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Pessoas que falam palavrões são mais honestas, diz estudo

Quando você quer causar uma boa impressão com alguém, provavelmente vai segurar a língua e não falar nenhum palavrão na sua frente. Afinal, foi isso que nos ensinaram desde cedo.

A ciência acabou de provar que um “porra” ou “caralho” bom colocado na frase pode ter um efeito positivo na conversa. Por quê? Pessoas que falam palavrões são mais honestas, um estudo revelou.

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Pesquisadores fizeram três experimentos para chegar a essa conclusão. Primeiro, eles pediram para 276 voluntários contarem a frequência que usavam palavrões e fazer um teste de honestidade.

Depois, 73 mil pessoas foram analisadas no Facebook por meio de um aplicativo, com o objetivo de medir a relação profanidade/integridade no status deles. Por fim, os estudiosos utilizaram dados sobre o uso da palavrões e índice de honestidade em cada estado americano.

O resumo da ópera é aquele que você já sabe: palavrão e honestidade andam juntos.

“Quando você filtra as palavras que usa durante uma conversa, provavelmente também filtra o que está dizendo”, explicou um dos pesquisadores, David Stilwell, da Universidade de Cambridge. “Alguém que usa palavrões em geral não está adotando nenhum desses filtros.”

Fonte: iG

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Deputados falam palavrões e trocam acusações no plenário da Câmara: ‘Seu FDP!’

rochaO líder do governo na Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), e o deputado Sebastião Bala Rocha (SDD-AP) protagonizaram na manhã desta quinta-feira uma ferrenha discussão com direito a palavrões e troca de acusações no plenário da Casa. ‘Vagabundo’ e ‘fdp’ foram algumas das ofensas trocadas entre eles. Os parlamentares votavam um acordo entre os governos brasileiro e francês para aumentar a fiscalização imigratória entre Brasil e Guiana Francesa e combater a exploração ilegal de ouro no país vizinho.

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O desentendimento começou após o petista se confundir sobre quem havia participado da reunião que selou o acordo com o governo para a votação da proposta e insinuou que Bala Rocha estaria se apoderando do resultado de um trabalho coletivo.

O deputado e ex-senador do Amapá, que foi relator da matéria na Comissão de Relações Exteriores da Casa, reagiu: “Não estou me apoderando de nada, estou relatando esse projeto há quatro anos e meio. Eu conheço a matéria e agi com responsabilidade esse tempo todo”, retrucou.

Bala Rocha, que é vice-líder do Solidariedade, mudou a orientação de sua bancada para a obstrução da matéria e se juntou ao PPS e ao DEM, o que inviabilizaria a apreciação do projeto hoje.

Já sem condições de votar o acordo, Chinaglia subiu o tom contra Bala Rocha: “Se alguém se sentiu ofendido, meteu uma carapuça que eu não dei endereço”, disse, para emendar a frase que desencadeou uma série de xingamentos. “Quero dizer uma coisa: graças à minha formação eu nunca fui algemado na minha vida”, provocou Chinaglia, referindo-se à prisão do deputado em 2004 na Operação Pororoca.

“Eu fui injustiçado, seu p.., seu fdp…”, gritou Bala Rocha no microfone. “Daqui para a frente, eu vou obstruir todas as votações nesta Casa até que este líder vagabundo do governo peça desculpas para mim”, emendou.

O parlamentar do Amapá foi preso quando ainda era do PDT. Ele responde no Supremo por crimes como formação de quadrilha, prevaricação, corrupção passiva e crime contra a lei de licitações. “Já fui praticamente absolvido do crime de quadrilha pelo próprio MP e estou me defendendo no Supremo (Tribunal Federal). Estou seguro que sou inocente. Ele (Chinaglia), de maneira arrogante, mencionou esse episódio”, protestou Bala Rocha.

Chinaglia deixou o plenário sem falar com os jornalistas e disse ao Broadcast Político que não comentaria o assunto. Bala Rocha disse que manterá a obstrução até a retratação do petista. “O pessoal todo do PT na Papuda e ele vem dizer que eu fui algemado?”, ironizou Bala Rocha.

Estadão