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PMDB está dividido sobre o impeachment de Dilma, diz Padilha

pmdbptO ex-ministro da Aviação Civil Eliseu Padilha afirmou, durante entrevista nesta segunda-feira (7) na qual explicou os motivos que o levaram a deixar o cargo, que o PMDB, partido do qual faz parte, está “dividido” sobre o impeachemnt da presidente Dilma Rousseff.

Segundo Padilha, o vice-presidente da República, Michel Temer, que também é presidente do PMDB, está “recolhendo” a posição dos integrantes do partido para tomar uma posição sobre o tema em nome da legenda.

“Michel Temer é presidente do partido há mais de uma década e ser presidente do PMDB há mais de uma década é um negócio que não é muito fácil. […] E se ele não tomou, até agora, nenhuma decisão, não fez manifestação nesse sentido, é porque está aferindo o que o partido dele, que tem toda essa segmentação, está pensando e querendo”, disse Padilha.

“Não posso ter posição diferente da do presidente do partido. O PMDB é um partido que está dividido sobre a questão [do impeachment]. Temos que ver qual o segmento majoritário. O presidente Michel está fazendo essa aferição, ele está recolhendo [sentimentos] para ter posição como presidente do partido”, complementou.

De acordo com o ex-ministro, o PMDB é um partido de “composição múltipla”. Segundo Padilha, há três alas dentro da legenda: uma ala que defende o governo de forma “incondicional”; uma segunda ala que é “mais ou menos neutra”; e e terceira ala dentro do partido que “faz oposição”.

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“O Temer tem que ser tradutor da vontade do partido, sob pena de perder o controle do partido. Este é o momento que faz com que ele tenha momento de refletir, colher opiniões e depois expressar”, explico Padilha.

Durante a entrevista, Padilha foi questionado por jornalistas sobre se, no caso de o PMDB optar por defender o impeachment de Dilma, ele seria um “articulador” dentro do partido, o ex-ministro negou.

“Não. Primeiro, não vamos racionar em ‘se’. O presidente Michel já disse que ele não será articulador de impeachment. Portanto, não serei articulador de impeachment”, observou o peemedebista.

“Se o partido tomar a decisão de sair [do governo], essa decisão possivelmente só poderá ser tomada em convenção nacional. Por óbvio que isso tem que ser tratado com o PT e a presidente. Mas prefiro nõo raciocinar sobre hipótese”, afirmou.

Padilha também disse durante a entrevista que nem ele nem o vice Michel Temer serão “parceiros de golpe nenhum”, ao ser questionado sobre se os dois estariam “conspirando” para tomar o poder.

“Quem conhece o presidente Michel Temer e quem me conhece sabe que conspiração não cabe. O presidente Michel Temer é um homem que é um democrata vocacionado à observancia da lei”, enfatizou o peemedebista.

G1

Padilha: Aécio quer inviabilizar mais médicos

aecio e padilhaUm dia depois de o candidato do PSDB à Presidência da República, Aécio Neves, ter dito que fará mudanças no programa Mais Médicos caso seja eleito, o candidato do PT ao governo de São Paulo, Alexandre Padilha, disse que a intenção do tucano é, na prática, acabar com o programa do governo federal. Padilha foi um dos responsáveis pela idealização da iniciativa durante sua gestão no Ministério da Saúde.

“Na prática, mais uma vez o candidato do PSDB à Presidência não conseguiu esconder que quer acabar com o atendimento a 50 milhões de brasileiros, incluindo 7 milhões de paulistas, que antes não tinham médicos e que, graças ao programa Mais Médicos, passaram a ter atendimento básico perto de casa – e, isso, num prazo recorde de apenas dez meses”, disse Padilha.

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Em sabatina realizada ontem pela Folha, pelo portal Uol, pelo canal SBT e pela rádio Jovem Pan, Aécio Neves disse que manterá o programa, mas que pretende mudar o acordo firmado com a Opas, mediadora na contratação dos cubanos no Brasil. Os profissionais de Cuba são a grande maioria do programa Mais Médicos e uma parte de seu salário fica com o governo da ilha. “Em vez de financiar o governo de Cuba, vamos remunerar melhor os médicos cubanos no Brasil”, disse o presidenciável, durante a entrevista.

“Governos de outros partidos já tiveram a chance de resolver o grave problema da falta de médicos para a população brasileira e não o fizeram. Agora que temos uma solução testada e aprovada por milhões de brasileiros, eles querem mudar a proposta para inviabilizar o programa. Além disso, o Mais Médicos é lei”, criticou Padilha. O petista acrescentou que o programa atende a uma demanda apartidária.

 

 

247

‘Tucanos vão ter uma surpresa com Padilha’, diz Lula em Ribeirão Preto

A baixa popularidade do ex-ministro da Saúde, Alexandre Padilha (PT), que em dezembro do ano passado apareceu na pesquisa Datafolha com apenas 4% das intenções de voto em uma possível disputa pelo governo de São Paulo, parece não desanimar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em encontro realizado pelo Partido dos Trabalhadores na manhã deste sábado (8) em Ribeirão Preto (SP), Lula disse que o desempenho de Padilha na eleição irá “surpreender os tucanos”.

No discurso deste sábado, o ex-presidente ainda teceu críticas aos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a forma como o julgamento do mensalão foi conduzido e disse que o PT é solidário aos condenados no caso.

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Governo de SP
Apesar do discurso positivo sobre a campanha pelo governo de SP, Lula admitiu que a disputa com o PSDB não será fácil. “Os tucanos não brincam em serviço porque ninguém tem um bico daquele tamanho à toa. É bico de um predador, de comedor de filhotinho, temos que ter muito cuidado”, avaliou.

A alta cúpula do PT se reuniu em Ribeirão Preto para lançar a “Caravana Horizonte Paulista”, projeto que vai levar o ex-ministro da Saúde a várias cidades de São Paulo antes do início da campanha eleitoral. Além de Padilha e de Lula, também participaram do encontro o presidente nacional do PT, Rui Falcão, o presidente estadual, Emídio de Souza, o senador Eduardo Suplicy, a ministra da Cultura, Marta Suplicy, e o líder do governo na Câmara, deputado Arlindo Chinaglia.

Em discurso de mais de meia hora, Lula manteve o mesmo tom de crítica ao governo do PSDB adotado por Padilha na sexta-feira (7), quando os dois participaram de um encontro com cerca de 200 empresários da região. “Acho que poucas vezes em que o PT disputou o governo do estado de São Paulo nós tivemos tantos argumentos e o PSDB esteve tão fragilizado como está hoje. Acho que os tucanos vão ter uma surpresa com o Padilha”, disse.

Lula afirmou ser solidário aos petistas presos por envolvimento no mensalão (Foto: Eduardo Guidini/G1)Em Ribeirão, Lula afirmou ser solidário aos petistas
presos por envolvimento no mensalão
(Foto: Eduardo Guidini/G1)

Críticas ao STF
Sem citar nomes, o ex-presidente aproveitou o encontro para criticar a atuação dos ministros do STF na forma como o julgamento do mensalão foi conduzido. “O papel de um ministro da Suprema Corte é falar nos autos do processo e não ficar falando para a televisão o que ele pensa. Se quer fazer política, entra em um partido político e seja candidato. Quando você indica alguém você está dando um emprego vitalício e um cidadão que quiser fazer política que diga que não aceita ser ministro, que quer ser deputado.”

Lula não concedeu entrevista aos jornalistas, mas também se referiu aos petistas presos no mensalão, dizendo que o partido “se solidariza com os companheiros que estão na prisão”. “Temos que ter um julgamento justo. Se os companheiros erraram e tiverem provas, tudo bem. Se tiverem provas contra mim, eu tenho que pagar. Se tiverem provas contra a Marta, ela tem que pagar. O nosso partido não deixou sujeira embaixo do tapete. Queremos a transparência neste país”, disse.

Caravana
Após o encontro em Ribeirão, a caravana do ex-ministro da Saúde segue, ainda neste sábado (8), para visitas a Brodowski (SP) e Barretos (SP), sem a presença de Lula. A primeira etapa da viagem pelo interior paulista passará nos próximos dez dias por cidades como Sertãozinho (SP), Pirassununga (SP), Leme (SP), Araras (SP), Piracicaba (SP), Limeira (SP), Americana (SP) e terminará em Campinas (SP). A segunda etapa da caravana será feita no Vale do Ribeira.

O presidente nacional do PT, Rui Falcão, fez questão de ressaltar que a caravana servirá para debater os problemas de cada região, mas que o movimento não faz parte da campanha eleitoral. “A lei nos impede de fazer propaganda e campanha antes das datas estipuladas, mas não nos impede de conversar e debater sobre os nossos problemas. É isso que nós estamos fazendo com esse projeto”, disse Falcão.

Encontro do PT em Ribeirão Preto reuniu lideranças do partido neste sábado (8) (Foto: Eduardo Guidini/G1)Encontro do PT em Ribeirão Preto reuniu lideranças do partido neste sábado (8) (Foto: Eduardo Guidini/G1)

G1

Em discurso a petistas, Lula ‘lança’ Padilha candidato ao governo de SP

© JORGE ARAÚJO / FOLHAPRESS
© JORGE ARAÚJO / FOLHAPRESS

No evento de lançamento da candidatura do ex-prefeito de Osasco, Emidio de Souza, à presidência do PT no estado de São Paulo, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva desfez qualquer dúvida sobre quem será o candidato do partido ao Palácio dos Bandeirantes em 2014. Depois de todos os oradores anteriores disfarçarem sobre a provável candidatura do ministro da Saúde, Lula foi claro e direto: “Precisamos eleger o Padilha e reeleger a Dilma”, disse, ao referir-se ao atual ministro da Saúde.

No início de seu discurso, o ex-presidente chegou a manter o suspense. “Não posso falar de eleição porque já fui multado em R$ 20 mil. Portanto, Padilha, não vou falar em seu nome aqui hoje”, começou. Só no encerramento de sua fala veio a declaração que as mais de mil pessoas que lotaram a Casa de Portugal, no bairro da Liberdade (centro de São Paulo), esperavam em favor da pré-candidatura de Alexandre Padilha ao governo paulista.

Em coletiva à imprensa antes do ato político por sua candidatura, Emidio de Souza disse que não há divergência sobre o nome de Padilha para disputar o governo do estado. “O nome do Padilha está consolidado. Não vai ser anunciado (oficialmente) agora, mas é um consenso construído dentro do PT. Não há resistência a esse consenso, e queremos testar um nome novo na disputa de 2014 e achamos que Padilha é o melhor nome”, afirmou o ex-prefeito.

Apesar de tudo isso, Padilha preferiu não falar como o escolhido do partido para a disputa: “Não definimos quem vai ser o candidato”. Segundo ele, antes de consolidar-se como concorrente ao governo paulista o PT deve “retomar o diálogo com os movimentos sociais e com a juventude” e disse que só chegará ao Bandeirantes “se puder contar com a força da militância.”

Emidio

A candidatura do ex-prefeito de Osasco à presidência estadual do PT é considerada estratégica para o partido, que vê em Emidio de Souza um nome com capacidade para unificar a legenda e o de um articulador competente para ampliar a presença do partido no interior de São Paulo onde o governador Geraldo Alckmin (PSDB) é eleitoralmente muito forte.

“Para ser presidente do maior partido de esquerda da América Latina no maior estado do Brasil, onde queremos ganhar, precisa de alguém com competência. Não estamos enfrentando qualquer um”, discursou Lula dirigindo-se a Emidio.

Por sua vez, o próprio Emidio falou como virtual presidente eleito do diretório estadual e coordenador da campanha de Padilha nas eleições de 2014. “Vamos fazer um governo olhando para a frente, não pro retrovisor”, prometeu.

Brasil

Lula destacou também o pronunciamento de Dilma na abertura da Assembleia Geral das Nações Unidas na terça-feira (24)., em que a presidenta repudiou a espionagem praticada pelos Estados Unidos contra o governo e empresas brasileiras. “Temos de estar orgulhosos do discurso que a Dilma fez em Nova York sobre a nossa soberania e o povo do Brasil”, afirmou.

O ex-presidente citou matéria publicada no jornal O Estado de S. Paulo, segundo a qual o Canadá e os Estados Unidos lavaram à Organização Mundial do Comércio (OMC) questionamentos sobre supostos subsídios do governo brasileiro ao pequeno agricultor e criticaram até o Programa Nacional de Alimentação Escolar, que estaria sendo beneficiado com incentivos ilegais, segundo aqueles países. “As pessoas estão perdendo o bom senso. Com isso vemos o momento de insanidade que o mundo está vivendo”, disse Lula.

 

 

por Eduardo Maretti, da RBA

Padilha diz que vitórias na Justiça mostram solidez do Mais Médicos

ANTÔNIO CRUZ/AGÊNCIA BRASIL
ANTÔNIO CRUZ/AGÊNCIA BRASIL

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, argumentou na quinta (12) que as vitórias judiciais obtidas pelo Mais Médicos mostram a solidez do projeto. Em entrevista coletiva em Brasília, ele comemorou a decisão do Tribunal Regional Federal da 5ª Região de rejeitar liminar favorável ao Conselho Regional de Medicina do Ceará (CRM-CE), que se recusava a fornecer autorizações de trabalho aos profissionais com diploma estrangeiro aceitos pelo programa.

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“O que mostra a segurança jurídica do programa Mais Médicos. Todas as liminares, tentativas de derrubar o programa foram derrubadas até o momento. Mostra também que o governo federal está aberto a discutir no Congresso o aprimoramento do programa, mas não vai admitir tentativas de interromper atendimento médico da população. Temos milhões de brasileiros que não têm médicos nas unidades de saúde, nos seus bairros, nos seus municípios”, argumentou o ministro, após apresentar os novos indicadores sobre mortalidade infantil no país.

Esta semana, o governo divulgou que apenas 47% dos profissionais brasileiros selecionados na primeira etapa do Mais Médicos se apresentaram às unidades de saúde para as quais foram escolhidos. Entre 2 e 11 de setembro, 216 municípios de um total de 453 receberam os médicos, que chegaram a somente quatro de 34 distritos indígenas que deveriam contar a partir de agora com atenção básica de saúde. 127 brasileiros pediram diretamente ao Ministério da Saúde para serem desligados do programa, que oferece salário mensal de R$ 10 mil líquidos, mais uma ajuda de custo que pode chegar a R$ 40 mil.
Para Padilha, isso não expõe um problema do Mais Médicos, mas da realidade da saúde brasileira.

“Esse é o drama que vivem municípios, estados quando fazem uma seleção pública, e só reforça o diagnóstico que o Ministério da Saúde fez para ter o Mais Médicos. Que temos número insuficiente de profissionais médicos no Brasil, e se necessário vamos colocar médicos estrangeiros”, disse. “Só reforça também que o programa vai ser importante para moralizarmos a presença dos profissionais nas unidades básicas de saúde. O programa não aceita o profissional ficar três dias e depois tirar férias para ir para Chicago, não aceita profissional que queira fazer negociação de ficar uma vez por semana, duas vezes por semana.”

Novamente questionado sobre a possibilidade de que médicos brasileiros tenham feito a inscrição apenas para prejudicar o programa, Padilha afirmou trabalhar com a hipótese de que o alto índice de desistência possa ser explicado mais pelos problemas comuns, de resistência a se deslocar ao interior, do que por uma operação orquestrada. “Se aconteceu uma situação de boicote, é de uma perversidade inimaginável. Um profissional ocupar a vaga de outro profissional brasileiro, de um profissional estrangeiro que poderia estar atendendo a população só para boicotar, se teve caso de médico que ficou lá três dias para tirar férias, é de uma perversidade quase inimaginável.”

As vagas que não foram preenchidas por médicos brasileiros acabaram oferecidas a profissionais formados no exterior. São 682 pessoas, de 60 países diferentes, que passaram por treinamento nas últimas três semanas, e que a partir de segunda-feira serão encaminhadas às capitais dos estados em que atuarão. Lá, terão mais uma semana de aulas e monitoramento sobre doenças e expressões locais com as quais terão de se deparar.

Entre os estrangeiros há 400 cubanos, que chegaram graças a um acordo com a Organização Pan-americana de Saúde (Opas). A previsão é de que até o fim do ano o país receba 3.600 profissionais formados na ilha, um dos pontos contestados pelas entidades de classe, que consideram inadequado que os médicos vindos do exterior sejam dispensados de prestar o Revalida, exame de revalidação de diploma feito por universidades federais.

Os estrangeiros foram submetidos hoje a um exame sobre o sistema de saúde e sobre língua portuguesa. Os reprovados farão um reforço intensivo até que possam ser deslocados aos municípios. No teste de português, os profissionais devem simular o atendimento a um paciente, preencher um prontuário e escrever um e-mail para o supervisor. Padilha defendeu os formados no exterior das críticas das entidades de classe, afirmando que são profissionais experientes e que as semanas de treinamento a que foram submetidos são até mais rigorosas que o Revalida.

 

 

Redação RBA

Padilha pede que entidades médicas formulem propostas, e não boatos

Elza Fiúza/ABr
Elza Fiúza/ABr

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou nessa quarta (17) que não admitirá “ataques pessoais” e “boatos” vindos de entidades médicas que protestam contra as medidas anunciadas pelo governo federal neste mês, em especial o Programa Mais Médicos.

“Neste debate de divergências, propostas são importantes. O que eu não admito e lamento muito são debates de ataques pessoais ou de boatos. Circulou o boato por aí, com ações de entidades, de dizer que o Ministério da Saúde não executou R$17 bilhões do orçamento em 2012. Isso não é verdade, o ministério emprenhou todo o volume de recursos autorizados pelos ministérios da Fazenda e do Planejamento”, disse à Rádio Brasil Atual.

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O Conselho Federal de Medicina (CFM), também em entrevista à Rádio Brasil Atual, afirmou que iria estudar medidas judiciais cabíveis para barrar as medidas propostas pelo governo. Já a Associação Médica Brasileira (AMB), em junho, informou em nota que entrou com ação por ato de improbidade administrativa contra Padilha, “por deixar de utilizar R$17 bilhões do orçamento do ministério da Saúde entre os anos de 2011 e 2012.”

O ministro afirmou hoje que especulações sobre a veracidade de seu diploma de medicina chegaram a circular na internet nas últimas semanas. “Algumas entidades, de forma isolada, optaram por fazer ataques pessoais ou divulgar informações que não se sustentam, que não são verdadeiras. Especulações sobre meu diploma chegaram a circular, e até a USP fez esclarecimento sobre isso.” Em nota, a Faculdade de Medicina da USP (FMUSP) esclareceu que o ministro concluiu os programas de residência médica e Pós-Graduação da faculdade.

Padilha disse esperar das entidades a apresentação de propostas contrárias àquelas do programa do governo federal. “Que as propostas sejam apresentadas, o governo federal apresentou um conjunto de ações que vão da infraestrutura, aumento de recursos, de vagas para formação e chamamento que prioriza médicos brasileiros. Precisamos debater propostas.”

Infraestrutura

Uma das maiores críticas levantadas pelas entidades médicas é em relação à falta de infraestrutura em saúde para atendimento adequado à população nas regiões periféricas das grandes cidades e em municípios do interior do país. Segundo as entidades, de nada adianta levar médicos se os equipamentos de saúde não forem adequados. O presidente da AMB, Murilo Rezende de Melo, acusou o Mais Médicos de “medida populista”.

Padilha afirmou que apesar de certas localidades não possuírem a estrutura adequada, a presença de médicos é fundamental no atendimento em atenção básica de saúde à população. “Há lugares em que não têm infraestrutura, verdade, mas estes lugares têm pessoas, uma população que precisa ser atendida, e o médico, junto com a equipe multiprofissional, do lado do paciente, em qualquer situação, faz a diferença. Estamos falando de atenção básica, não estamos falando de hospitais altamente completos, e a atenção básica salva vidas.”

A infraestrutura em hospitais e unidades básicas de saúde será alvo de investimentos prioritários no Programa Mais Médicos, afirmou o ministro. “Precisamos melhorar infraestrutura, por isso a primeira ação do programa é aumentar investimento em infraestrutura, com orçamento crescente da saúde. Estamos com 20 mil unidades em construção, mas algumas já estão prontas só que não conseguem entrar em funcionamento, porque não tem médico suficiente para fazê-las funcionar.”

Programa

O Programa Mais Médicos para o Brasil prevê a contratação de médicos para atuar na saúde básica em municípios do interior e na periferia das grandes cidades. Entre os objetivos listados estão diminuir a carência de médicos nas regiões prioritárias para o Sistema Único de Saúde (SUS), de modo a reduzir as desigualdades regionais nesta área; fortalecer a prestação de serviços na atenção básica em saúde no país; e ampliar a inserção do médico em formação nas unidades de atendimento do SUS, desenvolvendo seu conhecimento sobre a realidade da saúde da população brasileira.

De acordo com o governo federal, a prioridade é contratar médicos formados no Brasil. Caso as vagas não sejam preenchidas pelos brasileiros, o governo contratará médicos estrangeiros ou brasileiros formados no exterior, sendo que os últimos terão preferência dentro deste grupo. A estimativa inicial do Ministério da Saúde é a abertura de cerca de 10 mil vagas, mas o número pode mudar, já que os municípios ainda vão se inscrever no programa.

 

por Redação RBA

Luiz Couto apresenta reivindicações ao ministro da Saúde, Alexandre Padilha

 

O deputado federal Luiz Couto (PT-PB) esteve reunido, na terça-feira (20/11), com o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, ocasião em fez diversas reivindicações. Solicitou equipamentos para o Hospital Napoleão Laureano, em João Pessoa; detalhou a importância de uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA 24h) para o município de Serra Branca e de uma unidade de Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) para São José dos Cordeiros, região do Cariri; expressou a preocupação com a saúde indígena na Paraíba; e defendeu a implantação do piso nacional dos agentes comunitários de saúde e de combate às endemias.

Depois de lembrar a Padilha que o ministério não conseguiu viabilizar a sua emenda de R$ 100 mil que serviria para comprar medicamentos para o Hospital Laureano, Luiz Couto, que foi a audiência acompanhado de outros parlamentares do PT, pediu que este mesmo valor fosse agora destinado para investir em equipamentos.

Couto informou que Padilha deixou claro que vai priorizar os investimentos em atenção básica, ampliando de forma significativa o número de unidades do Programa Saúde na Família nos municípios. “Disse, também, que as emendas que chegarem com essa perspectiva serão observadas de forma atenciosa para liberação dos recursos”, acrescentou.

Com relação ao piso dos agentes comunitários de saúde e de combate às endemias, o parlamentar ouviu do ministro que as negociações com os municípios avançaram e que em breve essa garantia, que vai atingir cerca de 300 mil pessoas, deve ser concretizada.

Ascom Dep. Luiz Couto

Ministro Alexandre Padilha defende que postos de saúde funcionem 24 horas por dia


Para ministro da Saúde, atendimento básico em horários alternativos, espaços públicos para atividades físicas e prevenção contra as drogas são os principais desafios para o setor

São Paulo – Porta de entrada para o sistema público, as Unidades Básicas de Saúde (UBS) devem funcionar em horários alternativos, preferencialmente 24 horas por dia. Isso para permitir o acesso de trabalhadores, em especial os que vivem e trabalham nos grandes centros urbanos, que chegam a levar até três horas para ir ao trabalho e outras três na volta para casa, além de estudantes, que devem passar mais tempo na escola. É o que defendeu o ministro da Saúde Alexandre Padilha em palestra durante o seminário Governança Metropolitana – desafios, tendências e perspectivas, que o Instituto Lula e a Fundação Perseu Abramo realizaram semana passada em São Paulo. A afirmação é publicada em virtude do Dia Mundial da Saúde, celebrado neste 7 de abril.
“Os serviços, que não podem se limitar a um modelo único, têm que estar mais perto de onde as pessoas vivem e trabalham e funcionar em horários alternativos, em até três turnos”, disse Padilha. “Uma rede com UBS e estratégias de saúde da família que funcionam entre as 8 e 18 horas não dá conta do cidadão que leva três horas para ir e três horas para voltar do trabalho; não dá conta de quem chega em casa às 8 da noite, 9 horas, quando o posto de saúde está fechado. É necessário também atendimento em locais onde é mais fácil para o cidadão chegar.”
Segundo Padilha, também é fundamental a aproximação da saúde com o mundo do trabalho e com a escola. Para isso, defende o fortalecimento de programas de saúde do trabalhador com redes permanentes e abertas, que o acolham na hora que ele quiser ou precisar.

População acima do peso

Outro grande desafio, conforme o ministro, são temas contemporâneos de maior intensidade sobretudo nas regiões metropolitanas. No ano passado, o ministério fez uma pesquisa nas capitais e constatou que metade da população está acima do peso; que dela 15% é obesa; que entre a população com menos de oito anos de escolaridade só 15% faz atividade física regular. E que entre quem estudou por mais de oito anos, o número sobe para 30%.
“Em outras palavras, ter espaço para atividade física é algo exclusivo para quem tem acesso a academias privadas, aos clubes. Espaços públicos bonitos e conservados estão nas regiões mais centrais das cidades”, disse. É por isso, segundo ele, que as academias de saúde que serão construídas em parceria com as prefeituras até 2014 são fundamentais para que, entre outras coisas, a nova classe média não seja obesa daqui a 10, 20 anos, não trazendo consequências negativas à qualidade da saúde e nem aos serviços públicos.

Acidentes e drogas

Um terceiro desafio é a prevenção de acidentes de carro e de moto. Conforme Padilha, num pronto-socorro, numa UTI de referência, 30% a 40% dos casos é de vítimas de acidentes. Em 2010, cerca de 40 mil pessoas morreram por essas causas. Foram 46 mil internações no Sistema Único de Saúde. Naquele ano, só no atendimento inicial foram gastos R$ 200 milhões.
“Isso sem contar o que vem depois, como reabilitação física e outros problemas decorrentes. Nenhum gestor de saúde pública aguenta prover serviços de urgência e emergência. Temos que investir fortemente na prevenção”, disse. “É insustentável do ponto de vista do financiamento porque é no sistema público que todas essas pessoas são atendidas, mesmo que tenham plano de saúde.” O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), lembrou, é do SUS, assim como o pronto-socorro de trauma. “Nenhuma vítima de acidente, nem as mais ricas, são atendidas no Sírio-Libanês, Albert Einstein”.
Outra questão apontada é a das drogas, entre elas o crack. Presença cada vez maior nas cidades grandes, médias ou pequenas, exige reorganização dos serviços de saúde para atender em especial as populações de rua. “Uma medida criada pelo ministério é o consultório na rua, que já existe em cidades como Diadema”, informou. Uma equipe de saúde funciona em horário alternativo, até meia noite, 1 hora, 2, 3 horas da madrugada para cuidar das pessoas que vivem na rua. Já foram formadas 80 dessas equipes. Até 2014 serão 310.
Padilha acredita que o decreto 7.508, de junho de 2011, vai estimular algumas iniciativas importantes. Isso porque regulamenta a lei 8.080, de 1990, que fixa regras para a organização do Sistema Único de Saúde, o planejamento do setor, a assistência e articulação entre União, estados e municípios. Entre as inovações da lei está a criação das regiões de saúde, que, além de somar equipamentos e serviços ambulatoriais, vai ajudar a fixar profissionais, uma vez que deixará de existir uma “guerra entre os prefeitos”, na qual perde o município mais pobre, que não pode contratar médicos com salários maiores.
Um dos principais problemas – talvez o maior – para a expansão e a qualidade do serviço de saúde é o financiamento. Para se ter uma ideia, o atual gasto per capita na saúde privada é três vezes maior do que se gasta no serviço público. Além disso, o sistema tem custo altíssimo com a cobertura de procedimentos de alta complexidade, como transplantes, por exemplo, que beneficiam inclusive pacientes que têm planos de saúde.

Médicos para o SUS

A formação de profissionais é outra contradição na estruturação do SUS nos últimos 20 anos, conforme o ministro, que é médico infectologista formado pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). “Em todos os países que tiveram sistemas nacionais públicos, o gestor nacional do sistema determina, estabelece e dirige as diretrizes para a formação profissional. No nosso país, ao longo de todos esses anos, não foram as necessidades do SUS que determinaram a abertura de faculdades de medicina ou as vagas por especialidade nas residências”.
Segundo Padilha, essa mudança está em curso. Tanto que a presidenta Dilma iniciou a aproximação e maior diálogo entre os ministérios da Saúde e da Educação para que o processo de formação de profissionais se dirija às reais necessidades do setor. E foi criada uma regra para o FIES (fundo de financiamento estudantil), segundo a qual o médico que trabalhar para o SUS não precisará reembolsar o fundo.
O ministro apontou ainda que o município de Guarulhos, com 1,3 milhão de habitantes, não tem nenhuma faculdade de medicina. O mesmo ocorre com a Baixada Fluminense. Já a região do ABC paulista, com 3 milhões de habitantes, tem uma faculdade apenas, assim como a região metropolitana de Salvador. “O Brasil é o único país no mundo com mais de 100 milhões de habitantes que assumiu o desafio de prover saúde gratuita para todos. Para atender esse desafio, é preciso inundar as faculdades com alunos da periferia e da classe C”, disse. “Nós vamos estimular a criação de faculdades de medicina nas regiões metropolitanas. Diadema, sozinha, não cria. Mas junto com São Bernardo, sim”.
Conforme ele, o marco legal que regulamenta o SUS, estimulando a organização da saúde nas regiões metropolitanas e em polos nas cidades do interior, é uma conquista porque nenhum município sozinho, nem mesmo São Paulo, consegue prover o acesso à saúde de seus habitantes. Ele se diz otimista porque “vivemos agora uma oportunidade única [com maior diálogo entre governo federal, estados e municípios] para lidar com questões como essas. Precisamos assumir essa responsabilidade”.

Cida de Oliveira/Rede Brasil Atual
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