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Fim da novela! Vasco anuncia contratação de Luís Fabiano

luiz fabianoApós muitas negociações na China, Luís Fabiano e Vasco tiveram um desfecho positivo. O atacante de 36 anos conseguiu a rescisão com o Tianjin Quanjin e acertou a transferência para o clube carioca. O jogador foi anunciado nesta sexta-feira (17) como reforço Cruzmaltino.

Luís Fabiano, inclusive, até já havia sido inscrito pelo Vasco no Campeonato Carioca. Ele entrou no lugar de Éder Luís e estava somente esperando a rescisão para ficar totalmente regularizado.

Fabuloso havia renovado automaticamente o vínculo com os chineses até o fim de 2017, mas possuía um acordo verbal com o Tianjin para a ruptura. No entanto, o artilheiro não abria mão de receber bonificações atingidas e foi pessoalmente ao país asiático negociar as premiações.

Luís Fabiano chega como o reforço de maior peso do Vasco para a temporada e pode ser considerado o “presente de Natal” (bem) atrasado que o presidente cruzmaltino, Eurico Miranda, havia prometido.

O dirigente, aliás, já tinha demonstrado otimismo na contratação do experiente jogador no dia da apresentação do meia Wagner, cravando que ele atuaria no clube caso voltasse ao Brasil.

O atacante também estava na mira do Santos e da Ponte Preta, equipe que o revelou e que ele já manifestou que deseja encerrar a carreira.

Na China, Luís Fabiano teve um bom desempenho e fez 23 gols em 29 jogos, tornando-se o artilheiro do Tianjin Quanjian na temporada.

Uol

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Cauã Reymond deixa elenco da próxima novela do Walcyr Carrasco na Globo

Cauã ReymondCauã Reymond, nome disputadíssimo na Globo, pediu para não fazer a próxima novela de Walcyr Carrasco, substituta de “A Força do Querer” na faixa das 21h e com estreia prevista para outubro. Pediu e foi atendido, confirma a emissora.

Como justificativa para não integrar o elenco, Cauã alegou ter realizado vários trabalhos seguidos na casa, e, principalmente, o compromisso já assumido com novas produções para o cinema.

Trata-se de um desfalque importante, é verdade, por se tratar de um protagonista, e por ainda não existir ninguém fechado para o seu lugar. A Teledramaturgia pretende escolher este novo nome nos próximos dias.

O projeto que levou Cauã a recusar a novela do Walcyr é sobre a vida de Dom Pedro I, que ele irá protagonizar e também produzir, com direção de Laís Bodanzki. As locações serão no Brasil e na Europa.

*Colaboração de José Carlos Nery

Uol

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Cena polêmica de Grazi Massafera em novela repercute na web

Nova cena de sexo de Grazi Massafera em “Verdades secretas” que foi ao ar na noite desta terça-feira, 8, voltou a repercutir na web. A atriz, que interpreta Larissa na novela das 23h da Globo, apareceu com os seios à mostra em sequência polêmica transando com outro viciado em crack em uma cracolândia em troca de droga.

“Fortes demais essas cenas, hein! Tadinha da Larissa”, comentou um internauta no Twitter. “Não temos mais elogios para parabenizar a entrega da Grazi nessas cenas. Fundo do poço é pouco”, escreveu outra telespectadora da trama.

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Os internautas, além de comentarem as cenas polêmicas, voltaram a elogiar a atuação de Grazi Massafera na novela de Walcyr Carrasco. “Grazi Massafera até drogada, largada e mal tratada é bonita! Qual o segredo?”, perguntou uma fã no Twitter. “Grazi MAssafera arrasando como atriz”, elogiou outra.

Grazi Massafera em cena polêmica de Verdades secretas (Foto: Twitter/ Reprodução)Grazi Massafera em cena de “Verdades secretas”: polêmica
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Comentários em rede social (Foto: Twitter/ Reprodução)Comentários em rede social sobre Grazi Massafera
EGO

Fernanda Montenegro dá polêmica declaração contra Cristãos e novela promete coisa pior…

fernandaA repercussão negativa da cena de beijo gay entre as personagens das atrizes Fernanda Montenegro e Nathalia Timberg na novela Babilônia tem causado um rebuliço na TV Globo, que prepara uma reação para alavancar a audiência de seu produto.

Fernanda Montenegro concedeu uma entrevista à revista Veja e afirmou que o boicote feito à novela é uma espécie de “caça às bruxas”, e que essa reação do público não era esperada.

“Não esperávamos essa reação. A situação toda do país está muito extremada, na discussão política e sobre comportamento. Todos temos o direito de se posicionar. Não tiro o direito de ninguém. O problema é a radicalização desse pensar e no que ele pode se transformar. É caça às bruxas, de todos os lados”, disse Fernanda Montenegro.

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odiagospel

Em Solânea a novela continua, e mais uma moto e tomada por assalto nesta quinta

motoNa noite desta quinta-feira (13), uma moto CB 300 foi tomada por assalto na Rua Alfredo Bandeira próximo ao DETRAN em Solânea no brejo paraibano. O jovem Elson parou em frente a uma lanchonete quando foi abordado por um indivíduo armado que o rendeu e levou a sua motocicleta. Em uma ação rápida da polícia na viatura 5348 comandada pelo Cabo Miranda, a moto foi recuperada após ter sido abandonada na Rua Panorâmica local mais conhecido por Curral do Gado. Só esta semana já foram roubadas cinco motos entre Bananeiras e Solânea.

 

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Redação/TV WEB CIDADE

Em lançamento de plano contra o tráfico de pessoas, ministra diz que realidade é pior que novela

Foto: Elza Fiuza/Agência Brasil
Foto: Elza Fiuza/Agência Brasil

O governo federal lançou, na manhã desta terça-feira (26), um plano para enfrentar a questão do tráfico de pessoas no Brasil.

O 2º Plano de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas busca criar ações para fiscalizar e conscientizar sobre a importância das denúncias.

No evento, o  governo também divulgou um relatório com dados sobre o tráfico de pessoas no Brasil. O documento mostra que as denúncias relacionadas ao tráfico de pessoas no país aumentaram.

Em 2011, houve 35 denúncias no disque 100. Em 2012, esse número cresceu para 141 (alta de 400%).

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O crescimento das denúncias nesse ano se deu devido à exposição do tema na mídia. De acordo com a ministra Maria do Rosário (Secretaria de Direitos Humanos), a novela “Salve Jorge”, da TV Globo, ajudou na conscientização das pessoas.

“Temos políticas contra o tráfico de pessoas desde 2006, mas precisamos que elas estejam conscientes disso”, declarou. Na novela, brasileiras são exploradas sexualmente na Europa.

Porém, para a ministra Eleonora Menicucci (Secretaria de Políticas para as Mulheres), a realidade é muito mais pesada do que a ficção. “Isso que tem passado na novela é muito pouco. A situação é muito mais grave, alarmante e preocupante”, disse.

Plano prevê lei específica

Entre as metas do plano está a criação de uma lei específica para tipificar o crime do trafico pessoas. “Na lei, só existe a previsão da exploração sexual e sabemos que há outros tipos de tráficos de pessoas. Precisamos conversar com o Congresso para aperfeiçoarmos a nossa legislação,” disse o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo.

De acordo com a ministra Maria do Rosário, tipificar o crime faz parte da convenção de Palermo, no qual o Brasil faz parte.

“Precisamos ficar atentos a estas outras formas. Trabalho escravo, violência contra LGBT, adoções ilegais de crianças. Precisamos ficar atentos”, declarou.

O plano também visa criar campanhas de conscientização e capacitação de profissionais para lidar com a questão.

“Há um despreparo por parte de profissionais da saúde e da segurança para lidar com as vítimas”, afirmou Menicucci.

Uol

Fim da novela: Carlos Eduardo assina com o Flamengo por 18 meses

Carlos Eduardo será o novo camisa 10 doFlamengo (Foto: Diego Ribeiro)
Carlos Eduardo será o novo camisa 10 do
Flamengo (Foto: Diego Ribeiro)

No meio da tarde desta quinta-feira, em Porto Alegre, uma assinatura de Carlos Eduardoem um papel timbrado do Flamengo finalizou a novela sobre o destino do meia. O jogador, que pertence ao Rubin Kazan, será emprestado por 18 meses ao Rubro-Negro. Através de seu site oficial, o clube confirmou o acerto e informou que estão marcados para esta sexta-feira os exames médicos.

Aos 25 anos e revelado pelo Grêmio, Carlos Eduardo decidiu retornar ao Brasil para oxigenar a carreira e mira uma vaga na Seleção para a Copa do Mundo de 2014. Tão logo o desejo do retorno foi exposto, Santos, Flamengo e Fluminense entraram nas negociações. Posteriormente, o Inter também procurou o empresário do atleta, Jorge Machado.

O Santos desistiu primeiro. Depois da contratação de Felipe, o Fluminense também se afastou, e Carlos Eduardo preferiu o Flamengo ao Inter. Ele deve ser apresentado na sexta-feira.

Desde 2010 – entre opções do treinador do Rubin Kazan e uma grave tendinite no joelho direito que o atrapalhou durante quase dois anos – o meia disputou apenas 13 partidas e fez dois gols.

Ele assumirá a camisa que foi eternizada por Zico. O número 10, utilizado pelo atacante Nixon nas duas primeiras rodadas do Carioca, estava sem dono desde a saída de Ronaldinho Gaúcho. A última vez do número em campo havia sido em 26 de maio do ano passado, na segunda rodada do Brasileirão.

Carlos Eduardo é a quinta contratação do Flamengo em 2013. Antes dele chegaram o zagueiro Wallace, ex-Corinthians, o lateral-esquerdo João Paulo, ex-Ponte, o volante Elias, ex-Sporting, e o meia Gabriel, ex-Bahia.

 

 

Globoesporte.com

Carolina Dieckmann desabafa: ‘Saio dessa novela exaurida emocionalmente’

carolina-deickmanCarolina Dieckmann está verdadeiramente cansada emocionalmente depois de viver a personagem Jéssica de Salve Jorge, da Globo. Na trama, a garota carioca foi enganada com uma suposta proposta de trabalho no exterior e, chegando lá, descobriu que foi traficada para se prostituir na cidade de Capadócia, capital da Turquia.

Em uma entrevista cedida ao jornal Estadão, deste domingo (20), a atriz confessou que a energia negativa de Jéssica a pegou de jeito e que ela está muito cansada, tendo perdido até mesmo a vivacidade da pele. Carol declarou que o sofrimento da personagem a afetou.

“Saio dessa novela exaurida emocionalmente. No espelho vejo que estou marcada pela Jéssica. Tem olheira, tensão, tristeza, um cansaço que não é comum. É de trabalho difícil, árduo. Não só de volume, mas de entrega.”, revelou ao jornal.

Pelos planos de Gloria Perez, a personagem traficada morreria no 18º capítulo da novela, mas os planos mudaram e ela permanece na trama até esta terça-feira (22), quando Lívia (Claudia Raia) aplica uma injeção letal na garota por ela ter descoberto todos os seus planos. A ‘esticada’ na vida de Jéssica foi para tentar aumentar os índices de audiência da trama que tem marcado bem menos pontos que sua antecessora, Avenida Brasil.

Carolina também confessou que chorou muitas vezes durante a novela, principalmente após gravar a cena que a personagem é violentada.

“Tenho me habituado a fazer cenas difíceis e ficado mais íntima dessa emoção. Mas não digo que ficou mais fácil. Quando fiz Três Irmãs, uma novela de surfista, eu estava exausta, mas ótima, queimada de sol. Poderia emendar outra novela que eu estava incrível. Eu saio dessa novela um pouco marcada. Acho que vou precisar de um tempinho para a tez da pele mudar. Não estou pegando sol. Isso faz muita diferença para mim. Não tenho aquele cotidiano saudável. Estou muito aqui dentro (no estúdio) e estudando quando estou em casa. E tem uma tristeza que acompanha, porque tudo o que leio é triste. Isso marca. A vida não está fácil. Mas eu vou me reerguer.”

Agora, ela está com um novo trabalho engatado e vai ter de encarar o set de filmagem do longa metragem Julio Sumiu, filme que ela começa a rodar este mês. O novo trabalho, que também conta com Lília Cabral e Fiuk no elenco, foi uma publicação escrita pelo casseta Beto Silva que fala, entre os temas, sobre a família brasileira, tráfico de drogas e prostituição.

O fuxico

Censura impediu morte de herói de novela para que ele não virasse mártir

Dina Sfat, Jardel Filho e Juca de Oliveira, personagens principais de "Fogo Sobre Terra" (1974)
Dina Sfat, Jardel Filho e Juca de Oliveira, personagens principais de “Fogo Sobre Terra” (1974)

Dentre as novelas de Janete Clair, “Fogo sobre Terra” (1974) foi uma das mais censuradas. Liberada apenas um ano depois de escrita, o folhetim sobre a construção de uma hidrelétrica ia contra os recentes investimentos da ditadura nesse tipo de matriz energética. Itaipu começaria a ser construída em janeiro de 1975 e causaria desapropriações além de desastres ambientais como a destruição do Parque Estadual de Sete Quedas, no noroeste do Paraná.

Os censores achavam que a trama se tornaria uma “conclamação à revolta”, especialmente por conta de seu protagonista, Pedro Azulão (Juca de Oliveira), um líder comunitário que queria evitar que a cidade fictícia de Divineia fosse inundada. A autora havia previsto para o último capítulo a cena da inundação em que o protagonista se deixaria morrer afogado pelas águas da barragem, mas a censura impediu com medo que ele virasse mártir.

“Em ‘Fogo sobre Terra’, a censura queria que a Janete não fizesse a inundação, pois consideravam a cena um estímulo à população para protestar contra a construção de novas represas. Mas não queriam registrar isso, pedindo que a alteração parecesse uma ideia da autora. Como não quiseram assumir a orientação, prosseguimos com a sinopse original”, contou o ex-superintendente de produção e programação da Globo, José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, o Boni.

Pedro Azulão, portanto, acabou não morrendo. Nem a ideia inicial de Janete, que decidiu aplicar o mote à personagem Nara (Neuza Amaral), que se recusa a abandonar a cidade e é tragada pelas águas em sequência que, segundo os produtores, foi emocionante.

Janete também programara uma rebelião popular em Divineia, na qual Azulão sairia como herói. A censura enxergou no episódio uma apologia à guerrilha e obrigou a autora a puni-lo com prisão por seu ato.

“’Fogo sobre Terra’ teve problemas do início ao fim, o que obrigou Janete a reformular a novela algumas vezes (comprometendo a coesão da trama). Mesmo após 12 capítulos inutilizados, a censura foi impiedosa, mas a capacidade criativa de Janete Clair superou as incômodas interferências”, conta o autor e doutor em teledramaturgia brasileira e latino-americana pela USP, Mauro Alencar.

Quem dá mais detalhes sobre a perseguição a Pedro Azulão é seu intérprete, Juca de Oliveira, em entrevista exclusiva por e-mail. Leia:

UOL – Seu personagem era uma espécie de líder comunitário que a censura encarou como subversivo. Eles pedem diversas vezes para interferir no comportamento desse personagem. Você lembra exatamente o que teve que mudar ao interpretá-lo?

Juca de Oliveira – Meu personagem era um camponês, líder natural da sua gente, caipira, boiadero de Divineia, cidade fictícia do Mato Grosso. A ditadura da época tinha pavor de que se repetisse aqui a revolução cubana, um movimento a partir do campo, e via fantasmas em todas as cenas. O Pedro Azulão seria, no imaginário deles, um eventual modelo de Fidel a ser seguido pelos camponeses brasileiros. Uma enorme bobagem. Daí a frequente perseguição dos censores ao pobre Pedro. Vivíamos em pânico. Janete Clair se desdobrava pra aprovar cena por cena, argumentando, tentando convencer aquela gente de que Pedro Azulão era só um boiadeiro simplório apaixonado por sua terra e não um guerrilheiro comandado por Guevara. Um dia, em plena gravação, um assessor da Globo que estivera numa tumultuada reunião na censura entrou apavoradíssimo pelo estúdio aos gritos: “Tem que prender o Pedro Azulão! Pedro Azulão não pode continuar solto por aí!”. A fantasia se misturava à realidade. Não entendo onde a Janete, o Boni, o Avancini, encontraram forças pra continuar. Nós mesmos, os atores, estávamos permanentemente preparados para a prisão. Muitos adotavam o sábio conselho de Mário Lago: “Nunca deixa de ter no bolso sabonete, pasta e escova de dente, porque por lá a higiene é precaríssima…” Depois de tudo isso dá pra acreditar que ainda hoje tem uma meia dúzia de idiotas clamando pelo controle da liberdade de imprensa?

  • Arte/UOL

A novela retratava a construção de uma usina hidrelétrica e a consequente desapropriação de uma pequena cidade. Enquanto isso, era construída a hidrelétrica de Itaipu. Por que os militares viram paralelos com a realidade na novela?

Janete era, além de excepcional escritora, uma ambientalista. Já naquela época, décadas antes de Belo Monte, ela já prenunciava a tragédia das hidrelétricas sobre o homem e o meio ambiente. Não havia nada de político no conflito entre os dois irmãos, mas luta pela preservação ambiental.

Qual era o problema que a censura via na relação entre os personagens Pedro Azulão e Chica Martins [Dina Sfat]?

Chica era uma mulher livre, uma cabocla segura de si e independente. Os militares, além de terríveis reacionários, eram também moralistas e a visão deles sobre a mulher não comportava umaa personagem íntegra como aquela. Pra eles a mulher devia cuidar do tanque e do fogão e só!

Por que a Janete Clair chegou a mandar um documento aos censores reclamando das dificuldades em escrever “Fogo Sobre Terra”? Em que a história original mudou até o final?

Janete foi uma heroína. Brigou, lutou com todas as armas de que dispunha. A censura era tacanha, mas Janete, inteligentíssima, usava também de muita astúcia e quase sempre conseguia dribla-los. E acabava impondo a sua mensagem e a sua ideia absolutamente na íntegra.

O público percebia essas mudanças que ocorriam? Mesmo a novela sendo uma obra aberta, há certas mudanças que tiram o sentido da trama… Rolava muito isso?

Não, a luta contra a censura era uma luta de bastidores. Sabia-se da censura, mas não se conheciam os detalhes.

Os protagonistas das novelas da Janete Clair não eram necessariamente galãs. Eram homens, como dizia meu avô, “da lida”, ou seja, que trabalhavam na terra. Pedro Azulão (ao que parece) era um desses. Por que esse perfil do herói mudou?

COMO PESQUISAR SOBRE CENSURA?

  • Divulgação/Arquivo NacionalBasta marcar horário pelo fone 0/xx/61-3344-8242; o Arquivo Nacional fica no Setor de Indústrias Gráficas, Quadra 6, Lote 800, em Brasília

O protagonista é parte da história. Se a história se passa no campo, na lida, o protagonista deve ser o espelho dessa realidade. A sociedade muda. Em 1970, aproximadamente a metade da população vivia no campo. Hoje, no Estado de São Paulo, por exemplo, 94% da população vive nas cidades e apenas 6% no campo. Claro que a ambientação das novelas também segue essa contingência.

Nas novelas de hoje, quem manda são as mulheres, em especial as vilãs. Você acha que um Pedro Azulão faria sucesso hoje em dia?

O sucesso de um ou uma personagem depende do talento dos artistas envolvidos no processo de criação. Nada é previsível. A tentativa de repetir o sucesso, de copiar, dá sempre em desastre. Uma vilã ou uma freira, se houver verdadeiros talentos envolvidos, dará certo. Ao contrário, qualquer vilã afundará como um prego.

Que novela que você fez ultimamente que vc acha que nunca seria aprovada na época da censura?

“Avenida Brasil”.

 

Uol

Fluminense encerra ‘novela Conca’ sem proposta e com meia frustrado na China

Sonho de todos os tricolores, Dário Conca não vestirá a camisa do Fluminense em 2013. Com contrato com o Guangzhou Evergrande-CHI até o fim de 2015, o jogador forçou uma barra para sair do clube chinês, mas a diretoria carioca não comprou a ideia e a ‘novela’ se encerra sem que houvesse uma única proposta oficial.

O desfecho negativo, inclusive, deixou o jogador bastante frustrado. O meia havia gastado cerca de R$ 300 mil para trazer alguns pertences pessoais para o Rio de Janeiro, tamanha a confiança que tinha em defender o Fluminense em 2013. Além disso, o jogador já havia comprado um novo carro e escolhido um apartamento na Barra da Tijuca.

Entretanto, todo o investimento foi em vão. O Fluminense não fez sequer uma única proposta oficial alegando que os valores estavam altos e que não haveria dinheiro suficiente para tamanho investimento. “Não houve proposta pelo Conca, e ele se reapresenta normalmente ao Guangzhou”, disse, rapidamente, Marcos Motta, advogado que representa os interesses do jogador, sem querer comentar a frustração do meia.

O diretor executivo Rodrigo Caetano diz que o Tricolor tinha o interesse na repatriação, mas sempre soube que se tratava de algo muito difícil de se concretizar. Segundo o dirigente, o Fluminense segue de olho no atleta, mas desde que o meia consegua a liberação junto aos chineses.

“Conversamos com o atleta e os responsáveis pelas tentativas de negociação, mas foi tudo muito difícil neste momento. Sempre reafirmamos nosso interesse no retorno do jogador, mas desde que ele resolvesse sua situação com o time chinês. Isso não aconteceu. Vamos ficar por aqui aguardando”, afirmou o dirigente ao [B]UOL Esporte[/B].

Destaque do tricampeonato brasileiro, Conca sempre estará ligado ao Fluminense. Entretanto, seu retorno ao clube não ocorrerá em 2013. Os torcedores terão que esperar um pouco mais para voltar a ver seu ídolo argentino com a camisa das três cores.

Uol