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Luiz Couto parabeniza Padre Bosco por nomeação para Pastoral Carcerária

Couto_LuizEm discurso na Câmara Federal nesta terça-feira, 7, o deputado Luiz Couto (PT-PB) parabenizou o Padre João Bosco Francisco do Nascimento, nomeado por Dom Genival Saraiva de França, como novo Coordenador da Pastoral Carcerária da Arquidiocese da Paraíba.
A indicação do padre Bosco se deu, de acordo com dom Genival – que está como administrador da Arquidiocese enquanto aguarda a escolha do novo arcebispo da Paraíba – em face da necessidade de uma atuação mais articulada, em âmbito arquidiocesano e estadual, no acompanhamento pastoral da população carcerária. A proclamação do sacerdote como coordenador da Pastoral Carcerária, validada em 1º de fevereiro deste ano, é por tempo indeterminado.
Incardinado na Diocese de Guarabira, padre João Bosco foi ordenado dia 18 de fevereiro de 1989. Tem serviço prestado nas paróquias de Pirpirituba, Serra da Raiz, Guarabira (Paroquias de Santo Antônio e Santíssima Trindade), Joao Pessoa (Paroquias da Virgem Mãe dos Pobres e Nossa Senhora de Fátima), Mari, Mulungu e Araçagi. Atualmente dirige a paróquia de Caiçara.
Por um período de dez anos exerceu, entre outras funções pastorais, o cargo de vigário geral da Diocese de Guarabira e de coordenador diocesano de pastoral e membro do colégio dos consultores. Padre Bosco integra, ainda, o Conselho Estadual de Direitos Humanos.
“Como Coordenador da Pastoral Carcerária da Arquidiocese sem dúvida vai contribuir, com maior intensidade, para articular essa pastoral no Estado, dando, igualmente, importante colaboração à Coordenação Nacional. É com grande alegria que venho a este plenário felicitá-lo”, disse Couto.

Ascom do Dep. Luiz Couto

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Padre Bosco assume função na Arquidiocese da Paraíba

DIGITAL CAMERAO padre João Bosco Francisco do Nascimento é o novo Coordenador da Pastoral Carcerária da Arquidiocese da Paraíba.

A nomeação foi feita pelo Administrador Apostólico da Arquidiocese da Paraíba,  Dom Genival Saraiva de França, “em face da necessidade de uma atuação mais articulada, em âmbito arquidiocesano e estadual, no acompanhamento pastoral da população carcerária”.

A nomeação está datada de 01 de fevereiro de 2017 e é por tempo indeterminado.

Rafael San

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PADRE BOSCO – População negra na Paraíba

padre boscoDia 03 de julho de 2015, aconteceu uma Audiência Publica em João Pessoa, na FECOMÉRCIO, convocada pela CPI da Câmara dos Deputados, Brasília. A CPI tem a finalidade de ouvir nos estados as situações de violência contra jovens pobres e negros.
Na Paraíba é altíssimo o índice de morte. Foi dito que para cada 14 assassinatos 13 são negros. Outro dado preocupante: também foi dito que 58,39 por centro da população do estado se declara de cor negra; isso significa que essa população está sendo exterminada.
Sempre ouvi dizer que a juventude é o futuro do país. Nos anos 80, a metade da população do nosso país era jovem e hoje é idosa. É que os jovens não chegam mais à idade adulta, simplesmente desaparecem e aparecem mortos.
Participaram da CPI: Reginaldo Lopes (presidente), Rosângela Gomes (relatora), além do Delegado Edson Moreira, Damião Feliciano e Wilson Filho.
A mesa de abertura foi muito controvertida. Uma comissão que se propõe a averiguar o extermínio de jovens negros, em ambiente com muitos jovens assim identificados, não poderia chegar para defender a redução da maior idade penal. Ninguém entendeu a finalidade daquela defesa sobre a redução e, por isso três membros da comissão que adotaram essa postura, foram vaiados no plenário. Enquanto a CPI investiga não pode defender a mesma prática.

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A dinâmica adotada foi interessante: enquanto falava um membro da mesa, falava também uma pessoa da sociedade civil trazendo as demandas relacionadas à sua realidade.
A participação de jovens de cor negra foi de fundamental importância para explicitar a realidade de violência e de discriminação, inclusive religiosa, por ser de matriz africana, a que são submetidas essas pessoas, uma vez que a pessoa negra é sempre suspeita e ridicularizada até oficialmente nas redes sociais.
Ainda vale salientar que a pessoa negra é objeto de muitas piadas que agridem a moral e a dignidade do ser humano. Quem de nós não ouviu aquela expressão: “é um negro de alma branca”?
Se a CPI não servir para muita coisa, ate porque daqueles que vieram para reafirmar a redução da idade penal não se pode esperar algo bom, ela já serviu para que os agredidos historicamente pudessem fazer uso da palavra, deixando claro para todos os presentes que:
Os nossos jovens negros são assassinados; são perseguidos; superlotam as prisões; são tratados como se fossem de outra raça e de outra classe social; que nossa população paraibana é preponderantemente de cor negra; que nosso estado é extremamente racista; que no nosso país e no nosso estado ainda não temos uma identidade enquanto nação pelo fato de alimentarmos claramente a desigualdade em todos os âmbitos: quem é do bem e do mal; rico e pobre; branco e negro; patrão e empregado. Somos uma grande nação, é verdade, mas completamente fragmentada a partir de interesses sociais, econômicos e culturais. 

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PADRE BOSCO – Sempre haverá uma maior idade: Não faz sentido reduzi-la  

padre boscoMuito já se falou sobre a redução da maior idade penal no nosso país. Uma das alegações e motivações é a de que os adolescentes sabem tudo hoje, conscientes. Isso pode ser verdade, no entanto, desde a origem do ser humano, e sempre, seremos crianças, adolescentes, jovens e adultos. Jamais se poderá mudar esse trajeto da vida do ser humano. Sempre haverá uma e menor idade e, mudá-la, em nada vai transformar a realidade para melhor.

Se uma pessoa com menos de 18 anos for considerada adulta, não será apenas para que ela possa ser punida, ou seja, não se tratará apenas dos deveres, mas também dos direitos que ela adquirirá: ela poderá fazer uso legal da bebida, da habilitação, da compra e do porte de armas, etc. Ao que parece, a visão da maior idade esquece o empoderamento que também se dará a quem não tem a devida maturidade.

Essa bandeira tem sido assumida por parlamentares nossos, em nome da segurança e da sociedade é o que de mais ignorante existe. Os nossos políticos que defendem essa bandeira não representam quem pensa o bem da nossa sociedade, mas o lado podre da mesma.

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Querer a redução da maior idade é querer que a violência cada vez mais se expanda pelo nosso país a partir da realidade das prisões que já estão superlotadas;  é declarar a morte aos nossos adolescentes ao invés de incentivar a criação de novas escolas que de fato eduquem a nossa juventude,(mais do que já estão morrendo).
Quem defende a redução da maior idade pensando no combate à violência e delinquência no nosso país, está contribuindo com a mesma pratica violenta e com a mesma delinquência.

É lamentável, mas esses nossos representantes estão fazendo um desserviço a todos nós. Causa náusea ouvir os discursos hipócritas dessa gente. “São lobos vestidos com pele de ovelhas”, disse Jesus.

As pessoas que fazem essa defesa estão completamente equivocadas. O povo pobre, negro e simples desse país, fazendo a defesa dessa redução é bom recordar que está defendendo a sua própria condenação.

Quando os filhos, sobrinhos, netos, estivem apodrecendo nas prisões, como já apodrecem nas unidades de internação, poderá ser tarde demais. A prisão é feita para criminalizar quem é pobre. A ideia é condenar os nossos jovens nas masmorras que são as prisões que o estado brasileiro tem oferecido a quem tem sentença e a quem apenas é acusado de algum crime.

Hoje o estado presta um desserviço a toda a sociedade com as prisões que gerencia e, além disse, os nossos legisladores, sem terem coisas serias para fazerem, querem desgraçar ainda mais a situação pela condenação de adolescentes.
Deixar para nossa reflexão uma pequena palavra do profeta Isaias  capitulo primeiro, versículo vinte e três.

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PADRE BOSCO – Situação das nossas prisões

padre boscoSituação prisional no nosso país se agrava cada vez mais. Agora já somos a terceira maior população carcerária do mundo. Prendendo de forma cruel desumana e degradante. Um sistema que se fundamenta na violência que se manifesta de todas as formas, com alto índice de reincidência, isto é, voltado realmente para não ajudar a ninguém são para a sociedade. Prendendo para fazer as investigações, cometendo assim, grandes injustiças. A população provisória que esta encarcerada é uma grave violação de direitos e uma pratica totalmente negativa da justiça do nosso país que criminaliza, expõe ao sofrimento e à morte, aquelas pessoas que em tese ainda são inocentes uma vez que não foram sequer  a uma  audiência. Na verdade muitas delas são suspeitas dentro de um inquérito que não tem nenhuma consistência pelo fato de terem sido condenados na delegacia sem a presença de um defensor.
Esses dados da Carta Capital são significativos: o Brasil prende, em termos relativos, 7,3 vezes mais que a média mundial. Enquanto o total de presos cresceu cerca de 30% nos últimos 15 anos em todo o mundo, segundo estudo do Centro Internacional de Estudos Penitenciários (ICPS, na sigla em inglês) da Universidade de Essex (Reino Unido), no Brasil a taxa foi de 221,2% – passando de um total de 170,6 mil presos em 1997 para 548 mil em 2012, de acordo com o Ministério da Justiça.

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Não faltam informações e estudos a esse respeito, mas o judiciário insiste no aprisionamento. Dentre o judiciário há que diga: “encarcerar da menos trabalho para o judiciário”.
O estado brasileiro tem sido denunciado por inúmeras razões.  
Na semana em que o Brasil lembra os 50 anos do golpe de 1964, o Estado brasileiro foi questionado publicamente, hoje (28/3), na Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) da Organização dos Estados Americanos (OEA), em Washington (EUA), sobre o uso de uma lei que marcou a Ditadura Militar e que, hoje, vem atropelando os direitos constitucionais, especialmente de populações indígenas e tradicionais e os relativos ao meio ambiente para favorecer poderosos interesses políticos e econômicos. Essa matéria foi postada no ano passado no sitio: Instituto sócio ambiental.
Os movimentos chamados de rebeliões vão acontecendo por todos os lugares, muitas vezes sem divulgação, como único caminho para chamar a atenção. Se no dia a dia o estado estivesse dentro da unidade da forma correta a situação ao menos seria escutada e amenizada. A estrutura prisional é travada: defensoria, MPE, execução penal, Conselhos Penitenciários. Quem tem a função de fiscalizar e acompanhar é quem menos se faz presente, pratica o crime da omissão.
Recentemente em nosso estado temos problemas graves nas casas chamadas de Centros Socioeducativos que não se diferenciam das prisões mais comuns. Basta uma simples visita como temos feito recentemente.
As estruturas das nossas prisões não dispõem de nenhuma segurança física, mas a sociedade iludida e satisfeita se sentido segura quando acontecem as prisões. Nesse momento no presidio do Serrotão, em Campina Grande, estamos tendo problemas. Vizinhos nos informaram a respeito da mobilização, polícia, tiros, Samu, bombeiros, etc.
pebosco@yahoo.com.br
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