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PF vai investigar se Graça Foster omitiu informação sobre Pasadena

graça FosterA Polícia Federal abriu inquérito para investigar se a presidente da Petrobras, Maria das Graças Foster, omitiu informações durante depoimentos prestados ao Congresso sobre a compra da refinaria de Pasadena, nos EUA, e a existência de contratos entre a estatal e uma empresa do marido dela. O inquérito foi aberto a pedido do Ministério Público Federal no Distrito Federal.
Em depoimento a senadores em abril, Graça Foster negou que seu marido, Colin Foster, tenha negócios com a Petrobras. Ela também esteve no Congresso nos últimos meses para responder a questionamentos sobre a compra da refinaria de Pasadena,em 2006, investigada por duas CPIs, pelo Tribunal de Contas da União (TCU) e pela Polícia Federal.

Em fevereiro de 2006, o conselho de administração da Petrobras aprovou a aquisição de 50% de Pasadena, por US$ 360 milhões. O valor é muito superior ao pago um ano antes pela belga Astra Oil pela compra da refinaria: US$ 42,5 milhões. Depois, a Petrobras foi obrigada, por decisão de uma corte de arbitragem, a comprar 100% da unidade, antes compartilhada com a empresa belga. Ao final, aponta o TCU, o negócio custou à Petrobras US$ 1,2 bilhão.

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A Petrobras argumenta que o valor total pago pela Astra no negócio fechado em 2005 foi superior aos US$ 42,5 milhões. Segundo a estatal, após a aquisição, houve outros pagamentos, em valores estimados em US$ 248 milhões, além de investimentos de US$ 112 milhões, antes da venda à Petrobras.

O caso ganhou destaque porque a presidente Dilma Rousseff presidia o conselho de administração da Petrobras em 2006. Na época, ela era ministra da Casa Civil do governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A presidente Dilma afirmou, após a abertura de investigações no Tribunal de Contas da União (TCU), Polícia Federal e Ministério Público, que só aprovou a compra dos primeiros 50% porque o relatório apresentado ao conselho pela empresa era “falho” e omitia duas cláusulas que acabaram gerando mais gastos à estatal.

 

Camila Bomfim