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Brasil perde para a Austrália e está fora da Olimpíada, o que não acontecia desde 1992

A missão era difícil: derrubar a seleção número 2 do mundo e, automaticamente, quebrar um jejum de 18 anos sem vitórias diante da Austrália. O Brasil teve uma postura bastante agressiva, especialmente no início do jogo. Mas faltou calibrar a pontaria e, no fim do último quarto, manter o controle emocional. Dessa forma, o resultado não veio, e a classificação para Tóquio 2020 também não. Derrota por 86 a 72.

Desde Barcelona 1992, essa será a primeira vez que as brasileiras ficam fora da Olimpíada.

O Brasil pagou caro pelos dois resultados negativos no início do Pré-Olímpico disputado em Bourges, na França, primeiro contra Porto Rico, quando perdeu por um apenas dois pontos (91 a 89) no duelo que, em teoria, era o mais tranquilo e, na sequência, diante da França (89 a 72). Dos quatro times da chave da seleção brasileira, apenas um não se garantiria para os Jogos no Japão. E essa equipe foi o Brasil. Avançaram, no fim das contas, Austrália, França e Porto Rico.

– Se você avaliar o resultado, é muito ruim. O Brasil ficou fora da Olimpíada. Se você avaliar o trabalho, vê que a gente merecia. É triste pelo trabalho, pelo que a CBB vem fazendo com o apoio do COB. Fico triste por mim, pelas meninas. Vim para ajudar e acho que consegui ajudar a chegar até esse ponto, mas cheguei no limite. As meninas merecem, o basquete feminino merece – lamentou o técnico José Neto, sem querer cravar também se permanecerá no comando para o futuro.

 

Globo.com

 

 

Alison e Bruno ganham ouro na praia, e Brasil já faz sua melhor Olimpíada

imagem: Márcio José Sanchez/AP
imagem: Márcio José Sanchez/AP

Alison e Bruno Schmidt deram fim a um jejum de 12 anos do Brasil no vôlei de praia. Nesta quinta-feira (18), na Arena de Copacabana, a dupla da casa contou com apoio maciço da torcida para vencer os italianos Nicolai e Lupo, por 2 sets a 0 (21/19 e 21/16).

Alison acumula erros, mas resolve no bloqueio

A dupla brasileira começou o primeiro set sofrendo com o nervosismo e o saque de Paolo Nicolai. Com serviços que beiram os 100km/h, o italiano foi fundamental para fazer com que a vantagem chegasse a 5 a 1. Um pedido de tempo, no entanto, reequilibrou a partida para os brasileiros.

De volta após a pausa, Nicolai errou o saque e deu início à reação. Com três pontos consecutivos, a dupla da casa assumiu a liderança em 9 a 8. Com Alison firme no bloqueio e Bruno eficiente no saque e no passe, os brasileiros chegaram a abrir três pontos de vantagem. Os erros seguidos de “Mamute” no ataque, porém, acabaram permitindo que os italianos reassumissem a ponta em 19 a 18. Mas foi o próprio Alison responsável por fechar o primeiro set por 21 a 19, com um bloqueio em cima de Nicolai.

Itália segue apostando nos erros de Alison

Os erros de ataque de Alison no primeiro set fizeram com que os italianos adotassem como estratégia sacar sempre em cima dele. A tática deu resultado no início do segundo set, com o “Mamute” sofrendo sendo obrigado a fazer a maioria dos ataques e sofrendo com o bloqueio de Nicolai.

Para tentar tirar Alison da marcação de Nicolai, Bruno passou a fazer passes mais altos, dando a opção para que o companheiro conseguisse atacar forme na diagonal. E a tática começou a dar resultado. Apesar de ainda existirem, os erros de Alison diminuíram e a dupla brasileira conseguiu empatar a parcial em 11 a 11. A partir daí, nem Nicolai conseguia mais segurar a força de Alison. A dupla brasileira chegou a abrir quatro pontos de vantagem, antes de fechar a segunda parcial em 21/17.

Uol

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A 3 dias de Olimpíada, papa pede que esporte seja ‘veículo de fraternidade’

papaA três dias da abertura oficial dos Jogos Olímpicos do Rio, o Vaticano divulgou nesta terça-feira (2) uma mensagem em vídeo do papa Francisco convocando as pessoas a fazerem do esporte um veículo de fraternidade e de paz.

“Com o esporte é possível construir a cultura do encontro entre todos, por um mundo de paz. Sonho com o esporte como a prática da dignidade humana transformada em um veículo de fraternidade”, defendeu o pontífice na gravação.

No vídeo de um minuto e meio, aparecem atletas praticando várias modalidades, como futebol, vôlei, tênis de mesa, enquanto o papa convida todos a orarem para que o esporte contribua para “a paz no mundo”.

Esta foi a oitava mensagem em vídeo divulgada pelo pontífice este ano. Em janeiro, ele dedicou seu vídeo ao diálogo entre as religiões, em fevereiro, ao cuidado da Criação, em março, às crianças e às famílias em dificuldade, em abril, aos pequenos agricultores, em maio, às mulheres, em junho, às cidades e em julho aos indígenas.

G1

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Fernando Prass está fora da Olimpíada; CBF pensa em novo nome

prassFernando Prass está fora da Olimpíada. Em suas redes sociais, o goleiro confirmou que sofreu uma fratura no cotovelo direito e não poderá disputar os Jogos. Ele realizou exame na noite deste domingo, após sofrer a lesão no aquecimento para o duelo com o Japão, à tarde, no estádio Serra Dourada. Logo depois, a CBF, em nota oficial, também confirmou o corte.

– Me empenhei muito para realizar o sonho de ser jogador da seleção brasileira. Mas, infelizmente, não será dessa vez. O exame realizado hoje apontou uma fratura no cotovelo e não poderei disputar a Olimpíada. Vou me cuidar e voltar ainda mais forte para defender o Palmeiras e quem sabe a Seleção novamente. Agradeço a torcida e o carinho de todos – escreveu Prass.

Para o lugar de Prass, a CBF pretende convocar um jogador que não está na pré-lista com 35 nomes e tem idade acima de 23 anos. A entidade fez uma consulta à Fifa para saber a possibilidade de substituição. Há um precedente nesta Olimpíada – Portugal foi autorizado a fazer mudança semelhante devido às dificuldades com vetos dos clubes.

– Já fizemos uma consulta à Fifa, por se tratar de um jogador acima de 23 anos, do procedimento que vamos tomar – disse Erasmo Damiani, coordenador de base da CBF.

Entre os 35 nomes listados, estão três goleiros: Jean, do Bahia, Jordi, do Vasco, e Alisson, do Roma. O primeiro também é um dos quatro suplentes escolhidos para alterações a partir do início da Olimpíada. Até o dia 3 de agosto, a CBF pode substituir Prass por qualquer nome da pré-lista – mas tenta a liberação para buscar um jogador fora desta relação.

Globoesporte

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Brasileiros são premiados em Olimpíada mundial de Astronomia

brasileiroQuatro estudantes brasileiros do ensino médio ganharam menções honrosas pelo alto desempenho individual na 9ª Olimpíada Internacional de Astronomia e Astrofísica, na cidade de Magelang, na Indonésia.

Os premiados foram Carolina Guimarães, única representante feminina e de escola pública, de Vitória, Felipe Barscevicius, do município paulista de Sorocaba, João Paulo Paiva, de Curitiba, e Yassin Khalil, de Primavera do Leste, em Mato Grosso – os três de escolas particulares.

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Os alunos foram avaliados individualmente, em provas de teoria, observação e análise de dados, e em grupo, para a escolha da melhor equipe. A competição ocorreu entre os dias 26 de julho a 4 de agosto com a participação de 45 equipes de 41 países.

“Foi uma experiência incrível, sempre foi um sonho participar de uma olimpíada internacional. Participo da Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica desde os oito anos”, conta Carolina, logo após o desembarque em São Paulo, na noite dessa quarta-feira (5).

Ela tem 18 anos e estuda no Instituto Federal do Espírito Santo. Carolina disse que sempre gostou e leu sobre o tema, mas intensificou os estudos no ano passado, depois de ser selecionada para a Olimpíada Latino-Americana de Astronomia.

O estudante Pedro Henrique Dias, de Porto Alegre, e os líderes de equipe Eugênio Reis, do Museu de Astronomia e Ciências Afins, do Rio de Janeiro, e Gustavo Rojas, da Universidade de São Carlos, também participaram da equipe brasileira, que ficou em 20º lugar na prova entre times.

O físico Gustavo Rojas, pela quarta vez líder na competição, comemora o resultado e destaca que este ano nem metade dos países recebeu a menção, concedida a quem tira acima de 50% nas provas individuais.

“E, se comparada a Olimpíadas anteriores, a de 2015 teve um nível maior dificuldade nas provas. O Brasil se destacou”, ao acrescentar que o teste mais interessante este ano foi a construção de um telescópio.

“Os alunos receberam um kit com os componentes para um telescópio de baixo custo. Tiveram que montar e depois usar o aparelho na prova de observação da geografia da Lua.”

Estudantes da equipe brasileira passam por treinamentos intensivos para aprender a operar telescópios e a construir foguetes Divulgação/OBA

Preparação

O processo seletivo para a Olimpíada Internacional começa com a nota na Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA), aberta a alunos de escolas públicas e particulares dos ensinos fundamental e médio.

“Dos cerca de 100 mil participantes [da OBA], os 2 mil melhores são selecionados”, explica Rojas. A segunda etapa inclui testes pela internet e uma prova final presencial, em que são escolhidos os cinco jovens para representar o país.

Os escolhidos passaram por treinamentos intensivos para aprender a operar telescópios e a construir foguetes e bases de lançamento.

Este ano, desde abril, estudaram com especialistas do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas, da Universidade de São Paulo e do Laboratório Nacional de Astrofísica, em Brasópolis, Minas Gerais.

A última atividade foi um encontro no Planetário Johannes Kepler, em Santo André, São Paulo, para testar os conhecimentos sobre os astros em simulações semelhantes às que encontraram na Indonésia.

A próxima edição da Olimpíada Internacional de Astronomia e Astrofísica será na Índia em dezembro de 2016.

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Fonte: Com informações da Exame.com

180 Graus

Paraibanos brilham na maior olimpíada de matemática do mundo

obmepO Estado da Paraíba participou de todas as edições da Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (OBMEP). De 2005 a 2014, estudantes paraibanos do 6º ano ao 9º ano do ensino fundamental e médio conquistaram, ao todo, 25 medalhas de ouro, 59 medalhas de prata, 266 medalhas de bronze e 2.883 menções honrosas, ocupando nesses 10 anos da OBMEP, no Ranking Nacional, a 17ª posição.

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O aluno paraibano com melhor desempenho nacional nessas competições é Marcantônio Soares Figueiredo, de 15 anos, da cidade de Juazeirinho, que atualmente cursa o 2º ano do ensino médio no IFPB – Campus de Campina Grande, tendo conquistado 3 medalhas de ouro e 2 de bronze na OBMEP, 2 medalhas de ouro e 1 de prata na Olimpíada Campinense de Matemática, e 1 menção honrosa na Olímpiada de Maio, que é uma competição internacional, da qual participam todos os países da América Latina, mais Portugal e Espanha.

A cidade paraibana que tem a melhor performance da OBMEP nesses 10 anos fica no sertão da Paraíba: Paulista. Ela já ganhou no total, 7 medalhas de ouro, 9 medalhas de prata, 24 medalhas de bronze e 68 menções honrosas. Inclusive, em 2013, na Revista Época Negócios, número 71, de janeiro, fez parte de uma das reportagens, tendo como título: COMO PRODUZIR TALENTOS, contendo 10 páginas. E, em dezembro do ano anterior, foi uma das reportagens do Jornal Nacional.

MAIS SOBRE A OBMEP

A OBMEP é a maior Olímpiada de Matemática do mundo, e contou em 2014 com a participação de mais de 18 milhões de alunos inscritos de 46.711 escolas brasileiras, e 99,41% dos municípios brasileiros. Na Paraíba foram quase 400.000 estudantes inscritos de todas as regiões paraibanas, o que corresponde a 81,72% do total de alunos da rede pública do Estado. Também em 2014, os alunos serão premiados com 500 medalhas de ouro, 1.500 medalhas de prata, 4.500 medalhas de bronze e até 46.200 menções honrosas. Professores, escolas e Secretarias de Educação também receberão prêmios.

Todos os ganhadores de medalhas da OBMEP 2014 que não tenham concluído o ensino médio serão contemplados também com uma bolsa de Iniciação Científica Júnior do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), como também passarão a receber aulas de matemática, com orientação da OBMEP, nos seus respectivos estados pelo mesmo período de duração da bolsa. Além do Programa de Iniciação Científica (PIC Jr.) a OBMEP desenvolve outros Programas de Ferramentas que visam incentivar o estudo e facilitar o acesso a conteúdos de qualidade em matemática quais sejam, Portal da Matemática, Banco de Questões e Provas da OBMEP, Portal Clubes de Matemática, Polos Olímpicos de Treinamento Intensivo e Programa de Iniciação Científica e Mestrado (PICME).

O PICME é um programa que oferece aos estudantes universitários que se destacaram nas Olimpíadas de Matemática (medalhistas da OBMEP ou da OBM) a oportunidade de realizar estudos avançados em Matemática, simultaneamente, com sua graduação. Os participantes recebem bolsas por meio de uma parceria com o CNPq (Iniciação Científica) e com a CAPES (Mestrado).

Nos últimos 37 anos, 14 ganhadores da Medalha Fields, o Nobel da Matemática, são ex-olímpicos. Inclusive, na premiação de 2014, cinquenta por cento dos premiados foram ex-participantes da International Mathematical Olympiads, como por exemplo, o primeiro brasileiro, Artur Ávila Cordeiro de Melo e a primeira mulher, a iraniana Maryam Mirzakhani.

Uma medalha olímpica abre porta simbólica e também porta de verdade. Nas olimpíadas o esforço é momentâneo e a glória é para sempre.

Assessoria

Estudante de 11 anos vence etapa da Olímpiada Nacional da Língua Portuguesa no Sertão da PB

jose enriqueJosé Henrique Cardoso dos Santos, de 11 anos, estudante de Escola Estadual da cidade de Patos, a 307 km de João Pessoa, foi o grande vencedor da etapa municipal da Olímpiada Nacional da Língua Portuguesa. Concorrendo com dezenas de inscritos, sua poesia foi escolhida através de uma comissão avaliadora.

O garoto vem de uma família simples. A mãe do garoto, Joana D’arc Cardoso, disse estar orgulhosa do filho. “Tenho mais dois filhos e ele é o do meio. Não sabia que ele gostava de escrever poesia. Fico feliz com isso”, relatou.

A poesia do pequeno patoense seguiu o tema nacional: ‘O lugar que vivo!’
A professora Aliamara Kelly, que ensina a disciplina de português, afirma que a conquista de José Henrique é uma grande satisfação. “A gente vê através dele, um menino simples, carente, humilde, o reflexo do trabalho que a gente desempenha. Um trabalho feito com força, acreditando no potencial do aluno, disse a profissional da educação.

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Entre os dias 25 de setembro e 10 de outubro, as poesias vencedoras nos municípios concorrerão na fase estadual. Caso vença, o poema de José Henrique irá para a etapa nacional da Olimpíada.

Veja a poesia vencedora:

Terra Abençoada

Patos, cidade do sol e calor
Comidas típicas com muito sabor
Terra abençoada pelo Nosso Senhor
Jovens tão lindas que parecem flor

Patos, Terra do conhecido feijão
Cidade do quente sertão
Da santa colheita do algodão
Terra que dá lucros ao cidadão

Patos cidade rica em calçados,
24 de outubro seu aniversário
Cidade de um povo que não fica cansado
Terra de calor e de carinho arretado

Patos cidade das economias
Um povo cheio de alegrias,
Grandes lojas e cias
Terra que o povo trabalha todo dia.

(José Henrique Cardoso dos Santos)

 

Portal Correio

PB tem 18 alunos classificados para segunda etapa da Olimpíada Brasileira de Matemática

olimpiada_matematicaDezoito socioeducandos da Fundação de Desenvolvimento da Criança e do Adolescente Alice de Almeida (Fundac), que participaram da primeira etapa da Olimpíada Brasileira de Matemática, em maio deste ano, estão aptos para, no próximo sábado (6), a participarem da segunda etapa da competição.

A Olimpíada Brasileira de Matemática (OBM) é aberta a todos os estudantes do ensino fundamental (a partir do 6ª ano), ensino médio e universitário das escolas públicas e privadas de todo o Brasil. A competição visa interferir decisivamente na melhoria do ensino de Matemática, estimulando alunos e professores a um desenvolvimento maior.

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O projeto, também busca descobrir jovens com talento matemático excepcional, e colocá-los em contato com matemáticos profissionais e instituições de pesquisa de alto nível, propiciando condições favoráveis para a formação e o desenvolvimento de uma carreira de pesquisa. Além de selecionar os estudantes que representarão o Brasil em competições internacionais de Matemática.

 

portalcorreio

Olimpíada repete Copa e tem 5% de projetos prontos a 2 anos do início

rio2016Você gostou da Copa do Mundo de 2014? Achou que o torneio foi bem organizado? Ficou satisfeito com o legado? Pois saiba que a Olimpíada de 2016 ruma para ter uma organização bem parecida com a do Mundial da Fifa. Faltando exatamente dois anos para o início dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, o evento tem o mesmo percentual de obras concluídas que a Copa tinha dois anos antes de começar: 5%.

Isso é o que consta dos últimos relatórios oficiais e públicos de monitoramento da preparação para a Olimpíada. A última versão da Matriz de Responsabilidade Olímpica, divulgada na semana passada, e o Plano de Políticas Públicas dos Jogos, apresentado em maio, contêm 79 projetos para a Rio-2016. Desses, quatro estão oficialmente concluídos (5,06% do total): elaboração de projetos para arenas, construção do Parque dos Atletas, reforma do Sambódromo e a construção de arquibancadas para o local.

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Os dois documentos citados acima foram elaborados pela Prefeitura do Rio de Janeiro, governo do Estado e governo federal visando à Olimpíada. Juntos, eles dão um panorama de tudo que o setor público precisa fazer ou pretende viabilizar para que os Jogos de 2016 sejam bem sucedidos e beneficiem conforme o prometido a população da cidade.

Com esse mesmo objetivo, governos envolvidos na Copa do Mundo de 2014 elaboraram a Matriz de Responsabilidade do Mundial. Em maio de 2012, faltando pouco mais de dois anos para o início do torneio, o documento continha 101 projetos relacionados com o Mundial. Desses, só cinco estavam concluídos na época (4,95% do total). Os cinco eram reformas parciais em aeroportos de cidades-sede: Cuiabá, Porto Alegre, São Paulo (2 projetos) e Campinas.

Os números foram divulgados em balanço do andamento dos projetos para o Mundial produzido pelo Ministério do Esporte. Segundo esse balanço, 55 das obras listadas na matriz estavam em execução (54%) e outras 41 nem haviam sido iniciadas (40%).

A exatos dois anos para o início da Olimpíada, o Rio de Janeiro tem 53 projetos em execução (67%) e outros 22 ainda parados (28%). Dentre os projetos que ainda não começaram, estão as reformas em arenas construídas para os Jogos Pan-Americanos de 2007 que precisarão de adaptação para os Jogos de 2016.

“São coisas pequenas que precisarão ser feitas”, explicou o prefeito Eduardo Paes, que está satisfeito com o andamento dos projetos olímpicos do Rio. “O Engenhão [estádio que receberá o atletismo na Rio-2016] precisa de uma reforma em sua pista, de uma nova iluminação e de cadeiras que serão alugadas. Isso é rápido.”

Andamento dos projetos da Rio-2016

79 projetos precisam ser concluídos para a realização da Olimpíada de 2016

4 estão concluídos. Isso representa 5% do total

53 estão em execução. Isso representa 67% do total

22 não foram iniciados. Isso representa 28% do total

Fonte: APO (Autoridade Pública Olímpica)

Paes participou na tarde de segunda-feira de uma entrevista coletiva concedida na sede do Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio-2016. Lá, ele chegou informar a jornalistas que 55% das instalações esportivas olímpicas do Rio estariam prontas ou precisando de uma simples adaptação para os Jogos. Nessa conta, entretanto, Paes incluiu o próprio Engenhão, que está interditado há mais de um ano por causa de problemas em sua cobertura.

“Os projetos de longo prazo desta Olimpíada já foram todos iniciados”, ponderou Paes. “Estamos cumprindo nosso cronograma e vamos entregar tudo no prazo.”

Copa x Olimpíada

O secretário executivo do Ministério do Esporte, Luis Fernandes, ratificou a posição de Paes. Fernandes foi o membro do governo do COL (Comitê Organizador Local) da Copa do Mundo. Acompanhou de perto a preparação do país para o Mundial e disse que está tão confiante no sucesso da Rio-2016 quanto esteve no da Copa.

Para ele, todos os envolvidos com a organização da Olimpíada não terão conforto até o início do evento. No entanto, para Fernandes, eles têm como entregar os projetos dento do prazo e do custo prometido.

Vale lembrar que Fernandes também tinha dito isso durante a preparação do Brasil para a Copa. Fato é que a entrega de estádios atrasou e alguns projetos de infraestrutura incluídos na Matriz de Responsabilidade até hoje ainda não saíram do papel. “Aprendemos com a Copa. Por isso, hoje só divulgamos valores de projetos olímpicos depois da licitação”, complementou ele.

Custo indefinido

Justamente por que um quarto dos projetos da Rio-2016 ainda nem começou a ser executado, é impossível dizer quanto os Jogos custarão. Hoje, todos os orçamentos já divulgados preveem que o evento custe R$ 37,6 bilhões. Os organizadores sabem, no entanto, que muita coisa que precisa ser feita não foi orçada. Para Paes, o custo final dos Jogos só poderá ser contabilizado no início de 2016.

“O trecho da lista de projetos que ainda não tem seus dados completos [incluindo o custo] só deve ser divulgado em 2016”, disse ele. “Não há como alugar cadeiras para o Engenhão agora, por exemplo.”

O COI (Comitê Olímpico Internacional), que algumas vezes reclamou das indefinições no orçamento da Rio-2016, elogiou a organização do evento nessa segunda-feira. O diretor executivo de Jogos Olímpicos da entidade, Gilbert Felli, afirmou que o Rio está no caminho certo para realizar uma grande Olimpíada. “O Brasil vai conseguir realizar bons Jogos. Acompanhei os projetos de infraestrutura, transporte e hotéis. Tudo está bem”, disse ele. “Tenho a certeza de que o Rio fará grandes Jogos.”

Uol

Vem aí a Olimpíada de 2016… Em Londres, mais uma vez

encerramento-olimpiadas-londresOlimpíada de Londres-2012 foi considerada a melhor da história dos Jogos – e a capital britânica tem uma chance de repetir a dose em 2016. Tudo graças aos atrasos cada vez mais preocupantes nos preparativos do Rio de Janeiro, que têm deixado os integrantes do Comitê Olímpico Internacional (COI) em desespero. De acordo com reportagem publicada nesta sexta-feira pelo jornalLondon Evening Standard, as autoridades britânicas foram consultadas por integrantes da cúpula do COI sobre a possibilidade de Londres receber o evento de forma emergencial caso os brasileiros fracassem em seu projeto olímpico. Uma porta-voz do COI desmentiu a informação, dizendo que seria impossível repetir os Jogos em Londres.

 

O diário londrino insiste, porém, que houve uma consulta sigilosa para descobrir se as instalações olímpicas de 2012 poderiam ser reativadas (e quanto tempo isso levaria). Muitas delas já foram transformadas – o próprio Parque Olímpico foi fechado e passou por uma enorme transformação para servir à população.

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Depois de ter seus preparativos classificados como “os piores da história olímpica” por John Coates, vice-presidente do COI, o Rio de Janeiro continua sendo alvo dos dirigentes, mesmo com o discurso mais diplomático do presidente do comitê, Thomas Bach, que garante que não há plano B e que o Brasil é capaz de compensar os atrasos. A fonte ouvida pelo Standardafirmou que a situação do Rio é desesperadora na comparação com as sedes anteriores dos Jogos. “Num estágio similar, Atenas tinha concluído 40% dos trabalhos em infraestrutura e locais de competição. Londres tinha completado 60% O Rio só fez 10%, e agora só faltam dois anos. Então o COI está pensando: ‘Qual é o plano B?’ Obviamente, a resposta seria voltar a Londres.” A fonte, que não foi identificada, disse que a repetição dos Jogos na Grã-Bretanha é “muito improvável” no momento, pois o COI insistirá em fazer o Rio funcionar, mas seria “a coisa mais lógica a se fazer” caso não fosse possível salvar a Olimpíada brasileira.

Não seria a primeira vez que Londres se mobilizaria para salvar, de última hora, uma edição dos Jogos Olímpicos. A edição de 1908 estava marcada para Roma, mas uma erupção do Vesúvio provocou danos e prejuízos graves, deixando os italianos em situação delicada. Pouco mais de um século depois, os britânicos poderão ser acionados mais uma vez – mas sem tragédia provocada por um vulcão, só muita desorganização e muitos equívocos. A segunda edição dos Jogos em Londres também aconteceu sob circunstâncias muito inusitadas: a Olimpíada de 1948 foi realizada apenas três anos depois do fim da II Guerra Mundial, mas ainda assim foi um sucesso. Os britânicos, porém, não parecem muito animados com a possibilidade de repetir a experiência e encarar o desafio de “Londres-2016”. Como as instalações olímpicas já estão adaptadas ao uso do público, revertê-las para o modo de competição seria uma empreitada caríssima. Para completar, a Vila dos Atletas hoje é ocupada por moradores da cidade – os apartamentos foram vendidos.

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