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Doze filmes brasileiros disputam indicação para o Oscar

Ao todo, 12 longas brasileiros foram listados para disputar indicação para o Oscar. No ano passado, 22 produções estavam na disputa – o filme selecionado, na ocasião, foi O Grande Circo Místico, de Cacá Diegues. Confira a lista dos filmes selecionados deste ano:

  • Bacurau, de Kleber Mendonça Filho
  • Los Silencios, de Beatriz Seigner
  • A Vida Invisível, de Karim Aïnouz
  • Sócrates, de Alex Moratto
  • A Última Abolição, de Alice Gomes
  • A Voz do Silêncio, de André Ristum
  • Bio, de Carlos Gerbase
  • Legalidade, de Zeca Brito
  • Humberto Mauro, de André Di Mauro
  • Espero tua (re)volta, de Eliza Capai
  • Chorar de Rir, de Toniko Melo
  • Simonal, de Leonardo Domingues

A seleção não garante que o representante brasileiro de fato chegue a disputar a categoria de melhor filme internacional do Oscar. Apenas quatro filmes nacionais chegaram a disputar a estatueta: O Pagador de Promessas, de Anselmo Duarte, em 1963; O Quatrilho, de Fábio Barreto, em 1996; O Que É Isso, Companheiro? de Bruno Barreto, em 1998; e Central do Brasil, de Walter Salles, em 1999.

 

 

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95% dos filmes indicados ao Oscar já podem ser baixados ilegalmente

oscarBastou sair a lista de filmes indicados ao Oscar deste ano e a internet já se mexeu para disponibilizá-los ilegalmente. O resultado é que quase todos os títulos já podem ser baixados pela rede.

Um levantamento de Andy Baio repercutido pelo TorrentFreak revela que, com exceção das categorias envolvendo documentários e filmes estrangeiros, 95% dos filmes indicados estão na internet.

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Isso significa que, dos 36 concorrentes, só dois ainda não caíram na rede: “Song of The Sea” (animação) e “Glen Campbell: I’ll Be Me” (melhor canção). Mas pode ser questão de tempo até aparecerem na internet.

Os downloads de “A teoria de tudo”, que conta a história do físico Stephen Hawking, quadruplicaram quase instantaneamente após a divulgação de que a obra disputaria o Oscar de melhor filme.

Curiosamente, quase todos os filmes pirateados parecem ter saído das mãos de membros da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood, responsável pela organização da premiação. É possível deduzir isso porque os arquivos contam com uma marca d’água que identifica a origem da cópia – algo que os uploaders se esforçam para eliminar.

Olhar Digital 

A Cia Artística Fascinart de Solânea realiza 1ª assembleia e 2014 promete muitas novidades

uma-historia-de-amor-e-furiaEnquanto os olhos dos cinéfilos brasileiros se voltavam para a campanha de O Som ao Redor, de Kléber Mendonça Filho, agora fora da corrida por uma vaga entre os cinco finalistas ao Oscar de melhor filme estrangeiro, outro longa nacional corria por fora, amealhando críticas positivas na imprensa americana e ampliando suas chances de quebrar um tabu histórico na maior premiação do cinema mundial. Em 16 de janeiro, quando as indicações da Academia de Hollywood forem anunciadas, Uma História de Amor e Fúria, de Luiz Bolognesi, pode tornar-se o primeiro desenho animado do país a competir pela estatueta de melhor longa de animação.

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A afirmação não se baseia em patriotismos. A animação de Bolognesi, mais conhecido pelos roteiros de Bicho de Sete Cabeças (2001) e Chega de Saudade(2007), ambos dirigidos por sua mulher, Laís Bodanzky, está na lista dos 19 semifinalistas da categoria divulgada pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas no início de novembro – já deu, portanto, um passo além de O Som ao Redor, que não ficou entre os 19 escolhidos.

A inclusão nesta lista exclusivíssima que nunca recebeu uma produção totalmente brasileira – não vamos esquecer que Rio (2011), apesar de dirigido pelo carioca Carlos Saldanha, é uma superprodução americana – já é um feito comparável ao da chegada de Gustavo Kuerten às semifinais de Roland Garros. Afinal, o Brasil não tem tradição alguma na animação (assim como no tênis) e as poucas produções do gênero no país costumam aparecer e sumir do mapa sem que o público tome nota (assim como as revelações do esporte de Kuerten).

Mas o desenho, que tomou nove anos da vida de Bolognesi, ganhou forma em três cidades diferentes (Águas de Lindoia, Santos e São Paulo) devido à contenção de custos (o orçamento, baixo para uma animação de qualidade, girou em torno de 4,5 milhões de reais) e empregou cerca de 30 jovens animadores, pode chegar longe. No fim de novembro, Rio 2096: A Story of Love and Fury estreou em um cinema de Los Angeles para que, de acordo com as regras do Oscar, se tornasse elegível à premiação. O título internacional espertamente destaca o seu lado ficção científica, caro aos americanos, indicando um Rio de Janeiro futurista que, como os cenários de muitas sagas distópicas hoje em alta, vive dias sombrios. A cidade é dominada por um político corrupto e evangélico e por uma corporação cruel chamada Aquabrás.

O site da revista The Hollywood Reporter adverte que as legendas podem confundir os não-familiarizados com a história do Brasil, já que o filme persegue uma história de amor de um casal de índios (vozes de Selton Mello e Camila Pitanga) por seis séculos e diversas revoluções do país, mas ressalta que a animação é “excelente” e que há “sofisticação nos temas e na execução”. “É um raro exemplo de um desenho feito para avançar nas ideias políticas”, conclui o texto de uma das mais importantes publicações dos Estados Unidos.


A site da revista Variety, bíblia do mercado cinematográfico americano, acredita que a animação brasileira pode surpreender no Oscar e a coloca como forte concorrente ao lado deThe Wind Rises, de Hayao Miyazaki, ganhador da estatueta em 2003 por A Viagem de Chihiro. A revista ressalta a queda criativa da Pixar, que tem Aviões eUniversidade Monstrosna disputa, nenhum dos dois com a recepção favorável de longas como Up: Altas Aventuras(2009) e Toy Story 3 (2010), com que a Pixar, ao lado da Disney, fez história.

O portal Examiner foi ainda mais elogioso. “Saia da frente, Pocahontas“, escreveu a crítica Jana Monji, dando quatro estrelas ao filme brasileiro e comparando-o à história da indígena americana que casou com um colonizador inglês e virou desenho em 1995. “A Disney pode ter feito a sua história com animais bonitinhos e tê-la transformado em uma trama politicamente incorreta, mas Uma História de Amor e Fúria tem um olhar decididamente nativo: sangrento e, geralmente, triste.”

“Desde que a lista do Oscar foi anunciada, estamos cada dia mais fortes, principalmente por causa das críticas dos americanos, todas muito elogiosas”, comemora Bolognesi, que não recebeu nenhuma ajuda do Ministério da Cultura para promover a animação junto aos membros da Academia de Hollywood e teve a divulgação bancada pela Buriti Filmes em parceria com a produtora Gullane. “A Ancine deu 300 000 reais (na verdade, foram 284 000 reais) para O Som ao Redor, mas nós não tivemos nada. Deveríamos fazer sessões com debates, mas só conseguimos uma pequena assessora para nos ajudar em Hollywood.”

A ausência do apoio – o MinC só prevê o prêmio para o representante nacional ao Oscar de filme estrangeiro – é ainda mais marcante porque Uma História de Amor e Fúria conquistou o troféu de melhor filme do Festival de Annecy, em junho passado. Apesar de não ser tão famoso quanto Cannes ou Veneza, o evento francês, exclusivo para animações, é considerado o Oscar do gênero – nos últimos quatro anos, dois de seus vencedores, Coraline e o Mundo Secreto (2009) e O Fantástico Sr. Raposo (2010), foram indicados à estatueta americana.

“Nosso grande trunfo é a vitória em Annecy, que serve de termômetro para o Oscar. Existe um grande culto ao cinema francês entre os cinéfilos americanos, então, ter o reconhecimento do festival de animação mais importante do mundo nos transforma naquele cavalo que corre por fora, mas não baixa a cabeça”, brinca o cineasta, que já teve o desenho premiado na Argentina, Armênia, Japão e China. “Não éramos nada antes do evento, agora temos 5% de chances de concorrer ao Oscar.”

O reconhecimento internacional vem compensar o fracasso da animação nos cinemas brasileiros. Lançada em abril em 65 salas, Uma História de Amor e Fúria foi bem recebida pela crítica, mas naufragou nas bilheterias, acumulando apenas 30 000 espectadores. “Esperava algo em torno de 50 000 pagantes. Admito que entrei em depressão com esses números”, diz Bolognesi. “Mas o mal-estar acabou dois meses depois, quando ganhamos Annecy. Hoje, depois de percorrer tantos festivais, ter o filme lançado em DVD e contrato de exibição assinado com a HBO, já batemos os 100 000 espectadores, 70% deles fora do Brasil.”

Se a animação ficar entre os cinco (ou menos) finalistas do Oscar 2014, Bolognesi acredita que a visibilidade aumentará no Brasil, mas não vê possibilidade de outro lançamento no cinema. “Já está bombando entre os pirateiros”, conta.

Considerando que umas das tramas de Uma História de Amor e Fúria é sobre um traficante transformado em herói, nada mais coerente que essa força underground do filme. “Senti falta da nossa intelectualidade discutindo o longa, reverenciado em outros países como um desenho de resistência”, dispara Luiz Bolognesi. “Ainda somos ignorantes em relação a animação.”

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Jennifer Lawrence cai ao subir no palco do Oscar 2013

Jennifer Lawrence cai ao subir no palco do Oscar 2013 (Foto: Chris Pizzello/Invision/AP)
Jennifer Lawrence cai ao subir no palco do Oscar 2013 (Foto: Chris Pizzello/Invision/AP)

Ao vencer o primeiro Oscar de Melhor Atriz de sua carreira, pelo filme “O lado bom da vida”, Jennifer Lawrence tropeçou em seu vestido e caiu ao subir no palco da cerimônia.

Aos 22 anos, ela era a favorita ao prêmio, que foi entregue na noite deste domingo (24), em Los Angeles. Por conta do incidente, a atriz fez uma piada. “Vocês estão de pé aplaudindo só porque eu caí”, brincou durante o discurso, no palco. Com bom humor, ela também fez um sinal obsceno para os fotógrafos, ao posar com a estatueta, porque eles caçoaram da queda.

Com o papel de uma jovem viúva, que transa com todos os colegas de trabalho para aliviar a depressão e se sente atraída pelo vizinho bipolar, Jennifer Lawrence venceu uma disputa que envolvia a veterana Emmanuelle Riva (“Amor”), a caçula Quvenzhané Wallis (“Indomável Sonhadora”), e as mais maduras Jessica Chastain (“A hora mais escura”) e Naomi Watts (“O impossível”).

Aos 22 anos, Jennifer já tem em seu currículo filmes como “Inverno da alma” (2010), pelo qual disputou com Natalie Portman o Oscar em 2011; os blockbusters “X-Men: Primeira classe” (2011) e “Jogos vorazes” (2012); e romântica “O lado bom da vida”, que também lhe garantiu o Globo de Ouro e o SAG Awards, premiação concedida pelo Sindicato de Atores norte-americano, neste ano.

Após levar a estatueta de Melhor Atriz e tomar um tombo ao subir no palco, Jennifer Lawrence reage às piadas de fotógrafos alertando-a para ter atenção com os degraus quando ela foi posar para fotos no backstage (Foto: Mike Blake/Reuters)Após levar a estatueta de Melhor Atriz e tomar um tombo ao subir no palco, Jennifer Lawrence reage às piadas de fotógrafos alertando-a para ter atenção com os degraus quando ela foi posar para fotos no backstage (Foto: Mike Blake/Reuters)

 

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Jennifer Lawrence (Foto: Divulgação)Jennifer Lawrence em ‘Inverno da alma’
(Foto: Divulgação)

Conheça a atriz
Sua primeira aparição no cinema foi no drama “Vidas que cruzam” (2008), em que interpretou uma versão mais nova de Charlize Theron e contracenou com Kim Basinger. Já o filme independente “Inverno da alma” (2010) lhe deu sua primeira protagonista, diversos prêmios da crítica, como o National Board of Review, e reconhecimento em Hollywood.

No ano seguinte, estrelou “Um novo despertar”, dirigido por Jodie Foster, e “X-Men: Primeira Classe”, como a mutante azul Mystique. Foi durante as filmagens que ela conheceu seu ex-namorado Nicholas Hoult, com quem ficou por dois anos.

Rumores dizem que ela estaria tendo um caso com Bradley Cooper, seu parceiro em “O lado bom da vida”, porém, o próprio ator de 38 anos já desmentiu o boato para a imprensa, afirmando que ele poderia ser pai dela. A química com Cooper deu tão certo que os dois voltarão como um par romântico no filme “Serena”, com estreia prevista para setembro de 2013.

A atriz Jennifer Lawrence, protagonista de "Jogos Vorazes", posa para foto na première mundial do filme nesta segunda-feira (12), em Los Angeles, nos Estados Unidos. Com estreia marcada para o dia 23 deste mês, o longa é considerado por analistas como um  (Foto: Matt Sayles/AP)A atriz Jennifer Lawrence, protagonista de “Jogos Vorazes”, posa para foto na première mundial do filme em Los Angeles, nos Estados Unidos (Foto: Matt Sayles/AP)

Em 2012, protagonizou o filme de terror “A última casa da rua”, em que recebeu péssimas críticas que foram logo esquecidas com o sucesso de “Jogos vorazes”. Adaptação para o cinema da primeira parte da trilogia escrita por Suzanne Collins trouxe a atriz no papel da heroína Katniss Everdeen. O segundo filme da série, “Em chamas”, tem estreia prevista para novembro deste ano.

Para 2014, J-Law deve repetir a parceria com o diretor David O. Russell, de “O lado bom da vida”, em um drama chamado “The ends of the Earth”, sobre um magnata do petróleo que perde tudo após ser pego com a amante, além de voltar como Mystique em “X-Men: Dias de um futuro esquecido”.

Bradley Cooper e Jennifer Lawrence em 'O lado bom da vida' (Foto: Divulgação)Bradley Cooper e Jennifer Lawrence em ‘O lado bom da vida’ (Foto: Divulgação)
G1

Obras do arquiteto Oscar Niemeyer também embelezam a Paraíba

O arqueiteto, Oscar Niemeyer, morreu na noite dessa quarta-feira (5) aos 104 anos, no Rio de Janeiro. Segundo o boletim médico ele morreu de insuficiência respiratória por volta das 21h.

O arquiteto carioca, que completaria 105 anos em 15 de dezembro, deu entrada no hospital Samaritano, em Botafogo, na zona sul do Rio, em 2 de novembro, a princípio para tratar de uma desidratação, em sua terceira internação no ano. Mais tarde, porém, Niemeyer apresentou hemorragia digestiva e houve piora em sua função renal. Na terça-feira (4), uma infecção respiratória levou a uma piora no estado clínico de Niemeyer.

Em outubro, ele havia ficado duas semanas no hospital também por causa de uma desidratação. Em maio, o teve pneumonia e chegou a ficar internado na UTI. Recebeu alta depois de 16 dias. Em abril de 2011, foi submetido a cirurgias para a retirada da vesícula e de um tumor no intestino. Na ocasião, ele ficou internado por 12 dias por causa de uma infecção urinária.

Veja trajetória de Oscar Niemeyer

A Paraíba também já teve monumentos arquitetônicos projetados pelo famoso arquiteto, Oscar Niemeyer. São eles: Estação Ciência Cultura e Artes em João Pessoa e em Campina Grande o Museu do Artista Popular, apelidado de ‘Museu dos Três Pandeiros’ que pertence a Universidade Estadual da Paraíba (UEPB).

Oscar NiemeyerFoto: Oscar Niemeyer/ Museu dos Três Pandeiros
Créditos: Arte/Portal Correio

“Arquitetura é invenção. Tem que causar impacto e ter desafio. Quando me pedem um prédio público, por exemplo, procuro fazer bonito, diferente, que crie surpresa. Porque eu sei que os mais pobres poderão, ao menos, parar e ter um momento de prazer, de surpresa, ver uma coisa nova. É por esse prisma que a Arquitetura pode ser útil. As pessoas vão passar, olhar, gostar ou não, mas não vão dizer que viram algo parecido”, frase de Oscar Niemeyer.

Oscar NiemeyerFoto: Oscar Niemeyer/ Estação Ciência
Créditos: Arte/Portal Correio

Biografia

Nascido em 15 de dezembro de 1907, no Rio de Janeiro, Oscar Niemeyer Soares Filho foi o principal arquiteto brasileiro da história.

Formou-se em arquitetura pela Escola Nacional de Belas Artes em 1934 e, dois anos depois, integrou a comissão criada para definir os planos da sede do Ministério da Educação e Saúde, no Rio de Janeiro, com a supervisão do arquiteto suíço Le Corbusier (1887-1965).

Frases: ‘Para mim o importante é a vida, conhecer as pessoas, haver solidariedade’

Entre 1940 e 1944, projetou, por encomenda do então prefeito de Belo Horizonte, Juscelino Kubitschek (1902-1976), o conjunto arquitetônico da Pampulha. As construções são um marco em sua obra, porque pela primeira vez utiliza superfícies curvas, explorando as possibilidades plásticas do concreto armado.

Em 1947, é convidado pela Organização das Nações Unidas a participar da comissão de arquitetos encarregada de definir os planos de sua futura sede em Nova York. Seu projeto, associado ao de Le Corbusier, é escolhido como base do plano definitivo.

Em 1956, o presidente da República, Juscelino Kubitschek, o convida a colaborar na construção da nova capital do Brasil, Brasília, cujo plano urbanístico é confiado a Lucio Costa. Em 1958, é nomeado arquiteto-chefe de Brasília, para onde se transfere e permanece até 1960.

Entre os projetos mais importantes de Niemeyer destacam-se o Parque Ibirapuera, em São Paulo, de 1951; a sede do Partido Comunista Francês, em Paris, de 1965; a Escola de Arquitetura de Argel, na Argélia, de 1968; o Memorial da América Latina, em São Paulo, de 1989; e o Museu de Arte Moderna, em Niterói, de 1996.

Casou-se pela primeira vez em 1928, aos 21 anos, com Anita Baldo. O casal teve uma filha, Anna Maria Niemeyer (1931-2012), que deu ao arquiteto cinco netos e treze bisnetos. Ficou viúvo em 2004 e, dois anos depois, casou-se com sua secretária, Vera Lúcia Cabreira.

Veja vídeo sobre instalação do Museu dos Três Pandeiros

Portalcorreio com IG

Morre no Rio, aos 104 anos, o arquiteto Oscar Niemeyer

Morreu às 21h55 dessa quarta-feira, aos 104 anos, o arquiteto carioca Oscar Niemeyer, no Hospital Samaritano, no Rio de Janeiro. Considerado um dos nomes mais influentes da arquitetura moderna mundial, Niemeyer foi responsável pelas principais obras da construção de Brasília, inaugurada em 1960.

Filho de Oscar de Niemeyer Soares e Delfina Ribeiro de Almeida, Oscar Ribeiro de Almeida de Niemeyer Soares Filho nasceu em 15 de dezembro de 1907 no bairro de Laranjeiras, no Rio de Janeiro. Após uma juventude boêmia, Niemeyer concluiu o ensino secundário apenas aos 21 anos, mesma idade com que se casou com Annita Baldo, filha de imigrantes italianos, na época com 18 anos. Com Annita, o arquiteto teve sua única filha, a galerista Anna Maria Niemeyer – falecida em maio de 2012, aos 82 anos.

Após a morte de Annita, em 2004, Niemeyer partiu para um segundo casamento dois anos depois, com a sua secretária, Vera Lúcia Cabreira. Uma das personalidades mais longevas do País, o arquiteto deixou cinco netos, treze bisnetos e quatro trinetos.

Início da carreira

A vida profissional de Niemeyer teve início um ano depois do casamento com Annita Baldo. Em 1929, ele começou a trabalhar na tipografia de seu pai e decidiu retomar os estudos, ingressando na Escola Nacional de Belas Artes, de onde saiu formado como arquiteto e engenheiro em 1934.

Após a formatura, mesmo passando por dificuldades financeiras, Niemeyer decidiu trabalhar sem remuneração no escritório de Lúcio Costa e Carlos Leão, em 1935. Não lhe agradava a arquitetura comercial vigente e viu no escritório uma oportunidade para aprender e praticar uma nova arquitetura. “Não queria, como a maioria dos meus colegas, me adaptar a essa arquitetura comercial que vemos aí. E apesar das minhas dificuldades financeiras, preferi trabalhar, gratuitamente, no escritório do Lúcio Costa e Carlos Leão, onde esperava encontrar as respostas para minhas dúvidas de estudante de arquitetura. Era um favor que eles me faziam”, disse o arquiteto em uma oportunidade.

O primeiro projeto individual de Oscar Niemeyer a ser construído foi a Obra do Berço, em 1937, no bairro da Lagoa, no Rio de Janeiro. Dois anos depois, o arquiteto viaja com Lúcio Costa para projetar o Pavilhão Brasileiro na Feira Mundial de Nova York, nos Estados Unidos.

JK e Brasília

Em 1940, Niemeyer conheceu Juscelino Kubitschek, à época prefeito de Belo Horizonte (MG), que tinha interesse em desenvolver uma área da Pampulha, na região norte da cidade. O político encomendou ao arquiteto a construção do Conjunto Arquitetônico da Pampulha.

Finalizados em 1943, os prédios dividiram a opinião da população local, sendo alvo de críticas principalmente do Vaticano, que se negou a benzer a Igreja São Francisco de Assis. As polêmicas envolvendo a igreja se deviam principalmente à sua aparência inusitada e ao mural pintado pelo artista Cândido Portinari, que possuía traços abstratos onde era possível reconhecer um cão ao lado de São Francisco.

Após a eleição de JK à Presidência da República, Niemeyer é convidado a projetar Brasília, a nova capital federal. Em 1957, o arquiteto abre um concurso público para o plano piloto da cidade. O projeto vencedor é o apresentado por Lúcio Costa. Niemeyer seria responsável pelos projetos dos edifícios, enquanto seu amigo e ex-patrão desenvolveria o projeto urbanístico da cidade. Inaugurada em 1960, Brasília representou o maior desafio da carreira de Niemeyer e é lembrada, até hoje, como seu grande legado arquitetônico.

Comunismo e repressão

Ao longo de sua vida, Niemeyer sempre foi um grande defensor dos ideais da revolução soviética. Em 1945, conheceu Luís Carlos Prestes e filiou-se ao Partido Comunista Brasileiro (PCB). O arquiteto chegou a emprestar a Prestes seu escritório para ser utilizado como comitê do partido.

Niemeyer fez diversas visitas à União Soviética e a Cuba, e foi amigo pessoal de muitos ícones socialistas, entre eles o líder da revolução cubana, Fidel Castro. “Niemeyer e eu somos os últimos comunistas deste planeta”, teria dito Fidel.

Em 1964, durante viagem a trabalho a Israel, Niemeyer foi surpreendido pela notícia do golpe militar no Brasil. No mesmo ano, o arquiteto retornou ao País e foi chamado pelo Departamento de Ordem Política e Social (Dops) para depor. A revista Módulo, dirigida por Niemeyer, teve a sede parcialmente destruída em 1965. Seus projetos começaram a ser recusados e seus clientes desapareceram.

Impedido de trabalhar no Brasil, Niemeyer decide exilar-se voluntariamente em Paris, na França. Ele abre um escritório na famosa avenida Champs-Élysées.

Reconhecimento internacional

O nome de Niemeyer já circulava internacionalmente em 1946, quando foi convidado a lecionar na Universidade de Yale, nos Estados Unidos. Entretanto, é impedido de atender ao convite por ter o visto negado devido a sua posição política.

No ano seguinte, porém, Niemeyer foi indicado para fazer parte da equipe de arquitetos mundiais que viria a desenvolver a sede da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York. O projeto do brasileiro foi elaborado em conjunto com o arquiteto francês Le Corbusier.

Em 1950, o primeiro livro sobre seu trabalho (The Work of Oscar Niemeyer, de Stamo Papadaki) foi publicado nos Estados Unidos. Em 1951, Niemeyer criou o Conjunto do Ibirapuera (um parque com pavilhões de exposições em homenagem ao aniversário de 400 anos da cidade) e o edifício Copan, em São Paulo. O prédio, que fica em um dos pontos mais movimentados do centro da capital paulista, se tornou um dos símbolos da cidade.

Durante o período em que morou na França, Niemeyer passou a atender clientes de todo o mundo. Na Itália, ele projeta a sede da Editora Mondadori e, na Argélia, a Universidade de Constantine.

Seu trabalho é reconhecido internacionalmente, e ganha admiradores em todas as áreas, como o sociólogo italiano Domenico de Masi, os escritores José Saramago e Eduardo Galeano, o historiador britânico Eric Hobsbawm, o ex-presidente português Mário Soares, o cineasta Nelson Pereira dos Santos e o cantor Chico Buarque.

Volta ao Brasil

Na década de 1980, Oscar Niemeyer volta ao Brasil. Nesta época, ele projeta o Memorial Juscelino Kubitschek, o prédio-sede da Rede Manchete de Televisão, o sambódromo do Rio de Janeiro, o Panteão da Pátria de Brasília e o Memorial da América Latina, em São Paulo.

Em 1987, ele recebe nos Estados Unidos o Pritzker de Arquitetura, considerado o prêmio mais importante do mundo na categoria. Três anos depois, junto ao amigo Lúcio Costa, Niemeyer desliga-se do Partido Comunista Brasileiro.

Aos 84 anos, em 1991, Oscar Niemeyer projeta o Museu de Arte Contemporânea de Niterói (MAC). Os traços modernos do museu fazem a construção se assemelhar a um disco voador. Projetado sobre uma pedra, a construção oferece visão para a Baía de Guanabara e o Rio de Janeiro.

Em 2002, é inaugurado em Curitiba o Museu Oscar Niemeyer, conhecido como Museu do Olho, devido ao design de seu edifício. Quatro anos depois, é inaugurado o Museu Nacional Honestino Guimarães, de autoria de Niemeyer, localizado na Esplanada dos Ministérios, em Brasília.

Em dezembro de 2011, por ocasião de seu 104º aniversário, Niemeyer apresentou os projetos que desenhou para a sede da Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila), a ser construída em Foz do Iguaçu (PR), junto à usina hidrelétrica de Itaipu. A obra inclui seis edifícios destinados à reitoria, biblioteca, anfiteatro, restaurante, laboratórios e salas de aula. A universidade terá capacidade para 10 mil estudantes (metade brasileiros e metade de outros países latino-americanos), e oferecerá cursos nas áreas de ciências humanas, tanto em espanhol como em português.

Problemas de saúde após o centenário

Após mais de cem anos em boa forma, Niemeyer passou a sofrer com seguidos problemas de saúde a partir de 2008. Em 11 de junho daquele ano, Oscar Niemeyer deu entrada no Hospital Cardiotrauma, em Ipanema, na zona sul do Rio de Janeiro, com dores lombares. Ele foi liberado no mesmo dia, após passar por uma radiografia da coluna que constatou apenas uma distensão muscular.

Niemeyer foi internado novamente entre 23 de setembro e 17 de outubro de 2009. O arquiteto se dirigiu ao Hospital Samaritano, em Botafogo, após sentir fortes dores abdominais. Na ocasião, ele foi submetido a duas cirurgias – a primeira para retirar uma pedra na vesícula, e a segunda para remoção de um tumor no intestino.

No ano seguinte, Niemeyer voltou a ser internado no Hospital Samaritano para tratar uma infecção urinária. Devido aos 11 dias no hospital, Neymar não pôde participar do lançamento da edição especial da revista “Nosso Caminho”, no dia 27 de abril, em homenagem aos 50 anos de Brasília, o que provocou o cancelamento da festa.

Em maio de 2012, o arquiteto deu nova entrada no hospital apresentando quadro de pneumonia e desidratação. Ele chegou a ser internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Samaritano, mas recebeu alta após 16 dias. Em 17 de outubro, Niemeyer foi novamente internado, no mesmo hospital, com desidratação, recebendo alta duas semanas depois.

A última internação ocorreu em 6 de novembro. No hospital, após apresentar um quadro de melhora, o arquiteto chegou a sofrer uma hemorragia digestiva – controlada pelos médicos – e piora nas funções renais.

Terra

Brasil escolhe “O Palhaço” para concorrer a indicação ao Oscar

 

O Ministério da Cultura escolheu na quinta-feira (20) o filme “O Palhaço”, dirigido e protagonizado por Selton Mello, para representar o Brasil na disputa por uma indicação ao Oscar de melhor filme em língua estrangeira em 2013.

o palhaçoSelton Melo, em O Palhaço.

O Ministério espera que o filme seja escolhido pela Academia de Hollywood como um dos cinco finalistas a concorrer na categoria de Melhor Filme Estrangeiro, entre os que serão apresentados por 60 países para a 85ª edição do Oscar. Os indicados serão anunciados no próximo dia 24 de fevereiro.

O filme, que conta a história de um palhaço que passa por uma crise existencial e pensa em abandonar o circo em que trabalha com seu pai, foi escolhido entre uma lista de 16 filmes inscritos.
“O Palhaço” se impôs ante produções como “À Beira do Caminho”, de Breno Silveira; “Heleno”, de José Henrique Fonseca, “Xingu”, de Cao Hamburger, e “Billi Pig”, de José Eduardo Belmonte.

A escolha foi feita por uma comissão especial formada por Ana Paula Dourado Santana, Ana Luiza Azevedo, Andre Sturm, Carlos Eduardo Rodrigues, Flávio Tambellini, George Torquato Firmeza, José Geraldo Couto e Lauro Escorel. A decisão, consensual, dos seis membros presentes da comissão considerou critérios artísticos e da capacidade de distribuição e promoção do filme no exterior.

“Creio que a maior inovação que fazemos com a escolha do ‘Palhaço’, reside no seu potencial. Esta indicação tem que ser vista como um prêmio também, é um aval de que um filme pode ir além. Espero que isso seja positivo para uma produção que já é sucesso”, afirmou a secretária do Audiovisual do Ministério da Cultura, Ana Paula Dourado Santana, em comunicado.

O último filme brasileiro indicado ao Oscar foi “Cidade de Deus”, em 2003, que concorreu nas categorias melhor fotografia, melhor direção, melhor edição e melhor roteiro adaptado.

Na categoria de melhor filme estrangeiro, o Brasil disputou o Oscar pela última vez com “Central do Brasil”, em 1998.

A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood vai anunciar no dia 10 de janeiro a lista de indicados ao Oscar. A 85a edição do Oscar será realizado em 24 de fevereiro, em Los Angeles.

Veja o trailer:

Com agências

Oscar brilha como titular, marca dois, mas Chelsea permite empate do Juve

O torcedor do Chelsea não deixou o Stamford Bridge plenamente satisfeito com o empate por 2 a 2 com o Juventus, em seu retorno à Liga dos Campeões após a conquista da última temporada. Mas bastará citar o nome de Oscar para ele abrir um sorriso daqueles no rosto. Se os Blues conseguiram um ponto no primeiro jogo da defesa do título devem agradecer e muito ao camisa 11. Titular pela primeira vez, o reforço de R$ 78 milhões marcou duas vezes nesta quarta-feira, pelo Grupo E, e assumiu um papel de protagonista que faltou a tantos brasileiros desde os tempos áureos de Kaká – no Milan. No fim, porém, os italianos reagiram com gols de Vidal e Quagliarella e ainda quase chegaram a uma histórica virada.

O resultado deixa ambos atrás da liderança na chave, já que o Shakhtar Donetsk derrotou o estreante Nordsjaelland, por 2 a 0, na Donbass Arena. Recheados de brasileiros no elenco – Willian, Ilsinho, Fernandinho e Luiz Adriano foram titulares -, os ucranianos venceram com gols do armeno Mkhitaryan. Os meias Alex Teixeira e Douglas Costa entraram na etapa final.

Oscar, Chelsea x Junventus (Foto: Agência Reuters)Oscar brilhou na vitória parcial do Chelsea sobre o Juventus: italianos reagiram no fim (Foto: Reuters)

A equipe inglesa volta a campo já no próximo sábado para defender sua liderança no Campeonato Inglês. O adversário será o Stoke City, às 11h (de Brasília), novamente no Stamford Bridge. Os italianos, 100% na Série A, por sua vez, receberão o Chievo no domingo, às 10h.

Na Champions, a próxima rodada está marcada para o dia 2 de outubro, uma terça-feira. A Velha Senhora enfrentará o Shakhtar no Juventus Stadium, enquanto os Blues viajarão até a Dinamarca para pegar o Nordsjaelland. Ambos os jogos começarão às 15h45m (de Brasília).

Troféu da inspiração

Antes de a bola rolar o clube apresentou o troféu da Liga dos Campeões a cada um dos setores de Stamford Bridge. Era o primeiro reencontro oficial com a principal competição do continente, antes motivo de obsessão entre torcedores e o magnata russo Roman Abramovich. Não há como negar que a presença da “orelhuda” tenha aliviado um pouco a pressão do time que disputará o Mundial de Clubes em dezembro, no Japão, possivelmente contra o Corinthians.

Líder da Premier League, o Chelsea carregava também a péssima atuação na decisão da Supercopa Europeia, há quase três semanas, quando foi atropelado pelo Atlético de Madri de Falcao García. Contra um rival de alto nível como o Juventus era necessário mostrar uma boa atuação. Foi o que aconteceu nos primeiros 45 minutos. E graças a um brasileiro.

Comemoração, Shakhtar x Nordsjaelland (Foto: Agência AP)Jogadores do Shakhtar comemoram o primeiro gol do armeno Mkhitaryan (Foto: Agência AP)

Oscar, um protagonista

Desta vez, porém, não foi o toque de cobertura e a velocidade de Ramires, tampouco os desarmes e a entrega de David Luiz que ficaram marcados. A partir deste 19 de setembro, o torcedor dos Blues teve, sim, a certeza de que os 25 milhões de libras investidos em Oscar valeram cada centavo. Titular pela primeira vez em seu novo clube, o ex-jogador do Internacional e nome certo na seleção brasileira de Mano Menezes “acabou” com o primeiro tempo.

Fernantdo Torres, Chelsea e Juventus (Foto: Agência Reuters)Fernando Torres divide com Chiellini no ar: camisa
9 teve boa atuação pelos Blues (Foto: Reuters)

Oscar fez todo o seu nome em um intervalo de três minutos. Depois de monotonia e poucas chances de gol – os principais lances de perigo vieram em bola aérea -, o brasileiro colocou o Chelsea em vantagem aos 31 minutos. O belga Hazard cortou para o meio e rolou para o meia, que chutou com força. A bola desviou em Chiellini e matou Buffon.

A obra-prima estava guardada para o lance seguinte. Aos 33, ainda com a torcida eufórica, Oscar recebeu de costas e, com uma letra, livrou-se da marcação de ninguém menos que Andrea Pirlo. A finalização colocada morreu no ângulo do goleiro italiano, que novamente nada pôde fazer em seu 400º jogo com a camisa da Velha Senhora. Um golaço daqueles.

Sob comando de Massimo Carrera, já que o treinador Antonio Conte cumpre longa suspensão por conta do escândalo de manipulação de resultados, o Juventus dava sinais até de que estava vivo até mesmo antes de sofrer os gols. Mesmo mancando, o chileno Arturo Vidal conseguiu diminuir aos 38, em bonito lance individual. Pirlo, em falta cobrada nos acréscimos, quase empatou.

Oscar e Pirlo, Chelsea x Juventus (Foto: Agência Getty Images)Oscar se livrou de Pirlo e acertou um chutaço no ângulo de Buffon. Chelsea fazia 2 a 0 (Foto: Getty Images)

Em jogo aberto, Juve empata e quase vira

A vantagem deixou o Chelsea à vontade para fazer o que sabe de melhor no segundo tempo: contra-atacar. Aos cinco, o zagueiro/lateral Ivanovic obrigou Buffon a trabalhar em chute de fora da área. Sete minutos depois foi a vez de Hazard escapar em velocidade e cair na grande área após chegada de Barzagli. Ele pediu pênalti, mas o árbitro português Pedro Proença ignorou.

Arturo Vidal Juventus Chelsea (Foto: AP)Vidal diminuiu para Juve mesmo mancando (AP)

O Juventus cresceu naturalmente em busca do empate, mas percebeu que o perigo que corria era proporcional. Cech pouco precisou fazer até que Mata desperdiçasse a melhor oportunidade do segundo tempo até então. Aos 33, o espanhol e Hazard tabelaram até a conclusão do camisa 10 já na grande área. A bola ficou presa na rede lateral, o suficiente para que torcedores do outro lado gritassem gol.

Na verdade, alguns deles puderam comemorar nos minutos seguintes. Aos 35, Mikel errou na saída de bola, Marchisio recebeu o presente e deixou Quagliarella, substituto de Giovinco, livre para empatar. Festa enorme da torcida da Velha Senhora, localizada atrás da baliza de Petr Cech.

E foi por muito pouco que o Juve não chegou à virada. Centímetros impediram que o próprio Quagliarella anotasse gol semelhante ao de Oscar aos 41 minutos. Ele recebeu de costas, girou para a canhota e colocou no ângulo. A bola caprichosamente quicou no travessão e saiu. Melhor para que a atuação do camisa 10 da Seleção ainda terminasse como grande notícia do dia.

Globoesporte.com

Mais Ação traz premiado espetáculo de Oscar Filho para João Pessoa

A Mais Ação Entretenimento traz para João Pessoa (PB) o aclamado e premiado espetáculo de stand-up comedy “Putz Grill…”, do humorista Oscar Filho. O evento será realizado no Teatro Paulo Pontes, no dia 19 de maio, às 21h.
Conhecido por integrar o programa de TV “CQC – Custe o Que Custar”, da TV Bandeirantes, Oscar Filho é um dos nomes mais populares da atual geração do humor brasileiro.
Com realização da Mais Ação Entretenimento, a apresentação do espetáculo “Putz Grill…” em João Pessoa é patrocinada por: Clube Turismo, Salgadinhos Pippo’s e Rosa Chiclete – Moda Feminina, com apoio de Açaíto, Hotel Village, Localiza e MP3 Áudio Studio.

– SOBRE O ESPETÁCULO –
Irreverência, carisma, muito humor e sessões lotadas no ano de 2010 e 2011. Exatamente por estes motivos que o ator, humorista e repórter do “CQC”, Oscar Filho, permanecerá com seu show de stand-up comedy “Putz Grill…”. O espetáculo aborda diversos temas de sua vida pessoal e do cotidiano de uma forma hilária, aguçando com muita criatividade a imaginação dos espectadores.
Prestes a completar quatro anos de estrada, “Putz Grill…” já passou por mais de 90 cidades brasileiras e foi visto por mais de 170 mil pessoas, provando que realmente caiu nas graças do público e da crítica, sendo premiado em 2011 com o Prêmio Jovem Brasileiro.

– SOBRE OSCAR FILHO –

Oscar Filho é um dos protagonistas da nova geração do humor brasileiro, mostrando conhecer naturalmente a receita do gênero stand-up: originalidade, surpresa, carisma e identificação com o público.
Em 1996, aos 18 anos, ganhou o primeiro lugar no 12º Concurso de Contos e Poesias de Atibaia (SP), com o conto “O Baú” representando a cidade no Mapa Cultural Paulista.
Formou-se em 2003 pelo INDAC (Instituto de Artes e Ciências), e um ano depois foi indicado como Melhor Ator no Prêmio Coca-Cola FEMSA de Teatro, com o espetáculo “A Matéria dos Sonhos”, de Fábio Torres.
Em 2005 ajudou a fundar o primeiro grupo de stand-up do Brasil: “Clube da Comédia Stand-Up”, que é referência da linguagem no país junto com o “Comédia em Pé”, do Rio de Janeiro. Ainda atua no Clube da Comédia que está em cartaz em São Paulo.
Trabalhou em campanhas publicitárias, peças teatrais, escreveu para revistas e participou do primeiro projeto de stand-up comedy aberto ao público feito por uma empresa privada.
A originalidade dos textos e sua capacidade de improvisação lhe renderam seu primeiro trabalho na MTV e, logo depois, o convite para a atuação como repórter no telejornal humorístico da Band, o “CQC – Custe o que Custar”, onde está até hoje. Em 2010, Oscar Filho atuou como diretor da peça “Zappiada”, que ficou em cartaz no Teatro Procópio Ferreira. O seu site recebe inúmeras visitações diárias e seu Twitter é um dos mais populares do Brasil, com mais de 1 milhão e 600 mil seguidores.

– SOBRE A MAIS AÇÃO ENTRETENIMENTO –

A Mais Ação Entretenimento, empresa multimídia de comunicação voltada para as áreas de cultura, lazer, esportes e comportamento, é responsável pelo Portal MaisAcao.com (http://www.maisacao.com), sucesso de audiência entre o público jovem na internet, e o programa de rádio PodCast Mais Ação, veiculado semanalmente nas rádios Arapuan FM (93.5 MHz), de João Pessoa (PB), e Campina FM (93.1 MHz), de Campina Grande (PB) – além de ser disponibilizado para audição também no site da empresa.

– SERVIÇO –

Oscar Filho em “Putz Grill…” – João Pessoa (PB)
Data
: 19/05/2012
Local: Teatro Paulo Pontes
Horário: 21h
Valor: R$ 25 (meia) e R$ 50 (inteira)
Censura: 14 anos
Informações: (83) 3031-1452 ou (83) 3211-6201
Vendas: Rosa Chiclete Moda Feminina – (83) 3031-1452 ou (83) 9953-4327 | Bilheteria do Teatro Paulo Pontes

– CONTATO –

Jornalismo
Victor Souza Pinheiro (Gerente de Jornalismo/Mais Ação Entretenimento)
(83) 3043-8960 ou (83) 9902-6004 – imprensa@maisacao.com

Assessoria de Imprensa para o Focando a Notícia

São Paulo entra com recurso para proibir que Oscar defenda o Inter

(Foto: Diego Guichard/GLOBOESPORTE.COM)

A disputa jurídica entre São Paulo, Internacional e Oscar ganhou mais um capítulo nesta segunda-feira. O advogado do Tricolor, Carlos Ambiel, entrou com um recurso no Tribunal Superior do Trabalho em Brasília para tentar cassar o habeas corpus concedido pelo ministro relator, Guilherme Caputo Bastos – a decisão liberou o atleta para voltar a defender o Colorado. O meia, inclusive, entrou em campo no último domingo, no primeiro jogo decisivo do Campeonato Gaúcho, e fez o gol colorado no empate em 1 a 1 com o Caxias.

– Entramos com um recurso questionando a decisão da última semana – confirmou Carlos Ambiel.

Ainda não existe a certeza de que o recurso será julgado nesta semana. Mas, quando isso ocorrer, o documento será analisado por um colegiado de nove ministros, inclusive o que concedeu a liberdade provisória a Oscar na última semana.

Nesta segunda-feira, Oscar esteve no TST em Brasília, onde se reuniu com o ministro Caputo Bastos. O Fluminense, adversário do Inter na próxima quinta-feira, pela Libertadores, mandou uma representação a CBF questionando a legimitidade da escalação do atleta.

Entenda o caso

Aos 18 anos, Oscar entrou na Justiça contra o São Paulo no dia 18 de dezembro de 2009. Ele alegou que, quando tinha 16 anos, foi coagido pela diretoria tricolor a assinar um contrato com validade de três anos, o que é proibido pela Fifa. O atleta ainda reclamou de estar com os salários e FGTS atrasados desde setembro de 2008.

Em primeira instância, Oscar foi vitorioso e conquistou a liminar que o tornava dono dos próprios direitos federativos. Menos de uma semana após, o São Paulo conseguiu cassar essa liminar, o que fez com o que contrato do atleta, que acaba em dezembro de 2012, voltasse a ter validade.

Oscar e o São Paulo passaram cerca de seis meses entre tentativas de acordo e disputas judiciais. Em junho de 2010, o meia conseguiu a liberação de seu vínculo e assinou com o Internacional, clube que pagou € 3 milhões (R$ 7,2 milhões) por 50% dos seus direitos federativos.

A partir daí foi a vez do clube do Morumbi correr atrás do prejuízo. O Tricolor entrou com várias acções até que, no dia 8 de fevereiro, em decisão da 16a Vara do Trabalho de São Paulo, o atleta voltou a ter vínculo com o time paulista.

Foi então que o Internacional se mobilizou e procurou o Tricolor para tentar colocar um ponto final na questão. Os gaúchos fizeram duas propostas: R$ 8 milhões e mais 10% dos direitos federativos ou R$ 10 milhões pela cessão de 100% dos direitos. Nenhuma das duas foi aceita pelo clube do Morumbi que, em determinado momento, se manifestou e estipulou o passe do atleta em R$ 17 milhões.

Na última semana, Oscar conseguiu um habeas corpus para que pudesse voltar a jogar, o que não acontecia desde o dia 17 de março. A briga envolvendo jogador, São Paulo e Internacional parece que ainda está longe do fim.

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