Arquivo da tag: PADRE DJACY

PADRE DJACY – Quero ver os granfinos correndo da morte

 

padre djacy  “Orai e vigiai, pois não sabeis nem o dia e nem a hora”, disse Jesus. Como é notório, todos chegaremos ao final de nossa existência, querendo ou não. É uma realidade transcendental pela qual todos passarão: ricos, pobres, agricultores, doutos, analfabetos, famosos, latifundiários, Presidentes, Generais, Papas, gente besta do nariz empinado e os “não me toquem”. Não escapa ninguém. Graças a Deus! Jesus, nas suas palavras supracitadas, queria dizer o seguinte: a morte é inevitável, por conta disso, preparem-se para o encontro definitivo com Deus.

Infelizmente, nesta sociedade materialista, hedonista, consumista, por que não dizer, secularista, muitas pessoas poderosas, endinheiradas, cheias de vida, encasteladas nas suas vaidades, vivem como se não fossem morrer. A cada dia que passa preocupam-se mais e mais com status, beleza física, satisfação pessoal, poder, notoriedade e com seus bens materiais. No tocante aos bens terrenos, vivem obcecadas, sempre pensando adquirir mais, lucrar mais, para isso, passam por cima dos valores ético-morais, explorando os pobres, praticando todo tipo de corrupção, sem contar com outras atitudes incompatíveis com a dignidade da pessoa humana. Para essa gente gananciosa, orgulhosa, vaidosa, vale a sentença bíblica: “Vaidade das vaidades tudo é vaidade”.

ACOMPANHE O FOCANDO A NOTÍCIA NAS REDES SOCIAIS:

FACEBOOK                TWITTER                    INSTAGRAM

          Para esses “semideuses”, o que importa é o viver no aqui e agora. O pior, é que esse comportamento anticristão, desumano, é praticado muitas vezes, por pessoas que se dizem cristãs, que vão à igreja ou ao templo, leem a Bíblia, se confessam, recebem a Eucaristia louvam a Deus. Mais que hipocrisia desses cristãos! Eis o que diz Jesus: “Nem todos aqueles que dizem Senhor, Senhor, será salvo”. Ora, até o diabo acredita em Deus.

Para que tanto apego às coisas desta vida efêmera? O que adianta tanto orgulho, vaidade, arrogância, prepotência, ambição, se a qualquer fração de segundo da vida, a pessoa pode desaparecer do “mapa”? : “Como sopro se acabam nossos anos. Pode durar setenta anos nossa vida, os mais fortes talvez cheguem a oitenta; a maior parte é ilusão e sofrimento: passam depressa e também nós assim passamos”(Sl 89).

Há muitas pessoas que, pelo fato de ganhar bem, morar em mansões, ser possuidoras de diplomas, de anel de ouro no dedo (médicos, juízes, promotores, advogados, políticos, empresários, engenheiros etc.), ter bons empregos, ocupar cargos importantes na sociedade, só pisam no chão porque é o jeito e evitam contato direto, amigável, afável, com as pessoas pobres, simples, humildes, necessitadas, tratando-as com indiferença, arrogância, prepotência, como se esses queridos filhos de Deus não fossem pessoas humanas possuidoras de dignidade. Coitadas, a qualquer momento poderão bater as “botas”:  “Como o sopro do vento é o homem, os seus dias são sombra que passa” (Salmo 143).

             Muitas pessoas humildes, pobres, injustiçadas, vítimas de preconceitos, tratadas com desdém pela sociedade do ter e poder e também, infelizmente, por certas autoridades religiosas, comentam coisas que deixam meu coração de pastor dilacerado, partido. Comentários tristes, revoltantes. Tratam-se, indubitavelmente, de desabafos:

-Seu padre, eu tenho um primo, que agora é doutor, ganha muito, anda só de carrão, Agora seu padre, ele passa por nós, e nem dá um bom dia. O bicho tá todo orgulhoso. Passa por nós, como se nós não fosse família dele.

-Eu tenho uma prima rica, só anda de carro importado, uma vez eu tava numa festa e uma pessoa perguntou pra ela: fulana você é família desse camarada? Ah, seu padre, ela disse : ele ainda é parente de meu pai, mas bem distante. Nojenta, sou sobrinho do seu pai, pensei eu. Pense num desgosto. Antes, a gente andava de jumento pra roça, e hoje ,nem me conhece. Tá bom, entrego nas mãos de Deus.

-Padre, o médico me tratou mal. Ele mandou que eu me afastasse dele, eu não sei por que seu padre, eu acho que porque eu sou pobre. Isso foi numa consulta, padre.

-Seu padre, só porque sou pobre, não tenho nada na vida, fui mal recebido pelo juiz. Ele, seu padre, falava comigo gritando, e eu seu padre só fazia chorar. Depois, voltei para minha casinha, e minha filha de meu um chá prá eu me acalmar. Olha, padre, só porque eu só pobre, tenho certeza disso”.

-Meu querido padre, uma vez eu fui a casa de uma pessoa rica da cidade, e quando bati palma, fui logo ouvindo: o que é, o que foi, tá não, pode ir embora. Fiquei um capeta.

-Uma coisa vou dizer ao senhor, seu padre, quem é pobre neste mundo é tratado como cachorro. Veja padre, as fila nos hospitais, só tem mesmo é gente lascada, sem nada pra viver. A gente não vê um rico na fila, nem esses filhos de papai.

-Eu conheço uma moça, padre, que depois que se formou em medicina, agora é outra pessoa: orgulhosa, vaidosa, parece que não é filha de Deus. Ela era pobre, e agora ficou tão besta.

-Olha padre, o pobre, quando chega ao hospital, numa repartição pública, é tratado como gato, como bicho, ninguém olha pra ele, e quando é atendido, é atendido de forma grosseira, nojenta, seu padre.

-Padre Djacy, uma vez eu tava na estrada, passou um parente meu, ele é doutor, e nem olhou para mim. Eita bicho orgulhoso esse meu primo”.

-Padre, me diga uma coisa, lá no céu, tem esse negócio de gente que foi importante na terra, ocupar os primeiros lugares? Se for assim, seu padre Djacy, a gente ta é lascado. Nem no céu o pobre tem vez. Vixe Maria.

-Padre, tem gente que quando se forma, ou arruma um bom emprego, não fala mais com a gente, fica toda orgulhosa, antipática.

-Padre Djacy, uma doutora assim me falou: eu sou médica, sou mais importante que qualquer pessoa, eu sou como Deus. Quero ver as pessoas não correrem atrás de mim?

Certo juiz seu padre, me disse: o que é? O que deseja? Saia da minha frente. Padre, sai chorando e pensando: não sou nada neste mundo.

-Olha, padre, tem gente que se sente tão importante, tão sem igual, que não dá um bom dia a ninguém, sobretudo as pessoas pobres, as pessoas sem nada na vida.

-Por que tanto orgulho, vaidade, cara dura, tanta besteira, se a qualquer momento pode ter uma dor de barriga e fazer as coisas no meio da rua, num salão de festa, no carro.

-Padre Djacy, penso que essa gente granfina só usa banheiro porque é o jeito.

-Bom, padre Djacy,o padre fulano de tal me recebeu muito mal na sua casa, nem sequer me mandou sentar. Estava com tanta sede, mas tive cerimônia em pedir água. Pense, seu padre, no luxo da casa. Eita casa bonita a do padre .Eita como o padre e sua equipe são antipáticos, Deus me livre. E é porque é padre, imagine se não fosse. Esse padre não é de Deus, me tratou com muito mal.

-Padre, esse povo besta, importante, faz as mesmas coisas que as outras pessoas fazem? Sente dores, tem dor de barriga, solta gases, vomita, usa sanitário?

-Meu amigo, uma coisa é certa, tem gente que só porque é importante, doutor pra lá, doutor pra cá, quando morre, depois de algumas horas, a podridão toma conta. Não é assim, padre?

-Ah, padre, minha filha queria fazer medicina, fez um bocado de vestibular, mas não passou. Agora, sabe quem passa para fazer medicina na Universidade Pública? Claro, os filhos de ricos. Como minha filha é pobre, nada.

-Estou fazendo um bingo para arrecadar dinheiro para pagar a cirurgia do meu filho, pois o médico disse que só faz se pagar na hora.

-Eu fui reclamar que o médico não cumpre o horário integral no PSF, sabe o que ele falou? Ele falou que o problema era dele, e pronto. Pobre é pra ficar calado, porque pobre não  é nada diante dele. Ele me disse isso, seu padre.

-Olha, meu amigo padre, meus filhos depois que se tornaram doutor, agora têm vergonha do pai e da mãe, só porque a gente é velho, feios, só porque  a gente não tem dentes e tem o rosto engiado. Eles têm vergonha de nós padre.

-Meu vizinho não fala com a gente, não cumprimenta ninguém. É todo mundo antipático. Penso que é porque mora numa mansão, e a gente mora numa casa simples, humilde.

-Tem gente tão besta, tão orgulhosa, que quando está dirigindo seu carrão com óculos escuros, não fala com ninguém. Parece um robô.

Muitas vezes, essa gente fina que pensa que é imortal, que não vai morrer, apodrecer e feder, tem até nojo de pegar na mão dos seus semelhantes (literalmente falando), pelo fato de serem pobres. Há patricinhas e mauricinhos que mais parecem um robô: empinam o nariz, endurecem a cara e mal olham para as pessoas. Besteira das besteiras, tudo é besteira. Um dia a morte pega esses granfinos, e sua carne vai apodrecer para a felicidade dos germes. Duvido que seu dinheiro, sua beleza física, seu anel de doutor, venha em seu socorro. Essa gente pensa que não morre, que não há julgamento por parte de Jesus, que dissera: “Ai dos que maltratam os pobres”.

Nas missas de exéquias, ou missas de finados, faço questão de chamar a atenção dos cristãos católicos para a brevidade da vida. Digo-lhes que é imprescindível que nos preparemos para o momento final de nossa existência humana, e que no instante final da vida ser-nos-emos julgados pela prática do amor, conforme diz São João da Cruz: “no entardecer da vida, seremos julgados pelo o amor”. Faço questão de citar muitas expressões bíblicas, visando fazer com que os ouvintes tenham uma melhor compreensão sobre a necessidade de prepararem-se cristamente para a morte. Ei-las:

“Nós não temos cidade permanente, estamos olhando para a cidade futura (Hebreus 13,14)

“Não dura muito o homem rico e poderoso; é semelhante ao gado gordo que abate”; “morrem os sábios e os ricos

igualmente”; morrem os loucos e também os insensatos, e deixam tudo que possuem aos estranhos”Sl 48(49);

“para mim o viver é Cristo e o morrer é lucro” (Fl 1,21);

“Nós, porem, somos cidadãos do céu” (Fl 3,20);

“Como sopro se acabam nossos anos. Pode durar setenta anos nossa vida, os mais fortes talvez cheguem a oitenta; a maior parte é ilusão e sofrimento: passam depressa e também nós assim passamos(Sl 89);

“Ninguém se livra da morte por dinheiro. Nem a Deus pode pagar o seu resgate; A isenção da morte não tem preço; não há riqueza que a possa adquirir, nem dar ao homem uma vida sem limites e garantir-lhe uma existência imortal” Sl 48(49);

“A morte é justa e vem para todos indistintamente” (Salmo 48(49)).

Uma coisa eu digo, e sem medo de errar, que o cemitério é o lugar onde todos moram bem coladinhos: pobres, ricos, doutos, pessoas importante de narizes empinados, arrogantes, prepotentes. Pensem num lugar, onde todos são iguais? Agora, o negócio não é no cemitério, é na outra vida. Certamente, os pobres terão prioridade na Casa do Pai. Lembremo-nos da famosa parábola do famigerado rico e do pobre Lázaro, contada por Jesus. Então, reflitamos, antes que seja tarde.

Quero ver os figurões, os granfinos, os importantes, os mandões, os “não me toquem”, os narizes empinados, escaparem dessa. “Se correr o bicho pega, se ficar o bicho come”. E eu não estou nem aí.

O amor ao próximo- e quem é o meu próximo?- será o critério maior do nosso julgamento final. Não foi por acaso que Jesus tanto insistira no mandamento do amor: “amai-vos uns aos outros”.

A única coisa que impede barreiras chama-se mortalidade. Somos iguais na vida e na morte. Dessa realidade transcendental ninguém escapa.

Para os que se consideram imortais, tão importantes, valem as palavras de Jesus: “quem se eleva será humilhado, e quem se humilha será elevado” (Lc 14,11). Essas expressões do Senhor da libertação, o Senhor que veio para “que todos tenham vida”, levam-me a crer que os pequenos, os rejeitados, os pobres, são os porteiros do céu.  E agora, seus semideuses?

A única coisa que impede barreiras chama-se mortalidade. Somos iguais na vida e na morte. Dessa realidade transcendental ninguém escapa.

Padre Djacy Brasileiro, 02 de novembro de 2015.

E-mail: padredjacy@hotmail.com

Twitter: @Padredjacy

PADRE DJACY – Quem nunca praticou corrupção que atire a primeira pedra

padre djacyEstá na crista da onda o termo corrupção. Uma expressão usada a todo instante, não só pela Mídia, mas por todos os cidadãos e cidadãs. Todos falam, comentam, discutem, sobre essa realidade daninha enraizada em vários segmentos representativos da nossa sociedade, motivo de revolta, indignação, ódio e desprezo. Também não é pra menos. Hein?

           Afinal, o que é corrupção. Onde acontece. Quem pratica esse mal. Quais os seus efeitos maléficos na vida do povo. Quem mais sofre. Quem a pratica. Daí, a pergunta que não quer calar: a corrupção só é praticada por alguns homens e mulheres do mundo da esfera político-governamental? E nós, cidadãos comuns, será que estamos imunes a essa praga? Somos os verdadeiros  impolutos?

            É aí onde nos enganamos.  Muitas vezes não passamos de hipócritas, de fariseus. Criticamos certos políticos ou governantes que praticam corrupção, mas não tomamos consciência de que muitas vezes também praticamos esse mal em grau maior ou menor. Aliás, corrupção é corrupção. Não depende de grau.

ACOMPANHE O FOCANDO A NOTÍCIA NAS REDES SOCIAIS:

FACEBOOK                TWITTER                    INSTAGRAM

            Elencarei algumas atitudes inconvenientes, descabidas, desrespeitosas, agressivas, desumanas, criminosas, que talvez possamos  considerá-las  como prática  de corrupção  na nossa vida diária. Não sei se estarei infringindo ou deturpando o conceito dado ao adjetivo supracitado. Mesmo assim, caso nunca tenhamos vivenciado na prática um desses itens abaixo, então, podemos “atirar a primeira pedra”.

-Estacionar o seu carro num lugar destinado às pessoas idosas ou  com deficiência físicas.

-Furar a fila, quer num Banco, num  hospital ou em outro lugar.

-Querer tirar vantagem em tudo.

-Tomar dinheiro emprestado, por pouco que seja, e não pagar.

-Comprar um objeto e ficar com as prestações atrasadas sem dar satisfação à loja ou ao vendedor.

-Ir a uma bodega, comprar uma coisa e dizer: anote aí, depois eu pago, e nada, e nada.

-Aproveitar sua função de funcionário público para ganhar propina ou presentes.

-Não ser transparente nas prestações de contas de quaisquer instituições.

-Desviar dinheiro de uma instituição para fins pessoais, familiares etc.

 – -Ficar rico à custa de propina etc.

-Usar da mentira para facilitar a venda ou troca de um veículo, uma casa ou outro objeto qualquer.

-Não pagar com dignidade aos seus trabalhadores, visando obter vantagem financeira com essa atitude.

-Pagar mal aos seus trabalhadores, quando podem pagar bem.

-Ter o hábito de sonegar  impostos.

-Fazer o famoso “gato” para desviar água ou energia.

– “Pescar” ou “filar” na hora da prova escrita.

-“Consultar” o celular na hora da prova.

-Levar, para fazer uma prova de vestibular ou concurso, um “ponto” no ouvido.

 -Ficar rico à custa do suor e sangue dos  humildes trabalhadores (comercio, construção civil, agricultura etc.).

-Emprestar dinheiro a alguém, sobretudo a uma pessoa pobre, com juro exorbitante. Exemplo: emprestou mil reais, e agora quer que o devedor pague 1700,00 reais.

-Manter suas contas de água, energia, telefone, aluguel etc. atrasadas propositadamente, quando tem condições de pagá-las.

-Usar o artificio da extorsão visando tirar proveito.

-Usar o jeitinho brasileiro para tirar vantagem em tudo. Exemplo: sou seu amigo, facilite a minha vida aí…

-Comprar e não pagar nem amarrado.

-Usar indevidamente, às escondidas, o wife do seu vizinho ou vizinha.

-Vive da arte da mentira. Adora mentir para conseguir seus intentos.

-Manipular dados de pesquisas visando favorecer a si próprio ou a outro.

-Usar a religião ou o nome de Deus para extorquir, enganar, ludibriar, o fiel ingênuo…

-Usar o dízimo de sua igreja de forma injusta, desonesta etc.

-Desviar material de expediente para levar pra casa: papel de oficio, lápis, borracha, grampo, cola etc.

-Enganar o freguês menos avisado na hora de passar o troco.

 -Não estar nem aí com os seus cartões de créditos. Chega o dia do pagamento, passa dias e mais dias, e nada de pagar.

-Cobrar além do permitido, visando obter lucro, quer no cartório, na igreja, na repartição pública etc.(ex.: a taxa do casamento é tanto, mas cobram outro valor, e alto).

-Desviar dinheiro, por pouco que seja, de uma instituição quer pública ou particular, para fins pessoais.

-Comprar, pela internet ou não, um trabalho acadêmico e depois apresentá-lo como sendo de sua legítima autoria (ex.: monografia)

-Ganhar dinheiro em cima do trabalho de outro, como plagiar uma música.

-Comprar uma peça de roupa por um preço baixo para revendê-la por um preço exorbitante, ou seja, cinco vezes mais o valor da compra original. Exemplo: o vendedor comprou uma camisa por 30,00 reais, mas vende por 150,00.

-Comprar Cds piratas ou outros objetos.

-Chegar sempre atrasado no trabalho sem motivo justo.

-Não cumprir fielmente a carga horária, chegando atrasado ou saindo antes do horário previsto.

-Querer ganhar dinheiro sem pisar os pés no lugar onde trabalha.

-Pegar o cartão de aposentadoria do avô ou da avó para sacar ou fazer empréstimo sem o seu devido consentimento.

-Enganar seus pais ou avós no dia em que recebem sua famigerada aposentadoria, subtraindo um determinado valor.

-Fazer compras sem os pais saberem, a não ser no dia da cobrança.

-Financiar um carro, uma moto ou outro objeto, e depois não honrar dignamente com os compromissos assumidos (as prestações).

-Comprar o voto do eleitor despolitizado quando em tempo de eleição.

 -Dar cesta básica, material de construção etc. ao eleitor visando unicamente o seu voto no dia da eleição.

-Mentir, enganar, prometer o céu e a terra ao eleitor.

-Lutar contra a corrupção, mas votar em político corrupto.

-Lutar contra a corrupção, mas apoiar o maldito projeto de terceirização.

-Lutar contra a corrupção, mas apoiar emissora de Televisão que mente, ludibria, engana etc.

-Lutar contra a corrupção, mas bater palmas para o sistema capitalista que explora o ser humano e o meio ambiente etc.

-Lutar contra a corrupção, mas apoiar a pena de morte, a redução da maioridade penal etc.

-Lutar contra a corrupção, mas apoiar a truculência da policia contra os trabalhadores do campo ou da cidade…

-Lutar contra a corrupção, mas se opor, radicalmente, a um governo que dá prioridade à inclusão socioeconômica…

-Lutar contra a corrupção, mas bater palma para o imperialismo americano, que invade nações, promove guerras etc.

-Lutar contra a corrupção, mas ser contra os movimentos sociais que têm como bandeira a justiça social, a igualdade, a vida, a dignidade da pessoa humana.

-Lutar contra a corrupção, mas fazer de suas empregadas domésticas escravas, humilhando-as, tratando-as com desdém etc.

-Lutar contra a corrupção, mas é contra as pessoas e instituições que lutam por justiça social etc.

        Uma coisa é certa, mesmo que esteja fora do conceito real, objetivo, do termo corrupção, toda atitude antiética enquadra-se, queiramos ou não, no contexto do termo exposto.

            É justo, salutar, necessário, combatermos o mal da corrupção enraizada nas instituições governamentais ou não do nosso país, mas comecemos pelas nossas atitudes incompatíveis com os valores ético-morais que regem nossas vidas em sociedade.

         Quem nunca praticou uma dessas atitudes supracitadas, por menor que seja, “que atire a primeira pedra”.

Padre Djacy Brasileiro, em 25 de abril de 2015.

E-mail: padredjacy@hotmail.com

Twitter: @Padredjacy

O texto é de inteira responsabilidade do assinante