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Dicas de como conseguir um emprego em momentos de pouca oportunidade

Especialista oferece dicas para pessoas desfavorecidas no mercado de trabalho

Conseguir um emprego nos dias atuais está cada vez mais complicado. Para algumas pessoas isso fica ainda mais difícil: jovens com pouca experiência, idosos e pessoas acima da faixa de idade que o mercado de trabalho normalmente busca, geralmente costumam ser prejudicados quando estão a procura de uma oportunidade. Isso acontece por uma série de fatores sociológicos já introduzidos na cultura das empresas no Brasil, mas que vem mudando nos últimos anos.

Alexandre Slivnik, que atua com gestão de pessoas, possui especialização em Harvard – Graduate School of Education e é diretor da Associação Brasileira de Treinamento e Desenvolvimento (ABTD), explica que como essas pessoas podem conseguir uma oportunidade de emprego mesmo com os obstáculos no caminho. “O primeiro passo é entender o que pode ser feito para driblar as adversidades. É importante entender as demandas do mercado de trabalho, o que cada pessoa pode oferecer para as empresas e evitar enxergar esses obstáculos como uma desmotivação”, relata.

No caso dos jovens, mesmo que com pouca ou nenhuma experiência, é uma situação com maior chances de reversão. Isso porque as pessoas mais novas ainda podem, mais facilmente, conseguir uma formação adequada e qualificação para conquistar alguma experiência no mercado de trabalho. Além de fazer cursos técnicos e profissionalizantes, Slivnik afirma que é de extrema importância mostrar vontade de aprender e crescer.

Olhando para as pessoas mais velhas, existe realmente uma desvantagem em relação aos mais jovens, especialmente para aqueles que estão fora do mercado há muito tempo. As empresas tendem a empregar os recém-formados pois podem ensinar alguém sem os vícios de outras organizações e fazer com que essas pessoas se aprofundem na cultura deste lugar. Porém, nada está perdido. Muitas empresas querem a experiência daqueles que já tem uma idade mais avançada, mas é preciso mostrar vontade. O mesmo conselho para jovens vale neste caso, é essencial buscar novos conhecimentos e se colocar numa posição de aprendiz, com humildade para descobrir novas habilidades.

Em relação a idosos e aposentados, Slivnik confirma que é a categoria mais delicada, pois muitas vezes pessoas de idade se encontram numa posição pouco privilegiada da sociedade em que falta dinheiro e poucas empresas estão interessadas na contratação de aposentados. “Minha dica para eles é que se concentrem no setor de serviços, em coisas que gostam de fazer mas que não sacrifiquem a saúde”, conta o autor. Após a aposentadoria idosos podem ficar com bastante tempo livre e ociosos, por isso procurar algo que agregue prazer e ganho financeiro é a maneira mais simples de envelhecer de maneira saudável.

O palestrante também explica sua técnica para o crescimento profissional constante, os 3 A’s: ambição, autoconfiança e audácia. Esses itens são essenciais para continuar ascendendo em todas os âmbitos da vida profissional.

Alexandre Slivnik é reconhecido oficialmente pelo governo norte americano como um profissional com habilidades extraordinárias (EB1). É autor de diversos livros, entre eles do best-seller O Poder da Atitude. É diretor executivo do IBEX – Institute for Business Excellence, sediado em Orlando / FL (EUA). É Vice-Presidente da Associação Brasileira de Treinamento e Desenvolvimento (ABTD) e diretor geral do Congresso Brasileiro de Treinamento e Desenvolvimento (CBTD). É membro da Society for Human Resource Management (SHRM) e da Association for Talent Development (ATD). Palestrante e profissional com 19 anos de experiência na área de RH e Treinamento. É atualmente um dos maiores especialistas em excelência em serviços no Brasil. Palestrante Internacional com experiência nos EUA, ÁFRICA e JAPÃO, tendo feito especialização na Universidade de HARVARD (Graduate School of Education – Boston/ EUA). www.slivnik.com.br

 

 

Salão do Artesanato Paraibano é oportunidade de negócios para mais de 4 mil artesãos

Exposição permanece até 26 de janeiro e expectativa é que as vendas superem R$1,5 milhão

stand sebrae mariscosA diversidade e a originalidade do artesanato paraibano estão expostas até o dia 26 de janeiro, no Jangada Clube em João Pessoa. Em sua XIX edição, o Salão do Artesanato Paraibano mostra, a cada ano, produtos criados por artesãos e artistas criativos, inovadores e empreendedores. A mistura de materiais, novos designs e a valorização da cultura local são os principais elementos do Salão deste ano, que tem como tema “Nossa Arte tem Fibra”.

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Mais que um ambiente de exposição e um atrativo turístico, o Salão é um espaço de negócios para mais de 4 mil artesãos de 130 municípios. A expectativa da organização do evento é que as vendas superem R$1,5 milhão. “No período que antecedeu o Salão, o Sebrae realizou diversas capacitações e consultorias com os artesãos, para que eles chegassem mais preparados no que diz respeito à inovação, design e vendas”, destacou o gerente da agência do Sebrae em João Pessoa, Edilson Azevedo.

A artesã Beth Paz, 35 anos, de João Pessoa é um dos exemplos de quem se preparou para fazer bons negócios no evento. “A cada ano procuro uma proposta nova para apresentar no Salão de Artesanato. No ano passado fiz um curso de qualificação em couro, oferecido pelo Sebrae em Campina Grande, incorporei o tear e criei produtos novos”, disse Beth. O resultado são colares, braceletes e telas inovadoras e originais, que chamam a atenção do público que visita o Salão.

Já recebi propostas de lojas de Recife e de João Pessoa que querem vender minhas peças. Vejo que estou no caminho certo e quero cada vez mais aprimorar minhas técnicas e me formalizar como empresária”, ressaltou a artesã, que trabalha com o couro de bode e fios. Seu próximo passo é se inscrever como Microempreendedora Individual (MEI), ter o CNPJ e formalizar a atividade que exerce há seis anos.

Artesãs do crochê também buscaram a qualificação para apresentar novos produtos durante o Salão de Artesanato. Durante o mês de novembro do ano passado, cerca de 30 mulheres participaram da consultoria com a designer Adriana Yasbek, oferecida pelo Sebrae. “Ela nos propôs inovar, trabalhar com cores, aprender as melhores combinações. Eu amo o meu trabalho, vivo dele e achei fantástico aprender coisas novas, que têm atraído meus clientes”, destacou Socorro Moraes, nascida no Acre e há 30 anos na Paraíba. “Vejo o resultado da consultoria nas minhas peças e nas das minhas colegas. É muito gratificante”, completou.

Novos negócios orgulham a comunidade

Produtos feitos com a escama do peixe, mariscos, fios ou fibra da bananeira também têm novo design. Mais que isso: mulheres que não tinham renda, agora se sustentam com o próprio trabalho. Durante o ano de 2013, o Sebrae promoveu oficinas de design em três comunidades: para as marisqueiras da praia de Acaú (Pitimbu), para artesãs que trabalham com a escama de peixe, na Associação Farol de Cabedelo e para mulheres do Jardim Alfa, também em Cabedelo, que usam o tear. O artesanato feito com a fibra da bananeira, na comunidade Chã de Jardim, na cidade de Areia, também recebeu consultoria do Sebrae.

Em todas essas comunidades, o designer Sérgio Matos foi o responsável pela consultoria. “Eu sempre fiz artesanato, mas com o curso aprendi coisas novas e muito bonitas. Fiquei muito orgulhosa do nosso trabalho”, destacou a artesã Anilza Barbosa, uma das marisqueiras de Acaú. Cerca de 15 mulheres da sua comunidade aprenderam a produzir novas peças com Sérgio Matos. São vasos, luminárias, fruteiras que ganharam formas diferenciadas, cores e estão sendo vendidas durante o Salão.

Nossos produtos estão sendo bem aceitos. Ficamos muito animadas, pois estamos trazendo novidades para nossos clientes”, disse Lia Caju, que produz flores e acessórios de escama de peixe. Maria das Graças, que aprendeu novas técnicas de tear, em Cabedelo, está otimista quanto às vendas e ao seu futuro. “Em 2008, comecei a fazer cursos e aprendi uma profissão. Agora já ensino para minha comunidade e estou ajudando outras mulheres a terem uma renda. Além do tear, estou aprendendo cerâmica e a produzir telas”, completou a artesã.

Salão do Artesanato Paraibano

XIX Salão do Artesanato Paraibano está montado no Jangada Clube, na praia do Cabo Branco, em João Pessoa, em um espaço de 3.500 m². Funciona diariamente, das 15h às 22h, até o dia 26 de janeiro. A visitação é gratuita. Os artesãos apresentam peças em fibra, madeira, algodão colorido, cerâmica, couro, tecelagem, brinquedo, pedra, metal, osso, cordel, xilogravura e habilidades manuais. O Salão é realizado em parceria pelo Governo do Estado, através do Programa do Artesanato Paraibano, e o Sebrae Paraíba.


SEBRAE PARAÍBA