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Pessoas com diabetes terão prioridade de atendimento em comércio e órgãos públicos da Paraíba

As pessoas com diabetes terão prioridade no atendimento em órgãos públicos, estabelecimentos comerciais e instituições financeiras no Estado da Paraíba. A lei, de autoria do deputado Raniery Paulino, foi promulgada pelo presidente da Assembleia Legislativa, Adriano Galdino, e publicada no Diário Oficial do Estado deste sábado (30).

Para valer-se da prioridade, a pessoa com diabetes deverá apresentar documento médico que comprove a patologia.

Em caso de descumprimento da lei, o infrator estará sujeito a advertência, na primeira autuação; e multa, a partir da segunda autuação, fixada entre 10 e 100 UFR-PB (Unidades Fiscais de Referência do Estado da Paraíba), considerados o porte do estabelecimento, as circunstâncias da infração e o número de reincidências.

 

clickpb

 

 

Após 3º óbito, órgãos decidem novas ações para conter contágio da covid-19 em abrigo de idosos de JP

Órgãos de Saúde vigilância epidemiológica de João Pessoa se reuniram com a diretoria da Associação Promocional do Ancião Dr. João Meira de Menezes (Aspan) para determinar novas ações de auxílio para evitar que o novo coronavírus se espalhe para outros idosos residentes na instituição.

Ao todo a instituição filantrópica tem seis casos confirmados de Covid-19 e três mortes.

 Além do presidente da Aspan, padre Sandro Santos, participaram da reunião em videoconferência os secretários de saúde e de desenvolvimento social de João Pessoa.

Ficou acordado que os órgãos competentes vão fazer a estruturação da enfermaria da instituição com aparelhagem necessária para fornecer assistência ao idoso que apresente sintomas do novo coronavírus.

Também será feito o remanejamento de profissionais para substituir os que foram afastados por estarem no grupo de risco, o fornecimento dos equipamentos de proteção individual para a instituição e a realização de um treinamento com os funcionários para que fiquem preparados para lidar com uma possível quarentena.

Nesta sexta-feira (17), uma equipe da vigilância ambiental da Secretaria de Saúde de João Pessoa esteve no local para fazer a desinfecção do ambiente.

PB Agora

 

ALPB se une a órgãos de controle na fiscalização da aplicação de recursos em municípios em estado de calamidade

A Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB) vai encaminhar solicitação aos órgãos controladores de gastos públicos no estado da Paraíba objetivando a fiscalização rigorosa da aplicação dos recursos extraordinários recebidos pelas prefeituras para as ações de combate ao Coronavírus. Ao mesmo tempo, a Casa sugere aos gestores municipais a criação imediata de um Plano de Contingência para disciplinar a aplicação desses recursos.

O anúncio foi feito pelo presidente da Casa, Adriano Galdino, atendendo a uma proposta formulada pela deputada Pollyanna Dutra (PSB), durante a sessão remota da nessa quarta-feira (14), oportunidade na qual os parlamentares aprovaram o Projeto de Decreto Legislativo (PDL) 04/2020, que homologa Estado de Calamidade em mais 40 municípios paraibanos, devido a pandemia provocada pela Covid-19. A medida busca reduzir a burocracia nas ações administrativas no combate ao novo vírus, como compra de insumos e equipamentos.

O documento solicitando a fiscalização será encaminhado ao Ministério Público Federal (MPF), ao Ministério Público Estadual (MPE), ao Tribunal de Contas do Estado (TCE-PB) e Câmaras Municipais. Apesar da solicitação, Pollyanna Dutra afirma que o momento não há clima para conflitos partidários neste momento.

Segundo ela, é preciso a união da classe política em torno de um plano de ações que faça sentido para a população paraibana. “Essa provocação aos prefeitos e aos órgãos fiscalizadores é importante para mostrar, com clareza, à sociedade como estão sendo aplicados esses recursos. É preciso coibir a malversação do dinheiro público por parte de alguns gestores nesses momentos de calamidade pública”, acrescentou a deputada.

 

agenciaalpb

 

 

Órgãos da Paraíba esticam quarentena contra coronavírus

Após a Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB) prorrogar a suspensão das atividades legislativas até o dia 10 de abril por conta da pandemia do coronavírus, outros órgãos também resolveram esticar a quarentena na Paraíba como medida de prevenção. O Tribunal de Contas do Estado, Tribunal de Justiça, Ministério Público, Defensoria e OAB já se manifestaram pela prorrogação.

Tribunal de Contas do Estado da Paraíba

O TCE-PB prorrogou os prazos processuais e a realização de sessões do colegiadas do Tribunal Pleno, bem como da Primeira e da Segunda Câmaras, até o dia 30 de abril de 2020.

De acordo com a Portaria nº 052, assinada na segunda-feira (30) pelo presidente do TCE-PB, conselheiro Arnóbio Viana, o objetivo maior é de prevenir e conter a propagação da pandemia no âmbito do tribunal, de forma a preservar a saúde dos servidores, dos usuários externos e, por conseguinte, da sociedade em geral, além do impacto negativo dessa pandemia sobre a economia e, particularmente, sobre as finanças públicas.

Prestação de Contas

O Tribunal de Contas informa que permanece o prazo para apresentação das contas anuais dos gestores dos entes, órgãos e de entidades das administrações públicas, municipais e estaduais, referentes ao exercício de 2019. Porém, excepcionalmente, não haverá cobrança de multa por atraso, desde que sejam entregues até o dia 4 de maio de 2020, o mesmo ocorrendo com relação à entrega dos balancetes dos meses de fevereiro e março de 2020. A edição do documento diz que permanecem em vigor as normas previstas nas Resoluções Normativas 09/16, 04/17 e 06/19, em especial as relativas à obrigatoriedade de remessas dos dados do Sagres Diário.

Teletrabalho

A sede do TCE-PB segue fechada e os servidores continuam trabalhando em regime de teletrabalho obrigatório para membros e servidores, renovável automática e sucessivamente, enquanto perdurar a situação motivadora da medida. Nesse período, os servidores exercerão suas funções na modalidade de trabalho remoto, sem interrupção nos serviços prestados pela Corte de Contas.

A Portaria ressalta ainda que no atendimento presencial, em hipóteses excepcionais e imprescindíveis, em que for necessária a presença de servidor no tribunal, o acesso deverá ser autorizado por conselheiro, conselheiro substituto, procurador do MPC,  diretorias e chefes de departamentos, e informado por e-mail institucional à  Assessoria de Segurança, no dia anterior à ida ao TCE.

Ato Conjunto do TJPB, MP, Defensoria e OAB

As medidas temporárias de prevenção ao contágio pelo novo coronavírus (Covid-19), constantes nos Atos Normativos Conjuntos nº 002 e 003/2020/TJPB/MPPB/DPE-PB/OAB-PB (com validade até 31 de março), serão prorrogadas até o dia 30 de abril de 2020. O Ato Conjunto nº 04/2020, assinado pelos gestores das instituições envolvidas na última segunda-feira, foi publicado no Diário da Justiça eletrônico (DJe) dessa terça-feira (31), suspendendo os prazos judiciais e administrativos até a referida data.

O Ato Conjunto nº 04 dispõe, ainda, que, no período de suspensão dos prazos, fica mantida a publicação de atos, as intimações, a distribuição, a instauração e a tramitação de processos e procedimentos.

O documento considerou a evolução da pandemia e a consequente necessidade de manter o regime de trabalho remoto para evitar disseminação do vírus.

O documento é assinado pelo presidente do Tribunal de Justiça do Estado da Paraíba, desembargador Márcio Murilo da Cunha Ramos, pelo corregedor-geral de Justiça, desembargador Romero Marcelo da Fonseca Oliveira, pelo procurador-geral de Justiça da Paraíba, Francisco Seráphico, pelo defensor público-geral, Ricardo Barros, e pelo presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, seccional Paraíba, Paulo Maia.

 

portalcorreio

 

 

Doação de órgãos na Paraíba registra aumento de 196% e fica em primeiro lugar no país

A Paraíba é o primeiro lugar do Brasil em termos de aumento percentual de doação de órgãos, registrando crescimento de 196,1%. Os estados do Sergipe (74,5%) e Rio Grande do Norte (60,2%) ocupam, respectivamente, a segunda e a terceira posição nacional no crescimento percentual de doação de órgãos. A lista de espera do mês de fevereiro de 2020 registra 390 pessoas que aguardam córneas; 239 rins; 11 fígados e um coração.

Em 2020, a Central de Transplante da Paraíba tem registrado um doador por semana. Entre os meses de janeiro e fevereiro, foram seis doadores, sendo cinco de João Pessoa e um de Campina Grande.

Neste mesmo período, a negativa familiar para doação de órgãos teve redução de 30% em relação a 2019. A negativa familiar é o principal motivo para que um órgão não seja doado em todo país.

Os dados foram apresentados pelo governador Azevêdo, nesta segunda-feira (10), durante o programa Fala Governador, transmitido pela Rádio Tabajara em cadeia estadual e pelas redes sociais do Governo.

Na ocasião, o governador João Azevêdo comentou que esse era um setor que praticamente estava paralisado no estado. “A Paraíba voltou a fazer transplante de coração depois de 10 anos. Esse número é extraordinário e isso é fruto do esforço de toda equipe da saúde no sentido de recriar essa coordenadoria de doação de órgãos, que deu esses resultados e que levou a Paraíba ao primeiro lugar no Brasil em termos de aumento percentual de doação de órgãos”, comemorou.

O governador ainda aproveitou a oportunidade para agradecer aos familiares que autorizam a doação dos órgãos de seus parentes. “Eu sempre agradeço àqueles que no momento de dor têm, juntamente com seus familiares, dado a autorização para que seja possível salvar outras vidas. Tenho certeza que cada um que faz isso está tendo um ato de extrema dignidade e respeito para com os outros. Então fica a minha gratidão a essas pessoas que permitiram que a Paraíba atingisse um número tão importante percentualmente em termos de aumento de doação e de transplantes de órgãos”, ressaltou.

 

clickpb

 

 

Profissionais do Trauma de CG fazem corredor humano em gratidão a doação de órgãos de menino morto

Dois meninos em São Paulo receberam os rins de origem da doação de órgãos de uma criança que morreu no Hospital de Trauma de Campina Grande, no Agreste da Paraíba. O menino de 11 anos morreu de uma hemorragia cerebral, decorrente de uma malformação arteriovenosa, nessa sexta-feira (1).

O coração já foi doado a uma criança de 13 anos, no Ceará. O fígado foi doado para uma pessoa internada no Hospital Nossa Senhora das Neves, em João Pessoa.

Uma das crianças que recebeu um rim do menino que morreu em Campina Grande tem sete anos. A outra tem 11 anos, assim como o doador.

Na saída do corpo do menino da ala médica do Hospital de Trauma Dom Luiz Gonzaga Fernandes, a equipe preparou um corredor humano em solidariedade à mãe que perdeu o filho e em gratidão pela doação dos órgãos.

A mãe foi amparada por profissionais do hospital até a saída. Uma pessoa deixou uma mensagem durante o corredor humano. “Que Deus lhe dê o descanso eterno.”

Veja o vídeo do momento do corredor humano

clickpb

 

Famílias na PB negam 41% das possíveis doações de órgãos; irmã de doador destaca importância

Cerca de 41,6% das possíveis doações de órgãos na Paraíba em 2019 não ocorreram por negativas das famílias, segundo dados da Central de Transplantes do estado, coletados até o dia 19 deste mês. Edmilson Silva é uma exceção a essa estatística. Após a morte dele, no dia 6 de setembro, a família decidiu doar o coração, rins, córnea e fígado. “Eu saberia que, a cada pessoa que recebesse um órgão, ia estar ali um pedacinho dele, sobrevivendo”, contou Lenilda Silva, irmã dele.

A coleta do coração de Edmilson para transplante foi a primeira realizada na Paraíba em um período de 10 anos, caso que virou exemplo e ganhou destaque ao longo da semana desta sexta-feira (27), Dia Nacional do Doador de Órgãos e Tecidos.

Os dados indicam que, até o dia 19 de setembro, 48 mortes encefálicas foram confirmadas pela Central, sendo 33 em João Pessoa e 15 em Campina Grande. Porém, apenas em 11 casos os órgãos foram efetivamente captados e o motivo que mais pesa para a diferença entre esses números é o “não” ao procedimento, dito por 20 famílias.

A doação de órgãos pós-morte só pode ocorrer, de acordo com o Ministério da Saúde, quando é constatada a morte encefálica, ou seja, quando ocorre a perda completa e irreversível das funções cerebrais.

O irmão de Lenilda morreu após sofrer um acidente de moto, quando estava indo buscar uma outra irmã. Aos 34 anos, ele morava em Cabedelo, município situado na Grande João Pessoa, era casado e pai de dois filhos, um de 8 anos de idade e outro que ainda está na barriga da mãe, com quatro meses de gestação.

“Eu choro todos os dias. Ele era uma pessoa muito boa, muito amorosa, gostava de ajudar, estava sempre presente. É uma dor inesquecível, na verdade. Eu acredito que o que mais fez conformar (com a morte) foi a doação de órgãos. Depois disso, pra minha família, pra mim, ele não se foi”, lembrou Lenilda.

O pedreiro foi internado no Hospital Estadual de Emergência e Trauma de João Pessoa em uma segunda-feira, dia 2 de setembro, e entrou em coma no dia 4 do mesmo mês. Na quinta-feira, ao ir visitar o irmão, Leninha, como é chamada pelos amigos, descobriu que ele havia morrido.

A diarista contou que foi abordada por uma equipe médica, que perguntou se a família gostaria de doar os órgãos e informou que esse ato poderia salvar as vidas de até seis pessoas. De primeira, ela concordou. Entretanto, ainda era preciso conversar com os outros membros da família sobre o assunto, enquanto dava a notícia da morte do irmão.

Lenilda descreve o irmão Edmilson, que morreu e teve os órgãos doados na Paraíba, como amoroso e prestativo — Foto: Lenilda Silva/Arquivo pessoal

Lenilda descreve o irmão Edmilson, que morreu e teve os órgãos doados na Paraíba, como amoroso e prestativo — Foto: Lenilda Silva/Arquivo pessoal

“Tava eu e minha irmã comigo. Aí eu perguntei a ela ‘tu vai aceitar que seja feita essa doação de órgãos?’ e ela falou ‘não, eu quero meu irmão por completo’. Aí foi quando eu expliquei pra ela ‘irmã, o importante é o espírito e ele já partiu pra Cristo, ele não se encontra mais aqui, o que está aqui é uma matéria. Tu já imaginou um pedacinho dele salvando seis vidas?’” comentou.

Com a resistência da irmã, elas decidiram conversar com a mãe sobre o procedimento. À princípio, ela hesitou tomar a frente, porém escolheu seguir com a doação e ver a vida do filho continuar em outras pessoas. Leninha relatou ainda que, no dia do velório, a mãe deles contou que foi lembrada, por outra pessoa, de um pedido que havia sido feito pelo filho pouco tempo antes do acidente.

“Ela disse que tinha esquecido desse pedido que ele tinha feito, mas essa pessoa foi e lembrou a ela. ‘Lembra do dia que ele falou pra senhora que, no dia que Deus levasse ele, doasse um pedacinho dos órgãos dele pra pessoas que precisassem?’ Aí foi quando confirmou a minha decisão”, narrou.

Até o dia 19 deste mês, a Paraíba tinha 360 pessoas que aguardavam por córneas, 146 por rins, 10 por fígado e uma por coração. Em contrapartida, até então tinham sido realizados 102 transplantes de córneas, 14 de fígado e 17 de rins, além de seis transplantes entre pessoas vivas.

A decisão da mãe de Edmilson foi aceita e respeitada pelos oito irmãos e pela esposa dele, segundo Leninha. A família acompanhou o processo de retirada e permaneceu no hospital até o momento em que alguns dos órgãos foram encaminhados para Recife, em Pernambuco, para transplante.

“Desde o dia da doação até hoje eu não escuto nenhuma pessoa da minha família dizer que está arrependida do que fez. Não, eu escuto dizer que foi a melhor coisa que fez”, disse.

O ato da família não somente salvou as vidas dos receptores, mas inspirou outras pessoas, que presenciaram todo o processo, a tomar a mesma decisão quando chegar o momento necessário, como foi o caso do esposo de Leninha.

“Ele tinha falado pra mim assim ‘no dia que eu falecer, não doe meus órgãos’. Ele falou desse jeito pra mim. Aí quando foi na retirada dos órgãos do meu irmão, quando passaram com o coração dele [Edmilson], ele [o esposo] pegou a chorar e falou assim ‘no dia que eu falecer, o que servir de mim pode doar’”, destacou.

A diarista, que explicou que tomou a frente de quase todas as questões que precisaram ser resolvidas depois do acidente, comentou que a “ficha só caiu” quando precisou escolher o caixão. No entanto, ela afirmou que a decisão de doar os órgãos foi, em meio a tantas dificuldades, um acerto.

“É tanta gente na fila de espera, esperando por um órgão. Muita gente com poucos dias de vida. E às vezes tem gente que tem possibilidade de doar, mas não doa. Eu me vejo no lugar daquela pessoa esperando por uma doação de órgão e, de repente, essa pessoa aparece e doa. Tu já imaginou como eu não ficaria? Eu acho que eu não teria palavras pra agradecer à família daquela pessoa, porque eu saberia que estava salvando a minha vida”, frisou.

“Eu saberia que ele tinha partido, mas deixou um pedacinho dele para me deixar viva na Terra. É por isso que eu não me arrependo”, ressaltou.

Transplantes impossibilitados

O Diretor da Central de Transplantes da Paraíba, o médico Luís Gustavo, afirmou que a proporção de negativas das famílias em relação ao total de possíveis doações teve uma baixa significativa em agosto.

Número de transplantes de órgãos tem crescido na Paraíba, segundo dados da Secretaria de Saúde — Foto: Secom-PB/Divulgação

Número de transplantes de órgãos tem crescido na Paraíba, segundo dados da Secretaria de Saúde — Foto: Secom-PB/Divulgação

“Esse mês a gente teve cinco potenciais doadores que tornaram-se doadores efetivos, que é muito para um mês. Então a gente diminuiu significativamente a negativa familiar, quando a gente avalia de forma ampla, era 70%, então já está caindo”, explicou.

Entre os outros motivos que impossibilitaram a doação de órgãos entre as 48 mortes encefálicas estão parada cardiorrespiratória antes da retirada, contraindicação pelas condições clínicas e idade avançada.

A doação

Os órgãos e tecidos doados são direcionados para pacientes que estão aguardando em uma lista única, organizada pela Central de Transplantes das Secretarias Estaduais de Saúde e controlada pelo Sistema Nacional de Transplante, segundo o Ministério da Saúde.

Ainda conforme a pasta, o Brasil possui o maior sistema público de transplantes do mundo, o Sistema Único de Saúde (SUS), pelo qual os pacientes recebem assistência integral e gratuita. Veja abaixo as diretrizes para o procedimento.

Tipos de doadores

  • Doadores vivos: qualquer pessoa que concorde com o procedimento, desde que não prejudique a própria saúde. Nesses casos, podem ser doados um dos rins, parte do fígado, da medula óssea ou do pulmão. A legislação estabelece que parentes de até quarto grau e cônjuges podem ser doadores, porém, pessoas que não têm essas relações devem obter autorização judicial.
  • Doadores falecidos: como foi o caso de Edmilson, são pacientes com morte encefálica confirmada, geralmente vítimas de traumatismo craniano ou acidente vascular cerebral (AVC). O diagnóstico é regulamentado pelo Conselho Federal de Medicina. Em caso de parada cardiorrespiratória, podem ser doados tecidos, como córnea, pele e muculoesquelético.

Doação pós-morte

No Brasil, conforme o Ministério, esse tipo de doação só pode ser feita com a autorização familiar, ou seja, não existe uma forma efetiva de garantir que a vontade do doador se cumpra. Por isso, o caminho mais indicado é o diálogo. Apesar disso, caso haja decisão judicial, a vontade pode ser respeitada se tiver sido expressamente registrada.

Medula óssea

O transplante pode ser feito entre pessoas vivas e consiste na substituição de medula óssea doente por células normais. Os doadores devem ser cadastrados no Registro nacional de Doadores de Medula Óssea (Redome). Este ano, um paraibano realizou esse tipo de doação pela segunda vez em menos de quatro anos, por ser compatível com receptores. “Desejo que mais pessoas consigam salvar vidas”, afirmou Arinaldo Azevedo, de 35 anos.

*Sob supervisão de Taiguara Rangel

G1

 

Cerca de 75% das famílias paraibanas ainda se recusam a doar órgãos

Foi realizada, nesta sexta-feira (6), a captação de multiórgãos no Hospital de Trauma Senador Humberto Lucena, em João Pessoa. Do mesmo doador, um jovem de 34 anos vítima de acidente de moto, foram coletados córneas, rins, fígado e coração. Ao todo, seis pessoas foram beneficiadas com a doação.

De acordo com o diretor da Central de Transplantes da Paraíba, Luiz Gustavo, hoje foi feita a primeira captação de um coração depois de um hiato de 10 anos. “Ela marca não só o reinício dessa história para a Paraíba, como também motiva toda a equipe da Central e dos hospitais a aumentar mais esse número”, observa.

O coração e o fígado foram levados para Pernambuco, para serem transplantados em um paciente do sexo feminino e outro do sexo masculino, respectivamente. Os rins foram transplantados em uma mulher de 38 anos e em um homem de 50 anos, em João Pessoa. As córneas também ficaram na capital paraibana.

De maneira a agilizar o processo de transporte do coração para ter tempo hábil de realizar o transplante, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) fez a escolta do carro até a divisa da Paraíba com Pernambuco. No local, outra equipe da PRF-PE estava à espera para acompanhar o carro até o Hospital Imip, local do transplante. “Articulamos todo esse esquema com a PRF porque o tempo de vida do coração, depois de retirado do corpo, é de quatro horas. O transporte tem que ser rápido para que aquele órgão sirva para ser transplantado ao chegar em seu destino”, explica Luiz Gustavo.

O chefe substituto da Delegacia Metropolitana da PRF, Rummenigge Rossi, relatou que a operação começou no início da tarde com a mobilização de duas equipes, tanto na regional da Paraíba, quanto na regional de Pernambuco. No início da noite, horário em que a equipe saiu com coração para o transporte, os dois carros já estavam a postos para seguir. “A missão institucional da PRF é salvar vidas. Ficamos satisfeitos em saber que, com o nosso trabalho, poderemos ajudar a salvar uma vida”, pontuou.

Luiz Gustavo comemorou o trabalho em equipe realizado nesta sexta, envolvendo não só o Hospital do Trauma de João Pessoa, como também a PRF e, em especial, a Central de Transplantes da Paraíba. Ele lembra que, só em 2019, já houve um aumento de mais de 200% no número de doações com relação a 2018. Essa semana, inclusive, foi feito o 12º transplante de fígado na Paraíba, um recorde para o estado. Mas o médico intensivista ainda lamenta o fato de que a recusa dos familiares para autorizar a doação ainda é alta, em torno de 75%.

“A conscientização da família é muito importante. Encorajar a discussão no ambiente familiar e na sociedade é de grande valia, até porque a principal causa de morte no adulto jovem, nos dias de hoje, é violência externa que também é o principal motivador das doações de órgãos. É importante esse encorajamento familiar para que exista não só um acréscimo estatístico, mas, sobretudo, o crescimento de mais vidas que foram salvas”, observou.

A família do doador acompanhou todo o processo de perto. As irmãs Lenilda e Severina disseram que a dor da perda pode ser grande, mas saber que ele pôde salvar seis vidas por meio da doação traz paz e conforto para todos da família. “A equipe da Central nos explicou todo o processo e nos acompanhou de perto, dando todo suporte e apoio. Ao receber a notícia, pensamos um pouco e optamos por autorizar a doação. Nosso irmão vai poder salvar outras vidas. Temos certeza que ele ficaria feliz em saber disso”, afirmou.

Foto: Secom-PB

Secom-PB

 

 

Excesso de exercícios leva a alterações negativas em órgãos vitais

A prática de exercícios físicos intensos sem o tempo de recuperação adequado provoca alterações negativas em estruturas vitais do organismo, como coração, fígado e sistema nervoso central, revela pesquisa desenvolvida na Universidade de São Paulo (USP), em Ribeirão Preto.

Antes, já era sabido que esse tipo de treinamento intenso sem intervalos necessários levava à síndrome do overtraining, desencadeando sintomas como depressão, insônia, irritabilidade, queda na imunidade, perda de apetite e de peso.

O trabalho mostra que os prejuízos vão além da queda do rendimento.

O professor Adelino Sanchez Ramos da Silva, da Escola de Educação Física e Esporte, disse que a síndrome de overtraioning era explicada, até então, pelo fato de que lesões no tecido musculoesquelético causadas pelo exercício excessivo induziriam à liberação na corrente sanguínea de substâncias pró-inflamatórias (proteínas produzidas por células de defesa e conhecidas como citocinas), que desencadeariam os efeitos sistêmicos.

A pesquisa, coordenada por ele, comprovou essa hipótese, formulada há 20 anos, e mostrou que há outras alterações negativas em órgãos vitais.

“O diferencial dos nossos estudos, que vêm sendo desenvolvidos há 10 anos, é que, além dessas alterações, nós verificamos, em estudos com camundongos, que o desequilíbrio entre o excesso de exercício físico e o período destinado à recuperação está associado a uma inflamação em músculos esqueléticos, sangue, hipotálamo, coração e fígado”, explicou Silva.

Subida e descida

Foram feitos testes com camundongos, submetidos a diferentes práticas de overtraining, como corrida no plano, na subida e na descida, durante oito semanas.

Todos os protocolos de exercícios em excesso provocaram prejuízo na sinalização da insulina no tecido musculoesquelético, ou seja, as células musculares ficaram com mais dificuldade de captar a glicose que circula no sangue.

“Essa dificuldade foi compensada tanto pelo coração quanto pelo fígado, que aumentaram os estoques de glicogênio”, disse Silva.

Ele acrescentou que o coração apresentou sinais de fibrose e também sinais moleculares de hipertrofia patológica. O fígado teve aumento da gordura que ocorre, por exemplo, em doenças como diabetes e obesidade.

A inflamação no hipotálamo foi associada à diminuição do apetite e do peso corporal dos camundongos.

“É importante frisar que, após duas semanas de recuperação total, em que os animais não foram submetidos a nenhuma sessão de treinamento, as alterações inflamatórias no músculo esquelético, no soro e no hipotálamo retornaram aos valores normais, no entanto, o desempenho dos animais continuou diminuído”, afirmou.

Segundo o pesquisador, esse resultado sugere que outros mecanismos, além da citocinas pró-inflamatórias, estejam envolvidos na diminuição do desempenho em resposta ao desequilíbrio entre o excesso de exercício físico e o período destinado à recuperação.

“Os próximos passos da nossa pesquisa serão avaliar animais que apresentam deficiência dessa citocinas, que são conhecidos como animais nocaute, para que possamos averiguar qual o real papel dessas citocinas”, afirmou.

Educação física

Silva destacou que o exercício físico – feito de forma regular e moderada e sob orientação de um profissional de educação física – é uma estratégia “não farmacológica extremamente eficiente para a prevenção e tratamento de diversas patologias”.

“Os nossos resultados servem como alerta para os indivíduos que treinam em excesso e não respeitam um período adequado de recuperação.

Esse período varia muito em relação a sessões de treinamento e ao nível inicial de condicionamento do praticante.

De forma geral, nós podemos dizer que um período entre 24 horas e 48 horas é suficiente para a recuperação”, finalizou.

 

Agência Brasil

 

 

TCE-PB vai notificar órgãos público que pagam salários acima dos limites legais

O Tribunal de Contas da Paraíba vai notificar os órgãos públicos do estado da Paraíba sobre o pagamento de salários que estejam acima dos limites permitidos pela Constituição Federal. A polêmica em relação aos altos salários surgiu depois que o TCE disponibilizou no seu portal – em respeito ao princípio da transparência, a folha de pessoal de todos os servidores do Estado. Segundo o presidente da Corte, conselheiro André Carlo Torres Pontes, havendo distorções ou inconformidades com a Lei, o gestor será notificado para promover as correções.

A decisão foi tornada pública após uma reunião do presidente do TCE com o procurador-geral de Justiça, Bertrand Asfora, na tarde desta segunda-feira (19). André Carlo Torres explicou que, nas inspeções que serão adotadas, buscará os esclarecimentos a respeito de possíveis excessos nos salários, e lembrou que existem situações em que benefícios pessoais, a exemplo de terço de férias ou atrasados, possam está sendo computados como salários. “São questões pontuais que precisam ser apuradas”, disse.

O presidente adiantou que as medidas serão adotadas dentro dos critérios legais e, permanecendo indícios de irregularidades, conforme chegou a ser especulado, os processos serão encaminhados para o Ministério Público visando as providências que se fizerem necessárias. “O Ministério Público estará atento e vai aguardar o resultado das auditorias anunciadas pelo TCE”, afirmou o procurador Bertrand Asfora.

O conselheiro observou que o TCE, a partir de janeiro deste ano, vem mantendo o acompanhamento permanente junto aos órgãos públicos e, dentro dessa sistemática, fará as notificações devidas para que se procedam as correções, assim como tem feito em relação a vários itens na composição das prestações de contas, a exemplo dos alertas que estão sendo encaminhados aos gestores, sempre que se identifique alguma inconsistência nas contas públicas.

G1

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