do PT, Marco Aurélio Carvalho, os portais estão sendo criados pelas famílias dos três condenados e contam com o apoio do partido.

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“Esses sites foram organizados pela família de cada um dos condenados e o PT apoia. A verba do fundo partidário não pode, por lei, ser usada para isso. Então, o PT vai acionar da militância para que, de forma solidária, participe dessa campanha”, afirmou.

Condenado a 10 e 10 meses de prisão, o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu terá que pagar 260 dias-multa no valor de 10 salários mínimos (no montante vigente à época do crime, de R$ 260), o que dá R$ 676 mil. O valor ainda vai aumentar porque será atualizado com base na inflação quando a Vara de Execuções Penais do Distrito Federal intimar o petista, o que ainda não ocorreu.

O ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares já foi intimado pela Vara a pagar multa de R$ 466,8 mil. O deputado federal João Paulo Cunha (PT-SP) ainda não foi preso e a multa prevista na ocasião da condenação pelo STF era de R$ 370 mil, valor que ainda sofrerá alteração no momento da aplicação da pena.

Para o coordenador do setorial jurídico do PT, as campanhas na internet para obter os recursos serão “um sucesso”.

“Essa rede de solidariedade será ampliada e vai dar sustento. Vai ser um sucesso como a do Genoino. A solidariedade entre os companheiros é um valor que nos diferencia de tantos outros partidos. É uma marca importante que o PT tem. A gente chega ao final da campanha de Genoino com a compreensão de que a militância ajudou”, disse Marco Aurélio Carvalho

Jornal do Brasil