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Estudante encontrado morto na raia olímpica da USP teve overdose e morreu afogado, diz laudo

Reprodução Rede Record
Reprodução Rede Record

O estudante Victor Hugo Santos, de 20 anos, encontrado morto na raia olímpica da USP (Universidade de São Paulo) no mês passado, teve uma overdose de uma droga nova no mercado e morreu afogado, segundo laudo do IC (Instituto de Criminalística). O documento, que vai ser anexado à investigação feita pelo DHPP (Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa), revela que o universitário ingeriu uma droga sintética conhecida como 25i ou 25-mbome, também chamada de pandora.

Assista ao vídeo:

Essa droga surgiu no mercado em 2010. Ela é produzida em larga escala na Europa e na China e há relatos de pequenos laboratórios também nos Estados Unidos. É um tipo de entorpecente caro e, geralmente, distribuído em festas universitárias e raves.

Aqui no Brasil, ela passou a ser considerada uma droga ilícita apenas em fevereiro deste ano. O entorpecente tem alto poder de alucinação e de alteração do comportamento.

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária incluiu a 25i na lista de substâncias proibidas depois de várias apreensões. Em novembro do ano passado, um dentista e um outro jovem foram presos por suspeita de traficar ecstasy e LSD na Vila Mariana, na zona sul de São Paulo. Mas o laudo feito pelo Instituto de Criminalística levou à liberação dos dois.

Em vez de ecstasy e LSD, os comprimidos eram da nova substância que, na época, ainda não era considerada ilícita. Por isso, os dois suspeitos foram soltos. Segundo especialistas, a droga atinge o sistema neurotransmissor de serotonina no cérebro, provocando o mesmo estímulo do LSD. Ela é consumida por via nasal ou sublingual. Os efeitos causam delírio, mas também podem provocar desmaios.

O assessor da Organização Mundial de Saúde para a segurança de medicamento, o médico Antony Wong, confirma que essa droga sintética pode levar à morte.

— O que acontece é que a alucinação é tão violenta, tão intensa, que a pessoa voa, saltando do décimo sétimo andar. Outra pessoa, correndo, foi contra uma árvore, porque achou que poderia derrubar a árvore.

No mundo, pelo menos 20 pessoas morreram depois de consumir essa droga.

Corpo de Victor Hugo Santos, de 20 anos, foi encontrado na raia olímpica da USPReprodução Rede Record

O caso

Victor Hugo Santos foi visto pela última vez por volta das 4h do dia 20 de setembro, quando deixou os amigos para comprar uma cerveja. Ele participava de uma festa no velódromo da USP. O evento comemorava os 111 anos do Grêmio Politécnico da instituição e reuniu cerca de 5.000 pessoas.

O corpo dele foi encontrado três dias depois boiando na raia olímpica da USP. Antes de encontrar o corpo, amigos de Santos disseram ao pai dele que o jovem havia  ingerido drogas sintéticas na noite em que desapareceu.

Do R7, com Balanço Geral

 

Bebê morre após mamar no peito e polícia investiga suspeita de overdose

Um menino de 1 ano e 3 meses morreu na noite de quinta-feira (22) após mamar no peito da mãe que havia acabado de consumir cocaína na casa onde eles moravam, no Jardim dos Lírios, em Americana (SP). A Polícia Civil suspeita que a morte ocorreu por overdose, mas o delegado Alfredo Luiz Ondas explica que só poderá confirmar informação com o laudo necroscópico do bebê. A mãe foi ouvida na delegacia de plantão e depois liberada.

A criança foi levada para o pronto-socorro do Hospital Municipal de Americana, mas chegou ao local já sem vida, segundo o guarda municipal Dener Wesley. A corporação foi acionada e conversou com a médica pediatra que fez o atendimento. “Ela [a médica] relatou que a mãe, usuária de drogas, disse que antes de amamentar fez uso de cocaína. A criança chegou no hospital com as pupilas dilatadas, já sem vida, após uma parada respiratória provavelmente pelo uso da droga”, relata o guarda. Durante o consumo da cocaína, a mãe estava acompanhada de outras duas pessoas, de acordo com ele.

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Bebê morre após mamar no peito e polícia investiga suspeita de overdose em Americana (SP) (Foto: Reprodução EPTV)
Bebê morre após mamar no peito e polícia apura
suspeita de overdose (Foto: Reprodução EPTV)

O delegado Alfredo Luiz Ondas também confirma que a mãe confessou ter feito uso de drogas antes de amamentar a criança, mas aguardará o laudo para constatar se a morte foi causada pelo consumo do entorpecente. “Ainda não existem provas a respeito dessa situação. A partir do momento que ficar comprovado que essa criança veio a falecer em decorrência da ingestão de substância entorpecente, sem dúvida ela [a mãe] pode ser presa”, esclarece Ondas. O corpo foi liberado pelo Instituto Médico Legal (IML) de Americana na manhã desta sexta-feira (23), mas até esta publicação, os locais de velório e enterro não haviam sido definidos.

A Guarda Municipal também informou que  a casa onde a mãe e o bebê viviam é conhecida como ponto de tráfico e consumo de drogas. O imóvel estava bastante bagunçado, com roupas jogadas no chão, muita sujeira, panelas com comidas sem o armazenamento correto no fogão, pia com louças sujas, além de portas e janelas sem vidros e goteiras. A Guarda também encontrou embalagens usadas com armazenamento e distribuição da cocaína.

Casa onde menino de 1 ano morava tinha roupas jogadas no chão e bastante sujeira em Americana (Foto: Reprodução EPTV)Casa onde menino de 1 ano morava tinha roupas jogadas no chão e sujeira (Foto: Reprodução EPTV)
G1

Reação a overdose de violência policial sai das redes e ocupa as ruas

Multidão para Marginal Pinheiros, numa manifestação que faz lembrar os anos 1980. O país mudou, a PM não
Multidão para Marginal Pinheiros, numa manifestação que faz lembrar os anos 1980. O país mudou, a PM não

A violência desmedida empregada pelo comando da Polícia Militar de São Paulo, determinada e aprovada pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB), sofreu nessa segunda (17) uma contundente resposta. As manifestações desencadeadas pelas redes sociais saíram da esfera virtual e ocuparam as ruas das principais cidades do país.

Proibida de usar as balas de borracha com que feriram manifestantes e não manifestantes na última quinta-feira (13), a polícia acompanha uma multidão estimada em mais de 40 mil pessoas pela Avenida Paulista, Marginal do Rio Pinheiros e Avenida Faria Lima.

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Agora ilhas de comunicação cercadas de internet por todos os lados, até os tradicionais veículos da mídia comercial sucumbiram ao que têm chamado de reação de “indignação” da população. Há pouco, por volta das 18h15, uma repórter da Globo News disse diante da câmera “é um prazer mostrar isso pra vocês…”, referindo-se às milhares de pessoas que caminhavam pela Avenida Rio Branco, vindas da Getúlio Vargas, região central do Rio de Janeiro.

Nem mesmo os tradicionais “os manifestantes atrapalharam o trânsito” tiveram vez nas manchetes. Para os comentaristas da imprensa tradicional, a manifestação “acéfala” – como disse um deles, referindo-se à ausência de lideranças tradicionais – é a mais pura expressão de revolta da população contra a “classe política”, e não mais apenas contra os aumentos das passagens ou a selvageria policial.

Belo HorizonteEm Belo Horizonte, a PM mineira, que não estava tão pacífica assim, estimou em 20 mil a barulhenta multidão, que empunhava cartazes com dizeres como “Agora que o gigante acordou, a classe política não vai dormir”. O ato, para alguns contra a tarifa de R$ 2,80, para outros, contra a Copa do Mundo no Brasil, atravessou a tarde desde a Praça Sete de Setembro (centro da cidade). No Mineirão às moscas, jogavam Nigéria x Taiti.

Apesar de o movimento ter transcorrido pacificamente por mais de quatro horas, no final da tarde explodiu o confronto entre Polícia Militar e manifestantes. A Tropa de Choque e a cavalaria montada foram acionadas. A PM usou balas de borracha e bombas de gás para evitar que a marcha se aproximasse do estádio, e a população reagiu com pedras e bombas caseiras. Há vários feridos.

Rio de JaneiroEm Brasília, a Esplanada dos Ministérios foi ocupada, e logo manifestantes acessaram a rampa e o telhado do Congresso Nacional. As cenas e os dizeres se repetiam em Curitiba, Porto Alegre, Belém, Fortaleza, Salvador… Na capital baiana, a manifestação ocupou a Avenida Tancredo Neves. Ao contrário de Rio de Janeiro, Brasília, Belo Horizonte e São Paulo, com passeatas reunindo grande número de pessoas, na capital baiana o ato é mais moderado, com aproximadamente 8 mil até o início da noite (ou 3 mil, segundo a PM, que se limitou a acompanhar). O governador Jaques Wagner recomendou ao comando da PM evitar confronto.

O Movimento Passe Livre (MPL) existe desde 2005. Já conseguiu muitas vezes despertar os instintos mais primitivos da polícia paulista em outras ocasiões, mas nunca tinha conseguido reunir mais do que centenas de ativistas. Os tiros e bombas da PM de Alckmin ricochetearam. Entre os dezenas de presos e feridos da semana passada, revoltaram-se todos os demais, inclusive os que nem achavam ruim ter de pagar passagem para andar de ônibus e metrô.

Ainda que não seja do jeito que o movimento gostaria – a rapaziada quer uma conversa a sós –, o prefeito Fernando Haddad (PT) pautou o assunto na reunião do Conselho da Cidade desta terça-feira. O tema, antes uma causa de um grupo de jovens impertinentes e de tamanho desconhecido, entrou enfim na agenda de pelo menos um governante importante.

 

por Redação da RBA