Arquivo da tag: Número

Número de casos prováveis de dengue aumenta 33,1% em 2019, na Paraíba, diz Saúde

Um aumento de 33,1% nos casos prováveis de dengue foi registrado nos primeiros sete meses de 2019, em comparação ao mesmo período de 2018, de acordo com dados divulgados pela Secretaria de Estado da Saúde (SES), nesta sexta-feira (2). Também houve elevação no número de notificações para chikungunya.

Nesse período, foram registrados 11.258 casos prováveis de dengue, enquanto que no ano anterior haviam sido 8.458. Em 2019, os picos de casos de dengue foram observados em abril e maio, seguidos por uma redução em junho.

Já em relação às notificações de chikungunya, foram contabilizadas 860, o que representa um aumento de 18,78%, uma vez que no mesmo espaço de tempo em 2018 foram 724. Apesar disso, a quantidade de casos prováveis de doença aguda pelo vírus zika permaneceu a mesma nos dois anos, 248.

Situação dos municípios

Os municípios paraibanos com maior incidência de notificações por 100 mil habitantes são, segundo a Secretaria, Princesa Isabel, São José de Princesa, Juru, Caaporã, Conde, Areia, Esperança, Alagoa Nova, São Sebastião do Umbuzeiro, Prata, Monteiro, Teixeira, Matureia e São José do Sabugi. Contudo, das 223 cidades, 24 não identificaram casos suspeitos de arboviroses.

Ainda conforme a SES, o último Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti (LiraA), realizado de 1 a 5 de julho deste ano em 222 municípios, indicou que 56 apresentaram índices que demonstram situação de risco de surto. Outros 136 estão em alerta e 30 em estado satisfatório.

Mortes por arboviroses

Nos primeiros sete meses de 2019, foram registradas 36 mortes pelas chamadas arboviroses, sendo cinco confirmadas para dengue, em Bayeux, Santa Rita, Solânea, Araruna e João Pessoa; uma confirmada para zika, em João Pessoa; e uma confirmada para Chikungunya, em Fagundes. Outras 16 suspeitas foram descartadas.

Ações de combate

A Secretaria informou que, entre as ações programadas, estão a realização de teste de resistência ao inseticida usado no carro fumacê, uma maior atenção durante o período de chuvas e o monitoramento e acompanhamento da situação epidemiológica e ambiental.

G1

 

Número de pacientes com hepatite cresce 20% em 10 anos no Brasil

O número de pacientes notificados com casos de hepatites virais no Brasil aumentou 20% de 2008 a 2018, de acordo com o Boletim Epidemiológico de Hepatites Virais 2019, divulgado nesta segunda-feira (22) pelo Ministério da Saúde. Em 2008, foram registrados 35.370 casos. Dez anos depois, esse número saltou para 42.383.

Apesar do aumento, o levantamento apontou queda de 9% no total de mortes, saindo de 2.402 em 2007 para 2.184 em 2017. A hepatite é a inflamação do fígado. Ela pode ser causada por vírus ou pelo uso de alguns remédios, álcool e outras drogas, assim como por doenças autoimunes, metabólicas e genéticas.

De acordo com o Ministério da Saúde, são doenças silenciosas que nem sempre apresentam sintomas, mas quando estes aparecem, podem ser cansaço, febre, mal-estar, tontura, enjoo, vômitos, dor abdominal, pele e olhos amarelados, urina escura e fezes claras.

No Brasil, as hepatites virais mais comuns são as causadas pelos vírus A, B e C. Existem, ainda, os vírus D e E, esse último mais frequente na África e na Ásia.

Tipo de hepatite

De 2000 a 2017, foram identificados no Brasil, segundo o boletim, 70.671 óbitos por causas básicas e associadas às hepatites virais dos tipos A, B, C e D. Desses, 1,6% foi associado à hepatite viral A; 21,3% à hepatite B; 76% à hepatite C e 1,1% à hepatite D.

O boletim mostra que o tipo C da doença, além de ser o mais letal, é o mais prevalente. Ao todo, 26.167 casos foram notificados em 2018.

A doença é transmitida por sangue contaminado, sexo desprotegido e compartilhamento de objetos cortantes.

O maior número de pessoas com hepatite C se concentra em pessoas acima dos 40 anos. A hepatite C nem sempre apresenta sintomas.

Por isso, o Ministério da Saúde estima que, atualmente, mais de 500 mil pessoas convivam com o vírus C da hepatite e ainda não sabem.

Foram notificados ainda 2.149 casos de hepatite A no Brasil. A transmissão mais comum desse tipo da doença é pela água e alimentos contaminados. O tratamento geralmente evolui para cura.

Também foram registrados 13.992 casos de hepatite B, que pode ser transmitida pelo contato com sangue contaminado, sexo desprotegido, compartilhamento de objetos cortantes e de uso pessoal e pode também ser transmitida de mãe para filho.

Já a hepatite D foi registrada em 145 pacientes. A infecção ocorre quando a pessoa já contraiu o vírus tipo B.

Os sintomas da hepatite D são silenciosos e a doença é combatida por meio da vacina contra a hepatite B que também protege contra a D.

Combate

Nas vésperas do Dia Mundial de Luta Contra as Hepatites Virais, dia 28 de julho, o Ministério da Saúde alerta para a importância do diagnóstico e tratamento da doença.

“Estamos garantindo prevenção, por meio de vacinas, e diagnóstico, com oferta de testes, além de tratamento medicamentoso. É muito importante que as pessoas acima de 40 anos procurem a unidade de saúde mais próxima para realizar testagem e se imunizar contra a hepatite B e que os pais vacinem as crianças contra hepatite A. Assim, conseguiremos tratar ainda mais pessoas e eliminar a sombra da hepatite do Brasil”, diz, em nota, o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta.

Em 2018, o Ministério da Saúde distribuiu 25 milhões de testes de hepatite B e C. Para 2019, com o fortalecimento das ações de diagnóstico e ampliação do tratamento, a expectativa é que esse número seja superado.

Além dos testes, o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece vacina contra a hepatite A para menores de 5 anos e grupos de risco. Disponibiliza também vacina contra a hepatite B para todas as faixas etárias. Esta vacina também protege contra a hepatite D.

Eliminação da hepatite C

O Brasil tem como meta eliminar a hepatite C até 2030. Para isso, nos últimos três anos, foram disponibilizados pelo SUS 100 mil tratamentos para hepatite C.

Neste ano, foram entregues 24 mil tratamentos para a doença. Até o início de agosto, de acordo com o Ministério da Saúde, serão entregues outros 5 mil tratamentos.

Em 2019, o Ministério da Saúde adquiriu 42.947 tratamentos sofosbuvir/ledipasvir e sofosbuvir/velpatasvir. Outros 7 mil tratamentos estão em processo de aquisição.

De acordo com a pasta, todas as pessoas diagnosticadas com hepatite C têm a garantia de acesso ao tratamento, independente do dano no fígado, assegurando universalização do acesso previsto desde março de 2018. Essa ação, segundo o ministério, coloca o Brasil como protagonista mundial no combate a hepatite C.

 

(Foto: Reprodução/EBC)

Agência Brasil

 

 

 

Presidente da OAB critica elevado número de cursos de Direito na PB

O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil Seccional Paraíba (OAB-PB), Paulo Maia, criticou a quantidade de cursos de graduação em Direito nas universidades atualmente. O desabafo foi feito nas redes sociais, nessa quarta-feira (05), em um texto onde o advogado vê a ‘criação indiscriminada e irresponsável’ de cursos jurídicos.

A foto compartilhada por Paulo mostra um homem ao lado de uma placa, que diz: “Preciso de emprego, sou formado em Direito, tenho carteira da OAB, experiência na área jurídica e administrativa. Por favor, me dê uma oportunidade”.

“Esse é um dos lamentáveis efeitos da criação indiscriminada e irresponsável de cursos jurídicos e da ampliação de vagas nos cursos de graduação em Direito”, comenta o advogado sobre a imagem.

Maia diz receber constantemente pedidos de oportunidade de trabalho, vindos de colegas que estão desempregados mas afirma não ter como ajudá-los. No mesmo texto, ele reconhece que não há vagas para todos, mas estimula que os profissionais não desistam dos seus objetivos.

“Iniciar sempre é difícil e hoje está mais ainda, mas nunca foi fácil para ninguém. O importante é, certo de sua vocação, não desistir nunca que a nossa hora chegará”, finalizou.

Confira publicação:

MaisPB

 

 

ENEM 2019 tem queda no número de inscrições confirmadas

Somadas as isenções e inscrições pagas, o ENEM 2019 contará com a participação de 5,09 milhões de candidatos, uma queda de 7% em relação à edição anterior do exame, que teve 5.5 milhões de cadastros confirmados.

De acordo com dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), 79,8% dos candidatos confirmaram o pagamento do boleto de inscrição no valor de R$ 85.

O ENEM 2019 está confirmado para acontecer entre os dias 03 e 10 de novembro.

O Inep detalhou, em nota oficial, que os participantes pagantes da prova do ENEM deste ano representam 41,5% do total de confirmações, enquanto que outros 58,5% conquistaram a isenção da taxa.

Dados do ENEM 2019

A prova deste ano será realizada por maioria feminina. Elas representam quase 60% de inscrições. Apenas como destaque, na edição 2018, 44 das 55 redações nota mil foram escritas por mulheres. Veja aqui alguns exemplos > https://beduka.com/blog/materias/redacao/segredos-redacao-perfeita-enem/

O Inep revelou que as regiões Sudeste e Nordeste lideram no número de inscrições confirmadas para o ENEM:

35,2% Sudeste

34,2% Nordeste

11,7% Norte

10,6% Sul

8,3% Centro-Oeste

A nota final conquistada no ENEM é usada como referência para participar de uma das edições semestrais do Sistema de Seleção Unificada (Sisu), que seleciona estudantes para instituições públicas, ou ainda critério de classificação para bolsas de estudo do ProUni.

 

Número de feminicídios em abril sobe 50% em relação ao primeiro trimestre de 2019

O número de feminicídios aumentou 50% em abril, com relação à soma dos casos do primeiro trimestre de 2019, na Paraíba. Os dados são da Secretaria de Segurança e Defesa Social (Seds) e mostram que, das nove mortes de mulheres no mês de abril, seis estão sendo investigadas como feminicídio. O número é maior do que o que foi registrado nos três primeiros meses do ano somados (4 feminicídios).

Em janeiro, das quatro mulheres assassinadas, duas foram feminicídio. Em fevereiro, o número caiu 25%, quando três mulheres foram mortas. Duas delas, especificamente, por homicídio doloso. O outro caso é tratado pela Polícia Civil como feminicídio. Em março, o número e a proporção do feminicídio permaneceu o mesmo de fevereiro.

Os casos ainda estão sob investigação, mas o investigado até o momento sobre o crime leva a um dado preliminar de feminicídio. A lei nº 13.104, sancionada em 2015 pela ex-presidenta Dilma Rousseff, inclui o feminicídio no rol dos crimes hediondos. É feminicídio o homicídio contra a mulher por razões da condição de sexo feminino, isto é, quando envolve violência doméstica e familiar, menosprezo ou discriminação à condição de mulher.

Ao todo, no mês de abril, houve 84 Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLI), sendo nove com mulheres.

Para a professora de direito penal, Sabrinna Cavalcanti, há dois pontos a serem notados no aumento dos casos de feminicídio: a tipificação “femincídio”, adotada em 2015 para diferir os tipos de homicídios praticados contra mulheres, e a volta de ideais conservadores e machistas, que oprimem o sexo feminino de buscar igualdade de direitos na sociedade.

“Um dos fatores é o próprio conceito de feminicídio, pois muitas mortes causadas por violência doméstica não chegavam à estatística. Mas também destaco a volta do discurso conservador, que busca fazer com que a mulher se mantenha restrita ao ambiente doméstico. Isso vai contra a evolução que ocorreu na luta pelo direito das mulheres. Esse conflito, muitas vezes, acaba em morte”, explica Sabrinna.

Crimes semelhantes

O mês de abril foi cruel para as mulheres. A Semana Santa foi marcada por crimes que chocaram pela semelhança e brutalidade. No dia 16 de abril, Aderlon Bezerra de Souza, de 42 anos, matou Dayse Auricea Alves, de 40 anos. Em seguida, ele deu um tiro na própria boca e morreu. O crime aconteceu em um motel de Campina Grande. O casal estava separado e teria ido ao local comemorar o aniversário de Dayse.

O homem mandou mensagens no WhatsApp para o irmão dele informando que matou a mulher e que iria se matar em seguida com um revólver. As capturas de tela mostram que às 21h02 o homem mandou “Ei, matei Dayse, estou me suicidando agora”. Em seguida ele liga duas vezes para o irmão e continua: “Estou no parque motel, suíte 24, agora não tem mais jeito. Xau mano”. O irmão ainda tenta perguntar “com quem?” e Aderlon responde: “revólver”.

Homem enviou mensagens para irmão após matar esposa em quarto de motel na Paraíba — Foto: TV Paraíba/Reprodução

Homem enviou mensagens para irmão após matar esposa em quarto de motel na Paraíba — Foto: TV Paraíba/Reprodução

Para a polícia, Aderlon planejou a morte da esposa, no entanto, Dayse foi para o motel espontaneamente, segundo a delegada Nercília Dantas. “Ela confiava nele”, explicou. Ainda segundo o irmão dele, no dia do crime o homem deu um abraço nele e na mãe, como estivesse se despedindo. O casal deixa duas filhas, uma de 8 anos e outra de 17. Eles foram enterrados lado a lado, no mesmo túmulo, no mesmo cemitério. Aderlon Bezerra não tinha posse de arma.

Dois dias depois, a história se repetiu com personagens diferentes. No bairro da Torre, em João Pessoa, um empresário matou a ex-companheira com três tiros e, em seguida, se matou com um tiro no ouvido. A arma foi encontrada embaixo do corpo dele. O crime todo aconteceu em frente a uma concessionária de veículos.

O delegado Diego Garcia informou que os dois estavam separados há cerca de dois meses e o suspeito não aceitava o fim do relacionamento. Antes de atirar, o suspeito identificado como Marconi Alves Diniz, teria discutido com Tâmara de Oliveira.

Publicação foi feita no Facebook, na segunda-feira que antecedeu o crime, em João Pessoa — Foto: Reprodução/Facebook/Marconi Diniz

Publicação foi feita no Facebook, na segunda-feira que antecedeu o crime, em João Pessoa — Foto: Reprodução/Facebook/Marconi Diniz

Marconi também deu sinais de que o crime poderia aconteceu. Três dias antes do crime, ele publicou uma mensagem nas redes sociais. “A humilhação que você passa vai acabar junto com o seu problema nesta quinta-feira, basta você acreditar”, diz a mensagem publicada na segunda-feira (15).

De acordo com o delegado Diego Garcia, que atendeu a ocorrência, algumas mensagens de despedida foram encontradas no celular de Marconi. “Elas mostravam que talvez ele fosse tirar a própria vida, mas não que fosse matar ela”, explica.

Morte a facadas

Antes do dois crimes, Marilene da Silva foi morta com trinta facadas pelo companheiro dela, José Jorge Bernardo. Ele confessou o crime e disse que matou a companheira porque descobriu uma traição dela. José Jorge foi preso no local do crime, com a faca usada no homicídio.

G1

 

Número de assassinatos cai 24% no primeiro trimestre de 2019, na Paraíba

A Paraíba registrou uma queda de 24% nas mortes violentas no primeiro trimestre deste ano em relação ao mesmo período do ano passado. O índice faz parte do levantamento do Monitor da Violência, feito pelo G1, em parceria com o Núcleo de Estudos da Violência da USP. Em março de 2019, foram 79 assassinatos, o mesmo número do mês de janeiro. Já em fevereiro, o número aumentou para 84.

O índice representa 77 mortes a menos entre 2018 e 2019. De acordo com o levantamento, no primeiro trimestre de 2019 houve 242 mortes violentas, contra 319 no mesmo período de 2018.

Em 2018, os números diminuíram gradativamente até o mês de março. Em janeiro foram 129 mortes, 97 em fevereiro e 93 assassinatos em março de 2018.

Os dados do Monitor da Violência são abastecidos por informações repassadas pela Secretaria da Defesa e Segurança Social (Seds) da Paraíba por meio da Lei de Acesso à Informação (LAI) que constam no projeto Monitor da Violência do G1.

O Brasil também registrou a mesma queda (24%) no trimestre. Isso quer dizer que o país teve 3,2 mil mortes violentas a menos em janeiro, fevereiro e março deste ano em relação a 2018. O número de assassinatos, porém, continua alto.

G1

 

PEC que visa reduzir o número de parlamentares no Brasil causa divergências entre parlamentares paraibanos

Proposta em análise na Câmara dos Deputados altera a Constituição Federal para reduzir o número total de senadores e de deputados federais e estaduais nas respectivas casas legislativas. Tal medida vem causando divergências entre alguns parlamentares paraibanos enquanto o ex-deputado federal e atual parlamentar estadual Wilson Filho-PTB observa que o estado pode perder cerca de R$ 2,3 bilhões em recursos, o deputado federal Pedro Cunha Lima- PSDB se mostra favorável a proposta.

Dados ainda iniciais mostram que a PEC se aprovada vai gerar uma redução de aproximadamente 23,19% do número de parlamentares federais; de 33,33% de senadores da República, e, 24% de deputados estaduais e distritais.

Segundo Wilson, a economia dessa redução de parlamentares pode causar perdas para a Paraíba via na ordem de R$ 2,3 bilhões referentes a emendas parlamentares destinados ao Governo do Estado e aos municípios. “Essa análise é complicada se tomarmos por base a Paraíba. Com a aprovação da PEC o Estado perderia cerca de três cadeiras na Câmara dos Deputados e perderíamos espaços importantes, sem falar dos recursos. Por isso é preciso observar bem o que a PEC pode causar. Um estado pobre como a Paraíba não pode se dar ao luxo de perder representatividade no Congresso Nacional”, disse.

Enquanto isso o parlamentar tucano, diz ser necessário os gastos com parlamentares. E isso não pode mais ser apenas um discurso. A título comparativo, vale mencionar o exemplo dos Estados Unidos da América, em que os 435 membros da Câmara dos Representantes, órgão equivalente à nossa Câmara dos Deputados, representam uma população de pouco menos de 327 milhões de habitantes”, afirmou.

 

 

pbagora

 

 

Sobe para 210 o número de mortos confirmados na tragédia de Brumadinho

Subiu para 210 o número de mortes confirmadas em Brumadinho, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. De acordo com a Defesa Civil de Minas Gerais, outras 96 pessoas continuam desaparecidas.

No dia 25 de janeiro deste ano, a barragem da Mina Córrego do Feijão se rompeu, matando centenas de pessoas e contaminando o Rio Paraopeba, um dos afluentes do Rio São Francisco. Os rejeitos devastaram a área administrativa da mineradora, incluindo o refeitório, onde muitos trabalhadores almoçavam na hora do rompimento.

Depois de arrasar a área da Vale, a lama da mineradora atingiu comunidades de Brumadinho, destruindo casas, uma pousada e propriedades rurais.

As buscas pelos desaparecidos já duram 56 dias. A operação já é considerada a maior busca realizada no estado. Nesta quinta-feira (21), 150 militares trabalham no local com 103 máquinas e 5 cães. Um helicóptero e dois drones também participam das buscas.

Segundo o porta-voz dos bombeiros, tenente Pedro Aihara, algumas equipes têm trabalhado até as 23h porque em algumas áreas há iluminação, o que permite que as buscas sejam feitas à noite. Atualmente, os militares atuam em 20 pontos durante todo o expediente.

O tenente disse também que as buscas nunca foram suspensas e, sim, realocadas para lugares diferentes. Os trabalhos não têm previsão para ser encerrados.

 

G1

 

 

Sobe para 98 o número de mortes por febre amarela no Brasil

Febre amarela é transmitida no Brasil principalmente por mosquitos silvestres dos gêneros Haemagogus e Sabethes (Foto: Josué Damacena/IOC/Fiocruz)

O Brasil registrou 353 casos de febre amarela, com 98 mortes, no período de 1º de julho de 2017 a 6 de fevereiro deste ano, segundo o Ministério da Saúde. O boletim divulgado nesta quarta-feira (7) registra 140 casos e 17 mortes a mais do que havia sido contabilizado na semana passada.

Em uma semana, o número de casos aumentou 66%, enquanto a quantidade de óbitos teve alta de 21%. No boletim divulgado no dia 30 de janeiro, o país registrava 213 casos de febre amarela e 81 mortes causadas pela doença.

Apesar do período de referência ter início em 1º de julho do ano passado, a maioria começou a ser registrada a partir da primeira semana de 2018. Para se ter uma ideia, somente este ano foram 351 casos e 97 óbitos.

Ao todo, desde 1º de julho de 2017, foram notificados 1.286 casos suspeitos, sendo que 510 foram descartados e 423 permanecem em investigação. Entre julho de 2016 e 7 de fevereiro de 2017, foram confirmados 509 casos e 159 mortes.

A febre amarela é transmitida por meio de vetor (mosquitos dos gêneros Haemagogus Sabethes no ambiente silvestre). O último caso de febre amarela urbana, quando o transmissor é o mosquito Aedes aegypti, foi registrado no Brasil em 1942. Todos os casos confirmados desde então decorrem do ciclo silvestre de transmissão.

Segundo o Ministério da Saúde, o caso de febre amarela em São Bernardo do Campo (SP) está sendo investigado. Houve temor de que se trataria de caso de febre amarela urbana. A Secretaria de Saúde de São Paulo, que investiga o episódio, descartou essa possibilidade.

“Deve ser observado que o paciente mora na região urbana e possivelmente trabalha na área rural. Qualquer afirmação antes da conclusão do trabalho é precipitada”, diz o boletim divulgado pelo ministério nesta quarta-feira (7). São Bernardo do Campo (SP) é uma das 77 cidades dos três estados do país (São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia) incluídas na campanha de vacinação com dose fracionamento contra a febre amarela.

São Paulo lidera no número de casos e mortes

Com 161 casos confirmados e 41 mortes, São Paulo é o Estado mais afetado pela doença. Mas os dados do Ministério apresentam uma pequena defasagem em relação ao balanço da Secretaria Estadual da Saúde, que aponta 163 casos e 61 mortes em território paulista.

Minas Gerais (157 casos confirmados e 44 mortes) é o segundo Estado mais atingido pelo vírus, seguido do Rio de Janeiro (34 casos confirmados e 12 mortes). Foi confirmado também um caso com óbito no Distrito Federal.

Tanto Rio quanto São Paulo realizam em cidades consideradas de maior risco uma campanha de vacinação com doses fracionadas do imunizante.

Em Minas, Estado que já havia sido muito castigado pela epidemia no ano passado, o fracionamento não é realizado. De acordo com o Ministério da Saúde, isso se deve ao fato de que cidades mineiras já dispõem do quantitativo suficiente para imunizar, com doses integrais, toda população que ainda não foi vacinada.

Há casos da doença em investigação no Espírito Santo (22), Goiás (15), Paraná (18), Bahia (12), Rio Grande do Sul (11), Santa Catarina (11), Pará (9), Tocantins (6), Amazonas (3), Rondônia (3), Pernambuco (1), Piauí (2), Mato Grosso (1), Mato Grosso do Sul (1), Alagoas (1), Sergipe (1) e Acre (1).Com informações de agências de notícias.

UOL

Acompanhe mais notícias do FN nas redes sociais: FacebookTwitterYoutube e Instagram

Entre em contato com a redação do FN:  WhatsApp (83) 99907-8550. 

E-mail: jornalismo@focandoanoticia.com.br

PB tem maior número de diagnósticos de HIV da história em 2017, diz Saúde

(Foto: Rita Torrinha/G1)

A Paraíba registrou o maior número de diagnósticos de HIV da história em 2017, segundo informou a Secretaria de Estado de Saúde (SES) nesta quinta-feira (1º). De acordo com os dados, foram 557 diagnósticos realizados no ano passado. Em 2016, foram 493, e em 2015, 356.

Segundo a gerente estadual de IST/Aids e Hepatites Virais, Ivoneide Lucena, esse alto número representa um avanço para o estado, uma vez que quanto antes o vírus for identificado, mais fácil de evitar o desenvolvimento da Aids.

“Estamos há três anos tentando atingir a meta 90 90 90, que é diagnosticar 90% das pessoas que têm HIV, garantir que 90% dessas pessoas estejam em tratamento e, dessas, que 90% tenham a carga viral baixa. Nós conseguimos implantar o teste rápido nos 223 municípios da Paraíba, e o resultado sai em 20 minutos”, explicou.

O número de mortes por HIV ou Aids foi o menor desde 2014. Nos dois anos, foram registradas 137 mortes na Paraíba. Em 2013, foram 146 mortes.

Em relação à Aids, o número de diagnósticos caiu pelo segundo ano seguido. Foram 296 pessoas diagnosticadas em 2017, contra 390 em 2016 e 466 em 2015. Também em 2017, quatro pessoas foram diagnosticadas só depois da morte. Ao todo, foram 857 diagnósticos de HIV ou Aids no ano passado.

Ivoneide Lucena alertou para o aumento dos casos de Aids na população jovem e a importância do uso do preservativo.

“Precisamos alertar a população jovem que existe um grande risco de pegar alguma DST e/ou mesmo o HIV, uma vez que não podemos dizer apenas pela aparência de uma pessoa se ela tem ou não essas doenças. O jovem não se vê como uma pessoa que corre riscos e com essa compreensão acaba nas relações sexuais não tendo o cuidado com o uso da camisinha. Dessa forma cada dia estamos nos deparando com mais jovens de 15 a 24 anos sendo diagnosticados com HIV ou Aids aqui no estado”, disse Ivoneide.

Preservativos são distribuídos na Paraíba (Foto: Mariana Raphael/Agência Brasília)

Preservativos são distribuídos na Paraíba (Foto: Mariana Raphael/Agência Brasília)

Distribuição de preservativos

Mais de 1,5 milhão de preservativos e 100 mil sachês de gel lubrificante vão ser distribuídos pela SES da Paraíba em todo o estado no período de carnaval. O objetivo é trabalhar a prevenção das Doenças Sexualmente Transmissíveis. Além disso, vão ser distribuídos folders e material informativo para os foliões. O material é enviado para as Gerências Regionais de Saúde, que fazem a distribuição em seus municípios.

“A festa potencializa o uso de bebidas alcoólicas e aumenta as possibilidades de ‘ficar’ com outras pessoas, e é nesse momento que a vulnerabilidade aumenta e acabam fazendo sexo sem camisinha, se colocando em risco. A população jovem tem a ideia errônea que a Aids não mata, o que não é verdade”, disse a gerente.

Segundo Ivoneide, nos dias pós-carnaval muitas pessoas acabam recorrendo aos serviços de saúde em busca da Profilaxia Pós Exposição (PEP). É importante ressaltar que a PEP é um tratamento de 28 dias e não dispensa o uso do preservativo.

“Devemos frisar que a PEP deve ser iniciada até 72 horas pós-exposição ao vírus. Esse tratamento preventivo poderá ser acessado junto às pessoas que passaram por uma situação de risco com (fez sexo sem camisinha ou a camisinha estourou) ou sem permissão (estupro)”, explicou.

G1

Acompanhe mais notícias do FN nas redes sociais: FacebookTwitterYoutube e Instagram

Entre em contato com a redação do FN:  WhatsApp (83) 99907-8550. 

E-mail: jornalismo@focandoanoticia.com.br