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Policiais do 4º BPM realizam operação e apreendem arma de fogo em Mulungu

Durante a Operação Pôr do Sol, realizada por policiais do 4º BPM (Batalhão de Polícia Militar) no final da tarde e início da noite dessa sexta-feira (3), um homem foi preso e uma arma de fogo, um revólver calibre 38 com seis munições intactas, foi apreendida na zona rural de Mulungu. A operação foi comandada pelo tenente-coronel Gilberto e, além de Mulungu, foi realizada também nas zonas rurais e urbanas dos municípios de Guarabira, Sertãozinho e Alagoinha. O homem foi preso em flagrante por porte ilegal de arma de fogo e a moto foial apreendida pela CPTran por estar com o licenciamento atrasado.

O homem preso com a arma estava de carona na moto, que foi abordada durante a operação, que visa à prevenção e combate a assaltos, tráfico de drogas e crimes contra a vida e o patrimônio. Além do Comando do 4° BPM, participaram da operação as guarnições do CPU (Coordenador de Policiamento da Unidade), tenente Danilo, Patamos, Força Tática, Rotam e CPTran.

POSSE DE ENTORPECENTE – Durante rondas realizadas no Parque do Poeta, a guarnição da Força Tática visualizou dois homens em atitude suspeitas. Ao fazer a abordagem policial, foi constatado que eles portavam substâncias semelhantes à maconha e cocaína. Com o apoio da Rádio Patrulha, os dois foram conduzidos à delegacia.

 

Assessoria 4º BPM

 

 

Operação conjunta interdita duas fábricas irregulares de álcool na Grande João Pessoa e proprietário é preso

Uma operação conjunta deflagrada nesta quarta-feira (25) descobriu e lacrou duas fábricas de álcool líquido, com indicação de que seria de 70%, nos municípios de Santa Rita e João Pessoa, após constatar uma série e graves irregularidades nas áreas fiscal, sanitária, ambiental, de segurança e até de funcionamento.

Participaram da operação a Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz), o Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado), a Polícia Civil e o Batalhão Ambiental, além do Instituto de Polícia Científica, da Sudema (Superintendência de Administração do Meio Ambiente do Estado), e da Agevisa (Agência Estadual de Vigilância Sanitária).

Após uma ação fiscal da Gerência Executiva de Combate à Fraude Fiscal da Sefaz detectar irregularidades fiscais na compra de álcool por uma distribuidores de medicamentos, envolvendo uma fábrica em Santa Rita, os auditores encontraram também outras graves irregularidades na fábrica, o que levou a acionar outros órgãos como as Polícias Civil e Científica, o Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado), a Sudema (Superintendência de Administração do Meio Ambiente do Estado), além de técnicos do Lacen (Laboratório Central de Saúde Pública da Paraíba) para ampliar as investigações. Durante a ação, o proprietário do primeiro alvo no município de Santa Rita foi preso e conduzido à Delegacia do município.

Mais de 100 mil litros vendidos – Segundo o gerente executivo de Combate à Fraude Fiscal, Francisco Cirilo Nunes, a fábrica de álcool líquido estava há oito meses sem declarar ao Fisco o seu faturamento, mas a maior gravidade encontrada foi no acondicionamento do líquido inflamável e nas instalações precárias do galpão onde funcionava a fábrica, colocando em risco não apenas a vida dos funcionários, mas a da população.

“Cerca de 90% das bombonas, recipientes de grande porte para armazenar o álcool líquido, estavam com tarjas e selos de que tinham sido já usados por produtos corrosivos e que foram reutilizados sem qualquer higienização necessária, o que pode trazer grandes riscos à saúde da população. Essa fábrica em apenas 23 dias neste mês de março já havia comercializado 101 mil litros para hospitais, farmácias e distribuidores de medicamentos do Estado. No local, era visível a falta de higiene, além da falta de acondicionamento do produto, que é extremamente inflamável e de risco. No galpão, não encontramos também qualquer comprovação técnica de que essas bombonas passaram por ações de higienização corretas e necessárias para armazenar o produto, muito procurado agora diante da pandemia do coronavírus, pois tem sido  usado cotidianamente para desinfecção de superfícies, equipamentos hospitalares e de pessoas”, detalhou Cirilo, acrescentando que além do cancelamento da inscrição estadual do estabelecimento, que funcionava com uma série de irregularidades, a fábrica foi também lacrada pelos auditores fiscais.

Fábrica em JP não tinha Alvará de funcionamento – A partir dos documentos encontrados na fábrica de Santa Rita foi possível chega e identificar o segundo alvo no final da tarde desta quarta-feira, que era uma fábrica na Rua da Areia, no centro histórico de João Pessoa. “O caso ainda era mais grave. O estabelecimento funcionava sem alvará de funcionamento, com instalações e equipamentos extremamente precários, com fortes indícios de sonegação fiscal. O proprietário não estava no local, mas apenas um responsável técnico”, explicou o secretário executivo da Sefaz, Bruno Frade, que liderou a operação do 2º alvo.

Qualidade do produto será testada – O gerente executivo de Combate  completou que os técnicos do Lacen e da polícia científica vão investigar ainda a qualidade e a eficiência do produto, que tem ter a composição a 70% para a sua comercialização. “A localização e o endereço da fábrica foram as etapas mais difíceis da ação fiscal. No galpão, não havia placa ou qualquer informação de funcionamento de uma fábrica de álcool naquele local, por isso houve dificuldade da equipe do Gecof localizá-la”, acrescentou Cirilo Nunes, informando que o estabelecimento não tinha autorização para fabricar álcool em gel, mas apenas líquido.

Como tudo começou – As investigações da Gerência Executiva de Combate à Fraude Fiscal da Sefaz começaram por uma ação fiscal numa distribuidora de medicamentos da Grande João Pessoa, que havia comprado 30 mil litros de álcool líquido de um fornecedor, mas que em seu depósito não havia qualquer recipiente. Após levantamento de documentos fiscais, descobrimos que entre 1º a 23 deste mês de março, essa fábrica de Santa Rita, que fornecia o produto, havia vendido 101 mil litros de álcool a 70% para farmácias, hospitais e distribuidoras e medicamentos. Contudo, encontramos uma grave irregularidade do estabelecimento: há oito meses a fábrica não declarava seu faturamento ao Fisco. Com base nas investigações e informação, montou-se uma ação fiscal que desencadeou na descoberta in loco de uma série de irregularidades.  A localização do estabelecimento foi uma das etapas mais complicada para os auditores fiscais da Gecof na ação fiscal, pois o estabelecimento, uma espécie de galpão, não tinha qualquer identificação que indicasse de ser tratar de uma fábrica de álcool.

 

Ascom/SefazPB

 

 

Policiais do 4° BPM e bombeiros militares realizam em Guarabira a Operação Previna-se

Policiais do 4º BPM (Batalhão de Polícia Militar) e bombeiros do 3º BBM (Batalhão de Bombeiro Militar), ambos sediados em Guarabira, realizaram, durante a noite desse sábado (21) e madrugada deste domingo (22), a Operação Previna-se pelas ruas da cidade, conscientizando as pessoas para se recolherem em suas residências e prevenindo a contaminação pelo Novo Coronavírus.

A Operação foi comandada pelo major Silva Ferreira e contou com a participação das guarnições do CPU (Coordenador de Policiamento da Unidade), tenente Danilo, Táticos I, II e III, além da Rádio Patrulha. A Operação Previna-se, promovida pela Polícia Militar da Paraíba, será realizada também em outras cidades da área do 4º BPM.

 

Assessoria 4º BPM

 

 

Operação investiga licitações da Prefeitura de Alhandra orçadas em mais de R$ 577 mil para reforma de carteiras

A Polícia Civil da Paraíba deflagrou uma operação nesta quarta-feira (11) para investigar processos licitatórios feitos pelo prefeito da cidade de Alhandra, Renato Mendes. De acordo com as primeiras informações, há indícios de irregularidades na contratação de empresas prestadoras de serviço de reforma em carteiras escolares, cadeiras e armários.

Os contratos investigados por irregularidades estão orçados em mais de R$ 577 mil. A Operação de perícia está sendo desencadeada pela Delegacia Especializada de Repressão à Corrupção (Deccor) e Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco) da Paraíba.

Com 21 unidades escolares na rede municipal de ensino, sendo 3 creches e 18 escolas, a prefeitura gastou mais de meio milhão nos últimos dois anos em reforma de carteiras escolares. De acordo com o Sistema de Acompanhamento de Gestão dos Recursos da Sociedade (Sagres), do Tribunal de Contas do Estado da Paraíba (TCE-PB), no ano de 2019 os gastos chegaram a R$ 316.135,00, mas em 2018, a gestão municipal já havia realizado uma contratação para o mesmo serviço, desembolsando dos cofres públicos R$ 261.900,00 apenas com reformas de carteiras.

Até o momento, apenas uma escola teria sido vistoriada. As perícias deverão acontecer durante as aulas, de maneira segura e que não atrapalhe o ensino, para verificar a qualidade dos serviços contratados durante o uso dos materiais.

A operação conta também com a participação de três peritos do Instituto de Polícia Cientifíca (IPC) e policiais da Delegacia de Defraudações e Falsificações (DDF) e da Delegacia de Repressão a Entorpecentes.

 

clickpb

 

 

Operação Calvário: radialista tem prisão mantida e vai para presídio do Róger, na PB

O radialista Fabiano Gomes teve a prisão temporária mantida após audiência de custódia nesta quarta-feira (11). Ele será encaminhado ao Presídio do Róger, onde deve ficar preso, pelo menos, até o sábado (14), caso a prisão não seja revogada ou convertida em preventiva. Fabiano Gomes foi preso nesta terça-feira (10) na oitava fase da Operação Calvário, em João Pessoa. Ele é suspeito de atrapalhar as investigações solicitando dinheiro aos investigados para não divulgar informações sigilosas.

Fabiano Gomes denunciou ao juiz que, em prisão anterior, houve problemas com agentes penitenciários no presídio do Róger. Como medida de cautela, o juiz definiu que ele não tenha contato pessoal com o diretor do presídio. O radialista ficará, durante os cinco dias, na cela do seguro no Róger. Ele só poderá receber visita da esposa, dos filhos, pais e avós.

Segundo o blog de Matheus Leitão, do G1, o radialista também vai responder por porte ilegal de arma. Outros nove mandados de busca e apreensão estão sendo cumpridos em João Pessoa e Bananeiras, na Paraíba. Um auditor também é investigado.

A defesa do radialista Fabiano Gomes informou que via estudar nesta quarta-feira a necessidade ou não de um recurso, já que o radialista só deve ficar preso, por enquato, até o sábado.

Arma apreendida na casa do radialista Fabiano Gomes; ele foi preso na oitava fase da Operação Calvário e também vai responder por porte ilegal de arma — Foto: Polícia Federal/Divulgação

Arma apreendida na casa do radialista Fabiano Gomes; ele foi preso na oitava fase da Operação Calvário e também vai responder por porte ilegal de arma — Foto: Polícia Federal/Divulgação

A 8ª fase da Operação Calvário e investiga a lavagem de dinheiro de recursos desviados de organizações sociais da área da saúde, por meio de jogos de apostas autorizados pela Loteria do Estado da Paraíba (Lotep).

De acordo com as investigações, parte dos recursos teriam sido desviados com a participação do auditor do Tribunal de Contas do Estado (TCE), Richard Euler Dantas de Souza. Ele teria recebido uma valor para atrapalhar a fiscalização nas organizações sociais. O TCE-PB não se posicionou sobre o caso.

Além disso, também com o objetivo de impedir a investigação da Operação Calvário, o radialista Fabiano Gomes estaria utilizando canais da imprensa para constranger os investigados ou potenciais investigados. Ele teria solicitado a eles uma quantia em dinheiro para não revelar nenhum conteúdo sigiloso sobre eles.

Ao todo, 55 policiais federais e cinco auditores da Controladoria Geral da União participaram do cumprimento dos mandados, que aconteceram nas residências dos investigados e no Tribunal de Contas do Estado da Paraíba.

As ordens foram expedidas pelo Desembargador Ricardo Vital de Almeida, do Tribunal de Justiça do Estado da Paraíba.

Outros envolvidos na oitava fase

Foram alvos de busca e apreensão na oitava fase da Operação Calvário o irmão do ex-governador da Paraíba, Coriolano Coutinho, acusado de ser sócio oculto do Paraíba de Prêmios (jogo de oposta); Mayara de Fátima Martins de Souza, chefe de gabinete de Estela Izabel, e secretária-geral da Cruz Vermelha Brasileira (CVB); e Denylson Oliveira Machado, um dos responsáveis pelo Paraíba de Prêmios.

A defesa de Coriolano Coutinho disse que não sabe ainda do que se trata, pois não teve acesso a informações da operação. O G1 não conseguiu contato com as outras defesas.

Gaeco e Polícia Federal desencadeiam 8ª Fase da Operação Calvário

Gaeco e Polícia Federal desencadeiam 8ª Fase da Operação Calvário

Vídeo mostra negociação de propina feita por auditor

Um vídeo, que faz parte do processo da Operação Calvário, mostra o que seria um encontro entre o auditor do Tribunal de Contas do Estado (TCE), Richard Euler Dantas de Souza, e o ex-superintendente da Cruz Vermelha, Ricardo Elias Antônio, ambos denunciados pelo Ministério Público. No encontro os dois, segundo o Ministério Público, tratariam do pagamento de R$ 200 mil ao auditor para “esfriar” as fiscalizações em contratos da Saúde do Estado. O vídeo faz parte da denúncia.

  • Ricardo Elias: Eu só deixa… Se tá no meu bolso, vamos lá. Isso aqui é o…
  • Richard: (inaudível) aquele negócio.
  • Ricardo Elias: (inaudível) aquele negócio lá.
  • Richard: Beleza.
  • Ricardo Elias: Você me pediu, tá! Tá resolvido.
  • Richard: (inaudível)
  • Ricardo Elias: Aí… Deixa… É que eu tô hoje… Nem tô com muito tempo de folga, tô ferrado de correria. Só mau notícias (inaudúvel) que que aconteceu? Você…
Policiais federais cumpriram mandado de busca e apreensão no Palácio da Redenção, durante sétima fase da Operação Calvário, em João Pessoa — Foto: Divulgação/PF

Policiais federais cumpriram mandado de busca e apreensão no Palácio da Redenção, durante sétima fase da Operação Calvário, em João Pessoa — Foto: Divulgação/PF

Operação Calvário

A Operação Calvário foi desencadeada em dezembro de 2018 com o objetivo de desarticular uma organização criminosa infiltrada na Cruz Vermelha Brasileira, filial do Rio Grande do Sul, além de outros órgãos governamentais. A operação teve oito fases, resultando na prisão de servidores e ex-servidores de alto escalão na estruturado governo da Paraíba.

A investigação identificou que a organização criminosa teve acesso a mais de R$ 1,1 bilhão em recursos públicos, para a gestão de unidades de saúde em várias unidades da federação, no período entre julho de 2011 até dezembro de 2018.

Na sétima fase, o governador da Paraíba, João Azevêdo (Cidadania), e o ex-governador Ricardo Coutinho (PSB), se tornaram alvos, no dia 17 de dezembro de 2019. Um mandado de prisão foi expedido contra o ex-governador. Em relação ao atual governador, houve somente mandados de busca e apreensão, determinados para o palácio de governo e para a residência oficial.

Também foram expedidos mandados de prisão contra a deputada estadual Estela Bezerra (PSB) e a prefeita do município paraibano de Conde, Márcia Lucena (PSB). Ao todo, a “Operação Calvário – Juízo Final” expediu 17 mandados de prisão preventiva e 54 de busca e apreensão.

O ex-governador Ricardo Coutinho foi preso no fim da noite do dia 19 de dezembro e teve a prisão preventiva mantida no dia 20 de dezembro após audiência de custódia. Ele foi encaminhado para a Penitenciária de Segurança Média Juiz Hitler Cantalice, no bairro de Mangabeira, na capital paraibana, onde também foram os demais presos na sétima fase da Operação Calvário com prerrogativa de prisão especial. Ele deixou o presídio no dia 21 de dezembro de 2019.

G1

 

Polícia Federal deflagra operação na manhã desta quinta-feira na Paraíba e outros oito estados

A Polícia Federal cumpre na manhã desta quinta-feira (5),  72 mandados de busca e apreensão na Paraíba e outros oito estados relativos a uma operação internacional contra o tráfico de armas. Um apartamento no bairro Jardim Aeroporto e uma empresa estão entre os alvos, na cidade de Bayeux, Região Metropolitana de João Pessoa.

Além da Paraíba, a ação ocorre nos estados do Paraná, Bahia, Rio Grande do Norte, São Paulo, Sergipe, Santa Catarina, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul.

Sobre os crimes

Estão sendo investigados os crimes de tráfico internacional de armas de fogo, lavagem de dinheiro, associação criminosa e falsidade ideológica.

Segundo a PF, a investigação começou no primeiro semestre de 2018, quando a polícia identificou que armas de fogo estariam sendo transportadas pelos Correios, escondidas dentro de equipamentos de treino para artes marciais, como aparadores de chute, luvas e caneleiras.

 

Portal WSCOM

 

 

Operação cumpre mandados de prisão contra grupo suspeito de criar empresas de fachada, na PB

Dez mandados de prisão, sendo cinco preventivas e cinco temporárias, e 14 mandados de busca e apreensão são cumpridos na manhã desta quarta-feira (4), nas cidades de João Pessoa, Campina Grande, Patos e Sousa, na Paraíba. A Operação Noteiras tem como objetivo desarticular uma organização criminosa suspeita de criar empresas de fachada para simular operações de compra e venda de mercadorias. Até as 7h30, quatro pessoas já tinham sido conduzidas para a Central de Polícia de Campina Grande.

Participam da operação a Secretaria de Estado da Fazenda, a Polícia Civil, por meio da Delegacia de Crimes Contra a Ordem Tributária e o Ministério Público Estadual, por meio da Promotoria de Justiça de Crimes Contra a Ordem Tributária, com apoio do Gaeco. Durante a ação, são três promotores de Justiça, cerca de 50 policiais civis e 34 auditores fiscais da Fazenda Estadual, com suas respectivas equipes.

Os mandados de prisão preventiva, prisão temporária e de busca e apreensão estão sendo cumpridos nas residências, empresas e escritórios de contabilidade dos envolvidos, expedidos pela 6ª Vara Criminal da Comarca de João Pessoa.

O esquema de fraude fiscal estruturada, investigado pela operação, envolve uma organização criminosa e um grupo de empresas que, juntas, movimentaram, de forma ilícita, aproximadamente R$ 200 milhões em mercadorias e notas fiscais falsas.

Durante as investigações, constatou-se a existência de uma organização criminosa especializada na constituição de empresas de fachada que simulam operações de compra e venda de mercadorias, com o fim de acobertar operações realizadas por outras empresas que, por sua vez, funcionam com ares de regularidade, promovendo a circulação de mercadorias sem o recolhimento do imposto devido, causando grave dano ao Estado da Paraíba.

Os investigados na Operação Noteiras responderão por crimes contra a ordem tributária, organização criminosa e falsidade ideológica, cujas penas, somadas, chegam a 18 anos de reclusão.

G1

 

Operação apura furtos em contas bancárias na PB, DF e mais 4 estados

A Polícia Civil do Distrito Federal deflagrou, nesta quinta-feira (6), a Operação XCoderX, para investigar um esquema de furto de valores depositados em contas bancárias. Foram cumpridos 50 mandados judiciais —prisões, busca e apreensões e sequestros de bens — no próprio Distrito Federal e nos estados da Paraíba, Bahia, Ceará, São Paulo e Santa Catarina. O balanço das ações será divulgado à tarde.

Segundo a Delegacia Especial de Repressão aos Crimes Cibernéticos, após prender dois indivíduos diretamente ligados à receptação de R$ 4 mil provenientes de uma conta do Distrito Federal, a equipe de investigação identificou outros criminosos responsáveis por coordenar um esquema interestadual de subtração de valores depositados em contas de residentes de diversos estados. Os furtos eram realizados por organização criminosa com um esquema bem organizado e divisão de tarefas.

“Para realizarem as fraudes, os criminosos ligavam para as vítimas utilizando um recurso tecnológico que fazia aparecer no identificador de chamada o número do telefone oficial de um banco tradicional do Distrito Federal. Durante as ligações, os criminosos se passavam por funcionários do banco e questionavam as vítimas sobre transações bancárias suspeitas. Iludidas pela forma como se davam as ligações, as vítimas acabavam digitando os números de suas contas e as senhas no teclado de seus telefones, sendo que tais dados eram capturados pelos criminosos”, explica o delegado-chefe da DRCC, Giancarlos Zuliani.

As apurações da Operação XCoderX ainda verificaram que as vítimas eram orientadas a irem até um caixa eletrônico para gerar um QR Code — que deveria ser enviado para os criminosos por meio do aplicativo Whatsapp. De posse desses dados— número da conta, senha e QR Code—, os criminosos baixavam e instalavam um aplicativo do banco em seus telefones e passavam a realizar uma série de saques e transferências na conta da vítima.

No total, foram identificadas 37 vítimas com contas bancárias no Distrito Federal, sendo que o prejuízo causado pela referida organização criminosa foi inicialmente calculado em R$ 1,1 milhão. “Tal valor pode aumentar se forem somadas as vítimas de outros estados”, acrescenta Zuliani.

Os suspeitos irão responder pelos crimes de furto mediante fraude, organização criminosa e lavagem de dinheiro, com penas que poderão chegar a 10 anos de reclusão.

 

portalcorreio

 

 

Livânia ia se matar antes de ser presa na operação Calvário, revela colunista do UOL

A ex-secretária estadual de Administração Livânia Farias pensou em suicídio antes de ser presa pela Operação Calvário. A revelação está publicada neste domingo (12) no portal Folha Uol pela jornalista Mariana Carneiro.

De acordo com a coluna, antes de se tornar delatora na Operação Calvário, que mira o ex-governador da Paraíba Ricardo Coutinho (PSB), a ex-secretária estadual Livânia Farias mandou cartas a familiares e amigos em que relata angústia após se tornar alvo do Ministério Público.

Os textos foram escritos pouco antes de ela ser presa, em 16 de fevereiro de 2019. Nas cartas, ela reclama do que considerou perseguição e espetacularização do caso pelos procuradores do estado e faz planos para o próprio funeral. Farias diz que a pressão sobre a família é tanta que os filhos não podem sair de casa.

Ainda segundo a publicação, uma das cartas foi para Ricardo Coutinho. Ela agradece ao ex-governador pela confiança e diz que o tinha como espelho no trabalho no governo. Mas alega que o fardo da ofensiva do MP é pesado. Meses depois, a ex-secretária delatou o antigo chefe. Farias revelou suposto pagamento de R$ 4 milhões em propina ao político.

Ré sob a acusação de ter recebido suborno, ela saiu da prisão dias após assinar o acordo de colaboração e aguarda em liberdade o seu julgamento. A Calvário investiga desvio de R$ 134,2 milhões da área de saúde estadual.

 

clickpb

 

 

Citado em delação na Operação Calvário, deputado nega acusações

A Operação Calvário continua causando polêmicas na Paraíba. Novas delações vêm chamando atenção dos paraibanos e da classe política.

Ao Ministério Público, a ex-secretária de finanças de João Pessoa e ex-secretária de Administração do Estado, Livânia Farias, presa em um das fases da Calvário, revelou compra a de apoio políticos nas eleições de 2014.

Segundo ela, um grupo de políticos do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (MDB) pediu a quantia de R$ 8 milhões para dar apoio ao ex-governador do Estado, Ricardo Coutinho, na candidatura à reeleição

Conforme a ex-secretária, estavam presentes na reunião os filiados Manoel Júnior, Trócolli, Júnior, Nabor Wanderley, Raniery Paulino e Hugo Motta.

Em trecho, ela explica o teor da reunião.

– Quando foi decidido quem ia ficar ao lado do governador para a releeição, o MDB tinha decidido, às 2 horas da manhã, que fiaria como vice. E nesse momento o partido, Manoel Júnior, Trocolli, Nabor, Hugo Motta, Raniery Paulino, essas pessoas só aceitaram Vitalzinho como vice se fizéssemos um repasse de oito milhões de reais. Só não ia receber desse montante Vitalzinho, que ia ser vice, e Veneziano. Ricardo passou mal, precisou se recolher e eles queriam que eu desse a minha palavra que teriam esse dinheiro, mas só havia 500 mil – explicou.

Citado na delação, o deputado Raniery Paulino (MDB) se defendeu das acusações.

Em entrevista ele alegou que nunca esteve com Livânia e que pode ter sido alvo de vingança por parte da secretária.

– Reforço minha crença no Gaeco. Nunca tive tratativa ou conversa com Livânia Farias. Posso ter cumprimentado em algum evento, mas nunca sentei para conversar com ela. Eu gostaria de pedir as imagens da granja Santana para saber quem saiu e quem entrou lá no dia que ela disse que estive lá. Em nenhum momento da minha vida estive com ela tratando sobre esse assunto. O único momento que tive foi quando solicitei que ela fizesse esclarecimentos na Assembleia. Talvez ela tenha ficado chateada e quis se vingar – frisou.

 

paraibaonline