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Pesquisa Ibope revela que orgulho de ser brasileiro está em baixa

Mapa do Brasil | Arquivo Google
Mapa do Brasil | Arquivo Google

O refrão “sou brasileiro, com muito orgulho…”  ainda é cantado aqui e ali em jogos da seleção (da seleção de Tite, bem entendido), mas nas ruas nunca esteve tão em baixa.

É o que constata uma pesquisa inédita feita pelo Ibope em todo território brasileiro entre os dias 8 e 12 de dezembro.

Em 2001, ainda nos tempos de FH, aqueles que declaravam ter “muito orgulho” eram 58% da população; hoje, são 34%.

Quem tinha “pouco” ou “nenhum” orgulho, em compensação, passou de 19% para 30% dos brasileiros neste período.

O Globo

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“Polícias da Paraíba nos enche de orgulho” comemora Ricardo Coutinho ao falar sobre novas viaturas entregues

motosO governador Ricardo Coutinho (PSB) destacou, na manhã desta terça-feira (29), durante solenidade de entregas de armamento e viaturas para as Polícias Civil e Militar da Paraíba, o empenho de todos os agentes envolvidos, principalmente na elucidação de crimes.

O governador ressaltou que, mesmo diante da criminalidade, o trabalho das polícias da Paraíba, de forma preventiva e repressiva deve ser reconhecido, pela agilidade, e pela importância na ordem pública

“A cada dia as polícias Militar e Civil nos enche de orgulho. Observem os resultados. Nos enche de orgulho a quantidade de crimes solucionados, é grande e rápida. Ninguém pode adivinhar alguma coisa que está sendo feita nesse momento, agora a ação da polícia tem sido uma ação importantíssima no Estado”, disse.

Foram entregues 80 viaturas para as Polícias Civil e Militar, 60 motos além de 40 fuzis, que vão reforçar as ações preventivas da segurança pública.

Segundo o governador, outros investimentos também continuam sendo realizados em prol da coletividade, a exemplo da passarela para o Iesp, na BR 230, desafogando o tráfego, e ainda ordem de serviço para construção de mais estradas, tirando algumas cidades do isolamento asfáltico.

“Então vamos entregar a ordem de serviço da passarela do Iesp, que é um tráfego muito grande, e estamos fazendo isso com recursos próprios. Vamos ter a oportunidade de da a ordem de serviço da PB 063, que liga Gurinhém à BR 230”, ressaltou.

PB Agora

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Câmara desarquiva projeto que cria o Dia do Orgulho Hétero

camara-federalO presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), solicitou e conseguiu o desarquivamento de vários projetos de sua autoria arquivados com o fim da legislatura passada, como o que cria o Dia do Orgulho Heterossexual, a ser comemorado no 3º domingo de dezembro, que não chegou a ser votado em nenhuma comissão da Casa, mas, com o desarquivamento, volta a tramitar normalmente nas comissões.

O projeto foi apresentado em 2011 e na justificativa da proposição, Eduardo Cunha afirma que “a presente proposta visa a resguardar direitos e garantias aos heterossexuais de se manifestarem, e terem a prerrogativa de se orgulharem do mesmo e não serem discriminados por isso”.

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Em outro trecho da justificativa, o peemedebista afirma que “no momento em que se discute preconceito contra homossexuais, acabam criando outro tipo de discriminação contra os heterossexuais e, além disso, o estímulo da” ideologia gay “supera todo e qualquer combate ao preconceito”.

Outro projeto de Cunha que foi desarquivado e que trata dos heterossexuais é o que determina que as medidas e políticas antidiscriminatórias atentem para a questão dos heteros. Segundo o projeto, as medidas e políticas antidiscriminatórias respeitantes à orientação sexual, adotadas pela administração pública, devem abordar explicitamente os casos de discriminação contra heterossexuais.

O projeto estabelece em um de seus artigos que o Poder Executivo, dentro de sua esfera de competência, penalizará os estabelecimentos comerciais e industriais e demais entidades que, por atos de seus proprietários ou prepostos, discriminem pessoas em função de sua heterossexualidade ou contra elas adotem atos de coação ou violência.

Em outro artigo, o texto diz que os crimes resultantes de discriminação contra heterossexuais serão punidos na forma da lei. O projeto também estabelece que impedir, recusar ou proibir o ingresso ou a permanência em qualquer ambiente ou estabelecimento público ou privado, aberto ao público, será punido com pena de reclusão de um a três anos.

Pelo Regimento Interno da Câmara um projeto pode ser desarquivado “mediante requerimento do autor, ou autores, dentro dos primeiros cento e oitenta dias da primeira sessão legislativa ordinária da legislatura subseqüente, retomando a tramitação desde o estágio em que se encontrava”. Como a proposta de Cunha não andou na legislatura passada, ficando parada na CCJ, teve como destino o arquivo.

Agência Brasil

Parada do Orgulho LGBT lota a Paulista para marchar contra o preconceito

© ANDRE HANNI /BRAZIL PHOTO PRESS/FOLHAPRESS
© ANDRE HANNI /BRAZIL PHOTO PRESS/FOLHAPRESS

Um dos maiores eventos em prol da diversidade sexual do mundo, este ano em sua 18ª edição, a Parada do Orgulho LGBTT (lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais), realizada neste domingo (4), na capital paulista, reuniu um público total estimado em cerca de 4 milhões de pessoas, com o lema: “País vencedor é país sem homolesbotransfobia. Chega de mortes!”

O objetivo, segundo os organizadores, foi ressaltar a urgência da questão e reforçar o pedido por punições mais rígidas a quem praticar crimes de homofobia. “O que querem os gays na avenida que é o maior símbolo do capital? Nós queremos respeito. Queremos dignidade”, disse o sócio-fundador da associação da parada, Nelson Matias, sobre o espírito do evento. “Amar quem eu quero é um direito de foro íntimo. A sociedade tem que respeitar e o governo, garantir”, acrescentou.

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Presente na abertura da parada, a ministra da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, Ideli Salvati, disse que a comunidade LGBTT deve aproveitar a mobilização demonstrada em eventos como o de domingo para pressionar o Parlamento a aprovar projetos contra o preconceito e contra a violência provocada pela discriminação. “Vocês colocam 2 ou 3 milhões de pessoas na rua. Vocês precisam transformar isso em votos no Congresso Nacional. Porque essa imagem de poder do homem branco, rico e hétero está instalada lá”, ressaltou a ministra.

O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), destacou que, apesar do clima festivo, a parada ainda remete a temas de grande seriedade. “Nós entendemos que isso aqui é uma parada cívica. Para nós, infelizmente, ainda não é uma festa”, disse, ao lembrar “atrocidades” cometidas por pessoas que mantêm o preconceito.

Por sua vez, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), aproveitou para anunciar a instalação definitiva da sede do Museu da Diversidade Sexual, num casarão, ainda a ser desapropriado e reformado, da própria Avenida Paulista, onde ocorreu a parada –a instituição funciona atualmente na Estação República do metrô e recebeu cerca de 35 mil visitantes no ano passado.

O ex-ministro da Saúde e pré-candidato do PT ao governo paulista, Alexandre Padilha, também esteve na Paulista, onde visitou o camarote da Prefeitura e andou em três trios elétricos – o da organização da Parada GLBT, o da Central Única dos Trabalhadores (CUT) e de uma drag queen. “Essa celebração da diversidade é muito importante para São Paulo”, disse, enquanto acenava aos participantes na rua.

Neste ano, a 18ª Parada do Orgulho LGBTT, tradicionalmente realizada no primeiro domingo após o feriado de Corpus Christi, em junho, foi antecipada para não coincidir com a Copa do Mundo, o que deverá encarecer os preços na rede hoteleira. “Mudamos a data pensando no grande número de participantes que vêm de fora de São Paulo”, explicou o presidente da associação da parada, Fernando Quaresma.

Para a transexual Lara Pertille, a parada é um momento de afirmação para as transexuais e o restante de comunidade LGBTT. “Acho que é um dia de protesto, de visibilidade. Um dia para mostrar que existimos, que pagamos impostos e que somos ‘limpinhos'”, ironizou a jornalista, de 26 anos, que veio de Paulínia, interior paulista

O estudante universitário Anderson Melo, de Mairinque (SP), relatou que veio para se divertir, mas igualmente protestar. “Além de toda a festa, eu faço questão de me integrar à militância”, disse. Ele se preocupa, entretanto, que o apelo festivo possa enfraquecer a mensagem contra o preconceito. “Talvez esse formato tire um pouco da atenção da causa social. Não para o público LGBT, mas para quem vê de fora.”

A festa não é um problema para a consultora financeira Ana Braz. “Eu acho super legal esse tipo de manifestação, é alegre e dá um ar diferente”, disse Ana, que afirmou ser heterossexual. Este ano, 14 trios elétricos desfilaram na Avenida Paulista. A parada foi encerrada com show da cantora Wanessa Camargo, na Praça da República, no chamado Centro Velho da cidade.

Com reportagens da Agência Brasil, FSP e agências

Parada do Orgulho LGBT reforça vocação política em 2013

O estilista José Roberto Fernandes chamou a atenção na avenida Paulista ao aparecer fantasiado de Papa (Foto: Igor Carvalho)
O estilista José Roberto Fernandes chamou a atenção na avenida Paulista ao aparecer fantasiado de Papa (Foto: Igor Carvalho)

“Manda bala gente, começa essa Parada”. Dessa forma, a ministra da Cultura, Marta Suplicy, começou a 17º Parada do Orgulho LGBT 2013. Com o tema “Para o Armário Nunca Mais, União e Conscientização”, o evento durou mais de seis horas e justificou a fama de maior manifestação do gênero no mundo.

O prefeito Fernando Haddad (PT) e o governador Geraldo Alckmin (PSDB) estiveram na avenida Paulista para prestigiar o ato. Nos camarotes também estavam vereadores da capital paulista, entre eles o presidente da Câmara Municipal, José Américo (PT), a vice-prefeita Nádia Campeão (PCdoB) e o deputado federal Jean Wyllys (PSOL-RJ). A presença dos políticos reforçou o cunho politizado do evento.

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Em entrevista coletiva, antes da Parada, Haddad disse que “existe amor em São Paulo”  e lembrou outros povos excluídos para pedir liberdade à comunidade LGBT.  “Assim como os homossexuais, os judeus, os cristãos, os negros e as mulheres já tiveram que defender seus direitos ao longo da História. Quem não compreende isso terá que se render aos fatos. O ser humano nasceu para ser livre e será livre.” O prefeito acompanhou a Parada de dentro do primeiro trio elétrico.

Para Alckmin, a “riqueza de São Paulo está em sua diversidade.” O governador lembrou que as estatísticas tem apontado para o aumento da violência contra os homossexuais. “A injustiça cometida contra um cidadão é uma ameaça a toda a sociedade”

Os personagens da rua

Marcelo Honorato e Júlio César vão aproveitar resolução do CNJ e casar em outubro (Foto: Igor Carvalho)

A resolução do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), do último dia 14, que determina que cartórios do Brasil são obrigados a realizar casamentos civis entre pessoas do mesmo sexo, já está sendo utilizada. “Estamos muito felizes, demos entrada nos documentos há duas semanas, em outubro nos casamos em definitivo” afirma Marcelo Honorato, que se casará com Júlio César.

“Fomos muito bem tratados no cartório e nem precisamos lembrar à eles da lei”, explicou Júlio César. O taxista Valmir Alencar também formalizará a união com o parceiro. “Eu e Tiago estamos juntos faz 8 anos, agora podemos ter os mesmos direitos que qualquer casal, isso nos resguarda.”

Além de celebrar recentes conquistas do movimento, militantes aproveitaram a visibilidade para divulgar causas. Renato Silva, coordenador da Associação Brasileira de Homens Trans, apresentou a ONG durante o evento. “Damos tratamento psicológico, instruímos sobre como conseguir os documentos, trocar de nome e falamos sobre a utilização dos remédios. Por conta da ausência do Estado, ainda temos que fazer esse trabalho.”

A transexual Bianca afirmou que somente neste anos de 2013 já foi agredida duas vezes. “Não denunciei porque nada acontece. Somos vítimas de violência todos os dias em São Paulo.”

O estilista José Roberto Fernandes chamou a atenção na avenida Paulista ao aparecer fantasiado de Papa. “Sou católico e revoltado com essa igreja. Se eles tivessem o mesmo empenho em expulsar os pedófilos que tem para perseguir os gays, estaria faltando padre.” O protesto bem humorado gerou dezenas de pedidos de fotos.

Daniela e o pastor

O vereador José Américo (PT), a ministra da Cultura Marta Suplicy (PT) e a vice-prefeita Nádia Campeão (PCdoB) estiveram na Parada do Orgulho LGBT (Foto: Igor Carvalho)

Daniela Mercury assumiu que não dormiu bem “durante uma semana” por conta de sua apresentação na Parada. Recentemente, a cantora baiana tornou público seu casamento com a jornalista Malu Verçosa e se tornou musa do movimento LGBT.

Após cantas “Paula e Bebeto”, de Milton Nascimento, que diz em seu refrão “qualquer maneira de amor vale à pena”, Daniela atacou o presidente da Comissão Nacional dos Direitos Humanos e Minorias, o deputado federal Marco Feliciano (PSC-SP). “Se a gente já tirou um presidente, não é possível que um governo mantenha na comissão alguém que não nos representa. Vamos usar o nosso poder cotidiano, isso é ser cidadão.”

Segundo a Polícia Militar, 400 mil pessoas passaram pela avenida Paulista e nenhuma ocorrência grave foi registrada. Até 19h15, a organização do evento não havia divulgado sua versão sobre a presença do público.

 

 

Revista Fórum

Modelo de saúde pública cubano é motivo de orgulho, afirma país

 

O governo de Cuba se orgulha de o país ter se tornado referência internacional em saúde. Autoridades cubanas informam que há médicos do país principalmente na Bolívia, na Venezuela, no Peru e no Brasil. Pelos dados oficiais, em Cuba há 6,4 médicos para mil habitantes. No Brasil, o Ministério da Saúde mostra que existe 1,8 médico para mil habitantes. Na Argentina, a proporção é 3,2 médicos para mil habitantes e, em países como Espanha e Portugal, essa relação é 4 médicos.

A polêmica gerada pela disposição do governo de contratar cerca de 6 mil médicos de Cuba para trabalhar na atenção primária à saúde nas regiões mais carentes do país é estimulada, entre outras razões, pela dúvida sobre a formação profissional deles. Mas o governo cubano rebate as dúvidas com números. Em Cuba, há 25 faculdades de medicina, todas públicas, e uma Escola Latino-Americana de Medicina, na qual estudam estrangeiros de 113 países, inclusive do Brasil.

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A Embaixada de Cuba em Brasília informou que o país é referência internacional nas áreas de neurologia, ortopedia, dermatologia e oftalmologia. Apenas em 2012, Cuba formou 11 mil novos médicos. Do total, 5.315 são cubanos e 5.694 vêm de 59 países principalmente da América Latina, África e Ásia.

Em Cuba, os dados oficiais indicam que a taxa de mortalidade é de 4,6 para mil crianças nascidas. A expectativa de vida é 77,9 anos. Os números são de janeiro de 2013. Os dados do Brasil, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de 2010, mostram que a taxa de mortalidade é 15,6% para mil bebês nascidos. Os números mostram avanços, mas as autoridades brasileiras querem reduzir ainda mais o percentual.

De acordo com o governo de Cuba, desde a Revolução Cubana em 1959, foram aproximadamente 109 mil médicos no país. O país tem 161 hospitais e 452 clínicas para pouco mais de 11, 2 milhões de habitantes. As dificuldades para o exercício da medicina no país, segundo autoridades, são causadas pelas limitações provocadas pelo embargo econômico imposto pelos Estados Unidos ao país – que proíbe o comércio e as negociações bancárias com Cuba.

Curso em Cuba

A duração do curso de medicina em Cuba, a exemplo do Brasil, é seis anos em período integral, depois há mais três a quatro anos para especialização. Pelas regras do Ministério da Educação de Cuba, apenas os alunos que obtêm notas consideradas altas em uma espécie de vestibular e ao longo do ensino secundário são aceitos nas faculdades de medicina.

Médicos cubanos que atuam no Brasil contam que, em Cuba, o estudante tem duas chances para ser aprovado em uma disciplina na faculdade: se ele for reprovado, é automaticamente desligado do curso. Na primeira etapa do curso, há aulas de biomédicas, ciências sociais, morfofisiologia e interdisciplinaridade.

Nas etapas seguintes do curso, os estudantes de medicina em Cuba têm aulas de anatomia patológica, genética médica, microbiologia, parasitologia, semiologia, informática e outras disciplinas. Segundo os médicos cubanos, não há diferença salarial entre os profissionais exceto pela formação – os que têm mestrado e doutorado podem ganhar mais.

De acordo com os profissionais cubanos, todos os estudantes de medicina passam o sexto ano do curso em período de internato, conhecendo as principais áreas de um hospital geral. A formação dos profissionais em Cuba é voltada para a chamada saúde da família: os médicos são clínicos gerais, mas com conhecimento em pediatria, pequenas cirurgias e até ginecologia e obstetrícia.

Porém, a possibilidade de contratar médicos cubanos gera críticas e ressalvas de profissionais brasileiros. Mas o governo brasileiro considera que a necessidade de profissionais e de garantia de saúde para toda a população brasileira deve prevalecer em relação às eventuais restrições aos estrangeiros.

No começo do ano, os prefeitos que assumiram os mandatos apresentaram ao governo federal uma série de demandas na área de saúde. Na relação dos pedidos apresentados pelos prefeitos estavam a dificuldade de atrair médicos para as áreas mais carentes, para as periferias das cidades e para o interior do país.

Fonte: Agência Brasil

(imagem: Página13)

Três “Paraíbas”, orgulho da gente!

 

artigoramalho

Não vejo preconceito quando se  chama de “paraíba”, o nordestino que aporta em São Paulo para ajudar o seu desenvolvimento. Quem prefere o Rio e quase sempre sobe o morro, é chamado de “baiano”. E nem por isso a Bahia se revolta. Mais constrangedor foi a deturpação da musica de Gonzagão que, para homenagear a terrinha, terminou carimbando a mulher paraibana de “mulher macho, sim senhor”. E o velho Lua nunca deixou de receber as mais escolhidas homenagens dos paraibanos.Prefiro lembrar os “paraíbas” de sucesso , orgulho de todos nós.

No próximo ano, três grandes paraibanos estariam completando cem anos, se vivos estivessem. Pela ordem de nascimento Abelardo de Araujo Jurema, João Agripino Filho e Pedro Moreno Gondim nascidos nos idos de 1914, o primeiro em 15 de fevereiro,o segundo em 1º. de março e o ultimo em 1º. de maio.

Abelardo Jurema nasceu em Itabaiana e começou por lá a sua vida pública, nomeado prefeito com o advento do Estado Novo. Jornalista, enquanto cursava a Faculdade de Direito do Recife, escrevia para o Diário de Pernambuco, Jornal do Comercio e Diário da Tarde. Tinha que vir parar em A  União, a escola de todos.  Sob a direção de Orris Soares (Bisavô  de Jô Soares) conciliava seus escritos para as linotipos com a gerência de uma fábrica de cigarros de seu avô.Não foi em vão que, no exílio pós 64, sobreviveu no Perú vendendo charutos. Ao ser cassado pelos militares, já fora secretário de estado, senador-suplente e deputado federal chegando a Líder de JK e Ministro de Jango. Foi um “paraíba” de sucesso e que honrou  a delegação dos paraibanos.

João Agripino Mariz Maia que ganhou nome e fama como João Agripino Filho nasceu em Catolé do Rocha. Foi professor primário, promotor de justiça e na restauração da democracia, em 1946, ajudou a fundar a UDN e por este partido candidatou-se a deputado federal cumprindo vários mandatos. Em 1962 foi eleito deputado e senador, preferindo o Senado.Dalí saiu para ser Governador da Paraíba mas antes serviu como  Ministro ao Governo Janio Quadros. Deixando o governo, incursionou pela iniciativa privada para depois chegar ao Tribunal de Contas da União, do qual foi presidente. Fez um governo diferente e povoou o Distrito Industrial criado por Pedro Gondim, que o antecedeu.

Pedro Gondim nasceu em Alagoa Nova mas teve em Serraria, seu berço político. Dedicava-se a atividades agrícolas e à advocacia quando foi convocado a disputar a eleição de deputado estadual. Esteve na Assembléia até ser escolhido, em 1955, para o cargo de vice-governador em chapa conciliada por José Américo (que deixava o Governo) e que elegeu Flavio Ribeiro Governador. Com a enfermidade do titular, assumiu o governo da Paraíba e renunciou em 1960 para ser candidato ao cargo. A vitoriosa campanha O Homem é Pedro, dividiu o fortíssimo pessedismo e abalou a cidadela de Rui Carneiro. Foi cassado quando exercia o mandato de deputado federal.

Essas rápidas pinceladas pelas  biografias desses três paraibanos têm o propósito de lembrar ao Instituto Histórico, Academia de Letras, Tribunal de Contas (criado por J.A), Assembléia Legislativa, Prefeituras de Alagoa Nova, Serraria, Catolé, Itabaiana e, finalmente, A União, testemunha da historia da Paraíba nos últimos 120 anos, a necessidade imperiosa de registrar para esta e às futuras gerações, em festividades bem produzidas, a centenária história desses três paraíbas da gema, que, por onde passaram, honraram o nome deste Estado. E tenho dito.

 

RAMALHO LEITE

 

 

O texto é de inteira responsabilidade do assinante

Compositor Wilson Bandeira proporciona orgulho ao povo do Brejo Paraibano, através da arte melódica de suas canções


Um compositor que busca valorizar as verdadeiras tradições culturais de seu povo e, manter viva todas as características que fazem parte do dia a dia de sua própria região, no caso, o Brejo, contando um pouco da história de sua gente e sameando princípios da arte de viver feliz.

O Personagem de tudo isto, atende pelo nome de Wilson Bandeira e é apontado como um dos mais competentes e respeitosos Cantores e Compositores do Estado, tendo, praticamente, todas as suas canções alcançado considerável sucesso, sendo inclusive,muitas delas, gravadas por consagrados  outros nomes do cancioneiro popular Brasileiro.

Quem lhe influência !

Indagado pela Reportagem, Wilson foi bastante enfático ao observar que sempre foi influenciado por tudo aquilo que seja valioso melodicamente e que redunde num aproveitamento profissional de muito bom gosto, atendendo assim, a satisfação
de todos.

O Cavalo de Vero Rocha; O de Alfredinho; O De Jacob Neto e o seu desbravador Sutão , entre outros, são temas de uma das mais bonitas melodias – A Vaquejada do Céu -, dizendo e falando
as coisas que fazem parte do Povo do Brejo, bem ao contrário dos tradicionais criadores de músicas que somente falam das coisas que ocorrem no Sertão.

Além dessas e, de várias outras, faz questão de destacar, numa de suas criações, a grandeza do São João de Solânea e a beleza das meninas que chegam no salão dançando xaxado, forró, xote e baião, mostrando o remelexo e a beleza da mulher Brejeira.

Assim e com essa sensibilidade poética musical, Wilson Bandeira, tem se destacado como um compositor diferente, destacando os traços culturais do Grande Brejo, de sua Cidade, Solânea, de seus conterrâneos, deixando todos orgulhosos por verem um pouco do muito do que fazem, transformado em melodias, no simbolismo maior da grandeza da vida.

Por: Geraldo Belo