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Brasil é o país com o maior nº de mortos por arma de fogo

O Brasil é o país com o maior número de mortos por arma de fogo no mundo, totalizando 42 mil casos em 2016, revelou uma pesquisa da Universidade de Washington, nos Estados Unidos.

O estudo, intitulado “Global Mortality From Firearms”, analisa todas as mortes causadas por armas de fogo no mundo (homicídios, suicídios e incidentes) entre os anos de 1990 e 2016, baseando-se nos dados do Estudo Global da Carga de Doenças, programa sobre mortalidade realizado pela mesma universidade.

O Brasil é o país com o maior número de mortos por arma de fogo no mundo, totalizando 42 mil casos em 2016, revelou uma pesquisa da Universidade de Washington, nos Estados Unidos
O Brasil é o país com o maior número de mortos por arma de fogo no mundo, totalizando 42 mil casos em 2016, revelou uma pesquisa da Universidade de Washington, nos Estados Unidos

Foto: Markus Schnessl / iStock

A análise afirma que, nos últimos anos, os mortos por arma de fogo no mundo aumentaram, e mais da metade dos casos (51%) se concentram em seis países: Brasil, Estados Unidos, México, Colômbia, Venezuela e Guatemala.

Calcula-se que que 251 mil pessoas morreram por armas de fogo em 156 países recenseados durante o ano de 2016, contra 209 mil mortes em 1990. O Brasil lidera a classificação de 2016, com 42 mil mortos, seguido pelos Estados Unidos, com mais de 37 mil. Já o México, Colômbia e Venezuela contabilizam entre 10 e 20 mil cada, e a Guatemala conta pouco mais de 5 mil.

No geral, 64% dessas mortes foram causadas por homicídio (sendo que o Brasil contabiliza um quarto desse total), 27% por suicídio e 9% por incidentes.

De acordo com os pesquisadores, a maioria das mortes se deu em países onde não há guerra em território nacional. “Ainda que pelo aumento da população, a taxa de mortes a cada 100 mil habitantes tenha ligeiramente caído, o número absoluto continua muito alto”, explicou Mohsen Naghavi, um dos estudiosos. “As mortes por arma de fogo são um problema de saúde pública”, concluiu.

Ansa

Bancários de todo o país entrarão em greve na segunda-feira

Segundo o sindicato, 88% dos bancários votaram por participar de paralisação (Marcelo Camargo/Agência Brasil/Agência Brasil)

Os bancários anunciaram uma greve na segunda-feira (19) em uma mobilização contra a retirada de direitos trabalhistas e o fim da aposentadoria. Na capital paulista, há um ato público marcado para às 16h, em frente ao Masp, na Avenida Paulista.

“Bancários aprovaram, em assembleias, a participação na greve contra a retirada de direitos. Vamos às ruas lutar contra o fim da aposentadoria e flexibilização das leis trabalhistas”, disse Ivone Silva, presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e região.

Durante os dias 8, 9, 14 e 15 de fevereiro o Sindicato informou ter percorrido centenas de locais de trabalho com o objetivo de realizar assembleias nas quais os bancários definiram posição sobre paralisar as atividades no dia 16.

Segundo o Sindicato, 88% dos votantes disseram sim para a paralisação que atingirá agências em todo o Brasil.

Centrais sindicais confirmam greve geral no dia 19 contra reforma da Previdência

CUT afirma que agora é a hora de intensificar a pressão, apesar de a reforma na aposentadoria ter sido praticamente engavetada no Congresso por causa da intervenção no Rio de Janeiro (na Gazeta do Povo)

As centrais sindicais não cogitam cancelar a greve geral de segunda-feira (19), apesar de a reforma da Previdência ter sido praticamente engavetada no Congresso após o anúncio da intervenção federal na segurança do Rio de Janeiro nesta sexta-feira (16). Pelo contrário, a ordem é intensificar a pressão sobre o governo de Michel Temer.

“A pressão precisa ser ampliada neste momento, pois essa é única maneira de garantir que não mexam na aposentadoria dos trabalhadores e trabalhadoras”, disse, em nota, o presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Vagner Freitas. “A nossa luta é para enterrar de vez a reforma. E uma das estratégias é realizar uma forte mobilização no dia 19, com greves e paralisações, além de intensificar as ações nas ruas e nas redes”, completou.

O Sindicato dos Metalúrgicos do ABC paulista, por exemplo, anunciou que a paralisação está mantida para o dai 19, já que o “risco da reforma persiste” e a mobilização se mantém, principalmente após Temer afirmar que, quando a reforma da Previdência estiver pronta para ser votada no Congresso, pretende cessar a intervenção.

A PEC da reforma previdenciária estava na pauta da Câmara da próxima semana, mas foi retirada depois do protocolo do decreto de Temer, já que a Constituição não pode ser emendada na vigência de intervenção federal, de estado de defesa ou de estado de sítio.

Segundo o presidente do sindicato Wagner Santana, a orientação é “para os trabalhadores não irem às fábricas na próxima segunda-feira”. “Vamos mostrar a resistência da classe trabalhadora e impedir a aprovação dessa reforma”, afirmou o dirigente sindical. “Temos de dar o recado de que essa proposta não interessa aos trabalhadores e não pode ser feita por um governo sem nenhuma legitimidade. Não vamos permitir esse desmonte”, acrescentou.

O Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e região também decidiu paralisar suas atividades na segunda-feira. Maior central do país e historicamente ligada ao PT, a CUT garante que a adesão à greve geral está aumentando e que o movimento deverá ser mais robusto desta vez. Principalmente porque servirá, também, para defender o direito do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva se candidatar nas eleições de outubro.

Condenado pela Justiça em segunda instância no caso do tríplex do Guarujá (SP), Lula virou “ficha suja” e não poderá concorrer à Presidência da República ou a qualquer outro cargo eletivo com base na Lei da Ficha Limpa – exceto se obtiver uma decisão favorável na Justiça.

Histórico de fracassos

As greves gerais contra as reformas estão sendo realizadas pelas centrais desde o ano passado, com maior ou menor adesão. A última promessa de paralisação total do Brasil foi um fiasco: virou apenas um amontoado de atos em diversas cidades. O primeiro protesto de 2018 vem na esteira da condenação de Lula no Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), em 24 de janeiro.

O presidente da CUT, Vagner Freitas, prometeu paralisar o Brasil caso o petista seja impedido de ser candidato. Segundo ele, quanto mais cresce as intenções de voto em Lula nas pesquisas e ele acena que, se eleito, revogará, com o apoio do povo brasileiro, as medidas que retiram direitos, mais ele é perseguido pela mídia e setores do Judiciário. “Por isso, garantir Lula candidato e apoiar a sua eleição será fundamental. Faz parte da nossa estratégia de resistência e defesa dos direitos”, disse.

Confira os atos que devem ocorrer na segunda-feira em todo o Brasil, segundo a CUT

BAHIA

Em Salvador, terá manifestação no Iguatemi, a partir das 7h. No período da tarde, a concentração começa às 15h para o ato no Campo da Pólvora.

CEARÁ

Em Fortaleza, haverá atos e paralisações em todas as regiões, sendo a maior delas marcada no centro, a partir das 9h. Haverá uma caminhada pelas ruas do centro com concentração na Praça da Bandeira.

DISTRITO FEDERAL

Em Brasília, além das ações durante o dia, tem ato às 17h, no Museu da República.

MATO GROSSO

Em Cuiabá, às 8h, tem ato no INSS da Avenida Getúlio Vargas.

PARÁ

Em Belém, às 7h, ação nas agências bancárias da Avenida Presidente Vargas; às 11h, ato no Mercado São Brás. Em Marabá, às 7h30, panfletagem em frente a agencia do INSS; às 9h, audiência pública na Câmara Municipal.

PARANÁ

Em Curitiba, às 8h, panfletagem no Terminal Guadalupe – esquina das Ruas Marechal Deodoro e João Negrão; 9h, panfletagem em frente a agência do INSS; 10h, concentração na Boca Maldita; 11h, aula pública na Boca Maldita; 14h, panfletagem na Assembleia Legislativa.

PERNAMBUCO

Em Recife, às 15h, tem ato público no Parque 13 de Maio.

PIAUÍ

Em Teresina, tem ato marcado para às 8h, na Praça Rio Branco. No período da tarde, a partir das 14h, terá ato no Aeoroporto de Teresina.

RIO DE JANEIRO

No Rio de Janeiro, tem ação no aeroporto Santos Dumont de manhã, no embarque dos deputados; e, às 16h, tem ato na Candelária. Em Campo dos Goytacazes, terá concentração a partir das 8h, no Sindicato dos Bancários. De lá, os manifestantes sairão em caminhada até o calçadão para o ato público.

RIO GRANDE DO NORTE

Em Natal, tem ato a partir das 14h, em frente a Agência do INSS, Rua Apodi, 2150 – Tirol.

RIO GRANDE DO SUL

Em Porto Alegre, às 5h, marcha do Laçador até o aeroporto; às 7h, concentração na rodoviária; às 9h, ato em frente a agencia do INSS; às 17h, ato na esquina Democrática.

SANTA CATARINA

Em Florianópolis, o transporte coletivo ficará paralisado durante todo o dia 19. A partir das 9h, a CUT e demais centrais sindicais e entidades farão um arrastão no centro da capital para fechar o comércio e os bancos. E, a partir das 16h, acontecerá um ato na Praça de Lutas, que terminará com uma passeata até a agência do INSS.

SÃO PAULO

Na capital São Paulo, às 16h, tem ato público em frente ao MASP, na Avenida Paulista.

Fonte: Reuters/GAZETA DO POVO

IBGE: 59,6% dos municípios da PB apresentam menores PIB do país

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nesta quinta-feira (14) o Produto Interno Bruto (PIB) dos municípios brasileiros. Na Paraíba o maior PIB foi registrado em João Pessoa (R$ 10.843.958.000). Por outro lado, 59,6% das cidades paraibanas figuram entre os menores PIB.

Conforme o IBGE, em 2015, os 1.353 municípios do país com os menores PIB responderam por aproximadamente 1,0% do PIB nacional e concentraram 3,2% da população. Nessa faixa, estavam 73,2% dos municípios do Piauí, 59,6% dos municípios da Paraíba, 51,8% dos municípios do Tocantins e 48,5% dos municípios do Rio Grande do Norte.

Entre os municípios que apresentaram maiores PIB na Paraíba estão Campina Grande (R$4.992.962.000), Cabedelo (R$ 1.564.376.000) e Santa Rita (1.244.883.000).

Em mais de de 90% dos municípios da Paraíba, a atividade econômica predominante era a Administração, defesa, educação e saúde públicas e seguridade social.

MaisPB

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20% das crianças nascidas no país são filhas de meninas de 10 a 19 anos

Pesquisa do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) indicam que uma em cada cinco crianças brasileiras são filhas de mães que engravidaram entre os 10 e os 19 anos. Além disso, 76% das adolescentes que engravidam abandonam a escola e 58% não estudam nem trabalham fora de casa.

Os dados foram mostrados em reportagem do programa Profissão Repórter, da rede Globo, desta quarta-feira (6).

A agente de saúde Lidiane Pereira Brito, da Ilha de Marajó (PA), revela um pouco de sua rotina com os casos de gravidez na adolescência. Ultimamente, as jovens estão ficando grávidas muito crianças. A gente recebe criança de 12 anos. A gente conversa com as adolescentes, faz palestras, mas o índice é muito grande. E nessa faixa etária muitas se recusam a fazer o pré-natal porque têm vergonha”, conta.

No Acre, a Secretaria de Saúde implementou para conscientização nas escolas. O projeto conseguiu reduzir em 11% os casos de gravidez entre adolescentes nos centros de ensino do estado. A iniciativa também tenta conscientizar os homens. “O moralismo e o machismo entram forte. O menino é incentivado a ter várias parceiras e não a ser pai”, diz Antônio de Oliveira, criador do projeto.

NM

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Quase metade dos municípios do país decretou emergência de 2003 a 2016

Entre os anos de 2003 e 2016, praticamente metade dos 5.570 municípios do país foi obrigada a decretar, pelo menos uma vez em sete anos diferentes, situação de emergência ou estado de calamidade pública em virtude de secas e estiagens. De acordo com o relatório pleno de Conjuntura dos Recursos Hídricos no Brasil 2017, divulgado nesta segunda-feira (4) pela Agência Nacional de Águas (ANA), do total de cidades afetadas por longos períodos sem chuva, 1.794 são da Região Nordeste.

No mesmo período, de acordo com o relatório, 48 milhões de pessoas foram afetadas por secas (duradoura) ou estiagens (passageiras) no Brasil. Ao todo, foram registrados 4.824 eventos de seca com danos humanos. Somente no ano passado, 18 milhões de habitantes do país foram afetados por fenômenos climáticos que provocaram escassez hídrica. Desse total, 84% viviam na Região Nordeste.

Ainda conforme o relatório, o Nordeste registrou 83% dos 5.154 eventos de secas registrados no país entre os anos de 2003 e 2016, que prejudicam a oferta de água para abastecimento público, geração hidrelétrica, irrigação, produção industrial e navegação.

Em sua terceira edição, o relatório pleno de Conjuntura dos Recursos Hídricos é composto por dados de mais de 50 instituições parceiras da ANA e faz uma radiografia da situação das águas do país.

Conforme o levantamento, secas e cheias representaram 84% dos quase 39 mil desastres naturais entre 1991 e 2012, afetando cerca de 127 milhões de brasileiros. No período de 1995 a 2014, as perdas decorrentes desses problemas chegaram a R$ 182,7 bilhões. Em media, os prejuízos são de R$ 9 bilhões por ano ou aproximadamente R$ 800 milhões por mês.

Enxurradas

Se a seca causou impacto nas cidades nordestinas, o relatório mostra que as fortes chuvas e as cheias atingiram especialmente municípios do Sul do país. Entre 2003 e 2016, 47,5% dos municípios do país declararam situação de emergência ou estado de calamidade pelo menos uma vez por causa de cheias. Desses, 55% (1.435) ficam no Sudeste ou no Sul.

“Ao contabilizar eventos de cheia, o Conjuntura informa que entre 2013 e 2016 um total de 7,7 milhões de brasileiros sofreram com os impactos dos diferentes tipos de cheias: alagamentos, enxurradas e inundações. Apenas em 2016, cerca de 1,3 milhão de habitantes sofreram com a água em excesso” diz trecho do relatório.

No período, Santa Catarina e o Rio Grande do Sul tiveram 44% dos registros de eventos de cheias associados a danos para pessoas no país.

Consumo

De acordo com o relatório, em média, por ano, do total de água retirada dos rios, córregos, lagoas, lagos e reservatórios no país, 46,2% vão para irrigação, 23,3% para abastecimento urbano, 10,3% para termoelétricas, 9,2% para a indústria, 7,9% para abastecimento animal, 1,6% para abastecimento rural e o mesmo percentual para mineração.

Do total de água consumida no país, 67,2% são utilizadas para irrigação, 11,1% no abastecimento animal, 9,5% na indústria, 8,8% no abastecimento urbano, 2,4% no abastecimento rural, 0,8% na mineração e 0,3% nas termoelétricas.

Segundo o estudo, a demanda por uso de água no Brasil é crescente, com aumento estimado de aproximadamente 80% no total retirado de água nas últimas duas décadas. “Até 2030, a previsão é de que a retirada aumente em 30%”, mostra o relatório. De acordo com a ANA, a evolução do uso da água está diretamente relacionada ao desenvolvimento econômico e ao processo de urbanização do país.

Agência Brasil

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PF prende na PB servidor público considerado o maior traficante de animais do país

A Polícia Federal cumpriu, nesta terça-feira (12), mandados de busca e apreensão e realizou condução coercitiva contra um servidor público apontado como o maior traficante de animais do país. Além dele, outras três pessoas também foram detidas suspeitas de atuarem no esquema de venda ilegal de animais silvestres.


Os mandados foram cumpridos nas cidades de Junco do Seridó e Patos, ambas no Sertão da Paraíba. Durante as buscas, foram encontrados jabutis e aves na casa de um dos suspeitos.

A condução tem por objetivo evitar que os investigados combinem versões para seus crimes e, ao mesmo tempo, retirar-lhes dos locais de busca para impedir manipulação do material recolhido.

De acordo com o Ministério Público Federal (MPF), o funcionário público responde a sete processos judiciais pelo crime de tráfico de animais, na Paraíba e no Paraná. Segundo a investigação, ele já foi autuado e preso 14 vezes, ao longo de mais de vinte anos.

Ainda de acordo com a investigação, o Ibama já apreendeu 3.775 animais (principalmente aves) com o suspeito, destinados ao abastecimento do mercado ilegal de animais silvestres. Se considerar os animais não apreendidos, estima-se que o número de animais traficados por ele atinja cem vezes mais a quantidade de animais apreendidos.

Portal Correio

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Percentual de endividados no país cresce para 57,1% entre junho e julho

O percentual de famílias endividadas no país cresceu de 56,4% em junho para 57,1% em julho deste ano, segundo dados da Pesquisa Nacional de Endividamento e Inadimplência do Consumidor, divulgados hoje (31), no Rio de Janeiro, pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Apesar disso, o percentual caiu na comparação com julho de 2016 (57,7%).

O percentual de inadimplentes, isto é, aqueles que têm contas ou dívidas em atraso, chegou a 24,2% em julho deste ano, proporção inferior a junho (24,3%), mas superior a julho de 2016 (22,9%). Ainda segundo a CNC, as famílias que não terão condições de pagar suas dívidas ficaram em 9,4%, abaixo do total de junho (9,6%), mas acima de julho de 2016 (8,7%).

A maior parte das dívidas dos brasileiros é com cartão de crédito (76,8%), seguido por carnês (15,4%), crédito pessoal (11%), financiamento de carro (10,1%) e financiamento de casa (8%). O tempo médio de atraso nos pagamentos é de 63,1 dias.

180 Graus 

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Pais devem acompanhar o acesso de crianças à internet, alertam especialistas

Julho é o mês das férias escolares e, com elas, vêm a preocupação de muitos pais sobre como os filhos aproveitam o tempo livre. O acesso à internet e às redes sociais é uma das formas de passar o tempo, mas deve ser feito com cuidado para não prejudicar as crianças e adolescentes.

Especialistas concordam que o acesso à rede mundial é um caminho sem volta, e a proibição do uso não é a melhor opção para os pais. O presidente da organização não governamental Safernet, Thiago Tavares, diz que a melhor estratégia continua sendo o diálogo, a conversa franca e a relação de confiança que deve existir entre pais e filhos.

“Da mesma forma que você conversa com seus filhos sobre os riscos que existem ao sair na rua, na escola, no cinema, você diz para ele não aceitar bala de estranhos, você também deve orientá-lo em relação ao uso seguro da internet”, diz. Ele recomenda também o uso de versões customizadas de sites e aplicativos, que selecionam o conteúdo apropriado para crianças.

O especialista não recomenda o monitoramento dos filhos com o uso de softwares espiões. Segundo ele, esses programas passam uma falsa sensação de segurança e podem comprometer a relação de confiança entre pais e filhos. “Proibir o uso da internet não adianta. E monitorar o que seu filho faz por meio de softwares espiões também não ajuda, porque quebra uma relação de confiança e é ineficiente, porque as crianças não acessam a internet de um único dispositivo”, justifica.

Espaço público

A mestre em psicologia clínica Laís Fontenelle orienta aos pais acompanhar os acessos virtuais dos filhos da mesma forma como é feito no mundo real. “O mesmo cuidado que tem de ter na internet é o cuidado que tem de ter em um espaço público. Os pais têm de monitorar da mesma forma que monitora a casa do amigo que o filho vai, a praça que vai frequentar, a festa, porque é como se fosse um espaço público, só que virtual”, explica.

No caso de crianças não alfabetizadas, o acesso à internet precisa sempre ser feito com a supervisão de um adulto, diz a psicóloga. “A mediação é imprescindível principalmente para crianças que não estão alfabetizadas. Elas vão com o dedinho no touchscreen [tela do celular ou tablet] e podem cair em um conteúdo que não é adequado para elas, e não têm a maturidade para lidar com o conteúdo que está ali”, adverte.

A psicóloga também “puxa a orelha” dos pais, alertando para a responsabilidade do exemplo dado às crianças. “Não adianta a gente fazer um overposting dos nossos filhos nas redes sociais, expondo tudo que acontece na vida deles: ‘ganhou um peniquinho, comeu a primeira papinha’ e dizer para eles não fazerem isso. Se a gente não sabe lidar com esses limites claros sobre o que pode ser publicizado sobre a intimidade das nossas vidas, eles nunca vão saber”, diz Laís.

Os principais riscos do uso da internet por crianças e adolescentes são os acessos a conteúdos inapropriados para a idade, como pornografia, a exposição da privacidade em redes sociais, o cyberbulling e a exposição da intimidade, principalmente na adolescência. “Os casos de vazamento de nudes [fotos de nudez] não param de crescer ano a ano”, diz o presidente da Safernet. Além disso, há o perigo do contato com estranhos, que pode resultar em tentativas de assédio, aliciamentos ou golpes.

Uma pesquisa divulgada no ano passado pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil mostrou que 87% crianças e adolescentes entre 9 e 17 anos têm perfil em redes sociais, e 66% acessam a internet mais de uma vez por dia. Segundo o estudo TIC Kids Online Brasil, 11% dos entrevistados acessaram a internet antes dos 6 anos de idade.

Trem-bala

A jornalista Melissa Gass levou um susto quando viu que o canal no Youtube da filha Lívia, de 7 anos, tinha mais de 15 mil visualizações. O sucesso veio quando a menina postou um vídeo dançando o hit Trem-Bala, da cantora Ana Vilela. “Como ela não posta muita coisa, eu não esperava, mas por causa desse vídeo acabou tendo uma repercussão maior. É muita exposição, a gente fica meio preocupado”, conta a mãe.

Em seu canal, Lívia mostra brincadeiras, músicas, livros e até receitas culinárias. “Eu gosto de ser famosa”, diz a menina, que também participa de aulas de canto, dança e vai começar a fazer teatro.

Para Melissa, não tem como proibir o acesso das crianças à internet, mas é preciso monitorar as atividades dos pequenos na rede. “A tecnologia é uma realidade. Com um ano de idade, ela mexia no celular, então não tem como fugir. Quando a gente proíbe, é pior, porque vai fazer escondido. Então a gente monitora, acompanha, incentiva o que pode incentivar”, explica.

Entre as orientações que os pais dão para Lívia, estão não seguir canais de adultos e não comentar nem trocar mensagem privada com desconhecidos. “A gente fala que têm adultos que querem fazer maldades para as crianças, então que ela tem de tomar cuidado, a gente dá essa orientação”, diz Melissa. A mãe também monitora as redes sociais da filha e, quando vê algo suspeito, desabilita o contato.

Agência Brasil 

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MEC retira de escolas de todo o país livro que aborda relacionamento com incesto

O ministro da Educação, Mendonça Filho, informou nesta quinta (8) que o livro Enquanto o sono não vem, distribuído pelo Programa de Alfabetização na Idade Certa (Pnaic) para alunos de 1º, 2º e 3º anos do ensino fundamental, deverá ser recolhido das escolas públicas. No livro, um dos contos aborda o tema incesto, considerado  impróprio para crianças de seis a oito anos de idade, segundo o órgão.

De autoria do escritor José Mauro Brandt, a obra é dividida em oito contos. Um deles, A triste história de Eredegalda, fala sobre o desejo de um rei em se casar com a mais bonita de suas três filhas. Diante da negativa, a menina é castigada e acaba morrendo de sede.

A obra foi selecionada, em 2014, pelo Programa Nacional do Livro Didático (PNLD), depois de avaliada e aprovada pelo Centro de Alfabetização, Leitura e Escrita da Faculdade de Educação da Universidade Federal de Minas Gerais, instituição de notório saber e referência nas áreas de alfabetização e literatura.

Segundo o MEC, professores e pais de alunos em todo o país questionaram o conteúdo, o que levou o órgão a pedir um parecer técnico e jurídico sobre o assunto, feito pela Secretaria de Educação Básica (SEB).

No parecer, a SEB entendeu a temática abordada no livro não é adequada para crianças em idade de alfabetização. “As crianças, no ciclo de alfabetização, por serem leitores em formação e com vivências limitadas, ainda não adquiriram autonomia, maturidade e senso crítico para problematizar determinados temas com alta densidade, como é o caso da história em questão”, diz nota da secretaria.

Com a decisão, os 94 mil exemplares da obra adquiridos pelo MEC serão redistribuídos para bibliotecas públicas. “A atual gestão do MEC está revendo todo o processo de seleção dos livros didáticos e paradidáticos, visando à melhoria da qualidade da educação brasileira.”

Agência Brasil

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‘Minha casa Minha Vida’ é retomado e terá 2,6 mil novas unidades no país, diz ministro

As obras para a construção de 2.600 unidades habitacionais da Faixa 1 do Programa Minha Casa Minha Vida serão retomadas em todo o Brasil. O anúncio foi feito nessa sexta (26), em Recife (PE), pelo ministro das Cidades, Bruno Araújo. Serão aplicados mais de R$ 200 milhões em recursos.

Durante a abertura do Feirão da Caixa, o ministro  também autorizou o reinício das obras de 576 unidades habitacionais dos Residenciais Dona Lindu I e II na Granja Luciana, no município de São Lourenço da Mata, na Região Metropolitana do Recife. Com investimento de R$ 36 milhões, mais de duas mil pessoas devem ser beneficiadas com os residenciais.

“Eram 60 mil unidades paralisadas em todo o Brasil. Já retomamos mais de 33 mil e, semana que vem, vamos anunciar, em Pernambuco, novos empreendimentos da Faixa 1 do Minha Casa Minha Vida para o estado”, destacou o ministro.

Ao longo da próxima semana, ministro das Cidades, Bruno Araújo. antecipou que deverá ser retomada a construção de mais 20 mil unidades habitacionais distribuídas em vários estados do país.

Correio da Paraíba com agências

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