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Número de casos de sarampo confirmados na Paraíba sobe para onze

Subiu para onze o número de casos de sarampo foram confirmados na Paraíba até esta segunda-feira (14), de acordo com o Secretaria de Estado da Saúde. Um caso foi confirmado na cidade de Barra de São Miguel, quatro em João Pessoa, dois em Bayeux, dois em Santa Rita, um em Santa Cecília e um em Cabedelo. Até a o dia 27 de setembro, o número de casos confirmados era oito.

Ao todo, 239 casos já foram notificados, com o descarte de 79 casos. No entanto, 149 casos seguem em investigação.

A vacina tríplice viral – que protege contra sarampo, caxumba e rubéola – é ofertada nas salas de vacinação distribuídas entre as Unidades de Saúde da Família (USF), as policlínicas municipais e o Centro Municipal de Imunização. A dose é direcionada para crianças de seis meses de vida até adultos de 49 anos de idade.

As crianças de seis meses devem tomar a chamada “dose zero”. A vacina deve ser ministrada em duas doses a partir de um ano de idade até 29 anos, 11 meses e 29 dias de vida do cidadão, respeitando o intervalo das doses do calendário vacinal. Caso a pessoa comprove as duas doses, não é necessário tomar nenhuma a mais, já sendo considerada imunizada.

Já para adultos com idade de 30 a 49 anos, 11 meses e 29 dias, basta uma dose da vacina para que seja considerado imunizado. Os profissionais da área de saúde, independentemente da idade, devem tomar duas doses. Caso comprove que tomou as duas doses, não é necessária nenhuma outra.

 — Foto: Arte/G1

— Foto: Arte/G1

 

G1

 

 

Paraíba tem 16 praias atingidas por manchas de óleo; número sobe para 132 no Nordeste

Já são 132 praias atingidas por manchas de óleo no Nordeste, segundo o balanço do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) divulgado neste domingo (6).

No total, 61 municípios foram afetados em 9 estados: Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe.

O último estado a ser atingido foi a Bahia, na última quinta-feira (3).

O governo de Sergipe decretou situação de emergência em razão das manchas de óleo. Nesta segunda (7), o ministro Ricardo Salles visitará o estado. O projeto Tamar suspendeu a soltura de filhotes de tartarugas marinhas por conta do problema.

No sábado (5), o presidente Jair Bolsonaro determinou uma investigação sobre as origens do óleo.

Petróleo cru acumulado em ponto do litoral de Sergipe (SE) — Foto: Reprodução/TV Sergipe

Petróleo cru acumulado em ponto do litoral de Sergipe (SE) — Foto: Reprodução/TV Sergipe

O Ibama informou que desde o dia 02 de setembro vem estabelecendo uma série de ações, juntamente com o Corpo de Bombeiros do Distrito Federal (DF), Marinha e Petrobras, com o objetivo de investigar as causas e responsabilidades do despejo, no meio ambiente, do petróleo cru que atingiu o litoral nordestino.

O resultado conclusivo das amostras, solicitadas anteriormente pelo Instituto e pela Capitania dos Portos, e cuja análise foi feita pela Marinha e pela Petrobras, apontou que a substância encontrada nos litorais trata-se de petróleo cru, ou seja, não se origina de nenhum derivado de óleo.

Investigação do Ibama com apoio dos Bombeiros do DF aponta que o petróleo que está poluindo todas as praias seja o mesmo. Contudo, a sua origem ainda não foi identificada. Em análise feita pela Petrobras, a empresa informou que o óleo encontrado não é produzido pelo Brasil. O Ibama requisitou apoio da Petrobras para atuar na limpeza de praias. Os trabalhadores que estão sendo contratados pela petrolífera são agentes comunitários, pessoas da população local, que recebem treinamento prévio da empresa para ocasiões em que forem necessários os serviços de limpeza. No entanto, o número efetivo de mão-de-obra dependerá da quantidade de pessoas treinadas disponíveis nas áreas.

Segundo o relatório do Ibama, dentre as 132 praias afetadas em todo o Nordeste desde o início de setembro, 11 estão em processo de limpeza, 74 ainda tem manchas visíveis e 48 estão livres da substância na areia.

Pelo menos 12 animais foram atingidos pelo óleo – nove tartarugas e uma ave foram encontradas mortas ou morreram após o resgate.

Uma investigação do Ibama aponta que as manchas são de petróleo puro e que todas as amostras têm a mesma origem, mas ainda não é possível afirmar de onde ele veio. Em nota, a Petrobras afirma que o material não é produzido pela companhia.

A suspeita é que o petróleo tenha vindo de navios que passam pela região, segundo a Agência Estadual de Meio Ambiente de Pernambuco (CPRH), que está analisando imagens de satélite da costa. A pesquisa, no entanto, ainda está em estágio inicial.

As manchas começaram a aparecer no início de setembro. Até quinta-feira (26), eram 99 localidades atingidas. Na sexta (27), o número subiu para 109. No domingo (29), chegou a 113 e na terça-feira (1) foi para 115. Agora, já são 124 praias afetadas.

A lista completa de municípios e praias atingidos está disponível no site do Ibama.

Origem da substância

Manchas voltaram a se encontradas na praia de Pirambu — Foto: Ibama/SE

Manchas voltaram a se encontradas na praia de Pirambu — Foto: Ibama/SE

Na terça-feira (1) uma reunião foi realizada no Recife com representantes de seis dos nove estados nordestinos para discutir estratégias para diminuir os impactos das manchas de óleo. A Bahia foi o único estado da região que não foi afetado.

Na reunião, os estados decidiram protocolar, em conjunto, uma denúncia sobre o caso, a ser enviada à Polícia Federal e ao Ministério Público Federal.

Nesta quarta-feira (2) a Polícia Federal do Rio Grande do Norte comunicou que um inquérito foi instaurado para investigar a origem das manchas. A apuração sobre a possibilidade da ocorrência de dano ambiental começou no mês passado.

Manchas sendo recolhidas por equipes da Adema na Atalaia Nova, Barra dos Coqueiros (SE) — Foto: Adema/Divulgação

Manchas sendo recolhidas por equipes da Adema na Atalaia Nova, Barra dos Coqueiros (SE) — Foto: Adema/Divulgação

Há suspeita de que a contaminação tenha relação com navios petroleiros. A hipótese é que algum deles tenha efetuado uma limpeza nos tanques e despejado os rejeitos no mar.

Segundo o secretário de Meio Ambiente e Sustentabilidade de Pernambuco, José Bertotti, os responsáveis pelo problema podem pagar uma multa que vai de R$ 5 milhões a R$ 50 milhões pelo crime ambiental, que é considerado gravíssimo. O governo do estado se preocupa com a repercussão no turismo.

Em entrevista ao G1 na última sexta (27), o diretor da Agência Estadual de Meio Ambiente de Pernambuco, Eduardo Elvino, disse que o órgão está atuando em conjunto com a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e a Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) para identificar possíveis fontes do vazamento.

O trabalho envolve analisar imagens de satélite que abrangem 187 quilômetros do litoral dos estados de Pernambuco e Paraíba. Segundo Elvino, ainda não é possível apontar quais navios podem ser responsáveis pela tragédia ambiental porque a análise está em estágio inicial.

“Com essa varredura das imagens de satélite a gente identificou os pontos no mapa que podem ser navios, e aí estamos analisando a existência de pontos pigmentados ao lado desses possíveis navios. Esses pontos coloridos podem ser realmente manchas de óleo, mas também podem ser cardumes de peixe ou concentrações de alga, por exemplo. São várias possibilidades”, explica Elvino.

Segundo o coordenador do sindicato dos trabalhadores na indústria do petróleo de Pernambuco e Paraíba (Sindipetro PE/PB), Rogério Almeida, a prática é proibida, mas ainda é realizada.

“É um óleo grosso, quase um piche. Pode ser rejeito de um navio após a limpeza dos tanques. Muitos navios continuam fazendo isso e deve ter caído em uma corrente marítima”, disse Almeida.

De acordo com Elvino, com a identificação das correntes marinhas, “existe a possibilidade de identificar o navio que fez a referida rota” e tentar rastrear se “o piche encontrado nas praias faz parte do combustível dos navios”. Segundo o analista, pela legislação, o produto deve ser descartado nos portos, onde empresas especializadas recolhem o material.

Animais afetados

Tartaruga foi encontrada no litoral do RN coberta de óleo e limpa pela equipe do Aquário de Natal — Foto: Heloísa Guimarães/Inter TV Cabugi

Tartaruga foi encontrada no litoral do RN coberta de óleo e limpa pela equipe do Aquário de Natal — Foto: Heloísa Guimarães/Inter TV Cabugi

O número de animais afetados também é computado pelo Ibama. Segundo o último balanço do órgão, publicado na segunda-feira (30), o óleo já atingiu ao menos 11 tartarugas e uma ave bobo-pequeno ou furabucho (Puffinus puffinus), conhecida pela longa migração. Quatro tartarugas foram encontradas vivas e sete foram encontradas mortas ou morreram após o resgate. A ave também não resistiu ao óleo.

  • 1/9 – 1 tartaruga marinha – Praia de Sabiaguaba, Fortaleza (CE) – morta
  • 4/9 – 2 tartarugas marinhas – Praia do Paiva, Cabo de Santo Agostinho (PE) – mortas
  • 7/9 – 1 ave bobo pequeno – Praia de Cumbuco, Caucaia (CE) – morta
  • 11/9 – 1 tartaruga marinha – Praia de Jacumã, Ceará-Mirim (RN) – viva
  • 16/9 – 1 tartaruga marinha – Ilha dos Poldos, Aroises (MA) – morta
  • 22/9 – 1 tartaruga marinha – Praia de Itatinga, Alcântara (RN) – viva
  • 22/9 – 1 tartaruga marinha – Praia da Redinha Nova, Extremoz (RN) – morta
  • 23/9 – 1 tartaruga marinha – Praia da Redinha Nova, Extremoz (RN) – viva
  • 24/9 – 1 tartaruga marinha – Jericoacoara, Jijoca de Jericoacoara (CE) – morta
  • 28/09 – 1 tartaruga marinha – Ilha Grande, Ilha Grande (PI) – morta
  • 29/09 – 1 tartaruga marinha – Praia do Serluz, Fortaleza (CE) – viva
  • Localidades atingidas (PDF –  5,23 MB  – Atualizado em 06/10/2019)
  • Fauna atingida (PDF – 2,11 MB – Atualizado em 30/09/2019)

G1

 

 

Sobe para oito o número de casos de sarampo confirmados na Paraíba

Subiu para oito o número de casos de sarampo foram confirmados na Paraíba até esta sexta-feira (27). Os dados preocupam a Secretaria de Estado da Saúde.

De acordo com a Secretaria um caso foi confirmado na cidade de Barra de São Miguel, quatro em João Pessoa, um em Bayeux, um em Santa Rita e um em Santa Cecília.

Ao todo, 166 casos já foram notificados, com o descarte de 60 casos. No entanto, 98 casos seguem em investigação. Em todo o país, segundo o Ministério da Saúde, mais de 3,9 mil casos foram confirmados nos últimos 90 dias.

A vacina tríplice viral – que protege contra sarampo, caxumba e rubéola – é ofertada nas salas de vacinação distribuídas entre as Unidades de Saúde da Família (USF), as policlínicas municipais e o Centro Municipal de Imunização. A dose é direcionada para crianças de seis meses de vida até adultos de 49 anos de idade.

pbagora

 

 

Número de casos suspeitos de dengue aumenta 43,7% e sete mortes já foram confirmadas na Paraíba

O número de casos suspeitos de dengue na Paraíba aumentou em 43,7%, passando de 9.717 para 13.959. Os dados estão no Boletim Epidemiológico do Ministério da Saúde divulgado nesta quarta-feira (11) e se referem ao período de 30 de dezembro a 24 de agosto.

Sete mortes já foram confirmadas este ano e 11 estão em investigação. Conforme o boletim, são 145 casos de dengue com sinais de alarme e 11, grave.

Também foram divulgados os casos suspeitos de chikingunya, que este ano já somam 1.018 casos, um aumento de 20,5%. Uma pessoa morreu por conta da doença.

A incidência de zika aumentou 1,6% e este ano já são 312 os casos suspeitos. Em 2019, foram confirmados dois óbitos por zika no estado da Paraíba.

Em todo o Brasil foram registrados 1.439.471 casos de dengue. A média é 6.074 casos por dia e representa um aumento de 599,5%, na comparação com 2018. No ano passado, o período somou 205.791 notificações.

 

clickpb

 

 

Primeira infância: Paraíba tem baixo número de crianças em creches

A primeira infância é fase mais importante para a formação do ser humano. Nesta etapa, através da Educação Infantil, a criança é formalmente apresentada às letras e aos números. É quando ela começa a se preparar para o processo de alfabetização. Mas, apesar da relevância desse momento na vida das crianças, o acesso a educação não assegurado. A Paraíba está entre as 22 unidades da federação que não vão conseguir colocar ao menos metade das crianças de até três anos em creches até 2024.

No Dia Mundial da Alfabetização, comemorado neste domingo (8), o presidente da Comissão de Educação na Câmara Federal, deputado Pedro Cunha Lima (PSDB), defende que o investimento deve ser prioritário na primeira infância e que o acesso a educação é fundamental para corrigir distorções existentes e preparar as crianças para o processo de alfabetização.

Pesquisa do Instituto Ayrton Senna aponta que apenas cinco estados (São Paulo, Minas Gerais, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Tocantins) vão cumprir metas do PNE (Plano Nacional de Educação), aprovado pelo Congresso Nacional em 2014, de garantir vagas em creche para pelo menos 50% das crianças. O documento estipula objetivos para a educação a serem alcançados pelo país em dez anos.

O Anuário Brasileiro da Educação Básica aponta que apenas 32,3% das crianças de zero a três anos frequentam escolas na Paraíba. Com o aumento da faixa etária (4 a 5anos) esse percentual sobre para 97%. Do total de matrículas (8.745.184) realizadas na Educação Infantil em todo o Brasil, 6.321.951 foram na Rede Privada e apenas 2.423.233 na Pública.

Dados – Na Paraíba, estima-se que aproximadamente 518 mil paraibanos acima dos 15 anos são analfabetos. O número corresponde a 16,5% da população na faixa etária de acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), divulgada em maio. Ainda segundo o Pnad, o número de analfabetos aumentou em 13 mil em relação à pesquisa feita em 2016, com a porcentagem passando de 16,3% para 16,5%. Desses números, aproximadamente 75% (388 mil analfabetos) são negros. Em todo o Brasil, 11,5 milhões de pessoas são analfabetas, o que corresponde a 7,2% da população.

MaisPB

 

 

Número de MEIs cresce quase 103% em cinco anos na Paraíba, diz Sebrae

O número de microempreendedores individuais (MEI) cresceu quase 103% em cerca de cinco anos na Paraíba. Segundo dados separados pelo Sebrae Paraíba, com base nos registros da Receita Federal, entre agosto de 2014 e 2019, o estado passou de 58.067 para 117.731 registros de microempreendedores individuais.

Se enquadram na categoria do Simples Nacional os empreendedores que possuem faturamento máximo anual de R$ 81 mil e que podem contratar até um funcionário com carteira assinada.

Além do número de MEIs, o levantamento também aponta um crescimento de 4,9%, no mesmo período, em relação à quantidade de microempresas (ME) e empresas de pequeno porte (EPP) registradas no estado. Em agosto de 2014, conforme os dados da Receita Federal, a Paraíba tinha 47.735 MEs e EPPs cadastradas, número que em agosto desse ano era de 50.112.

Considerando de forma geral o número de optantes do Simples Nacional, as estatísticas também indicam um incremento no estado no período de cinco anos. Em agosto de 2014, a Paraíba contava com 105.802 optantes, número que passou a ser de 167.843 no mesmo período de 2019, o que representa um crescimento de 58,6%.

A gerente de Estratégia do Sebrae Paraíba, Ivani Costa, destacou três fatores que contribuíram para o aumento do número de pequenos negócios no estado. “Esse crescimento e, em particular, o número de MEIs, deve-se principalmente a três fatores: facilidade na abertura e legalização de um negócio, a crise que fez o desemprego crescer e transformou a ideia de montar um pequeno negócio em uma opção e, por último, a mudança cultural que traz o empreendedorismo como alternativa de vida e carreira para a nova geração”, pontuou.

Foto: Deborah Souza /Sebrae

G1

 

Paraíba tem queda de 21,9% no número de mortes violentas no 1º semestre, revela Monitor da Violência

A Paraíba registrou uma queda de 21,96% nas mortes violentas no primeiro semestre deste ano em comparação com o mesmo período de 2018. A queda ficou dentro da média nacional, que foi de 22%, conforme divulgou neste domingo (1º) o Monitor da Violência, índice nacional de homicídios criado pelo G1.

Em seis meses, foram registrados 476 mortes na Paraíba, contra 610 no mesmo período do ano passado. São 134 mortes a menos. O mês de fevereiro foi o que teve mais mortes violentas, com 84 casos, seguido de abril, com 83 e junho, com 81. O número consolidado até agora contabiliza todos os homicídios dolosos, latrocínios e lesões corporais seguidas de morte, que, juntos, compõem os chamados crimes violentos letais e intencionais.

A tendência de queda nos homicídios foi antecipada pelo G1 no balanço dos dois primeiros meses do ano, que apresentaram redução de 24% em relação ao mesmo período do ano passado.

O levantamento faz parte do Monitor da Violência, uma parceria do G1 com o Núcleo de Estudos da Violência da USP e o Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

Os dados apontam que:

  • Houve 134 mortes a menos nos primeiros seis meses de 2019
  • Fevereiro foi o mês mais violento de 2019, com 84 mortes
  • Um total de 476 pessoas foram mortas mediante uso de violência de algum tipo.
Redução de mortes violentas no primeiro semestre de 2019 no Brasil — Foto: Rodrigo Sanches/G1

Redução de mortes violentas no primeiro semestre de 2019 no Brasil — Foto: Rodrigo Sanches/G1

Causas da queda: o que dizem os especialistas

Para Bruno Paes Manso, do NEV-USP, a ação dos governadores e das autoridades estaduais de Justiça, mais focada nos presídios, ajuda a entender a permanência da tendência de queda dos homicídios no Brasil.

“Os governos capazes de impor custos aos grupos violentos – a partir da identificação dos mandantes de assassinatos ou identificação dos autores das mortes, tarefa que atualmente tem sido feita a partir de escutas em presídios – tendem a induzir a tréguas ou acordos entre rivais para a diminuição de conflitos”, diz Bruno Paes Manso.

Segundo o pesquisador, para manter a tendência de queda e evitar que os grupos criminosos se fortaleçam economicamente, vai ser preciso usar a capacidade de inteligência e articulação do Estado.

Para Samira Bueno e Renato Sérgio de Lima, do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, as explicações para a queda passam por melhorias da gestão pública, integração de programas de prevenção social com as políticas de segurança, melhoria da qualidade da investigação policial, maior integração entre agências, em especial as polícias Civil e Militar, e o fortalecimento de políticas de controle de armas.

“Em termos regionais, no Nordeste uma iniciativa pioneira tem fortalecido a integração de esforços e o compartilhamento de informações entre agências interestaduais com o Centro Regional de Inteligência de Segurança Pública, baseado em Fortaleza, e mais recentemente com a formalização de um consórcio constitucional na região. Se o Estado tem suas fronteiras administrativas, a ação do crime tem mostrado que este é hoje um fenômeno transnacional e que demanda de governos e do sistema de Justiça uma nova gramática”, diz Samira Bueno e Renato Sérgio de Lima.

Samira Bueno destaca ainda o “componente demográfico”. “A gente tem uma estimativa do IBGE que mostra que, até 2030, haverá uma redução de 25% da população jovem no Brasil. Essa mudança demográfica é algo que já vem impactando em vários estados. Isso porque a maior parte das vítimas de homicídio no Brasil é jovem. A maior parte da população encarcerada no Brasil é jovem. Se há uma quantidade menor de jovens na população, consequentemente há também uma redução dos homicídios.”

Como o levantamento é feito

A ferramenta criada pelo G1 permite o acompanhamento dos dados de vítimas de crimes violentos mês a mês no país. Estão contabilizadas as vítimas de homicídios dolosos (incluindo os feminicídios), latrocínios e lesões corporais seguidas de morte. Juntos, estes casos compõem os chamados crimes violentos letais e intencionais.

Jornalistas do G1 espalhados pelo país solicitam os dados, via assessoria de imprensa e via Lei de Acesso à Informação, seguindo o padrão metodológico utilizado pelo fórum no Anuário Brasileiro de Segurança Pública.

Para fechar o 1º semestre, foi pedida aos estados uma revisão dos dados dos meses desde janeiro. Alguns dos números foram retificados, em razão de ajustes feitos posteriormente pelas secretarias, e agora estão totalmente atualizados.

Brasil registra queda de 22% nas mortes violentas no 1º semestre de 2019

Brasil registra queda de 22% nas mortes violentas no 1º semestre de 2019

Em março, o governo federal anunciou a criação de um sistema similar. Os dados, no entanto, não estão atualizados como os da ferramenta do G1. O último mês em que há informações disponíveis para todos os estados é abril de 2019 e há incongruências em parte das estatísticas.

Uma informação importante: os dados coletados mês a mês pelo G1 não incluem as mortes em decorrência de intervenção policial. Isso porque há uma dificuldade maior em obter esses dados em tempo real e de forma sistemática com os governos estaduais. O balanço de 2018 foi publicado pelo Monitor da Violência separadamente, em abril. Um balanço com dados de 2019 ainda será divulgado.

Participação dos estados na redução de mortes no Brasil em 2019 — Foto: Rodrigo Cunha/G1

Participação dos estados na redução de mortes no Brasil em 2019 — Foto: Rodrigo Cunha/G1

 

G1

 

 

Sobe 33% o número de pequenos negócios em municípios

Os municípios paraibanos tiveram um aumento de até 33% no número de pequenos negócios registrados pela Receita Federal entre julho de 2018 e julho de 2019, de acordo com estudo realizado pelo Sebrae Paraíba. O município que apresentou o maior aumento, de 33%, foi o de São José do Brejo da Cruz, cujos pequenos negócios são atendidos pela agência do Sebrae em Pombal.

João Pessoa apresentou um crescimento de 16%, assim como a Paraíba, onde os dados apontam um aumento de 16,3% no número de pequenos negócios no último ano. Já Campina Grande, por sua vez, teve um incremento de 13% nos pequenos negócios.

De acordo com o secretário de administração de São José do Brejo da Cruz, Erivan Gomes de Oliveira, esse aumento se deu devido, principalmente, à formalização de alguns profissionais para que pudessem atender à prefeitura, como, por exemplo, pedreiros que foram credenciados para poderem atuar nas obras da prefeitura municipais.  O número no município passou de 30 para 40 pequenos negócios registrados.

Segundo o gerente da agência do Sebrae Paraíba em Pombal, Lúcio Wolmer, São José do Brejo da Cruz foi o primeiro atendido pela regional a ter a lei implementada. “É um dos municípios mais comprometidos com a visão de proporcionar um ambiente favorável ao desenvolvimento dos pequenos negócios e, isso, acaba tendo implicações como tais números”, disse.

Em João Pessoa, de 43.272 pequenos negócios registrados em julho de 2018, esse número passou para 50.082, um aumento de 16%; já em Campina Grande, enquanto que no ano anterior eram 21.278, no mesmo período deste ano estão registrados 24.143, uma diferença de 13%.

Queda

Os dados também apontam que apenas 24 municípios dos 223 apresentaram queda no número de pequenos negócios registrados. São eles: Amparo, Areia de Baraúnas, Assunção, Bernardino Batista, Bom Sucesso, Bonito de Santa Fé, Coxixola, Imaculada, Lagoa, Mãe d’Água, Mato Grosso, Monte Horebe, Olho d’Água, Parari, Poço de José de Moura, Prata, Salgadinho, Santa Inês, Santana de Mangueira, São João do Tigre, São José de Espinharas, São José de Princesa, Serra Grande e Zabelê. O com maior queda foi o de São José de Princesa, com uma diminuição de 24% no número de MEIs registrados, passando de 17 em julho de 2018 para 13 em julho de 2019.

Pequenos negócios

Os pequenos negócios empresariais são formados pelas micro e pequenas empresas (MPE) e pelos microempreendedores individuais (MEI), sendo que as micro e pequenas empresas podem ser classificadas de acordo com o número de empregados e com o faturamento bruto anual.
portalcorreio

 

Número de casos prováveis de dengue aumenta 33,1% em 2019, na Paraíba, diz Saúde

Um aumento de 33,1% nos casos prováveis de dengue foi registrado nos primeiros sete meses de 2019, em comparação ao mesmo período de 2018, de acordo com dados divulgados pela Secretaria de Estado da Saúde (SES), nesta sexta-feira (2). Também houve elevação no número de notificações para chikungunya.

Nesse período, foram registrados 11.258 casos prováveis de dengue, enquanto que no ano anterior haviam sido 8.458. Em 2019, os picos de casos de dengue foram observados em abril e maio, seguidos por uma redução em junho.

Já em relação às notificações de chikungunya, foram contabilizadas 860, o que representa um aumento de 18,78%, uma vez que no mesmo espaço de tempo em 2018 foram 724. Apesar disso, a quantidade de casos prováveis de doença aguda pelo vírus zika permaneceu a mesma nos dois anos, 248.

Situação dos municípios

Os municípios paraibanos com maior incidência de notificações por 100 mil habitantes são, segundo a Secretaria, Princesa Isabel, São José de Princesa, Juru, Caaporã, Conde, Areia, Esperança, Alagoa Nova, São Sebastião do Umbuzeiro, Prata, Monteiro, Teixeira, Matureia e São José do Sabugi. Contudo, das 223 cidades, 24 não identificaram casos suspeitos de arboviroses.

Ainda conforme a SES, o último Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti (LiraA), realizado de 1 a 5 de julho deste ano em 222 municípios, indicou que 56 apresentaram índices que demonstram situação de risco de surto. Outros 136 estão em alerta e 30 em estado satisfatório.

Mortes por arboviroses

Nos primeiros sete meses de 2019, foram registradas 36 mortes pelas chamadas arboviroses, sendo cinco confirmadas para dengue, em Bayeux, Santa Rita, Solânea, Araruna e João Pessoa; uma confirmada para zika, em João Pessoa; e uma confirmada para Chikungunya, em Fagundes. Outras 16 suspeitas foram descartadas.

Ações de combate

A Secretaria informou que, entre as ações programadas, estão a realização de teste de resistência ao inseticida usado no carro fumacê, uma maior atenção durante o período de chuvas e o monitoramento e acompanhamento da situação epidemiológica e ambiental.

G1

 

Número de pacientes com hepatite cresce 20% em 10 anos no Brasil

O número de pacientes notificados com casos de hepatites virais no Brasil aumentou 20% de 2008 a 2018, de acordo com o Boletim Epidemiológico de Hepatites Virais 2019, divulgado nesta segunda-feira (22) pelo Ministério da Saúde. Em 2008, foram registrados 35.370 casos. Dez anos depois, esse número saltou para 42.383.

Apesar do aumento, o levantamento apontou queda de 9% no total de mortes, saindo de 2.402 em 2007 para 2.184 em 2017. A hepatite é a inflamação do fígado. Ela pode ser causada por vírus ou pelo uso de alguns remédios, álcool e outras drogas, assim como por doenças autoimunes, metabólicas e genéticas.

De acordo com o Ministério da Saúde, são doenças silenciosas que nem sempre apresentam sintomas, mas quando estes aparecem, podem ser cansaço, febre, mal-estar, tontura, enjoo, vômitos, dor abdominal, pele e olhos amarelados, urina escura e fezes claras.

No Brasil, as hepatites virais mais comuns são as causadas pelos vírus A, B e C. Existem, ainda, os vírus D e E, esse último mais frequente na África e na Ásia.

Tipo de hepatite

De 2000 a 2017, foram identificados no Brasil, segundo o boletim, 70.671 óbitos por causas básicas e associadas às hepatites virais dos tipos A, B, C e D. Desses, 1,6% foi associado à hepatite viral A; 21,3% à hepatite B; 76% à hepatite C e 1,1% à hepatite D.

O boletim mostra que o tipo C da doença, além de ser o mais letal, é o mais prevalente. Ao todo, 26.167 casos foram notificados em 2018.

A doença é transmitida por sangue contaminado, sexo desprotegido e compartilhamento de objetos cortantes.

O maior número de pessoas com hepatite C se concentra em pessoas acima dos 40 anos. A hepatite C nem sempre apresenta sintomas.

Por isso, o Ministério da Saúde estima que, atualmente, mais de 500 mil pessoas convivam com o vírus C da hepatite e ainda não sabem.

Foram notificados ainda 2.149 casos de hepatite A no Brasil. A transmissão mais comum desse tipo da doença é pela água e alimentos contaminados. O tratamento geralmente evolui para cura.

Também foram registrados 13.992 casos de hepatite B, que pode ser transmitida pelo contato com sangue contaminado, sexo desprotegido, compartilhamento de objetos cortantes e de uso pessoal e pode também ser transmitida de mãe para filho.

Já a hepatite D foi registrada em 145 pacientes. A infecção ocorre quando a pessoa já contraiu o vírus tipo B.

Os sintomas da hepatite D são silenciosos e a doença é combatida por meio da vacina contra a hepatite B que também protege contra a D.

Combate

Nas vésperas do Dia Mundial de Luta Contra as Hepatites Virais, dia 28 de julho, o Ministério da Saúde alerta para a importância do diagnóstico e tratamento da doença.

“Estamos garantindo prevenção, por meio de vacinas, e diagnóstico, com oferta de testes, além de tratamento medicamentoso. É muito importante que as pessoas acima de 40 anos procurem a unidade de saúde mais próxima para realizar testagem e se imunizar contra a hepatite B e que os pais vacinem as crianças contra hepatite A. Assim, conseguiremos tratar ainda mais pessoas e eliminar a sombra da hepatite do Brasil”, diz, em nota, o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta.

Em 2018, o Ministério da Saúde distribuiu 25 milhões de testes de hepatite B e C. Para 2019, com o fortalecimento das ações de diagnóstico e ampliação do tratamento, a expectativa é que esse número seja superado.

Além dos testes, o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece vacina contra a hepatite A para menores de 5 anos e grupos de risco. Disponibiliza também vacina contra a hepatite B para todas as faixas etárias. Esta vacina também protege contra a hepatite D.

Eliminação da hepatite C

O Brasil tem como meta eliminar a hepatite C até 2030. Para isso, nos últimos três anos, foram disponibilizados pelo SUS 100 mil tratamentos para hepatite C.

Neste ano, foram entregues 24 mil tratamentos para a doença. Até o início de agosto, de acordo com o Ministério da Saúde, serão entregues outros 5 mil tratamentos.

Em 2019, o Ministério da Saúde adquiriu 42.947 tratamentos sofosbuvir/ledipasvir e sofosbuvir/velpatasvir. Outros 7 mil tratamentos estão em processo de aquisição.

De acordo com a pasta, todas as pessoas diagnosticadas com hepatite C têm a garantia de acesso ao tratamento, independente do dano no fígado, assegurando universalização do acesso previsto desde março de 2018. Essa ação, segundo o ministério, coloca o Brasil como protagonista mundial no combate a hepatite C.

 

(Foto: Reprodução/EBC)

Agência Brasil