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Número de pacientes com hepatite cresce 20% em 10 anos no Brasil

O número de pacientes notificados com casos de hepatites virais no Brasil aumentou 20% de 2008 a 2018, de acordo com o Boletim Epidemiológico de Hepatites Virais 2019, divulgado nesta segunda-feira (22) pelo Ministério da Saúde. Em 2008, foram registrados 35.370 casos. Dez anos depois, esse número saltou para 42.383.

Apesar do aumento, o levantamento apontou queda de 9% no total de mortes, saindo de 2.402 em 2007 para 2.184 em 2017. A hepatite é a inflamação do fígado. Ela pode ser causada por vírus ou pelo uso de alguns remédios, álcool e outras drogas, assim como por doenças autoimunes, metabólicas e genéticas.

De acordo com o Ministério da Saúde, são doenças silenciosas que nem sempre apresentam sintomas, mas quando estes aparecem, podem ser cansaço, febre, mal-estar, tontura, enjoo, vômitos, dor abdominal, pele e olhos amarelados, urina escura e fezes claras.

No Brasil, as hepatites virais mais comuns são as causadas pelos vírus A, B e C. Existem, ainda, os vírus D e E, esse último mais frequente na África e na Ásia.

Tipo de hepatite

De 2000 a 2017, foram identificados no Brasil, segundo o boletim, 70.671 óbitos por causas básicas e associadas às hepatites virais dos tipos A, B, C e D. Desses, 1,6% foi associado à hepatite viral A; 21,3% à hepatite B; 76% à hepatite C e 1,1% à hepatite D.

O boletim mostra que o tipo C da doença, além de ser o mais letal, é o mais prevalente. Ao todo, 26.167 casos foram notificados em 2018.

A doença é transmitida por sangue contaminado, sexo desprotegido e compartilhamento de objetos cortantes.

O maior número de pessoas com hepatite C se concentra em pessoas acima dos 40 anos. A hepatite C nem sempre apresenta sintomas.

Por isso, o Ministério da Saúde estima que, atualmente, mais de 500 mil pessoas convivam com o vírus C da hepatite e ainda não sabem.

Foram notificados ainda 2.149 casos de hepatite A no Brasil. A transmissão mais comum desse tipo da doença é pela água e alimentos contaminados. O tratamento geralmente evolui para cura.

Também foram registrados 13.992 casos de hepatite B, que pode ser transmitida pelo contato com sangue contaminado, sexo desprotegido, compartilhamento de objetos cortantes e de uso pessoal e pode também ser transmitida de mãe para filho.

Já a hepatite D foi registrada em 145 pacientes. A infecção ocorre quando a pessoa já contraiu o vírus tipo B.

Os sintomas da hepatite D são silenciosos e a doença é combatida por meio da vacina contra a hepatite B que também protege contra a D.

Combate

Nas vésperas do Dia Mundial de Luta Contra as Hepatites Virais, dia 28 de julho, o Ministério da Saúde alerta para a importância do diagnóstico e tratamento da doença.

“Estamos garantindo prevenção, por meio de vacinas, e diagnóstico, com oferta de testes, além de tratamento medicamentoso. É muito importante que as pessoas acima de 40 anos procurem a unidade de saúde mais próxima para realizar testagem e se imunizar contra a hepatite B e que os pais vacinem as crianças contra hepatite A. Assim, conseguiremos tratar ainda mais pessoas e eliminar a sombra da hepatite do Brasil”, diz, em nota, o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta.

Em 2018, o Ministério da Saúde distribuiu 25 milhões de testes de hepatite B e C. Para 2019, com o fortalecimento das ações de diagnóstico e ampliação do tratamento, a expectativa é que esse número seja superado.

Além dos testes, o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece vacina contra a hepatite A para menores de 5 anos e grupos de risco. Disponibiliza também vacina contra a hepatite B para todas as faixas etárias. Esta vacina também protege contra a hepatite D.

Eliminação da hepatite C

O Brasil tem como meta eliminar a hepatite C até 2030. Para isso, nos últimos três anos, foram disponibilizados pelo SUS 100 mil tratamentos para hepatite C.

Neste ano, foram entregues 24 mil tratamentos para a doença. Até o início de agosto, de acordo com o Ministério da Saúde, serão entregues outros 5 mil tratamentos.

Em 2019, o Ministério da Saúde adquiriu 42.947 tratamentos sofosbuvir/ledipasvir e sofosbuvir/velpatasvir. Outros 7 mil tratamentos estão em processo de aquisição.

De acordo com a pasta, todas as pessoas diagnosticadas com hepatite C têm a garantia de acesso ao tratamento, independente do dano no fígado, assegurando universalização do acesso previsto desde março de 2018. Essa ação, segundo o ministério, coloca o Brasil como protagonista mundial no combate a hepatite C.

 

(Foto: Reprodução/EBC)

Agência Brasil

 

 

 

Pinto do Acordeon canta em corredor de hospital e anima pacientes e funcionários

O cantor, músico e compositor Pinto do Acordeon cantou no corredor do Hospital Memorial São Francisco, em João Pessoa, onde está internado há alguns dias para tratamento nos rins e avaliação de necessidade de cateterismo. O momento foi registrado em vídeo, nessa quinta-feira (14).

O filho de Pinto do Acordeon, Mô Lima, disse ao ClickPB que o médico Ítalo Kumamoto convidou seu pai para se apresentar na inauguração de uma ala hospitalar.

O cantor e compositor Pinto do Acordeon deixou a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) na manhã do dia 6 de março. Contudo, ele segue internado. Pinto passou por sessão de hemodiálise no dia 3 deste mês.

O filho dele, o também músico Mô Lima, conversou com o ClickPB na segunda-feira (4) e confirmou que o pai tem se tratado de problemas renais para ser submetido a um cateterismo.

Em 2015, Pinto do Acordeon amputou parte de uma das pernas por complicações do diabetes.

Ainda segundo revelou Mô Lima ao ClickPB, Pinto tem conversado e está ansioso e preocupado em se recuperar para poder se apresentar nas festas de São João.

Veja o vídeo.

clickpb

 

Acidente com van que transporta pacientes deixa 11 pessoas feridas

Um acidente com um veículo que transportava pacientes para tratamento no Hospital Napoleão Laureano, em João Pessoa, deixou 11 pessoas feridas na madrugada desta segunda-feira (19), entre as cidades de Santa Luzia e Junco do Seridó, no Sertão da Paraíba. O motorista teria se distraído com um barulho do próprio carro e perdeu o controle.

A van que pertencia a Secretária de Saúde da cidade de Patos, fazia viagem para João Pessoa, onde as pessoas iriam fazer tratamento de saúde em hospitais da Capital entre eles, o Hospital Laureano.

A rádio Arapuam de Patos, o motorista Elionaldo Freire de Medeiros, explicou que trafegava entre 90 a 100km/h quando algo bateu embaixo do carro e atingiu o pneu, que estourou. Ao tentar observar o ocorrido o motorista teria perdido o controle e o veículo capotou.

Duas pessoas ficaram presas nas ferragens e o Corpo de Bombeiros foi acionado. Das 11 pessoas feridas, dez foram levadas para o Hospital Regional de Patos, uma criança foi transferida para o Hospital Infantil com braço e pernas fraturados.

MaisPB

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Famílias de pacientes com microcefalia vão ganhar ‘bolsa’ de R$ 500 e casa em Campina Grande

(Foto: Josusmar Barbosa/ Jornal da Paraíba)

A Câmara Municipal de Campina Grande aprovou nesta terça-feira (3) um projeto de lei que institui um programa de benefício de prestação continuada a integrantes de famílias que cuidam de pessoas com microcefalia. A “bolsa” de R$ 500 por mês será dada apenas aos que moram na cidade e que tenham uma renda per capta de um salário mínimo (R$ 937,00).

Inicialmente vão ser beneficiadas 27 famílias, que também vão ganhar casas no conjunto habitacional Aluízio Campos, do programa Minha Casa Minha Vida, no bairro do Ligeiro. O idealizador da lei foi o prefeito Romero Rodrigues.

De acordo com o projeto, a renda familiar mensal deverá ser declarada pelo requerente ou representante legal, sujeitando-se aos demais procedimentos previstos no regulamento para o deferimento do pedido, que será publicado em até 120 dias após a publicação da lei.

G1

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Pacientes e funcionários de posto de saúde são roubados, em Lagoa Seca

sireneUm posto de saúde da família da zona rural de Lagoa Seca, no Agreste paraibano, foi assaltado na manhã desta terça-feira (22). Segundo as informações confirmadas pela Secretaria de Saúde do Município, o roubo ocorreu na comunidade Campinote. Esta foi a primeira vez, que um posto foi invadido, em funcionamento.

Segundo as informações da secretaria Deborah Charmenes, dois homens chegaram em uma moto e abordaram os pacientes e servidores que estavam no posto de saúde.

Com agressividade, os homens exigiram dinheiro e celulares das vítimas. Depois que os objetos foram recolhidos, a dupla fugiu na moto. A Polícia Militar foi acionada, mas ninguém foi preso.

De acordo com a secretária, os servidores ficaram receosos de voltar ao serviço, depois da ação. “A enfermeira que me narrou a ação disse que estava fazendo um atendimento, quando eles foram abordados. Por conta disso, o serviço vai ser suspenso nesta quarta-feira (23), pois vamos providenciar a escala de um vigilante pra o local. O atendimento vai voltar ao normal na quinta-feira (24)”, disse a secretária de saúde Deborah Charmenes.

Ainda de acordo com a secretária, esta foi a primeira vez que o local foi invadido durante o funcionamento. “Em outras ocasiões, postos de sáude da cidade já foram arrombados, tiveram as portas forçadas. Mas, em funcionamento, esta foi a primeira vez”, disse ela.

G1 PB

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CFM fixa critérios para admissão e alta de pacientes na UTI

Leitos de UTI em hospital de Minas Gerais (Foto: Reprodução EPTV)
Leitos de UTI em hospital de Minas Gerais (Foto: Reprodução EPTV)

O Conselho Federal de Medicina (CFM) publicou nesta quinta-feira (17) uma resolução em que estabelece critérios para a admissão e a alta de pacientes em unidades de terapia intensiva (UTI), que devem ser seguidos por todos os médicos, tanto da rede pública quanto privada.

A norma, publicada no Diário Oficial da União, tem o objetivo de melhorar o fluxo de atendimento médico diante da carência de leitos de UTI no país, especialmente nos hospitais públicos.

Segundo dados do Ministério da Saúde, o SUS dispõe de 20.173 leitos em UTI para cerca de 150 milhões de pacientes. Na rede particular, são 20.787 lugares em UTI para em torno de 50 milhões de pessoas.

Na prática, o médico intensivista irá avaliar se o paciente atende aos requisitos para ocupar um leito de UTI ou se deve dar lugar a outra pessoa em situação mais crítica.

O CFM, porém, ressalta que o paciente só deixará a UTI para ser encaminhado a uma unidade de cuidado semi-intensivo, por exemplo, quando também preencher os critérios para ter alta da UTI.

“Não tem expulsão de UTI. Ninguém é retirado de uma UTI sem retaguarda, como unidade de cuidados paliativos ou unidade semi-intensiva. Se o hospital não tiver essas unidades, esse paciente não pode ter alta”, afirmou o coordenador da Câmara Técnica de Medicina Intensiva do CFM, Hermann von Tiesenhausen.

A admissão de um paciente na UTI deverá ser priorizada de acordo com uma escala de 1 a 5, em que quanto mais baixo o número, maior prioridade o paciente terá, considerando, inclusive, as suas chances de recuperação.

No número 5 da escala, estão pacientes com doença incurável e na fase terminal, ou ainda moribundos, sem possibilidade de recuperação. O texto da resolução explicita que, “em geral, esses pacientes não são apropriados para admissão na UTI (exceto se forem potenciais doadores de órgãos)”. A norma ressalva, no entanto, que o seu ingresso pode ser justificado “em caráter excepcional” e condicionado ao critério do médico.

A resolução determina que, nesses casos, o ideal é que o médico ofereça ao paciente cuidados paliativos, “sem empreender ações diagnósticas ou terapêuticas inúteis ou obstinadas”, para que a vaga na UTI seja ocupada por um paciente com chances de ser salvo. O médico intensivista terá que levar em consideração a vontade expressa do paciente ou de seu representante legal.

Pela resolução, as admissões devem ser baseadas em cinco pontos: diagnóstico e necessidade do paciente, serviços médicos disponíveis na instituição, priorização de acordo com a condição do paciente, disponibilidade de leitos e potencial benefício para o paciente.

Alta
Serão considerados aptos para ter alta da UTI os pacientes que estiverem com seu quadro clínico controlado e estabilizado ou para o qual tenham se esgotado todos os recursos terapêuticos e que possa permanecer em ambiente hospitalar fora da UTI “de maneira digna” e, “se possível, junto com sua família”.

De acordo com o presidente do CFM, Carlos Vital Tavares Corrêa Lima, a resolução vai servir para embasar a escolha do médico sobre qual paciente irá para a UTI.

“Essa resolução serve para normatizar, orientar e trazer diretrizes que devem ser observadas na hora da internação para que os médicos tenham mais segurança e respaldo nas suas decisões, que são tão difíceis de serem tomadas”, explicou.

E acrescentou: “Temos em torno de 20 mil leitos para 150 milhões de pacientes da rede pública. Fica óbvia a carência na saúde pública. Então, o médico tem que fazer a ‘escolha de Sofia’. Com essa resolução, o médico terá um apoio com diretrizes técnicas muito bem estabelecidas para determinar a internação e a alta na UTI”.

A partir de agora, cada instituição terá que desenvolver um protocolo de atendimento com base nos critérios de internação e alta da resolução. O médico que descumprir as orientações ficará sujeito ao Código de Ética médico, cujas punições incluem advertência, suspensão do exercício da medicina e até cassação.

 

G1

 

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Cerca de 30% dos pacientes com câncer de próstata têm doenças cardiovasculares

exames-de-prostataA cada ano cresce o número de casos de câncer de próstata no Brasil. De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA), são esperados 61.200 novos casos da doença no País em 2016. Trata-se do segundo câncer mais incidente entre os homens, atrás apenas do câncer de pele não melanoma. Em valores absolutos, é o sexto tipo mais comum no mundo e o mais prevalente na população masculina.

A doença, na maioria dos casos, é assintomática em seu estágio inicial e, por isso, os sintomas começam a surgir apenas na fase avançada ou metastática 4,5. Outro ponto de atenção é a idade, pois três quartos dos casos no mundo ocorrem a partir dos 65 anos¹, idade em que o paciente costuma ter outras doenças associadas como risco cardiovascular aumentado.

“Como há um risco alto de doenças cardiovasculares em idosos com câncer de próstata, é fundamental que o estado de saúde do paciente seja levado em consideração para a escolha do tratamento mais adequado, especialmente se o indivíduo apresentar histórico de doença cardiovascular ou pertencer ao grupo de risco”, explica Ariane Macedo, cardiologista e Vice-Presidente do Grupo de Estudos em Cardio-Oncologia da Sociedade Brasileira de Cardiologia.

Estima-se que cerca de 30% dos pacientes com câncer de próstata possuam doenças cardiovasculares associadas. E, nestes casos, estudos demonstraram que o tratamento hormonal antagonista (degarelix, comercializado no Brasil com o nome Firmagon) – um bloqueador dos receptores de GnRH – demonstrou a redução do risco de eventos cardiovasculares em 56% quando comparado às terapias agonistas através de uma metanálise².

O degarelix (Firmagon), administrado como monoterapia, atua por meio do bloqueio direto da testosterona, fazendo com que o nível de supressão seja atingido dentro de um prazo de três dias após o início do tratamento 7,8, ao contrário dos agonistas que demoram, em média, de três a quatro semanas para suprimir a testosterona.,10,11,13

“O tratamento com o bloqueador degarelix proporciona diversos benefícios aos pacientes, como supressão rápida da testosterona e não ocorrência do flare clínico, ou seja, picos de hormônios que causam dores ósseas, compressão medular e outros comprometimentos de saúde resultantes do câncer de próstata avançado”, explica João Carvalho, urologista do Hospital Federal Cardoso Fontes (RJ).

A Ferring anunciou o início da fase III do estudo clínico PRONOUNCE, que tem por objetivo comparar a ocorrência de eventos cardiovasculares em pacientes com câncer de próstata e doenças cardiovasculares (DCV) tratados com o antagonista do receptor de GnRH (degarelix) e pacientes com as mesmas condições tratados com um agonista do receptor de GnRH (leuprolida) ao longo de um ano. O estudo PRONOUNCE, uma parceria da Ferring com Memorial Sloan Kettering Cancer Center e Duke Clinical Research Institute, teve início em fevereiro deste ano e conta com 900 pacientes de mais de 50 centros nos Estados Unidos.

portalcorreio

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Cresce o número de casos de AVC em pacientes com menos de 40 anos

avcNúmeros do Ministério da Saúde mostraram uma situação preocupante: a do crescimento de AVC, o acidente vascular cerebral, em pacientes com menos de 40 anos.

O publicitário Marcos Paulo Hoff anda com dificuldade e mal consegue mexer o braço direito. Ele sempre praticou esportes, nunca teve problemas de pressão, não fumava e sempre levou uma vida normal. Até o dia em que acordou com todo o lado direito paralisado e caiu no banheiro. Ele teve um AVC: “Estava sozinho e eu não pensei em gritar, mas também não ia adiantar nada, porque eu estava no banheiro, até algum vizinho ouvir não daria. Foram dez horas sem socorro. Minha mãe só foi chegar à noite, umas 20h. Aí ela me achou e me chamou. Foi a hora que descobri que tinha perdido a fala”.

Há dois anos, Marcos está sem trabalhar e faz fisioterapia para se recuperar das sequelas. Ele conseguiu voltar a falar, a andar e a mexer um pouco o braço, mas a mão direita ainda está paralisada: “O movimento tá bem limitado. Consigo esticar o braço, mas a mão só fecha, não abre. E agora tive que me reinventar com a esquerda. Agora virei canhoto”.

O que chama a atenção no caso do Marcos é que ele teve o AVC com apenas 29 anos de idade. O levantamento feito com base em dados do Ministério da Saúde mostra que, todo ano, no Brasil, 15 mil pessoas entre 15 e 39 anos de idade sofrem um acidente vascular cerebral. Isso já representa 10% do total de casos.

O neurologista Renato Anghinah, coordenador do Núcleo de Neurologia do Hospital Samaritano, explica que há dois tipos de AVC: o isquêmico, quando há um entupimento em um vaso que impede a circulação do sangue em uma parte do cérebro, e o hemorrágico, quando um vaso de rompe e provoca sangramento, como aconteceu com o Marcos.

Segundo o neurologista, o número de casos em jovens está aumentando por causa, principalmente, da falta de exercícios físicos e da obesidade: “Há sinais de alerta mais importantes, a pessoa pode se auto testar e ver se tem déficit de força, se consegue levantar o braço e as pernas com mesma facilidade dos dois lados. Eu sempre falo que, na dúvida, é melhor ir para o pronto socorro do que esperar em casa. Em um AVC o tempo é cérebro, quanto mais rápido conseguir atender, mais chance tem de poupar o cérebro dele”.

“No começo foi um choque. Minha vida mudou completamente. Estou bem adaptado, mas vou continuar tentando melhorar sempre”, afirma Marcos.

Jornal Hoje

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Anvisa proíbe fabricação de medicamento para pacientes com glaucoma

exameA Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), em resolução publicada nesta quinta (20) no Diário Oficial da União, proibiu a fabricação, distribuição, divulgação, comercialização e uso em todo o território nacional do medicamento Glucosamina Condroitina cápsulas. O medicamento é indicado por pacientes com glaucoma.

De acordo com a resolução, a medida é de interesse sanitário, pois a sua fabricação é por empresa desconhecida que não consta do cadastro da Anvisa.

Agência Brasil

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Pacientes com doenças graves fazem manifestação exigindo direito a remédio no SUS

manifestacao-remedioO movimento ‘STF, Minha Vida Não Tem Preço’ reuniu neste domingo (16), dezenas de pessoas em manifestação na Praça Mauá para sensibilizar a sociedade e gestores sobre a importância de um julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF) que pode afetar milhões de portadores de doenças raras dependentes do fornecimento de tratamento pela rede pública de saúde. O Supremo vai julgar se cabe ao Poder Público arcar com o fornecimento de remédios de alto custo que não estão incluídos no Sistema Único de Saúde (SUS) e determinar se é obrigação do Estado financiar medicamentos que não têm autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Presente ao ato realizado em frente ao Museu do Amanhã, a dona de casa Simone Arede falou sobre o caso do filho, Thiago, de 31 anos, que tem homocistinúria, doença que exige dieta com restrição proteica. Cada lata do suplemento alimentar para repor as necessidades nutricionais de Thiago custa em média R$1,7 mil, e ele precisa tomar sete latas por mês. “Dependendo do resultado do Supremo, ele pode ficar sem esse remédio e não tenho condição de pagar,” disse Simone, que faz parte do grupo Mães Metabólicas, cujos filhos não podem ingerir proteína. “Nesse grupo há também pessoas com tirosinemia, que fazem uso de um remédio que é muito caro e não tem registro na Anvisa [Agência Nacional de Vigilância Sanitária]. Sem esse remédio durante um mês, eles morrem”, afirmou a dona de casa.

O presidente da Associação de Fibrose Cística do Rio de Janeiro, Cristiano Silveira, tem um filho com essa doença, cujo tratamento exige medicamentos específicos e importados. “Os fabricantes, muitas vezes, não têm interesse comercial em registrar o medicamento na Anvisa, pois são muito poucos pacientes no Brasil. Como o paciente só tem aquele tratamento, acaba acionando a Justiça para ter direito a importar a droga, que já salva vidas lá fora e não chega aqui por questão comercial e burocrática”, disse Silveira. Mais de 4 mil pessoas no País têm fibrose cística, que afeta principalmente os pulmões, pâncreas e o sistema digestivo. “No Brasil, uma pessoa com fibrose cística vive a metade do tempo de uma pessoa com a mesma doença nos Estados Unidos, onde há acesso aos medicamentos necessários.”

Crianças que sofrem de doenças raras foram ao ato em frente ao Museu do Amanhã
Crianças que sofrem de doenças raras foram ao ato em frente ao Museu do Amanhã

Foto: Agência Brasil

A dona de casa Ivanilda Oliveira dos Santos foi à manifestação com a filha Júlia, de 12 anos, que nasceu com mucopolissacaridose (MPS), doença degenerativa que impede o processamento de moléculas do açúcar e prejudica o crescimento e o desenvolvimento motor. “Ela toma o medicamento na veia uma vez por semana durante três horas. Custa cerca de R$20 mil por mês. Sem esse medicamento, ela morre.”

Apesar das limitações ocasionadas pela doença, Júlia cursa o 7º ano na escola perto de sua casa, em São João de Meriti, Baixada Fluminense, faz aulas de dança e circo. “Gosto mais de fazer palhaçaria e malabarismo. Com o tempo, a gente pega a manha”, disse Júlia. “Levo uma vida normal, dentro do possível. Sem o medicamento, vai ficar bem difícil.”

A presidente da Associação Carioca Distrofia Muscular, Maria Clara Migowski Pinto Barbosa, explicou que há mais de 30 tipos de distrofia – doença genética em que os músculos enfraquecem progressivamente -, e o tratamento envolve várias especialidades. “No meu caso, ainda não existe medicamento específico. Mas minha luta hoje é pelos meninos com distrofia de Duchenne (DMD), a mais comum, que tem uma progressão muito forte. No início da adolescência, eles param de andar. Com as novas tecnologias, estão vivendo mais”. Os pais e os dois irmãos de Maria Clara morreram em consequência de doenças raras. “Acho simbólico estarmos aqui no Museu do Amanhã, pois queremos acreditar que há um futuro, há esperança para uma qualidade de vida para esses pacientes.”

A dona de casa Flávia Medela descobriu que o filho, de 12 anos, tinha DMD quando ele estava com 5 anos. “Os médicos achavam que era dor de crescimento. Somente com 9 anos veio o diagnóstico. Há pouco tempo, tive a boa notícia de que ele se encaixa em uma medicação, mas, em seguida, veio a má notícia de que o SUS não cobre esse medicamento. A angústia é grande, porque estamos perdendo muitos meninos com Duchenne. Sei que tem remédio, mas não posso fazer nada pelo meu filho. Se ele tivesse tomado o remédio desde o início, talvez não estivesse perdendo o movimento dos braços e das pernas”.

O ministro do STF Teori Zavascki pediu vista (mais tempo para estudar a ação) no fim de setembro, e o julgamento foi adiado. Já haviam votado os ministros Marco Aurélio Mello, relator do caso, Luís Roberto Barroso e Edson Fachin.

O movimento STF, Minha Vida Não Tem Preço foi criado em setembro por associações de todo o Brasil que representam mais de 50 patologias, entre doenças graves e raras. Eles já recolheram mais de 380 mil assinaturas para pressionar o STF a acolher as ações.

Agência Brasil

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