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PB é o 2º do NE em assinaturas contra a corrupção em campanha apoiada pelo MPPB

ministerio publicoJá chegam a 800 mil assinaturas coletadas na ‘Campanha Dez Medidas Contra a Corrupção’, o equivalente a 53% da meta que é de 1,5 milhão. A Paraíba é o segundo estado da Região Nordeste e o oitavo do país com maior número de adesões, chegando a 25,9 mil assinaturas.

Em agosto deste ano, o Ministério Público da Paraíba (MPPB) aderiu à campanha e anunciou a arrecadação das assinaturas de apoio popular para os projetos de combate à corrupção.

Desde o mês de agosto, todas as Promotorias de Justiça do MPPB passaram a funcionar também como postos de arrecadação de assinaturas para a lista de apoio ao projeto de lei de iniciativa popular das ‘Dez Medidas Contra a Corrupção’.

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O anúncio foi feito pelo procurador-geral de Justiça do MPPB, Bertrand de Araújo Asfora, ao receber em seu gabinete, em João Pessoa, a visita do procurador-chefe do Ministério Público Federal (MPF) na Paraíba, Rodolfo Alves Silva.

“O Ministério Público é um só. Por isso a importância do apoio do Ministério Público da Paraíba a essa campanha desenvolvida pelo Ministério Público Federal”, ressaltava Bertrand Asfora, acrescentando:

“A participação da população paraibana é importante e dá respaldo ao nosso interesse de colaboração e de atuação para um país melhor e uma sociedade mais justa”.

O projeto das ‘Dez Medidas Contra a Corrupção’ dispõe sobre propostas legislativas para aprimorar a prevenção e o combate à corrupção e à impunidade. As medidas estão consolidadas em vinte anteprojetos de lei e buscam, entre outros resultados, evitar a ocorrência de corrupção.

A intenção é combater o enriquecimento ilícito; aumentar penas da corrupção e tornar hedionda aquela de altos valores; agilizar o processo penal e o processo civil de crimes e atos de improbidade; fechar brechas da lei por onde criminosos escapam, com a reforma dos sistemas de prescrição e nulidades; criminalizar caixa dois e lavagem eleitorais; permitir punição objetiva de partidos políticos por corrupção em condutas futuras; viabilizar a prisão para evitar que o dinheiro desviado desapareça; agilizar o rastreamento do dinheiro desviado; e fechar brechas da lei por onde o dinheiro desviado escapa, por meio de ação de extinção de domínio e confisco alargado.

A íntegra das medidas e suas justificativas e da campanha do MPF, que recebeu o apoio oficial do MPPB, também podem ser encontradas no site www.10medidas.mpf.mp.br. Essas propostas objetivam a transparência, a prevenção, a eficiência e a efetividade, além de evitar a ocorrência de corrupção.

As propostas do MPF são resultados da Portaria PGR/MPF 50, de 21 de janeiro de 2015, assinada pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot. O documento permitiu a criação de comissões de trabalho compostas por integrantes da instituição, com o objetivo de encaminhar sugestões de mudança legislativa para implementação de medidas de combate à corrupção.

Após o lançamento das medidas em 20 de março de 2015, os cidadãos foram convidados a conhecer e avaliar as propostas de alterações legislativas para enviar sugestões. Depois de mais estudos e reformulações pontuais, os anteprojetos de lei foram entregues pelo MPF ao Congresso Nacional em 1º de junho.

“Dia D”

Para que a meta de 1,5 milhão de assinaturas possa ser alcançada, o “Dia D” da campanha acontecerá nesta quarta-feira (9), no ‘Dia Internacional de Combate à Corrupção’, quando acontecerão ações simultâneas em todo o Brasil.

Em João Pessoa, acontece a ‘3ª Feira Contra a Corrupção’, das 9h às 17h, no Largo do Ponto de Cem Réis, no Centro da capital paraibana, promovido pelo Fórum Paraibano de Combate à Corrupção (Focco-PB), com a participação de vários órgãos de controle, como o Ministério Público Federal (MPF) e o Ministério Público do Trabalho (MPT).

Durante a ‘3ª Feira Contra a Corrupção’, a população poderá fazer denúncias e responder uma pesquisa sobre a corrupção e os meios que o paraibano usa para se informar sobre os governos. Também haverá no local coleta de assinaturas para a campanha ‘Dez Medidas Contra a Corrupção’; acesso ao Portal da Transparência da Controladoria Geral da União (CGU); serviço de informação ao cidadão da Secretaria da Transparência Pública (Setransp); e atendimento ao cliente pela Receita Federal.

A abertura da Feira está prevista para as 9h, com a apresentação da Banda da Polícia Militar. Logo depois, a Controladoria Geral da União entregará um prêmio à aluna paraibana Zenaide Huana da Silva, classificada em segundo lugar no Concurso de Desenho e Redação da CGU, na categoria EJA.

Ela é estudante da Escola Municipal Professora Elizabeth Ferreira da Silva, de Cabedelo. A Secretaria Municipal da Educação de Cabedelo também fará uma homenagem à estudante.

No final do dia, haverá o balanço das atividades desenvolvidas pelos órgãos que integram o Focco-PB. O evento se encerrará às 16h, com apresentação da Banda do Exército.

Ainda nesta mesma quarta-feira (9), das 13h às 17h, no Auditório do MPT, localizado na Avenida Almirante Barroso, no Centro da capital, o Ministério Público Federal (MPF) estará fazendo a apresentação do Ranking de Transparência dos Municípios.

Assessoria

 

Explosões a bancos financiam tráfico de drogas no NE, diz polícia da PB

José Ricardo é suspeito de chefiar um grupo responsável por explodir bancos no Nordeste (Foto: Diogo Almeida/G1)
José Ricardo é suspeito de chefiar um grupo responsável por explodir bancos no Nordeste (Foto: Diogo Almeida/G1)

Uma quadrilha especializada em roubos a bancos na região Nordeste utilizava o dinheiro adquirido nas explosões a caixas eletrônicos para investir no tráfico de drogas. A desarticulação é fruto da prisão do suspeito de chefiar o grupo, que aconteceu na quarta-feira (22) em Santa Cruz do Capibaribe, no Agreste de Pernambuco. A afirmação foi feita pelo delegado Állan Murilo Terruél, titular do Grupo de Operações Especiais (GOE) da Polícia Civil da Paraíba e responsável pela operação que resultou na prisão.

“As explosões funcionam como uma captação de recursos para a quadrilha. O dinheiro que eles conseguem com estes roubos é utilizado pelas células criminosas para investir no tráfico de drogas e em outras atividades ilícitas,” disse o delegado.

Em entrevista coletiva, realizada na sede do GOE em João Pessoa na manhã desta quinta-feira (23), o delegado detalhou que o grupo, do qual José Ricardo de Souza Silva é suspeito de chefiar, era articulado em três equipes menores, onde cada uma delas tinha uma função definida para que os assaltos a banco tivessem êxito.

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“Parte do grupo ficava responsável por roubar, adulterar e guardar os veículos utilizados pela quadrilha, outro setor do grupo se encarregava de conseguir armas e explosivos para serem usados nas explosões e o terceiro setor ficava responsável por, de fato, sitiar as cidades e atuar nas agências”, explicou Terruél.

Suspeito foi apresentado na manhã desta quinta-feira (22), em uma coletiva de imprensa na sede do GOE, em João Pessoa (Foto: Diogo Almeida/G1)
Suspeito foi apresentado em coletiva na sede do
GOE, em João Pessoa (Foto: Diogo Almeida/G1)

 

À imprensa, o paraibano José Ricardo negou as suspeitas e disse que não tinha envolvimento com nenhum crime, mas que apenas trabalhava e morava no município onde houve a prisão. Segundo o advogado de Ricardo, Eduardo Luna, há a possibilidade do suspeito confessar os crimes e colaborar com a policia através de colaboração premiada. “Ainda vamos analisar todos os inquéritos que pesam sobre ele e a partir disso iremos decidir”, diz.

Segundo o próprio advogado, a chamada delação premiada funciona da seguinte forma: o suspeito confessa os crimes no qual teria autoria e aponta como funcionava o esquema criminoso e quais seriam as pessoas envolvidas. “O benefício para o colaborador pode ser de ter a pena reduzida ou até mesmo não ser denunciado”, disse o advogado.

Durante as investigações, que começaram há cerca de dois meses, a quadrilha teria atuado em pelo menos três explosões a banco, nas cidades paraibanas de Taperoá e Boqueirão e no município de Poção, em Pernambuco. Nestes três roubos, o grupo teria roubado cerca de R$ 1 milhão.

Além dos crimes de roubo de veículo e das explosões, o suspeito também trabalharia em conjunto com outras células criminosas. “Apesar de chefiar um grupo, José Ricardo também colaborava com os outros grupos, principalmente emprestando material como armas e veículos para que os outros grupos atuassem”, comentou Terruél. O grupo atuava em vários estados do Nordeste e com a desarticulação, a polícia vai investigar quais os casos em que eles estavam envolvidos.

Investigações
Antes da prisão de José Ricardo, outros suspeitos de integrar a mesma quadrilha foram presos no dia 15 de julho deste ano, sendo um em Campina Grande, na Paraíba e outros três nos estados doMaranhão e Piauí. O suspeito preso na Paraíba atuava no setor que roubava e armazenava veículos. Os que estavam nos outros estados estavam com explosivos que seriam transportados para a Paraíba.

Com a prisão destes suspeitos, a polícia conseguiu chegar até a identificação do chefe do grupo. “A operação ‘Phantom’, do inglês ‘Fantasma’, vem exatamente do fato de que ninguém tinha informações sobre quem era o líder. Ele atuava a partir do esconderijo dele e não se envolvia com os crimes, apenas comandava, isso através de documentos falsificados, dificultando saber quem de fato era a pessoa por trás de tudo”, disse Állan Terruél.

Sucessor
Ricardo é considerado ainda o principal sucessor de outro criminoso com atuação interestadual, preso em 2011 e recapturado em 2014, atualmente cumprindo pena em presídio Federal, segundo as informações da assessoria de comunicação da polícia da Paraíba.

Existem três mandados de prisão para Ricardo em aberto. Um é de 2010, expedido na cidade de Goiana, no Pernambuco, pelos crimes de roubo e formação de quadrilha; outro de 2012, expedido na cidade pernambucana de Itambé, pelo crime de homicídio qualificado; e outro de 2013, da cidade de Bayeux, Região Metropolitana de João Pessoa, pelo crime de roubo.

“Ele também já havia sido preso na cidade de Sapé, quando tinha 19 anos. Na época, ele foi detido por porte ilegal de arma. Depois que ele foi solto é que começou a atuar como um ‘fantasma no crime’”, concluiu o delegado.

 

G1

Paraíba é o sexto estado do país e segundo no NE em número de ataques a bancos

Assalto a banco registrado em julho deste ano dentro da UFCG
Assalto a banco registrado em julho deste ano dentro da UFCG

Uma pesquisa elaborada pelo Dieese em parceria com entidades representativas de trabalhadores do ramo financeiro revelou que a Paraíba é o 6º estado do ranking nacional e o 2º no Nordeste em ocorrências de ataques a bancos registrados no ano passado.

De acordo com a pesquisa, em 2013 foram registradas 145 ocorrências de ataques a bancos na Paraíba, enquanto que em 2012 foram registradas 60. Em um ano, o estado pulou de 13º no ranking nacional para 6º, registrando um aumento de 141%.

A pesquisa mostrou também que, do total de ocorrências, 50 foram de assaltos e 95 foram arrombamentos. Quando se trata somente dos assaltos e tentativas de assaltos, a Paraíba aparece em 4º lugar, com um aumento de 163% em relação ao ano anterior. No caso dos arrombamentos ou tentativas de arrombamentos o aumento em um ano foi de 131%.

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A região Nordeste aparece com 933 ocorrências, ou seja, 32% dos ataques a bancos ocorridos no País em 2013. A Paraíba registra 16% do total de ocorrências na região.

Os dados são da 6ª Pesquisa Nacional de Ataques a Bancos, divulgada na sexta-feira (21) e elaborada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Confederação Nacional dos Vigilantes (CNTV) e Federação dos Vigilantes do Paraná (Fetravisp), com apoio técnico do Dieese, a partir de notícias da imprensa, estatísticas disponíveis de secretarias de segurança pública dos estados e informações de sindicatos e federações de vigilantes e bancários.

portal correio

Paraíba é o sexto estado do NE com maior número de parlamentares que respondem ações no STF

A relação das quase duas centenas de parlamentares que respondem a ações que tramitam no Supremo Tribunal Federal (STF), como mostra levantamento publicado na edição número 3 da Revista Congresso em Foco, que chega às bancas nesta semana, é democrática: reúne desde políticos sem grande expressão, do chamado “baixo clero”, até ocupantes de funções de destaque no Congresso. São 13 presidentes de comissões permanentes, nove líderes partidários, sete titulares ou suplentes da Mesa Diretora, oito membros da CPI do Cachoeira e 20 integrantes do Conselho de Ética da Câmara e do Senado, além de uma infinidade de ex-governadores e ex-prefeitos.

Entre os estados nordestinos, a Paraíba ocupa o sexto lugar em número de parlamentares que respondem a processos no Supremo Tribunal Federal. O Estado fica atrás da Bahia, Ceará, Alagoas, Pernambuco e Piauí. Logo após aparecem o Rio Grande do Norte, Sergipe e o Maranhão. Pelo levantamento, entre os 16 parlamentares paraibanos, quatro respondem a ações, o que representa 27%.

Só cinco dos 22 partidos com assento no Parlamento federal não possuem representantes acusados criminalmente, mas são bancadas pouco expressivas do ponto de vista numérico. A maior delas é a do Psol, que tem três deputados e um senador. Proporcionalmente, os partidos mais encrencados são, em ordem decrescente, o PRB, o PP, o PMDB, o PSC e o PR. Varia entre 50 e 40% o percentual de parlamentares desses partidos que estão sob investigação. Isso para não falarmos dos nanicos PMN e PRP, que atingiram 100%. Têm um só deputado cada, e ambos respondem a denúncias no STF. Em números absolutos, o PMDB mantém confortável liderança, seguido por PP, PT, PSDB e PSD.

Fonte: PolíticaPB com Congresso em Foco

Paraíba registra 15 crimes homofóbicos em seis meses e lidera o ranking no NE

A Paraíba registrou 15 crimes homofóbicos nos seus primeiros seis meses desse ano e com isso lidera o ranking na região Nordeste. Os dados são da A ONG GGB (Grupo Gay da Bahia ) criou um site para contabilizar assassinatos de homossexuais no Brasil…

O homofobiamata.wordpress.com já contabiliza o homicídio de 165 gays, travestis e lésbicas de janeiro a junho deste ano, 28% mais do que em igual período de 2011 e equivalente a 62% das 266 mortes em todo o ano de 2011 computadas pelo GGB, com base em notícias de jornais.

De acordo com o site, a Paraíba seria o estado mais homofóbico do Brasil por ter uma população dez vezes menor que São Paulo e registrado 15 assassinatos. A região Nordeste é considerada a mais perigosa para os homossexuais por concentrar 1/4 dos “homocídios”, como caracteriza o GGB no levantamento.

Já chega a 165 o número de gays assassinados no Brasil, no primeiro semestre de 2012, conforme levantamento feito pelo Grupo Gay da Bahia (GGB), a mais antiga entidade de defesa dos homossexuais do País. O número é 28% maior do que o mesmo período do ano passado. Em valores absolutos, São Paulo lidera o número de mortes, Bahia com 14, Paraná e Piauí com 10 casos e Rio de Janeiro com 9. O GGB não obteve informações sobre Roraima e Acre.

De acordo ainda com o relatório, os crimes de ódio vitimaram a maior parte gays. Foram, 52% do total das 165 mortes. Em seguida vem os travestis, 41% das vítimas. “Proporcionalmente, contudo, as travestis e transexuais, representam o grupo mais vulnerável, pois não chegando a 1 milhão de pessoas, comparativamente aos gays que ultrapassam 20 milhões, foram mortas 65 ‘trans’ e 85 gays. O risco das travestis serem assassinadas é 15 vezes maior do que os gays”, indica o relatório.

O antropólogo paulista Luiz Mott, fundador do GGB e coordenador da pesquisa opinou que, “tais assassinatos refletem sempre grave discriminação anti-homossexual, devendo ser considerados crimes de ódio, motivados pela homofobia cultural que encara os gays e travestis como delinquentes. Prova disto é que são mortas mais travestis do que mulheres prostitutas, cumprindo-se a risca ditado homofóbico repetido de norte a sul do país, ‘viado tem mais é que morrer!'”.

Mott explicou que a entidade realiza o levantamento dos cri mes homofóbicos pelo fato de não haver esse tipo de serviço feito pelo Estado brasileiro. Por essa razão o GGB criou um novo site “Quem a homofobia matou hoje”, ([LINK=http://homofobiamata.wordpress.com/][/LINK][LINK=http://homofobiamata.wordpress.com/]http://homofobiamata.wordpress.com/[/LINK]) que receberá informações e denúncias sobre violência contra homossexuais. Os responsáveis pelo site denunciam a uma suposta homofobia governamental: “É a sociedade civil organizada prestando serviço que é obrigação do governo. A Presidente Dilma, pelo veto ao Kit Anti-Homofobia, por sua omissão e declarações preconceituosas, tem as mãos sujas de sangue desses homossexuais assassinados!”

O advogado Dudu Michels, responsável pela manutenção desse banco de dados reforça que a estatística deveria ser uma obrigação do Governo Federal. Lembrou que o Planalto “já foi ameaçado de ser denunciado à Comissão de Direitos Humanos da OEA por sua incapacidade em documentar tais crimes e ausência de políticas públicas eficientes para tirar o Brasil do vergonhoso primeiro lugar no ranking de assassinatos de homossexuais”.

pbacontece

Alimentada pela escassez, “indústria da seca” fatura com a estiagem no Ne

A seca no Nordeste é sempre sinal de sofrimento para o sertanejo. Mas a falta de chuva também movimenta o meio político e o comércio das cidades atingidas pela estiagem. A chamada “indústria da seca” fatura alto com a falta de alimentos para os animais e de água para os moradores.

O exemplo mais conhecido no sertão –e relatado por diversos moradores ao UOL–  é o uso político na distribuição dos carros-pipa, marca registrada do assistencialismo simples. Segundo os relatos, alguns políticos visitam as comunidades e se apresentam como “responsáveis” pelo envio da água. Os moradores também reclamam da alta nos preços de serviços e alimentos para os animais.

“A prefeitura nos ajuda muito, nos mandando água por carros-pipa. Às vezes demora, mas sempre vem”, conta a agricultora Maria Gildaci, 66, de Tacaratu (PE), sempre citando que o prefeito é “quem manda” o carro para a sobrevivência dela e da família, que vive em uma pequena casa no sítio Espinheiro.

Falas como a Gildaci, agradecendo os políticos, são comuns, mas a prática está sendo combatida por organizações do semiárido. “Água é um direito, não é dada de favor. Agricultores relatam com frequência que vereadores se apresentam trazendo carros-pipa e que prefeitos estão se utilizando disso para as eleições. Estamos fazendo levantamentos e vamos tentar identificar onde isso está ocorrendo para tomarmos providências”, afirma o coordenador da ASA (Articulação do Semiárido), Naidson Batista.

Para Batista, o uso político da água é histórico no Nordeste, mas vem perdendo força nos últimos anos. “A indústria da seca, na história brasileira, é um instrumento de alguns, em detrimento de outros, para aumento de poder econômico, político ou social de determinado grupos. Embora ela venha perdendo força, não seria possível erradicar uma prática de 400 anos em apenas 10”, afirma.

Segundo o coordenador, os investimentos cobrados, como poços, barragens e cisternas, não foram feitos a contento ao longo dos anos, o que facilitou a política assistencialista. “Isso faz parte da indústria da seca, pois deixa o sertanejo vulnerável, à espera sempre de ações emergenciais.”

O diretor do Polo Sindical do Médio São Francisco da Fetape (Federação dos Trabalhadores em Agricultura de Pernambuco), Jorge de Melo, também relata que políticos e fazendeiros ainda se aproveitam da seca para lucrar. “É só começar a escassez de alimentos para ter gente aumentando o preço das coisas. É o que chamam da lei da oferta e procura. Além disso, há um claro uso político, que vem sendo combatido e está enfraquecendo, mas ainda existe no sertão”, diz.

Para tentar reduzir o desvio político da água, o governo de Pernambuco anunciou, na última quarta-feira (16), que os carros-pipa contratados pelo Estado serão equipados com GPS e terão fiscalização dos conselhos de desenvolvimento dos municípios –que ficarão responsáveis por enviar relatórios mensais sobre o cumprimento dos cronogramas.

Ganho econômico

Além do uso político, muitos setores da economia também faturam com a venda de produtos. Um dos exemplos é a palma (espécie de cacto que serve de alimento para o gado). Segundo os moradores, o preço da tarefa de palma (equivalente a uma área plantada de 3.053 m²), que antes da estiagem ficava em torno de R$ 1.200, hoje chega a custar até R$ 2.500 em algumas localidades de Alagoas e Sergipe.

“Quem tem sua palma plantada para os seus animais não quer vender. Agora a seca é boa para aqueles que plantam a palma como investimento e estão vendendo mais caro e lucrando muito”, citou o produtor Vilibaldo Pina de Albuquerque, de Batalha (AL).

O carro-pipa também é um negócio rentável. Os preços cobrados pelos “pipeiros” no sertão inflacionaram com a seca. “Existe, e muito, a indústria da seca. Um exemplo: antes, a prefeitura contratava um carro-pipa por R$ 100 para lavar o matadouro. Hoje, para o sujeito trazer a mesma quantidade de água ele obra R$ 200. E olhe que o preço do combustível não subiu e ele pega água no mesmo lugar”, afirma o secretário de Infraestrutura de Batalha (AL), Abelardo Rodrigues de Melo.

Em Sergipe, os investidores estão comprando carros-pipa para ganhar dinheiro. “Hoje, quem tem um dinheiro sobrando está comprando um carro-pipa para distribuir água. Demanda é o que não falta. Aqui estamos precisando de mais, mas não há”, diz o coordenador da Defesa Civil de Poço Redondo (SE), José Carlos Aragão. “E o carro-pipa não é a solução, e só uma política emergencial. Hoje você leva a água, amanhã já precisa de novo. É um investimento de curta duração.”

Na cidade sergipana –a mais afetada do Estado, com 15 mil pessoas atingidas pela estiagem–, o movimento de carros-pipa é intenso e atua em diversos setores da economia. Na oficina de Antônio Rodrigues, cresceu a procura por consertos dos caminhões. “Hoje 30% do que faturo é com esses carros. Contratei até uma pessoa para me ajudar, porque a procura é grande e tem caminhão aqui todo dia. Queria não ter mais esse serviço, que aqui chovesse e o povo parece de sofrer. Mas estou trabalhando dignamente.”
Melhores condições

Para o economista Cícero Péricles, apesar da “indústria da seca” ainda existir, as condições de enfrentamento do sertanejo à seca atual são melhores do que aquelas enfrentadas na última grande estiagem, em 1998.

“Há mais de uma década a política de água obteve ganhos consideráveis pela entrada das cisternas e barragens subterrâneas nos espaços da agricultura familiar, reforçando os antigos instrumentos, como os poços artesianos, tubulares, barreiros, açudes e adutoras. A presença dos órgãos públicos mudou da intervenção exclusivamente assistencialista e emergencial para instituições públicas, com maior capilaridade, municipalizadas, que fazem a cobertura permanente com os programas sociais. A ampliação da Previdência Social no campo, assim como de programas de transferências de renda, a exemplo do Bolsa família, reduziram em muito a pobreza absoluta no meio rural”, afirma o economista.

Uol

Agra é considerado o prefeito mais influente do Twitter no NE e o 3° no Brasil

O prefeito Luciano Agra é considerado o mais influente da Região Nordeste de acordo com a atuação do perfil virtual no microblog Twitter. O resultado da pesquisa foi divulgado pela Agência Burson Marsteller, que ainda aponta o perfil do prefeito de João Pessoa como o terceiro mais influente dentre todos os prefeitos do Brasil e o segundo mais mencionado na rede social.

Para Luciano Agra, a utilização do twitter foi um desafio da gestão municipal que conseguiu êxito na comunicação com os internautas. “O twitter é um espaço restrito e nosso desafio era simplificar os textos para que a gente pudesse estabelecer uma comunicação mais rápida e eficaz junto à população”, disse. O prefeito ressaltou a possibilidade de dar mais evidência às opiniões dos pessoenses através da ferramenta eletrônica. “É com muita satisfação que recebo a notícia dessa colocação. Mostra que a nossa maneira de utilizar a ferramenta está produzindo resultados”, acrescentou.

No ranking dos mais influentes, o perfil do prefeito acumulou 58 pontos na pesquisa, a frente de qualquer outro prefeito da Região Nordeste. Contabilizado todos os prefeitos das capitais brasileiras, Luciano Agra ficou atrás apenas dos prefeitos de Goiânia e Rio de Janeiro, respectivamente.

Pesquisa – Com base no critério de citações no microblog, o prefeito Luciano Agra ocupa uma posição ainda de mais destaque: é o segundo entre todos os 26 que mais recebem citações. A pesquisa, que teve com base o mês de abril, contabilizou 1.259 citações ao perfil do prefeito Luciano Agra. O critério utilizado para contabilizar as menções, segundo a pesquisa, é a interação com o público. Apenas dois prefeitos, dentre eles Luciano Agra, acumularam mais de mil citações no mês de abril.

Perfil – O perfil virtual do prefeito Luciano Agra (@lucianoagra) já ultrapassou a marca de oito mil seguidores e quase mil postagens publicadas.

Luciano Agra destaca que, além de ser um espaço para que sejam publicadas as opiniões do prefeito, a ferramenta ainda tem a potencialidade de divulgar cultura. “Também procuro dar minha contribuição cultural através da divulgação de pensamentos de filósofos e artistas, assim, podendo despertar o interesse pela leitura”, afirmou.

Secom/PMJP

Vital do Rêgo defende ações para minimizar efeitos da seca no NE

 

O senador Vital do Rêgo (PMDB-PB) que vem participando ativamente das audiências públicas da Subcomissão Permanente do Desenvolvimento do Nordeste, ao qual é titular que está debatendo a problemática da estiagem nos Estados Nordestinos, demostrou preocupação com a estimativa preliminar da Defesa Civil onde prevê que mais 80 munícipios paraibanos estão na iminência de decretar estado de emergência.

Ligada à Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo (CDR), a subcomissão está promovendo está realizando visitas técnicas em toda a região abrangida pela Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene). Já foram realizados encontros em Alagoas, Piauí, Paraíba e Ceará, sempre com a presença de técnicos do governo federal que apresentam as ações em curso na respectiva região e as metas.

Para Vital, o papel desenvolvido pela comissão é de grande importância para apontar saídas para os graves problemas que ainda afligem a região. Para ele, encontrar a maneira sustentável e viável de diminuir ao máximo o problema da seca significa criar a possibilidade de potencializar aptidões regionais e de desenvolver uma nova perspectiva de vida para os homens e mulheres que vivem no campo e nas cidades. “Dados como os do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) revelam que esse ano só choveu 42% do previsto para o período no Sertão, o que já comprometeu grande parte das lavouras.  Neste sentido apoio à adoção de medidas de enfrentamento à seca que se agrava, onde defendo medidas de combate ao desperdício de água nas cidades paraibanas, como também reforço minha luta pela agilidade nas obras da transposição do Rio São Francisco e pelo perdão das dívidas aos mais de 320 mil agricultores familiares oriundas de operações de crédito rural contratadas por instituições financeiras federais, como o Banco do Nordeste (BNB)”, disse o parlamentar.

O senador peemedebista destaca que se faz necessário que a Companhia de Água e Esgotos da Paraíba (CAGEPA) invista mais na criação de programas de redução do desperdício de água, tendo em vista que dados recentes da companhia mostram que o desperdício de água na Grande João Pessoa ainda é o grande vilão e chega a 15% de um total de 3 mil litros por segundo produzidos pela estação de Gramame, ou seja, 450 litros por segundo são perdidos por causa dos vazamentos das torneiras, da rede antiga e do uso inconsciente da população. Ele apela que o chefe do executivo estadual mude a política adotada de desestruturação da empresa que constantemente vem sendo alvo de críticas na mídia paraibana devido aos péssimos serviços prestados a população.

No âmbito da Transposição lembra que o Tribunal de Contas da União (TCU) a seu pedido já liberou os aditivos permitindo ao governo a retomar os serviços. O senador recebeu recentemente uma ligação do Ministro da Fernando Bezerra, dando garantia ao seu pedido de andamento nos lotes que estavam paralisados.

Assessoria para o Focando a Notícia