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Prefeitos que não pagam, vão pagar

artigonice

Chegou o fim do ano. O clima nas cidades e entre os cidadãos é um só: desejo de felicidades, boas expectativas e o sonho de dias melhores. O ano de 2012 foi atípico, foi um ano de eleições e a escolha de novos gestores, apesar da descrença da grande maioria, ainda é um momento que nos renova as esperanças no sentido de acreditar que a política, um dia quem sabe, pode ser diferente.

Só que, em alguns municípios paraibanos, falar em sonho e esperança é um tanto difícil, principalmente para os servidores públicos. Sem receber 13º salário e, em alguns casos, sem sequer receber os salários do mês, cidadãos que se deslocaram de suas casas para depositar nas urnas um voto de confiança nos políticos estão com os corações cheios de tristeza, descrença e decepção.

Tenho acompanhado, por exemplo, o caso de Solânea onde algumas categorias estão ‘saboreando’, mais uma vez, o gosto amargo de um ‘vinho vagabundo’ que só trouxe uma enorme ressaca e dor de cabeça no dia seguinte. Esse ‘vinho vagabundo’ nada mais é que a ausência de dinheiro no bolso e a falta de ter um bom motivo para comemorar o fim de ano, já que o pagamento do 13º salário é um artigo não encontrado nas lojas.

Mas, não se iludam, Solânea não é o único município com esse ‘privilégio’. Em Casserengue, servidores foram surpreendidos com cortes feitos no pagamento do 13º salário. Pessoas que deveriam, por exemplo, receber cerca de um mil reais receberam menos de R$ 600. Isso sem falar nos que não receberam nenhum centavo. Diz-se que o problema será solucionado, mas a essa altura do campeonato, como acreditar em promessas?

A pior situação da região, pelo que fiquei sabendo, se encontra no município de Arara. Lá, me informaram, servidores públicos estão há três meses sem receber nada, que dirá 13º. Como imaginar Natal e Ano Novo para esses pais e mães de família que devem estar vivendo momentos de desespero total nesse momento?

“Faltou comida na mesa dos servidores municipais neste Natal”, assim resumiu a secretária do Sindicato dos Servidores Municipais de Sapé, Nadja Romualdo. Lá são cerca de 600 funcionários que não receberam 13º e nem os salários de dezembro.

A segunda maior cidade da Paraíba, Campina Grande, apesar de seu tamanho, não fica fora dessa lista. A Rainha da Borborema tem vivido dias, inclusive, de paralisação de servidores que afirmam não terem recebido 13º salário e outros que dizem estar com seus proventos atrasados há três meses, a exemplo do que ocorre em Arara.

Esses são ‘pequenos’ exemplos já que não temos notícias e nem podemos acompanhar todos os municípios do Estado.

O que esperamos, é que os eleitores fiquem de olho no que está acontecendo agora para que, no futuro, eles não venham a colocar a frente de cargos municipais ou estaduais, essas mesmas pessoas que têm feito tanta gente sofrer neste fim de ano. Somente excluindo de uma vez por todas essas pessoas da vida pública é que poderemos transformar essa realidade e fazer, de alguma forma, esses gestores pagarem o mal que estão fazendo.

Que venha 2013

Estamos nos despedindo de mais um ano. O meu desejo para todos vocês que me leem, e para os que não me leem também, é que 2013 venha recheado de saúde, paz, amor e harmonia. Que a mensagem sempre deixada no Natal e que a simbologia do nascimento de Cristo nos mostre que somente o amor é capaz de salvar e de mudar o mundo. E, que os ensinamentos deixados por Jesus, sejam colocados em prática por todos nós durante todos os dias do ano que está chegando.

Férias

Esse mês de janeiro será de férias! Momento de descanso e de aproveitar bastante a família. E, para que esse momento seja aproveitado na íntegra, também ficarei alguns dias sem renovar meus artigos. Volto em fevereiro esperando que a realidade dos municípios citados acima e, de outros que não citei, seja diferente e que os servidores municipais tenham conseguido recuperar o que foi perdido.

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Nice Almeida – E o escolhido foi… o FPM

Ele foi criado com o objetivo de contribuir para o aumento das finanças dos estados e dos municípios e, até então, era tido como a solução para muitos problemas nas prefeituras. Mas eis que de repente… o que havia sido considerado uma espécie de herói passou a ser o grande vilão da história.

De repente… não mais que de repente, como se tivessem ensaiado um mesmo discurso, a grande maioria dos prefeitos paraibanos começou a colocar a culpa de todos os problemas de suas prefeituras no Fundo de Participação dos Municípios (FPM).

Demissão em massa dos prestadores de serviço e comissionados: culpa da redução no repasse do FPM. Atraso nos salários dos servidores: culpa da redução no repasse do FPM. Falta de pagamento aos fornecedores: culpa da redução no repasse do FPM.

Depois de quatro, ou até oito anos de governo para os que estão no segundo mandato, apenas agora alguns gestores paraibanos perceberam a crise, somente com a proximidade do fim de seus comandos eles ficaram sabendo que não têm dinheiro em caixa.

 A pergunta que não quer calar é: para onde foi toda aquela abundância divulgada por alguns durante a campanha eleitoral?

Sem ter muitas explicações para a quebradeira existente na sua prefeitura, alguns prefeitos encontraram a vítima perfeita para crucificar: o FPM.

Pena é que a matemática financeira de algumas prefeituras não bate com a da ONG Transparência Municipal.

Vejam bem:

De acordo com a Transparência Municipal, em dezembro de 2011 os municípios paraibanos receberam R$ 159.493.920 milhões. O valor subiu para R$ 180.549.909 milhões previstos para serem repassados agora em dezembro de 2012.

A pedido

Pediram-me para falar sobre o processo de transição em Solânea. Hein? Onde? Quando? Como? E por acaso está existindo transição em Solânea minha gente? Até onde eu saiba só se for transição de malas!

Pra fechar

Que as palavras que eu falo não sejam ouvidas como prece e nem repetidas com fervor, apenas respeitadas como a única coisa que resta a um homem inundado de sentimentos. Porque metade de mim é o que ouço, mas a outra metade é o que calo. (Oswaldo Montenegro)

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Nice Almeida – E dizem por aí que a violência diminuiu

 

Ouvi dizer por aí que a violência diminuiu. As afirmações são, na maioria das vezes, baseadas em dados que medem o indicador de homicídios. E num país onde se mede a violência pelo número de assassinatos não se pode esperar muita coisa. É como se nós estivéssemos tomando como base apenas tabelas vazias que serão, mais tarde, preenchidas com muita dor e sofrimento.

É preciso entender que a violência não é apenas um índice. Ela é um substantivo que deixa consequências sérias e um rastro de sangue que mancha não apenas a carne, mas também a alma.

Pior! Nesse país violência é quase um sinônimo de pobreza material. Sim. Fala-se em violência e as pessoas já associam o ato a alguém que vem de família pobre, que não estudou ou que vive em comunidades carentes (as chamadas favelas).

Não minha gente! A violência no nosso país ultrapassou barreiras. Hoje ela está entre todos e nos lugares mais inesperados. Isso porque algumas pessoas mais abastadas, daquelas que acreditam que porque têm dinheiro podem tudo, usam seu ‘prestígio’ para fazerem o que querem.

Estamos vivendo tempos de guerra, onde pessoas que vão a uma igreja se deparam com bandidos e são assaltadas e assassinadas. Onde se coloca um filho numa escola particular achando que lá ele estará mais seguro e ele é agredido por colegas que, se valendo de um porte físico maior e mais forte, se acham no direito de agredi-lo só porque ele é menor. Onde pais de família são obrigados a fechar seu comércio mais cedo para não serem surpreendidos.

É preciso que nós cidadãos olhemos a violência de outro modo, com outros olhos. É necessário que nós passemos a observá-la de dentro para fora. Temos que saber, por exemplo, se não são os nossos próprios filhos os causadores de atos violentos. E, se forem, precisamos puni-los da forma mais adequada para que não sejamos nós as suas próximas vítimas.

Cobrar das autoridades o combate a violência é uma atitude correta. Mas será que não é de dentro de nossas casas que estão saindo futuros agressores, assassinos, estupradores. Está na hora de parar de achar que o combate a violência é uma obrigação apenas dos governantes porque essa atitude é nossa também.

Se formos nós os agressores temos que ser punidos, independente da classe social. E, se formos nós os agredidos, não podemos ter medo de denunciar, não podemos calar. Assim também se combate a violência.[bb]

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Nice Almeida – Meu pequeno grande Lucas

 

Há exatos 11 anos a minha vida começava a operar de forma inversa. Tudo passou a funcionar ao contrário. Depois de um parto muito complicado, pela interseção de Nossa Senhora e a misericórdia de Deus, eu recebia a graça de ir para casa levando nos braços o meu pequeno Lucas. Naquele momento, vendo aquele ser tão frágil achei que começaria em minha vida o momento onde eu iria ensinar. Foi o contrário!

Foi ele quem passou a me dar lições diárias de como a vida deve ser vivida.

Ele me ensinou a apagar a luz ao sair do quarto;

Ele me ensinou a desligar o computador ao terminar de usá-lo;

Ele me corrigiu quando soltei uma frase gramaticalmente errada;

Ele deu um ‘tapinha’ na minha boca quando eu falei um palavrão;

Ele passou praticamente a noite inteira acordado verificando a minha temperatura quando estive doente;

Ele me ligou pedindo pra eu não me preocupar, pois já havia tomado remédio, feito compressas e controlado a própria febre;

Ele me liga várias vezes por dia pra saber se está tudo bem enquanto estou no trabalho;

Ele me ensinou a dizer ‘eu te amo’ dezenas de incansáveis vezes ao dia;

Ele me ensinou que o lixo pode ser reciclado e me deu uma tremenda bronca quando joguei um papel no chão;

Ele me ensinou que aquelas coisas velhas que a gente não usa mais podem ser doadas para quem precisa;

Ele olhou pra mim e disse: “mãe a senhora é a melhor cozinheira do mundo”, mesmo quando estávamos comendo apenas arroz com feijão;

Ele me ensinou a juntar as minhas mãos e rezar, e dizer a Deus o quando somos gratos por termos um ao outro, o quanto somos gratos pela nossa existência e pelos nossos dias de vida.

O meu pequeno grande Lucas é o responsável pelo meu crescimento, pela minha maturidade adquirida. Foi ele quem me ensinou o verdadeiro e mais sublime amor. Aquele que só mãe e filho sabem sentir.

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Nice Almeida – A obra de Maranhão

Sabe aquele ditado que diz: “criei cobra pra me morder”? Nesse momento não há nada que se encaixe melhor para o ex-governador José Maranhão!

Alguns anos atrás Maranhão comprou briga com Ronaldo Cunha Lima e ficou com o PMDB para ele. Seus seguidores o apoiaram e ele, por três vezes, conseguiu comandar o Estado da Paraíba representando a sua sigla.

O que o ex-governador não imaginava – acredito eu – é que anos mais tarde esses mesmos seguidores viessem a desejar o seu ‘sepultamento’ dentro do partido.

Sem mandato, sem cargo federal, sem nada – politicamente falando – o que resta para Zé Maranhão é o mais óbvio: ser presidente do partido que ele nunca deixou de comandar e conseguir, mais uma vez, decidir sobre a nova eleição. Agora a de 2014, já que na Paraíba nem termina um pleito e já se começa a pensar no próximo.

O problema é que os índios da tribo ‘PMDBjós’ não querem mais que ele seja o cacique. Defendem renovação partidária, defendem mudança, querem novos líderes. E, mais uma vez, o PMDB racha. Vive momentos de briga intensa entre seus próprios membros.

Mas isso não é tão novo assim! É?

Desde o ano passado o PMDB vive uma guerra interna. Manoel Júnior queria porque queria ser candidato a prefeito de João Pessoa, Maranhão não deixou. Gervásio Maia Filho bateu boca com Maranhão durante uma reunião por conta do diretório de São Bento, Maranhão bateu o martelo e colocou um ponto final na discussão. Quem não se lembra disso?

O que me causa estranheza aí é Wilson Santiago que, vamos combinar, vivia pendurado na aba do ex-governador, se rebelar. Era um escudeiro fiel. Coisa mais difícil era ir a um evento de Zé Maranhão e não encontrar Santiago lá.

Quando Santiago teve que devolver a cadeira de senador a Cássio – a quem era de direito – o PMDB promoveu em sua sede uma entrevista coletiva à imprensa e quem estava lá bem do lado do ex-senador? Ele mesmo Maranhão! E agora…

Maranhão sempre mandou no PMDB. Isso não é e nem nunca foi segredo pra ninguém. E nunca, até agora, teve quem ‘ousasse’ vencer uma queda de braço travada com ele dentro do partido. O próprio Trocolli Júnior deixou a sigla por conta disso e depois acabou voltando.

Será que agora vai? Ou será que Maranhão vai novamente dizer: ‘rapaz, deixe disso. A casa é minha e quem estiver incomodado que se mude’.

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Nice Almeida – O fenômeno SandySeca

Há dias…

Não!

Há meses eu ouço um grito isolado de um cidadão paraibano que, sozinho, pede, implora por socorro. Ele é conhecido por muitos e luta por sua região já faz um bom tempo, pra falar a verdade desde que ingressei no mercado jornalístico que o conheço, de nome, por suas ‘peripécias’ em busca de ajuda para seu povo.

O padre Djacy Brasileiro se modernizou e ‘abraçou’ as redes sociais na tentativa incansável de ser ouvido por todos, principalmente pelas autoridades. E ele tem umas sacadas que vou dizer a vocês, são impressionantes.

Mais uma vez ele traz um fato pertinente para ser discutido. O furação Sandy que está devastando os Estados Unidos. E, como sempre, de maneira muito inteligente, ele nos mostra o quanto somos hipócritas.

Sim! Somos!

Enquanto ficamos horrorizados com a destruição dos Estados Unidos, nos calamos e vendamos nossos olhos para um fato tão destruidor quanto o fenômeno Sandy e que tem devastado a nós, a parentes nossos, a amigos nossos, a nossa região.

Tenho acompanhado, pelo twitter e pelos sites regionais, o apelo que Padre Djacy vem fazendo. São imagens impressionantes e assustadores, na verdade aterrorizantes mesmo.

Animais mortos, terra rachada, fome, sede, miséria!

E isso minha gente não está lá nos Estados Unidos. Está aqui, bem pertinho de todos nós. No nosso Sertão sofredor de pais e mães de família que acordam de manhã sem sequer ter um pão para oferecer a seus filhos.

Mas, como oferecer pão se lhes falta até mesmo a água para beber ou banhar-se?

Hoje, mais uma vez ouvi o grito isolado, triste e desesperado de Padre Djacy e ele diz:

“O Brasil se comove com as devastações causadas pelo o “sandy” americano, mas não está nem aí com as vítimas do “sandyseca” nordestino. Muitas pessoas rezando pelas vítimas do “sandy” americano,e por que não rezam ou oram pelas vítimas do “sandyseca” nordestino? Hipocrisia!”.

A certeza que temos é que a partir de hoje muitos brasileiros vão se comover e se mobilizar para mandar donativos para as vítimas do Sandy.

Enquanto isso, como o próprio Padre Djacy diz, vamos continuar nos esquecendo de socorrer os nossos irmãos, vitimas do SandySeca.

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Nice Almeida – 2012: O ano de Chiquinho

Ele era um homem reconhecido na cidade por sua postura como cidadão. Profissional brilhante, conquistou a grande maioria por sua forma humana como tratava seus pacientes e como os atendia de maneira completa sem fazer questão por dia ou hora.

Mas ele cometeu um erro grave: Francisco de Assis de Melo – o Dr. Chiquinho – decidiu entrar na vida política, um mundo cruel e capaz de levar um homem, mesmo de bem, ao fundo do poço, a depender de seu comportamento.

Todas as qualidades citadas acima levaram Dr. Chiquinho ao topo. Foi eleito prefeito do município de Solânea nas eleições de 2008 com 8.201 votos, ou seja, 52,88% da preferência dos eleitores. O seu adversário, à época, Kayser Rocha, ficou 892 votos atrás e conquistou apenas 47,12% do eleitorado (7.309 votos).

Pois bem! O tempo passou e tudo até que não ia muito ruim, pelo menos nos três anos de mandato. O silêncio imperava e Dr. Chiquinho conseguia se manter longe de escândalos geralmente vividos por grande parte dos políticos do Brasil e da Paraíba e com os quais os cidadãos brasileiros já não se surpreendem mais.

Até que 2012 chega e uma nuvem negra, escura, preta e pesada se forma sobre a cabeça do prefeito solanense.

O inferno astral de Dr. Chiquinho foi oficialmente iniciado no dia 28 de junho. Nesta data a Polícia Federal e o Ministério Público do Estado da Paraíba, com apoio da Controladoria-Geral da União, deflagraram a Operação Pão e Circo com objetivo de desarticular uma quadrilha que desviava recursos públicos em treze cidades paraibanas em valor superior a R$ 65 milhões de reais.

Quem estava entre os gestores acusados e detidos pela PF? Dr. Chiquinho, de Solânea. O fato foi noticiado pela imprensa inteira e gerou uma grande ‘confusão’ na cidade. Quatro dias depois do escândalo uma liminar concedida pelo Supremo Tribunal Federal o fez retornar para a cidade nos braços do povo e ser recebido com festa.

As coisas foram aparentemente se acalmando e quando o caso já estava quase caindo no esquecimento, ou não, um dos programas de maior audiência da televisão brasileira traz o fato novamente à tona. O Fantástico vem à Paraíba e produz uma ‘super-reportagem’ levando o escândalo ao conhecimento de milhões de brasileiros. Foi quando finalmente Dr. Chiquinho ficou conhecido em todo o território nacional. Pena que de forma negativa!

O tempo passou, ele voltou para prefeitura e, novamente, as coisas pareciam estar se acalmando e a nuvem negra sumindo da cabeça do gestor.

Que nada! Mais uma vez Dr. Chiquinho ia viver um fato que o colocaria na ‘boca do povo’. No último dia 4 (outubro), a menos de três meses para o fim do seu mandato, outro golpe: o juiz Osenival dos Santos Costa, da 48ª Zona Eleitoral, cassa o mandato do prefeito, acusado de compra de votos nas eleições de 2008.

A cidade novamente ficou em polvorosa!

Três dias depois da cassação e de seu afastamento imediato da prefeitura, uma liminar do Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba, o concede o direito de terminar o seu fatídico mandato. Sim, ele vai terminar o seu mandato porque eu duvido muito (é quase impossível) que o TRE julgue esse caso até dezembro.

Não pensem vocês que narrar todos esses fatos me deixa feliz. Sou solanense de nascença, de coração, de alma, de tudo. Amo demais minha cidade e a única coisa que desejo é ver os gestores que por ela passem façam bons mandatos, que eles governem para o povo e não apenas para um círculo vicioso que abrange apenas uma minoria de sanguessugas.

Fico mais triste ainda porque o Dr. Chiquinho que conheci foi aquele que descrevi lá no primeiro parágrafo. O homem íntegro, o profissional de caráter incontestável, o pai carinhoso, o chefe de família amoroso e dedicado, o cidadão preocupado com a saúde – em todos os sentidos – das pessoas as quais ele atendia.

A minha confusão, o meu questionamento é: o que aconteceu? O que mudou? Será que ele deixou de ter essas qualidades, ou será que foi o fato dele manter essas qualidades que o deixou chegar a isso? O que faltou? Será que faltou pulso firme? Faltou o murro na mesa e a frase: quem manda aqui sou eu?

Sei lá! Não sei!

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Nice Almeida – Acabou. Está decidido!

E finalmente, acabaram-se as eleições. Em 221 municípios paraibanos os prefeitos já são conhecidos. Apenas Campina Grande e João Pessoa só saberão o resultado no dia 28 de outubro, no segundo turno.

Foi uma trabalheira e tanta. O maior corre-corre. Ataques, defesas, neutralidade, mas está pronto. Acabou. Está decidido. Quem ganhou, ganhou e quem perdeu, não adianta ficar chorando e nem esperneando. É aceitar o resultado, enrolar a bandeira e seguir em frente.

Para quem ganhou, parabéns! Para quem perdeu, paciência, afinal eleição é assim mesmo, tem que ter um perdedor.

Mas o mais importante para os vencedores é: ATENÇÃO!  Bastante atenção senhores, pois o povo está de olho. Nada de vacilar, nada de decepcionar aqueles que em vocês confiaram. Sejam responsáveis com seus mandatos porque somos nós quem paga os vossos salários.

Prefeitura, senhores, não um brinquedinho que vocês usam até quebrar. Prefeitura é um ‘templo’ que pertence a toda a população. Somos nós os donos desse lugar e não vocês. Nós somos os vossos empregadores. Somos os vossos patrões. Por isso, tratem de nos obedecer e de nós cuidar.

Nossos municípios não são circos que servem para vocês se divertirem dando risadas de nossas caras, não somos palhaços. Somos vossos eleitores e exigimos respeito a partir de agora.

E, se caso de nós vos esquecerdes, o colaremos na guilhotina, afinal vossos mandatos duram apenas quarto anos.

Pra fechar…

Parabenizar os prefeitos eleitos em minha região: Douglas Lucena (em Bananeiras), Carlinhos (em Casserengue) e Beto do Brasil (em Solânea). Os eleitores que os elegeram – e os que não os elegeram também – esperam que vocês cuidem bem de seus municípios. Que Deus os dê sabedoria para fazer apenas o bem e que o orgulho e a arrogância se afastem de vocês. Manter a humildade é uma grande sabedoria e virtude. Cuidar de quem mais precisa é uma obrigação.

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Nice Almeida – Lei Eleitoral e bolo de chocolate

 

Infelizmente a Lei Eleitoral, neste momento, me impede de escrever exatamente o que sinto vontade de expressar. Por isso, em homenagem a essa legislação que me veta a liberdade de expressão, segue meu novo artigo:

Bolo de chocolate

Ingredientes:

1 xícara de manteiga

2 xícaras de açúcar

4 ovos

2 1/2 xícaras farinha de trigo com fermento

1 copo de leite

Cobertura:

1 lata de leite condensado

3 colheres de achocolatado em pó

1 lata de creme de leite

1 colher de manteiga

Modo de preparo:

Misture os ingredientes, bote numa forma untada com manteiga e trigo. Depois coloque no forno.

Por último, faça a cobertura.

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Nice Almeida – Todos a favor, menos nós

 

Sem dúvida alguma quando o assunto é aumento salarial nossos parlamentares são muito ágeis. Não gente! Não estou falando de aumento de salário mínimo, aquele suado que nós – pais e mães de família – recebemos depois de um mês inteiro cheio de sacrifício. Estou falando do aumento salarial deles mesmos, os parlamentares.

Em João Pessoa o reajuste já foi aprovado. E pasmem meus caros leitores o aumento é de, nada mais nada menos, que R$ 7.439 mil. Eles vão passar de um salário de R$ 9.280,00 para um de R$ 16.719,00. Significa um reajuste de 80%, sem contar que o número de vereadores na Câmara Municipal também vai aumentar de 21 para 27 parlamentares.

Com o reajuste o salário dos vereadores pessoenses, em 2013, corresponderá a 75% do salário de um deputado estadual, que ganha atualmente R$ 22.292 mil, segundo contracheque divulgado pelo deputado estadual Raniery Paulino (PMDB), em maio deste ano.

E é aí onde mora o perigo porque o aumento no salário dos parlamentares gera um efeito cascata. Na medida em que o salário dos deputados federais aumenta, o dos estaduais sobe junto levando às alturas, também, o dos vereadores e não apenas os da capital, mas de todos os municípios que podem aprovar nas devidas Casas Legislativas os seus próprios salários.

Os parlamentares, claro, acham muito justo esse aumento salarial, afinal de contas eles ‘são muito merecedores’. Trabalham demais, quase não recebem benefícios. São tantos auxílios paletós, meias e cuecas que eles nem devem conseguir somar o tamanho da conta de seus adiantamentos, por isso, só pensam mesmo nos salários.

Enquanto isso…

Na total contramão dessa realidade onde vereadores terão reajuste de 80% nos seus salários estamos nós, ‘pobres mortais’. Enquanto os parlamentares pessoenses vão passar de um salário de R$ 9,2 mil para R$ 16,7 mil, nós ‘cidadãos de papel’ vamos ganhar um reajuste no nosso salário mínimo de apenas 7%. Em 2013, de R$ 622 vamos passar a ganhar R$ 667,75.

Considerando que o preço do trigo subiu elevando, consequentemente, o pãozinho nosso de cada dia e todos os derivados da farinha de trigo, considerando que os planos de saúde têm seus valores reajustados anualmente, considerando que as passagens de ônibus também sobem anualmente, considerando que o gás de cozinha, o aluguel, a cesta básica e vários outros itens sofrem reajuste todos os anos…

…nós já imaginamos para quê vão dar esses ricos R$ 45,75 de aumento que vamos ter em nosso digníssimo salário mínimo.

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