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Volks lança Golf Variant a R$ 87.490 e sonha vender como nunca

Nos últimos anos, perua média da Volkswagen era Jetta Variant. Isso porque o país ficou um bom tempo defasado em relação à Europa e ao hatch Golf — enquanto a marca mantinha o Golf 4 vivo, o resto do mundo viu quinta e sexta geração nascerem (e se aposentarem). Assim, restava apenas receber a configuração familiar do México com o nome usado naquele mercado. Tudo mudou e segue se alterando com o retorno do Golf mais atual, em sua sétima geração, a partir 2013.

Como o Golf 7 já roda por aqui há quase dois anos — e até será produzido em São José dos Pinhais –, a marca aproveita e corrige também a disparidade do modelo familiar, algo que UOL Carros também havia apontado em 2013. Ainda importada do México, a linha 2016 da station wagon média chega às lojas até o final do mês como o nome de Golf Variant, como na Europa, com preço inicial de R$ 87.490. São duas versões:

– Volkswagen Golf Variant 2015 Comfortline: R$ 87.490
O motor é o mesmo 1.4 TSI turbo que equipa o hatch, da família EA211, movido a gasolina e capaz de gerar 140 cv de potência (entre 4.500 rpm e 6.000 rpm) e 25,5 kgfm de torque (entre 1.500 rpm e 3.500 rpm). Ele é acoplado à transmissão DSG, automática de sete marchas com opção de trocas sequenciais manuais. De série, são: sete airbags, freios ABS (obrigatórios), alerta de pressão dos pneus, ar-condicionado, assistência de partida em rampa, conjunto elétrico (vidros, travas e espelhos), faróis de neblina com função auxiliar em curvas, sensor de estacionamento (dianteiro e traseiro), sistema multimídia com CD/MP3-Player, conexão Bluetooth e entrada USB, sistema start-stop e volante revestido em couro. As rodas são de liga leve de 17 polegadas.

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Opcionalmente, a Volks oferece o pacote Elegance, a R$ 4.500, com volante multifuncional com aletas para trocas de marcha, controlador automático de velocidade (piloto automático) e rodas aro 17 com desenho diferenciado. O pacote Exclusive, R$ 8.890, acrescenta GPS com atualização automática de mapas.

– Volkswagen Golf Variant 2015 Highline: R$ 94.990
Traz de série, além dos itens da Comfortline, ar-condicionado de duas zonas, bancos de couro, controlador automático de velocidade (piloto automático), sensor de chuva e luminosidade e volante multifuncional com comandos do sistema multimídia.

Os pacotes para a versão são: Elegance, de R$ 5.820, com rodas de 17 polegadas diferenciadas, sistema de seleção de ajustes que identifica o perfil do motorista, GPS com comandos por voz, abertura das portas por meio da chave presencial e partida do motor por botão. O Exclusive vai a R$ 15.700 com todo o conteúdo do Elegance e mais faróis bixenônio com LED diurno, assistente de luz para o farol alto e o ACC (controle de cruzeiro automático) com front assist e freios de emergência (que identificam a iminência de uma batida e freia o carro automaticamente).

Há ainda o pacote Premium, de R$ 26.670, tem todo o conteúdo anterior acrescido de itens como a regulagem elétrica do banco do motorista, sensor detector de fadiga e sistema de info-entretenimento “Discovery Pro”, com tela de oito polegadas multitoque e atualização automática de mapas para o navegador.

À parte, para qualquer versão, é vendida a pintura metálica (R$ 1.200) ou perolizada (R$ 1.700). O teto solar elétrico, avulso, custa R$ 5.300.

Da dianteira à coluna central, a Golf Variant é idêntica ao primo hatch. A partir dali, o carro ganha características habituais de uma perua, com portas traseiras maiores, vidros laterais  extras e desenho exclusivo na traseira. Ao todo, a wagon é 30,7 centímetros mais comprida do que o Golf convencional, o que a deixa com 1.357 quilos em ordem de marcha (contra 1.218 kg do dois-volumes). O porta-malas comporta até 605 litros de bagagem, quase o dobro do hatch (313 litros).

Leonardo Felix/UOL

Ficou tudo alinhado: cara (e tecnologia) de Golf 7, corpão de carro de família

Sonhando alto

Com a adoção da “grife” Golf, a Volkswagen passa a ter pretensões bastante ousadas para a perua média. Segundo executivos da marca, o objetivo logo para 2015 é de entregar entre 2.000 e 2.500 unidades.

É um volume tímido na comparação com as metas do hatch Golf (mais de 16 mil unidades foram vendidas em 2014) e mesmo do sedã Jetta (mais de 10 mil emplacamentos no último ano). Mas também é um número que foge completamente do padrão do segmento de station médias e grandes.

Em 2014, o segmento inteiro de peruas médias emplacou menos de 300 unidades. O líder histórico é um modelo importado da Alemanha: a perua Audi A4 Avant mantém média de 170 unidades registradas a cada ano. Em 2013 acabou ofuscada pelo esforço derradeiro da Renault, que queimou o estoque final da station Mégane a menos de R$ 50 mil e conseguiu recorde de… 200 unidades.

Se atingir o objetivo, a Volks terá ido além da mera mudança (de nome). Terá feito uma revolução.

 

Uol

‘Nunca fui tão bem tratada’, diz mineira que largou plano por SUS

susCintia Vieira Leal, de 29 anos, começou a frequentar o Posto de Saúde da Família (PSF) de seu bairro em Uberlândia (MG) apenas “enquanto o novo convênio não ficava pronto”. Ao descobrir uma doença durante a gravidez, no entanto, decidiu abandonar o tratamento privado em favor do SUS. “Nunca fui tão bem tratada”, disse à BBC Brasil.

Apesar dos problemas na implantação do modelo de atenção básica no Brasil, médicos de família e comunidade – os especialistas que atuam na atenção básica – entrevistados pela BBC Brasil dizem que histórias de pacientes que trocaram o plano de saúde pelo acompanhamento com equipes de Saúde da Família são mais comuns do que parecem, quando o modelo funciona bem em um município.

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Nos postos de saúde e unidades básicas, uma equipe de médicos, enfermeiros e agentes comunitários deve acompanhar até quatro mil pessoas – desde crianças até idosos. O bom funcionamento do modelo, que também é adotado por países como Reino Unido, Canadá e Austrália, ajudaria a evitar a superlotação de emergências e hospitais, um dos principais gargalos do atendimento médico no país.

Na maior parte das unidades, no entanto, pacientes e profissionais sofrem com a infraestrutura precária e a dificuldade de completar equipes de profissionais, especialmente em municípios menores e mais distantes das capitais.

O desconhecimento da população sobre o funcionamento do sistema de saúde também faz com que muitos pacientes procurem diretamente as Unidades de Pronto Atendimento (UPA) ou hospitais.

“Eu tinha ido poucas vezes nessas unidades do SUS, porque tudo costuma ser mais rápido pelo convênio. Mas minha vizinha fazia o atendimento lá e resolvi começar o pré-natal”, disse Cintia, que trabalha como porteira, à BBC Brasil.

Quando seu novo plano de saúde ficou pronto, ela chegou ir a consultas com outro médico, mas decidiu deixar o atendimento privado e concluir a gestação com o acompanhamento da equipe do posto de saúde.

“Na minha outra gravidez fui atendida pelo convênio, mas o atendimento era superficial. O médico não me perguntava muito sobre mim e eu não sentia a oportunidade de perguntar para ele. No posto de saúde, gostei de como a equipe me acolheu. Pareciam ter interesse em me ajudar, tirar minhas dúvidas”, diz.

Durante a gestação, a equipe diagnosticou Cintia com toxoplasmose – uma infecção que oferece sério risco ao bebê. “Meu convênio não me dava segurança de que teria cobertura para o que precisasse e a doutora me convenceu a ficar no SUS.”

‘Outro tipo de complexidade’

A médica que atendeu Cintia, Natália Ferreira, afirma que parte do preconceito com relação aos médicos de família parte de acreditar que o trabalho nos postos de saúde é “simples”.

“Os recém-formados acham que ir para a atenção básica até passar em uma residência é mais fácil do que ir para uma urgência, onde os problemas são mais agudos e é preciso ter mais experiência. Mas não é tão fácil assim, é outro tipo de complexidade”, disse à BBC Brasil.

“Na atenção básica você não precisa tanto da tecnologia, dos exames complexos. Mas nós lidamos com a situação do indivíduo e com a complexidade clínica. Se um sujeito é hipertenso e eu fosse um cardiologista, meu foco seria na doença dele. Quando eu, médica de família, recebo um hipertenso, eu considero que ele é idoso, que tem outras doenças associadas. É como se eu montasse o quebra-cabeça das especialidades.”

Mesmo encaminhando o paciente para um especialista, segundo Natália, o médico da família deve, idealmente, continuar fazendo o controle da sua situação. “Somos nós que lidamos com a dificuldade de a família cuidar dele, de ele não saber entender a receita, de não querer tomar o remédio”, afirma.

A médica de 29 anos, que hoje orienta recém-formados na residência de medicina da família e comunidade da Universidade Federal de Uberlândia, diz que os novatos “se espantam com a quantidade e com o tipo” de pacientes que procuram o posto de saúde.

Um médico de família divide sua carga horária semanal em atendimentos no posto ou unidade básica de saúde – que ocupam a maior parte do seu tempo – e visitas às casas dos pacientes quando é necessário. Em alguns casos, um trabalho de investigação chega a ser necessário para solucionar problemas que atingem pacientes de um bairro ou comunidade.

Há cerca de três meses, Natália e outras médicas de seu posto de saúde foram até uma creche em Uberlândia descobrir por que três crianças atendidas por elas permaneciam abaixo do peso normal. “Descobrimos que a creche servia as refeições às crianças com um intervalo muito pequeno entre uma e outra e não controlava se elas comiam”, diz.

“Algumas não tinham fome na hora da refeição e tomavam só leite o dia inteiro. Por isso não estavam ganhando peso”. A solução provisória encontrada foi negociar o acompanhamento especial das três crianças pela professora, mas as médicas questionaram junto às autoridades o cardápio das creches do município e aguardam resposta.

‘Deveria ser assim’

Mesmo satisfeita com o atendimento que teve na equipe de Natália durante a gravidez, Cintia Leal diz que nem tudo funcionava tão bem. “Eu tinha medo de perder a consulta e ter que pegar a fila de novo no posto, era desgastante. O ultrassom lá também é muito demorado. Eu não consegui nenhum, fiz todos pelo plano de saúde.”

O bebê nasceu há cerca de um mês e ela diz que pretende continuar frequentando o PSF. “Não sei se esse projeto é só aqui ou se foi só o jeito dela (da médica) mesmo. Mas acho que deveria ser assim em todos os lugares”, diz.

Apesar de trabalhar em uma unidade de referência em sua cidade, Natália reconhece que a infraestrutura é um dos principais problema dos profissionais na atenção básica – e um fator que afasta os pacientes.

“Muitas vezes falta o básico: macas, tensiômetros, medicamentos. E temos dificuldades ao encaminhar os pacientes para os especialistas e os hospitais. Pegamos pacientes graves, cujos casos não conseguimos resolver porque falta ambulância, falta leito no hospital”, diz.

“Às vezes tenho um paciente com uma condição que não é tão aguda, mas que eu não consigo resolver porque encaminho para o especialista e a consulta demora quatro ou cinco meses.”

A dificuldade para conseguir realizar exames mais complexos também contribui para a dificuldade dos médicos de família para resolverem uma quantidade maior de problemas de pacientes, segundo a profissional.

“Temos um número de exames de cada tipo que podemos fazer e um número de vagas em cada especialidade, definidos pelo município, mas em muitos lugares essa conta não fecha. Aí a fila fica enorme e os exames demoram meses pra sair. A minha fila de ultrassom hoje é de sete meses, no mínimo. No caso das gestantes e de pacientes muito graves eu faço um pedido de prioridade”, diz.

Em entrevista à BBC Brasil, o secretário de saúde de Uberlândia, Almir Fontes, afirmou que o número de equipes de Saúde da Família na cidade aumentou de 50 para 70 em um ano e meio de gestão, na tentativa de impedir a sobrecarga do atendimento.

Fontes afirmou também que a prefeitura reformulou o sistema de entrega de medicamentos e o controle da compra dos materiais, mas fala de “problemas logísticos” e burocracia que causam atrasos na distribuição.

“Parte dos medicamentos da atenção básica é distribuída pelo Estado e recentemente houve uma demora por conta de um problema logístico. Reestruturamos a nossa central de farmácia e nesse momento estamos sem problema de falta de medicamentos. Mas isso também é dinâmico, há questões logísticas que às vezes não dependem de nós”, afirmou.

Ainda de acordo com o secretário, um médico cardiologista, a demora na realização de exames como o ultrassom se deve, em parte, a um excesso de pedidos por parte dos profissionais. “O profissional hoje é mais voltado para a tecnologia do que para o exame, a conversa com o paciente. Por causa de uma cultura de formação, às vezes ele pede exames que não seriam realmente necessários após o exame clínico. Conseguimos reduzir as filas até para exames mais complexos, como a ressonância, mas a demanda do ultrassom de fato continua grande.”

Natália Ferreira e Irene Gonçalves em Uberlândia (MG) | Foto: Araipedes Luz
Mesmo com problemas, atenção de médicos de família ‘conquista’ usuários: à esquerda, Natália Ferreira atende Irene Silva

Vínculo

Apesar dos atrasos e filas, o atendimento pode fazer a diferença na hora de “conquistar” os pacientes. Durante a residência os médicos de família e comunidade são encorajados a estabelecer vínculos com as pessoas que acompanham – algo que nem sempre é comum em profissionais sem essa especialidade.

“Por sermos uma especialidade com menos prestígio, a abordagem da medicina de família ainda é desconhecida por muitos médicos que atuam na atenção básica”, diz Natália Ferreira.

A dona de casa Irene Gonçalves da Silva, de 50 anos, também se disse “convertida” ao SUS pelo acolhimento da equipe. “Natália não me obriga a nada, mas conversa muito comigo. Desde então estou com ela e não pretendo mudar”, disse à BBC Brasil.

Irene chegou à equipe do mesmo PSF com sintomas de descontrole de sua diabetes. “Eu nunca tinha feito atendimento no Posto de Saúde. Quando comecei com o problema de diabetes eu tinha convênio, então eu ia a um endocrinologista há três anos.”

Após perder o convênio quando seu marido mudou de empresa, Irene continuou pagando consultas, mas sua saúde deteriorou. “Comecei a inchar, ter dores de cabeça, tinha dificuldade de enxergar. Quando Natália me atendeu e pediu os exames, descobriu que eu já estáva com insuficiência renal crônica. Aí ela trocou meus medicamentos e eu fui melhorando.”

“Pra te falar a verdade, eu não achava que ia ter esse atendimento no SUS. Ela tira um tempo assim para te ligar, para saber o que está acontecendo. Isso eu nunca tive, nem no convênio”, afirma.

BBC Brasil 

 

Nunca antes um partido indicou tantos ministros para o Supremo

ministros-size-598Nos últimos anos, à medida em que o julgamento do mensalão avançava, sinalizando que políticos petistas não escapariam de pagar por seus crimes na cadeia, o PT e a esquerda passaram a repetir a ladainha de que a composição do Supremo Tribunal Federal (STF) pesou nas condenações. O principal alvo sempre foi o presidente do STF e relator do mensalão, Joaquim Barbosa, mas os petistas também miravam outros integrantes da corte. O discurso capenga sempre esbarrou num dado concreto: no Brasil pós-redemocratização, nunca um partido político indicou tantos ministros para o Supremo quanto o PT, legenda que completa neste ano seu terceiro mandato na Presidência da República. Agora, com a saída precoce de Joaquim Barbosa, a presidente Dilma Rousseff fará sua quinta indicação para compor a suprema corte. Seu antecessor no cargo, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, fez oito. Juntos, os dois fecharão a conta de treze indicações – média superior a uma para cada ano de mandato. O saldo só é comparável às indicações feitas por Deodoro da Fonseca e Floriano Peixoto no início da República – cada um indicou quinze ministros.

 

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Na história do STF, durante a ditadura militar, João Baptista Figueiredo e Humberto Castelo Branco também indicaram diversos ministros para o tribunal – nove e oito, respectivamente. Getúlio Vargas, recordista, contabiliza 21 indicações.

Indicações para o Supremo

LULA – 8 
Cezar Peluso, Carlos Alberto Menezes Direito, Carlos Ayres Britto, Cármen Lúcia, Ricardo Lewandowski, Eros Grau, Joaquim Barbosa e José Antonio Dias Toffoli

DILMA ROUSSEFF – 4 
Luiz Fux, Luís Roberto Barroso, Rosa Weber e Teori Zavascki

FERNANDO HENRIQUE CARDOSO – 3 
Ellen Gracie, Gilmar Mendes e Nelson Jobim

ITAMAR FRANCO – 1 
Maurício Corrêa

FERNANDO COLLOR – 4 
Carlos Velloso, Ilmar Galvão, Francisco Rezek e Marco Aurélio Mello

JOSÉ SARNEY – 5 
Carlos Madeira, Célio Borja, Celso de Mello, Sepúlveda Pertence e Paulo Brossard

Nos próximos anos, independentemente da saída de Joaquim Barbosa, outras vagas serão abertas no Supremo. As primeiras ocorrerão com as aposentadorias compulsórias de Celso de Mello (2015) e Marco Aurélio Mello (2016), aos 70 anos. Indicados por José Sarney e Fernando Collor de Mello, respectivamente, os dois são, ao lado do ministro Gilmar Mendes – indicado no governo Fernando Henrique Cardoso –, os únicos que não chegaram à corte em mandatos do PT. Em 2018, completarão 70 anos Rosa Weber, Teori Zavascki e Ricardo Lewandowski.

A indicação por um presidente do PT não faz do ministro – e assim espera-se dele – um representante do partido no plenário do tribunal. Barbosa assumiu a cadeira na corte levado pelas mãos de Lula. Luiz Fux também foi apontado por Dilma. Os dois marcaram duros votos contra mensaleiros petistas. No entanto, há o exemplo contrário: Ricardo Lewandowski, indicado por Lula, é idolatrado por militantes petistas por assumir o papel de antagonista de Barbosa no julgamento do mensalão. Recentemente, os novatos Luís Roberto Barroso e Teori Zavascki, indicados por Dilma, foram decisivos para reverter condenações pelo crime de formação de quadrilha, atenuando penas.

Nos corredores do tribunal, a lista de possíveis sucessores de Barbosa é grande: os ministros do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Benedito Gonçalves, Luis Felipe Salomão, Herman Benjamin e Nancy Andringhi; e os advogados Heleno Torres e Luiz Eduardo Fachin. E ainda algumas apostas temerárias para a plena independência dos Poderes, como Luís Inácio Adams, advogado-geral da União (AGU), candidato a repetir o mau exemplo de José Dias Toffoli, que antes da toga deu expediente como advogado do PT.

 

Laryssa Borges e Talita Fernandes, de Brasília

Serra diz que nunca foi pré-candidato a vice de Aécio

Foto: AE
Foto: AE

O ex-governador de São Paulo José Serra (PSDB) afirmou neste domingo (18) que nunca foi pré-candidato à vice-presidência da República na chapa do senador Aécio Neves (PSDB-MG). O mineiro deve anunciar seu vice até 14 de junho, data da convenção do PSDB.

 

“Nunca fui pré-candidato a vice. Também inexistem ‘interlocutores’ atuando em meu nome. Da minha boca, nunca ninguém ouviu nada a respeito”, disse Serra.

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O tucano também afirmou que vai se candidatar a uma vaga no Legislativo e que estará junto com o partido para vencer a inércia que tomou conta do país. “Serei candidato a um cargo no Legislativo Federal – Câmara ou Senado. E só! No mais, estarei junto com o meu partido no esforço para vencer esta estranha mistura de atraso e inércia que tomou conta do país.”

 

A teoria de que o ex-governador seria um bom nome para a vice de Aécio nasceu de aliados de Serra. Entre os tucanos, o único consenso é de que o tema acabou por contribuir para que o clima entre Aécio e Serra venha se tornando menos tempestuoso. Os dois disputaram por anos o protagonismo político dentro do PSDB.

 

“Com humor, observo que a afirmação de que ‘Serra e os serristas pressionam para ter o lugar de vice’ não se encaixa em nenhuma dessas categorias: isso já faz parte do chamado ‘jornalismo criativo’, que, entendo, pertence ao terreno da ficção”, disse o ex-governador.

 

Contudo, começa a ganhar corpo uma articulação para que Henrique Meirelles, ex-presidente do Banco Central de Lula, seja vice na chapa de Aécio Neves. A possibilidade de o PSD romper o acordo para apoiar Dilma Rousseff e se aliar aos tucanos nas disputas nacional e paulista levou o Planalto a marcar conversa de Kassab com a presidente nesta semana conforme informou o Painel deste domingo. Lula também entrou no circuito.

 

A lista de possíveis vices de Aécio inclui ainda representantes de outros três partidos. No PSDB, além de Serra, o senador Aloysio Nunes (PSDB-SP) era tido como principal nome. Contudo, no dia 7 de maio, ele se envolveu em uma briga com um blogueiro do PT e foi criticado por seu temperamento. A deputada Mara Gabrilli (SP) também é a outra cotada no PSDB.

Folha Press

‘Gente que nunca fez nada’ critica obra do São Francisco, diz Dilma

A presidente Dilma Rousseff rebateu nesta terça-feira (13) críticas sobre atrasos nas obras de transposição do rio São Francisco e disse que “quem nunca fez nada, desanda a cobrar”. A presidente realiza visita a estados do Nordeste para  vistoriar as obras do rio e deu a declaração em conversa com jornalistas em São José de Piranhas (PB).

Dilma posa para foto com operários no túnel Túnel Cuncas II, nas obras do Rio São Francisco  (Foto: Roberto Stuckert Filho/PR)Dilma posa para foto com operários no túnel Túnel Cuncas II, nas obras do Rio São Francisco (Foto: Roberto Stuckert Filho/PR)

A construção começou em 2007. O projeto de integração do São Francisco tem extensão total de 469 quilômetros e a estimativa é que 11,6 milhões de pessoas sejam atendidas com fornecimento de água em cidades do Ceará, Paraíba, Pernambuco e Rio Grande do Norte.

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A previsão do governo federal, segundo o ministro da Integração Nacional, Francisco Teixeira, é que as obras fiquem prontas até dezembro do ano que vem.

“Acontece uma coisa engraçada no Brasil, não sei se vocês já notaram. Quem nunca fez, desanda a cobrar de quem fez. Então é isso que nós estamos assistindo. Gente que nunca fez quando pôde, cobrar de quem está fazendo quando pode”, criticou.

 fez uma comparação com o sistema Cantareira, que abastece a cidade de São Paulo. Para Dilma, a capital paulista passa por uma situação “difícil”. O nível da represa chegou a 8,6% nesta terça.

“O rio São Francisco é o rio que beneficia mais a população nordestina e que vai garantir uma diferença de qualidade, principalmente quando nós estamos vendo, hoje, uma situação muito, muito difícil sendo passada no estado mais rico da federação, que é São Paulo. É a falta de água na barragem da Cantareira, lá do reservatório da Cantareira”, disse.

Em seguida, Dilma elogiou o planejamento dos estados no Nordeste no que diz respeito a abastecimento de água. “Você veja que o Nordeste teve esse mérito. Ele teve essa consciência e esse planejamento. Não é de hoje que você faz isso”, pontuou.

Momentos mais tarde, já em Jati (CE), Dilma voltou a mencionar a situação do estado de São Paulo, ao dizer que, no Nordeste houve “previsão” e que lá nenhum líder foi “surpreendido pela seca”.

“Vejam vocês que o Brasil está passando por um período de estiagem e hoje, no Sudeste, nos estados mais ricos da federação, especialmente em São Paulo, estamos enfrentando uma seca de todas proporções. Mas lá não tem obra dessa proporção para garantir segurança hídrica”, disse.

Ela completou que os trabalhadores que participaram da obra deveriam estar de “queixo erguido” porque, segundo ela, a transposição vai mudar as “condições” para o Nordeste se desenvolver.

Agenda
A presidente Dilma Rousseff vai fazer nesta terça vistoria em trechos da obra de transposição do Rio São Francisco em cidades de Pernambuco, Paraíba e Ceará.

Primeiro ela vai passar pelas obras do Túnel Cuncas II, próximo a São José de Piranhas (PB) – segundo o Ministério da Integração, o túnel possui quatro quilômetros de extensão e foi concluído em março deste ano. Em seguida, a presidente vai visitar a barragem construída em Jati (CE), responsável por levar a água do rio São Francisco ao estado do Ceará.

A última vistoria de Dilma nesta viagem será em Cabrobó (PE), onde visitará a Estação de Bombeamento 1, responsável por levar a água do rio a localidades com altitude elevada. De acordo com o ministério, a etapa está 83,8% concluída.

De acordo com o Tribunal de Contas da União (TCU), o custo total previsto da obra de transposição é de R$ 8,2 bilhões e, até março deste ano, R$ 4,6 bilhões já haviam sido executados (valor sem correção monetária).

Cobranças
Na segunda-feira (12), em cerimônia na ciadade de Ipatinga (MG), Dilma também reclamou das críticas de cobranças feitas por conta de atrasos na execução do Anel Rodoviário de Belo Horizonte. “Por que na hora de a gente fazer o acordo e passar os recursos todo mundo quer, e na hora de cobrar só nós somos cobrados? Que história é essa? Eu respondo pelos meus atos, mas não respondo pelos dos outros”, disparou.

O governo mineiro rebateu a crítica e disse em nota que a responsabilidade pela obra é do governo federal. Disse ainda que a obra não foi iniciada porque o DNIT – estatal ligada ao Ministério dos Transportes – ainda não liberou o projeto para o estado fazer a licitação.

 

Juliana Braga

Ganso rebate Laor: ‘Nunca disse que não queria mais jogar no Santos’

Foto: Djalma Vassão/Gazeta Press

Paulo Henrique Ganso dificilmente voltará a jogar pelo Santos. O meia, que está com a Seleção treinando para as Olimpíadas, usou o Twitter para se defender das acusações de que estaria forçando sua saída do clube. O desabafo na rede social veio uma hora depois de o GLOBOESPORTE.COM publicar o relato feito por Luis Alvaro de Oliveira Ribeiro em reunião do Conselho, na quinta-feira – o presidente comunicou aos conselheiros que Ganso havia lhe dito que não usaria mais a camisa do clube.

No Twitter, Ganso se defendeu, negou a versão de Laor e atacou:

– Antes de mais nada, gostaria de deixar bem claro para a torcida santista que sempre me dediquei… lutei… ajudei esse clube no qual cresci e joguei com muita honra e dignidade. São sete anos de pura dedicação. E em momento algum disse que não queria mais jogar no Santos – escreveu o meio-campista.

Não cheguei agora e conheço o Santos muito bem, ao contrário de quem só pegou coisa boa e nos momentos de dificuldades tenta tirar o foco de onde realmente está errado”
Ganso

– Não cheguei agora e conheço o Santos muito bem, ao contrário de quem só pegou coisa boa e nos momentos de dificuldades tenta tirar o foco de onde realmente está errado! – emendou Ganso, insinuando que notícias falsas têm sido plantadas a seu respeito.

Na sequência, em depoimento ao repórter André Hernán, do SporTV, Ganso explicou que não havia concordado com a proposta santista porque ela dividiria os valores que viesse a receber de patrocinadores pessoais. O meia disse que não achava isso justo – queria ficar com 100% do que entrasse -, mas nega ter encerrado a reunião dizendo que nunca mais jogaria pelo Santos.

Foi exatamente isso o que Laor disse na reunião do Conselho, quando foi sucinto:

– Ganso nos disse que não joga mais pelo Santos – afirmou o dirigente.

A frase de Luis Alvaro foi confirmada pelo vice-presidente, Odílio Rodrigues:

– Liguei para o Luis Alvaro e ele falou que disse isso mesmo. O Paulo Henrique Ganso disse a ele que não joga mais pelo Santos.

O GLOBOESPORTE.COM entrou em contato com a assessoria de Paulo Henrique Ganso, que diz desconhecer tal declaração do maestro.

Santos e DIS tentam entrar em um acordo quanto à venda dos 45% dos direitos econômicos do jogador que pertencem ao Peixe. O Santos já deixou claro que exige o pagamento da multa rescisória. No caso de uma confirmação da transação com o Internacional, desejo de Delcyr Sondas, dono da DIS, a cláusula de quebra de contrato seria a nacional, no valor de R$ 53 milhões (R$ 23,8 milhões equivalem ao percentual do Alvinegro). Enquanto a multa para clubes do exterior é de R$ 124 milhões, sendo R$ 56,2 milhões correspondentes ao percentual do clube.

Luis Alvaro entrega placa para Ganso Santos (Foto: Divulgação/Flickr Santos FC)Luis Alvaro entrega placa para Ganso. Cena que fica no passado…  (Foto: Divulgação/Flickr Santos FC)

Com tudo isso, Ganso pode ter feito sua despedida do Peixe no empate sem gols contra a Portuguesa, há duas semanas, quando foi substituído aos 15 minutos do segundo tempo. Atualmente, o atleta está com a Seleção no Rio de Janeiro, em preparação para os Jogos de Londres. Seu contrato vale até fevereiro de 2015.

A relação entre o meia e o clube ficou insustentável após a última rodada de negociações para renovar seu contrato. A novela se arrasta desde agosto de 2010 e está perto do fim com separação.

Ganso tem 35 gols em 157 jogos pelo Santos. Ele participou de três títulos paulistas, um da Copa do Brasil e um da Libertadores.

Veja abaixo a reprodução do que ele escreveu no Twitter:

Ganso twitter Santos (Foto: Reprodução / Twitter)Ganso twitter Santos (Foto: Reprodução / Twitter)

 Globoesporte.com

Nunca houve ministro do STF como Gilmar Mendes

Em mais um caso de denuncismo explícito e carente de maior fundamentação, a revista Veja desta semana (lançada no sábado (26)) relata que o ex-presidente Lula teria se encontrado com o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes e lhe oferecido “proteção” na CPMI do Cachoeira, de maioria governista, em troca do comprometimento deste em adiar para 2013 o julgamento do chamado Mensalão. O encontro teria ocorrido, segundo a semanal, no escritório de advocacia do ex-ministro da Defesa Nelson Jobim, em Brasília.

Mendes já esteve em outras "armações" da Veja. E repete a dose, talvez para desviar a atenção da CPMI da Cachoeira (Foto: Carlos Humberto/SCO/STF)

A reportagem foi reproduzida durante todo o sábado na maioria das homepages dos sites da velha mídia, mas já no fim do dia começou a ser desmentida pela blogosfera, em grande parte reunida em Salvador,  para o 3° Encontro de Blogueiros Progressistas. “Primeiro, Lula conhece melhor do que ninguém esses dois ministros (…) nomeados por Fernando Henrique. Sabe o que lhes cai na alma. Por exemplo, que Johnbim não tem segredos para o Cerra. Lula teria que ser muito ingênuo para “chantagear” um dos personagens do grampo sem áudio (…)”, lembrou Paulo Henrique Amorim, com seu estilo peculiar.

Foi Luis Nassif que teceu considerações a partir da aparentemente consentida participação de Gilmar Mendes na reportagem, na qual se declara “perplexo com o comportamento e as insinuações do presidente Lula.”

“Para se expor dessa maneira, só há uma explicação para a atitude do ministro Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal): tem culpa no cartório”, escreveu o jornalista e blogueiro Nassif. Ele lembra que o magistrado já participou de duas “armações” com a Veja – o caso do grampo sem e o falso grampo no Supremo, ambos relatados em seu post.

“Àquela altura”, prossegue Nassif, “Veja mostrava seu enorme despreparo para entender as novas mídias. Não se deu conta de que a blogosfera tinha se convertido em uma alternativa eficaz contra pactos de silêncio. E a denúncia da armação foi difundida.”

Agora, novamente Gilmar Mendes se une à semanal, para lançar uma denúncia contra o ex-presidente e reacender as luzes sobre o caso Mensalão. Os sucessivos desmentidos na blogosfera apontam para uma evidência: o ministro pode estar com receio de sair no mínimo chamuscado da CPMI do Cachoeira.

A reportagem adianta que Mendes pode comprovar que sua ida àquele país (onde encontrou o amigo Demóstenes Torres) foi paga por ele mesmo, embora não mostre os comprovantes que ele diz ter.

“O que o levou a essa provável armação é óbvio: medo da CPI”, conclui Nassif. Tudo indica que seja isso mesmo. A sociedade ainda espera explicações de Mendes sobre o grampo do Supremo, que comprovadamente nunca existiu, mas cujo factóide foi suficiente para desmoralizar a Operação Satiagraha, da Polícia Federal, e livrar a cara do banqueiro Daniel Dantas. Isso, entre várias peripécias jurídicas em que o ministro é personagem.

redebrasilatual