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Fome extrema atinge mais de 113 milhões no mundo, diz relatório da ONU

Mais de 113 milhões de pessoas em 53 países sofreram “insegurança alimentar aguda” em 2018, afirma um relatório global da ONU sobre a crise alimentar divulgado nesta terça-feira (2).

O relatório apresentado pela União Europeia (UE), Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) e o Programa Alimentar Mundial (PAM), entre outras organizações, destaca que o problema afeta principalmente o continente africano.

Os países que atravessaram as mais graves crises alimentares são Iêmen, República Democrática do Congo, Afeganistão, Etiópia, Síria, Sudão, Sudão do Sul e o norte da Nigéria.

Dominique Burgeon, chefe de emergências da FAO, afirmou que os países africanos são atingidos de forma “desproporcional” pela fome aguda, com quase 72 milhões de pessoas afetadas. Segundo o documento, nos últimos três anos, cerca de 50 países vivem dificuldades cada vez maiores para alimentar a suas populações.

A principal causa da insegurança alimentar em todo o mundo foram as guerras. Cerca de 74 milhões de pessoas, ou seja, dois terços da população que enfrenta a fome aguda, estavam em 21 países ou territórios localizados em zonas de conflito, assim como já havia ocorrido em 2017.

“Nesses países, até 80% das populações afetadas dependem da agricultura”, afirmou Burgeon. “Estas pessoas precisam receber assistência humanitária de emergência para poder se alimentar e condições para impulsionar a agricultura.”

Em 2018, o número total de pessoas que sofreram fome aguda apresentou leve redução em comparação a 2017 (124 milhões). Isso pode ter ocorrido em razão de alguns países estarem menos expostos a riscos climáticos violentos, como secas, inundações ou chuvas.

“Este recuo no valor absoluto é um epifenômeno”, minimizou Burgeon. A redução ocorreu “devido à ausência do fenômeno climático ‘El Nino’, que afetou muito as culturas na África Austral e no Sudeste Asiático em 2017”.

“Por causa dos violentos ciclones e tempestades em Moçambique e no Malawi este ano, já sabemos que esses países estarão no relatório do ano que vem”, observou.

José Graziano da Silva, diretor-geral da FAO, avalia que, apesar da ligeira queda em 2018 no número de pessoas com insegurança alimentar aguda, a forma mais extrema de fome, “o número ainda é alto demais”.

Ele diz que é preciso investimentos de grande porte no desenvolvimento, ajuda humanitária e na construção da paz “para construir a resiliência das populações afetadas e pessoas vulneráveis”, acrescentando que “para salvar vidas, também temos que salvar os meios de subsistência”.

O diretor-executivo do PAM, David Beasley, observou que para erradicar a fome é necessário atacar suas causas fundamentais. “Conflitos, instabilidade, impacto dos choques climáticos. Rapazes e moças precisam ser bem nutridos e educados, as mulheres precisam ser verdadeiramente fortalecidas, a infraestrutura rural deve ser fortalecida para conseguirmos esse objetivo de fome zero”, destacou.

O relatório pede o fortalecimento da cooperação entre a prevenção, preparação e reação no atendimento às necessidades humanitárias urgentes e às causas profundas, que incluem as mudanças climáticas, choques econômicos, conflitos e deslocamentos.

G1 

 

 

Em 79º lugar, Brasil estaciona no ranking de desenvolvimento humano da ONU

ONUO programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) divulgou nesta terça-feira (21) o Relatório de Desenvolvimento Humano (RDH), e o Brasil se manteve no 79º lugar no ranking que abrange 188 países, do mais ao menos desenvolvido. O relatório foi elaborado em 2016 e tem como base os dados de 2015.

O IDH é um índice medido anualmente pela ONU e utiliza indicadores de renda, saúde e educação.

O ranking mundial de desenvolvimento humano dos países apresenta o índice de cada nação, que varia de 0 a 1 – quanto mais próximo de um, mais desenvolvido é o país. No RDH divulgado nesta terça, o Brasil registrou IDH de 0,754, mesmo índice que havia sido registrado em 2014.

Conforme o relatório da Pnud, esta foi a primeira vez desde 2010 que o IDH do Brasil se manteve no mesmo patamar:

A evolução do IDH do Brasil de 2010 a 2015, segundo as Nações Unidas (Foto: Arte/G1)

A evolução do IDH do Brasil de 2010 a 2015, segundo as Nações Unidas (Foto: Arte/G1)

A ONU divide os países entre os que têm o desenvolvimento humano “muito alto”, “alto”, “médio” e “baixo”.

Veja na imagem abaixo quais países ocupam os primeiros lugares no ranking mundial de IDH; os que estão próximos à faixa do Brasil; e os que ocupam os últimos lugares no ranking (na sequência, saiba mais sobre o IDH dos países vizinhos; e os índices do Brasil para educação e desigualdade):

Ranking mundial de desenvolvimento humano, divulgado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Foto: Arte/G1)

Ranking mundial de desenvolvimento humano, divulgado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Foto: Arte/G1)

América Latina

Na América do Sul, alguns países vizinhos ao Brasil apresentaram índices de desenvolvimento humano melhores.

O Chile, por exemplo, ficou em 38º lugar, com IDH 0,847; a Argentina, em 45º lugar (IDH 0,827); o Uruguai, em 54º lugar (IDH 0,795); e a Venezuela, em 71º lugar (IDH 0,767).

No Mercosul, o único abaixo do Brasil no ranking é o Paraguai, no 110º lugar (IDH 0,693). O país se enquadra naqueles com desenvolvimento humano “médio”, segundo a ONU. Outros países vizinhos, como Equador (IDH 0,739) e Colômbia (IDH 0,727), ficaram nas posições 89 e 95, respectivamente.

Na América Central, também há países melhores classificados do que o Brasil. Cuba, por exemplo, está no 68º lugar (IDH 0,775); Trinidad e Tobago, no 65º lugar (IDH 0,780); e Barbados, na 54ª posição (IDH 0,795).

Brics

Entre os Brics, grupo formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, o país está atrás somente da Rússia, no 49º lugar (IDH 0,804).

Na sequência, entre os países do grupo, aparecem China, no 90º lugar (IDH 0,738, excluída Hong Kong); África do Sul, na 119ª posição (IDH 0,666); e Índia, no 131º lugar (IDH 0,624).

Desigualdade

Ao elaborar o Relatório de Desenvolvimento Humano, o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento também divulga o “IDH ajustado à desiguldade”.

Nem todos os países têm esse índice medido pela ONU. No caso do Brasil, o Pnud afirma que, se for levado em conta o “IDH ajustado à desigualdade”, o índice de desenvolvimento humano do país cairia de 0,754 para 0,561 e o Brasil cairia 19 posições no ranking mundial. Países vizinhos como Argentina e Uruguai também perderiam posições, 6 e 7, respectivamente.

Entre os 20 primeiros países do ranking, classificados entre as nações com desenvolvimento humano “muito alto”, somente Países Baixos, Islândia, Suécia e Luxemburgo ganhariam posições, se levada em conta a desigualdade social. Estados Unidos, Dinamarca e Israel, por exemplo, cairiam.

Escolaridade e expectativa de vida

Um dos itens que compõem o IDH é a expectativa de anos de estudo dos cidadãos. De 2010 a 2013, esse número subiu de 14 anos para 15,2 anos, mas, desde então, não aumentou, se mantendo o mesmo em 2014 e em 2015.

A média de anos de estudo, por outro lado, manteve neste ano a trajetória de crescimento que vem sendo registrada desde 2010. Naquele ano, eram 6,9 anos. O número, então, subiu para 7,2 anos em 2012 e para 7,7 anos em 2014, por exemplo, chegando a 7,8 anos em 2015. A média brasileira, porém, está abaixo das registradas no Mercosul e nos Brics.

Outro idem levado em conta na composição do IDH é a expectativa de vida ao nascer. Segundo o relatório divulgado nesta terça, a expectativa dos brasileiros manteve a trajetória de crescimento dos últimos. De 2014 para 2015, o índice subiu de 74,5 anos para 74,7 anos.

Desde 2010, o número tem subido. Naquele ano, eram 73,3 anos, depois, em 2011, passou para 73,6 anos; 73,9 anos (2012); e 74,2 anos (2013).

Metodologia

De acordo com a ONU, o Índice de Desenvolvimento Humano leva em cosideração três fatores:

  • Saúde (expectativa de vida);
  • Conhecimento (média de anos de estudo e os anos esperados de escolaridade);
  • Padrão de vida (renda nacional bruta per capita).

Para formular o IDH, o Pnud informou que não coleta dados com os países analisados, mas, sim, checa bases de dados internacionais, como da Organização Mundial de Saúde (OMS) e da Organização Internacional do Trabalho (OIT).

De acordo com as Nações Unidas, é comum, após a divulgação do IDH, países reivindicarem melhores avaliações conforme dados próprios, contrariando o “princípio de independência” que o Pnud defende para o ranking mundial.

O IDH divulgado nesta terça foi elaborado em 2016 com base nos dados de 2015. O relatório do Pnud abrange 188 posições (no caso da China, o IDH de Hong Kong é divulgado em separado).

Segundo a ONU, o índice foi criado como uma forma de se contrapor ao critério de desenvolvimento de um país tendo como base somente o resultado de crescimento econômico, medido pelo Produto Interno Bruto (PIB).

O organismo internacional diz que outros critérios, como acesso à educação e expectativa de vida, também devem ser usados para medir o desenvolvimento de um país.

G1

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Pessoas com Aids que recebem tratamento dobraram em 5 anos, afirma a ONU

aidsO número de pessoas com Aids que recebem tratamento com antirretrovirais dobrou em cinco anos, chegando a 18,2 milhões, ou seja, a metade das pessoas que vivem hoje com HIV ou Aids no mundo, anunciou a ONUAids nesta segunda-feira (21).

Em junho de 2016, “18,2 milhões de pessoas” tinham acesso aos tratamentos, um milhão a mais do que no início do ano e duas vezes mais do que há cinco anos, indicou o relatório da ONUAids, o programa das Nações Unidas sobre HIV e Aids.

“Se estes esforços prosseguirem será possível atingir o objetivo de 30 milhões de pessoas recebendo tratamento até 2020”, espera a ONUAids, que revelou o relatório em Windhoek, capital da Namíbia, um dos países mais afetados pela doença no mundo.

Assim, cerca da metade das 36,7 milhões de pessoas com Aids no mundo tem acesso a tratamentos atualmente.

“Os progressos que fizemos são notáveis, especialmente no que diz respeito aos tratamentos. Mas tudo ainda é incrivelmente frágil”, advertiu o diretor da Unaids, Michel Sidibé.

A maioria dos países estão longe de atingir o objetivo estabelecido pela ONUAids de tratar 90% dos pacientes infectados até 2020.

Não existe nenhuma vacina nem remédio para curar a Aids. O tratamento com antirretrovirais permite apenas controlar a evolução do vírus e aumentar a expectativa de vida dos soropositivos.

Uol

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ONU reclama ajuda internacional urgente para o Haiti

REUTERS/CARLOS GARCIA RAWLINS
REUTERS/CARLOS GARCIA RAWLINS

A comunidade internacional precisa de se mobilizar em força para ajudar o Haiti devastado pelo furacão Matthew, apelou segunda-feira o secretário-geral das Organização das Nações Unidas (ONU), Ban-Ki-moon.

Pelo menos 1,4 milhões de pessoas precisam urgentemente de assistência, mais de 300 escolas foram destruídas e as culturas e as reservas alimentares do país ficaram inutilizadas. E “algumas cidades e vilas praticamente desapareceram do mapa”, descreveu aquele responsável aos repórteres das agências internacionais, para acrescentar que “a tensão tem vindo a aumentar” entre os haitianos que aguardam por ajuda.

As Nações Unidas dizem precisar de reunir pelo menos 119 milhões de dólares (106 milhões de euros) nos próximos três meses para assegurar a assistência às cerca de 750 mil pessoas que se concentram nas zonas mais devastadas pelo furação. O dinheiro servirá para garantir comida, água potável e abrigo aos mais vulneráveis entre os 1,4 milhões de haitianos afectados.

O furacão Matthew, o mais destrutivo em quase uma década naquela zona, avançou sobre o Haiti a uma velocidade superior a 233 quilómetros por hora, com chuva e ventos muito fortes a destruir tudo à sua passagem. As estimativas apontam para a morte de cerca de mil pessoas, segundo a Reuters, naquele que já era o país mais pobre daquela zona do globo.

Após a tempestade, a cólera avançou sobre a zona e já matou algumas dezenas de pessoas. A cólera causa diarreia severa e mata em apenas algumas horas, se não for tratada. Espalha-se por via da água contaminada e tem um período de incubação muito curto. A epidemia foi acidentalmente introduzida naquele território por membros das forças de manutenção de paz das Nações Unidas, após o terramoto de 2010, que deixou um rasto de cerca de 200 mil mortos. O surto afectou desde então milhares de pessoas e matou cerca de nove mil, segundo a Reuters.

A ONU não assumiu oficialmente a responsabilidade, mas Ban-Ki-moon lamentou o sucedido e lembrou que o mundo inteiro tem a “responsabilidade moral” de ajudar aquela população. Aquele responsável prometeu uma nova abordagem para combater a epidemia no Haiti ainda durante este mês de Outubro, a qual passa por garantir água potável e as necessárias medidas sanitárias e de saúde.

Formado ao largo da Venezuela, o furação Matthew atravessou o mar das Caraíbas e afectou a Colômbia, a Jamaica, Cuba, a República Dominicana (quatro mortos), as Bahamas e, por fim, os Estados Unidos (pelo menos vinte mortos). Começou a retroceder no domingo.

Uol

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Quase 70% do mundo possui internet sem franquia, mostra relatório da ONU

internet-no-celularEm meio à polêmica sobre a intenção de algumas operadoras de telecomunicações brasileiras limitarem os dados na banda larga fixa, ressurgiu o debate sobre qual é o principal modelo ofertado em todo o mundo: franquia ou ilimitado? Para justificar uma possível efetivação da franquia, defensores da restrição chegaram a afirmar que a banda larga fixa limitada já é tendência em outros países.

Contudo, dos 190 países monitorados pela União Internacional de Telecomunicações (UIT), 130 deles oferecem prioritariamente planos de banda larga fixa com internet ilimitada. Ou seja, 68% dos países optaram por modelos sem franquia. A UIT é o organismo da Organização das Nações Unidas (ONU) responsável por criar padrões e recomendações globais sobre as Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs).

No fim de cada ano, a organização publica o relatório Medição da Sociedade da Informação, que traz dados atualizados sobre as telecomunicações, e divulga o ranking de países de acordo com o nível de acesso às TICs, conhecido como Índice de Desenvolvimento das TICs (IDI).

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O último relatório, publicado em novembro de 2015, mostra que a Coreia do Sul continua na liderança entre os países melhor avaliados, seguida pela Dinamarca e Islândia. O Brasil está apenas na 61º posição, bem distante dos Estados Unidos (15º), que possui um dos modelos mais competitivos do mundo. Na frente do Brasil,  também estão três países sul-americanos: Uruguai (49º), Argentina (52º) e Chile (55º).

Do dez países mais bem posicionados no ranking de desenvolvimento das TICs, apenas três aplicam prioritariamente planos limitados: Reino Unido, Luxemburgo e Islândia. Os demais optavam, até a data do levantamento, por modelos ilimitados. Entre eles, a líder Coreia do Sul e a segunda colocada, a Dinamarca.

indíce de desenvolvimento das tics

O relatório destaca também a grande ascensão do serviço móvel de celular, que chegou a mais de 7,1 milhões de inscrições em todo o mundo. Enquanto isso, a adesão à internet cabeada ainda aumenta lentamente em relação aos outros anos monitorados. Atualmente, há 800 milhões de consumidores de banda larga fixa.

Marco Civil diz que internet não pode ser bloqueada

Em 2014, o Congresso Nacional aprovou a lei Lei nº 12.965, conhecida como Marco Civil da Internet, que classifica a rede como serviço essencial aos brasileiros. “Hoje, se você é um adovgado e precisa de protocolos oficiais, só consegue tirar certidões pela internet. Para fazer um curso à distância, a mesma coisa. Por isso, a internet é um serviço essencial”, explica Flávia Lefèvre, conselheira do Terceiro Setor do Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI) e representante da Associação de Consumidores Proteste. De acordo com esse entendimento, qualquer tipo de bloqueio da internet no Brasil se torna ato ilegal.

“Antes mesmo do comparativo com outros países, nós precisamos observar que o Marco Civil da Internet não permite que serviços essenciais sejam interrompidos no Brasil”, explica Flávia Lefèvre.

Sobre a possibilidade de as empresas limitarem a velocidade após o uso da franquia, Flávia não considera a medida ilegal, desde que respeitem um patamar mínimo de velocidade capaz de suprir os serviços públicos essenciais. Em 2011, o Plano Nacional de Banda Larga determinou que a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) estabelecesse um parâmetro mínimo de qualidade da rede, que se traduz hoje na internet popular com velocidade mínima de 1 Mbps, voltada para assinantes de baixa renda. Na visão da conselheira, esse é o único parâmetro mais claro do que seria essa velocidade mínima. “E olha, se você considerar o que é o mínimo para a UIT[da ONU], esse número seria de, pelo menos, 2 Mpbs.”

A Telefônica, responsável pela Vivo, que oferece em seus planos atuais a possibilidade de limitar ou bloquear a velocidade após o vencimento da franquia, disse que “cumpre todas as determinações legais e regulatórias existentes”. A empresa afirma também que “nunca aplicou bloqueio ou redução de velocidade no serviço de banda larga fixa”, apesar de prever essa possibilidade em contrato. A Claro, responsável pela NET, que também opera com a possibilidade de limitação dos dados, não respondeu à reportagem até a publicação.

Franquias no Brasil são insuficientes para consumo multimídia

No dia 18 de abril, o diretor da Anatel, João Rezende, chegou a dizer que “a questão da propaganda do ilimitado acabou de alguma maneira desacostumando os usuários. Foi uma má educação ao consumo que as empresas fizeram ao longo do tempo”, referindo às mudanças nas franquias.  No entanto, no dia 22 de abril, a Anatel decidiu proibir, por tempo indeterminado, que as operadoras brasileiras ofereçam planos com franquia, até que a questão seja analisada “com base nas manifestações recebidas pelo órgão”.

A polêmica sobre a implementação de franquias mobilizou internautas brasileiros que criaram a campanha #InternetJusta, com petições online e duras críticas ao modelo de franquia – que já existe no serviço de internet móvel 3G e 4G.

Durante o debate, Estados Unidos, Reino Unido e Espanha foram citados como exemplos países que aplicam o modelo que limite o pacote de dados por mês. Contudo, essa não é a regra preferencial da maioria dos países. China, Singapura, Canadá e Alemanha, por exemplo, estão entre os que optam preferencialmente pelo modelo ilimitado, conforme o relatório da UIT. Para a organização da ONU, os Estados Unidos, na verdade, entram na conta dos países com planos ilimitados, pois possuem uma grande concorrência com os dois modelos de acesso no mercado.

Estados Unidos x Brasil

A competição norte-americana pelo melhor modelo de banda larga fixa se reflete na opinião dos estadunidentes em fóruns online. Em 2011, o usuário KwayZee perguntou no fórum bodybuilding.com se o seu novo plano com 50 GB/mês seria uma quantidade decente para ele. “Eu faço um monte de streamings de Netflix e preciso de uma quantidade decente para jogar”.

Como resposta, outros participantes desse fórum foram taxativos ao dizer que 50GB seria insignifcante para o seu objetivo. O usuário Desice chegou a exemplificar o problema: “você poderá ter uma vida difícil somente vendo vídeos em 240p e 360p [baixas resoluções] no Youtube… e menos internet significará mais academia? Obrigado, Deus, pela minha banda larga ilimitada”, brincou.

Outros usuários narraram suas experiências com pacotes que nunca reduziram a velocidade após a estourar o limite contratual, mas recomendaram, sempre que possível, a opção pela rede ilimitada.

Enquanto o plano citado no fórum oferecia 50GB por mês, no Bbrasil um plano de 1 Mbps da empresa NET possui franquia de apenas 20 gb por mês. Considerando que um filme em HD da Netflix consuma 3GB por hora*, o assinante brasileiro desse plano conseguiria ver apenas 6 filmes em alta definição por mês – isso se ele não gastar a franquia com outras atividades como navegar no Facebook ou fazer uma videoconferência. Depois de estourar o limite, o contrato da Net informa que a empresa poderá reduzir a velocidade do usuário.

No caso da empresa Vivo (que adquiriu recentemente a GVT) um plano de 4 Mbps promete a mesma franquia de 50GB, que é suficiente para ouvir 13 dias seguidos de música ou rádio web (150 MB por hora) ou, então, baixar apenas um game que possui em média 50 GB.

Depois de estourar o limite, o contrato da Vivo alerta que poderá reduzir a velocidade ou, até mesmo, bloquear a internet a critério exclusivo da empresa. Veja o trecho abaixo:

As empresas OI e TIM não entraram no comparativo porque seus contratos, promocionalmente, não restringem a navegação de acordo com o consumo do assinante. .

*O consumo de dados por tipo de atividade foi calculado de acordo com as informações disponíveis no site da empresa de consultoria Teleco.

Agência Brasil

Dilma vai pedir em discurso reforma da ONU para enfrentar questão dos refugiados

Agência Brasil
Agência Brasil

O discurso que a presidenta Dilma Rousseff fará na Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York, na segunda-feira (28), vai destacar a necessidade de uma reforma na instituição, especialmente em um momento em que questões delicadas como a imigração em massa de refugiados sírios para a Europa se intensificam no cenário global.

A intenção do governo brasileiro é sensibilizar os membros do Conselho de Segurança para que o país consiga um assento permanente. Nesse sentido, ao abrir o debate de alto nível da Assembleia, a presidenta Dilma Rousseff deverá ressaltar que a organização enfrenta dificuldades de representatividade para tratar de temas importantes da atualidade. Mencionará a questão dos imigrantes sírios como um desafio urgente a ser enfrentado pelos líderes mundiais.

Seguindo a tradição iniciada em 1947 pelo então ministro das Relações Exteriores Oswaldo Aranha, de um brasileiro ser o primeiro orador na abertura da Assembleia- Geral da organização, Dilma Rousseff será a primeira chefe de estado a discursar na 70ª sessão, nesta segunda-feira (28). Além da política migratória, a presidenta citará as políticas que o Brasil vem adotando no acolhimento a refugiados.

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Nesta semana, o Comitê Nacional para os Refugiados prorrogou por mais dois anos a concessão de visto especial a imigrantes sírios e pessoas afetadas pelo conflito na região, fazendo com que a exigência de documentos e requisitos seja menor. Desde 2012, o Brasil também permite a concessão de visto humanitário a imigrantes haitianos.

Desde que discursou pela primeira vez na ONU, em 2011, a presidenta repete posicionamentos do Brasil sobre questões internacionais. Desse modo, ela deverá novamente defender a paz no Oriente Médio e o direito de existir um Estado da Palestina.

Neste domingo (27), em discurso na Cúpula sobre Desenvolvimento Sustentável, Dilma deverá anunciar as metas do país para a Cúpula do Clima de Paris que ocorre no final do ano. Por isso, a lista desses compromissos do governo brasileiro deverá também ser repetida por ela durante a fala na Assembleia.

Como o Brasil alcançou antecipadamente a maioria dos Objetivos do Milênio propostos pela ONU em 2000, o cumprimento dessas metas também será ressaltado pela presidenta para os chefes de estado e de governo reunidos em Nova Iorque, como a redução do desmatamento, o aumento da escolarização de crianças de até seis anos, as políticas de superação da pobreza e garantias da segurança alimentar e nutricional.

Atualmente, o Conselho de Segurança da ONU tem 15 vagas, das quais cinco são permanentes e dez rotativas, com membros eleitos pela Assembleia-Geral a cada dois anos. Estados Unidos, Rússia, Grã-Bretanha, França e China possuem assento permanente no órgão. O conselho é o único fórum da entidade com poder decisório e todos os membros das Nações Unidas devem aceitar e cumprir suas decisões.

 

 

Agência Brasil

Brasil está entre os cinco países com mais crimes cibernéticos, aponta relatório da ONU

Foto: EBC Documento cita um estudo onde Brasil aparece como um dos cinco países com mais crimes cibernéticos. Os outros são: Rússia, China, Nigéria e Vietnã
Foto: EBC
Documento cita um estudo onde Brasil aparece como um dos cinco países com mais crimes cibernéticos. Os outros são: Rússia, China, Nigéria e Vietnã

Um novo estudo da Conferência da ONU sobre Comércio  e Desenvolvimento, Unctad, afirma que pequenos países europeus lideram o ranking de 130 economias, de acordo com o preparo para comércio online de empresas para consumidores, conhecido como B2C. O Brasil ocupa a 47ª posição na lista. Os países que lideram o novo índice de comércio pela internet B2C da agência são: Luxemburgo, Noruega e Finlândia.

Entre as nações em desenvolvimento e economias emergentes, os melhores colocados estão no leste da Ásia, como a Coreia do Sul, por exemplo. No entanto, segundo a Unctad, em termos de níveis de compra online, países com grandes populações, como Brasil, China e Rússia, estão com performances melhores do que as esperadas. Para a agência da ONU, isto pode indicar que grandes mercados facilitam o comércio pela internet.

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Índice B2C – O índice de comércio online B2C reune dados de uso de internet, de servidores seguros, de acesso a cartões de crédito e de entregas postais. Entre os países da América Latina e Caribe e entre as economias em desenvolvimento, o Brasil aparece entre os 10 primeiros países no índice da Unctad de comércio eletrônico B2C.

Segundo o Unctad, avaliar a prontidão para o comércio online pode servir como um primeiro passo em direção à formulação de uma estratégia para a área. O comércio online global de empresas para consumidores está avaliado em cerca de US$ 1,2 trilhão, o equivalente a aproximadamente R$ 3,8 trilhões. Apesar de consideravelmente menor do que o comércio online entre empresas, conhecido como B2B, avaliado em mais de US$ 15 trilhões, este segmento está crescendo mais rápido, especialmente na Ásia e África.

O indicador permite que países identifiquem suas forças e fraquezas relativas. Para a América Latina e o Caribe, por exemplo, estender o serviço de entrega postal a domicílio seria particularmente importante. Para o secretário-geral da Unctad, Mukhisa Kituyi, com a “expansão da economia digital e mais negócios sendo afetados, torna-se importante que governos considerem políticas que possam usar o comércio online para o desenvolvimento sustentável”.

Redes sociais – Diferente do uso das redes sociais, onde as taxas da atividade são relativamente mais altas em países em desenvolvimento, a proporção das pessoas que usam a internet e fazem compras online é geralmente mais baixa nestas nações em comparação com países desenvolvidos. Ainda segundo o relatório da Unctad, no Brasil o número de pessoas que usam redes sociais é quase o dobro das que compram online.

A agência calcula que as perdas por causa de fraudes online cheguem a US$ 3,5 bilhões, cerca de R$ 11,2 bilhões. Crimes cibernéticos incluem ações não-monetárias, como distribuição de vírus em redes de computador ou roubo de informações comerciais confidenciais ou de identidade.

Segundo a Unctad, em termos geográficos, os Estados Unidos são de longe o país que é o maior alvo, com quase metade dos casos conhecidos. A segurança da informação é uma preocupação crescente dos governos, empresas e consumidores. O relatório da Unctad afirma que leis sobre crimes cibernéticos estão se espalhando rapidamente.

O documento cita um estudo onde Brasil aparece como um dos cinco países com mais crimes cibernéticos. Os outros são: Rússia, China, Nigéria e Vietnã

EBC

Cientista brasileira que estuda buracos negros ganha prêmio da ONU

thaisaA cientista brasileira Thaisa Storchi Bergmann, professora em Porto Alegre e especialista nas áreas de física e astronomia, está entre as vencedoras do prêmio L’Oréal-Unesco para Mulheres na Ciência.

A láurea é um reconhecimento a mulheres que têm destaque no meio científico e que contribuíram para o avanço em pesquisas.

Thaissa possui doutorado em física pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e fez pós-doutorado na Universidade de Maryland e no Instituto do Telescópio Espacial.

Atualmente ela é professora associada do Instituto de Física da UFRGS e chefia o departamento de Astronomia e Grupo de Pesquisa em Astrofísica.

Sua área de pesquisa é em astrofísica extragaláctica, com foco nos processos de alimentação e feedback de buracos negros supermassivos em galáxias.

Segundo informações da Rádio ONU (Organização das Nações Unidas), além da brasileira, mulheres cientistas que trabalham no Canadá, China, Marrocos e Reino Unido também receberão o prêmio.

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Segundo a Unesco, ainda é preciso avanços para alcançar equilíbrio de gênero na ciência. Apenas 30% dos pesquisadores no mundo são mulheres.

A agência da ONU anunciou que 2015 é o Ano Internacional da Luz e das Tecnologias baseadas em Luzes. Segundo a Unesco, esse ano celebra a ciência e o conhecimento em todo o mundo.

G1

Estado Islâmico decapita e queima crianças vivas, diz ONU

O grupo extremista Estado Islâmico (EI, ex-Isis) assassina, tortura e violenta sistematicamente crianças, famílias e grupos minoritários no Iraque, de acordo com uma denúncia apresentada nesta quinta-feira (5) em um relatório da Organização das Nações Unidas (ONU). O documento, lido em Genebra, afirma que os rebeldes extremistas “crucificam”, “decapitam” e “sepultam vivas” as crianças detidas.

O Estado Islâmico, grupo jihadista, ficou conhecido pela brutalidade que tratam suas vítimas
AP

O Estado Islâmico, grupo jihadista, ficou conhecido pela brutalidade que tratam suas vítimas

O relatório afirma que há registros de “casos de execução em massa de crianças, assim como notícias de decapitações, crucificações e enterros de crianças vivas”. Diante das evidências, o Comitê das Nações Unidas para os Direitos das Crianças lançou um apelo para que as forças do governo iraquiano se empenhem na proteção de menores de idade e de grupos familiares.

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“O Iraque deve tomar todas as medidas necessárias para garantir a segurança e a proteção das crianças e de seus parentes”, disse a agência da ONU. O Estado Islâmico ficou mundialmente famoso pela brutalidade com que lida com seus reféns, adotando práticas de tortura e decapitações.

Recentemente, o grupo assassinou dois reféns japoneses e queimou um jordaniano. Formado em abril de 2013 a partir da Al-Qaeda do Iraque, o grupo jihadista Estado Islâmico age no Iraque e na Síria. Ainda não está claro o tamanho exato do grupo, mas especialistas falam em milhares de membros, incluindo estrangeiros. Correspondentes afirmam que o grupo pode estar superando a Al-Qaeda e já é considerado o mais perigoso movimento jihadista do mundo.

 

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Brasil não paga contribuição à ONU e dívida de milhões ameaça diplomacia do País

dilma-rousseffO Brasil deve atualmente US$ 184 milhões — quase R$ 472 milhões — à Organização das Nações Unidas (ONU). Em dívida com a entidade internacional, a diplomacia brasileira pode perder, a partir de 1º de janeiro de 2015, o direito de votar em órgãos como o Tribunal Penal Internacional e a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).

O jornal O Estado de S. Paulo obteve documentos exclusivos da contabilidade da ONU que mostram que até a quarta-feira, 3, o Brasil devia US$ 170 milhões à entidade. Isso sem contar com outra dívida de US$ 14 milhões para a Unesco — o País é o segundo maior devedor da entidade cultural das Nações Unidas.

A dívida chegou a superar a cifra de US$ 200 milhões. Porém, uma semana antes de a presidente Dilma Rousseff discursar diante da Assembleia-Geral da ONU, em setembro, o Ministério do Planejamento fez um depósito de aproximadamente US$ 36 milhões. Em seu discurso, Dilma garantiu seu apoio à reforma da entidade para “a construção de uma ordem internacional alicerçada na promoção da paz, no desenvolvimento sustentável, na redução da pobreza e da desigualdade”.

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Até ontem, além do débito com a Unesco, o Brasil devia US$ 76,8 milhões ao orçamento regular da secretaria da ONU, além de outros US$ 87,3 milhões para as operações de paz dos capacetes azuis. O País também deve US$ 6 milhões que são destinados para os tribunais internacionais criados pelas Nações Unidas.

O Brasil hoje só não deve mais que países como Itália, França e Estados Unidos, o maior contribuinte também do sistema e que responde por 22% do orçamento da ONU. De uma forma geral, a entidade está em uma situação financeira extremamente delicada, com um rombo em suas contas no valor de US$ 2,8 bilhões.

A crise no pagamento das cotas brasileiras ocorreu após a ONU modificar os critérios de contribuições e elevar a participação dos países emergentes na conta final da entidade. Depois de duas décadas, a contribuição brasileira passou de 1,4% para 2,9% do orçamento da entidade. Por essa conta, o Brasil passou a ser o 10º maior contribuinte do sistema, superando a Rússia.

Sanções

Aproximadamente 75% do passivo do Tribunal Penal Internacional, órgão jurisdicional com sede em Haia, na Holanda, é resultado dos atrasos no pagamento do Brasil. Ainda assim, o Itamaraty mantém a candidatura de Leonardo Brandt para um cargo de juiz na entidade, numa eleição que ocorre na semana que vem. Se o dinheiro não for pago, o Brasil será suspenso do tribunal, não tendo direito a entrar com processos ou mesmo se defender. A viabilidade de um candidato à corte internacional fica também seriamente afetada.

Outro caso crítico é da Unesco. Se o governo brasileiro não depositar pelo menos parte de sua dívida até novembro de 2015, o País perderá o direito de voto na reunião da Unesco que ocorre a cada dois anos. Isso significa não poder votar para escolher a direção da entidade e ser excluído das decisões sobre as políticas educacionais e de ciência da ONU.

No total, governos de todo o mundo devem US$ 347 milhões para a entidade com sede em Paris. Mas só o calote americano supera a marca de US$ 310 milhões. No caso de Washington, o motivo não é a falta de dinheiro. Em 2011, a entidade reconheceu a Palestina como membro, o que deixou americanos e israelenses irritados.

O Brasil, com um débito de US$ 36 milhões, é o segundo maior devedor. Desde 2013 o País não paga suas contas na Unesco. Se o País quiser ter um voto na próxima reunião da Unesco — marcada para novembro de 2015 —, terá de depositar ao menos US$ 4,7 milhões nas contas da entidade.

Influência

Nos últimos dez anos, o governo brasileiro fez questão de incrementar sua presença internacional. Isso incluiu assumir o comando de missões de paz, disputar cargos de alto nível nas entidades internacionais e, pelo menos até 2010, distribuir contribuições voluntárias para várias entidades.

A meta foi sempre a de mostrar que o Brasil está preparado para assumir suas responsabilidades internacionais, desde que seja considerado como um candidato de peso a uma eventual reforma do Conselho de Segurança da ONU.

Procurada ontem pelo jornal O Estado de S. Paulo, a assessoria de comunicação do Itamaraty não havia respondido aos questionamentos sobre as dívidas com a ONU e possíveis sanções na entidade até a conclusão desta edição. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

 

Estadão