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Decisão do STF sobre prisão em 2ª instância pode tirar da cadeia Lula, Dirceu e mais 11 presos da Lava Jato no Paraná

O julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a prisão após condenação em 2ª instância pode tirar da cadeia 13 presos da Operação Lava Jato no Paraná, conforme levantamento feito pela RPCVeja a lista completa mais abaixo.

De acordo com o Ministério Público Federal (MPF), dos 74 réus da operação no Paraná com condenação em segunda instância, 38 podem ser beneficiados com a mudança de entendimento do STF.

Esses possíveis beneficiados estão cumprindo penas em regime fechado, semiaberto e aberto.

Entre os condenados que podem deixar a prisão, estão o ex-ministro petista José Dirceu e o ex-executivo da Engevix Gerson Almada, ambos presos no Complexo Médico-Penal (CMP) de Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba.

Também poderiam ser beneficiados o ex-diretor da Petrobras Renato Duque e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, detidos na Superintendência da Polícia Federal (PF), em Curitiba.

O levantamento mostra ainda que outros quatro condenados em segunda instância e que também estão na cadeia permaneceriam presos. Entre eles, o ex-deputado Eduardo Cunha e o ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral.

Isso porque eles também estão presos preventivamente em outras ações.

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) já afirmou que, com o entendimento da necessidade de aguardar o julgamento de todos os recursos em instâncias superiores, 4,8 mil presos condenados em segunda instância podem ter a execução da sentença interrompida.

Mas o juiz pode manter os réus presos por meio de prisão preventiva. A legislação brasileira prevê a prisão por tempo indeterminado quando, por exemplo, há provas da existência do crime, risco de fuga, risco às investigações ou à ordem pública.

Presos da Lava Jato que podem deixar a cadeia:

  • Alberto Elísio Vilaça Gomes
  • Enivaldo Quadrado
  • Fernando Antônio Guimarães Hourneaux de Moura
  • Gerson Almada
  • João Augusto Rezende Henriques
  • José Dirceu
  • Julio Cesar dos Santos
  • Luiz Eduardo de Oliveira e Silva
  • Luiz Inácio Lula da Silva
  • Márcio de Andrade Bonilho
  • Pedro Augusto Corte Xavier
  • Renato Duque
  • Sérgio Cunha Mendes

 

G1

 

 

Ladrão fica pendurado em cerca ao tentar invadir casa no Paraná

Um rapaz ficou pendurado na cerca de uma residência na noite de terça-feira (22), no Jardim Alvorada, em Francisco Beltrão, região Sudoeste do Paraná.

Os vizinhos perceberam a ação do rapaz que tentava invadir a residência. Na fuga, ao pular a cerca de proteção ele prendeu as calças nas grades e por lá ficou até a chegada da Polícia. Um dos moradores filmou o caso inusitado e compartilhou nas redes sociais.

A Polícia Militar foi acionada e registrou um boletim de ocorrência. Não foi informado se o suspeito ficou ferido.

 

Redação Catve.com

Acidente com ônibus deixa 20 mortos e vários feridos no Paraná

Ao menos vinte pessoas morreram e várias ficaram feridas após uma acidente entre um ônibus e um caminhão na rodovia PR-323, em Cafezal do Sul, no noroeste do Paraná, na manhã desta segunda-feira (31). A informação dos óbitos foi confirmada pelo aspirante Felipe Pacheco, do Corpo de Bombeiros de Umuarama. Dez pessoas ficaram feridas e foram encaminhadas ao hospital Cemil. Veja a lista com os nomes dos feridos no fim da matéria

Do total de mortos, um era motorista do caminhão e 19 estavam no ônibus. Apenas uma vítima, que também estava no ônibus, foi atendida no local, mas sofreu uma parada cardiorrespiratória. Ainda conforme o aspirante Pacheco, a equipe de resgate tentou reanimá-la por mais de uma hora, mas ela não resistiu. O restante das vítimas morreu carbonizada. Um caminhão do Corpo de Bombeiros e seis ambulâncias, sendo quatro do Samu, estão no local. O aspirante Pacheco informou que 30 pessoas estavam no ônibus.

Acidente no Paraná (Foto: Editoria de Arte/G1)

De acordo com a Polícia Rodoviária Estadual, o ônibus pertencia à Secretaria Municipal de Saúde de Altônia. O veículo seguia sentido a Umuarama e colidiu frontalmente com o caminhão que trafegava no  sentido contrario. Após a colisão, o ônibus foi arrastado pelo caminhão e pegou fogo, sendo destruído pelas chamas.

A empresa Latco, dona do caminhão, informou que o motorista seguia de Cruzeiro do Oeste para Maripá. O condutor havia descarregado uma carga de leite e voltava para casa. Ele estava sozinho no veículo, ainda segundo a empresa Latco.

A Defesa Civil de Cafezal do Sul informou que o caminhão estava carregado com leite. Com o impacto da batida, os veículos pegaram fogo.

De acordo com o secretário de Saúde de Altônia Edson dos Santos Souza, o ônibus levava pacientes para Umuarama. Parte deles faria cirurgia de catarata no hospital de Olhos e os demais eram acompanhantes.

“Foi fechado um dia no hospital para levar esses pacientes. O ônibus saiu de Altônia por volta das 5h30, e no meio do caminho ocorreu o acidente”, detalhou o secretário de Saúde. Souza ainda detalhou que o ônibus foi adquirido pelo município em 2015.

O Hospital Cemil de Umuarama informou os nomes dos feridos:

– Laudecir de Paula
– Bruno Teixeira
– Itamar de Mattos
– Rosa Aparecida
– Rosilene Geralda dos Santos
– Antonio Garcia de Mattos
– José Maria Freitas Soares
– Claudete Brasilino Martins
– Maria Moura Barbosa Artes
– Laisa Mauro dos Santos

Acidente em Cafezal do Sul, no noroeste do Paraná, matou ao menos vinte pessoas (Foto: Divulgação/PRE)Acidente em Cafezal do Sul, no noroeste do Paraná, matou ao menos vinte pessoas (Foto: Divulgação/PRE)
Polícia Rodoviária Estadual ainda não sabe qual foi a causa do acidente na PR-323, em Cafezal do sul (Foto: Rogério Pinheiro/RPC)Polícia Rodoviária Estadual ainda não sabe qual foi a causa do acidente na PR-323, em Cafezal do sul (Foto: Rogério Pinheiro/RPC)
Motoristas do caminhão e do ônibus morreram carbonizados após acidente na PR-323, em Cafezal do Sul (Foto: Rogério Pinheiro/RPC)Motoristas do caminhão e do ônibus morreram carbonizados após acidente na PR-323, em Cafezal do Sul (Foto: Rogério Pinheiro/RPC)

 

G1

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Acidente com ônibus de Michel Teló, no Paraná, deixa três pessoas mortas

(Foto: Divulgação/PRF)
(Foto: Divulgação/PRF)

Um acidente envolvendo o ônibus da equipe do cantor Michel Teló e um carro deixou três pessoas mortas no fim da manhã deste domigo (10), de acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF). A batida aconteceu no km 322 da BR-376, perto do pedágio de Ortigueira, na região central do Paraná. O cantor não estava ônibus, conforme a PRF.

A polícia informou que a colisão foi frontal e que as três pessoas que morreram estavam no automóvel, um Gol, com placas de Londrina, no norte do estado. Vinte e cinco pessoas estavam no ônibus, segundo a PRF. Apenas o motorista do ônibus teve ferimentos leves e foi levado para o Hospital da Providência, em Apucarana, na região norte do Paraná.

De acordo com a concessionária responsável pelo trecho da rodovia, a Rodonorte, os ocupantes do carro eram uma mulher e um homem – que morreram no local – mais uma adolescente de 15 anos. A garota estava sendo levada para o hospital, mas não ressitiu e morreu dentro da ambulância da concessionária.

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No momento do acidente, conforme a PRF, chovia. Ainda segundo a Polícia Rodoviária Federal, o Gol invadiu a faixa contrária. O acidente aconteceu em uma curva.

A BR-376 está parcialmente interditada e deve ser liberada no fim da tarde, conforme a concessionária. Ortigueira fica a aproximadamente 150 quilômetros de Londrina.

O cantor fez um show na noite de sábado (9) em Araucária, na Região Metropolitana de Curitiba. O ônibus seguia para Campo Grande (MS).

 

G1

Em jogo do Campinense, repórter do Paraná diz que paraibanos foram ver chuva e catar latinhas

campinenseUm repórter que comentou o jogo de ida entre Campinense de Campina Grande e Operário, em Ponta Grossa, no estado do Paraná, ocorrido nesse domingo (27), hostilizou o Nordeste e chegou a dizer que os poucos torcedores da Paraíba que foram ao estádio estavam lá para ‘saborear’ a comida sulista ou ver a chuva, pois não estavam acostumados.

Descontente em atacar os torcedores paraibanos, o narrador usou palavras desconexas para menosprezar o Nordeste e declarou: “Vieram ver a chuva, não estão acostumados com chuva e tem bastante latinha pra catar aqui também”.

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Ouça ataque!

No próximo domingo (04), a partida de volta contra o Operário do Paraná será Estádio Amigão, em Campina Grande. A Rádio CBN Ponta Grossa foi uma das emissoras que transmitiu o jogo, com narração de Joel Brasília e reportagem de Felipe Gustavo.

Semelhança da voz – áudio da Rádio CBN!

O jogo
O Campinense perdeu de 1 a 0 e contabilizou duas baixas importantes para o jogo de domingo. O volante Magno e o lateral-esquerdo Ronael tomaram o terceiro cartão amarelo e vão cumprir suspensão automática.

Os dois titulares só poderão voltar ao time, caso a Raposa avance para a terceira fase da Série D do Brasileiro. Apesar ter a semana toda para preparar a equipe, o treinador Francisco Diá deve optar por João Neto e Felipe Ramon para substituir Magno e Ronael.

O elenco raposeiro desembarcou nessa segunda-feira (28), em Campina Grande, após o revés na partida de ida. Nesta terça-feira (29), os atletas paraibanos iniciam os trabalhos no Estádio Renatão visando a revanche contra o Operário, na decidida para a classificação da terceira fase da competição nacional. Para avançar, a Raposa precisa vencer o adversário por dois ou mais gols de diferença.

Diário do Sertão

Golpe: Pastor usa documentos de fiel que vira funcionária fantasma no Paraná

pastorUm assessor do deputado estadual Pastor Edson Praczyk (PRB) pediu os documentos de uma fiel que passava por uma crise financeira com o pretexto de abençoar a mulher. Depois de entregar a documentação, ela passou a ser funcionária fantasma do gabinete do parlamentar. Esta é uma nova denúncia do Ministério Público do Paraná (MP-PR) contra o deputado, revelada pelo Paraná TV nesta quinta-feira (28).

O MP-PR investiga a contratação de mulheres de pastores evangélicos como servidoras comissionadas no gabinete de Praczyk. Segundo os promotores, as mulheres eram funcionárias fantasmas, ou seja, recebiam sem trabalhar.

De acordo com a nova denúncia, o assessor levou ao deputado os documentos da fiel e, então, Praczyk teria feito a contratação da mulher como funcionária do gabinete dele, sem que ela soubesse.

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Ao longo de cinco anos, a funcionária fantasma foi nomeada e exonerada, sendo nomeada por três vezes. O dinheiro do salário dela caía nas contas do então assessor do deputado. No total, com essa manobra, o parlamentar e o assessor ficaram com R$ 35 mil desviados do dinheiro público.

Ataque
Na quarta (27), ao se defender no Plenário da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), em Curitiba, Praczyk negou as suspeitas, além de agredir verbalmente jornalistas. A primeira denúncia veio à tona na terça-feira (26).

O Sindicato de Jornalistas Profissionais do Paraná repudiou as declarações de Praczyk, que atacou profissionais da categoria que cumpriam o dever de questionar as irregularidades apontadas pelo MP-PR. O sindicato informou que vai estudar medidas a serem tomadas contra o parlamentar, que ocupa a presidência do Conselho de Ética da Casa.

No dia anterior, o deputado estadual se negou a responder os questionamentos feitos por um repórter.

Denúncia
Conforme a primeira denúncia, o deputado estadual é suspeito de receber os valores em nome das mulheres contratadas por ele na Alep. O caso investigado aconteceu entre os anos de 2001 e 2003, quando ele cumpria o primeiro mandato na Casa.

Para manter a fraude, conforme a promotoria, o deputado usava uma funcionária da Assembleia, que trabalha com ele até hoje, embora esteja lotada em outro gabinete. Ela possuía autorização e procurações para movimentar as contas bancárias de todos os servidores do gabinete do deputado, incluindo os fantasmas.

Dentre os poderes que a funcionária detinha estava a solicitação de extratos, conferência de saldos e juros, alteração de senhas, retirada de cartões de débito, requisição e assinatura de cheques, além e de depósito e saque de qualquer quantia.

Defesa
O deputado negou que haja controle dos salários de servidores por qualquer funcionário. “Foi um caso isolado, de que uma funcionária, enquanto amiga, fez uma solicitação para que ela auxiliasse na solicitação de cartões de crédito da sua conta bancária”, justificou.

Praczyk também disse que a colaboradora apontada pelo MP-PR como ser a responsável em administrar as contas das fantasmas não é funcionária fantasma. Entretanto, a Ministério Público não diz que esta mulher é fantasma, mas sim que ela administrava por meio de procuração as contas das demais funcionárias fantasmas do pastor.

Ainda na defesa feita por ele na quarta-feira, o parlamentar citou apenas de uma procuração, sendo que a denúncia do MP-PR inclui nove.

Durante o pronunciamento feito na Casa, os professores que acompanhavam a sessão se manifestaram, e o deputado olhando para a plateia disse: “Lembrem-se que eu votei por vocês antes de falar, por favor”. Os professores da rede pública estadual estão em greve há mais de um mês e têm um impasse com o governo: a categoria pede reajuste de 8,17%, enquanto o Governo do Paraná oferece aumento de 3,45%.

Conselho de Ética
O presidente da Alep, Ademar Traiano (PSDB), afirmou na quarta-feira que espera que o deputado Pastor Edson Praczyk peça para sair do cargo de presidente do Conselho de Ética da Casa. “Nós vamos conversar com o parlamentar, e eu espero que a iniciativa, quem sabe até de uma própria demissão, possa ocorrer”, afirmou Traiano.

No Plenário, Praczyk afirmou que, caso seja solicitado, deixará o Conselho de Ética. Ele ainda negou que tenha cometido quaisquer irregularidades. “Por acaso, alguma delas deixou de trabalhar? Todas trabalhavam e recebiam normalmente pelo que faziam”, disse o deputado.

G1

Suspeita de ebola leva inquietação a imigrantes africanos no Paraná

Os haitianos Façon Exama, 40, Jude Cajour, 24, Wilfrid Arristé, 31, Rose Marie Dor, 44, Marie Michelove Ulysse, 30 e Maxeme Dormera, 31, em uma das casas onde vivem no bairro Canselli, em Cascavel (PR); região atrai mão de obra estrangeira para abate de frangos e construção civil
Os haitianos Façon Exama, 40, Jude Cajour, 24, Wilfrid Arristé, 31, Rose Marie Dor, 44, Marie Michelove Ulysse, 30 e Maxeme Dormera, 31, em uma das casas onde vivem no bairro Canselli, em Cascavel (PR); região atrai mão de obra estrangeira para abate de frangos e construção civil

Modu Beyé, 31, esteve mais calado do que de costume nos últimos dias. O senegalês é figura conhecida em Cascavel, no oeste do Paraná, pela animação nas conversas com amigos brasileiros no entorno da antiga rodoviária, ponto de reunião de imigrantes.

A preocupação era sobre como ele e conterrâneos seriam vistos por moradores após o anúncio de que um outro imigrante na cidade é o primeiro caso suspeito de ebola detectado no país.

“As pessoas confundem tudo, Guiné, Senegal. Falam África como se fosse um país. É um continente”, aborrece-se Modu num bom português de três anos em Cascavel.

 

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O guineano Souleymane Bah, 47, foi atendido numa unidade de saúde da cidade na quinta (9), após ter entrado no país em 19 de setembro. Antes, esteve por 17 dias num albergue local, onde dividiu espaço com imigrantes.

Transferido para o Rio, deve ter nesta segunda (13) a confirmação final do exame negativo para a doença, que no atual surto já contaminou mais de 7.000 africanos e matou mais de metade deles.

O caso em Cascavel somou mais um fator de inquietação à comunidade de imigrantes haitianos e africanos no oeste do Paraná.

Atraídos por ofertas de trabalho em frigoríficos e na construção civil, eles são 2.000 só em Cascavel –90% deles haitianos da diáspora pós-terremoto de 2010.

LUTA DIÁRIA

Passada a tensão da suspeita, a comunidade de imigrantes, que já enfrenta episódios isolados de preconceito, retoma o cotidiano em busca de adaptação e melhores condições de trabalho.

Hoje o salário médio dos imigrantes varia de R$ 900 a R$ 1.200 por até dez horas de trabalho, muitas delas em pé dentro de frigoríficos. “Dói ficar tanto em pé”, lamenta-se Simone Junlen, 36, do Haiti.

Para os africanos, a jornada ao Brasil começa em escalas de voos na Espanha ou Portugal, de onde seguem para São Paulo ou Recife. Alguns tomam ônibus para o Sul e outros —como teria feito o guineano— pegam voos voo para a Argentina e cruzam a fronteira pelo Rio Grande do Sul ou Santa Catarina.

No caso dos haitianos o trajeto é sempre o mesmo: voos até o Equador, estradas pelo Peru e entrada por terra pelo Acre, de onde se espalham.

O destino comumente é definido por referências —o senegalês Modu, por exemplo, recebeu um irmão de 23 anos há uma semana em Cascavel.

Muçulmano, o senegalês Bassiro Diop, 25, desembarcou sozinho em São Paulo e buscou apoio numa mesquita da capital. Sem achar emprego, um dos religiosos lhe sugeriu: “Vá para Cascavel”.

Na cidade, como outros muçulmanos, frequenta uma casa de oração, onde, sextas-feiras à noite, africanos, árabes e brasileiros convertidos atualizam a prática religiosa.

Alguns, como o senegalês Abdou Lat Diop, 22, conseguiram negociar pausas no trabalho para as cinco orações diárias em direção à Meca.

No albergue noturno André Luiz, que recebe estrangeiros e locais, a oração noturna foi vetada pelo o barulho — o quarto é coletivo.

Os haitianos são cristãos, muitos evangélicos. Para Wilfrid Aristé, 31, que vive com outros sete haitianos, um dos poucos momentos de lazer é o culto adventista nas manhãs de sábado, que assistem mesmo sem compreender bem o idioma.

COMUNICAÇÃO

O grupo tenta descobrir a frequência de uma rádio local criada por haitianos, com músicas da terra natal e locuções em francês e créole. “Outro dia fui à livraria, quis comprar um livro, mas não havia nenhum em francês”, lamenta Harland Joinville, 29.

Para conversar com a família, visitam hotéis para usar a internet nos celulares.

Em Cascavel levam vida econômica, instalados em hotéis baratos e casas modestas. O objetivo de quase todos é conseguir enviar dinheiro para parentes em casa.

Um obstáculo par isso, dizem, é a taxa de câmbio no país, desconhecida pela maioria até a chegada.

“Economizo R$ 1.000 e só consigo enviar US$ 300 para minha mulher e meus dois filhos”, afirma o haitiano Jon Saint Vema, 27, que se diz arrependido da mudança após três anos em Cascavel.

“Saí do Haiti por uma vida melhor. Foi muito sacrifício para chegar até aqui. Mas hoje não sei se compensou.”

 

Folha Online

Chuva de granizo causa estragos em dezenas de municípios do Paraná

 (Foto: José Correia Filho/Arquivo pessoal)
(Foto: José Correia Filho/Arquivo pessoal)

A chuva de granizo que caiu na tarde desta segunda-feira (25) no Paraná deixou estragos, principalmente em municípios do noroeste e da região central do estado. As pedras de gelo chegaram a tamanhos semelhantes ao de uma laranja, conforme relato de moradores. Em geral, as tempestades duraram, em média, 20 minutos em cada ponto.

No noroeste do estado, há registros de granizo nas seguintes cidades: Paranavaí, Cianorte, Loanda, Planaltina do Paraná, Querência do Norte, Nova Aliança do Ivaí, São Carlos do Ivaí, Santa Cruz do Monte Castelo, Mariluz, Santa Isabel do Ivaí e Umuarama. No norte, também choveu pedra em Maringá, Londrina, Mandaguaçu, Itambé, entre outras cidades.

No município de Pinhão, na região central, pelo menos 100 casas ficaram danificadas depois da chuva de granizo que caiu em algumas regiões do Paraná na tarde desta segunda-feira. Segundo o Corpo de Bombeiros, as pedras de gelo ficaram acumuladas pelas ruas da localidade de Faxinal do Céu, a 30 km de Pinhão, e o tamanho das pedras chamou a atenção dos moradores.

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Cerca de 80 casas ficaram destelhadas em Nova Aliança do Ivaí, próximo a Paranavaí. De acordo com levantamento do município, pelo menos 20 famílias estão desalojadas e foram levadas para o ginásio municipal. O toldo de um posto de atendimento montado na praça da igreja central também foi destruído pelas pedras.

Em Paranavaí, ao menos 50 casas foram atingidas. O Corpo de Bombeiros do município já começou, por volta das 20h desta segunda-feira, o trabalho nos locais atingidos. A corporação pede que, caso haja problema, as pessoas liguem para o o telefone (44) 3423-1269, para que os bombeiros levem lonas até o local e não haja desperdício.

A chuva causou estragos na casa da moradora de Itambé Ana Cláudia Oliveira Lima. Ela conta que as pedras, que preenchiam a palma de uma mão inteira, atingiram o carro dela. “Choveu bem forte. O estrago foi grande aqui na vizinhança. Quebrou telhas, faróis de carros, para-brisa. Foram quase 10 minutos, mas, em cidade pequena assim, assusta muito, né? O gelo tinha o tamanho de um laranja”, compara.

Tamanho das pedras assustou moradores. (Foto: Ja Tofanetto/RPC TV)Tamanho das pedras assustou moradores. (Foto: Ja Tofanetto/RPC TV)

Vanessa Barboza Favarim, de Mandaguaçu, disse que nunca viu pedras tão grandes em 23 anos de vida. “Nunca vi pedras de gelo desse tamanho. Comentei com a minha mãe. Ela disse que a última vez que aconteceu algo parecido eu tinha quatro anos. A grama do fundo do meu quintal ficou forrada de gelo. É impressionante”, relata.

Durante a manhã, a chuva de granizo atingiu cidades do sudoeste e do oeste do estado. As mais afetadas foram Toledo, Cascavel, Cafelândia e Santa Terezinha do Itaipu. Não há registro de desalojados nessas cidades.

Segundo o Simepar, as tempestades foram causadas pelo contraste entre a frente fria que está chegando ao estado com o calor que fazia. A previsão é de que o tempo continue instável na região na terça-feira (26), com chuvas isoladas e trovoadas, mas sem granizo. Além disso, as temperaturas devem cair durante a tarde. A partir de quarta-feira (27), o clima deve ficar frio em todo o Paraná.

G1

Bilhete do Paraná leva sozinho R$ 3,4 milhões na Mega-Sena

mega senaUm apostador da cidade  de Floresta, no Estado do Paraná, levou o prêmio de R$ 3,4 milhões sorteado neste sábado (19) pela Mega-Sena. Os números sorteados no concurso 1.618 da Mega-Sena foram: 09 – 20 – 24 – 43 – 51 – 52.

Outros 32 acertaram a quina e ganharam R$ 57.692,04. Os 3.161 que acertaram a quadra levaram R$ 834,34 cada um.

 

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Uol

Chuva mata 9 no Paraná e afeta 55.659 pessoas no Estado

As fortes chuvas que atingem o estado do Paraná desde a madrugada de sábado já mataram nove pessoas e obrigaram outras 9.966 a abandonar suas casas, de acordo com informações divulgadas nesta segunda-feira pela Defesa Civil do Estado. Pelo menos 7.530 moradores do Estado estão desalojados e 2.436, desabrigados. Na manhã desta segunda, subiu para 86 o número de cidades afetadas. Uma criança está desaparecida na região dos Campos Gerais. No total, 55.659 pessoas foram atingidas e o maior número se concentra na capital, com 15.213 pessoas e 3.509 casas afetadas.

No início da noite deste domingo, o governador Beto Richa reuniu-se com a coordenação da Defesa Civil e a expectativa é que ainda nesta segunda possa ser anunciada a liberação emergencial de 840.000 reais do governo federal para auxiliar as vítimas e as operações de resgate. As mortes aconteceram em diferentes pontos do Estado: três em Guarapuava, uma mulher e o filho de nove meses em Medianeira, uma em Sulina, uma em Laranjeiras do Sul, uma em Campina do Simão e outra em Curitiba, todas no sábado.

Divulgação: Agência Estadual de Notícias do Paraná

 

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Município de Guarapuava está em situação de emergência por causa dos alagamentos

Entre as emergências, a Defesa Civil está coordenando três operações com aeronaves no Distrito de São Roque, em Marechal Cândido Rondon, onde 12 famílias estão ilhadas e não podem cruzar a área alagada, pois a água sobe de forma rápida. Além delas, outras pessoas estavam ilhadas em Cruz Machado e em São João do Triunfo.

Na capital, os bairros mais atingidos foram o Uberaba, Cajuru, Boqueirão, Tatuquara, Santa Felicidade e dez vilas da Cidade Industrial de Curitiba. Os municípios de Campo Largo, Cascavel, Cruz Machado, Mallet, Nova Laranjeiras, Pinhão, Reserva do Iguaçu e São Matheus do Sul que estavam sendo poupados pelas chuvas passaram a integrar a lista de cidades afetadas fortemente. Já o prefeito de Curitiba, Gustavo Fruet determinou no final de sábado, um estado de alerta na capital por causa da cheia dos rios Barigui e Belém, além do Rio São Lourenço.

Santa Catarina – A região norte do Estado também foi prejudicada pelos temporais no final de semana. Nesta segunda, a chuva cessou e o nível dos rios começou a descer, mas os municípios da região ainda sofrem com os prejuízos. A última contagem da Defesa Civil Estadual é de 22 cidades prejudicadas com alagamentos e deslizamentos, que obrigaram 16.000 pessoas a saírem de casa. Ao todo, 450 pessoas perderam suas moradias.

A cidade de Guaramirim foi a mais prejudicada: 15.000 pessoas ficaram desalojadas. Na noite de domingo, o prefeito decretou estado de calamidade pública. Nesta segunda, as aulas da rede estadual estão suspensas em 10 cidades da região. As escolas estão sendo utilizadas como abrigo às famílias que tiveram que sair de casa.

Veja (Com Estadão Conteúdo)