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Jornalista Rubens Nóbrega lança livro nesta segunda-feira na sede da OAB/João Pessoa

Atualmente, escreve coluna diária no “Jornal da Paraíba”, onde comenta assuntos diversificados – da política ao relato de histórias de pessoas do povo.

O jornalista Rubens Nóbrega, que tem uma trajetória marcante na imprensa paraibana, lança nesta segunda (3), às 18 horas em João Pessoa, na sede da OAB, o livro “Histórias da Gente” (All Print Editora, 217 páginas).

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Ex-editor do Correio da Paraíba, onde também exerceu a função de “ombudsman”, com passagens por “O Norte” e outros veículos e pela Asssessoria de Comunicação Social da Universidade Federal da Paraíba, Rubens Nóbrega foi presidente da Asssociação Paraibana de Imprensa, sucedendo ao jornalista Nonato Guedes, na década de 80. Atualmente, escreve coluna diária no “Jornal da Paraíba”, onde comenta assuntos diversificados – da política ao relato de histórias de pessoas do povo.

Também se destacado pelas suas posições críticas em relação a governos estaduais e municipais, sempre cobrando transparência e informações sobre aplicação de recursos. Mantém um público cativo de leitores e um círculo de informantes que abastecem os seus comentá rios de notícias inéditas e atualizadas.

Nascido em João Pessoa, Rubens Nóbrega foi radicado em Bananeiras, no Brejo paraibano, onde viveu dos 4 aos 14 anos de idade. Foi nesse tempo que fez muitas amizades, colheu inúmeras histórias e vivenciou outras antas. É naquela cidade que se desenrolam histórias como a de Chico da Rádio, Seu Duca, Giel e o famoso Jejé.

Os enredos tratam de amores e dissabores, narrativas do cotidiano, reimaginadas no estilo de ficção pelo colunista do JP. Ele diz num depoimento a André Cananéa, divulgado hoje no Jornal da Paraíba, que sente a necessidade de dosar ficção com fatos reais para poder dar verossimilhança às histórias.

É o cao, por exemplo, do texto dedicado à Revolução de 30. Depois de mergulhar numa extensa pesquisa sobre o período, ele idealizou como seria a história real se Pernambuco invadisse a então Parahyba da época, a partir de desafetos do presidente João Pessoa, que foi asssinado em 26 de julho de 1930 por João Dantas, seu adversário po lítico.

A história, publicada originalmente em capítulos no Correio da Paraíba, foi fundamentada em tantos detalhes reais que convenceu muita gente, a ponto do autor receber um convite para debater sobre o assunto no Instituto Histórico e Geográfico Paraibano. Rubens explica que procura ser fiel ao linguajar do interior.

“Procuro escrever igual aos personagens do livro, dando a eufonia correta das pronúncias regionais”, revela. Outras histórias são inéditas. Um dos prefaciadores do livro, o professor Neroaldo Pontes, ex-reitor da Universidade Federal, salienta que a obra reúne histórias que são da gente de Rubens, “mas também são as histórias da gente”.

O escritor alagoano Ronaldo Monte assina outro prefácio e ressalta a destreza do jornalista em reconstituir episódios do tempo em que viveu em Bananeiras. A capa traz uma imagem da antiga estação de trens daquela cidade, foto datada de 1925 e publicada num jornal inglês que está exposto no Steam, o museu da f amosa ferrovia Great Western, em Swindon, a 310 quilômetros de Londres, e foi identificada por um paraibano que enviou a reprodução do jornal para o ex-prefeito da cidade paraibana, Ramalho Leite, que a cedeu para Rubens Nóbrega.

 

 

Fonte: GiroPB