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Incêndio atinge a Catedral de Notre-Dame, em Paris

Um dos pontos turísticos mais visitados do mundo, a catedral de  Notre-Dame, em Paris é alvo de um incêndio, que foi confirmado nesta segunda (15) pelo corpo de bombeiros, segundo a agência de notícias Reuters. As equipes tentam controlar as chamas. A polícia isolou a área e está retirando os muitos turistas que estavam dentro da catedral.

Uma grande operação dos bombeiros está tentando controlar as chamas, que afetam sobretudo a torre central da catedral, que é visitada por milhares de pessoas todos os dias. A polícia isolou a área e está retirando os muitos turistas que estavam dentro da catedral, de acordo com a EFE.

 

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Algodão colorido paraibano representa o Brasil na Maison D’Exceptions, em Paris

Fotos: Divulgação Algodão colorido paraibano
Fotos: Divulgação
Algodão colorido paraibano

Excelência em artesanato e criatividade voltada à indústria da moda. Estes foram os critérios da organização da feira internacional Maison D’Exceptions, em Paris, na França, que levaram os curadores a selecionarem o algodão colorido paraibano a participar do evento em fevereiro de 2016. O Salão faz parte da Première Vison Paris. A entrada no evento é permitida apenas para marcas selecionadas e convidadas como as renomadas Chanel e Dior.

O convite para a seleção aconteceu em setembro deste ano, durante a apresentação das estampas da comitiva “Parahyba”, integrada pelo grupo da marca de moda sustentável Natural Cotton Color – NCC Ecobrands, com sede na Praça Antenor Navarro, no Centro de João Pessoa.

A empresária da marca e designer, Francisca Vieira, revelou que é a primeira vez que uma empresa brasileira participa da feira, a qual possui um processo de curadoria bastante seletiva e rigorosa. “Estamos felizes com a seleção e a todo vapor na produção para mostrar o que temos de melhor genuinamente paraibano. Apresentamos o nosso artesanato de forma inovadora, com novos desenhos e materiais através do apoio do estilista paraibano Romero Sousa”, comentou.

As peças confeccionadas possuem uma mistura de macramê, festonê, renda renascença, rede de pesca, além da técnica do capitonê e tingimentos naturais nos tecidos orgânicos. Toda a produção será mostrada para estilistas e empresários de grandes marcas. No evento ainda haverá oficinas de Técnicas Vernaculares (próprio de um país, nação e região), Técnicas Ancestrais e Técnicas Contemporâneas.

“Teremos dois estandes na feira e um é destinado para os designers, onde mostraremos estampas, roupas e mostras de tecidos para atendermos aos clientes de encomendas. Ainda mostraremos algumas peças da ‘Coleção Cápsula’, do ano passado, parte conceitual da marca que nos oportunizou entrar no evento por meio da curadoria. Já a parte principal – que ficará visível para alguns – vamos mostrar o que temos de melhor com muita riqueza de artesanal e desdobramentos de peças”, acrescentou o estilista e colaborador da Natural Cotton Collor, Romero Sousa.

Distribuído do Acre ao Rio Grande do Sul, o algodão colorido compreende uma complexa cadeia produtiva que vai desde a plantação, fiação, tecelagem, confecção de peças e vendas. “Temos uma credibilidade incomparável. Além da tipologia ser a próxima homenageada no Salão de Artesanato da Paraíba 2016, já nos destacamos em documentário recentemente no Festival de Cinema no Cinecongo e já ganhamos as passarelas do São Paulo Fashion Week”, comemorou Lu Maia, gestora do Programa de Artesanato da Paraíba.

Arranjos produtivos – O grupo Natural Cotton Color – NCC Ecobrands, modelo de Arranjo Produtivo Local (APL), ainda recebeu um convite do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, por meio da Secretaria de Desenvolvimento da Produção, para apresentar seu caso de sucesso. A homenagem vai ocorrer na 7ª Conferência Brasileira de Arranjos Produtivos Locais (7ª CB APL), com o tema Dinamização das Cadeias Produtivas, no dia 10 de dezembro, às 11h, no Centro de Eventos Brasil 21 (SHS quadra 6, lote 1, conjunto A, Brasília-DF).

Assessoria

Modelos deixam pênis à mostra e surpreendem público da Paris Fashion Week

O estilista Rick Owens se atreveu a ir aonde nenhum designer de moda ousou chegar. Durante a exibição de sua coleção outono/inverno na Paris Fashion Week, na capital francesa, modelos da grife do americano deixaram o pênis à mostra ao desfilar looks com buracos ou fendas na altura do órgão genital.
Modelos deixam pênis à mostra nas passarelas da Paris Fashion Week
Modelos deixam pênis à mostra nas passarelas da Paris Fashion Week Foto: Montagem com fotos da AFP

Os modelos vestiam ponches peenhole com buracos na virilha e recortes que surpreenderam muitos dos que estavam nas fileiras para assistir ao desfile. A ousadia do estilista gerou repercussão na imprensa internacional, que criou brincadeiras com a coleção do designer. O “Huffington Post”, dos Estados Unidos, estampou “Cloaks Penis” (”Pênis sob o manto”, em tradução direta) ao noticiar o fato. Já outros veículos de internet satirizaram a situação criando hashtags que fazem apelo, ironicamente, à liberdade da genitália masculina.

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Quase que a apresentação pegou de supresa a top internacional Kate Moss, que estava na plateia no desfile da Louis Vuitton, que aconteceu momentos depois.

Kate Moss também foi surpreendida pelo desfile ousado de Rick Owens
Kate Moss também foi surpreendida pelo desfile ousado de Rick Owens Foto: Francois Mori / AP

Confira algumas fotos, em ângulos mais discretos, do que parisienses e turistas viram nas passarelas da Semana de Moda de Paris com Rick Owens:

Modelo exibe recorte em look geométrico assinadp por Rick Owens
Modelo exibe recorte em look geométrico assinadp por Rick Owens Foto: PATRICK KOVARIK / AFP
Coleção de Outono/Inverno de Rick Owens surpreendeu o público
Coleção de Outono/Inverno de Rick Owens surpreendeu o público Foto: PATRICK KOVARIK / AFP

Extra

Governo do Estado recebe em Paris, certificado internacional de área livre de aftosa

governo-da-paraibaO secretário executivo da Agropecuária, Rômulo Montenegro, viaja nesta sexta-feira (23) para França, em Paris, onde representará o Governo do Estado na entrega do Certificado Internacional de Área Livre da Aftosa com Vacinação concedido pela Organização Internacional de Saúde Animal (OIE).

Este será o primeiro título com característica mundial que a Paraíba receberá, o que a colocará no mesmo patamar dos Estados da Região Centro/Sul e permitirá o livre trânsito de animais por todo o Brasil e, principalmente, para outros países. Isso significa que os produtos paraibanos derivados de animais terão livre trânsito garantido. Ou seja, dá idoneidade para os produtos de origem animal, bem como os tornará mais competitivos, principalmente, por meio da globalização.

 

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Segundo Rômulo Montenegro, o Estado conseguiu essa certificação por meio de muito trabalho. “Cumprimos todas as etapas de vacinação com sucesso. Além das metas estabelecidas pela OIE, vamos continuar vigilantes para que nosso rebanho permaneça livre de doenças que ocasionem prejuízos para os produtores. A Paraíba está pronta para realizar exposições e demais feiras. O papel do Estado é viabilizar tudo isso e nós conseguimos. Quero asseverar que esta conquista, única e inédita, foi produto do esforço de todos os que fazem a Defesa Agropecuária do Estado da Paraíba, e do compromisso do governo em cumprir ações estruturantes para a economia do estado”, enfatizou o secretário.

Antes deste reconhecimento, a Paraíba era considerada Área de Risco, o que gerava graves problemas para os criadores, pois os animais, para transitarem para outros Estados da federação, precisavam se submeter a uma quarentena a qual demandava tempo e dinheiro, inviabilizando as condições de concorrência para os produtores.

Os produtos de origem animal, como por exemplo: carnes, leites, queijos, manteiga e outros produtos lácteos, não ingressavam nos grandes mercados, supermercados e atacados porque não tinham o reconhecimento de sua sanidade.

Secom/PB

Comuna de Paris: Há 143 anos, a primeira república proletária era massacrada

Em 1871, Marx e Engels escreveram: "A Comuna tinha perfeitamente razão ao dizer aos camponeses: 'A nossa vitória é a vossa única esperança'"
Em 1871, Marx e Engels escreveram: “A Comuna tinha perfeitamente razão ao dizer aos camponeses: ‘A nossa vitória é a vossa única esperança'”

Nesse domingo (18) se marca o massacre dos revolucionários da Comuna de Paris, o primeiro governo operário, fundado em 1871, através da resistência popular à invasão prussiana. Trata-se de uma das mais importantes afirmações revolucionárias da história, em que o povo francês contestou os monarquistas favoráveis à capitulação ante o avanço da Prússia e instalou a primeira república proletária, de caráter socialista. Naquele ano, Karl Marx e Friedrich Engels escreveram sobre a experiência.

 

Em 1871, Marx e Engels escreveram: “A Comuna tinha perfeitamente razão ao dizer aos camponeses: ‘A nossa vitória é a vossa única esperança'”

Os resistentes contaram com o apoio da Guarda Nacional francesa e derrotaram as forças legalistas, expulsando as autoridades a fugirem de Paris. Instalava-se a primeira república proletária da história, com base na Primeira Internacional dos Trabalhadores. Entretanto, a repressão ao projeto foi extremamente cruel e cerca de 20 mil revolucionários foram massacrados.

Leia a seguir o artigo de Marx e Engles sobre o experimento revolucionário, dois dias após o seu derrube brutal, em 28 de maio de 1871, liderado por Louis Adolphe Thiers, chefe do gabinete conservador, que se aliou ao Império Alemão.

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Na alvorada de 18 de Março, Paris foi despertada por este grito de trovão: VIVE LA COMMUNE! O que é, pois a Comuna, essa esfinge que põe tão duramente à prova o entendimento burguês?Os proletários da capital – dizia o Comitê Central no seu manifesto de 18 de Março – no meio das fraquezas e das traições das classes governantes, compreenderam que chegara para eles a hora de salvar a situação assumindo a direção dos assuntos públicos… O proletariado… compreendeu que era seu dever imperioso e seu direito absoluto tomar nas suas mãos o seu próprio destino e assegurar o triunfo, apoderando-se do poder.

Mas a classe operária não se pode contentar com tomar o aparelho de Estado tal como ele é e de o pôr a funcionar por sua própria conta.

O poder centralizado do Estado, com os seus órgãos presentes por toda a parte: exército permanente, polícia, burocracia, clero e magistratura, órgãos moldados segundo um plano de divisão sistemática e hierárquica do trabalho, data da época da monarquia absoluta, em que servia à sociedade burguesa nascente de arma poderosa nas suas lutas contra o feudalismo.

Em presença de ameaça de sublevação do proletariado, a classe possidente unida utilizou então o poder de Estado, aberta e ostensivamente, como o engenho de guerra nacional do capital contra o trabalho. Na sua cruzada permanente contra as massas dos produtores, foi forçada não só a investir o executivo de poderes de repressão cada vez maiores, mas também a retirar pouco a pouco à sua própria fortaleza parlamentar, a Assembleia Nacional, todos os meios de defesa contra o executivo.

O poder de Estado, que parecia planar bem acima da sociedade, era todavia, ele próprio, o maior escândalo desta sociedade e, ao mesmo tempo, o foco de todas as corrupções.

O primeiro decreto da Comuna foi pois a supressão do exército permanente e a sua substituição pelo povo em armas.

A Comuna era composta por conselheiros municipais, eleitos por sufrágio universal nos diversos bairros da cidade. Eram responsáveis e revogáveis a todo o momento. A maioria dos seus membros era naturalmente de operários ou representantes reconhecidos da classe operária. A Comuna devia ser não um organismo parlamentar, mas um corpo ativo, ao mesmo tempo executivo e legislativo.

Em vez de continuar a ser o instrumento do governo central, a polícia foi imediatamente despojada dos seus atributos políticos e transformada num instrumento da Comuna, responsável e revogável a todo o momento. O mesmo se deu com os outros funcionários de todos os outros ramos da administração. Desde os membros da Comuna até ao fundo da escala, a função pública devia ser assegurada com salários de operários.

Uma vez abolidos o exército permanente e a polícia, instrumentos do poder material do antigo governo, a Comuna teve como objetivo quebrar o instrumento espiritual da opressão, o “poder dos padres”; decretou a dissolução e a expropriação de todas as igrejas, na medida em que elas constituíam corpos possidentes.

Os padres foram remetidos para o calmo retiro da vida privada, onde viveriam das esmolas dos fiéis, à semelhança dos seus predecessores, os apóstolos. Todos os estabelecimentos de ensino foram abertos ao povo gratuitamente e, ao mesmo tempo, desembaraçados de toda a ingerência da Igreja e do Estado. Assim, não só a instrução se tornava acessível a todos, como a própria ciência era libertada das grilhetas com que os preconceitos de classe e o poder governamental a tinham acorrentado.

Os funcionários da justiça foram despojados dessa fingida independência que não servira senão para dissimular a sua vil submissão a todos os governos sucessivos, aos quais, um após outro, haviam prestado juramento de fidelidade, para em seguida os violar. Assim como o resto dos funcionários públicos, os magistrados e os juízes deviam ser eleitos, responsáveis e revogáveis.

Após uma luta heroica de cinco dias, os operários foram esmagados. Fez-se então, entre os prisioneiros sem defesa, um massacre como se não tinha visto desde os dias das guerras civis que prepararam a queda da República romana. Pela primeira vez, a burguesia mostrava a que louca crueldade vingativa podia chegar quando o proletariado ousa afrontá-la, como classe à parte, com os seus próprios interesses e as suas próprias reivindicações. E, no entanto, 1848 não passou de um jogo de crianças, comparado com a raiva da burguesia em 1871.

Proudhon, o socialista do pequeno campesinato e do artesanato, odiava positivamente a associação. Dizia dela que comportava mais inconvenientes do que vantagens, que era estéril por natureza e até mesmo prejudicial, pois entravava a liberdade do trabalhador; dogma puro e simples… E é também por isso que a Comuna foi o túmulo da escola proudhoniana do socialismo.

As coisas não correram melhor aos blanquistas. Educados na escola da conspiração, ligados pela estrita disciplina que lhe é própria, partiam da ideia de que um número relativamente pequeno de homens resolutos e bem organizados era capaz, chegado o momento, não só de se apoderar do poder, mas também, desenvolvendo uma grande energia e audácia, de se manter nele durante um tempo suficientemente longo para conseguir arrastar a massa do povo para a Revolução e reuni-la à volta do pequeno grupo dirigente.

Para isso era preciso, antes de mais nada, a mais estrita centralização ditatorial de todo o poder entre as mãos do novo governo revolucionário. E que fez a Comuna que, em maioria, se compunha precisamente de blanquistas? Em todas as suas proclamações aos franceses da província, convidava-os a uma livre federação de todas as comunas francesas com Paris, a uma organização nacional que, pela primeira vez, devia ser efetivamente criada pela própria nação. Quanto à força repressiva do governo outrora centralizado, o exército, a polícia política, a burocracia, criada por Napoleão em 1798, retomada depois com prontidão por cada novo governo e utilizada por ele contra os seus adversários, era justamente esta força que devia ser destruída por toda a parte, como o fora já em Paris.

Para evitar esta transformação, inevitável em todos os regimes anteriores, do Estado e dos órgãos do Estado em senhores da sociedade, quando na origem eram seus servidores, a Comuna empregou dois meios infalíveis.

Primeiro, submeteu todos os lugares, da administração, da justiça e do ensino, à escolha dos interessados através de eleição por sufrágio universal e, evidentemente, à revogação, em qualquer momento, por esses mesmos interessados. E segundo, retribuiu todos os serviços, dos mais baixos aos mais elevados, pelo mesmo salário que recebiam os outros operários. O vencimento mais alto que pagou foi de 6000 francos. Assim, punha-se termo à caça aos lugares e ao arrivismo, sem falar da decisão suplementar de impor mandatos imperativos aos delegados aos corpos representativos.

Esta destruição do poder de Estado, tal como fora até então, e a sua substituição por um poder novo, verdadeiramente democrático, estão detalhadamente descritas na terceira parte de A Guerra Civil.(Karl Marx) Mas era necessário voltar a referir aqui brevemente alguns dos seus traços, porque, precisamente na Alemanha, a superstição do Estado passou da filosofia para a consciência comum da burguesia e mesmo de muitos operários.

Na concepção dos filósofos, o Estado é “a realização da Ideia” ou o reino de Deus na terra traduzido em linguagem filosófica, o domínio onde a verdade e a justiça eternas se realizam ou devem realizar-se. Daí esta veneração que se instala tanto mais facilmente quanto, logo desde o berço, fomos habituados a pensar que todos os assuntos e todos os interesses comuns da sociedade inteira não podem ser tratados senão como o foram até aqui, quer dizer, pelo Estado e pelas suas autoridades devidamente estabelecidas. E julga-se que já se deu um passo prodigiosamente ousado ao libertarmo-nos da fé na monarquia hereditária e ao jurarmos pela república democrática.

Friedrich Engels: Introdução à Guerra Civil na França

Em presença de ameaça de sublevação do proletariado, a classe possidente unida utilizou então o poder de Estado, aberta e ostensivamente, como engenho de guerra nacional do capital contra o trabalho

A constituição comunal restituiria ao corpo social todas as forças até então absorvidas pelo Estado parasita que se alimenta da sociedade e lhe paralisa o livre movimento

A unidade da nação não deveria ser quebrada, mas, pelo contrário organizada pela Constituição comunal; ela deveria tornar-se uma realidade pela destruição do poder de Estado que pretendia ser a encarnação desta unidade mas que queria ser independentemente desta mesma nação e superior a ela, quando não era mais do que uma sua excrescência parasitária.

Em vez de se decidir de três em três, ou de seis em seis anos, qual o membro da classe dirigente que deveria”representar” e calcar aos pés o povo no Parlamento, o sufrágio universal devia servir um povo constituído em comunas, tal como o sufrágio individual serve qualquer patrão à procura de operários, de capatazes ou de contabilistas para a sua empresa.

A Comuna era composta por conselheiros municipais, eleitos por sufrágio universal nos diversos bairros da cidade. A maioria dos seus membros eram naturalmente operários ou representantes reconhecidos da classe operária. A Comuna devia ser, não um organismo parlamentar, mas um corpo ativo, ao mesmo tempo executivo e legislativo. Em vez de continuar a ser o instrumento do governo central, a polícia foi imediatamente despojada dos seus atributos políticos e transformada num instrumento da Comuna, responsável e revogável a todo o momento.

O mesmo se deu com os outros funcionários de todos os ramos da administração. Desde os membros da Comuna até ao fundo da escala, a função pública devia ser assegurada com salários de operários. Os benefícios habituais e os emolumentos de representação dos altos dignatários do Estado desapareceram ao mesmo tempo que os altos dignatários. Os serviços públicos deixaram de ser propriedade privada das criaturas do governo central. Não só a administração municipal, mas toda a iniciativa até então exercida pelo Estado, foi posta nas mãos da Comuna.

Uma vez abolidos o exército permanente e a polícia, instrumentos do poder material do antigo governo, a Comuna teve como objetivo quebrar o instrumento espiritual da opressão, o “poder dos padres”; decretou a dissolução e a expropriação de todas as igrejas, na medida em que elas constituíam corpos possidentes. Os padres foram remetidos para o calmo retiro da sua vida privada, onde viveriam das esmolas dos fiéis, à semelhança dos seus predecessores, os apóstolos.

A Comuna realizou a palavra de ordem de todas as revoluções burguesas, um governo barato, abolindo essas duas grandes fontes de despesas que são o exército permanente e o funcionalismo de Estado.

A supremacia política do produtor não pode coexistir com a eternização da sua escravatura social. A Comuna devia pois servir de alavanca para derrubar as bases econômicas em que se fundamenta a existência das classes e, por conseguinte, a dominação de classe. Uma vez emancipado o trabalho, todo o homem se torna um trabalhador e o trabalho produtivo deixa de ser o atributo de uma classe.

A Comuna tinha perfeitamente razão ao dizer aos camponeses: “A nossa vitória é a vossa única esperança”.

O domínio de classe já não se pode esconder sob um uniforme nacional, pois os governos nacionais formam um todo unido contra o proletariado.

A Paris operária, com a sua Comuna, será para sempre celebrada como a gloriosa percursora de uma sociedade nova. A recordação dos seus mártires conserva-se piedosamente no grande coração da classe operária. Quanto aos seus exterminadores, a História já os pregou a um pelourinho eterno, e todas as orações dos seus padres não conseguirão resgatá-los.

Portal vermelho

Para alertar sobre câncer de mama, mulheres arremessam sutiãs em Paris

Dezenas de mulheres – e também alguns homens – jogaram sutiãs para o alto na Praça do Trocadero em Paris neste domingo (16), em ação promovida por uma ONG para chamar atenção à prevenção e tratamento do câncer de mama.

Esta é a 5ª edição do evento batizado de Primavera e Arremesso de Sutiã da Pink Bra, organização sem fins lucrativos que o promove anualmente. A ação contou com a participação de dançarinas burlescas, que se apresentaram de lingerie e participaram do arremesso.

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Grupo fez apresentação de dança burlesca antes do arremesso de sutiãs (Foto: Benoit Tessier/Reuters)Grupo fez apresentação de dança burlesca antes do arremesso de sutiãs (Foto: Benoit Tessier/Reuters)
Arremesso de sutiãs chamou atenção de passantes no centro de Paris, na França (Foto: Benoit Tessier/Reuters)Arremesso de sutiãs chamou atenção de passantes no centro de Paris, na França (Foto: Benoit Tessier/Reuters)
G1

Manifestantes protestam em Paris contra casamento gay

manifestoCentenas de milhares de pessoas lotaram as ruas do centro de Paris neste domingo para protestar contra o plano do presidente francês, François Hollande, de legalizar o casamento e a adoção de crianças por homossexuais até junho.

Imagens televisionadas mostravam alguns embates, com forças de segurança disparando gás lacrimogêneo sobre manifestantes vestidos de rosa e gritando slogans contra Hollande. Na França, manifestantes contra o casamento gay costumam se vestir de rosa.

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A polícia estima oficialmente que o protesto contou com a participação de cerca de 300 mil pessoas.

Foi o segundo protesto desse tipo neste ano, após uma marcha semelhante em janeiro mostrar a redução do apoio público a um projeto, o que forçou autoridades a adiar um plano para permitir que casais lésbicos tenham acesso a inseminação artificial.

Hollande prometeu aprovar a lei com sua maioria parlamentar socialista e atraiu a raiva de rivais ao tentar evitar um debate público sobre a reforma, o que a ministra da Justiça, Christine Taubira, descreveu como uma “mudança de civilização”.

O Senado francês vai analisar a medida em abril.

Oponentes ao casamento e à adoção de crianças por homossexuais, incluindo a maior parte dos líderes religiosos na França, argumentaram que a reforma criaria problemas psicológicos e sociais para crianças que, segundo eles, devem ter prioridade sobre o desejo de direitos iguais para adultos gays.

Estadão

Modelo é traída pelo vestido e deixa seio ‘escapulir’ na passarela de Paris

O estilista Alexandre Vauthier resolveu apostar na sensualidade em sua coleção de verão, apresentada nesta semana na Semana de Alta Costura de Paris. Mas, em meio a tantas fendas, gargantilhas e tecidos luxuosos, Vauthier causou uma bela de uma saia justa a uma modelo.

Enquanto desfilava, ela foi traída pelo vestido de decote ousado, que pretendia fazer o jogo de “mostra-e-esconde”. O “esconde” acabou ficando só na teoria quando o seio esquerdo da moça pulou para fora da faixa que devia cobri-lo. Ops! Profissional, a modelo continuou a desfilar como se nada tivesse acontecido. Veja o registro abaixo:

Ops! Seio ‘fujão’ chama atenção na Semana de Alta Costura de Paris. Foto: AP

 

GNT