Arquivo da tag: paciência

Covid-19: secretário pede paciência da população e não descarta prorrogação de isolamento na Paraíba

“Estamos vencendo essa batalha”. Foi o que declarou o secretários de Estado da Saúde, Geraldo Medeiros. O auxiliar de João Azevêdo pediu que a população paraibana tenha mais um pouco de paciência e destacou que, graças a colaboração dos paraibanos, a Paraíba é hoje um dos estados com o maior número de leitos disponíveis.

De acordo com Medeiros, com base no decreto de isolamento social do Executivo, que vai até o dia 3 de maio, no dia 30 haverá uma reunião de reavaliação desse distanciamento como medida de enfrentamento à disseminação do novo coronavírus (Covid-19).

– Decidiremos se há algum movimento de flexibilização ou de prorrogação deste decreto. É isso que se acena no futuro. É fundamental que a população entenda que deve ficar em casa em isolamento domiciliar.

O secretário acrescentou ainda que os teste rápidos para Covid-19 já foram encaminhados os 36 municípios paraibanos que foram selecionados estrategicamente com o intuito de contemplar aqueles que apresentem sintomas respiratórios.

– A partir de amanhã nós teremos em João Pessoa 30 equipes realizando essa testagem em domicílio.

 

PB Agora

 

 

‘Paciência, por favor. Minha mãe fez cirurgia’: Filha põe cartazes em caminhonete para justificar lentidão em viagem até SC

Por conta da recente cirurgia da mãe que exigiu uma viagem interestadual, a designer de turismo sensorial Audmara Veronese, de 47 anos, encontrou uma forma criativa para alertar os outros motoristas sobre o motivo para trafegar lentamente pelas rodovias entre Pato Branco (PR) até Xanxerê, no Oeste catarinense.

Com três cartazes colocados na traseira da caminhonete, Audmara fez o apelo: “Paciência, por favor! Minhã mãe fez cirurgia. Tenho que dirigir devagar”.

Cirurgia da mãe

A recém-operada Iolanda Veronese, de 70 anos, passou por uma cirurgia para retirar quatro hérnias da região abdominal no dia 31 de outubro e teve alta no último domingo (3).

Segundo Audmara, a ideia surgiu como resposta após uma recomendação médica. “O médico disse que os solavancos na estrada poderiam comprometer a recuperação da minha mãe depois da cirurgia. Então eu tinha que dirigir bem devagar, principalmente por conta dos buracos. Mas, quem está no trânsito tem suas razões e condições na hora de dirigir. Foi quando pensei nas placas de forma bem prática para explicar a situação”, disse.

Dirigir devagar

Ela lembra que levou quase três horas para percorrer 110 km. “Teve trechos que tinha lombadas e precisei reduzir para 20km/h ou até menos para a minha mãe não sentir tanta dor. Quando eu olhava pelo retrovisor tinha uma fila enorme de veículos. Por incrível que pareça, não tinha ninguém buzinando, foi inacreditável. Todos respeitaram e quando me ultrapassavam as pessoas acenavam”, disse.

A iniciativa foi parar na internet e ganhou grande repercussão nas redes sociais. “Recebi muito retorno de pessoas que eu não conheço e de todo país desejando melhoras para minha mãe, além de outras falando que já tiveram que enfrentar o trânsito com alguém doente”, explica a designer.

No Hospital Thereza Mussi em Pato Branco, antes de Iolanda ir para a cirurgia — Foto: Audmara Veronese/ Arquivo pessoal

No Hospital Thereza Mussi em Pato Branco, antes de Iolanda ir para a cirurgia — Foto: Audmara Veronese/ Arquivo pessoal

‘Paciência, por favor’

Audmara, que é natural de Caçador e reside em São Paulo (SP), afirmou que está acostumada com o trânsito complicado e que a palavra paciência poderia ser mais aplicada diante de tantos transtornos. A mãe, que também é de Caçador, e reside há cinco anos em Xanxerê terá que retornar até o Paraná para dar andamento no tratamento.

“Vamos usar as placas novamente, uma vez que alguns trechos da rodovia são muito ruins assim como a passagem das lombadas que exige uma velocidade baixa. Ela ainda sente dor e se tiver solavancos será pior, mesmo a caminhonete sendo um veículo grande e pesado, não consegue vencer os buracos e remendos da pista sem trepidar”, afirma.

A designer explica que a experiência também trouxe lições compartilhadas. “Tem muita gente que precisa dirigir com maior lentidão e isso deve repetir diariamente em grandes capitais ou no interior. O que me deixou feliz foi perceber que as pessoas que conseguiram ler as placas estavam se colocando no lugar do outro. O mais importante é que em tempo de tanta intolerância existe empatia e respeito”, finaliza Audmara.

Audmara e a mãe Iolanda  — Foto: Audmara Veronese/ Arquivo pessoal

Audmara e a mãe Iolanda — Foto: Audmara Veronese/ Arquivo pessoal

 

G1

 

 

‘O segredo é ter paciência’, revela homem de 101 anos casado há 70

(Foto: Priscilla Geremias/ G1)
(Foto: Priscilla Geremias/ G1)

Cento e um anos de idade. Sete décadas de casados. O segredo, um só: paciência. Para o senhor João Vicente, batizado João do Espírito Santo, a tolerância é a receita da longevidade e da vida a dois tão duradoura. “Temos que suportar as falhas”, resume o aposentado, que vive  em Campinas (SP) com a mulher, Maria Marta Monteiro Vicente, 87, há 43 anos. O casal tem seis filhos, 22 netos, 12 bisnetos e quatro tataranetos.

“Eu estou vivo!”, costuma dizer todos os dias em forma de agradecimento. Completou 101 anos  na última sexta-feira (4) e está prestes a celebrar as chamadas Bodas de Vinho, de 70 anos de união com a mesmo mulher. “Sou paciente, dispenso muita coisa. Eu gosto de cumprir o que prometi no altar”, gaba-se João.

Ele lembra de quase nada da infância, apenas as memórias relacionados à juventude na paróquia do Padre Cícero, responsável pelo batismo, e a fuga da Paraíba para tentar a vida, sozinho, e ser soldado da borracha em Rondônia.

ACOMPANHE O FOCANDO A NOTÍCIA NAS REDES SOCIAIS:

FACEBOOK                TWITTER                    INSTAGRAM

Foi em Guajará Mirim (RO), em 1944, que o casal se conheceu. Não houve paquera. Por intermédio do irmão e sem a benção da mãe, Maria Marta se casou no ano seguinte com João, na época, 15 anos mais velho que ela. “Ele foi até a minha casa, meu irmão disse a ele que naquele dia eu estava completando 18 anos. Eu estudava em um colégio de freira, ficava em um internato e não tinha a intenção de namorar”, conta Dona Maria.

Família de casal de idosos que está junto há 70 anos em Campinas (Foto: Jorge Vicente/ Arquivo pessoal)Família Vicente completa em comemoração dos 92
anos de João (Foto: Jorge Vicente/ Arquivo pessoal)

“Fui rápido”
Em 1945, João era policial e, por isso, a mãe de Maria Marta não apoiava o casamento. Mas um dia o convite para sair foi aceito. “E antigamente era assim: saiu junto, já tinha que casar”, afirma a aposentada.

“Eu fui rápido, não podia demorar para casar, e ela estava de férias do internato, tinha que casar antes de ela querer voltar para lá”, conta João. O casamento foi simples, na igreja do bairro, sem a presença da mãe de Maria Marta e sem registros. “Naquele tempo não tinha essas coisas de fotos ou álbuns”, diz Maria.

Logo após o casamento, a lembrança mais marcante de João foi o parto que ele realizou do último filho. “Não tinha tempo de levá-la para o hospital, o filho ia nascer alí mesmo. Então, ela foi me dando as coordenadas e eu fiz o parto. Cortei o umbigo, amarrei, tudo o que ela disse, eu fiz, certinho”, conta João. A mãe de Maria Marta era parteira, por isso, ela sabia orientar na hora do parto.

Casal comemora 70 anos de casados em Campinas (Foto: Priscilla Geremias/ G1)Casados há 70 anos João e Maria Marta contam o
segredo da união (Foto: Priscilla Geremias/ G1)

“Vivo e com saúde”
Das recentes lembranças, João se recorda da internação de Maria Marta no início deste ano. Aaposentada é cardíaca e passou cerca de um mês e meio no hospital. “Ele ia me visitar todos os dias, pegava na minha mão, que estava inchada, e pedia a Deus para cuidar de mim e me deixar com saúde”, diz Maria Marta.

Os filhos do casal dizem ouvir do pai que ele tem apenas “problemas de velhice”, e garantem que, como João nunca fez uso de álcool ou de cigarro, ele mantém uma boa saúde. “Ele tem apenas as doenças relacionadas à idade”, afirma uma das filhas, Sandra Maria Vicente Wolffi.

Para manter a mente e corpo com saúde, João gosta de contar as histórias da infância, as poucas que ele se lembra. Não gosta de ouvir música, mas adora ver televisão. “Eu torço pelo São Paulo, então, não importa o dia e o horário do jogo, eu vou assistir”, afirma.

Casal comemora 70 anos de casados em Campinas (Foto: Jorge Vicente/ Arquivo pessoal)Casal em festa de formatura de duas netas em
Vinhedo, SP (Foto: Jorge Vicente/ Arquivo pessoal)

“Paciência e compreensão”
João garante que evita brigas, que é paciente e que cuida da esposa. “O segredo é cumprir o que eu prometi no altar”, diz o aposentado. E Maria Marta faz o mesmo. Segundo Jorge Vicente, um dos filhos do casal, sempre um se preocupou com o outro. “Ainda mais agora com a mamãe doente, a preocupação é ainda maior, os dois tomam remédio, ai um sempre pergunta aos filhos se o outro já foi medicado, se já comeu…”, diz Vicente.

“Eles fazem de tudo para não brigar, serem bons um com o outro e cumprir a promessa do casamento”, completa Vicente. Os filhos disseram que o pai costumava dizer um ditado popular nordestino que diz “quem comeu a carne, que roa os ossos”, portanto, fazem tudo para ficarem juntos até o fim.

O casal não consegue definir o que é o amor. O afeto cresceu um pelo outro conforme os anos foram passando. A demonstração de carinho e cuidado definem o sentimento. “Eu gosto muito dela, amor puro, desejo tudo de bom para ela, principalmente saúde”, diz João. EMaria Marta completa, “eu desejo que ele tenha saúde e volte a andar direitinho e bem”.

“Em um dos aniversário da mamãe, nós preparamos uma homenagem e, como ele não fala muito, deixamos ele de lado. Ele reclamou e disse: ‘eu não vou falar não?!’, e pegou o microfone e fez a declaração mais bonita de todas, nós ficamos emocionados”, conta uma outra filha, Rosália Vicente.

Assim como em todos os anos, desde que estão juntos, o primeiro pedaço do bolo de aniversário de João será para Maria Marta. “Eu gosto disso, porque mostra carinho”, conta a aposentada. “Eles ficam muito tempo sem se beijar, então, nessas datas, dão um selinho e parecem uns passarinhos, ficam muitos felizes”, conta Rosálea.

 

 

G1