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Observatório do PNE disponibiliza dados de municípios brasileiros

todos_pela_educacao-Para facilitar o acompanhamento do Plano Nacional de Educação (PNE), o site Observatório do PNE,  que reúne informações sobre cada meta e estratégia do plano, disponibilizou nesta quarta-feira (24) números dos municípios brasileiros. Eles somam-se aos dados já disponíveis do país, dos estados e das regiões. É possível, por exemplo, conhecer, por cidade, níveis de alfabetização, dos ensinos fundamental, médio e superior, de educação profissional, entre outras questões abordadas no plano.

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De iniciativa de 20 organizações ligadas à educação, o portal é coordenado pelo movimento Todos pela Educação. Com a atualização, é possível fazer, por localidade, o download de dossiês completos de um ou mais indicadores. Também foi criada uma página sobre a Lei do PNE, com uma linha do tempo mostrando eventos importantes desde o início de sua tramitação, incluindo os principais acontecimentos de sua vigência.

Sancionado este ano, o PNE estabelece 20 metas que terão de ser cumpridas até 2024. Entre as diretrizes, a erradicação do analfabetismo e a universalização do atendimento escolar. Os municípios e estados terão de se adequar às metas e estratégias do plano nacional e indicar ações para o cumprimento de cada uma delas.

Além do Observatório do PNE, outros sites disponibilizam informações sobre a lei. Um deles é o portal Planejando a Próxima Década, do Ministério da Educação (MEC), que tem por objetivo ajudar estados e municípios na elaboração de planos para atingir metas do PNE.

O outro, De Olho nos Planos, é elaborado por seis entidades, entre elas a União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), Ação Educativa, Campanha Nacional pelo Direito à Educação e Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef). O site também acompanha, com registro dos gestores, a elaboração dos planos.

Agência Brasil

Observatório da Imprensa: a bola e as urnas, tudo a ver

copa_do_mundo_e_eleicoesO Instituto Datafolha conclui que o ambiente festivo da Copa do Mundo melhora as chances de reeleição da presidente Dilma Rousseff. Os dados coletados na última pesquisa de intenção de voto, publicados na quinta-feira (3), mostram basicamente uma interessante oscilação no humor do eleitorado, mas demonstram principalmente que essa volatilidade do espírito afeta escolhas importantes. Eis aí uma oportunidade de ouro para a imprensa.

Na primeira página da Folha de S.Paulo é apresentado em destaque o gráfico que mostra a intenção de voto para presidente da República, onde Dilma Rousseff (PT) aparece com 38%, Aécio Neves (PSDB) tem 20% e Eduardo Campos (PSB) conta com 9%. Ao lado, três textos curtos acrescentam que 76% das pessoas consultadas desaprovaram os xingamentos à presidente na abertura da Copa do Mundo, 60% afirmaram que a organização do Mundial no Brasil provoca orgulho e 65% disseram que os protestos durante a Copa causaram vergonha.

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Comentário feito para o programa radiofônico do Observatório da Imprensa nesta quinta-feira (3)

Num resumo superficial, pode-se dizer que o futebol afeta diretamente a política, e que o brasileiro tende a mostrar mais satisfação com o contexto geral do País quando uma paixão nacional como o jogo da bola oferece motivo para contentamento. As multidões de turistas que se movimentam atrás de suas equipes têm produzido nos brasileiros uma sensação esfuziante de pertencimento, de integração com o resto do mundo, a que a maioria dos cidadãos não tem acesso em suas duras rotinas.

Nas análises dos especialistas citados pelo jornal, afirma-se que a Copa mudou o humor da população, e isso beneficiou a presidente que tenta se reeleger. De modo geral, essa constatação estava presente na pesquisa feita pelo Ibope Inteligência sob encomenda da Confederação Nacional da Indústria e divulgada no dia 19 de junho.

A coleta de opiniões do Ibope, feita logo após a abertura oficial da Copa, mostrava uma recuperação ainda mais marcante da presidente, com a percepção geral de que o evento seria um sucesso, desmontando as previsões alarmistas divulgadas pela imprensa nos longos meses que antecederam a festa na arena do Corinthians.

Uma chance para a mídia

Folha chama de “maracanazo social” a perspectiva de conflitos constatada antes do início da Copa do Mundo e, em sua principal análise, observa que não é principalmente o desempenho da seleção nacional, mas a organização da festa, que tem resgatado o “orgulho de ser brasileiro”. Essa reversão de sentimentos, que acua num canto do quintal os que faziam o coro dos vira-latas, não apenas reduz o negativismo na política, mas principalmente altera para melhor as expectativas com relação à economia.

Um dado interessante, também citado pelo analista, dá uma dimensão mais clara do fenômeno provocado pelo esporte: na intenção de voto espontânea, Dilma Rousseff ganha seis pontos porcentuais em relação à pesquisa anterior do Datafolha – e isso a coloca, em termos proporcionais, num patamar de apoio próximo ao que recebia há um ano. Numa eventual disputa em segundo turno, ela venceria com relativa folga qualquer um de seus potenciais adversários.

Mais do que um conjunto de indicadores sobre a perspectiva das urnas, o resultado da pesquisa Datafolha, analisado em conjunto com a consulta feita pelo Ibope Inteligência, oferece elementos instigantes para quem se interessa em estudar o comportamento coletivo sob influência da mídia.

Como a mudança de humor do brasileiro está mais relacionada à capacidade demonstrada de organizar um evento complexo como uma Copa do Mundo do que ao desempenho da seleção nacional de futebol, tem-se claramente a constatação de que essa reversão não estará oscilando muito no futuro próximo, a depender dos resultados no campo de jogo.

Por que se diz que essa circunstância representa uma oportunidade de ouro para a mídia tradicional? Porque os indicadores revelam que o brasileiro se mobiliza mais rapidamente e com mais efetividade no sentido da esperança e do otimismo do que na direção do pessimismo.

A Copa do Mundo oferece à imprensa a chance de se reconciliar com o povo brasileiro não apenas na torcida de futebol, mas principalmente no campo político, onde a mídia tem estimulado rancor e radicalismo nos últimos anos.

 

 

por Luciano Martins Costa, do Observatório de Imprensa

 

 

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Observatório coleta opinião da sociedade sobre rádios e TVs públicas

RADIO e TVO Observatório da Radiodifusão Pública na América Latina lançou a pesquisa “Cidadão e Meios Públicos” a fim de saber o nível de satisfação do cidadão brasileiro em relação às emissoras públicas – rádios e TVs educativas. A investigação é realizada pela Internet propiciando que ouvintes e telespectadores de qualquer parte do Brasil possam participar.

Segundo os promotores da pesquisa, o preenchimento do questionário é rápido, simples e pode ser concluído em menos de 30 minutos. Para acessá-lo, clique aqui.

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As perguntas demandam respostas objetivas, mas estão abertas – se forem consideradas pertinentes – para comentários. A pesquisadora Nelia Del Bianco orienta os participantes da pesquisa: “é importante que o questionário seja respondido até o fim, quando aparecerá a mensagem de agradecimento. Caso não seja totalmente preenchido as respostas não serão registradas”.

Os dados pessoais solicitados no final serão usados única e exclusivamente para classificar de modo agregado o perfil daqueles que responderam. Nome, endereço ou qualquer outra forma de identificação pessoal inexistem. O email servirá para que todas as pessoas que colaboraram com a pesquisa recebam informações sobre o resultado da análise.

 

Fenaj

Observatório da Mídia Comunitária mapeia rádios comunitárias outorgadas

O Observatório traz informações, dados e análises sobre os desafios enfrentados pelo sistema de comunicação comunitária no Brasil, com o objetivo de dar visibilidade às dificuldades burocráticas e aquelas resultantes de uma legislação restritiva e por vezes discriminatória aplicável às rádios e TVs comunitárias. A plataforma também busca valorizar esses veículos e seu trabalho, de forma a esclarecer a opinião pública sobre a real situação da comunicação comunitária no país.

Inicialmente, está sendo lançado o primeiro módulo, o de rádios comunitárias – que traz um mapeamento de todas as rádios comunitárias outorgadas no país, informações sobre os processos de outorgas, fechamentos, jurisprudência e algumas experiências interessantes.

Através do mapa, é possível realizar buscas por localidade ou palavras-chave como o nome da rádio ou endereço. Também algumas densidades são demonstradas diretamente no mapa, como regiões do país contendo o número total de rádios por Estado, a quantidade de rádios por milhão de habitantes e por município.

O estudo sobre as outorgas explicita as etapas para a concessão da licença de rádio comunitária, apresenta estatísticas de entidades que participam ou já participaram dos avisos de habilitação e a quantidade de pedidos negados.

Sobre os fechamentos, há relatos de casos, os históricos de pedidos de informações ao Ministério das Comunicações e Anatel, além de ser um espaço público para divulgação das histórias de fechamento de rádios. O Observatório também apresenta informações sobre o que fazer em caso de fiscalização e fechamento de uma rádio comunitária.

O conteúdo de jurisprudência traz a análise de todas as decisões relacionadas a rádios comunitárias de todos os cinco Tribunais Regionais Federais do país. Nessa análise, de todos processos analisados até o momento, fizemos o estudo detalhado de todos os aspectos das decisões, desde órgão julgador e desembargador responsável, até unanimidade nas decisões e jurisprudência e legislação mencionada em cada voto.

O conteúdo sobre sustentabilidade traz uma planilha de custos de uma rádio comunitária e uma lista mínima de equipamentos necessários à manutenção de uma rádio comunitária qualquer que seja.

Por fim, o ObsComCom traz relatos de boas e más experiências relacionadas à prática da radiodifusão comunitária. De um lado, recuperamos a trajetória de luta da rádio Heliópolis de São Paulo, por exemplo. De outro, denunciamos o uso de rádios comunitárias até para ameaças de morte ao vivo.

Os próximos módulos previstos são TVs, provedores, jornais e blogs comunitários. Eles serão lançados futuramente e seguirão a mesma linha do estudo das rádios comunitárias.

O endereço da plataforma é http://obscomcom.org.

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