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Avião da Chapecoense estava sem nenhum combustível ao cair, diz autoridade colombiana

aviao-lamiaO avião da Chapecoense estava sem nenhum combustível em seus tanques ao cair, afirmou nesta quarta-feira (30) Freddy Bonilla, secretário de Segurança Aérea da Colômbia. Ele apresentou resultados preliminares da apuração do acidente com o jato Avro RJ-85 da empresa aérea boliviana LaMia. No acidente, na madrugada de terça-feira (29), morreram 71 pessoas.

A constatação foi feita logo na primeira inspeção do acidente, que ocorreu em uma montanha de Medellín. Uma das linhas de investigação para a queda, segundo Bonilla, é ter havido pane seca, quando a falta de combustível faz parar os sistemas elétricos da aeronave.

Uma gravação divulgada pela imprensa colombiana nesta quarta mostra conversa entre um dos pilotos do voo em que ele pede prioridade à controladora de tráfego aéreo justamente em razão da falta de combustível. Bonilla afirmou que a equipe de investigação já tem todas as transcrições das conversas entre o voo da LaMia e o controle de tráfego aéreo.

O avião havia saído de Santa Cruz de la Sierra (Bolívia) e ia para o aeroporto José María Córdova, em Medellín. O avião havia sido fretado pela Chapecoense.

A tripulação do LaMia pediu prioridade para pouso às 0h48 (horário de Brasília). Mais tarde, declarou emergência.

Segundo Bonilla, o avião bateu em baixa velocidade contra a montanha, 250 km/h, o que permitiu ter havido sobreviventes –eles estavam em posições diferentes da cabine de passageiros, disse. Ele acrescentou que não recebeu, até o momento, denúncias de irregularidades contra a LaMía.

O secretário afirmou ainda que o plano de voo elaborado pela empresa aérea previa um voo direto entre Santa Cruz de la Sierra e Medellín, o que será objeto de investigação pelo governo colombiano. Isso porque a autonomia da aeronave, cerca de 3.000 km, era quase a mesma da distância entre as duas cidades. A legislação boliviana prevê que um avião tenha que ter combustível suficiente para chegar ao destino, a um aeroporto de alternativo e mais 45 minutos de voo.

G1

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‘Não teve nenhum sinal’, diz padre após tragédia em gruta no Tocantins

(Foto: CIOPAER/SSP)
(Foto: CIOPAER/SSP)

“Foi tudo muito rápido não pudemos fazer nada. Não teve nenhum sinal, nenhum tremor, apenas despencou.” As palavras são do padre Rivonaldo da Silva Santos, que rezou uma missa momentos antes de pedras que faziam parte do teto de uma gruta em Santa Maria do Tocantins começarem a cair. Dez pessoas morreram e outras sete ficaram feridas no desmoronamento, na manhã desta terça-feira (1°).

O governo do Tocantins decretou luto oficial de três dias por causa das mortes. O grupo de católicos, cerca de 50 pessoas, estava no local participando de uma celebração em comemoração ao Dia de Todos os Santos.

As vítimas são duas crianças e oito adultos, sendo sete mulheres e três homens. Um dos mortos era de Babaçulândia, três de Pedro Afonso, quatro de Itacajá e duas de fazendas da região. Os corpos foram levados para o IML de Pedro Afonso, também na região central do estado, mas serão encaminhados para Palmas, onde passarão por exames.

Segundo a Secretaria de Estado da Saúde, os feridos foram transferidos para o Hospital Regional de Pedro Afonso e Hospital Geral de Palmas (HGP). A gravidade dos ferimentos ainda não foi informada.

“Tinha terminado a missa fora do local. Os fiéis entraram lá para rezar o terço, eu ainda estava perto, mas estava de saída para outra comunidade. A gente fica triste porque é uma tragédia e não tem explicação, mas temos a convicção de que essas pessoas se encontram com o senhor. Foram acolhidas por Deus”, disse o padre.

Segundo o religioso, a tradição de rezar no local começou há cerca de 50 anos. “As pessoas vão ao local para pagar promessas e rezar o terço.” Ele disse ainda que não sabe se o local continuará sendo utilizado pelos fiéis, mas que pretende rezar a missa do sétimo dia nas proximidades da gruta, conhecida como Casa de Pedra e que fica em uma propriedade privada.

“O que resta é dar o conforto o consolo às famílias e a vida continua. Queremos fazer a missa próximo do local porque tem todo um significado. Sobre a devoção popular no local, a gente precisa ver a perícia e o relatório que serão feitos. Pode ser que o local corra risco e seja isolado”, completou.

Local foi escorado pelos bombeiros após desabamento (Foto: CIOPAER/SSP)Local foi escorado pelos bombeiros após desabamento (Foto: CIOPAER/SSP)

Entenda
Dez pessoas morreram no desabamento de rochas que formavam o teto uma gruta em Santa Maria do Tocantins, região central do estado, de acordo com o Corpo de Bombeiros. O acidente foi registrado na manhã desta terça-feira (1°). De acordo com a corporação, pelo menos 50 pessoas estavam na hora do desabamento celebrando o Dia de Todos os Santos.

A prefeita da cidade, Helen Rute de Freitas, disse que a gruta fica numa região conhecida como Casa de Pedra, a cerca de 10 quilômetros da cidade, e que a celebração é tradição entre os moradores. A missa, segundo ela, é realizada na frente da gruta, mas muitas pessoas entram no local para rezar e acender velas.

“Estavam todos rezando. Aí caiu o pedaço do teto em cima do povo. Tinha cerca de 15 pessoas no local onde caiu. Todo mundo saiu correndo e os parentes das vítimas ficaram lá gritando socorro”, relatou Wilson Mendes Rodrigues, testemunha que estava no local.

Vista área do local onde fica a gruta, em Santa Maria do Tocantins (Foto: CIOPAER/SSP)Vista área do local onde fica a gruta, em Santa Maria do Tocantins (Foto: CIOPAER/SSP)
Gruta desabou na região central do estado (Foto: Divulgação)Gruta desabou na região central do estado nesta terça-feira (Foto: Divulgação)
Fiéis na gruta no ano de 2005; celebração é tradição há mais de 50 anos na cidade (Foto: Unitins/NUTA/Divulgação)Fiéis na gruta no ano de 2005; celebração é tradição há mais de 50 anos na cidade (Foto: Unitins/NUTA/Divulgação)
G1

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Ano letivo 2017: governador garante que nenhum aluno, veterano ou novato, ficará sem vaga na rede estadual

ricardoO governador Ricardo Coutinho, do PSB, garantiu que a rede estadual de ensino na Paraíba disponibilizará vagas para todos os estudantes que queiram estudar e, para isso, antecipou o período de matrículas dos veteranos, que foi iniciado dia 24 de outubro e se estenderá até o dia 11 de novembro. Já a matricula dos novatos começa no dia 16 de novembro e vai até o dia 30.

A antecipação, conforme o governador, atende a logística de aquisição de materiais. O objetivo é que o Estado se programe para comprar o material didático e pedgíocio fornecido para os estudos dos discentes e os entregue já no início do ano letivo.

“É importante dizer. Nenhum estudante que queira estudar ficará fora da rede estadual de ensino por falta de vaga. Absolutamente nenhum. Todos terão vagas. Não há negociação, não há crise econômica, não há nada que faça com que alguém que precisa ou que queira estudar fique fora da rede estadual de ensino. A nossa determinação é essa e é por isso que nós estamos antecipando as matriculas”, disse.

O governador lembrou ainda que as matrículas também podem ser feitas via internet.

PB Agora

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Operação Lava Jato completa dois anos sem nenhum político julgado

eduardo-cunhaA Operação Lava Jato completou no último domingo (28) dois anos sem nenhum político condenado e só dois parlamentares réus em ações penais que estão ainda em fase inicial de julgamento no Supremo Tribunal Federal.

A Lava Jato saiu às ruas em março de 2014, seis meses antes de chegar ao STF. Desde então, o juiz federal responsável pelasações da primeira instância, Sergio Moro, já decidiu por 106 condenações.

Em resposta a 45 acusações criminais do Ministério Público Federal contra 226 pessoas, em 21 casos (46% do total) Moro expediu sentença.

A situação é bem distinta no âmbito da Procuradoria-Geral da República e do Supremo, responsáveis pelos casos que envolvem autoridades com foro privilegiado.

A história da Lava Jato no STF começou em agosto de 2014, após depoimentos do ex-diretor de da Petrobras Paulo Roberto Costa à PGR. Ele levantou suspeitas sobre mais de duas dezenas de parlamentares. O doleiro Alberto Youssef fechou sua delação premiada no STF em dezembro do mesmo ano.

Em março de 2015, a PGR apresentou ao relator da Lava Jato no STF, Teori Zavascki, a primeira lista de políticos que deveriam ser investigados. Foram 28 pedidos de abertura de inquérito e sete pedidos de arquivamento.

De lá para cá, mais 39 acordos foram homologados. Zavascki expediu 162 mandados de busca e apreensão.

Toda a investigação já gerou 81 inquéritos que investigam 364 pessoas que detêm ou não foro privilegiado, sendo 54 parlamentares, além de ministros do TCU (Tribunal de Contas da União) e a ex-presidente Dilma Rousseff.

Até a semana passada, a PGR havia entregue ao STF 14 denúncias que atingiram 45 pessoas. Só três foram acolhidas pelo STF: duas contra o ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e uma contra o deputado Nelson Meurer (PP-PR).

Um dos atrasos mais notáveis é o que trata da denúncia contra o ex-presidente Fernando Collor (PTC-AL). O último dia 20 de agosto marcou um ano sem que o STF consiga dizer se a denúncia da PGR deve ou não se transformar em ação penal.

OUTRO LADO

Zavascki disse, via assessoria, disse que o andamento no Supremo “é mais complexo e regido por legislação específica” e que a principal razão da diferença de tramitação “é o fato de o STF ser instância única, com reduzidas possibilidades de recursos”.

“Além disso, os feitos criminais são analisados, obrigatoriamente, por um ministro relator e um ministro revisor e precisam ser julgados em sessão por órgão colegiado e não individualmente como numa vara criminal.”

O ministro destacou que a vara federal de Moro é “diferente do gabinete do ministro do Supremo, que permanece recebendo diariamente processo das mais diversas áreas do direito, muitos com pedido de liminar”.

Sobre o caso de Collor, disse que os prazos foram cumpridos, mas após o voto estar concluído o processo aguarda intimações de investigados de outros Estados.

A PGR afirmou que cerca de 22 mil pessoas têm foro privilegiado e que, “na concepção atual, o foro por prerrogativa de função é inviável”.

Segundo a PGR, houve esforços para tornar mais eficiente a atuação dos ministros do STF, como a descentralização de processos. Porém, disse, “o aumento no número de casos envolvendo autoridades ainda não confere ao processo a celeridade desejada, apesar do empenho dos ministros”.

UOL

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Senado cassa mandato de Delcídio por 74 votos a favor e nenhum contra

delcidioPor 74 votos a favor, nenhum contra e uma abstenção, o plenário do Senado cassou nesta terça-feira (10) o mandato do senador Delcídio do Amaral (sem partido-MS) por quebra de decoro parlamentar.

A única abstenção foi do senador João Alberto (PMDB-MA), presidente do Conselho de Ética do Senado. Dos 81 senadores, cinco não compareceram à sessão: o próprio Delcídio do Amaral; Eduardo Braga (PMDB-AM); Maria do Carmo Alves (DEM-SE); Rose de Freitas (PMDB-ES); e Jader Barbalho (PMDB-PA).

O mandato de Delcidio se encerraria em 2018. Com a decisão do Senado, ele fica inelegível por oito anos a partir do fim do mandato, ou seja, não poderá concorrer a cargos eletivos nos próximos 11 anos. Segundo a Secretaria Geral do Senado, Delcídio é o terceiro senador cassado na história da instituição – os outros dois foram Demóstenes Torres e Luiz Estevão.

Após a sessão, o senador Telmário Mota (PDT-RR) comentou que o placar quase unânime foi um sinal para a sociedade de que o Senado “não passa a mão na cabeça de ninguém”.

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“Eu acho que foi uma via sacra porque não foi fácil chegar até aqui. Foi uma votação dramática porque esse não é o propósito do Senado. Agora, também não podemos conviver com uma situação dessas. Com esse resultado, ficou patente que o senador ou o político tem que conduzir a sua vida de acordo com aquilo que está previsto na Constituição”, afirmou.

Questionado se achava que a cassação de Delcídio acendia um sinal alerta entre os demais senadores investigados na Lava Jato, o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AC) disse que assim esperava.

“Espero que essa cassação seja, em especial, uma afirmação do Senado de que a conduta parlamentar deve seguir as regras de decoro”, declarou.

Senador preso
Ex-líder do governo no Senado, Delcídio do Amaral foi preso pela Polícia Federal (PF), em novembro do ano passado, por tentar obstruir as investigações da Operação Lava Jato ao oferecer R$ 50 mil mensais à família de Nestor Cerveró para tentar convencer o ex-diretor da Petrobras a não fechar um acordo de delação premiada com o Ministério Público Federal (MPF).

Delcídio se tornou o primeiro senador preso durante o exercício do mandato. Ele foi solto em fevereiro após fechar um acordo de delação premiada com a Procuradoria Geral da República. Ele ficou 87 dias na cadeia.

A decisão de cassar o mandato do senador do Mato Grosso do Sul deverá ser publicada na edição desta quarta (11) do “Diário Oficial do Senado” juntamente com um comunicado convocando o primeiro suplente de Delcídio, o empresário sul-matogrossense Pedro Chaves dos Santos (PSC-MS). O suplente terá até 30 dias para assumir a cadeira de Delcídio.

Para que Delcídio perdesse o mandato, eram necessários, pelo menos, 41 votos favoráveis. O pedido de cassação do ex-líder do governo foi protocolado no Conselho de Ética, em dezembro, pela Rede Sustentabilidade e pelo PPS.

Gravações
A conversa na qual Delcídio oferece um plano de fuga para o ex-dirigente da Petrobras foi gravada por Bernardo Cerveró, filho de Nestor Cerveró. No áudio, o então líder do governo diz que conversaria com ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) para que os magistrados intercedessem em favor de Cerveró.

Na delação premiada, o senador cassado citou o nome de vários políticos de expressão nacional, entre eles a presidente Dilma Rousseff, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e o senador e presidente nacional do PSDB, Aécio Neves (MG).

Conselho de Ética
O processo de cassação de Delcídio do Amaral no Conselho de Ética se estendeu ao longo de cinco meses. Desde que foi libertado por ordem do Supremo, o senador se manteve afastado do Senado com consecutivas licenças de saúde. Ele foi convidado quatro vezes a depor no colegiado para se defender, mas, não compareceu em nenhuma delas e o conselho desistiu de ouvi-lo.

No dia 3, o Conselho de Ética aprovou o relatório do senador Telmário Mota (PDT-RR) que recomendava a cassação do mandato de Delcídio. Em seu parecer, o relator defendeu que, pelo conteúdo da gravação, o senador sul-matogrossense infringiu o decoro parlamentar e, por isso, deveria perder o mandato.

A defesa de Delcídio, entretanto, tentou barrar a cassação alegando que o senador não estava exercendo atividade parlamentar quando foi gravado por Bernardo Cerveró. Os advogados do ex-líder do governo também afirmaram que eram bravatas as promessas que Delcídio fez ao filho de Cerveró de que iria pedir a intervenção de ministros do STF para tentar garantir a liberdade do ex-diretor da Petrobras.

Por fim, quando perceberam que era praticamente irreversível a cassação de Delcídio, os defensores propuseram que fosse aplicada uma pena mais branda do que a cassação, como perda temporária do mandato ou censura. No entanto, a proposta foi ignorada pelos senadores.

Delcídio no Senado
A única vez em que Delcídio compareceu no Senado para se defender foi nesta segunda-feira (9). Ele compareceu à sessão da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) convocada para analisar a legalidade do relatório aprovado no Conselho de Ética.

Diante dos colegas de Senado, Delcídio pediu “desculpas” pelo constrangimento que causou aos pares e afirmou que é “acusado de obstrução de Justiça”, mas que isso não é um crime grave.

“Eu não roubei, não desviei dinheiro, não tenho conta no exterior. Estou sendo acusado de quê? De obstrução de Justiça”, enfatizou.

Na ocasião, a análise do processo na CCJ chegou a ser adiada depois que os integrantres da comissão aprovaram, por maioria, um requerimento do senador Aloysio Nunes (PSDB-SP) que solicitava ao Supremo informações adicionais sobre o caso.

Renan Calheiros, porém, barrou a manobra que daria mais tempo a Delcídio. O presidente do Senado condicionou a votação do processo de cassação de Delcídio para pautar para esta quarta-feira (11) a sessão que poderá autorizar a instauração do processo de impeachment de Dilma.

Com o ultimato, os integrantes da CCJ aceitaram apreciar no plenário a legalidade do relatório do Conselho de Ética, liberando o processo para ser votado nesta terça pelos senadores.

Político com perfil técnico
Delcídio do Amaral Gomez, 61 anos, é formado em engenharia elétrica. No começo dos anos 90, ele atuou como diretor da petroleira Shell na Holanda. O ex-líder do governo também foi ministro interino de Minas e Energia no governo do ex-presidente Itamar Franco.

Delcídio atuou ainda como diretor da Eletrosul, empresa pública que cuida do sistema elétrico na Região Sul. Ele também chegou a participar do Conselho de Administração da mineradora Vale.

Depois de transitar em cargos de alto escalão no setor de energia, Delcídio se elegeu, em 2002, senador pelo Mato Grosso do Sul. Em seu primeiro mandato, ele ganhou notoriedade nacional como presidente da CPI dos Correios, que investigou o esquema de compra de votos parlamentares em troca de apoio ao governo Lula no Congresso, o chamado mensalão do PT.

Em 2006, Delcídio concorreu a governador de Mato Grosso do Sul, mas acabou derrotado no primeiro turno. Quatro anos mais tarde, ele se reelegeu para o Senado.

Suplente
Com a cassação de Delcídio, o primeiro suplente do senador, o empresário Pedro Chaves dos Santos (PSC-MS), será convocado a ocupar a vaga aberta no Senado. O suplente terá até 30 dias para assumir a cadeira do ex-líder do governo.

A assessoria de Chaves dos Santos informou ao G1 que ele tem a intenção de assumir o mandato que se encerra em 2018.

Formado em Economia pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Pedro Chaves dos Santos é empresário do ramo da educação em Mato Grosso do Sul. Ele fundou um grupo de faculdades particulares no estado, entre as quais a Universidade para o Desenvolvimento do Estado e Região do Pantanal (Uniderp).

O suplente de Delcídio vendeu parte das escolas de ensino superior que possui ao grupo Anhanguera em uma transação milionária. À Justiça Eleitoral, ele declarou ser dono de um patrimônio de mais de R$ 68 milhões.

Pedro Chaves dos Santos possui vínculo familiar com o pecuarista José Carlos Bumlai, amigo de Lula que está preso em regime domiciliar por suspeita de envolvimento no esquema de corrupção que atuava na Petrobras. Uma filha do suplente de Delcídio é casada com um dos filhos do pecuarista. Bumlai é réu na Lava Jato por corrupção passiva, gestão fraudulenta e lavagem de dinheiro.

Outros cassados
Não é a primeira vez que um senador perde o mandato por quebra de decoro parlamentar.

Demóstenes Torres (GO), que era filiado ao DEM, foi cassado em 2012, e Luiz Estevão (DF), ex-PMDB, perdeu o mandato no ano de 2000.

Demóstenes foi acusado de quebra de decoro parlamentar por suspeita de ter utilizado o mandato para auxiliar os negócios do contraventor Carlinhos Cachoeira, preso pela Operação Monte Carlo, da Polícia Federal, sob acusação de explorar jogos ilegais. Poucos dias após a prisão do contraventor, surgiram notícias do envolvimento de Carlinhos Cachoeira com Demóstenes Torres.

Demóstenes foi cassado com 56 votos favoráveis, 19 contra e cinco abstenções. Ele está inelegível até 2027.

Já Luiz Estevão perdeu o mandato sob a acusação de ter mentido no Senado ao negar envolvimento no desvio de R$ 169 milhões nas obras do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) de São Paulo. A cassação de Luiz Estevão recebeu 52 votos a favor, 18 contra e dez abstenções.

Ele ficou inelegível até 2015. Atualmente, Estevão está preso no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília, acusado de corrupção ativa, estelionato, peculato, formação de quadrilha e uso de documento falso nas obras do TRT de São Paulo.

 

 

G1

Aumenta número de açudes em situação crítica na PB e nenhum reservatório está sangrando

AçudeA situação hídrica da Paraíba só tem piorado nos últimos dias. Se em setembro, o estado tinha quatro reservatórios sangrando, o mês de outubro se inicia com nenhum reservatório atingindo seu nível máximo.

Além disso, no mês anterior, 43 açudes estavam em situação crítica por ter menos que 5% de seu volume total. O número subiu para 46. Em agosto, eram 40.

De acordo com a Agência Executiva de Gestão das Águas (Aesa), 35 reservatórios estão observação por ter menos que 20% do seu volume total e 43 estão com capacidade de armazenamento superior a 20%.

O açude Epitácio Pessoa, que abastece a região de Campina Grande, tem 15,3% de seu volume total. A tendência é de que o racionamento de água seja prolongado nos próximos dias.

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O reservatório Engenheiro Ávidos, em Cajazeiras, está com apenas 8% de sua capacidade de armazenamento. O açude Jatobá II, em Princesa Isabel, tem apenas 0,9%.

O açude Farinha, em Patos, está com 1% de sua capacidade. O reservatório de Jandaia, em Bananeiras, tem apenas 8,8% de seu volume total.

 

blogdogordinho

Benjamim diz que não tem nenhum problema com RC e tem certeza do retorno de Olenka à Assembleia

benjamim-maranhaoO deputado federal Benjamin Maranhão (SD) disse, em entrevista ao Sistema Arapuan de Comunicação, que as especulações sobre o retorno da deputada Olenka Maranhão à Assembleia Legislativa do Estado, numa articulação com o governador Ricardo Coutinho, é uma coisa natural. “Que ela vai assumir uma vaga na AL disso eu não tenho dúvidas porque já existe um entendimento entre o PMDB e o governador Ricardo Coutinho”, destacou.

“Olenka é do PMDB e é natural que ela tenha essa pretensão até pela votação que ela deu ao partido, pois ninguém se elege sozinho. O entendimento dela com o governador Coutinho é uma coisa e eu não tenho nenhum problema pessoal com o governador, pelo contrário, o que for de interesse do Estado eu estou disposto a ajudar”, disse o deputado ao destacar que o único problema que tem com RC é apenas no campo político.

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Paulo Cosme

Corrida demais é tão prejudicial quanto exercício nenhum, diz estudo

Praticar corrida em excesso pode ser tão ruim para a saúde quanto não praticar exercício, segundo cientistas dinamarqueses.

Para cientistas, exercícios extremos não mudam chances de morrer em comparação com sedentarismo
Thinkstock/Getty Images

Para cientistas, exercícios extremos não mudam chances de morrer em comparação com sedentarismo

Pesquisadores do Hospital Frederiksberg, em Copenhague, estudaram voluntários – todos saudáveis – ao longo de 12 anos: mais de mil praticavam corrida, ao passo que quase 4 mil não praticavam exercícios.

As menores taxas de mortalidade couberam aos praticantes de corrida a ritmo leve e moderado; já os que praticavam corridas intensas não registraram estatísticas muito diferentes das do grupo sedentário.

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Quem correu a um ritmo constante durante menos de duas horas e meia por semana teve menos chances de morrer no período. Já os que correram mais do que quatro horas por semana ou não fizeram exercício nenhum registraram o maior número de mortes.

A corrida ideal

Os cientistas analisaram questionários preenchidos pelos voluntários que participaram da pesquisa. A partir das respostas, eles concluíram que o ritmo ideal de corrida é cerca de oito quilômetros por hora – moderado. Além disso, eles concluíram que é melhor não correr mais do que três vezes por semana, por um total de até 2,5 horas.

As pessoas que praticavam corridas mais intensas – particularmente aqueles que corriam mais de três vezes por semana ou a um ritmo mais forte do que 11 quilômetros por hora – tinham as mesmas chances de morrer que aquelas que não praticavam exercício.

“Você não precisa fazer tanto exercício para sentir um bom impacto na sua saúde. Talvez, na verdade, você não devesse praticar tanto (exercício). Não há no mundo recomendações de um limite máximo para o exercício seguro, mas deveria haver”, disse o pesquisador Jacob Louis Marott.

Caminhada vigorosa

Os pesquisadores ainda não sabem o que está por trás desta tendência, mas acreditam que mudanças no coração durante a prática de exercícios extremos podem oferecer uma explicação.

Em suas conclusões, os pesquisadores sugerem que “exercícios pesados, de resistência, podem induzir a um remodelamento patológico estrutural do coração e artérias no longo prazo”.

“A pesquisa mostra que você não precisa correr maratonas para manter sua saúde”, disse Maureen Talbot, enfermeira especializada em problemas cardíacos da organização British Heart Foundation.

“A orientação nacional (britânica) recomenda 150 minutos de atividades moderadas por semana. Pode parecer muito, mas até uma caminhada vigorosa é um bom exercício”, acrescentou.

 

iG

“Nenhum de nós é imbatível. O povo tira quem quiser”, diz governador reeleito

Reprodução/Facebook
Reprodução/Facebook

O governador Ricardo Coutinho (PSB) falou pela primeira vez após ser reeleito neste domingo (26) durante coletiva, às 21h, no Hotel Village, em João Pessoa. O socialista agradeceu aos eleitores que deram a ele 1.125.956 de votos, o que significa 52,61%. O candidato Cássio Cunha Lima (PSDB) teve 1.014.393 votos (47,39%).

“Nenhum de nós é imbatível. O povo tira quem quiser”, analisou o governador. “Faço o agradecimento ao povo da Paraíba. O povo avança mais. Não é brincadeira ser bombardeado com tantas informações visando criar um sentimento que não se expressou. Foi disputa entre fazer e o cometer”, comemorou.

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Ele destacou que esta disputa pela reeleição como a mais difícil ‘batalha’ de sua trajetória política. “Talvez esta tenha sido a caminhada mais difícil que tenha feito a longo da minha vida. Não era apenas uma eleição, não era um candidato com outro, era mais do que isso. Enfrentamos várias forças da sociedade”, disse.

Aos 53 anos, Ricardo Coutinho já foi eleito vereador por dois mandatos, deputado estadual, também reeleito para uma nova legislatura e prefeito de João Pessoa, vencendo a reeleição. Este ano ele disputou a reeleição para o Palácio da Redenção e ficou em segundo lugar no primeiro turno, realizado no dia 5 de outubro.

O governador destacou a importância da militância do grupo girassol para virar a votação neste segundo turno. “Nós tivemos uma militância fantástica, que fez a história, a história na Paraíba feita em 26 de outubro”.

Para ele o desafio após a vitória nas urnas é fazer uma aliança de governabilidade com o PT, do prefeito de João Pessoa Luciano Cartaxo, e com o PMDB, do senador Vital do Rêgo Filho.

“Nós não fizemos uma aliança não apenas para vencer uma eleição. Essa aliança é mais que eleitoral, é programática e de governabilidade. Nós temos essa obrigação. Temos que criar um projeto político. Esse o desafio que sai das urnas”, declarou.

 

portalcorreio