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‘Nós Podemos Paraíba’ ganha adesão da prefeitura de Arara; já são 102 cidades

Beatriz Ribeiro com o prefeito de Arara
Beatriz Ribeiro com o prefeito de Arara

O município de Arara é o novo participante do movimento Nós Podemos Paraíba, da Fundação Solidariedade. O prefeito da cidade, Eraldo Fernandes, e um representante da secretaria de Educação do município, Jurandir Ernesto, estiveram nessa quinta-feira (22) para firmar o acordo com a presidente da Fundação Solidariedade e diretora-executiva do Sistema Correio, Beatriz Ribeiro. Ela ressaltou a importância da municipalização do movimento e que este é o 102º município a aderir aos Oito Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, em parceria com a Fundação.

O prefeito de Arara, Eraldo Fernandes, afirmou que a adesão ao programa vai contribuir com o desenvolvimento do município. “Para a gente vai ser um programa inovador e temos o compromisso de acolher, ser parceiro e fazer as coisas certas. A exemplo de municípios vizinhos como Remígio e Bananeiras, não queremos ficar atrás e tentar fazer até melhor. Estamos chegando e o que for preciso fazer para a educação, a saúde e o social, estamos disponíveis. Sabemos que é benéfico para a sociedade, para o município”, disse o prefeito.

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O técnico da Secretaria de Educação de Arara, Jurandir Ernesto, acompanhou o prefeito e detalhou como será a participação do município no programa. “Com a parceria com a Fundação Solidariedade, vamos levar esse trabalho ao conhecimento do público e implementar metas como a redução da evasão escolar, aumento do índice Ideb, combate ao trabalho infantil, elevar o número de crianças vacinadas, melhorar a acessibilidade nas escolas e reduzir a mortalidade infantil. Com essas ações práticas pretendemos cumprir os 8 Objetivos do Milênio”, afirmou Jurandir.

Por Jornal Correio/ Julio Silva

Nice Almeida – Todos a favor, menos nós

 

Sem dúvida alguma quando o assunto é aumento salarial nossos parlamentares são muito ágeis. Não gente! Não estou falando de aumento de salário mínimo, aquele suado que nós – pais e mães de família – recebemos depois de um mês inteiro cheio de sacrifício. Estou falando do aumento salarial deles mesmos, os parlamentares.

Em João Pessoa o reajuste já foi aprovado. E pasmem meus caros leitores o aumento é de, nada mais nada menos, que R$ 7.439 mil. Eles vão passar de um salário de R$ 9.280,00 para um de R$ 16.719,00. Significa um reajuste de 80%, sem contar que o número de vereadores na Câmara Municipal também vai aumentar de 21 para 27 parlamentares.

Com o reajuste o salário dos vereadores pessoenses, em 2013, corresponderá a 75% do salário de um deputado estadual, que ganha atualmente R$ 22.292 mil, segundo contracheque divulgado pelo deputado estadual Raniery Paulino (PMDB), em maio deste ano.

E é aí onde mora o perigo porque o aumento no salário dos parlamentares gera um efeito cascata. Na medida em que o salário dos deputados federais aumenta, o dos estaduais sobe junto levando às alturas, também, o dos vereadores e não apenas os da capital, mas de todos os municípios que podem aprovar nas devidas Casas Legislativas os seus próprios salários.

Os parlamentares, claro, acham muito justo esse aumento salarial, afinal de contas eles ‘são muito merecedores’. Trabalham demais, quase não recebem benefícios. São tantos auxílios paletós, meias e cuecas que eles nem devem conseguir somar o tamanho da conta de seus adiantamentos, por isso, só pensam mesmo nos salários.

Enquanto isso…

Na total contramão dessa realidade onde vereadores terão reajuste de 80% nos seus salários estamos nós, ‘pobres mortais’. Enquanto os parlamentares pessoenses vão passar de um salário de R$ 9,2 mil para R$ 16,7 mil, nós ‘cidadãos de papel’ vamos ganhar um reajuste no nosso salário mínimo de apenas 7%. Em 2013, de R$ 622 vamos passar a ganhar R$ 667,75.

Considerando que o preço do trigo subiu elevando, consequentemente, o pãozinho nosso de cada dia e todos os derivados da farinha de trigo, considerando que os planos de saúde têm seus valores reajustados anualmente, considerando que as passagens de ônibus também sobem anualmente, considerando que o gás de cozinha, o aluguel, a cesta básica e vários outros itens sofrem reajuste todos os anos…

…nós já imaginamos para quê vão dar esses ricos R$ 45,75 de aumento que vamos ter em nosso digníssimo salário mínimo.

O texto é de inteira responsabilidade do assinante

Emir Sader: Nós e eles, a viagem de Dilma aos EUA

Terminada a segunda guerra, Octávio Mangabeira beijou as mãos do presidente dos EUA, Harry Truman, que visitava o Brasil. Instaurada a ditadura militar, Juracy Magalhaes, ministro de Relações Exteriores, adaptando a frase da General Motors, afirmou: “O que é bom para os EUA é bom para o Brasil.” Logo apos os atentados de 2001 nos EUA o então ministro de Relações Exteriores do Brasil, Celso Lafer, se submeteu a tirar os sapatos para ser controlado em um aeroporto dos EUA. Os três são da mesma linhagem tucano udenista, sombras que deixamos para trás.

As relações entre o Brasil e os EUA mudaram, porque mudamos nós e porque o mundo está mudando. A Presidenta que chega hoje aos EUA é uma mulher, que lutou contra a ditadura militar que os EUA promoveram e apoiaram, eleita por seu antecessor, um operário que colocou o Brasil no caminho da soberania e do respeito internacional.

Não importa se o tratamento que eles deram ao seu aliado canino há poucos dias, foi pomposa, cheia de reconhecimentos e salamaleques. Que eles se abracem na decadência anglosaxã. Temos certeza que eles trocariam imediatamente esse apoio caquético por uma aliança estratégica conosco, se estivéssemos dispostos a isso.

Mas não estamos. Temos uma política externa independente, digna, que brecou o projeto norteamericano da Área de Livre Comercio das Américas (ALCA), que rejeita Tratados de Livre Comércio com os EUA, que privilegia a América Latina e seus projetos de integração regional, que prefere as relações com o Sul do mundo que com o Norte.

Não estarão na mesa os grandes temas da política internacional nas reuniões de Dilma com Obama. Porque sobre eles nós temos posições irreversivelmente antagônicas – Cuba, Irã, Palestina, crise econômica interacional, entre tantos outros.

Serão relações bilaterais, sobre temas particulares, entre uma potência decadente e uma potência emergente. Uma que projeta o mundo do século XX e outra que reflete o novo mundo, o do século XXI. Ninguem tem dúvidas qual delas tem projetada uma tendência descendente no novo século e qual tem uma tendência ascendente. Ninguém tem dúvidas que o século norteamericano ficou para trás e o novo século já é o século do Sul do mundo. Como representante desse mundo é que Dilma viaja hoje, digna, com a força moral da nossa soberania, aos EUA.

Publicado no Blog do Emir