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Luiz Couto parabeniza Padre Bosco por nomeação para Pastoral Carcerária

Couto_LuizEm discurso na Câmara Federal nesta terça-feira, 7, o deputado Luiz Couto (PT-PB) parabenizou o Padre João Bosco Francisco do Nascimento, nomeado por Dom Genival Saraiva de França, como novo Coordenador da Pastoral Carcerária da Arquidiocese da Paraíba.
A indicação do padre Bosco se deu, de acordo com dom Genival – que está como administrador da Arquidiocese enquanto aguarda a escolha do novo arcebispo da Paraíba – em face da necessidade de uma atuação mais articulada, em âmbito arquidiocesano e estadual, no acompanhamento pastoral da população carcerária. A proclamação do sacerdote como coordenador da Pastoral Carcerária, validada em 1º de fevereiro deste ano, é por tempo indeterminado.
Incardinado na Diocese de Guarabira, padre João Bosco foi ordenado dia 18 de fevereiro de 1989. Tem serviço prestado nas paróquias de Pirpirituba, Serra da Raiz, Guarabira (Paroquias de Santo Antônio e Santíssima Trindade), Joao Pessoa (Paroquias da Virgem Mãe dos Pobres e Nossa Senhora de Fátima), Mari, Mulungu e Araçagi. Atualmente dirige a paróquia de Caiçara.
Por um período de dez anos exerceu, entre outras funções pastorais, o cargo de vigário geral da Diocese de Guarabira e de coordenador diocesano de pastoral e membro do colégio dos consultores. Padre Bosco integra, ainda, o Conselho Estadual de Direitos Humanos.
“Como Coordenador da Pastoral Carcerária da Arquidiocese sem dúvida vai contribuir, com maior intensidade, para articular essa pastoral no Estado, dando, igualmente, importante colaboração à Coordenação Nacional. É com grande alegria que venho a este plenário felicitá-lo”, disse Couto.

Ascom do Dep. Luiz Couto

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Há 20 anos, professora leva espiritualidade e educação aos detentos na Cadeia Pública de Belém/PB através da Pastoral Carcerária

lene_mariaUm trabalho desafiador e incompreendido por muitos, mas essencial à ressocialização das pessoas privadas de liberdade, é desenvolvido pela professora Lene Maria na Cadeia Pública de Belém, no Agreste paraibano. São vinte anos dedicados à espiritualidade e a educação de detentos por meio da Pastoral Carcerária, cumprindo o ensinamento evangélico de Cristo que disse: “Estive preso e vieste me visitar” (Mateus 25, 36).

Mais do que uma visita, Lene Maria, professora da rede pública há duas décadas, dedica seu tempo, fora das salas de aula, ao acompanhamento educativo dos encarcerados que lotam as celas da cadeia de Belém. Atualmente, são 25 presos distribuídos em apenas 4 celas com pouco mais de 2 m², que já chegaram a abrigar 34 detentos.

Em 2016, a professora Lene começou a dar aulas aos apenados, em um projeto idealizado pela Promotora Ana Maria Pordeus Gadelha, unindo ao trabalho socioeducativo da Pastoral Carcerária. Participam do projeto, que continuará neste ano de 2017, através de parceria com a Prefeitura de Belém, os presos que não concluíram a primeira fase do Ensino Fundamental.

 
Trabalho junto aos encarcerados selecionados para o projeto educativo

Católica praticante, Lene Maria, que em 2015 participou de um curso sobre Justiça Restaurativa, ou seja, um modelo de Justiça que “valoriza o diálogo, compensando danos, gerando compromissos futuros e responsabilidades, objetivando a reintegração social da vítima e do infrator”, recebe o apoio do jovem professor Diniz Nascimento, membro da Igreja Metodista de Belém. Ação ecumênica e silenciosa, e quase solitária, iniciada há vinte anos, após o primeiro encontro realizado pelo padre Bosco, atual coordenador estadual e diocesano [Diocese de Guarabira] da Pastoral Carcerária, como conta a professora:

 
Anunciando o Evangelho de Cristo

“Este ano [a Pastoral Carcerária] completa 20 anos. Há 20 anos fui convidada por João Lúcio, filho de Lúcia Cruz, para participar de uma reunião na Igreja Nossa Senhora da Conceição, com Padre Bosco e alguns membros da Pastoral Carcerária de Guarabira. Neste dia, dei o meu SIM. As visitas aconteciam nas quartas-feiras.”

Continuando o relato ao Correio Belenense, Lene Maria fala sobre o desafio de encontrar voluntários para ajudá-la na Pastoral Carcerária, pois a maioria das pessoas convidadas ainda tem uma visão preconceituosa em relação à pastoral, que sempre contou com um número reduzido de membros:

 
Ouvindo os presos

“Por motivo de trabalhar em Nova Cruz, não foi mais possível João Lúcio participar. Fiquei caminhando sozinha. Depois convidei um senhor idoso, Sr. Herculano. Muito doente, os filhos levaram para o Rio ou São Paulo. Certo dia, convidei Maria das Neves de Sousa, conhecida como Nevinha, uma agente pastoral exemplar. Saiu da pastoral  porque Deus a chamou. Novamente, um dia André de Zé Rodinha chegou em minha casa e falou que ia caminhar comigo. Permaneceu uns seis anos, saiu para a Pastoral da Sobriedade. Com um tempo, já cansada de estar só, convidei os mais jovens e adultos, mas falavam que para presídio não gostavam. Continuei só. Hoje, louvo e agradeço a Deus pelo SIM de Diniz, o mesmo é congregado na Igreja Metodista”.

A “espinhosa e discriminada” missão da Profª Lene Maria, junto com o Prof. Diniz Nascimento, prossegue neste ano de 2017. Na quinta-feira passada (05/01), ocorreu a primeira visita do ano ao presídio em Belém. Na ocasião, a Pastoral Carcerária levou auxílio espiritual através da leitura da Sagrada Escritura e alguns alimentos aos encarcerados.

 
Profª Lene e Prof. Diniz em atividade da Pastoral Carcerária.

“Hoje dia 05/01/2017, no presídio de Belém, a Pastoral Carcerária foi visitar, levar a Palavra de Deus e um pouco de lanche aos nossos irmãos detentos. Eu e Diniz agradecemos a Deus por essa missão tão espinhosa e discriminada. Mas Jesus vê tudo e sabe todas as coisas. Obrigado, Senhor”, escreveu a Profª Lene em seu perfil numa rede social na internet.

Pastoral Carcerária

A Pastoral Carcerária nasceu com o próprio Jesus Cristo. Ele mandou que os cristãos visitassem os presos e Ele mesmo foi um preso. Portanto, a pastoral tem sua origem com o próprio Cristianismo. Contudo, somente na Idade Média, a partir dos séculos XI e XII, nasceram grupos organizados para visitar e resgatar as pessoas encarceradas.

No Brasil, embora a existência de grupos de visitação perde-se no tempo, a Pastoral Carcerária como serviço organizado da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) deu passos decisivos a partir de 1986, quando se realizou a primeira reunião nacional de que se tem notícia.

A partir de 1988 a coordenação nacional é criada e se iniciam contatos com organizações nacionais e internacionais, estes por meio do padre Chico, e passa a canalizar seus esforços para a contestação do sistema penitenciário e das violações dos direitos de presas e presas.

Estão entre os objetivos específicos da Pastoral Carcerária: o anúncio do Evangelho de Jesus Cristo [mas sem proselitismo]; a conscientização da sociedade para a difícil situação do sistema prisional; a contribuição para a redução da população carcerária; a superação da justiça retributiva por meio da justiça restaurativa; a promoção da inclusão social da pessoa presa; e a motivação e criação de políticas públicas que zelam pelo respeito aos Direitos Humanos.

Mais informação: http://carceraria.org.br/

correiobelenense

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Pastoral realiza 1ª Romaria Diocesana do Terço dos Homens em Guarabira

A Pastoral do Terço dos Homens (Pasthom) realizará a 1ª Romaria Diocesana do Terço dos Homens em Guarabira.

O evento acontece no dia 30 de outubro as 14h, a concentração acontece em frente a Diocese de Guarabira e sai com destino ao Santuário de Frei Damião.

Segundo os organizadores a expectativa é de um grande número de participantes.

romaria

Focando a Notícia

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Pastoral Carcerária lança a Campanha SALA PADRE CHICO

 
 

PASTORAL CARCERARIAA Coordenação Nacional da Pastoral Carcerária – CNBB tem por missão estar junto à pessoa presas e combater o encarceramento em massa que vigora no Brasil. Milhares de agentes por todo o Brasil visitam prisões diariamente, oferecendo assistência humana e religiosa, são assessorados por esta Coordenação. Sua sustentabilidade depende projetos, parcerias e de doações.

Para atender melhor as demandas que chegam a nós, vamos ampliar nossa sede, em São Paulo. Reformaremos e equiparemos uma nova unidade, que homenageará o Padre Robert Francis Reardon, mais conhecido por Padre Chico, que entre 1986 e 1999, atuou na Pastoral Carcerária, sendo coordenador nacional e vice-coordenador latino-americano.

Estamos em campanha para arrecadar 40 mil reais para concluir a reforma da sala. Esperamos que a sala Padre Chico, além de acomodar melhor as equipes que trabalham na Coordenação, possa ser utilizada por movimentos e lutas que precisem de um espaço no centro de São Paulo.

Ajude-nos a divulgar esta campanha: mande o texto para seus amigos, divulgue nas redes sociais, faça com que mais pessoas tenham conhecimento do nosso trabalho e colabore conosco na luta pelo desencarceramento.

Pastoral Carcerária Nacional

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Natal sediará 7º Congresso Regional de Humanização e Pastoral da Saúde

pastoral-da-saudeO 7º Congresso de Humanização e Pastoral da Saúde, do regional Nordeste 2 (Alagoas, Paraíba, Pernambuco e Rio Grande do Norte) da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), será realizado no Centro de Treinamento de Ponta Negra, em Natal (RN). O congresso ocorrerá de 18 a 20 de julho e é destinado a agentes da Pastoral da Saúde e religiosos.

O evento terá a presença do presidente do regional Nordeste 2 da CNBB e bispo referencial da Pastoral da Saúde Nordeste 2, dom Fernando Saburido. Além do arcebispo, participarão ainda o coordenador nacional da Pastoral da Saúde, Sebastião Venâncio, e o sacerdote e escritor camiliano Anísio Baldessin.

No dia 18 de julho, à tarde, serão oferecidos dois minicursos: um assessorado pelo escritor, padre Anísio Baldessin, e outro pelo coordenador nacional da Pastoral da Saúde, Sebastião Venâncio. No sábado, haverá exposições, palestras e mesas redondas. O domingo, 20, será dedicado à assembleia regional da Pastoral da Saúde. Ainda no dia 18, haverá missa solene presidida por dom Fernando Saburido.

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No evento os participantes terão a oportunidade de participar de uma tribuna livre, para a troca de experiências entre as dioceses.

Os presentes refletirão sobre as experiências do Nordeste nas dimensões comunitária e político-institucional da Pastoral; A Pastoral da Saúde como Instrumento e Efetivação do Direito a Saúde; a Dimensão Comunitária e Político Institucional: “Projeto Bairro Saudável e Sustentável”, dentre outros assuntos.

CNBB com informações do regional Nordeste 2.

Congresso da Pastoral Familiar abordará a importância do matrimônio

Congresso FamliaA arquidiocese de São Luís (MA), regional Nordeste 5 da CNBB, sediará o XIV Congresso Nacional da Pastoral Familiar, de 26 a 28 de setembro. A proposta do encontro é debater a experiência familiar, a relação do casal e a importância do matrimônio na construção da família cristã, motivados pelo tema “Família, transmissora da fé” e lema “Anunciai a fé com ousadia e coragem”.

O arcebispo de São Luís e vice-presidente da CNBB, dom José Belisário da Silva, explica que o lema do encontro quer ajudar na reflexão sobre os desafios e perspectivas da evangelização da família, hoje.  “Sem a família a sociedade não anda. Uma das grandes questões no mundo atual gira em torno das fragilidades das famílias. Temos muita esperança que esse Congresso possa nos ajudar a trabalhar mais pela família”, disse o bispo.

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Para dom Belisário, a família deve superar os momentos de crises próprias da cultura e contexto em que vive. “É certo que a família, em cada época, tem sua maneira de se organizar. No entanto, eu acredito que sem a família, realmente, a sociedade não caminha. É importante que formemos grupos familiares equilibrados, firmes e perseverantes; mesmo nas dificuldades da vida”.


Evangelização da família

O evento reunirá agentes de pastoral familiar, assessores, religiosos, coordenadores para planejar a evangelização da família na Igreja no Brasil. O Congresso oferecerá palestras, mesas redondas, painéis e testemunhos, com participação de bispos, sacerdotes e especialistas na área familiar.

“Estamos felizes em poder receber o Congresso da Pastoral Familiar que reunirá tantos participantes para debates necessários sobre a família. Nossas expectativas são de um encontro agradável e que traga bons frutos para a missão da Pastoral Familiar”, comenta o arcebispo de São Luís, dom Belisário.

Em comunicado, a organização explica que o evento visa possibilitar às famílias caminhos para a vivência cristã. “Por meio da evangelização, homem e mulher transmitam os valores da fé. Assim, a Pastoral Familiar, com intensidade e vigor, tenha a capacidade de orientar a família a “construir sociedades com um rosto mais humano”.

Informações e inscrições pelo site: www.xivconnapf.com.br/evento

 

 

CNBB

Pastoral Carcerária Nacional manifesta preocupação com condições do sistema prisional brasileiro

avatar_grandeA Pastoral Carcerária Nacional, reunida em Brasília, com as coordenações dos estados do Brasil, entre os dias 20 e 23 de março de 2014, vem, pela presente nota, externar à sociedade brasileira as suas urgentes preocupações com a atual situação do sistema prisional, a exemplo do que se tem enfrentado no estado do Maranhão:

 

  1. Existe uma clara política de encarceramento em massa em todos os estados do país, da qual deriva o cenário geral da superpopulação carcerária e de condições degradantes e atentatórias à vida. Estar numa prisão significa descer ao inferno, ser tratado da forma mais desumana possível e, no limite, perder a vida. A prática violenta e criminosa adotada pelo Estado brasileiro, por meio do encarceramento em massa, sobretudo da população mais pobre, faz do nosso sistema prisional, a pior forma de escravidão dos tempos atuais.

 

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  1. Nas unidades prisionais de todo país, quase a metade da população encarcerada está presa provisoriamente, por meses, anos, o que constitui uma grave violação do direito à presunção de inocência e de acesso célebre à justiça. De fato, há, por um lado, conhecido déficit de acesso à defesa, e, por outro lado, a consciência do Judiciário e do Ministério Público, que, salvo raríssimas exceções, abdicam do papel constitucional de fiscalizar presídios e de garantir os direitos fundamentais da população carcerária.

 

  1. Também familiares de pessoas presas são duramente apenados, em desprezo ao que dispõe a Constituição da República. A revista vexatória segue como objeta prática de violação sexual a visitantes de pessoas presas. A cada dia de visita, centenas e milhares de mulheres são submetidas ao que de mais desumano existe ao serem submetidas aos piores constrangimentos: despidas, são obrigadas a se agacharem por várias vezes, abrirem suas partes íntimas, que por vezes até sangra. Quando menstruadas, são impedidas de realizar a visita. Toda essa barbárie ocorre em nome de uma segurança que não existe, uma vez que os objetos ilícitos estão sempre presentes nas unidades prisionais.

 

  1. Pela própria forma como se organiza e se estrutura o sistema prisional, o mesmo inviabiliza qualquer processo de inclusão da pessoa na sociedade depois do cumprimento da pena. Por esse motivo, não acreditamos nos chamados programas de ressocialização, uma vez que não passam de retórica para angariar recursos ao sistema prisional, sem qualquer tipo de acréscimo nas condições materiais de sobrevivência das pessoas presas.

 

 

 

 

 

  1. Não compactuamos com a construção de mais cárceres e com a repetida aposta no sistema penal para a resolução de problemas sociais. Em verdade, a proliferação de prisões tem sido elemento determinante no aumento da violência dentro e fora das grades.

 

  1. Por essas razões, reiteramos nossa reivindicação por uma política de desencarceramento massivo e de abertura do cárcere à sociedade, denunciando o papel central do estado nas violações dos direitos das pessoas presas e nas diversas formas de violência delas decorrentes.

 

 

 

 Pastoral Carcerária Nacional

Padre Bosco emite Nota de Esclarecimento sobre a Pastoral Carcerária na Arquidiocese da PB

Padre_Bosco“Comecei os meus contatos com a Pastoral Carcerária de João Pessoa, em 1996, quando dom Marcelo Pinto Carvalheira assumiu o arcebispado na Arquidiocese da Paraíba. O trabalho de Pastoral Carcerária era conduzido por Solemar, irmã Vitória, padre Jaime, irmão Guido, padre Antônio Maria, padre Vicente Zambello e vários outros leigos e leigas, entre eles a senhora Guiany Campos Coutinho.

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A Pastoral Carcerária da Arquidiocese, coordenada por essa equipe, fez um trabalho muito significativo pelo nível de dedicação dispensada ao trabalho e, por isso, o nosso estado foi se destacando no cenário nacional. Integrando essa equipe, fiquei coordenador arquidiocesano por um período e aprendi muito, com o testemunho dessa equipe abnegada de Joao Pessoa.

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Depois dessa experiência, fiquei na articulação do estado, seguindo o trabalho do padre Antônio Maria, mas, vale salientar, que a Arquidiocese da Paraíba sempre manteve o seu trabalho com uma boa equipe de coordenação e sempre participou dos encontros estaduais que se sucederam a cada ano em forma de rodízio nas cinco dioceses (Arquidiocese da Paraíba e as dioceses de Campina Grande, Guarabira, Patos e Cajazeiras), já por 18 anos seguidos. A Arquidiocese da Paraíba sempre levou o maior número de agentes de pastoral para os encontros estaduais.
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Atualmente, a Pastoral Carcerária da Arquidiocese da Paraíba tem uma coordenação colegiada, que foi reestruturada no início do mês de junho de 2013, composta pelos seguintes membros: padre Liginaldo Miguel dos Santos, Solemar Mendes de Sena, Massilon da Silva Ramos, Valéria Maria dos Santos Fragoso e Guiany Campos Coutinho, conforme registro em ata já divulgada. Vale salientar que como Solemar Mendes de Sena, a senhora Guiany Campos Coutinho já coordenou a Pastoral Carcerária da Arquidiocese da Paraíba por mais de uma vez com o reconhecimento da Arquidiocese inclusive com anotações de seu nome como referência no Anuário Arquidiocesano.
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Com a chegada de dom Aldo na Arquidiocese da Paraíba, a Pastoral Carcerária foi a primeira a convidá-lo para participar de uma reunião que aconteceu no Mosteiro de São Bento para acolher o arcebispo e apresentar seu trabalho.
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Outro momento marcante em que a Pastoral Carcerária da Paraíba se reuniu com dom Aldo foi com a presença da presidência do Regional: dom Antônio Muniz Fernandes e dom Jaime Vieira Rocha. No término daquela conversa, dom Aldo, que se demonstrou incomodado durante todo o tempo, disse que Pastoral Carcerária não seria prioridade para a Arquidiocese e que ele não fosse procurado para tratar dessa matéria.
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Como a Pastoral Carcerária na Arquidiocese sempre teve uma boa equipe de articulação, o trabalho se manteve sem muitas alterações.
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Ao longo desses 18 anos, a Pastoral Carcerária conseguiu ser uma referência no que se refere à realidade carcerária uma vez que só ela tem uma presença frequente, semanal, através de suas equipes visitando as unidades prisionais, sendo a presença da Igreja, através de cada membro, cada agente, que cumpre sua missão de batizado. Afinal, é a cada pessoa que Jesus se dirige quando diz “Eu estava preso e vocês foram me visitar” (Mt 25,36).
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No estado da Paraíba, o trabalho da Pastoral Carcerária sempre foi apoiado pelos bispos da Província e eu, pessoalmente, sempre fui apoiado pelos bispos da Diocese de Guarabira, da minha diocese: dom Marcelo Pinto Carvalheira, dom Antônio Muniz e dom Francisco de Assis Dantas de Lucena.
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A nossa atuação está articulada com a Coordenação Nacional da Pastoral Carcerária e com a CNBB do Regional Nordeste 2, particularmente com dom Genival Saraiva de França, bispo de Palmares; dom Francisco de Assis Dantas de Lucena, bispo de Guarabira; e dom Jose Luís Ferreira Salles, bispo de Pesqueira.
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A pedido de dom Francisco de Assis Dantas de Lucena, bispo de Guarabira, participei de uma reunião da Província da Paraíba com os bispos do nosso estado. Na ocasião, ao falar sobre a realidade carcerária, pedi que fosse apresentado um bispo referencial para Pastoral Carcerária, mas, momento a minha solicitação não pôde ser definida. Neste caso, continuei como referência na Província com atribuições de articular, colaborar e gerenciar os conflitos dentro da Pastoral Carcerária e no Sistema Carcerário como um todo.
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No mês de janeiro de 2014, a equipe de coordenação Colegiada da Pastoral Carcerária na Arquidiocese me pediu para ajudar no processo de discernimento relacionado ao comportamento do agente de pastoral, Massilon da Silva Ramos, também membro da referida equipe. Muitas dificuldades foram apresentadas, inclusive por mim, que havia recebido várias informações, que inviabilizavam a sua continuidade na Pastoral Carcerária. Ele próprio sabe do que a coordenação toda sabe. Com ele se conversou várias vezes e com ele se teve muita paciência e caridade. Por fim, a equipe de coordenação Colegiada da Pastoral Carcerária na Arquidiocese o chamou, elencou todas as situações, sugerindo que o mesmo se afastasse enquanto a situação se acalmava. Bom lembrar que em uma Pastoral que se tem dificuldades em ter pessoas disponíveis para colaborar, não é fácil dispensar a colaboração de alguém, a não ser quando a situação extrapola a normalidade.
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Quero esclarecer que a decisão foi tomada pela equipe de coordenação colegiada e dessa decisão também participou o padre Liginaldo, indicado pelo senhor arcebispo para colaborar com a Pastoral Carcerária da Arquidiocese. Participei do processo como convidado por ser referência estadual que articula e zela pela missão da Pastoral Carcerária. Assinei, como Coordenador Estadual da Pastoral Carcerária, os Ofícios endereçados à Secretaria de Estado de Administração Penitenciária, à Vara de Execução Penal da Capital e à Coordenação de Pastoral Arquidiocesana comunicando o afastamento do agente de pastoral Massilon da Silva Ramos da Pastoral Carcerária.
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Inconformado, o agente afastado procurou o senhor arcebispo para que outras providências fossem tomadas. Ao senhor arcebispo foram apresentadas cartas de boa conduta assinadas por pessoas e entidades desconhecedoras das normas internas da Pastoral Carcerária, para contestar o discernimento e a decisão da equipe de coordenação colegiada. Bom saber que para a Pastoral Carcerária é preciso o cumprimento de orientações que são sempre relembradas a cada encontro: o perfil do agente de Pastoral Carcerária. Zelar pela a boa conduta, pela boa atuação dos membros da Pastoral Carcerária é zelar pela missão de Jesus Cristo dento dos Cárceres.
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Como o arcebispo dom Aldo de Cillo Pagott, não mais queria conversa com a Pastoral Carcerária e como um dia se foi orientado por ele, procuramos o Vigário Geral da Arquidiocese da Paraíba, o padre Virgílio Bezerra de Almeida para tratar do assunto. Participaram da conversa, além de mim, a senhora Guiany Campos Coutinho e o padre Alexandre Magno, que é articulador arquidiocesano das Pastorais Sociais. Ao saímos da sala do Vigário Geral, nos aguardava em uma mesa na sala da Cúria, o senhor arcebispo acompanhado do diácono Iran Alves Soares. Sem delongas, o senhor arcebispo foi logo informando que, como afastamos o senhor Massilon da Silva Ramos da Pastoral Carcerária, ele, estava nos afastando. Disse que não queria a nossa interferência na Arquidiocese e que da Pastoral Carcerária cuidava ele.
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É verdade que o bispo de cada diocese deve cuidar da vida pastoral. Mas cuidar significa chamar, dialogar, questionar, ouvir, orientar. E não foi essa a atitude do arcebispo da Arquidiocese da Paraíba. Ele não nos ouviu e nem procurou a equipe de coordenação colegiada da Pastoral Carcerária na Arquidiocese para se inteirar sobre o assunto. Naquela ocasião, lembrou-nos da conversa que tivera no inicio de seu arcebispado, com os bispos da Presidência do Regional Nordeste 2 e do que tinha nos dito: Que não queria contato com a Pastoral Carcerária. Disse ainda que por uma questão de princípios não aturava a nossa “tendência marxista” e que é “sim” a favor da revista vexatória. Falou também de sua amizade com as autoridades do estado, e da boa relação com o pastor Estevão com quem iria trabalhar com a nova coordenação da Pastoral Carcerária na Arquidiocese da Paraíba.
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Vale salientar, que a atuação da Pastoral Carcerária no Estado da Paraíba, está em comunhão com o que acontece no Brasil, sob a orientação de uma coordenação nacional reconhecida e referendada pela CNBB. Que sua missão primordial é: “Anunciar o Evangelho de Jesus Cristo às pessoas privadas de liberdade e zelar para que os direitos e a dignidade humana sejam garantidos no sistema prisional”. Atividades como visitas, oração, escuta, celebração, missa, diálogo com as direções, com juízes, governador, secretários, familiar de preso, questionamentos sobre as práticas abusivas do estado que estão presentes em todas as prisões, fazem parte da missão da Pastoral Carcerária.
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A senhora Guiany Campos Coutinho, que estava compondo a equipe de coordenação colegiada da Pastoral Carcerária da Arquidiocese, afastada verbalmente de suas atividades na Arquidiocese pelo arcebispo, está secretária da Pastoral Carcerária no Regional Nordeste 2, está na Articulação Nacional da Pastoral Carcerária para a Questão da Saúde do Sistema Penitenciário e representa a Pastoral Carcerária do Brasil, no Comitê Técnico Interssetorial de Assessoramento e Acompanhamento da Política Nacional de Atenção Integral à Pessoa Privada de Liberdade no Sistema Prisional representando a Pastoral Carcerária Nacional, portanto, ela continua membro atuante da Pastoral Carcerária na Paraíba.
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Quanto a mim, tenho atuação na Diocese de Guarabira, com o apoio do bispo diocesano, dom Francisco de Assis Dantas de Lucena, no Regional Nordeste 2, com a rearticulação da Pastoral Carcerária e na articulação do estado. Não tenho nenhuma interferência na Pastoral Carcerária da Arquidiocese da Paraíba. Não faço nenhuma visita em nome da Pastoral Carcerária da Arquidiocese da Paraíba, não acompanho visitas das equipes arquidiocesanas da Pastoral Carcerária e não integro a Equipe de Coordenação Colegiada da Pastoral Carcerária da Arquidiocese.
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Vale salientar que este trabalho feito por esses longos anos é sem ônus para as dioceses da Província onde estamos à serviço, com exceção da minha diocese, a Diocese de Guarabira.
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JOÃO BOSCO FRANCISCO DO NASCIMENTO, padre diocesano, incardinado na Diocese de Guarabira, ordenado dia 18 de fevereiro de 1989, com 25 anos de serviço prestado nas paroquias de Pirpirituba, Serra da Raiz, Guarabira, (Santo Antônio e Santíssima Trindade), Joao Pessoa (Virgem Mãe dos Pobres e Nossa Senhora de Fatima), Mari, Mulungu e Araçagi. Por um período de dez anos fiquei nomeado vigário geral da diocese entre outras varias funções pastorais. Atual presidente do Conselho Estadual de Direitos Humanos, articulador da pastoral carcerária no estado e no Regional e colaborador da Coordenação Nacional.”
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Fonte: carceraria.org.br

Congresso celebra os 30 anos da Pastoral da Criança

 

IrVeraLucia30072013Teve início dia 28 de julho e se encerra nesta sexta, 2 de agosto, o Congresso Nacional comemorativo aos seus 30 anos da Pastoral da Criança. O evento, realizado junto ao Santuário Nacional de Aparecida (SP) reúne cerca de quinhentos participantes, entre coordenadores da Pastoral nos estados, setores e núcleos, além da equipe nacional, assessores técnicos, palestrantes e outros convidados.

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Na abertura do evento, no último domingo, a atual coordenadora nacional, irmã Vera Lúcia Altoé (foto), destacou a relevância da celebração. “Este é um momento histórico de congregação para partilhar experiências, animar na missão, traçar metas e prioridades para os próximos anos”. Também estão presentes representantes da Pastoral da Criança de vindos das Filipinas, Angola, Guatemala, Panamá, República Dominicana, Peru, Argentina, Colômbia e Paraguai.

PastCrianca30anosO tema central do congresso “A criança como prioridade absoluta” foi exposto pelo médico Nelson Arns Neumann, coordenador nacional-adjunto e coordenador da Pastoral da Criança Internacional. Com a diminuição do índice de mortalidade infantil, a entidade volta-se agora para novos desafios. Ser referência para a criança em situação de vulnerabilidade é uma das prioridades da Pastoral para os próximos três anos.

“Como referência, mas não como executora” explicou Neumann. “Ela não vai resolver todos os problemas relacionados à criança. Mas ela deve encaminhar o problema, articulando e reforçando a ação do serviço público ou de outras instituições que atuam com a criança”.

Renovação

A ampliação das ações de vigilância nutricional para prevenção da obesidade infantil; os cuidados nos primeiros mil dias (período da gestação mais os dois primeiros anos de vida da criança); a ampliação do número de crianças acompanhadas e o aprimoramento da gestão, com objetivo de atingir sua missão, também estão entre as prioridades da Pastoral da Criança que estão sendo debatidas no evento.

“A Pastoral da Criança deve ter a coragem de mudar, de ajustar-se ao mundo atual, mas sem perder a referência, as suas origens”, avalia Clóvis Boufleur, gestor de relações institucionais da Pastoral. Para ele, as mudanças econômicas, sociais e mesmo o avanço das novas tecnologias afetam as ações da Pastoral da Criança, assim como das famílias acompanhadas.

As ações realizadas hoje pelos líderes voluntários não têm o mesmo impacto do início da pastoral. Com a redução do índice de mortalidade infantil, na maioria das cidades, e a desnutrição sob controle no país, agora os líderes enfrentam novos desafios. Os resultados da ação, que no início eram imediatos, agora demoram a aparecer e dependem de muitos fatores que não estão na governabilidade dos voluntários.

Com base nos três pilares da entidade – agir, organizar e comunicar – a proposta é atuar nos pontos de atenção, ou seja, situações-problemas encontrados e que preocupam os líderes nas comunidades. Os principais pontos de atenção já identificados estão relacionados com a gestante, a criança e o líder.

“Além do Sistema de Informação, agora vamos ter um Sistema de Informação e Comunicação que vai utilizar as novas tecnologias de informação para integrar a comunicação da coordenação nacional diretamente com as bases, os líderes nas comunidades”, explicou Boufleur.

De acordo com ele “a Pastoral da Criança como referência para o cuidado com a criança prevê, agora, uma ação sistemática”. É responsabilidade da Pastoral da Criança encontrar resposta sem se omitir para o ponto de atenção relatado pelo líder. Atender ou resolver os problemas encontrados ficam sob a responsabilidade das coordenações ou, quando necessário, pela coordenação nacional em articulação com órgãos de governo, entidades e movimentos sociais relacionados às questões ou cuidados com a criança.

 

 

Fonte: CNBB/Pastoral da Criança

Coordenador nacional fala das dificuldades para implantar Pastoral da Saúde nas cidades do interior

 

sebastiãoO coordenador nacional da Pastoral da Saúde, Sebastião Venâncio, esteve nesse final de semana na Paraíba e falou, com exclusividade, para o FOCANDO A NOTÍCIA. Ele explicou porque tem sido tão difícil implantar a pastoral em cidades do interior e falou do trabalho desenvolvido pela ação evangelizadora em todo o Brasil.

“Nossa missão aqui é levar para a comunidade e apresentar para a comunidade a Pastoral da Saúde, que muitas vezes as pessoas ouvem falar e pensam que a missão é só visitar doentes. Mas não é só isso. Temos aí uma séria de coisas que a pastoral atua antes mesmo da pessoa estar doente, então é prioridade nossa levar para os rincões o que é a pastoral da saúde e quem é. Deixar de ser essa pastoral que só visita doentes e transformar numa pastoral de emancipação para as pessoas”, explicou Sebastião.

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O coordenador afirmou que a maior dificuldade enfrentada para se instalar a pastoral nas cidades pequenas e longínquas é a financeira. “A pastoral não tem nenhum tipo de convênio, nenhum órgão, nem na esfera federal, nem estadual e nem municipal. A única verba que a pastoral tem é do Fundo Nacional da Solidariedade. Muitas dioceses estão nas grandes cidades, por isso elas também têm dificuldade de estar levando pessoas, assessores para estar formando”, falou.

Sebastião Venâncio também vê na priorização de outras pastorais uma grande dificuldade para se desenvolver a da saúde. “A outra dificuldade é que algumas vezes os padres, os bispos, diante de tanta dificuldade das dioceses, às vezes, por necessidade, prioriza outra pastoral e a da saúde fica escondida”, enfatizou.

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Redação/Focando a Notícia