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Saúde discute ações para combater a obesidade no Brasil

O Ministério da Saúde pretende atacar o problema da crescente obesidade no Brasil, principalmente a obesidade infantil, com muita informação sobre a alimentação saudável, mais atividade física dentro do Sistema Único de Saúde (SUS) e incentivo à rotulagem informativa, disse o ministro Henrique Mandetta.

O ministro tratou do assunto com representantes do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) e da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e Síndrome Metabólica (Abeso), durante reunião em Brasília, nessa quinta-feira (5).

A Pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), de 2018, divulgada no fim de julho pelo do Ministério da Saúde, registrou crescimento considerável de excesso de peso entre a população brasileira.

 O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, participa da abertura do Correio Debate Doenças Crônicas não Transmissíveis relacionadas à alimentação não saudável: Câncer, Obesidade, Diabetes, Hipertensão.
O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta – Marcelo Camargo/Agência Brasil

 

Segundo o levantamento, no Brasil, mais da metade da população, 55,7% tem excesso de peso. Um aumento de 30,8% quando comparado com percentual de 42,6% no ano de 2006. O aumento da prevalência foi maior entre as faixas etárias de 18 a 24 anos, com 55,7%. Quando verificado o sexo, os homens apresentam crescimento de 21,7% e as mulheres 40%.

Mandetta ressaltou que o combate à obesidade é uma aposta do Ministério da Saúde e considera essencial o apoio das sociedades médicas. “Nós vamos atacar a obesidade com muita informação sobre alimentação saudável, atividade física e rotulagem informativa. Tem que ser um desafio geracional e uma política sustentável ao longo do tempo, assim como foi com o tabaco. O apoio das entidades médicas é essencial”, disse.

“Compartilhamos com ele o fato que isso é uma informação que tem que entrar na Atenção Primária. Programa de Família, é lá que a gente tem que começar a como tratar alguém para que não tenha excesso de peso na vida. Obesidade é uma doença crônica, não é transmissível, ela não tem cura, tem controle”, acrescentou o presidente da Abeso, Mário Carra.

Guia Alimentar

O Guia Alimentar para a População Brasileira é uma importante ferramenta para incentivar a alimentação saudável. A publicação é o principal orientador de escolhas alimentares mais adequadas e saudáveis pela população, baseado principalmente no consumo de alimentos in natura ou minimamente processados. As informações também são úteis para a prevenção e controle de doenças específicas, como a obesidade, a hipertensão e o diabetes.

A pesquisadora do Idec Ana Paula Bortoletto disse que o Guia traz uma perspectiva nova, abrangente, de qualidade, baseado em evidências, com recomendações muito fáceis de compreensão para os consumidores escolherem alimentos de verdade, evitando o consumo de produtos os ultraprocessados. “Acho que um desafio ainda é disseminar as orientações do Guia para a população como um todo, para que as pessoas tenham acesso à informação qualificada”.

Reduzir o açúcar

Para incentivar a alimentação adequada e saudável, o governo brasileiro se comprometeu a reduzir 144 mil toneladas de açúcar de bolos, misturas para bolos, produtos lácteos, achocolatados, bebidas açucaradas e biscoitos recheados. O acordo segue o mesmo parâmetro do feito para a redução do sódio, que foi capaz de retirar mais de 17 mil toneladas de sódio dos alimentos processados em quatro anos.

 

agenciabrasil

 

 

Obesidade pode aumentar casos de diabetes e pressão alta

A obesidade aumentou 60% na última década entre os brasileiros, segundo dados do Vigitel, um estudo do Ministério da Saúde que entrevista brasileiros acima dos 18 anos das capitais para saber sobre alimentação, hábitos, diagnóstico e comportamentos que possam contribuir para doenças crônicas.

E junto com a obesidade, aumentaram os casos de diabetes e pressão alta. O consultor e cardiologista Roberto Kalil lembra que a pressão alta não dá sintomas, é uma doença silenciosa. O professor da Faculdade de Saúde Pública da USP e membro do comitê de especialistas sobre dieta e saúde da OMS Carlos Augusto Monteiro explicou que algumas mudanças simples e baratas ajudam a ter uma vida mais saudável.

A comida de ‘verdade’, como frutas, legumes, arroz, feijão, folhas, ainda é a melhor para a saúde. Ela tem mais substâncias benéficas preservadas, livre de processos, ingredientes e aditivos que fazem os sensores da saciedade do cérebro não funcionarem direito. Por isso, se você não tiver como fazer sua própria comida para levar para o trabalho, não tiver como comer em casa, as melhores opções continuam sendo os restaurantes por quilo.

Palmas é a capital com menor número de obesos no Brasil

Índices
O Rio de Janeiro é a capital com pior índice de hipertensão e diabetes. Segundo o Ministério da Saúde, 56% dos cariocas estão acima do peso. No mesmo estudo, 32% dos entrevistados contou que tinha hipertensão e 10% sofriam de diabetes. Segundo a pesquisadora da Fiocruz Dora Chor, a grande maioria da população do Rio não tem acesso a espaços públicos para praticar atividade física. Isso reflete nos índices.

Já Palmas é a capital mais magra do Brasil. A cidade tem muitos parques urbanos, o que ajuda a ficar em forma. Segundo o Ministério da Saúde, o número de obesos em Palmas é o menor entre as capitais: 14,7%. A média brasileira é de quase 19%.

Rio Branco, capital do Acre, foi considerada a capital mais obesa. Segundo a pesquisa, 23,8% da população é considerada obesa e mais da metade está acima do peso. Há alguns anos, pesquisadores já haviam percebido uma mudança de comportamento alimentar na capital. Uma pesquisa realizada entre 2007 e 2008 feita por um professor da Universidade Federal do Acre já fazia um alerta relacionado à má qualidade da alimentação associada a melhoria de renda e estudos da população de Rio Branco.

G1

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Obesidade diminui expectativa de vida em até 10 anos

Os riscos causados pela obesidade são preocupantes: estar levemente acima do peso já pode diminuir cerca de um ano da expectativa de vida. Já em pessoas “moderadamente” obesas, há a diminuição de cerca de três anos de vida, com base no IMC – Índice de Massa Corporal.

Na última quinta-feira (14), a revista médica “The Lancet” publicou uma pesquisa alarmante, mostrando que em casos de obesidade severa a expectativa de vida cai em até 10 anos. Dessa forma, o aumento do peso pode resultar no risco de morte antes dos 70 anos.

Os pesquisadores utilizaram o maior conjunto de dados sobre obesidade e mortalidade já realizado, tendo mais de 10,6 milhões de participantes de 239 estudos realizados entre 1970 e 2015, em 32 países na América do Norte, Europa, Austrália, Nova Zelândia e no leste e no sul da Ásia.

A pesquisa descartou fumantes e ex-fumantes, portadores de doenças crônicas e pessoas que morreram nos primeiros cinco anos do projeto.

A amostra foi dividida em categorias, de acordo com seu IMC – Índice de Massa Corporal, e verificou os números e as causas de morte de cada grupo. Se todos com sobrepeso e obesidade tivessem níveis normais de IMC, seria evitada uma em cada cinco mortes prematuras na América do Norte, uma em cada seis na Austrália e na Nova Zelândia, uma em cada sete na Europa e uma em cada 20 no leste da Ásia.

O estudo constatou que o risco de morte antes dos 70 anos aumentou de 19% em homens com peso normal para 29,5% em homens moderadamente obesos. Entre as mulheres, esse risco aumentou de 11% para 14,6%.

O padrão da Organização Mundial de Saúde (OMS), um IMC de 18,5 a 24,9 é considerado normal, 25 a 29,9 excesso de peso, 30 a 34,9 obesidade moderada, 35 a 39,9 obesidade severa, e acima de 40 obesidade mórbida. Em 2014, mais de 1,9 milhão de adultos em todo o mundo estavam acima do peso, sendo que mais de 600 milhões eram obesos.

minhavida

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Crianças que dormem mais cedo sofrem menos com obesidade na adolescência

Crianca-dormindoNovo estudo indica que crianças em idade pré-escolar que são colocadas na cama até as 20h tem menos chance de desenvolverem obesidade do que aquelas colocadas na cama após esse horário. A análise foi feita pela Universidade Estadual de Ohio e publicada pelo The Journal of Pediatrics.

De acordo com os pesquisadores, o hábito de dormir após as 21h foi mais frequente naqueles que, nos anos seguintes, acabaram sofrendo com a obesidade . Os benefícios de dormir cedo poderiam incluir também o desenvolvimento social, emocional e cognitivo.

Das crianças que dormiam mais cedo, apenas uma em cada dez se tornou um adolescente obeso. Já em relação aqueles que dormiam entre 20h e 21h, 16% apresentaram estar acima do peso quando mais velhos. O problema foi mais recorrente entre os que dormiam mais tarde quando pequenos: 23%.

Por que isso acontece?

Apesar do resultado deste estudo, não é exatamente colocando a criança para dormir mais cedo que diminuirá as chances dela ficar obesa. De acordo com Dra. Maria Edna de Melo, doutora em Endocrinologia pela USP e presidente da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica, dormir cedo está associado com bons hábitos de vida e uma série de ‘consequências’.

“Quando a gente adormece, é liberada a melatonina, hormônio que regula o organismo. Ela faz com que o corpo ‘desligue’ e tenha um descanso profundo. Já quando não dormimos há maior produção de cortisol, hormônio que facilita a formação de gordura.”

A especialista explica que pessoas que não dormem direito podem ficar mais irritadas e ansiosas, favorecendo um consumo maior de alimentos, principalmente os mais ricos em gordura e açúcares e que engordam mais. Outro ponto é que quem dorme mais tarde pode acordar mais tarde também e querer pular o café da manhã, alterando o ciclo biológico.

“Não conhecemos muito bem os hormônios que participam desse ritmo corporal, mas o que se sabe é que é extremamente importante termos um ritmo”, afirmou Dra. Maria Edna de Melo. A partir do momento que o ciclo é quebrado, algumas reações físicas, como a obesidade,  são apresentadas.

Dr. Bruno Halpern, membro da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, explica que, mudando o nosso relógio biológico, o nosso organismo fica confuso. Outro problema é que, dormindo mais tarde, a pessoa acaba comendo em um horário que não deveria estar consumindo muitas calorias.

 

iG

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Obesidade em adolescentes pode ser causada por falhas de mastigação, diz estudo

obesidade-infantilPesquisa da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) mostra que a maioria dos adolescentes obesos apresenta problemas na mastigação. De acordo com o estudo, que analisou a forma de comer de 230 jovens, a maioria mastiga de um lado só da boca, ou usa técnicas para ajudar na mastigação, como adição de molho à comida e ingestão de líquidos.

Segundo a dentista Paula Midori Castelo, professora adjunta do Instituto de Ciências Ambientais, Químicas e Farmacêuticas da Unifesp, que coordenou a pesquisa, foram selecionados para a análise adolescentes saudáveis com idade entre 14 e 17 anos. Entre os adolescentes, havia os considerados magros, com sobrepeso e, em um nível mais preocupante, os obesos. Nenhum apresentava problemas dentários como cárie ou necessidade de tratamento ortodôntico.

Nos testes, feitos na Faculdade de Odontologia da Unicamp, na cidade de Piracicaba, os voluntários foram filmados enquanto se alimentavam, para que os pesquisadores avaliassem seus possíveis hábitos alimentares que podem contribuir para a obesidade.
Paula disse que a maior parte dos obesos pratica a mastigação unilateral, um problema comportamental, sem relação com problemas dentários. Essa falha sobrecarrega os dentes, ossos e musculatura de um lado da arcada dentária.

“No dia a dia, as pessoas podem querer mastigar de um lado só por restaurações mal feitas ou próteses. Mas não é legal mastigar de um lado só, porque você não mistura adequadamente o alimento com a saliva, não tritura tão bem, não forma o bolo alimentar adequado”, disse ela.

Outro hábito observado com mais frequência entre os obesos é a adição de molho aos alimentos secos, o que facilita a mastigação e a deglutição. Eles também mostraram preferência por alimentos cortados em pedaços menores, carnes desfiadas e dispensam morder uma maçã inteira, por exemplo.

Tomar sucos, refrigerantes e água durante as refeições também é prejudicial, porque a tendência entre os voluntários foi engolir pedaços grandes de comida usando os líquidos para facilitar o processo. “Quando as partículas diminuem, elas chegam no estômago prontas para serem digeridas, para que as enzimas atuem para absorver os nutrientes. O alimento mal mastigado causa fricção no esôfago e a absorção dos nutrientes é prejudicada. O obeso também tem carência nutricional”, explicou.

Agência Brasil

 

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PB pode fechar ano com 1.200 casos de câncer de próstata; obesidade é agravante

novembro-azulA obesidade é fator de risco para diversas doenças, inclusive para o câncer. Segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA), 596 mil novos casos da doença (incluindo todos os tipos) devem ser registrados no Brasil neste ano. Desses, 15 mil estarão associados à obesidade e ao sobrepeso. De acordo com o INCA, a obesidade está influenciando principalmente na incidência de câncer de próstata, mama e colorretal. “A obesidade aumenta o risco de câncer de próstata e o tumor em homens obesos é mais agressivo”, afirma o urologista Rafael Coelho, do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo e do Hospital Albert Einstein. Na Paraíba, o INCA projeta o registro de mais de 1.200 casos da doença só neste ano.

Alimentação adequada e a prática de exercícios físicos são fundamentais para combater a obesidade e, consequentemente, diminuir o risco de câncer. “A atividade física é benéfica porque mexe no metabolismo, nos níveis, por exemplo, de insulina e glicose”, explica a Educadora Física que integra o comitê científico do Instituto Vencer o Câncer, Luciana Castelli Assman.

Como forma de prevenção, são recomendados 150 minutos de atividade física distribuídos na semana. “Pode ser caminhada, corrida, dança. Mas tem que ser uma atividade vigorosa e feita de forma regular”, ressalta a especialista.

Para o paciente que está em tratamento de câncer de próstata, a atividade física também é benéfica. O exercício fortalece o sistema imunológico e também tem papel importante para estimular a produção óssea. “Quem faz o tratamento hormonal pode ter perda da massa óssea. Exercícios de força e sobrecarga vão estimular a produção óssea”, explica Luciana Assman.

Durante o tratamento do câncer de próstata, a atividade física deve ser feita após a liberação do médico e sempre com um acompanhamento de um profissional qualificado. O tipo de exercício e a frequência serão definidos pelo educador físico que acompanhará o paciente. “Para cada fase do tratamento tem que ter uma atenção especial. Quem faz radioterapia pode ficar mais cansado, então tem que dosar bem. O segredo está na regularidade do exercício. O paciente tem que tentar sempre fazer alguma coisa”, acrescenta Luciana.

Os benefícios da atividade física para quem faz tratamento de câncer de próstata vão além. Alguns pacientes ficam deprimidos e os exercícios ajudam a reverter esse quadro. “A atividade física ajuda a melhorar a autoestima, a combater a depressão. Proporciona um bem estar para o paciente”, afirma a educadora física Luciana Assmam.

Agência Brasil

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Existe relação entre diabetes, obesidade e depressão?

obesidadedepressaoA depressão é, sem dúvida alguma, um dos males do século XXI. Somente nas últimas décadas foi documentado um aumento expressivo na quantidade de pessoas acometidas por ela. Para termos uma ideia, no Brasil estima-se por pesquisas que 10% da população já apresentou algum episódio depressivo maior em um período de um ano.

Depressão, diabetes e obesidade são três doenças com tratamento e nossos esforços são para que elas sejam identificadas de forma mais precoce possível

A obesidade, por sua vez, também é considerada um dos males deste século. A projeção mais otimista indica que em 2025 cerca de 20% da população brasileira apresentará obesidade. O diabetes não fica atrás, segundos as estimativas do Ministério da Saúde, 6,2% da população adulta brasileira é portadora da doença.

As três doenças apresentam um elo em comum: aproximadamente 30% das pessoas que procuram tratamento para emagrecer têm depressão, e quem está acima do peso tem três vezes mais chances de desenvolver depressão ao longo da vida. Além disso, pessoas com diabetes tem o dobro de chances de apresentaram depressão. E o ponto principal que poderia ligar estas três doenças seria o acúmulo de gordura.

As células de gordura e sua relação com todo o funcionamento do nosso organismo é um assunto que, ao ser estudado, tem nos ajudado a entender melhor porque muitas doenças podem acontecer em conjunto com outras.

O excesso de peso leva a um aumento da produção de insulina pelo nosso pâncreas. A partir daí, este excesso pode ocasionar o que chamamos de resistência insulínica, que é uma situação em que apesar do organismo ter uma quantidade maior de insulina, ela não funciona de forma adequada, como se ficasse mais fraca.

O ambiente gerado pelo ganho de peso e pela resistência insulínica leva a um estado de inflamação no organismo. Aqui, a célula de gordura quando está sobrecarregada (com muita gordura dentro dela) produz substâncias inflamatórias que causam o que chamamos de ambiente inflamatório. O desenvolvimento do diabetes também pode ocorrer como resultado deste processo, e o que tem se demonstrado é que a depressão também.

No entanto, há ainda inúmeros mecanismos a serem elucidados. Um deles, por exemplo, é sobre o ganho de peso. Ainda não está claro se é a depressão que leva ao ganho de peso ou se acontece o contrário. Mas a questão precisa ser encarada dos dois lados. Tanto a pessoa com depressão que procura o psiquiatra deve avaliada buscando fatores de ganho de peso e risco de diabetes como aquela pessoa que esteja em acompanhamento endocrinológico deverá ser perguntada sobre sintomas depressivos.

Sabendo disso, o mais importante é certamente a informação. Quanto mais sabemos das possibilidades, mais ficamos próximos de diagnosticar e tratar. Depressão, diabetes e obesidade são três doenças com tratamento e nossos esforços são para que elas sejam identificadas de forma mais precoce possível.

minhavida

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OMS sugere aumento de impostos sobre refrigerantes para reduzir obesidade

obesidadeEstudo divulgado nessa terça-feira (11) pela Organização Mundial da Saúde (OMS) indica o aumento dos tributos de bebidas açucaradas, como refrigerantes e sucos em caixa, como forma de reduzir o consumo e, assim, diminuir o índices de obesidade, diabetes tipo 2 e cáries dentárias.

Segundo o estudo Fiscal policies for Diet and Prevention of Noncommunicable Diseases, as políticas fiscais que levam a um aumento de pelo menos 20% no preço de venda desses produtos resultaria em reduções proporcionais do consumo.

“A diminuição do consumo de bebidas açucaradas significa uma menor ingestão de “açúcares livres” e calorias no geral, uma melhor nutrição e menos pessoas sofrendo com sobrepeso, obesidade, diabetes e cárie dentária”, divulgou, em nota, a organização.

De acordo com o novo relatório da OMS, pesquisas alimentares nacionais indicam que bebidas e alimentos ricos em açúcares livres podem ser uma grande fonte de calorias desnecessárias. O documento também aponta que alguns grupos, incluindo pessoas que vivem com baixo rendimento, jovens e aqueles que consomem com frequência alimentos e bebidas pouco saudáveis são os que mais respondem às mudanças nos preços dos produtos e, por isso, podem obter os maiores benefícios na saúde.

O documento apresenta os resultados de uma reunião, em meados de 2015, com especialistas convocados pela OMS e uma investigação de 11 revisões sistemáticas recentes sobre a eficácia das intervenções de política fiscal para melhorar as dietas e prevenir doenças crônicas não transmissíveis.

O levantamento também aponta que subsídios para frutas frescas e vegetais, que reduzam os preços entre 10% e 30%, podem aumentar o consumo desses alimentos. Segundo o levantamento, o apoio público para tais aumentos de impostos pode ser estimulado se as receitas geradas forem destinadas aos esforços para melhorar os sistemas de saúde, encorajar dietas mais saudáveis e aumentar a atividade física.

De acordo com a OMS, alguns países têm trabalhado nesse sentido. O México, por exemplo, implementou imposto sobre bebidas não alcoólicas com adição de açúcar, e a Hungria criou imposto sobre os produtos com altos níveis de açucares, sal e cafeína.

Brasil

Dados da Pesquisa Nacional de Saúde 2013 apontam que 56,9% dos adultos brasileiros com 20 anos ou mais estão com excesso de peso. Quando avaliados dados de obesidade, 20,8% dos adultos estão obesos.

Já entre os adolescentes, a obesidade alcança 8,4% dos jovens entre 12 e 17 anos. Além disso, 17% deles estão acima do peso ideal, segundo o Estudo de Riscos Cardiovasculares em Adolescentes (Erica), do Ministério da Saúde. O levantamento também mostra que um em cada cinco adolescentes hipertensos, cerca de 200 mil, poderia não ter esse problema caso não fosse obeso.

Agência Brasil

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Mortes relacionadas à obesidade aumentam 97% em dez anos na Paraíba

obesidadeA cada cinco dias, uma pessoa morre em decorrência da obesidade na Paraíba, de acordo com o dado do Sistema de Informação sobre Mortalidade da Secretaria de Estado da Saúde (SIM/SES), referente ao ano de 2015. Enquanto em 2005 foram registrados 34 óbitos, dados parciais do ano passado apontam 67 mortes que tiveram a obesidade ou a hiperalimentação como fatores principais, o que significa um aumento de 97,06% em dez anos somente na Paraíba. Na próxima terça-feira, comemora-se o Dia Nacional de Prevenção da Obesidade.

Os dados do SIM também mostram que, de 2005 a 2015, pelo menos 490 mortes ocorridas no estado foram relacionadas à obesidade. Pensando nos perigos da obesidade, um grupo de profissionais da área da saúde, incluindo educadores físicos, nutricionistas e enfermeiros, realizaram ontem no Busto de Tamandaré, em João Pessoa, o Encontro Multiprofissional de Prevenção da Obesidade. Mais de 100 pessoas foram atendidas no local, que ofereceu aferição da pressão arterial e da glicemia.

“Iniciamos com um cadastro de informações para direcionar as pessoas de acordo com seu estilo de vida. Além da aferição de pressão e glicemia, também fizemos uma análise da composição corporal para definir o percentual de gordura das pessoas. Em seguida, entramos com a parte de orientação propriamente dita, tanto nutricional quanto de exercícios físicos. Queríamos fazer um trabalho de conscientização da população em relação à obesidade”, explicou um dos organizadores do evento, o personal trainer Jan Alencar.

Ele também esclareceu que atualmente a obesidade é considerada uma doença por parte dos estudiosos, enquanto outros ainda a relacionam a um fator de risco para o surgimento de outras doenças. “Ela pode ser considerada uma doença porque apresenta um processo inflamatório nas células de gordura. A obesidade é desencadeadora de diversas doenças se a pensarmos como um fator de risco. Hoje, das principais doenças relacionadas à obesidade, estão alguns cânceres, hipertensão arterial, diabetes tipo dois, que é adquirida na vida adulta, e também o risco cardíaco”, argumentou Alencar.

Ainda, o personal trainer frisou que 72% das mortes ocorridas no mundo estão associadas a essas quatro doenças. Por isso, reforça a importância de uma boa alimentação e uma rotina de exercícios físicos que condizem com o estilo de vida pessoal. “Precisamos estar atentos porque a obesidade é uma doença séria, mas existem meios preventivos que dão sobrevida, independência e qualidade”, disse.

“As pessoas não precisam estar apenas com o volume abdominal alto ou abdômen protuso para serem consideradas obesas. Se a pessoa apresenta baixa massa muscular e uma composição de gordura mais elevada, também pode ser considerado obesa, porque se relaciona diretamente com o percentual de gordura”,  alertou o personal trainer Jan Alencar.

 

 

Celina Modesto do Correio da Paraiba

Obesidade diminui expectativa de vida em até 10 anos

obesidadeOs riscos causados pela obesidade são preocupantes: estar levemente acima do peso já pode diminuir cerca de um ano da expectativa de vida. Já em pessoas “moderadamente” obesas, há a diminuição de cerca de três anos de vida, com base no IMC – Índice de Massa Corporal.

Na última quinta-feira (14), a revista médica “The Lancet” publicou uma pesquisa alarmante, mostrando que em casos de obesidade severa a expectativa de vida cai em até 10 anos. Dessa forma, o aumento do peso pode resultar no risco de morte antes dos 70 anos.

Os pesquisadores utilizaram o maior conjunto de dados sobre obesidade e mortalidade já realizado, tendo mais de 10,6 milhões de participantes de 239 estudos realizados entre 1970 e 2015, em 32 países na América do Norte, Europa, Austrália, Nova Zelândia e no leste e no sul da Ásia.

A pesquisa descartou fumantes e ex-fumantes, portadores de doenças crônicas e pessoas que morreram nos primeiros cinco anos do projeto.

A amostra foi dividida em categorias, de acordo com seu IMC – Índice de Massa Corporal, e verificou os números e as causas de morte de cada grupo. Se todos com sobrepeso e obesidade tivessem níveis normais de IMC, seria evitada uma em cada cinco mortes prematuras na América do Norte, uma em cada seis na Austrália e na Nova Zelândia, uma em cada sete na Europa e uma em cada 20 no leste da Ásia.

O estudo constatou que o risco de morte antes dos 70 anos aumentou de 19% em homens com peso normal para 29,5% em homens moderadamente obesos. Entre as mulheres, esse risco aumentou de 11% para 14,6%.

O padrão da Organização Mundial de Saúde (OMS), um IMC de 18,5 a 24,9 é considerado normal, 25 a 29,9 excesso de peso, 30 a 34,9 obesidade moderada, 35 a 39,9 obesidade severa, e acima de 40 obesidade mórbida. Em 2014, mais de 1,9 milhão de adultos em todo o mundo estavam acima do peso, sendo que mais de 600 milhões eram obesos.

minhavida

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