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Novo ataque a tiros deixa nove mortos nos Estados Unidos

Um novo ataque a tiros deixou ao menos nove mortos, incluindo o atirador, e 16 pessoas feridas na cidade de Dayton, em Ohio, nos Estados Unidos. O tiroteio ocorreu apenas algumas horas depois de um incidente semelhante em El Paso, no Texas, que resultou em 20 mortes.

“O atirador morreu. Há também outros nove mortos. Pelo menos outras 16 pessoas foram levadas para hospitais da área com lesões”, anunciou o Departamento de Polícia de Dayton. “Tínhamos agentes nas imediações quando começou este tiroteio, pudemos agir e dar fim a ele rapidamente”, acrescentou.

Dez pessoas, incluindo um suspeito, foram mortas no domingo (04 de agosto) em um tiroteio em Dayton, Ohio, e pelo menos outras 16 foram levadas para hospitais com ferimentos, segundo a polícia.
Dez pessoas, incluindo um suspeito, foram mortas no domingo (04 de agosto) em um tiroteio em Dayton, Ohio, e pelo menos outras 16 foram levadas para hospitais com ferimentos, segundo a polícia. – Reuters/Direitos Reservados

A polícia afirmou que o ataque começou por volta de 1h (horário local) e que o FBI (departamento federal de investigação dos Estados Unidos) está ajudando na investigação. O tiroteio ocorreu no bar Ned Peppers, a oeste do centro de Dayton. “Todo nosso pessoal está a salvo e nossos corações estão com todos os envolvidos enquanto verificamos as informações”, publicou o bar na sua conta do Instagram.

A polícia acredita que a ação foi conduzida por apenas um atirador e ainda não identificou o suspeito e os motivos do ataque. O tiroteio ocorreu num bairro histórico da cidade de 140 mil habitantes, onde estão localizados diversos bares, restaurantes e teatros. A região é considerada segura pelas autoridades.

“É um incidente muito trágico e estamos fazendo de tudo que podemos para investigar e tentar descobrir a motivação por trás disso”, afirmou o tenente-coronel da polícia, Matt Carper.

O porta-voz do hospital local de Miami Valley, Terrea Little, confirmou que a unidade estava atendendo 16 vítimas. Alguns vídeos e fotos foram divulgados nas últimas horas nas redes sociais, nos quais supostamente se vê o atirador e se escutam os disparos de um fuzil.

Ataque em El Paso

O ataque em Ohio ocorreu algumas horas depois de um jovem de 21 anos abrir fogo num supermercado em El Paso, no Texas, deixando pelo menos 20 mortos e outros 26 feridos. Autoridades investigam a hipótese de o ataque ter sido um crime de ódio. Em um manifesto, o suspeito teria afirmado que a ação era uma resposta à suposta invasão latina no Texas.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, condenou o tiroteio em El Paso e disse que “não só foi trágico”, como também “um ato de covardia”. Em uma semana, já são três tiroteios nos Estados Unidos. No domingo passado, quatro pessoas morreram, incluindo o atirador, e 15 ficaram feridas, em Gilroy, Califórnia.

*Com informações das agências Deutsche Welle e RTP.

 

 

agenciabrasil

 

 

Pais de bebê de nove meses estuprada na Paraíba são presos

Foram presos na tarde desta quinta-feira (30), os pais da criança de 9 meses  que morreu após ser estuprada, em Soledade, no Cariri paraibano. Eles foram presos no município de São José do Sabugi.

Segundo informações policiais, eles foram  levados para a delegacia de Polícia Civil de Soledade para que o delegado responsável tome as providências cabíveis.

A criança morreu após ter convulsões e ser levada para o Hospital de Soledade. Exames cadavéricos apontaram que ela foi estuprada antes de morrer.

 

Portal WSCOM

 

 

MC Sapão, de 40 anos, morre de pneumonia após nove dias no CTI

A assessoria de imprensa do funkeiro Jefferson Fernandes Luiz, mais conhecido como MC Sapão, de 40 anos, confirmou a morte do artista na tarde desta sexta-feira, 19. Ele estava internado há nove dias no Hospital municipal Rocha Faria, em Campo Grande, na Zona Oeste do Rio, onde deu entrada no último dia 10 de abril com um quadro de pneumonia. Porém, o cantor foi transferido na última quinta-feira para o Hospital dos Servidores do Estado, onde não resistiu às complicações da doença.

Em nota oficial, enviada á imprensa às 17h20, a assessoria informou a morte. “É com grande pesar que informamos o falecimento do cantor MC Sapão”.

Assim que souberam da morte do funkeiro, amigos e parentes foram ao hospital consolar a viúva Alessandra Fernandes, que passou o tempo todo ao lado do marido em seus últimos dias.

Estado era grave até quinta-feira

Segundo o boletim enviado pela assessoria de imprensa do funkeiro na tarde de quinta-feira, o estado dele era “estável, porém grave”. No dia anterior, o cantor apresentava o quadro de saúde “grave e instável”.

MC Sapão: morto aos 40 anos
MC Sapão: morto aos 40 anos

A nota informava ainda que os quatro filhos do cantor não podiam visitar o pai na UTI. Sapão deixa quatro filhos: Pedro, de 15 anos, Kevin, de 12, Odara, de 10, e Brisa, de 7. Apenas a mulher, Alessandra Fernandes, estava em contato com o artista, dando suporte ao marido enquanto enfrentava a enfermidade. Ela também ajudava em casa, aos filhos, que ficaram sabendo da gravidade do estado de saúde do pai pela internet, através da imprensa.

Mc Sapão estava sem plano de saúde quando teve que ser internado, segundo a nota.

Sucesso com o hit “Vou desafiar você”, Sapão deu entrada na unidade no último dia 10 de abril com quadro de pneumonia. Ele contraiu pneumonia durante as viagens por causa da turnê “Deixa ela dançar”.

 

extra

 

 

Justiça defere mais nove pedidos para mudança de gênero no RG mesmo sem cirurgia

A Justiça da Paraíba deferiu, nessa quarta-feira (4), mais nove pedidos de mudança de sexo jurídico no registro civil de pessoas transexuais que não passaram por cirurgia de transexualização. Agora, mais de 11 pessoas transexuais já foram beneficiadas com o mesmo entendimento.

A decisão sobre as determinações foi do juiz titular da Vara de Feitos Especiais da Capital, Romero Carneiro Feitosa. Segundo o juiz, nos casos em que o transexual já foi submetido à cirurgia para modificação do seu sexo, a jurisprudência já admitia a alteração, não só do nome, mas também do gênero registral.

Agora, com entendimento do Superior Tribunal de Justiça (STJ), também vem sendo permitido a mudança também do gênero, sem a necessidade de transgenitalização, como ocorreu com os paraibanos.

“O sexo é físico-biológico, caracterizado pela presença de aparelho genital e outras características que diferenciam os seres humanos entre machos e fêmeas. O gênero, por sua vez, refere-se ao aspecto psicossocial, ou seja, como o indivíduo se sente e se comporta, frente aos padrões estabelecidos como femininos e masculinos a partir do substrato físico-biológico”, disse o juiz.

Outras decisões

Em 2016, segundo o Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), a juíza Michelini Jatobá atuou na Vara de Feitos Especiais de Campina Grande e autorizou a mudança do gênero masculino para o feminino de uma pessoa trans, argumentando que a cirurgia de transgenitalização não deve ser apreciada como um requisito indispensável para a retificação do gênero no documento.

Já em junho deste ano, o juiz da Vara de Feitos Especiais de Campina Grande, Marcos Jatobá Filho, reconheceu o direito de mudança de gênero no registro civil de nascimento a um transexual sem que ele tenha feito cirurgia de mudança de sexo.

Na decisão, o juiz reconheceu que o transexual possuía, desde a puberdade, uma real identidade de gênero com o sexo oposto. Diante das provas, ele considerou possível a alteração desejada sem o prévio ato cirúrgico.

Outro magistrado que também vem determinando mudanças de sexo jurídico no registro civil de pessoas transexuais é Marcos Aurélio Pereira Jatobá Filho que, em suas decisões, fundamenta, a partir de estudos da psiquiatra e da psicologia, que há um descompasso entre o sexo anatômico e o psicológico do indivíduo transexual.

No dia 2 deste mês, o juiz Romero Carneiro julgou procedente a mudança de sexo jurídico no registro civil de uma pessoa transexual que não passou pela cirurgia de transexualização.

portalcorreio

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Nove batalhões de Polícia Militar na Paraíba têm mudança no comando

(Foto: Jhonathan Oliveira/G1)
(Foto: Jhonathan Oliveira/G1)

Nove batalhões de Polícia Militar da Paraíba tiveram mudanças em seus comandos. Conforme publicação na página 2 do Diário Oficial do Estado desta quinta-feira (2), o governador Ricardo Coutinho só não realizou mudanças em cinco batalhões. Na prática, a medida do governador realizou uma troca nos comandos entre si na maioria dos batalhões.

O tenente-coronel Lamarck Victor Donato deixa o 1° Batalhão de Polícia Militar (BPM) em João Pessoa e assume o 2º BPM em Campina Grande. No lugar dele fica o tenente-coronel Carlos Roberto da Silva, que estava no 5º BPM.

O major Gilberto Felipe, que comandava o 2º BPM em Campina Grande, foi transferido para o 4º BPM, em Guarabira, no Agreste. Ele vai substituir o tenente-coronel Arilson Valério, que passa a comandar o 5 BPM em João Pessoa. Na mesma publicação, foi anunciada a exoneração do coronel Júlio Cesar Oliveira do 7º BPM. Assume o lugar dele o tenente-coronel Francisco Rubens, que estava no comando da Polícia Militar em Patos, no Sertão paraibano.

Em Patos, o comandante vai ser o major Douglas Ferreira, que era responsável pelo comando da Polícia Militar em Catolé do Rocha, também localizado no Sertão paraibano. O major Guimarães de Lacerda vai tomar conta do 12º BPM em Catolé do Rocha. Ainda houve apenas uma troca entre os comandantes do 6º BPM em Cajazeiras e do 13º em Itaporanga, ambas no Sertão.

G1 PB

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‘Operação Sem Divisas’ prende nove integrantes de quadrilha de explosões bancárias

As Polícias Civis da Paraíba e de Pernambuco realizaram, na manhã desta sexta-feira (27), a ‘Operação Sem Divisas’, que teve como objetivo o cumprimento de mandados de prisão em desfavor de suspeitos de integrar uma organização criminosa responsável pela prática de roubo qualificado, latrocínio tentado e explosões bancárias, entre outros delitos.

Em território paraibano, nove pessoas foram presas pelo cumprimento das ordens judiciais e também em flagrante, entre elas o vereador Moisés Marques Sousa, da cidade de Alcantil.

Foto: Secom/PB

Foto: Secom/PB

De acordo com o delegado da 2ª Superintendência de Polícia Civil na Paraíba, Luciano Soares, a ação de repressão qualificada teve como base investigações desenvolvidas de forma integrada.

“Paraíba e Pernambuco trocaram informações sobre os investigados e a consequência foi o deferimento dos mandados judiciais pela comarca de Macaparana. A Polícia Civil da Paraíba deu apoio à operação empregando 45 policiais. Destacamos a integração que deve existir entre as polícias judiciárias, principalmente aquelas que fazem divisa”, frisou a autoridade policial.

Foto: Secom/PB

Além da cidade de Alcantil, outras prisões foram realizadas em Campina Grande e Alagoa Grande. Durante as buscas, foram apreendidas três pistolas (.45, 9mm e 380), além de R$ 3 mil.

De acordo com a Polícia Civil de Pernambuco, as investigações tiveram início há aproximadamente nove meses e na operação foram empregados 245 policias de ambos os estados, para cumprimento de 45 mandados judiciais sendo 16 de prisão temporária, três de condução coercitiva e 26 de busca e apreensão.

Dos mandados de prisão decretados, três se relacionam a alvos que atualmente estão dentro do sistema penitenciário.

Na Paraíba, os presos em flagrante foram conduzidos para Central de Polícia de Campina Grande, onde permanecem à disposição do Poder Judiciário para audiência de custódia. Já os presos por cumprimento de mandado serão encaminhados para o estado de Pernambuco.

Secom-PB

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Fumacê contra dengue começa a operar na segunda em nove cidades da PB

fumaceA Secretaria de Estado da Saúde (SES) anunciou nesta sexta-feira (6) que vai executar a primeira Operação Fumacê (UBV) do ano, para combater o mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya. O serviço vai operar no período de 9 de janeiro a 2 de fevereiro, em nove municípios. Veja abaixo a programação.

De acordo com a Saúde, a ação tem como objetivo bloquear a reprodução do mosquito. O fumacê é um composto de óleo mineral que mata qualquer tipo de mosquito, além de não apresentar qualquer risco à saúde das pessoas, conforme garantido pela Secretaria.

Em Mamanguape, Aroeiras, Soledade, Taperoá, Alagoa Grande, Esperança e Queimadas, a ação começa nesta segunda-feira (9); em Santa Cecília será no dia 10 e em Rio Tinto, no dia 12. Em cada município a ação ocorrerá em quatro semanas. O calendário do fumacê nos demais municípios será definido de acordo com o resultado do Levantamento do Índice Rápido para Aedes aegypti (LIRAa).

Programação do fumacê

Esperança, Mamanguape, Alagoa Grande e Queimadas – dias 09, 16, 23 e 30 de janeiro
Soledade e Taperoá – dias 09, 12, 16 e 19 de janeiro
Aroeiras – dias 09, 11, 16 e 19 de janeiro
Santa Cecília – dias 10, 13, 17 e 20 de janeiro
Rio Tinto – dias 12, 19 e 26 de janeiro e 02 de fevereiro.

Motivos

De acordo com a gerente executiva de Vigilância em Saúde da SES, Renata Nóbrega, a escolha dos municípios se deu por critérios técnicos. “Foram levados em consideração o índice de infestação do mosquito, os casos de óbitos em decorrência das doenças transmitidas pelo Aedes e também os casos suspeitos das doenças registrados no sistema Dengue Online”, explicou.

Renata lembra que a ação ocorrerá durante todo o ano de 2017, de acordo com o LIRAa. “A partir do resultado do LIRAa e incidência das três doenças, serão definidos os próximos municípios e as datas para a Operação Fumacê”, falou.

O LIRAa é realizado pelos Agentes de Controle de Endemias (ACEs) dos municípios e é considerado um instrumento fundamental para orientar as ações de controle das doenças. O levantamento identifica os bairros onde estão concentrados os focos de reprodução do mosquito e os tipos de recipientes com água parada, que servem de criadouros mais comuns. A pesquisa proporciona informação qualificada para atuação das prefeituras nas ações de prevenção e controle, permitindo a mobilização de outros setores, além das secretarias de saúde, como os serviços de limpeza urbana e abastecimento de água.

O LIRAa de 2017 está previsto para acontecer nos meses de janeiro (de 30 a 03/02); abril (de 24 a 28); julho (de 03 a 07) e outubro (de 23 a 27). O Ministério da Saúde assegurou aos municípios 60% dos recursos do teto de vigilância em saúde, para o primeiro semestre. O valor restante (40%) será repassado conforme o cumprimento das metas estabelecidas pelo Ministério.

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Nove entre dez brasileiros atribuem a Deus sucesso financeiro

feNove entre dez brasileiros dizem que seu sucesso financeiro se deve a Deus, mostra pesquisa Datafolha.

A porcentagem supera 90% entre os religiosos, é de 70% entre os sem religião e aparece até mesmo entre os que se declaram ateus: 23% concordam com a declaração.

Quanto menor a escolaridade e menor a renda, maior a gratidão a Deus pelas conquistas terrenas.

Ainda assim, são 77% os graduados que atribuem responsabilidade divina às finanças, e 7 entre 10 entre os que têm renda mensal acima de 10 salários mínimos (R$ 8.800, pelo valor atual).

DINHEIRO DOS OUTROS

A disparidade de opinião entre os mais e menos escolarizados, ou entre os mais e menos ricos, fica ainda mais ampla quando se trata do dinheiro dos outros.

Um terço de quem fez até o ensino fundamental e 28% dos que ganham até R$ 1.760 por mês concordam com a frase “As pessoas pobres, em geral, não têm fé em Deus, e por isso não conseguem sair dessa situação”.

Em contraposição, são apenas 9% os graduados que atribuem pobreza à falta de fé, mesmo índice dos que ganham mais de R$ 8.800.

O Datafolha ouviu 2.828 brasileiros maiores de 16 anos selecionados por sorteio aleatório, em amostragem representativa da população.

Feita em 174 municípios, a pesquisa tem margem de erro de 2 pontos percentuais para mais ou para menos (nível de confiança de 95%).

RELIGIÃO E ECONOMIA

As origens da pobreza e as soluções para ela são vistas de forma diferente pelos dois principais grupos cristãos do país: católicos e evangélicos –termo que, no Brasil, designa os protestantes históricos, os pentecostais e os neopentecostais.

Há uma parcela maior (28%) de evangélicos que acham que é a falta de fé em Deus que impede os pobres de deixarem essa condição.

E enquanto a caridade é a solução mais citada pelos católicos, para os evangélicos a melhor saída para os pobres é levá-los para a igreja, segundo pesquisa do Instituto Pew com 2.000 brasileiros.

A prática, porém, é outra, mostram os dados. Os protestantes são mais ativos não apenas em arrebanhar fiéis para suas igrejas (43% deles, contra 14% dos católicos).

Eles também fazem mais caridade (63%, contra 45% dos católicos) e suas igrejas ajudam a achar emprego para seus membros (56%, contra 35% dos católicos).

NOVO CAPITALISMO

“Os evangélicos estão muito mais conectados com a experiência cotidiana”, diz o professor de antropologia da Unicamp e pesquisador do Cebrap Ronaldo de Almeida.

“Essa ligação com a vida prática gera ânimo, disposição, e isso não é pouca coisa, principalmente num momento de crise”, afirma Almeida.

Assim como o protestantismo foi capaz de apoiar o progresso financeiro e o lucro no início da modernidade, as religiões evangélicas conseguiram atualizar seus costumes e hábitos para se adaptar ao novo capitalismo mundial.

“O discurso de que os fiéis são capazes de ‘se virar’, virar patrões de si mesmos, cria um outro ‘éthos’ adequado a momentos de precariedade.”

A Igreja Universal do Reino de Deus, que reúne 8% dos evangélicos, organiza cursos de empreendedorismo e programas de geração de renda: a maioria absoluta (57%) de seus membros ganha até dois salários mínimos por mês.

A Universal é a maior representante do grupo neopentecostal, cuja teologia da prosperidade defende o sucesso material nesta vida como bênção divina, que é estimulada pelo dízimo.

Apesar de ter parcela maior de fiéis mais pobres, a Universal é a que recebe o maior valor médio mensal de seus membros, segundo a pesquisa Datafolha.

São R$ 96,5 por mês, contra R$ 70,3 da Assembleia de Deus (21% dos evangélicos) e R$ 95,8 dos batistas (segunda maior igreja evangélica, com 13% desse grupo).

Com informações da Folha de SP.

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Governo do Rio parcela salários de novembro em até nove vezes

Givaldo Barbosa 27.out.2016/Agência O Globo
Givaldo Barbosa 27.out.2016/Agência O Globo

O governo do Rio anunciou que vai pagar em até nove parcelas os salários de novembro de uma parte dos servidores ativos, inativos e pensionistas. O depósito ocorrerá entre os dias 23 de dezembro e 17 de janeiro. A medida foi adotada porque, com receitas em queda e desequilíbrio fiscal, o Estado não tem dinheiro para quitar seus compromissos.

Já os funcionários ativos e inativos da área de Segurança receberam os vencimentos integralmente ontem, 16. São policiais civis e militares, bombeiros e agentes penitenciários. Na quarta-feira, 14, foi feito o pagamento para os servidores ativos da Educação.

De acordo com o governo, os valores totais pagos representam 59,8% da folha de novembro, que é de R$ 2 bilhões. O Estado informou ainda que os servidores que ganham os menores salários terão os vencimentos quitados integralmente já nas parcelas iniciais.

A primeira parcela, que será paga no dia 23, tem valor estimado em R$ 370. No dia 29 serão depositados R$ 270; em 03 de janeiro, aproximadamente R$ 250; em 05 de janeiro, aproximadamente R$ 350; em 09 de janeiro, aproximadamente R$ 500; em 11 de janeiro, aproximadamente R$ 350; em 12 de janeiro, aproximadamente R$ 2.900; em 13 de janeiro, aproximadamente R$ 1.300. Por último, quem tem valores restantes a receber têm o depósito no dia 17 de janeiro. Os valores são aproximados porque dependem da receita efetiva de tributos que entrará nos próximos dias nas contas estaduais.

O governo fluminense estima que em 3 de janeiro 71% da folha estará quitada, com 56,4% dos servidores pagos integralmente. O Estado ponderou que o calendário só será cumprido se não houver bloqueios das suas contas, como tem ocorrido nos últimos meses.

Entre os dias 12 e 16 de dezembro foram bloqueados R$ 84 milhões pela União. Nos próximos dias 19 e 20, serão bloqueados mais R$ 66 milhões. “Os bloqueios são contratuais pelo não pagamento da dívida. O calendário divulgado considera os bloqueios mencionados”, explicou o governo em nota.

Estadão

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Queda de receita já atinge pagamento do funcionalismo em nove Estados

COELHO/FRAMEPHOTO/FRAMEPHOTO/ESTADÃO CONTEÚDO
COELHO/FRAMEPHOTO/FRAMEPHOTO/ESTADÃO CONTEÚDO

A crise financeira que afeta os Estados levou os governos a adotar medidas que afetaram o pagamento de servidores em pelo menos nove unidades da federação. Entre as medidas estão as demissões de funcionários; atraso, escalonamento ou parcelamento nos salários; redução de vencimentos do primeiro escalão e a falta de reposição anual da inflação.

Nos casos mais graves até agora, os governos de Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul tomaram medidas drásticas e decretaram estado de calamidade pública, após cortes de gastos e atrasos em salários. Ambos alegam que estão falidos e pedem socorro federal.

No Rio, o governo havia quitado, até a sexta-feira (18), apenas o pagamento de outubro de 85% dos servidores. O salário está sendo pago em sete parcelas.  Até o dia 5 de dezembro, o Estado promete fazer outros quatro depósitos quitando os débitos, desde que não haja bloqueio das contas.
No Rio Grande do Sul, além de problemas em pagar salários, o governo diz que não há perspectiva de depositar o 13º do funcionalismo.

O governo também anunciou um pacote de medidas que preveem a privatizações, extinção de órgãos e demissão de servidores.

Os Estados da Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Espírito Santo, Tocantins, Paraná, Pará, Alagoas, Amazonas, Santa Catarina, Mato Grosso do Sul, Piauí, Rondônia, Acre, São Paulo e Pernambuco, além do Distrito Federal, mantiveram o calendário de pagamento, embora alguns deles enfrentem alguma dificuldade ou tenham implementado medidas de controle de gastos.

Salários divididos ou escalonados

A crise levou o governo de Minas Gerais a mudar a tabela de pagamento. O novo calendário –anunciado em outubro– criou o parcelamento dos salários de quem ganha mais de R$ 3 mil em três vezes. Em dezembro, por exemplo, os pagamentos serão feitos entre os dias 12 e 23. Já os servidores que ganham até R$ 3 mil vão receber o salário no oitavo dia útil em dezembro (dia 12). O pagamento do 13º e calendário para 2017 ainda serão definidos.

Segundo o governo, a folha custa R$ 3 bilhões ao mês, e por conta da crise, não foi possível conceder reajustes — a data-base dos servidores era 1º de outubro. “Estamos tentando de todas as maneiras superar essa fase mais difícil das finanças do Estado, afetando o mínimo possível a vida dos servidores. Essa escala é a forma que encontramos para penalizar menos quem ganha menos”, afirmou o secretário de Planejamento e Gestão, Helvécio Magalhães.

No Rio Grande do Norte, o governo também está pagando os salários de forma fracionada, com intervalos também extensos. Os servidores da educação e dos órgãos que possuem receita própria são os únicos que recebem dentro do mês trabalhado. Até o dia 11 do mês subsequente, são pagos os demais que recebem até R$ 4 mil. Já os servidores das faixas maiores estão recebendo em datas não fixas, sempre no fim de cada mês. “A mudança na tabela de pagamento ocorre em virtude dos efeitos da crise econômica que continua atingindo fortemente as finanças do Rio Grande do Norte. A frustração acumulada de receitas até 30 de setembro chegou a R$ 367 milhões se comparada ao previsto no orçamento para 2016”, afirma o governo.

No Amapá, os servidores recebem o salário em duas parcelas desde março. Em novembro, por exemplo, 40% dos vencimentos finais dos servidores foram pagos no dia 10. O Tribunal de Justiça julgou no mesmo dia uma ação do MP (Ministério Público Estadual) e decretou ilegal a divisão dos salários e determinou pagamento integral. O governo justificou a divisão dos salários por conta das perdas de quase R$ 600 milhões em 2016 e disse que iria procurar reverter a decisão. “Os repasses do FPE [Fundo de Participação dos Estados] têm sido insuficientes para cobrir o valor da folha de pagamento estadual e honrar as dívidas”, informou.

Em Roraima também há salários pagos de forma escalonada entre os servidores e, em nos casos dos maiores vencimentos, o valor ainda é repartido. A divisão dos valores atingiu os que ganham entre R$ 1.251,00 e R$ 5.999,00 –que no mês passado receberam os salários nos dias 11 e 30. Os que ganham até R$ 1.250 receberam em uma só parcela. Já os servidores que recebem a partir de R$ 6.000 receberam apenas em novembro os salários referentes a setembro.

“O Estado sofreu perda de mais de R$ 107 milhões de FPE. Esse déficit aumenta com o repasse do duodécimo aos Poderes, cujo valor de R$ 52 milhões, é fixo e não sofre a variação de queda do FPE. Com isso, o caixa do Tesouro tem frustração acima de R$ 150 milhões, o que compromete o andamento da máquina, com pagamentos de despesas e investimentos, afetando, agora, a folha de pagamento dos servidores”, informou o Estado.

Em Sergipe, os salários –que eram pagos dentro do mês trabalhado– começaram a ter pagamento mais tardio. Este mês, por exemplo, os vencimentos dos servidores foram depositados de forma escalonada entre categorias, com conclusão no dia 11.

Em Goiás, o governo também está pagando os servidores em duas etapas: até o último dia do mês trabalhado recebem os que ganham até R$ 3,5 mil. Até o décimo dia do mês seguinte, são pagos os servidores que recebem acima desse valor.

No Mato Grosso, o governo adotou pagamento de forma escalonada desde abril. Em outubro, apenas os funcionários com remuneração líquida de até R$ 3 mil receberam no último dia do mês. Os demais, receberam no último dia 10. O percentual de servidores que demoraram a receber o salário aumentou, já que para folha de setembro o escalonamento atingiu apenas o que recebiam mais de até R$ 6 mil.

Problemas, mas sem mudar calendário

Em Alagoas, o pagamento de servidores não mudou na atual gestão, mas os salários são pagos em duas faixas: a primeira, que inclui os menores vencimentos, no último dia útil do mês; enquanto os salários acima de R$ 2.500 são pagos no dia 11. O Estado também não concedeu o reajuste anual, previsto por lei para maio, a nenhuma categoria.

No Acre também não houve atraso. Mas, em julho, o governador Tião Viana (PT) reduziu o seu salário e o dos secretários em 20%. No ano passado, o número de cargos comissionados foi cortado em 30%. Segundo Viana, o Estado perdeu mais de R$ 300 milhões em receita este ano em repasses do governo federal.

Em Rondônia, os servidores receberam o salário de outubro no dia 27, porém, em 2016, não houve reajuste. “No cenário econômico atual não vislumbra crescimento na receita e, portanto, inviabiliza qualquer medida que aumente os gastos públicos”, informou, em junho.

No Tocantins, o governo anunciou, no último dia 10, a demissão de aproximadamente 2.000 servidores, entre comissionados e contratados –o que deve dar uma economia de R$ 136,6 milhões nos próximos dois anos. No mesmo dia, um outro decreto, reduziu a jornada dos servidores de oito para seis horas até o dia 30 de abril de 2017.

Uol

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