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Fla é surpreendido pelo Palestino e está eliminado da Sul-Americana

VANDERLEI ALMEIDA/AFP
VANDERLEI ALMEIDA/AFP

Em um resultado surpreendente, o Flamengo freou a sequência positiva e foi eliminado pelo Palestino, do Chile, nas oitavas de final da Copa Sul-Americana, nesta quarta-feira, após perder por 2 a 1.

Após vencer na casa do adversário por 1 a 0, o Rubro-Negro tinha a vantagem do empate no estádio Kléber Andrade, em Cariacica (ES), local em que ainda não havia perdido. Com seis jogadores poupados pelo técnico Zé Ricardo, porém, o time foi envolvido pelos chilenos e não teve poder de reação, acabando também com uma invencibilidade que já durava oito partidas.

Nas quartas, o Palestino enfrentará o vencedor de San Lorenzo, da Argentina, e La Guaira, da Venezuela. Já o Flamengo volta suas atenções para o Campeonato Brasileiro, onde disputa o título e visita neste sábado o São Paulo, no Morumbi (SP).

Valencia decisivo

O camisa 10 do Palestino, Valencia, foi o grande destaque da partida comandando o time chileno com muita categoria e também demonstrando uma pontaria afiada. O meia foi o responsável pelo segundo gol após um bonito chute de fora da área, no canto direito do goleiro Alex Muralha.

Apagão rubro-negro

No primeiro tempo, o goleiro Ignácio González não fez uma defesa importante. O Flamengo perdeu no meio de campo e o Palestino deixou o campo com mais de 60% de posse de bola.

Jogo duro

Flamengo e Palestino fizeram um jogo com algumas faltas duras. Carrinhos e tostões foram dados dos dois lados e o árbitro deixou correr em alguns lances.
FLAMENGO 1 X 2 PALESTINO
Local: Kléber Andrade, em Cariacica (ES)
Hora: 21h45
Árbitro: Diego Haro (PER)
Auxiliares: Mauricio Espinosa (URU) e Nicolas Taran (URU)
Renda e público:
Cartões amarelos: Rafael Vaz (FLA); Diego Torres, Cereceda (PAL)
Cartões vermelhos:
Gols: Cereceda, aos 32 minutos do primeiro tempo (PAL); Valencia, aos 46 minutos do primeiro tempo (PAL); Alan Patrick, aos 20 minutos do segundo tempo (FLA)

FLAMENGO
Muralha, Pará, Rafael Vaz, Juan e Chiquinho; Márcio Araújo, Cuéllar (Mancuello) e Alan Patrick; Fernandinho, Marcelo Cirino (Emerson Sheik) e Guerrero (Felipe Vizeu)
Técnico: Zé Ricardo

PALESTINO
Ignácio González, Sierralta, Ezequiel Luna, Benjamin Vidal e Cereceda; Agustín Farías, Carvajal e Diego Torres e Mazurek; Benegas (Paredes) e Leonardo Valencia
Técnico: Nicolás Córdova

Uol

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Vaticano vai reconhecer oficialmente o Estado palestino

palestinaO Vaticano respalda o reconhecimento oficial do “Estado da Palestina”. Não é nada menos do que colocar em um tratado bilateral algo que o Vaticano já tinha admitido. De fato, durante sua visita à Terra Santa em maio, Francisco sempre falou do “Estado palestino”, sabendo que a expressão – ainda mais dita por um Papa durante um pronunciamento oficial – implica um grande respaldo às aspirações da Organização para a Libertação da Palestina (OLP) e um certa falta de tato diplomático com Israel. Mas, como frisou na quarta-feira o subsecretário do Vaticano para as Relações com os Estados, Antoine Camilleri, a Santa Sé acredita que a solução do conflito no Oriente Médio deve passar pelo reconhecimento de “dois Estados” e, portanto, por uma Palestina independente.

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O anúncio do acordo, que será assinado em um “futuro próximo”, coincide também com a confirmação de que o presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas, será recebido porJorge Mario Bergoglio no sábado, coincidindo com a canonização de duas freiras nascidas em território palestino. Como explicou o monsenhor Camilleri ao l’Osservatore Romano, o texto do acordo – que ainda deverá ter a concordância de ambas as partes – aposta no “auspício de uma solução da questão palestina e do conflito entre israelenses no âmbito da solução de dois Estados”.

Mesmo que o tratado também regule “aspectos essenciais da vida e a atividades da Igreja católica na Palestina”, o alto representante da Santa Sé admite que a assinatura do acordo terá repercussões no âmbito político: “Ainda que de maneira indireta, seria positivo que o acordo feito pudesse de alguma maneira ajudar os palestinos a ver estabelecido e reconhecido um Estado da Palestina independente, soberano e democrático que viva em paz e segurança com Israel e seus vizinhos”. E, mirando Israel, acrescenta: “O acordo poderá servir para animar de alguma forma a comunidade internacional, e em particular as partes mais diretamente envolvidas, a empreender uma ação mais decisiva para contribuir com a conquista de uma paz duradoura”.

O tratado que está próximo de ser assinado é fruto de um acordo inicial feito em fevereiro de 2000 entra a Santa Sé e a OLP, com quem o Vaticano já havia estabelecido relações em outubro de 1994. O subsecretário para as Relações com os Estados também lembrou que em novembro de 2012, quando a ONU reconheceu a Palestina como “Estado observador não membro”, o Vaticano publicou uma declaração na qual já mencionava a solução dos “dois Estados” para a resolução do conflito.

A notícia sobre a próxima assinatura do acordo com a Palestina surge três dias depois do papa Francisco receber o presidente de Cuba, Raúl Castro, no Vaticano, o que demonstra de maneira muito clara o papel diplomático a favor do diálogo assumido por Jorge Mario Bergoglio desde sua chegada ao Vaticano e que até o presidente dos EUA, Barack Obama, ressaltou durante sua visita a Roma em março de 2014: “Sua voz deve ser escutada pelo mundo”.

El País