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Pediatra alerta: ‘desafio da rasteira’ ou ‘quebra-crânio’ pode causar acidentes irreversíveis

Dra. Loretta Campos comenta sobre perigos em brincadeira que está sendo feita por crianças e adolescentes

Está ocorrendo entre crianças e adolescentes um desafio que viralizou na internet, é o tipo de brincadeira que pode trazer consequências graves, ocasionando em mortes como já foi registrado na última semana. O ‘desafio da rasteira’ ou ‘desafio quebra-crânio’ consiste em duas pessoas derrubando uma terceira, enquanto uma pula os outros dois tentam o derrubar, que por sua vez, cai no chão batendo a cabeça.

Na última quarta-feira (12), a Sociedade Brasileira de Neurocirurgia (SBN) publicou alerta para pais e educadores em redes sociais contra a prática “O que parece ser uma brincadeira inofensiva, é gravíssimo e pode terminar em óbito. Os responsáveis pela “brincadeira” de mau gosto podem responder penalmente por lesão corporal grave e até mesmo homicídio culposo”.

A pediatra Dra. Loretta Campos, alerta aos pais e jovens sobre os perigos e consequências que o desafio pode causar: “Traumatismo cranioencefálico com hemorragia cerebral e morte. Além disso, existe risco de fratura de vértebras que podem levar a paralisia dos membros e fratura de vértebra cervical com comprometimento da medula espinhal cervical levando a óbito imediato e tetraplegia.”

Mas o que há por trás desses desafios? A pediatra explica: “A adolescência é uma fase de autoconhecimento e de busca constante por autonomia. Eles são inconsequentes por natureza e se não for maduro isso se torna ainda pior. Existe também o comportamento de grupo e que os levam a atitudes perigosas sem pensar nas consequências. Às vezes como forma de autoafirmação perante os colegas e de romper limites.”

É importante ter uma relação de confiança com o adolescente para que esse jovem se sinta conectado à sua família e a escute. A escola tem o papel de orientar e monitorar brincadeiras arriscadas, a comunicação com a família é de extrema importância para o controle do processo.

Dra. Loretta Campos

Pediatra pela Universidade de São Paulo (USP), Consultora Internacional em Aleitamento Materno (IBCLC), Consultora do sono, Educadora Parental pela Discipline Positive Association e membro das Sociedades Goiana e Brasileira de Pediatria. A médica aborda temas sobre aleitamento materno com ênfase na área comportamental da criança e parentalidade positiva.

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Pediatra responde quando suspeitar do Sarampo nas crianças  

O sarampo é uma doença viral aguda, caracterizada por febre, tosse, coriza e conjuntivite seguidas, após três a cinco dias de exantema cutâneo (lesão na pele) que se inicia na cabeça e se estende para os pés. Segundo a pediatra Loretta Campo, a lesão na pele começa atrás das orelhas e, na linha do cabelo, e em seguida, se espalha para o resto do corpo, braços e pernas, de distribuição centrípeta, que não poupa região da planta dos pés e mãos.

“A temperatura diminui três a quatro dias após o surgimento da lesão na pele, sendo que esta desaparece após 5 a 6 dias do seu surgimento. Um a dois dias antes do aparecimento da lesão na pele, pode-se ter a presença das manchas de Koplik (pequenas manchas esbranquiçadas internamente nas bochechas, mais comum na região oposta aos dentes molares) ”, acrescenta a médica.

Caso a mãe suspeite de sarampo independentemente da idade e da situação vacinal, é importante ficar alerta caso a criança apresente febre e exantema maculopapular (área vermelha e plana na pele), acompanhados de um ou mais dos seguintes sintomas: tosse, coriza ou conjuntivite.

Dra. Loretta Campos: Pediatra e Consultora de Aleitamento Materno  – Pediatra pela Universidade de São Paulo (USP), Consultora Internacional em Aleitamento Materno (IBCLC), Consultora do sono, Educadora Parental pela Discipline Positive Association e membro das Sociedades Goiana e Brasileira de Pediatria. A médica aborda temas sobre aleitamento materno com ênfase na área comportamental da criança e parentalidade positiva.

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Forçar uma criança a comer é falta de respeito, diz pediatra espanhol

criancaO pediatra espanhol Carlos González, 56, foi definido pelo jornal britânico “The Guardian” como “o médico que quer que os pais quebrem as regras”. Ele diz, no entanto, que os pais devem retomar seus instintos, já que a sociedade complicou seu papel nos últimos tempos com normas que o especialista considera absurdas.

González é defensor do aleitamento materno sob livre demanda e da cama compartilhada. O médico critica o castigo e defende a criação com apego e o respeito às crianças. É autor do best-seller “Bésame Mucho – Como Criar seus Filhos com Amor”, lançado no Brasil, em 2015, pela Editora Timo. No livro, questiona comportamentos adotados para que o filho não fique mimado, como não pegá-lo no colo ou dar atenção quando chora.

Pai de três filhos, González vem neste mês ao Brasil para promover o lançamento do livro “Meu Filho Não Come!”, também da Timo, que já está em pré-venda.

Na publicação, não há dicas de como fazer as crianças rasparem o prato. O que ele quer é explicar que elas comem o que precisam –ainda que não atendam às expectativas dos pais– e que devem aprender a se alimentar sozinhas.

Em entrevista ao UOL, concedida por e-mail, González fala sobre os erros que os adultos cometem à mesa e de como incentivar os filhos a adotarem uma alimentação mais saudável.

UOL – Há pais que obrigam o filho a comer e fazem ameaças. O que você pensa sobre essas condutas?

Carlos González – Forçar a comer é inútil, porque as crianças comem sem que seja necessário obrigá-las. Além disso, a conduta é contraproducente, porque a única coisa que os pais conseguem é que os filhos odeiem a comida e mais ainda “aquela” comida, que eles insistem em servir e que geralmente é a mais saudável. Também é perigoso quando a estratégia funciona, porque temos uma grave epidemia de obesidade infantil. Acima de tudo, esse comportamento é uma falta de respeito com a criança.

UOL – Se a criança recusa a refeição após três garfadas, significa que está satisfeita?

González – Exatamente.

UOL – Mas há crianças com problemas de apetite?

González – Há crianças que não comem o suficiente. São reconhecidas por perder peso ou ganhar muito menos peso do que o normal. Nesses casos, o que os pais precisam fazer é consultar um médico para ver o que acontece com ela. Uma criança doente perde o apetite e emagrece. Mas, mesmo nesses casos, não se deve obrigá-la a comer. É preciso descobrir o problema, tratá-la adequadamente e, quando estiver curada, comerá sozinha.

UOL – Em seu livro, você diz que muitos pais têm alta expectativa quanto à fome dos filhos. O que significa isso?

González – Por anos, os pediatras deram recomendações exageradas sobre a quantidade de comida a ser dada às crianças. Na Espanha, por exemplo, era costume recomendar para um bebê de seis meses um purê de frutas contendo meia banana, meia pera, meia maçã e meia laranja. Para uma criança de sete quilos. Na mesma proporção, eu teria de comer cinco bananas, cinco peras, cinco maçãs e cinco laranjas. E eu não consigo comer isso. É claro que quase nenhum bebê come toda essa quantidade de frutas e, se o faz, não janta depois.

UOL – Há como calcular a quantidade de comida adequada, por idade?

González – O cálculo é muito fácil de fazer: olhe para o que seu filho come, é justamente essa quantidade que ele deve comer –a menos que seja obeso, então, deverá comer menos. Não há outra maneira de descobrir a não ser observar. É preciso ter em mente que nem todas as crianças comem a mesma quantidade, alguns comem o dobro e até o triplo de outras da mesma idade.

UOL – Se a criança recusa a comida, mas pede para fazer pequenos lanches pouco tempo depois, os pais devem dar?

González – Se a criança pedir espontaneamente –sem que os pais ofereçam– outros alimentos e se o pedido for razoável, não há razão para não dar. Agora, se o filho pedir doces, salgadinhos ou ainda algo que os pais não tenham à mão naquele momento –por exemplo, se não há tempo para preparar um macarrão ou se não há iogurtes na geladeira–, é só dizer educadamente: “Sinto muito, querido, isso não posso dar”.

UOL – Esconder alimentos no prato do filho que ele geralmente rejeita é uma tática válida?

González – Se a receita original tem aquele ingrediente que ele costuma rejeitar, não há problema em oferecer. Agora, colocar um ingrediente que não condiz com a receita e achar que a criança não vai perceber, parece-me bastante inútil. Por exemplo, colocar espinafre no molho de tomate. Dá para acreditar que é possível usar a verdura sem que o molho mude de cor ou sabor? É desnecessário fazer isso para que a criança coma meio grama de espinafre.

UOL – Quando a criança recusa um alimento, a opinião dela é definitiva?

González – A opinião dela não é definitiva. A melhor maneira –e isso não é garantia de sucesso– de uma criança aceitar comidas novas é colocar esse alimento repetidamente na mesa, sem fazer comentário algum, sem insistir, pressionar ou oferecer prêmios, caso ela experimente. É preciso ter em mente que há mudanças normais na aceitação de novos alimentos. Normalmente, os bebês comem de tudo –até jornal. Após um ano, começam a rejeitar as coisas que antes comiam e não aceitam alimentos novos. Na adolescência, voltam a aceitar coisas novas e, muitas vezes, com entusiasmo.

UOL – Qual é a forma mais eficiente de incentivar as crianças a comerem bem?

González – O importante é que os pais tenham bons hábitos alimentares. Bebam apenas água –não refrigerante, suco ou álcool; comam frutas de sobremesa, em vez laticínios ou bolos; tenham sempre verduras e legumes na mesa, e não abusem do sal, do açúcar ou da gordura. Se os pais comem bem, a criança acabará comendo também. Para que ela não coma doces, biscoitos e não beba refrigerante, basta não comprar esses itens. Se houver apenas alimentos saudáveis em casa, ela só vai comê-los. Entre essas coisas saudáveis, cada criança decidirá o que come, quanto come e quando come.

Uol

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Pediatra afirma que amamentação reforça saúde do bebê e da mãe

amamentacaoBase de pesquisa para diversos estudos científicos de todo o mundo, o leite materno é fundamental na prevenção de alergias e problemas de saúde causados durante o desenvolvimento da criança.  “Por conter células de defesa materna, ele protege o bebê da maioria das doenças”, explica o pediatra e nutrólogo do Hapvida Saúde, Marcelo Maranhão.

Até os seis meses de vida do bebê, o leite materno é o responsável por suprir as necessidades alimentares da criança e só depois desta idade é preciso inserir outros alimentos, como afirma o pediatra. “No início o bebê pode rejeitar as ofertas porque tudo é novidade (a colher, o sabor e a consistência do alimento). Mesmo recebendo outros alimentos, a criança deve mamar até os dois anos ou mais, pois o leite materno continua alimentando e protegendo contra doenças”.

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O cuidado com a alimentação do bebê é fundamental para que a criança tenha pleno desenvolvimento, cresça de forma saudável e esteja menos suscetível a adquirir doenças. O leite materno possui benefícios a curto e longo prazo, sobretudo para os prematuros, já que eles precisam ainda mais de nutrientes específicos para o seu desenvolvimento, como proteínas, cálcio, fósforo, magnésio e lactose, que também estão envolvidos na formação do sistema motor.

Para o pediatra, a amamentação estabelece uma ligação mais íntima entre a mãe e o bebê, além de garantir segurança emocional para a criança. De acordo com Marcelo Maranhão, esse momento também garante inúmeros benefícios para a mãe. “Além de produzir em maior quantidade os hormônios que auxiliam o corpo a voltar ao normal, a amamentação também protege as mulheres contra a depressão pós-parto e reduz o sangramento após o parto”, revela.

Assessoria

Um pouquinho de sujeira não faz mal a ninguém, explica pediatra

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As mamães super protetoras não acreditam, mas, como afirma a máxima, contato com bactérias ajuda os pequenos a criarem anticorpos e se desenvolverem. É o que garante o pediatra Roberto Muller, que apoia o contato frequente com o que chama de Vitamina S – de sujeira.

“Deixe a criança solta para que ela entre em contato com o que quiser. Não existe motivo para pânico, depois é só dar um banho”, acalma o médico, que acredita nos benefícios dessa liberdade. “Indico, por exemplo, que as mães permitam que os pequenos se lambuzem durante a refeição. Não tem problema comer com a mão, muito pelo contrário. Esse contato lúdico com a comida dá um prazer diferente e faz com que eles se interessem muito mais pelo alimento”.

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Não é loucura não! Dê menos broncas e permita mais. “A grande prova a sujeira faz bem é que no hemisfério Sul as pessoas apresentam muito menos doenças autoimunes do que no hemisfério Norte. Isso acontece porque aqui temos muito mais contato com sujeiras e bactérias, enquanto lá eles são obcecados por limpeza”.

Andar descalça na rua, colocar a mão no chão, comer comida que caiu ou colocar algo sujo na boca é permitido, segundo o doutor. “Qualquer problema que possa aparecer, como um bicho de pé, é de fácil resolução e não trás grandes problemas. Estar em contato com tudo faz a criança se tornar mais esperta e desenvolvida. Quem não tem esse contato com o mundo não aprende a se virar e acaba se tornando um adulto com medo”, analisa o especialista.

Ele alerta para apenas uma situação que deve ser evitada. “A única preocupação maior com o local onde a criança brinca deve ser garantir que exista saneamento básico no ambiente. Nunca deixe o filho brincar próximo de esgotos, isso sim pode gerar graves consequências e doenças perigosíssimas”, alerta.

Como se criam os anticorpos?

O organismo sabe o que é seu ou não. Quando entrar algum corpo estranho, ele vai mandar embora. “É o que chamamos de efeito booster, mesmo princípio das vacinas, no qual você apresenta ao corpo um vírus que o sistema imunológico reconhece e manda um anticorpo para diminuir a ação dele. Ele diminui, mas não zera. Isso faz com que exista uma memória imunológica. Assim que essa bactéria entrar novamente, será produzido muito mais rápido o anticorpo que vai combatê-la e não atingirá a pessoa”, finaliza Muller.

 

 

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