Arquivo da tag: ouro

Disfarçado de policiais federais, grupo rouba cerca de 720 quilos de ouro

Um grupo de criminosos disfarçados de policiais federais, inclusive com uso de viaturas clonadas, roubou cerca 720 quilos de ouro -algo superior a R$ 120 milhões– de uma empresa de transporte valores no interior no aeroporto do Guarulhos, na tarde desta quinta (25).

Segundo informações preliminares da Polícia Civil e Militar, os criminosos fizeram refém a família de um funcionário da empresa o que, em tese, facilitou a ações dos criminosos. Mesmo armados de fuzil e pistolas, não precisaram realizar um único disparo.

Viaturas clonadas da Polícia Federal usadas em roubo de carro forte no aeroporto de Cumbica, em Guarulhos (Grande São Paulo), nesta quinta-feira (25).

As duas caminhonetes utilizadas no roubo foram localizadas no final da tarde em um terreno na zona leste da capital. O refém, segundo a polícia, foi libertado.

A polícia tenta localizar os veículos que os bandidos estão ainda em fuga.

 

Foto: Fepesil/Futura Press/Folhapress

FOLHAPRESS

 

 

Brasil bate recorde paraolímpico e conquista ouro no revezamento 4 x 100m

imagem: REUTERS/Ricardo Moraes
imagem: REUTERS/Ricardo Moraes

Com direito a recorde paraolímpico, o Brasil conquistou o ouro no revezamento 4×100 m da classe T11-T13 (para deficientes visuais) ao dominar a final desta terça-feira nos Jogos Paraolímpicos do Rio de Janeiro, no Engenhão.

Os atletas Diogo Jerônimo da Silva, Gustavo Araújo, Daniel Silva (com o guia Heitor Oliveira Sales) e Felipe Gomes (com o guia Jonas Silva) completaram a prova em 42s37 superando a China, que se atrapalhou na passagem do bastão e ficou com a prata com 43s05. O Uzbequistão acabou com o bronze (43s47).

O recorde paraolímpico anterior pertencia à equipe russa em Londres-2012 (42s66), que não está no Rio de Janeiro por conta do banimento do país do evento por causa do escândalo de doping. Os russos também ostentam o recorde mundial, conquistado em 2015: 42s11.

Em entrevista ao “Sportv”, Gustavo Araújo destacou o trabalho em equipe. “É o coração, cada um segurando o coração do outro. Um confiando no outro de corpo e alma”, disse o atlea que compete na classe T13, com menos grau de lesão.

Já Diogo Jerônimo da Silva, que abriu o revezamento, disse que teve a certeza da vitória ao ouvir a torcida incentivando. “Quando eu ouvi o barulho da torcida, pensei: ninguém tira da gente”, disse o atleta da T12, que também não precisa do auxílio de guias.

Felipe Gomes, da classe T11 (com maior comprometimento da visão), foi o responsável por encerrar o revezamento após receber o bastão de outro atleta da T11, Daniel Silva, já em considerável vantagem para os chineses.

Uol

Acompanhe mais notícias do FN nas redes sociais: FacebookTwitterYoutube e Instagram

Entre em contato com a redação do FN:  WhatsApp (83) 99907-8550. 

E-mail: jornalismo@focandoanoticia.com.br

Brasil se vinga da Coreia do Sul e conquista o ouro na bocha

imagem: REUTERS/Ueslei Marcelino
imagem: REUTERS/Ueslei Marcelino

O conjunto brasileiro formado por Antonio Leme e Evelyn de Oliveira conquistou a medalha de ouro na bocha classe BC3. Nesta segunda-feira (12), o grupo brasileiro venceu o time da Coreia do Sul por 5 a 2.

A vitória vem como uma espécie de revanche para o time brasileiro. Na fase de grupos, eles foram derrotados pela Coreia do Sul por 4 a 1. Esse foi o único revés dos donos da casa na competição.

Essa foi a primeira medalha de ouro do Brasil na bocha na atual edição dos Jogos Paraolímpicos. Mais cedo, Dirceu Pinto, Eliseu Santos e Marcelo Santos ficaram com a prata na classe BC4, ao serem derrotados pela Eslováquia por 4 a 2.

Na edição de 2012 dos Jogos Paraolímpicos, o conjunto sul-coreano terminou na quarta colocação, ao perder a disputa do bronze para a Bélgica.

Na classe BC3, os atletas competem em cadeira de rodas e podem ser ajudados por outra pessoa durante a competição.

Uol

Acompanhe mais notícias do FN nas redes sociais: FacebookTwitterYoutube e Instagram

Entre em contato com a redação do FN:  WhatsApp (83) 99907-8550. 

E-mail: jornalismo@focandoanoticia.com.br

Pote de ouro! Claudiney garante mais uma conquista no Estádio Olímpico

Estádio Olímpico do Rio de Janeiro, ou pode chamar de pote de ouro do Brasil. Mais uma vez o atletismo levou o país ao lugar mais alto do pódio nos Jogos Paralímpicos de 2016, a terceira entre quatro até o momento. O herói do sábado foi Claudiney Santos, campeão no lançamento do disco F56, para competidores com lesão nos membros inferiores, com direito a recorde paralímpico e festa por antecipação. Os 45.33m alcançados ainda na primeira rodada foram suficientes para conquista.

Claudiney ouro lançamento do disco (Foto: Divulgação / CPB)Descrição da imagem: Claudiney comemora medalha de ouro mostrando os bíceps (Foto: Divulgação / CPB)

Halterofilista, Claudiney teve que se reinventar para continuar no esporte após acidente de moto em 2005. Uma lesão na perna esquerda parecia ser a maior das sequelas, mas o agravamento da lesão já no hospital obrigou a amputação. Não demorou muito para conhecer o atletismo, meses depois, e canalizar a força de outra maneira: nos lançamentos de dardo e disco, e no arremesso do peso.

Claudiney ouro lançamento do disco (Foto: Divulgação / CPB)Descrição da imagem: Claudiney lança o disco em prova paralímpica (Foto: Divulgação / CPB)

A medalha dourada em uma grande competição, entretanto, demorou para aparecer. Prata no lançamento do dardo em Londres 2012, Claudiney repetiu o resultado no Mundial de Lyon 2013 e ficou com o bronze no disco. Dois anos depois, o pódio se inverteu: prata no disco em Doha e bronze no dardo. Em casa, era hora que colocar um ponto final na final do quase.

– Essa medalha veio para coroar não só o meu trabalho como o de todo mundo que está comigo. O sentimento é de gratidão, realização de um sonho. Sempre procurei por essa medalha e não veio em Londres, bateu na trave. Em casa, o sabor é melhor ainda. Tive amadurecimento físico, mental, patrocinadores apoiaram. Tudo isso serviu para evolução – disse o campeão.

Último a lançar entre os dez participantes, Claudiney precisou de somente duas tentativas para assumir a liderança e atingir os 45.33m do recorde paralímpico. Na segunda rodada, o número de candidatos caiu para oito, mas o foco estava no cubano Leonardo Diaz, dono da melhor marca do ano até então, e de Alireza Nasseri, do Irã. Nenhum dos dois chegou nem perto. Aí, o ouro era questão de tempo.

Sereno, Claudiney viu os outros três adversários errarem um a um, bem longe de sua marca, e garantiu o título paralímpico quando o egípcio Ibrahim Ibrahim queimou suas três tentativas. O telão exibiu o resultado e a torcida fez a festa. O brasileiro ainda seguiu para os últimos três lançamentos, mas ao errar no primeiro abriu mão da prova para comemorar. É ouro! Mais um no Engenhão.

Globoesporte.com

Acompanhe mais notícias do FN nas redes sociais: FacebookTwitterYoutube e Instagram

Entre em contato com a redação do FN:  WhatsApp (83) 99907-8550. 

E-mail: jornalismo@focandoanoticia.com.br

 

Com recorde mundial, Daniel Martins ganha 3º ouro do Brasil na Paraolimpíada

imagem: REUTERS/Sergio Moraes
imagem: REUTERS/Sergio Moraes

O brasileiro Daniel Martins conquistou nesta sexta-feira a terceira medalha de ouro do Brasil na Paraolimpíada do Rio. Ele ficou com o título dos 400 m do atletismo na categoria T20, para deficientes intelectuais.

O título no Engenhão veio com direito à quebra do recorde mundial. O atleta de 20 anos completou a distância em 47s22.

A segunda colocação da prova ficou com Luis Paiva (VEN) com a marca de 47s83. O bronze foi de Gracelino Barbosa, de Cabo Verde, com 48s55.

O ouro de Daniel é o segundo do Brasil no atletismo. Na quinta-feira, Ricardo de Oliveira havia conquistado o título do salto em distância na categoria T11, para deficientes visuais.

Na prova desta sexta, Martins tomou a liderança já nos metros iniciais e não a perdeu mais. Ele não deu chance de reação aos adversários para estabelecer a nova melhor marca do planeta.

“Não consigo explicar meu sentimento agora. É uma felicidade muito grande. Depois que cruzei a linha de chegada eu vi minha família com o pessoal da minha equipe muito emocionado”, afirmou ao SporTV.

Uol

Acompanhe mais notícias do FN nas redes sociais: FacebookTwitterYoutube e Instagram

Entre em contato com a redação do FN:  WhatsApp (83) 99907-8550. 

E-mail: jornalismo@focandoanoticia.com.br

 

Daniel Dias é ouro e leva 16ª medalha: “Nunca senti uma emoção dessa”

A 16ª medalha paralímpica de Daniel Dias e a primeira da natação brasileira nos Jogos Rio 2016 veio de um jeito especial. Depois de somar 15 pódios em Londres 2012 e Pequim 2008, o nadador de Campinas teve a chance de conquistar seu 11º ouro competindo em casa. O maior nome da natação paralímpica do país venceu com sobras – uma diferença de pouco mais de 11s – a final dos 200m livre (categoria S5), nesta quinta-feira, conquistando o tricampeonato. O astro de 28 anos, que levantou a torcida no Estádio Aquático, ainda disputa outras oito provas ao longo da competição, com chance de chegar a incrível marca de 24 medalhas.

– Nunca senti uma emoção dessa. Meu coração explodiu, achei que fosse sair pela minha garganta, pular para fora. Foi fantástico, foi incrível, foi um momento único – comemorou Daniel.

Daniel Dias vence os 200m livre S5 (Foto: André Durão)Descrição da imagem: Daniel Dias levanta o braço direito e comemora, dentro d´água a vitória (Foto: André Durão)

O altíssimo barulho da torcida antes da largada não tirou a concentração de Daniel Dias. Os gritos, na verdade, serviram de combustível para o brasileiro acelerar desde os primeiros metros. Sem dar chances a qualquer adversário, o multicampeão dominou a prova do início ao fim e bateu em primeiro com tranquilidade, em 2m27s88. Campeão em Pequim 2008 e Londres 2012, o atual recordista mundial conquistou o tricampeonato da prova com a vitória na estreia no Rio.

– Foi como eu sonhava, como esperava, e até maior, com todo esse apoio, com todo essa torcida, tendo a minha família… Eu sempre disse que era um sonho ter um filho me acompanhando, e Deus me agraciou com dois. Ter esse apoio a mais é espetacular. Saio satisfeito. Claro que a gente estava atrás desse recorde mundial, mas cheguei exausto e sei que dei o meu melhor para hoje. E estou ainda mais satisfeito com essa apoio da torcida, com esse incentivo. Não tem preço. É um momento único que a gente está vivendo. Temos que desfrutar de tudo isso com muita alegra, nos divertir quando a gente cair na piscina.

Descrição da imagem: Daniel Dias sorri no pódio dos 200m (Foto: André Durão)Descrição da imagem: Daniel Dias sorri no pódio dos 200m (Foto: André Durão)

Maior medalhista em Paralimpíadas da história do Brasil, Daniel Dias disputará, além dos 200m livre S5, outras cinco provas individuais na Rio 2016 e é candidato a subir ao pódio em todas elas: 50m livre, 100m livre, 50m borboleta e 50m costas da classe S5, além dos 100m peito SB4. O brasileiro, que nasceu com má formação congênita dos membros superiores e da perna direita, ainda disputa os revezamentos 4x50m livre misto 20 pontos, 4x100m livre masculino 34 pontos e 4x100m medley masculino 34 pontos.

Caso conquiste medalhas em todas as nove provas, o fenômeno de 28 anos alcançará a incrível marca de 24 medalhas paralímpicas, ultrapassando o atual recordista da natação masculina, o australiano Matthew Cowdrey, que tem 23 e não disputa os Jogos do Rio.

Confira os tempos dos medalhistas:

1) Daniel Dias – ouro – 2m27s88
2) Roy Perkins – prata – 2m38s56
3) Andrew Mullen – bronze – 2m40s65

Daniel Dias vence os 200m livre S5 (Foto: André Durão)Descrição da imagem: Daniel Dias nada na prova de 200m livre na Rio 2016(Foto: André Durão)
Globoesporte.com

Acompanhe mais notícias do FN nas redes sociais: FacebookTwitterYoutube e Instagram

Entre em contato com a redação do FN:  WhatsApp (83) 99907-8550. 

E-mail: jornalismo@focandoanoticia.com.br

 

No salto, Ricardo de Oliveira conquista primeiro ouro da Paraolimpíada

imagem: Ricardo Moraes/Reuters
imagem: Ricardo Moraes/Reuters

Ricardo de Oliveira conquistou o primeiro ouro do Brasil na Paraolimpíada. Ele foi campeão no salto em distância na categoria T11 (cego total).

Para ficar com a medalha dourada, o atleta saltou para 6,52 m contra 6,44 m do americano Lex Gillette. A marca do brasileiro o deixou a 15 centímetros do recorde olímpico.

Ao falar sobre a conquista, Ricardo revelou que ficou noites sem dormir para melhorar sua performance.

“Estava treinando muito, de manhã e de tarde, cheguei a ficar noite em claro, meditando. Hoje, estou comemorando resultado que tenho sofrido muito para conquistar”, falou.

A disputa do brasileiro foi até o último salto. Quando correu para o derradeiro, ele estava com uma marca de um centímetro a menos que Lex Gillette, recordista mundial dos Estados Unidos.

O brasileiro, vale lembrar, não começou bem na disputa. Em seu primeiro salto, ele queimou. Mas, logo na sequência, se recuperou e mostrou para que veio.

“Eu senti que o ouro estava perto quando finalizei o salto. Ali eu senti que tinha pego o ouro se eu não tivesse queimado. No momento que eu saí da caixa de areia, estava muito preocupado mesmo em ter queimado”, revelou.

O brasileiro terminou a disputa com quatro dos cinco melhores saltos da prova. Ele também disputará os 100m e avisou:

“Vou dar trabalho!”.

Irmão de campeã

Ricardo de Oliveira é irmão da campeã mundial de salto Silvânia Costa de Oliveira. Ela concorre na mesma categoria que ele e foi eleita ano passado a melhor atleta paraolímpica brasileira de 2015.

Confiante numa dobradinha da família Oliveira, Ricardo destacou a união entre eles:

“Em casa sou eu e duas irmãs. Eu sempre quis ter um irmão. A Silvânia, por ser caçula, estava sempre do meu lado e preenchia esse espaço. Eu e minha irmã somos muito unidos mesmo. Até no material de esporte a gente divide. Eu comecei primeiro, fui incentivando, ela foi melhorando e ela foi me incentivando também. Foi sempre assim. Um ajudando o outro através de superação”.

Uol

Acompanhe mais notícias do FN nas redes sociais: FacebookTwitterYoutube e Instagram

Entre em contato com a redação do FN:  WhatsApp (83) 99907-8550. 

E-mail: jornalismo@focandoanoticia.com.br

 

Enfim, ouro! Brasil supera dois traumas de uma vez e é campeão no Maracanã

imagem: REUTERS/Murad Sezer
imagem: REUTERS/Murad Sezer

Usain Bolt viu. Marta viu. Tite, Dunga e os mais de 60 mil presentes ao Maracanã também viram. Pela primeira vez na história, a seleção brasileira de futebol é medalha de ouro na Olimpíada. Após este sábado (20), com a vitória nos pênaltis por 5 a 4 sobre a Alemanha após empate por 1 a 1 no tempo regulamentar, o título que faltava ao pentacampeão mundial Brasil não falta mais.

Neymar abriu o marcador no primeiro tempo, mas não seria tão simples quanto alguns poderiam pensar. A Alemanha levou drama e mostrou, com outros jogadores, por que é a atual campeã do mundo, e Max Meyer empatou no segundo tempo. A conquista só veio com drama, nos pênaltis, com Neymar, que anotou o gol decisivo após Weverton defender a cobrança de Petersen.

O melhor: Neymar decide e chora após a vitória

Depois de Romário, em 1988, e Hulk, em 2012, Neymar passou para a galeria de jogadores brasileiros com gols em finais olímpicas. E foi um golaço, de falta, para deixar a seleção em vantagem no primeiro tempo. Com iniciativa e disposição, acabou como o melhor do time no Maracanã, também por achar bons passes em profundidade. Após converter a última cobrança de pênalti e dar o título para o Brasil, não segurou as lágrimas. Foi, provavelmente, a maior emoção da vida de Neymar.

Weverton pega o último pênalti e faz valer aposta brasileira

Entre as virtudes de Weverton estava a capacidade de pegar pênaltis, o que ele justificou na quinta e última cobrança alemã, de Nils Petersen. A defesa, quando a disputa estava 4 a 4, permitiu a Neymar decretar o ouro em um roteiro cinematográfico para o camisa 10 e o próprio goleiro. Na festa, o atleta do Atlético-PR guardou a bola do título e se enrolou na bandeira do Acre, seu estado natal.

Os piores: Gabriel Jesus e Gabriel

Os dois mais jovens titulares brasileiros não tiveram grande atuação. Gabriel não participou bem da partida coletivamente, errou muitos lances e foi substituído aos 23 minutos do segundo tempo. Já Gabriel Jesus pareceu nervoso e ansioso. Apesar de se dedicar muito, tomou muitas decisões erradas na frente e passou a maior parte do tempo reclamando da arbitragem. Saiu na prorrogação.

Alemães não encontram Luan, o mais inteligente do Brasil

O atacante do Grêmio fez um jogo à altura dos anteriores e dividiu o protagonismo com Neymar. Com ótima leitura tática, apareceu bem nos espaços vazios e explorou brechas entre as linhas de defesa e meio da Alemanha, que pareceu não entender a dinâmica de Luan e as combinações entre ele Neymar. Mostrou cansaço e hesitação no tempo extra, mas converteu seu pênalti.

Micale aposta tudo em Neymar e se emociona demais

Um longo abraço (mais um) com Neymar ao fim da disputa por pênaltis simbolizou Rogério Micale. O treinador deu carinho e respaldo, além da braçadeira de capitão, ao atacante que decidiu a final no Maracanã. Com um modelo de jogo que deu certo na Olimpíada, o Brasil mediu forças com uma equipe inferior individualmente, mas com um senso coletivo até mais forte. Ainda assim, o time da casa mereceu mais o ouro e premiou o treinador que foi das divisões de base do Atlético-MG para a CBF.

Hrubesch arruma o time no intervalo e equilibra a final

Após um primeiro tempo de domínio territorial do Brasil, o técnico alemão Horst Hrubesch fez uma modificação que equilibrou as ações após o intervalo. O meia Max Meyer passou a recuar e marcar Walace em vez de avançar para dar combate aos zagueiros do Brasil, tirando a superioridade numérica que a seleção tinha no meio. O resultado foi que Luan e Neymar começaram a encontrar mais dificuldades para aparecerem livres nas costas dos volantes alemães.

Renato Augusto se multiplica em campo e rege a torcida

Ora na saída de bola entre os zagueiros, ora do centro para a ponta direita, e até do outro lado em alguns momentos. Renato Augusto, o carioca da seleção, jogou em casa e mais uma vez justificou sua presença no grupo. Com forte empatia com os torcedores, chamou as arquibancadas em muitos momentos. De quebra, deu dois dribles entre as pernas dos alemães, sua marca registrada.

Alemanha mostra senso de equipe e vaza Brasil pela primeira vez

No primeiro tempo, foram três bolas na trave e mais finalizações que o Brasil. Mesmo irregulares dentro da partida, os alemães fizeram por merecer o gol de Meyer, aos 14 minutos do segundo tempo. Identificados com uma fórmula de jogo claramente parecida com a da seleção principal, os jovens visitantes foram os rivais mais duros do time de Rogério Micale, vazado pela primeira vez na decisão.

Cansaço pesa na prorrogação, mas Micale faz só duas trocas

A falta de opções de ataque nos bancos de reservas se evidenciou na prorrogação. Mesmo com quatro modificações para fazer, já que o regulamento olímpico permite uma nova mudança quando o jogo vai a 120 minutos, Rogério Micale e Horst Hrubesch “morreram” com duas substituições na mão. Felipe Anderson, que havia entrado no segundo tempo, e Rafinha, no início do tempo extra, foram os brasileiros acionados. Os dois times deram grandes sinais de cansaço e proporcionaram poucas emoções.

FICHA TÉCNICA

Brasil 1 (5) x (4) 1 Alemanha

Local: Estádio do Maracanã, Rio de Janeiro (RJ)
Data: 20/08/2016
Horário: 17h30 (de Brasília)
Árbitro: Alireza Faghani (Irã)

Gols: Neymar, aos 27 minutos do 1º tempo, e Meyer, aos 14 minutos do 2º tempo
Cartões amarelos: Zeca e Gabriel (Brasil); Selke, Prömel, Sven Bender e Suele (Alemanha)

Disputa de pênaltis
Brasil: Renato Augusto, Marquinhos, Rafinha, Luan e Neymar (todos gols)
Alemanha: Ginter, Gnabry, Brandt, Süle (todos gols) e Petersen (errou)

Brasil: Weverton; Zeca, Marquinhos, Rodrigo Caio e Douglas Santos; Walace e Renato Augusto; Gabigol (Felipe Anderson), Luan e Gabriel Jesus (Rafinha); Neymar. Técnico:Rogério Micale

Alemanha: Horn; Toljan, Ginter, Süle e Klostermann; Lars Bender (Prömel) e Sven Bender; Brandt, Meyer e Gnabry; Selke (Petersen). Técnico: Horst Hrubesch

Uol

Acompanhe mais notícias do FN nas redes sociais: FacebookTwitterYoutube e Instagram

Entre em contato com a redação do FN:  WhatsApp (83) 99907-8550. 

E-mail: jornalismo@focandoanoticia.com.br

 

É hoje o dia: por apoteose do ouro, Brasil encara Alemanha no Maracanã

Se  o final for feliz, é capaz de virar enredo daqui a alguns anos. Neste sábado, às 17h30 (de Brasília), a seleção olímpica do Brasil entra em campo para enfrentar a Alemanha na decisão da medalha de ouro do futebol masculino. O acaso colocou dois dos maiores traumas futebolísticos do país juntos para que Neymar e cia., mesmo sem qualquer relação com fatos anteriores, possam amenizar as decepções recentes do torcedor. Contra qualquer Maracanazo ou 7 a 1, o time joga para fazer história.

A trajetória, por si só, já é apoteótica. Tanto que, para contá-la melhor, o GloboEsporte.com escolheu 10 sambas-enredos – o gênero musical mais emblemático do Rio de Janeiro – e mostrou como Rogério Micale, o criador desta seleção olímpica, comandou Neymar, Gabriel Jesus, Gabigol, Renato Augusto, Marquinhos e companhia na briga pela inédita medalha de ouro.

Micale Neymar Gabriel Jesus Brasil e Honduras olimpíada (Foto: Agência Reuters)Micale Neymar Gabriel Jesus Brasil e Honduras olimpíada (Foto: Agência Reuters)

A seleção e os sambas

“Gbala”, o samba da Vila Isabel de 1993, contava como o mundo recomeçava, de acordo com a mitologia africana – um momento de transição simbolizado pela saída de Dunga e a entrada de Micale no comando da seleção olímpica. Com o início da Olimpíada, uma verdadeira festa da raça, como a Kizomba de 1988, a seleção teve dificuldades. Primeiro, perdeu Prass, mas viu o acreano Weverton repetir o Salgueiro de 1993, pegar um Ita no Norte e chegar para a maior missão da vida no Rio de Janeiro.

Neymar Treino Seleção Brasileira Olímpica (Foto: Lucas Figueiredo / MoWA Press)Neymar sorri no último treino da seleção olímpica antes da final contra a Alemanha, no Maracanã (Foto: Lucas Figueiredo / MoWA Press)

Com a bola rolando, o começo foi difícil: dois empates sem gols com os modestos África do Sul e Iraque. Começaram as dúvidas, e o “Amanhã” cantado pela União da Ilha em 1978 era também um mistério para o Brasil. Mas, na Bahia, as coisas mudaram: assim como Agotime, a rainha de Daomé homenageada pela Beija-Flor em 2001, a seleção encontrou seu rumo em Salvador com a goleada sobre a Dinamarca.

Nas quartas de final, a Arena Corinthians era casa para muitos jogadores – especialmente Renato Augusto. Exemplar contra a Colômbia, ele se multiplicou em campo, ajudou os companheiros mais jovens a se acalmar… Poderia ouvir “Se todos fossem iguais a você” de Micale, como a Mangueira cantou em 1992 para Tom Jobim.

No Rio de Janeiro de sol, samba e Maracanã, uma quarta-feira virou o “Domingo” cantado pela Ilha em 1977. Neymar virou o protagonista do samba de 1982 da agremiação insulana e virou o dono da festa na goleada sobre Honduras, garantindo a passagem para a final.

Que a seleção olímpica entre em campo embalada pelos versos imortalizados na Sapucaí. E que este sábado, que pode ser histórico para o futebol brasileiro, seja o dia da alegria – e a tristeza nem pense em chegar. Sonhar não custa nada, já cantou a Mocidade em 1992.

Ficha técnica:

BRASIL: Weverton, Zeca, Marquinhos, Rodrigo Caio e Douglas Santos; Walace e Renato Augusto; Gabriel, Luan e Gabriel Jesus; Neymar. Técnico: Rogério Micale

ALEMANHA: Horn, Klostermann, Süle, Ginter e Toljan; Sven Bender, Lars Bender e Meyer; Brandt, Selke e Gnabry. Técnico: Horst Hrubesch

Data: 20/8/2016 Horário: 17h30 (de Brasília) Local: Maracanã, Rio de Janeiro Árbitro: Alireza Faghani (IRN)) Assistentes: Reza Sokhandan e Mohammadreza Mansouri (IRN) Transmissão:a TV Globo, o SporTV e o GloboEsporte.com acompanham ao vivo; o site também terá o Tempo Real.

globoesporte

Acompanhe mais notícias do FN nas redes sociais: FacebookTwitterYoutube e Instagram

Entre em contato com a redação do FN:  WhatsApp (83) 99907-8550. 

E-mail: jornalismo@focandoanoticia.com.br

 

Alison e Bruno ganham ouro na praia, e Brasil já faz sua melhor Olimpíada

imagem: Márcio José Sanchez/AP
imagem: Márcio José Sanchez/AP

Alison e Bruno Schmidt deram fim a um jejum de 12 anos do Brasil no vôlei de praia. Nesta quinta-feira (18), na Arena de Copacabana, a dupla da casa contou com apoio maciço da torcida para vencer os italianos Nicolai e Lupo, por 2 sets a 0 (21/19 e 21/16).

Alison acumula erros, mas resolve no bloqueio

A dupla brasileira começou o primeiro set sofrendo com o nervosismo e o saque de Paolo Nicolai. Com serviços que beiram os 100km/h, o italiano foi fundamental para fazer com que a vantagem chegasse a 5 a 1. Um pedido de tempo, no entanto, reequilibrou a partida para os brasileiros.

De volta após a pausa, Nicolai errou o saque e deu início à reação. Com três pontos consecutivos, a dupla da casa assumiu a liderança em 9 a 8. Com Alison firme no bloqueio e Bruno eficiente no saque e no passe, os brasileiros chegaram a abrir três pontos de vantagem. Os erros seguidos de “Mamute” no ataque, porém, acabaram permitindo que os italianos reassumissem a ponta em 19 a 18. Mas foi o próprio Alison responsável por fechar o primeiro set por 21 a 19, com um bloqueio em cima de Nicolai.

Itália segue apostando nos erros de Alison

Os erros de ataque de Alison no primeiro set fizeram com que os italianos adotassem como estratégia sacar sempre em cima dele. A tática deu resultado no início do segundo set, com o “Mamute” sofrendo sendo obrigado a fazer a maioria dos ataques e sofrendo com o bloqueio de Nicolai.

Para tentar tirar Alison da marcação de Nicolai, Bruno passou a fazer passes mais altos, dando a opção para que o companheiro conseguisse atacar forme na diagonal. E a tática começou a dar resultado. Apesar de ainda existirem, os erros de Alison diminuíram e a dupla brasileira conseguiu empatar a parcial em 11 a 11. A partir daí, nem Nicolai conseguia mais segurar a força de Alison. A dupla brasileira chegou a abrir quatro pontos de vantagem, antes de fechar a segunda parcial em 21/17.

Uol

Acompanhe mais notícias do FN nas redes sociais: FacebookTwitterYoutube e Instagram

Entre em contato com a redação do FN:  WhatsApp (83) 99907-8550. 

E-mail: jornalismo@focandoanoticia.com.br