Arquivo da tag: Obama

Obama bate na Globo e decepciona golpistas

obamaA cena mais importante da visita de Dilma Rousseff aos Estados Unidos ocorreu na entrevista coletiva na Casa Branca. Você sabe do que se trata. Sorteada para fazer uma pergunta, a repórter Sandra Coutinho, da Globo News, colocou uma questão que iria deixar Dilma e o governo brasileiro em posição delicada. Depois de dizer, como se fosse um fato objetivo sabido de todos, que o governo brasileiro se vê como um líder mundial, enquanto Washington encara o país de forma menor, como uma liderança regional, Sandra Coutinho perguntou: “Como conciliar essas duas visões?”

Dilma não teve tempo de responder. Melhor pessoa entre os presentes para esclarecer como Washington “encara o país”, Barack Obama saiu na frente e corrigiu a pergunta: “Nós vemos o Brasil não como uma potência regional, mas como uma potência global. Se você pensar (…) no G-20, o Brasil é uma voz importante ali. As negociações que vão acontecer em Paris, sobre as mudanças climáticas, só podem ter sucesso com o Brasil como líder-chave. Os anúncios feitos hoje sobre energia renovável são indicativos da liderança do Brasil”, disse.

ACOMPANHE O FOCANDO A NOTÍCIA NAS REDES SOCIAIS:

FACEBOOK                TWITTER                    INSTAGRAM

Obama ainda acrescentou: “O Brasil é um grande ator global e eu disse para a presidente Dilma na noite passada que os Estados Unidos, por mais poderosos que nós sejamos, e por mais interessados que estejamos em resolver uma série de problemas internacionais, reconhecemos que não podemos fazer isso sozinhos”.

A reação de Obama tem importância pelo conteúdo e pela forma. Indo além do jornalismo, no qual todo repórter tem o direito de colocar a questão que achar pertinente para toda autoridade que lhe dá essa chance, é possível discutir ideias.

No complicado contexto atravessado pelo país, a pergunta ajudava a rebaixar o governo brasileiro aos olhos do governo norte-americano, constrangendo Dilma perante seu anfitrião e perante a audiência da emissora no Brasil.

Apresentada como um simples dado objetivo, um elemento da paisagem assim como as colunas da Casa Branca, a teoria de que o governo brasileiro tem uma visão errada sobre si mesmo — e sobre o lugar do país no mundo, portanto — embute uma crítica política conhecida à atual política externa brasileira, alimentada por analistas e formuladores ligados ao PSDB e a círculos conservadores da capital americana. Mas está longe de ser uma unanimidade em Washington, onde, ao contrário do que se pensa no Brasil, não vigora o Pensamento Único.

Ao dizer que o governo se acha mais do que realmente é na visão dos EUA, a pergunta sugere que nossa diplomacia precisa reconhecer seu lugar, vamos dizer assim. Precisa achar um caminho para “conciliar” a visão de brasileiros e norte-americanos sobre nosso papel no mundo, pois do jeito que está não pode ficar. Você entendeu o que está por trás disso, certo?

Mas não só. Quando um repórter da Folha — exercendo o sagrado direito de perguntar — colocou uma questão que remetia à Lava Jato, o que também iria atingir a presidente brasileira, Obama respondeu de forma exemplar que não iria se manifestar sobre um assunto que aguarda decisão judicial. Uma reação adequada, num país que inspirou Alexis de Tocqueville a definir a separação de poderes como a base da democracia moderna, não é mesmo?

A reação de Obama tem outro elemento importante — a luz dos antecedentes. Em 1962, quando João Goulart se recusou a participar do bloqueio a Cuba, a CIA e a Casa Branca passaram a considerar o Brasil como “o mais urgente problema da América Latina”, recorda o historiador Muniz Bandeira.

Poucas pessoas sabiam, naquela época, mas John Kennedy havia acertado, nos bastidores, apoio ao movimento militar que derrubou Goulart em março de 1964. Mesmo em publico, Kennedy não deixava de manifestar sua hostilidade em relação ao governo brasileiro, fazendo declarações que não tinham “precedente na história das relações internacionais,” como recorda Muniz Bandeira num livro indispensável, “O governo João Goulart.”

Referindo-se a um presidente em pleno exercício de um mandato legítimo, Kennedy dizia — em entrevistas — que considerava a situação do Brasil das “mais penosas” por causa da inflação de 5% ao mês, o que anulava a “ajuda americana e aumentava a instabilidade política.” Kennedy cobrava e reclamava, sem rodeios: “o Brasil deve tomar providências. Não há nada que os Estados Unidos possam fazer em benefício do povo brasileiro enquanto a situação monetária e fiscal for tão instável.”

Com sua atitude, 63 anos depois, Obama decepcionou os adversários do governo — que aguardavam um sinal, com graus possíveis de sutileza, de desagrado com Dilma e seu governo.

O sinal não veio e essa é a notícia da visita.

E é curioso notar que há algo semelhante entre a reação de Obama na coletiva da Casa Branca e a resposta firme, educada, mas muito pertinente, de Marieta Severo a um comentário de Faustão no programa de domingo.

Ouvindo uma versão tropical do discurso típico de um país “que não conhece o seu lugar”, Marieta reagiu: “Estamos numa crise mas vamos sair dela.” Sem nenhuma agressividade, mas com a firmeza de quem não tem disposição para servir de escada para discursos apocalípticos sobre o Brasil, a atriz prosseguiu: “eu sou sempre otimista”. O país caminhou muito. Pra mim, tem uma coisa muito importante: a inclusão social, a luta contra a desigualdade. A gente teve muito isso nos últimos anos.”

Pode-se dizer, assim, que nos últimos dias ocorreu uma situação fantástica e inesperada. De pontos tão distantes do planeta e do universo das ideias políticas de nosso tempo, personalidades tão diferentes e mesmo opostas pela visão de futuro, Barack Obama e Marieta Severo mandaram dizer que discordam do discurso de fim de mundo que se tornou a melodia base da Globo, alimentando tanto programas de entretenimento como o jornalismo.

Engraçado, não?

 

brasil247

Obama: Brasil é exemplo de combate à corrupção

OBAMAO principal elogio de Barack Obama à presidenta Dilma, e foram muitos elogios, foi a sua firmeza no combate à corrupção.

Obama disse, literalmente: “Foi preciso que uma mulher chegasse ao poder para se começar a limpar a corrupção no Brasil”.

De fato, os zumbis que saem às ruas pedindo intervenção militar, em inglês, por causa da corrupção, são pobres coitados lobotomizados pela mídia.

Não fosse a autonomia que Dilma deu à Polícia Federal, e o respeito com que tratou o Ministério Público, mesmo os seus setores mais radicalizados contra o governo, não haveria o combate à corrupção que vemos hoje.

ACOMPANHE O FOCANDO A NOTÍCIA NAS REDES SOCIAIS:

FACEBOOK                TWITTER                    INSTAGRAM

Acho que os coxinhas vão precisar falar outra língua. O inglês não está dando certo.

***

No Portal Metrópole

Na Cúpula das Américas, Obama elogia Dilma e diz que Brasil é exemplo de combate a corrupção

Depois de um ano, a presidente Dilma Rousseff ouviu finalmente um pedido de desculpas do presidente dos EUA pela espionagem da agência americana no Brasil. Em discurso, o presidente Barack Obama soltou série de elogios sobre a presidente e disse que o Brasil é um exemplo de combate a corrupção

Por Redação – com informações do Estadão

A presidente Dilma Rousseff ouviu finalmente do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, um tipo de pedido de desculpas, ainda que não tradicional, pela espionagem levada a cabo pela National Security Agency sobre o governo e empresas brasileiras. Ao responder se a crise estabelecida em 2013 pela descoberta da espionagem estava superada pela marcação da visita aos EUA para junho deste ano, Dilma revelou o que o presidente americano lhe falou durante a reunião bilateral de hoje: ele lhe ligará quando quiser saber algo do Brasil.

“O governo americano não disse só para o Brasil, mas disse para todos os países do mundo que os países amigos, os países irmãos não seriam espionados. E também tem uma declaração do presidente Obama: ele falou pra mim que quando ele quiser saber qualquer coisa, ele liga pra mim. (Eu) não só atendo, como fico muito feliz”, contou.

O encontro dos dois presidentes durou cerca de meia hora. De acordo com a presidente, os dois trataram dos temas de cooperação que o Brasil quer ver avançar na visita, entre eles cooperação na área de energias alternativas, educação, defesa e o programa Open Skies para a aviação civil.

Em discurso na Cúpula das Américas, a presidente ouviu elogios do presidente Barack Obama: “Vejam só o exemplo do Brasil, em combate a corrupção… Precisou-se que uma mulher chegasse ao poder para se começar a limpar a corrupção”, disse ele.

Descontraída, a presidente agradeceu quando foi elogiada pela elegância. E, ao ser perguntada se o presidente americano havia comentado sua nova silhueta – Dilma perdeu 16 quilos -, respondeu: “Olha, ele não elogiou. Mas eu gostaria que tivesse elogiado.”

 

brasil247

Após promessa de resposta de Obama, Coreia do Norte fica sem internet

entrevistaSe pudermos atribuir os ataques virtuais aos estúdios Sony, que vazaram dezenas de milhares de e-mails, filmes e projetos e da empresa na internet, à Coreia do Norte, podemos falar agora que o feitiço acabou de ser virado contra o feiticeiro. O país liderado por Kim Jong-Un está totalmente sem acesso à rede mundial de computadores desde o começo da tarde desta segunda-feira 22, de acordo com o site do jornal “The New York Times”, após um fim de semana de conexão instável.

CURTA o FOCANDO A NOTÍCIA no Facebook

Não há confirmação das causas, mas o problema acontece três dias após o discurso em que o presidente dos EUA, Barack Obama, prometeu uma “resposta proporcional” aos ataques à Sony, que o governo americano afirma ser de responsabilidade dos norte-coreanos.

“As redes deles estão presas”, disse o diretor da companhia de performance digital Dyn Research, Doug Madory, que afirma que o problema atual é consistente com um ataque DDos em seus roteadores, uma estratégia adotada por hackers no qual os servidores sofrem milhares de acessos em pouco tempo, entrando em colapso por causa da demanda. Segundo ele, a rede norte-coreana ficou instável já noite de sexta-feira 19 e piorou ao longo do fim de semana.

O país tem pouca presença na internet, realizando poucas atividads comerciais ou governamentais. A Coreia do Norte tem oficialmente apenas 1.024 endereços de sites, mas o “NYT” afirma que o número pode ser maior. Os EUA por exemplo têm bilhões de endereços.

Istoé

Mujica pede a Obama melhora nas relações com Brasil

Obama e Mujica conversam com a imprensa antes de reunião na Sala Oval da Casa Branca (Foto: BRENDAN SMIALOWSKI/AFP)
Obama e Mujica conversam com a imprensa
antes de reunião na Sala Oval da Casa Branca
(Foto: BRENDAN SMIALOWSKI/AFP)

O presidente do Uruguai, José Mujica, pediu nesta segunda-feira (12) a seu colega americano, Barack Obama, que melhore as relações com o Brasil, defendendo que é do interesse de toda a região.

“Pedi a ele que tente melhorar as relações, com um grande respeito, com um país fundamental da América Latina, que se chama Brasil”, disse Mujica, durante entrevista coletiva depois de encontro bilateral na Casa Branca, em Washington.

Mujica não revelou a reação de Obama a seu pedido.

As relações Brasil-Estados Unidos sofreram um afastamento em 2013, depois das revelações de que a Agência de Segurança Nacional americana (NSA, na sigla em inglês) havia interceptado comunicações pessoais eletrônicas da presidente Dilma Rousseff.

O escândalo motivou a suspensão de uma esperada visita de Estado que Dilma faria a Washington em outubro do ano passado.

CURTA o FOCANDO A NOTÍCIA no Facebook

Desde então, o Departamento de Estado americano e o Itamaraty tentam aparar as arestas e o mal-estar gerado pelo escândalo para recompor o diálogo político e diplomático entre os dois países.

Na semana passada, a subsecretária de Estado americana para a América Latina, Roberta Jacobson, disse à imprensa que as relações bilaterais “estão melhorando”. Segundo ela, essa tendência ficará mais clara após a eleição presidencial no Brasil.

O vice-presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, virá ao Brasil para assistir à estreia da seleção americana na Copa do Mundo em 16 de junho e, no dia seguinte, vai se reunir com Dilma em Brasília.

 

Da AFP

Obama faz apelo para que Rússia tire tropas da fronteira com Ucrânia

obamaO presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse nesta sexta-feira que o aumento da presença de tropas russas na fronteira com a Ucrânia não é normal e pediu para que Moscou recue suas tropas e inicia conversas para baixar as tensões.

“Você tem visto uma variedade de tropas se juntando ao longo daquela fronteira sob a forma de exercícios militares”, disse Obama ao programa “This Morning” da emissora CBS, durante entrevista na Cidade do Vaticano. “Mas isso não é o que a Rússia estaria fazendo normalmente.”

CURTA o FOCANDO A NOTÍCIA no Facebook

Obama disse que a movimentação pode não ser nada além de um esforço para intimidar a Ucrânia, mas também pode ser uma preliminar para outras ações. “Pode ser que eles tenham planos adicionais”, disse.

Reuters

Obama deve propor fim da coleta de dados telefônicos pela NSA

obamaCasa Branca elabora projeto de lei que acaba com coleta e armazenamento em massa de dados telefônicos pela Agência de Segurança Nacional, afirma o “New York Times”.
O gabinete do presidente americano, Barack Obama, deve apresentar em breve no Congresso um projeto de lei que prevê o fim da coleta e armazenamento em massa de dados telefônicos pela Agência de Segurança Nacional (NSA, na sigla em inglês).

A proposta da Casa Branca colocaria um fim à prática da NSA de armazenar por até cinco anos informações sobre os telefonemas de milhões de americanos para que possam ser usadas em investigações ligadas à segurança nacional.

CURTA o FOCANDO A NOTÍCIA no Facebook

A nova ideia prevê que esses dados continuem sendo armazenados, mas pelas próprias companhias telefônicas e pelo período de 18 meses como elas já são obrigadas a fazer, segundo regras federais do setor de telefonia. A NSA poderia, então, solicitar as informações de que necessita com uma autorização judicial.

As empresas de telefonia, no entanto, ainda são reticentes em relação ao projeto, especialmente por razões legais.

A ideia da nova legislação foi revelada em reportagem do jornal The New York Times na noite desta segunda-feira (24/03) por uma fonte anônima próxima ao processo de elaboração do projeto de lei.

Ainda não é certo se o projeto de Obama será aprovado pelos congressistas americanos. No entanto, caso o Congresso aceite o plano proposto pelo governo, as mudanças não aconteceriam de imediato. A NSA deve manter seu programa de vigilância por pelo menos três meses.

O governo americano começou a recolher informações telefônicas logo após os atentados terroristas de 11 de setembro de 2001. Uma corte permitiu que as informações fossem coletadas com base numa legislação conhecida como seção 215 do Ato Patriota.

O recolhimento de informações pelo governo intensificou o debate sobre os direitos de privacidade em todo o mundo depois que o programa de espionagem da NSA foi revelado, no ano passado, pelo ex-colaborador da agência Edward Snowden, atualmente asilado na Rússia.

 

DW

Após escândalo, Obama defende lei que protege sigilo entre jornalistas e fontes

O presidente dos EUA, Barack Obama, pretende restabelecer projeto de lei que garante confidencialidade entre jornalistas e suas fontes. O governo ainda assumiu que o escândalo da apropriação de escutas telefônicas de jornalistas da Associated Press feriu gravemente o direito à liberdade de imprensa.
Crédito:Agência Brasil
Após crise, Obama defende confidencialidade entre imprensa e fontes

O Departamento de Justiça dos EUA confessou ter se apropriado das escutas telefônicas de alguns jornalistas da agência de notícias, alegando que pretendia proteger informações sobre um assunto “muito grave” que “põe os americanos em risco”.

CURTA o FOCANDO A NOTÍCIA no Facebook

Segundo o Conjur, a lei não vai impedir que os órgãos de segurança obtenham registros telefônicos de jornalistas. A lei visa apenas que os órgãos tenham um mandado judicial antes de se apropriar dos registros. Isso permite aos veículos de comunicação convencer o juiz a não autorizar o mandado.
“Em outras palavras, os órgãos governamentais terão de convencer um juiz de que a medida é necessária para o sucesso das investigações”, disse Jane Kirtley, professora da Faculdade de Direito da Universidade de Minnesota.
Apesar disso, os órgãos de segurança poderão se apropriar de registros, sem a necessidade de notificar os veículos de imprensa, “se isso significar uma grave ameaça à integridade das investigações”.
Portal IMPRENSA

Obama pede à Coreia do Norte que pare com ‘atitude agressiva’

Foto: AFP
Foto: AFP

O presidente americano, Barack Obama, pediu nesta quinta-feira à Coreia do Norte que detenha sua “atitude agressiva”. A declaração foi feita durante um encontro na Casa Branca com o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon.

 

“Os Estados Unidos darão todas as medidas necessárias para proteger seu povo e cumprir as obrigações em virtude de nossas alianças na região”, disse o presidente durante breve discurso no Salão Oval. “Estamos de acordo que agora é o momento para que a Coreia do Norte ponha fim ao tipo de atitude agressiva que vem tendo”, afirmou Obama.

 

CURTA o FOCANDO A NOTÍCIA no Facebook

Embora o presidente americano tenha dito que Washington continuará tentando “de trabalhar para resolver alguns destes assuntos de forma diplomática”, deixou claro que seu país estará pronto para defender qualquer eventualidade e defender seus aliados.

 

Segundo o presidente, “é importante para a Coreia do Norte, como para qualquer outro país do mundo, observar as regras e normas básicas”.

 

 

Mais cedo nesta quinta-feira, o grupo de chanceleres do G8, inclusive o secretário de Estado americano, John Kerry, condenaram duramente o regime de Pyongyang por seu programa nuclear, advertindo que seria objeto de mais sanções caso lance um míssil.

 

A Coreia do Norte ameaçou lançar ataques nucleares contra territórios dos Estados Unidos e seus aliados no nordeste da Ásia, em represália às sanções impostas pela ONU a partir do teste nuclear que realizou em dezembro passado.
AFP

Obama apresenta nesta terça visão sobre reforma migratória

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, deve divulgar nesta terça-feira suas propostas de reforma migratória em um discurso em Las Vegas. O líder americano já frisou que reformar as leis que regem o tratamento dados a imigrantes no país é uma das prioridades de seu segundo mandato .

 

AP

Presidente dos EUA, Barack Obama, acena depois de discurso sob aplausos do vice-presidente Joe Biden no Capitólio (21/01)

 

Na segunda-feira, no primeiro exemplo concreto da renovada simpatia em Washington para reformar as leis americanas de imigração, um grupo de senadores dos partidos Democrata e Republicano apresentou uma proposta para basear as discussões sobre uma possível reforma migratória .

O principal pilar da proposta, segundo um comunicado de cinco páginas enviado à imprensa antes do anúncio, é a criação de um caminho para legalizar os cerca de 11 milhões de imigrantes indocumentados que vivem no país, desde que antes entrem em vigor medidas de reforço à fiscalização interna e das fronteiras. A Casa Branca saudou a iniciativa bipartidária dos senadores dos dois partidos.

 

Propostas

Prevê-se a destinação de mais recursos para as fronteiras, tanto de pessoal quanto de “última tecnologia” – como aviões não tripulados. Além disso, seriam postos em prática controles de saída mais rigorosos para evitar que estrangeiros permaneçam no país após a expiração dos seus vistos.

Cumpridos esses objetivos, os imigrantes sem documentos precisariam se registrar junto ao governo, pagar qualquer imposto ou multa devida, e só então entrar em um período probatório antes de alcançar o status legal.

O documento menciona a necessidade de os indocumentados entrarem “no fim da fila” da legalização, como qualquer outro candidato, e aprenderem inglês e história americana. Mas o processo seria mais rápido para os mais jovens sem documentos – hoje uma força significativa na política americana – ou que façam trabalho agrícola, onde a mão de obra é essencialmente estrangeira.

 

No futuro, os senadores querem permitir a vinda de imigrantes com base nas necessidades da economia americana, porém acopladas a verificações mais rigorosas de status migratório por parte dos empregadores para combater a mão de obra ilegal. A ideia é que os resultados sejam avaliados por comissões formadas por autoridades políticas e policiais e por líderes comunitários nos Estados de fronteira com o México.

Entendimento político

O grupo de oito senadores que apresentou a proposta na segunda é formado pelos democratas Charles Schummer (Nova York), Robert Menendez (Nova Jersey), Richard Durbin (Illinois) e Michael Bennet (Colorado), e os republicanos John McCain e Jeff Flake (Arizona), Lindsey Graham (Carolina do Sul) e Marco Rubio (Flórida).

“Reconhecemos que o nosso sistema de imigração está com problemas”, disseram os senadores na apresentação da proposta. “Nossa legislação reconhece essa realidade, finalmente destinando recursos necessários para patrulhar as fronteiras, modernizar e tornar o nosso sistema legal de imigração mais eficiente, ao passo que se cria um programa rigoroso, porém justo de legalização para os indivíduos que já vivem aqui.”

Os congressistas se comprometem a “assegurar-nos de que esta seja uma reforma migratória permanente, que não precise ser revista”. A proposta acolhe a visão democrata de uma legislação que abra as portas da legalização para todos os imigrantes – e que seja votada de uma só vez – e a reivindicação republicana de policiamento mais efetivo. O rascunho poderia começar a ser discutido no Senado já na primavera.

 

Além disso, um outro grupo de senadores democratas e republicanos está trabalhando em um projeto para duplicar o número de vistos temporários concedidos para imigrantes qualificados (vistos H-1B) e elevar o número de green cards, ou autorizações para residência nos EUA.

Pressão popular

Analistas consideram que a reforma migratória foi uma aspiração que “saltou” das urnas nas eleições de novembro de 2012 . Os latinos, que hoje compõem cerca de 10% do eleitorado americano, votaram em massa pelos democratas, vistos como simpáticos à reforma migratória, e penalizaram os republicanos, vistos como linha dura no assunto.

AP

Ativistas de imigrantes seguram cartazes do lado de fora da Embaixada dos EUA no México em que se leem ‘Obama, mantenha sua promessa’ e ‘Ânimo, migrantes’ (21/01)

“Veja as últimas eleições: estamos perdendo dramaticamente o voto latino, que achamos que deveria ser nosso”, disse o senador republicano John McCain em uma entrevista à rede de TV ABC no domingo. “Não podemos ignorar para sempre 11 milhões de pessoas vivendo nas sombras neste país, ilegalmente.”

 

No ano passado, Obama soube capitalizar eleitoralmente com a ordem executiva que permitiu alegalização temporária para jovens trazidos para os EUA pelos seus pais quando crianças – conhecidos aqui como ”dreamers”, ou sonhadores.

Uma proposta de legalização definitiva por meio do Congresso – o chamado Dream Act – está parada há mais de dez anos por obstrução dos republicanos. Nas atuais propostas em estudo, o caminho para a cidadania aberto aos “sonhadores” é mais rápido que para outros imigrantes. Senadores como Marco Rubio, um dos talentos em ascensão no partido republicano, defendem uma legalização mais penosa e lenta para o resto.

Entrevistado no mesmo programa da ABC – This Week with George Stephanopoulos – o democrata Robert Menendez disse que qualquer proposta de reforma da imigração deve abrir a possibilidade de legalidade não apenas para os mais jovens, mas para todos os 11 milhões de indocumentados que vivem no país. “Primeiro, os americanos apoiam (a legalização)”, disse o senador. “Segundo, os eleitores latinos a esperam. Terceiro, os democratas querem. E quarto, os republicanos precisam”, resumiu.

 

 

BBC Brasil

No discurso de posse, Obama faz apelo pela união dos EUA

Obama se prepara para fazer discurso depois do juramento (Foto: Emmanuel Dunand/AFP)
Obama se prepara para fazer discurso depois do juramento (Foto: Emmanuel Dunand/AFP)

O presidente reeleito dos EUA, Barack Obama, fez nesta segunda-feira (21) um apelo pela união dos Estados Unidos, em seu discurso de posse, dizendo que este é o único caminho para para vencer obstáculos na economia, na educação e na infraestrutura. 

“Agora, mais do que nunca, devemos fazer essas coisas juntos, como uma só nação e um só povo”, disse Obama diante de milhares de pessoas nas escadarias do Capitólio, sede do Congresso dos EUA, em um discurso em que apelou aos valores americanos e prometeu “alianças fortes” com os parceiros internacionais.

Obama fez um discurso apartidário e conciliador, em que não citou os nomes do seu Partido Democrata e dos oposicionistas republicanos.

A divisão dos dois partidos em relação aos principais temas do governo marcaram o primeiro mandato do democrata.

Obama reiterou o compromisso norte-americano com a liberdade e prometeu, em seu segundo governo, proteger os mais vulneráveis.

Ele disse que, se o país quiser triunfar, ele terá de fortalecer a classe média, e não uma “elite de poucos”.

“A prosperidade da América deve repousar sobre os ombros largos da classe média”, disse.

O democrata afirmou que esta geração de americanos foi testada por uma década dura, de guerras e crise econômica, que estão acabando, mas tem todas as características que o mundo moderno precisa para seguir adiante e explorar as “possibilidades ilimitadas” do país.

Ambiente
Obama também citou a questão ambiental, afirmando que cabe aos EUA um papel central na preservação do planeta.

‘Responderemos à ameaça da mudança climática, conscientes de que, se não o fizermos, estaremos traindo a nossos filhos e às futuras gerações”, disse.

Gays
Obama também citou a questão dos direitos dos homossexuais.

“Nossa jornada não vai estar completa até nossos irmãos e irmãs gays serem tratados como qualquer um sob a lei -pois, se somos todos realmente criados iguais, então certamente o amor que temos uns pelos outros deve também ser igual”, disse.

Imigrantes
Obama também afirmou que o país precisa ter “uma melhor maneira de receber os imigrantes”.

“Nosso caminho não vai estar completo até que encontremos uma melhor maneira de dar as boas vindas aos esperançosos imigrantes que seguem vindo aos Estados Unidos como a terra da oportunidade”, disse.

Cerimônia pública
Obama discursou logo após prestar seu juramento público, nas escadarias do Capitólio, sede do Congresso dos EUA, em uma cerimônia prestigiada pela cúpula do Partido Democrata e também por importantes membros do rival Partido Republicano, como o senador John McCain, derrotado por Obama em 2008, e o congressista Paul Ryan, vice-candidato na chapa derrotada pelo democrata em 2012.

Os ex-presidentes americanos vivos também vieram, com a exceção de George Bush Pai, que está doente, e de seu filho, George W Bush.

Marcaram presença o democrata Jimmy Carter e o  também democrata Bill Clinton e sua mulher Hillary, atual secretária de Estado.

Obama assume seu segundo mantado em um tom mais moderado que o adotado em suaprimeira e histórica posse, em 2009, mas, segundo analistas, mais livre para deixar seu legado na história dos EUA.

Obama foi reeleito em 6 de novembro, após vencer o republicano Mitt Romney em uma disputa dura nas urnas.

Tecnicamente, diante da Constituição dos EUA, a posse de Obama e a de seu vice, Joe Biden, ocorreram no domingo, em cerimônias discretas.

Quando o dia estabelecido pela Constituição para a posse, 20 de janeiro, cai em um domingo, a festa pública em Washington é protelada para o dia seguinte.

A difícil disputa eleitoral em 2012, o desemprego persistentemente elevado durante o primeiro mandato e confrontos fiscais com a oposição republicana no Congresso – tanto no passado como no futuro – moderaram a esperança que Obama simbolizava quando assumiu o cargo em 2009, quando obteve a vitória sobre o senador John McCain e se tornou o primeiro presidente negro dos EUA.

 

Na posse pública, Obama, de 51 anos, e Joe Biden repetiram o juramento feito oficialmente na véspera:

“Eu, Barack Hussein Obama, juro solenemente cumprir fielmente as funções de presidente dos Estados Unidos e, em toda a extensão da minha capacidade, preservar, proteger e defender a Constituição dos Estados Unidos”, disse Obama.

Obama fez o juramento com sua mão direita levantada e a esquerda sobre duas Bíblias – a de seu antecessor Abraham Lincoln, salvador da União, e a de Martin Luther King, arauto da luta pelos direitos civis nos anos 1960.

O discurso foi seguido por um desfile na Pennsylvania Avenue, que liga a sede do poder legislativo à Casa Branca. Repetindo o gesto de 2009, Obama saiu da limusine para saudar a multidão. Depois, Obama assistiu a uma parada militar.

A primeira posse de Obama, em janeiro de 2009, provocou um fluxo de cerca de dois milhões de pessoas no Mall, a imensa esplanada no coração de Washington, mas a expectativa é de que cerca de 700 mil pessoas tenham vindo dessa vez.

O presidente dos EUA, Barack Obama, e a primeira-dama, Michelle, caminham na Pennsylvania Avenue nesta segunda-feira (21) (Foto: AP)O presidente dos EUA, Barack Obama, e a primeira-dama, Michelle, caminham na Pennsylvania Avenue nesta segunda-feira (21) (Foto: AP)

Alguns discursos inaugurais ficam para a história, como os proferidos por Abraham Lincoln e John F. Kennedy.

Nova agenda
Obama começa seu segundo mandato em circunstâncias talvez menos difíceis do que em 2009, quando a crise econômica estava em seu auge.

Mas outros assuntos surgiram em sua agenda desde sua reeleição, como a luta contra a violência por armas de fogo após o assassinato de crianças em uma escola de Newtown, em meados de dezembro.

Obama também deve ter mais tempo para se engajar em temas de política externa como Irã, Oriente Médio, Síria e a retirada do Afeganistão, segundo analistas ouvidos pelo G1.

Mas, a exemplo do que ocorreu no primeiro mandato, a relação com o Brasil e a América Latina devem continuar fora do quadro de prioridades do democrata.

Assista ao lado: Beyoncé canta o hino nacional norte-americano para encerrar a cerimônia de posse de Obama

Milhares de membros das forças de segurança foram mobilizados para proteger o centro da capital americana, convertida em um acampamento.

A festa ocorreu sem grandes problemas de segurança.

Vilma Mendez usa camisa em apoio a Obama em um encontro de ativistas negros e latinos em Gardena, na Califórnia, nesta segunda-feira (21) (Foto: Reuters)Vilma Mendez usa camisa em apoio a Obama em um encontro de ativistas negros e latinos em Gardena, na Califórnia, nesta segunda-feira (21) (Foto: Reuters)
G1