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TCU avalia riscos de ações relacionadas à educação básica durante a pandemia

O Tribunal de Contas da União mapeou os riscos relacionados ao Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae) e ao Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE) durante a pandemia do novo coronavírus.

O trabalho do TCU acompanhou as ações desenvolvidas pelo Ministério da Educação e pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) relacionadas à educação básica durante a crise global na saúde.

Além de evidenciar as medidas adotadas nos programas, a auditoria analisou os impactos orçamentários no Pnae e no PDDE e sugeriu medidas para auxiliar o MEC e o FNDE no gerenciamento dos riscos identificados.

Com o Pnae, a medida adotada pelo Poder Público foi de manter os repasses de recursos financeiros a estados e municípios. Com o PDDE, a principal medida foi a antecipação de parcelas no repasse de recursos a escolas públicas para auxiliar as instituições na compra de produtos de higiene.

Em consequência dos trabalhos, o TCU recomendou ao MEC a elaboração de planos de tratamento dos riscos identificados e que os inclua nos seus respectivos planos institucionais. A decisão completa está disponível no site do TCU, em tcu.gov.br.

Fonte: Brasil 61

 

 

Organização Mundial de Saúde prevê que pandemia da covid-19 durará muito tempo

O Comitê de Emergência da Organização Mundial de Saúde (OMS) prevê que a pandemia da covid-19 irá durar muito tempo e, por isso, é necessário continuar os esforços para a sua contenção em todo o mundo. Segundo dados oficiais da OMS, a doença já provocou 675.060 mortos e infectou quase 17,4 milhões de pessoas em todo o mundo.

O grupo de cientistas, que se reuniu por videoconferência, avaliou a evolução da pandemia de covid-19, tendo em conta toda a informação científica que surgiu sobre o novo coronavírus nos últimos três meses, data da última reunião.O Comité de Emergência da OMS é composto por 18 cientistas de vários países.

“A pandemia é uma crise sanitária que ocorre uma vez em cada século e os seus efeitos serão sentidos nas décadas seguintes”, disse o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, ao Comité, segundo um comunicado da organização.

O responsável fez também um balanço do que tem acontecido, salientando que “muitos países que pensavam que o pior já tinha passado estão agora enfrentando novos surtos, outros que tinham sido menos afetados estão com aumentos de casos e  de óbitos, enquanto países que tiveram grandes surtos conseguiram controlá-los”.

Recomendações

Entre as principais recomendações que o Comitê de Emergência dirigiu à OMS está a necessidade de continuar a apoiar os países com serviços médicos mais frágeis, bem como a necessidade de continuar a impulsionar as investigações em curso para se encontrar um ou mais tratamentos e vacinas para a covid-19. O objetivo é que, quando existir uma vacina, os países com menos recursos não fiquem de fora por incapacidade de as comprar.Ou seja, defendeu o Comitê,  afirmando que a distribuição de vacinas deve ser a mais equitativa possível.

Atualmente três potenciais vacinas (dos Estados Unidos, da Inglaterra e China) estão na fase três dos ensaios clínicos, para testar a sua segurança e eficácia.

A OMS referiu a este propósito que poderá ser possível que uma vacina esteja pronta para comercialização “na primeira metade de 2021”.

Relativamente às viagens, o Comite indicou que os países devem tomar medidas proporcionais e aconselhar os cidadãos em função dos riscos, avaliando as suas informações de forma regular.

Por outro lado, recomendou que os serviços de saúde sejam reforçados para permitir a identificação de novos casos e o rastreio de contatos.

 

Agência Brasil

 

 

Coronavírus: pandemia aumenta procura por tratamentos psicológicos

Com o isolamento social, a telemedicina tem sido a principal opção para cuidar da saúde mental

O mundo está aprendendo a se reinventar. Desde o início da pandemia do novo coronavírus no Brasil, em março, todos vivem uma verdadeira montanha russa de emoções. Medo, insegurança, stress, ansiedade… esse mix de sensações tem levado muitas pessoas a retomar, ou a iniciar, os cuidados com a saúde emocional.

Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) revelam que, cerca de 10% da população brasileira é de pessoas ansiosas. Se pensarmos que em muitas cidades brasileiras estão há mais de 100 dias sob o regime de quarentena, já passam de três meses de incertezas, mudanças na rotina, perda de entes queridos, o que só potencializa os sintomas ligados à ansiedade.

De acordo com uma pesquisa da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), que foi divulgada pelo periódico científico The Lancet, durante a pandemia da Covid-19, os casos de ansiedade e estresse mais que dobraram, enquanto os de depressão tiveram aumento de 90%. Esses números refletem diretamente no aumento da procura por atendimentos relacionados à saúde emocional.

Mas como podemos cuidar da nossa saúde emocional em tempos de pandemia? A tecnologia pode nos ajudar e muito.

Nesse processo, a telemedicina tem desempenhado um papel fundamental, proporcionando tratamentos de forma segura, eficaz e com fácil acesso. “Os atendimentos remotos permitiram que as pessoas cuidassem da saúde, mesmo durante o isolamento. Para atender essa demanda, uma das ações da Qualirede foi a criação do Canal de Comunicação da Psicologia”, destaca André Machado Junior, diretor de Mercado da Qualirede, empresa especializada em gestão de Saúde.

Ainda em pesquisa realizada com clientes de telemedicina da Qualirede, no período de abril a junho, mais de 70% dos entrevistados registraram grandes chances de voltar a utilizar o serviço de teleatendimento.

É de suma importância que o legado dos cuidados com a saúde emocional seja contínuo, e para isso, a telemedicina será uma grande aliada. Além de comprovadamente eficaz, a tecnologia desta nova ferramenta irá proporcionar a manutenção desses serviços, com toda segurança necessária.

O acesso digital para o serviço de psicólogos da Qualirede foi implantando para garantir a continuidade do tratamento e fazer com que a aproximação entre o profissional de saúde e o paciente esteja garantido, além de estar apoiado em pilares para auxiliar as pessoas a encontrarem sua melhor versão neste momento.

Pessoas que, por muitas vezes, deixaram de buscar atendimento por falta de tempo, poderão encontrar na telemedicina um novo caminho para não negligenciar esses cuidados. “As pessoas podem ter todo o cuidado, respeitando sempre suas condições de saúde, além de todas as indicações de isolamento decretadas por Estados e Municípios”, finaliza Machado.

Sobre a Qualirede

A Qualirede é uma empresa de atuação nacional e líder no mercado de gestão em saúde. Atualmente, atende a mais de um milhão de vidas em dezoito estados do País, com mais de mil funcionários, com matriz em Florianópolis e unidades em São Paulo e Salvador. A Qualirede tem como focos estratégicos a inovação tecnológica, a atenção primária à saúde, a promoção da integração de serviços e a entrega de valor em saúde para seus clientes. Mais informações em http://www.qualirede.com.br .

 

PB entra no 4º mês de pandemia do coronavírus com números crescentes

A Paraíba entra, neste sábado (18), no quarto mês de pandemia do novo coronavírus. O estado já contabiliza 66.971 infectados e 1.477 mortos, de acordo com o boletim mais recente da Secretaria de Estado da Saúde (SES), divulgado neste sábado (18). O primeiro caso de Covid-19 na Paraíba foi registrado em 18 de março e, o primeiro óbito, em 31 do mesmo mês.

Evolução do coronavírus na Paraíba:

  • 18 de março – 1º caso
  • 18 de abril – 236 casos
  • 18 de maio – 4.786 casos
  • 18 de junho – 31.712 casos
  • 18 de julho – 66.971 casos

O recorte dos últimos 30 dias mostra um acréscimo de 111,2% no número de casos de Covid-19 na Paraíba. Há um mês, o número de mortos pela doença no estado era 696. Em comparação com o número atual, 1.477, o salto foi de 112,2%. A Covid-19 já é uma realidade em 221 dos 223 municípios da Paraíba.

Resumo | Últimas 24h na Paraíba

  • Confirmados: 66.971 (eram: 66.347)
  • Descartados: 76.179 (eram: 76.102)
  • Cidades atingidas: 221 (estável)

Dentre os casos confirmados:

  • Recuperados: 24.437 (eram: 24.390)
  • Isolados em casa: 40.614 (eram: 40.068)
  • Internados: 443 (estável)
  • Mortos: 1.477 (eram: 1.446)

Mortos

Neste sábado (18), foram confirmadas mais 31 mortes por coronavírus no estado. As vítimas são 18 homens e 13 mulheres, com idades entre 37 e 90 anos. Quinze delas não possuíam, ou não informaram às autoridades de saúde, comorbidades.

99,1% das cidades afetadas

Os casos confirmados estão distribuídos por 221 dos 223 municípios paraibanos. O número mostra que 99,1% dos municípios paraibanos já registraram pelo menos um caso do novo coronavírus. Apenas as cidades de Ouro Velho e São Domingos não registraram casos confirmados de Covid-19 até este sábado (18).

Medidas de prevenção diminuem

Mesmo com os altos números de infectados e de mortos, as medidas que restringem o funcionamento de serviços como forma de prevenir a disseminação do vírus passam por relaxamento. O Estado criou um esquema de bandeiras para avaliar como cada município deve operar no plano de retomada gradual das atividades.

A escala de condições, da melhor para a pior, é a seguinte: verde, amarela, laranja e vermelha. O mapa do ‘Novo Normal’ chegou à terceira edição no último domingo (12), com 182 municípios na bandeira amarela, 23 na verde, 18 na laranja e nenhum na vermelha.

O esquema leva em consideração as taxas de obediência ao isolamento, progressão de novos casos da Covid-19 e ocupação hospitalar. Os dados são analisados em intervalos de 15 dias. Na avaliação passada, 136 municípios estavam com a bandeira laranja; 79 com a amarela; oito com a vermelha e nenhum com a verde.

Em João Pessoa e Campina Grande, municípios que concentram cerca de 40% dos casos de Covid-19 do estado, houve flexibilização do comércio, com abertura de shoppings, além do retorno e ampliação da circulação de ônibus.

Por que houve flexibilização

Outros dados importantes têm sido utilizados pelas autoridades públicas para decidir sobre as medidas de flexibilização das atividades econômicas.

Taxa de mortalidade baixa

A Secretaria de Estado da Saúde (SES) atribui a baixa taxa de mortalidade de 2,2% ao alto número de testagem e à assistência adequada prestada à população paraibana.

Até a última atualização, 197.312 testes para diagnóstico da Covid-19 já foram realizados na Paraíba. Para a gerente executiva de Vigilância em Saúde da SES, Talita Tavares, ações de testagem e isolamento e os cuidados prestados ao povo paraibano foram efetivos para controlar uma doença de fácil transmissão e com o cenário pandêmico como a Covid-19 e manter a taxa de letalidade baixa.

“Trabalhamos inicialmente com os testes nas referências e portas de entrada para os casos suspeitos. À medida que ampliamos a distribuição junto aos municípios, ofertamos também os testes na Atenção Primária e captamos mais casos leves de Síndrome Gripal. Hoje, a proporção dos casos confirmados é de que 95% deles são leves. Essa estratégia de testagem ampliada foi importante para conter os casos do novo coronavírus na Paraíba”, afirma.

Ocupação regular de leitos

De acordo com relatório divulgado pelo Governo do Estado em 1º de julho, a Paraíba possui 1.330 leitos destinados ao tratamento da Covid-19 pelo Sistema Único de Saúde (SUS), sendo 432 de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e 898 de enfermaria.

Neste sábado (18), a taxa de ocupação dos leitos hospitalares chegou a 51% em todo o estado, um ponto percentual (p.p) a mais que os 50% do dia anterior; 57% na Grande João Pessoa, dois p.p a mais que os 55% dessa sexta (17). Em Campina Grande, estão ocupados 48% dos leitos de UTI adulto, valor menor que os 46% dessa sexta, e, no Sertão, 52%, número estável nas últimas 24 horas.

Tombo na economia

No dia 8 de julho, a Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz-PB) informou que deixou de arrecadar R$ 238,9 milhões com impostos relativos a circulação de mercadorias e serviços (ICMS), propriedade de veículos automotores (IPVA) e herança e doação (ITCD) entre abril e junho deste ano. Houve também perda de R$ 57,7 milhões no repasse do Fundo de Participação dos Estados (FPE). Os números foram divulgados no relatório que aborda os impactos econômicos da pandemia de coronavírus.

Os dados mais recentes do Cadastro Geral de Empregados Desempregados (Caged), divulgados pelo Ministério da Economia em maio, mostram que a Paraíba gerou 42.296 admissões e 60.950 desligamentos em empregos formais, ficando com saldo negativo de 18.654 postos de trabalho. Em todo o país, o saldo negativo é de 1.144.875.

Na última quarta-feira (15), o governo estadual apresentou um plano com 21 medidas fiscais em apoio às empresas paraibanas. A iniciativa procura amenizar o fluxo do caixa das empresas, manter empregos e reduzir a burocracia. A maior parte das medidas está direcionada às micro e pequenas empresas, optantes do Simples Nacional. Outras dessas medidas dependem ainda da anuência do Comitê Gestor do Simples Nacional e dos Estados.

 

portalcorreio

 

 

João Azevêdo comenta reabertura do comércio e pede que população mantenha isolamento: ‘pandemia não acabou’​

O governador João Azevêdo (Cidadania) comentou a reabertura da atividade comercial nos municípios da Paraíba, em vídeo divulgado nesta segunda-feira (13).

Ele afirmou que a reabertura em municípios com bandeira amarela não significa o fim da pandemia.

“O fato de um município receber uma bandeira que abre alguns segmentos, não está indicando que a pandemia acabou, que está resolvido e que podemos descuidar das medidas protetivas. O que estamos dizendo que é que determinado segmento pode funcionar tomando as medidas de proteção. Essa quinzena é a mais importante da pandemia. Nesse momento, estamos com 182 municípios com bandeira amarela, que faz com esse município volte a funcionar o comércio, e isso faz com que maior número de pessoas esteja circulando”, disse.

“Tenho a convicção que esta quinzena está na mão de cada paraibano e paraibana o sucesso para que a gente continue avançando, mas também a possibilidade de retrocesso caso não seja mantida o isolamento social, não seja usado a máscara em ambiente externo. Se houver aglomeração, os números de casos aumentarão e nós teremos que tomar outras medidas restritivas fechando novamente segmentos da economia, e isso não queremos”, declarou.

Na Paraíba, 25 municípios tem percentual de infectados alto em relação ao número de pessoas que vivem nas cidades. São eles: Guarabira, Riachão do Bacamarte, São José do Sabugi, Caiçara, Alagoinha, Pedras de Fogo, Caaporã, Pilões, Mamanguape, Itabaiana, Baía da Traição, Juripiranga, Cabedelo, Pitimbu, Mari, Belém, Juarez Tavora, Cuitegi, Rio Tinto, Baraúnas, Ingá, Mulungu, Serra redonda, São Bento e São José dos Ramos.

clickpb

 

 

Idosos terão acesso irrestrito aos caixas presenciais em bancos e Casas Lotéricas durante pandemia

As agências bancárias e as lotéricas do estado da Paraíba estão obrigadas a garantir o acesso irrestrito de idosos em suas dependências e permitir que eles tenham prioridade em todos os caixas presenciais. Este é o teor da Lei nº 11.725/2020 aprovada pela Assembleia Legislativa da Paraíba, sancionada pelo governador João Azevêdo e publicada no Diário Oficial desta sexta-feira (10).

De autoria do deputado Ricardo Barbosa, a lei dispõe sobre procedimentos complementares a serem atendidos pelas agências bancárias e lotéricas, para enfrentamento da emergência de saúde pública decorrente da pandemia do coronavírus (covid-19).

Ao determinar que esses estabelecimentos disponibilizem todos os caixas presenciais para atendimento aos idosos, a Lei observa que essa categoria representa o grupo de risco com maior possibilidade de contágio da Covid-19.

Ainda de acordo com o texto da lei, o chamamento das senhas para atendimento nos caixas bancários não poderá ser superior a 15 minutos. Os estabelecimentos bancários privados, que realizarem pagamento salarial dos idosos, deverão adotar medidas para evitar aglomerações, segundo determina a Organização Mundial da Saúde.

agenciaalpb

 

 

Bolsonaro sanciona lei que suspende pagamento de parcelas do Fies durante pandemia

O presidente Jair Bolsonaro sancionou a lei que suspende o pagamento de parcelas do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) até 31 de dezembro, em razão do estado de calamidade pública provocado pela pandemia do novo coronavírus (covid-19). A Lei nº 14.024/2020 foi publicada hoje (10) no Diário Oficial da União.

A norma estabelece o direito à suspensão dos pagamentos aos estudantes que estavam em dia com as prestações do financiamento até 20 de março de 2020, quando foi reconhecido o estado de calamidade pelo Congresso Nacional. Também poderão suspender os pagamentos aqueles com parcelas em atraso por, no máximo, 180 dias, devidas até 20 de março.

Os saldos das obrigações suspensas devem ser pagos “de forma diluída nas parcelas restantes”, sem cobrança de juros ou multas. Em todas as situações de suspensão de pagamentos, o estudante não poderá ser inscrito em cadastros de inadimplentes e não será considerado descumpridor de quaisquer obrigações junto ao Fies.

A suspensão vale para os pagamentos em fase de utilização, carência ou amortização e, para obtê-la, o estudante deverá manifestar o interesse ao banco no qual detém o financiamento, presencialmente ou por meio dos canais de atendimento eletrônico.

Refinanciamento
Além da suspensão de pagamento, o texto aprovado no mês passado no Congresso, cria um sistema de refinanciamento. No caso de quitação integral até 31 de dezembro de 2020, haverá redução de 100% dos encargos moratórios. Na regra atual, a redução é de 50%.

Também poderá ser feita a liquidação em quatro parcelas semestrais, até 31 de dezembro de 2022, ou 24 parcelas mensais, com redução de 60% dos encargos e pagamento a partir de 31 de março de 2021. Já os parcelamentos feitos em 145 ou 175 parcelas mensais receberão redução de 40% e 25%, respectivamente, e os pagamentos começam a partir de janeiro de 2021.

Nesses parcelamentos, o valor de entrada será a primeira parcela mensal a ser paga. Como o parcelamento começa do zero, podem ser incluídas as parcelas não quitadas.

Outros dispositivos
A nova lei também prevê o abatimento nas parcelas do Fies para médicos, enfermeiros e demais profissionais de saúde com seis meses de trabalho no atendimento a infectados pela covid-19. Dessa forma, o Fies poderá abater, mensalmente, 1% do saldo devedor consolidado, incluídos os juros devidos no período e independentemente da data de contratação do financiamento. Também poderá ser abatido até 50% do valor mensal devido ao Fies por esses profissionais.

A lei ainda aumenta o limite de participação da União no Fundo Garantidor do Fies (FG-Fies) dos atuais R$ 3 bilhões para até R$ 4,5 bilhões. O fundo garantidor assume uma parte dos riscos das operações de crédito educativo do Fies, e é destinado especificamente a estudantes de baixa renda.

Criado em 2001, o Fies tem o objetivo de facilitar o acesso de estudantes aos cursos de ensino superior oferecidos por instituições privadas. Desde 2018, o financiamento é ofertado em duas modalidades, por meio do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) e do Programa de Financiamento Estudantil (P-Fies).

O primeiro é operado pelo governo federal a juros zero para estudantes que têm renda familiar de até três salários mínimos por pessoa; o percentual máximo do valor do curso financiado é definido de acordo com a renda familiar e os encargos educacionais cobrados pelas instituições de ensino. Já o P-Fies funciona com recursos dos fundos constitucionais e dos bancos privados participantes, o que implica na cobrança de juros.

Veto
Na lei sancionada hoje, o presidente Jair Bolsonaro vetou o dispositivo que permitia a concessão do P-Fies em complementaridade aos financiamentos pelo Fies, argumentando que essa permissão estimula a inadimplência dos beneficiários do programa. Atualmente, a complementaridade é aplicável somente a cursos autorizados pelo Comitê Gestor do Fies.

O veto ainda será apreciado pelo Congresso Nacional.

Suspensão em vigor
Em maio, o Ministério da Educação anunciou a suspensão do pagamento de duas a quatro parcelas do Fies, conforme previsto na Lei nº 13.998/2020. Nesse caso, a medida vale apenas para os estudantes que estavam em dia com as parcelas até 20 de março.

Nessa semana, o Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal abriram os canais para requerer a suspensão.

Agência Brasil

 

 

Vereadora dona de ‘cabaré’ faz lives beneficentes na pandemia

A vereadora Ariana Maia Saldanha (Progressistas), de 46 anos, mais conhecida como ‘Lilia’, é a atual presidente da Câmara Municipal de São José do Brejo do Cruz, no Sertão da Paraíba, cidade de pouco mais de 1,8 mil habitantes, segundo dados do IBGE em 2019, localizada a 530 km da capital do estado, João Pessoa.

A parlamentar tem uma trajetória política e pessoal bastante peculiar. Encerrando o quinto mandato em 2020, durante sua caminhada acabou se tornando proprietária do bar ‘Sol e Lua’, em Caicó (RN), sua cidade natal, estabelecimento que com o tempo veio a se transformar em um ‘cabaré’, nome popular da região para as definições conhecidas nacionalmente como bordel.

Hoje em dia Lilia se divide entre as atividades na Câmara Municipal e o gerenciamento do Sol e Lua, atualmente fechado para funcionamento em virtude de decreto do Governo do Estado do Rio Grande do Norte. Mesmo assim, a proprietária procura dar suporte às garotas que costumeiramente atuam no local, promovendo lives beneficentes em seu canal no YouTube, que têm arrecadado dinheiro e alimentos não perecíveis também para instituições de caridade da região em meio à pandemia do novo coronavírus, causador da Covid-19.

“Em duas lives, já arrecadamos R$ 27 mil, sendo R$ 10 mil na primeira e R$ 17 mil na segunda, além de 2,5 toneladas de alimentos”, comemora Lilia, em contato com o Portal Correio. Os detalhes das doações podem ser vistos no perfil da vereadora no Instagram.

As lives são apresentadas pela própria vereadora e têm performances de dança como atrações. Também há espaços para patrocinadores, tradução em Libras (Língua Brasileira de Sinais) e, para doações, são disponibilizados números de contas bancárias e QR Code. “Se lá para agosto ainda estiver tudo parado, penso na possibilidade de fazer uma terceira live“, comenta.

Trajetória

Dona de personalidade marcante, decidida quanto a suas posições e fugindo de estereótipos que possam tentar desvirtuar suas convicções, Lilia segue tradição familiar de envolvimento com a política.

“Meu avô foi prefeito de Jardim de Piranhas (RN), mas há políticos dos dois lados da família, tanto dos Maia quanto dos Saldanha. Depois que São José do Brejo do Cruz se emancipou, onde meus pais têm fazenda, me lancei candidata a vereadora, em 1996, me reelegendo em 2000 e ficando de fora ao tentar nova eleição em 2004, mesmo tendo sido bem votada, mas fui impedida pelo coeficiente eleitoral”, conta a vereadora.

Nesse momento, segundo relatou, ela se viu sem emprego ou atividade definida para seu sustento. Foi então que retornou a Caicó e fundou o bar Sol e Lua.

“Quando o bar já funcionava, as meninas foram chegando aos poucos e o local acabou se transformando em um ‘cabaré’. Foi algo natural, não foi planejado”, conta a empresária/parlamentar, relatando que por quatro anos se dedicou exclusivamente ao Sol e Lua, voltando a se eleger vereadora em 2008. De lá para cá já foram mais três mandatos, nos quais ela se alternou na presidência da Câmara, cargo que ocupa na legislação atual.

Em São José do Brejo do Cruz, também mantendo a tradição familiar, a mãe de Lilia, Ráfia Maria das Graças Maia Saldanha (PRB), é a atual vice-prefeita do Município, que tem como titular a prefeita Ana Maria da Silva Oliveira (PR).

Quebrando paradigmas

Lilia não tem problemas em se declarar homossexual, mas ressalta que isso é uma questão de foro íntimo e que não influencia em sua atuação parlamentar, em seus negócios como empresária ou em suas relações com a população e eleitores, mesmo em um ambiente de tradições rígidas como o Sertão nordestino.

“Quando se tem vida pública, estamos sujeitos às críticas, mas não deixo que me afetem. Sou uma mulher íntegra, de vergonha, de caráter, respeito todos e sou respeitada. Tenho todas contas aprovadas e atuo sempre com honestidade”, declara.

Na atividade parlamentar, Lilia afirma que não levanta bandeiras LGBT+ e diz que “não comunga com algumas práticas”, mas prega, sobretudo, o respeito entre todas as pessoas, de qualquer orientação ou credo.

Política x cabaré

“São coisas diferentes. Atualmente estou um tanto desestimulada com a política, principalmente após ver o envolvimento na corrupção de políticos que eu tinha como ídolos. Já decidi que pelo menos neste ano não vou tentar me reeleger e focar minha atuação no meu empreendimento”, revela Lilia.

De acordo com a vereadora, nos tempos atuais, o cabaré tem mais respeito que a política. “Vejo o povo falando que político é ladrão. E eu não sou assim. No meu cabaré, nunca levei nome de ladra. Eu tenho palavra”, orgulha-se.

Quanto à pessoas que não sabem distinguir as diferentes áreas de atuação dela e não veem com bons olhos principalmente as atividades do bar em Caicó, Lilia dispara: “Quem tem preconceito, na verdade é doido para ir ao cabaré!”

 

portalcorreio

 

 

ALPB efetiva doação de R$ 2 milhões ao Estado para enfrentamento à pandemia do coronavírus

A Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB) repassou, nesta quarta-feira (8), R$ 2 milhões para as secretarias estaduais de Desenvolvimento Humano e de Educação, Ciência e Tecnologia para serem aplicados no combate à pandemia do coronavírus (Covid-19). A doação foi feita através do Programa de Apoio do Poder Legislativo ao Enfrentamento do Coronavírus na Paraíba, criado em maio deste ano pelos deputados estaduais.

De acordo com o presidente da ALPB, Adriano Galdino, depois de vencer toda uma burocracia, o repasse foi feito, destinando R$ 1 milhão para a Secretaria de Desenvolvimento Humano, para a compra de feiras que serão distribuídas pelo Exército Brasileiro em diversos municípios do Estado; e de R$ 1 milhão para a Secretaria de Educação, Ciência e Tecnologia para ser gasto com pesquisa referentes à Covid-19.

Os recursos doados são oriundos da economia gerada pela ALPB com o congelamento da Verba Indenizatória de Apoio Parlamentar (VIAP), e outras economias determinadas pela Mesa Diretora, como devolução de carros alugados e revisão de contratos, durante o período de suspensão das atividades presenciais na sede da Assembleia.

A Casa Epitácio Pessoa também comprou e distribuiu mais 100 mil máscaras a profissionais de saúde de todo o Estado, além de trabalhar remotamente neste período de quarentena produzindo leis para proteger os paraibanos do coronavírus e dos impactos financeiros da crise gerada pela pandemia.

Pesar

Dois votos de pesar foram aprovados pela Assembleia durante a sessão remota realizada na manhã quarta-feira, através de videoconferência, às famílias do ex-secretário de Educação do Estado, professor Iveraldo Lucena, e do vereador (Derluiz) Dedé Ribeiro, do município de Alagoa Grande.

As proposituras foram apresentadas pela deputada Cida Ramos (PSB), com relação ao falecimento do professor Iveraldo, acometido de câncer; e pelo deputado Bosco Carneiro (PPS), com relação ao vereador Dedé, que morreu de covid-19.

agenciaalpb

 

 

Artistas de Solânea, prejudicados pela pandemia, receberam cestas básicas

A Diretoria de Cultura de Solânea realizou na terça-feira (30) a entrega de 60 cestas básicas distribuídas entre os artistas que tiveram os trabalhos afetados pela pandemia da Covid-19. As cestas foram doadas durante a realização da Live “Quarentena Cultural Solidária: Festejos em casa” promovida pelo Governo de Solânea e com apresentação artística do Lago das Colinas – Lotes Urbanizados.

A Programação da Live ocorreu nos dias 11 e 12 de junho e durante as apresentações foram recebidas as doações. “A cultura sofreu o impacto da pandemia e os artistas não estão se apresentando. Adotamos as medidas de contratar nossos artistas para apresentação na live e consequentemente receber cestas básicas para auxiliar os demais”, explicou o Diretor de Cultura, Tiago Salvador. Segundo ele, o intuito do projeto Quarentena Cultural foi arrecadar as cestas básicas, junto com o envolvimento da sociedade, e fazer o repasse junto aos nossos artistas. Todos os segmentos artísticos foram contemplados: teatro, dança, música e cultura popular.

 Assessoria de Comunicação