Arquivo da tag: narcotráfico

Curso de jornalismo investigativo oferece bolsas para pesquisas sobre narcotráfico

 

Jornalismo InvestigativoO Instituto Prensa y Sociedad (IPYS), juntamente com a organização Transparência Internacional, está oferecendo bolsas para jornalistas interessados em participar do Curso Avançado de Jornalismo Investigativo e assistir a 8ª Conferência Global de Jornalismo Investigativo.

CURTA o FOCANDO A NOTÍCIA no Facebook

Serão 12 bolsas destinadas a jornalistas da América Latina que desejem realizar investigações relacionadas ao tema do narcotráfico. O programa exigirá a apresentação de projeto durante a Conferência, que será realizada em outubro, no Rio de Janeiro.

Para mais informações

 

Portal Andi

Narcotráfico é principal causa de prisões de brasileiros no exterior

algemasO número de brasileiros condenados ou aguardando julgamento por crimes cometidos em 50 países chegou a 2.682 no ano passado. Segundo um levantamento do Itamaraty, cerca de 70% deles (1.877) foram condenados por algum tipo de envolvimento com o tráfico de drogas.

A maioria das condenações são de brasileiros que agem como “mulas” – pessoas que moram no Brasil e são contratadas por narcotraficantes para viajar ao exterior com drogas escondidas na bagagem ou no corpo.

Mas, segundo a ministra Luiza Lopes da Silva, diretora do Departamento Consular e de Brasileiros no Exterior do Itamaraty, também há prisões de traficantes propriamente ditos e casos de pessoas condenadas após serem flagradas portando ou consumindo drogas.

Segundo dados do final de 2011 que englobam todos os tipos de crimes, os países que concentram mais brasileiros condenados são o Japão (476), a Espanha (441), Portugal (284) e os Estados Unidos (239).

O número total de brasileiros encarcerados (2.682) é, porém, inferior ao número de estrangeiros presos no Brasil: 3.367. As nacionalidades mais presentes são bolivianos (555), paraguaios (343) e nigerianos (341).

Furtos e álcool

Quanto aos brasileiros, embora o narcotráfico seja o motivo principal de condenação em todos os países, é possível identificar delitos mais comuns praticados por eles em cada região do mundo.

No Japão, por exemplo, os condenados geralmente são jovens que cometeram pequenos furtos.

Nos Estados Unidos, há brasileiros condenados por violência doméstica, crimes de trânsito e violações de ordens judiciais.

Naquele país também são comuns os casos de imigração irregular – que geralmente resultam em um processo de detenção temporária que culmina na deportação.

No final do ano passado 342 pessoas aguardavam esse processo, que pode durar até três meses.

Segundo a ministra, no Oriente Médio – apesar de representarem um número pouco expressivo – há até pessoas condenadas por ferir a lei islâmica, que proíbe, por exemplo, o consumo de álcool.

Sem comida

Nos países da América do Sul, onde há 648 brasileiros presos, são mais comuns os casos de roubo, homicídio, sequestro, extorsão, lavagem de dinheiro, clonagem de cartões de banco e até roubo de gado.

“Identificamos até brasileiros que eram procurados no Brasil e tinham sido presos por outros crimes na Bolívia e no Paraguai. Descobrirmos isso porque eles não quiseram entrar nos acordos de extradição para (cumprir sua pena) no Brasil”, disse Silva.

Segundo ela, parte dos presos em países da América do Sul operavam na região a serviço de organizações criminosas brasileiras, como o CV (Comando Vermelho), do Rio de janeiro, e o PCC (Primeiro Comando da Capital), de São Paulo, além de outras facções menores.

Em seis países sul-americanos (o Itamaraty não especifica quais) os detentos brasileiros enfrentam condições duras. Muitos não recebem alimentação adequada da unidade prisional ou ficam submetidos a facções criminosas locais que restringem suas cotas de comida.

Para remediar a situação, o Itamaraty envia mensalmente a esses presos kits com arroz, feijão, óleo e alimentos não perecíveis – além de colchões, chinelos e produtos de higiene pessoal. Muitos presos dependem desses alimentos para sobreviver, pois não recebem visitas regulares de parentes.

Assistência consular

De acordo com Silva, todos os presos brasileiros no exterior recebem ao menos uma visita de diplomatas brasileiros por ano. Em alguns países, o número de visitas chega a três.

Além do contato com conterrâneos, as visitas são aguardadas pelos presos por significarem uma chance de receber orientação jurídica – prestada por advogados especialmente contratados pelas representações diplomáticas.

Essa orientação é ainda mais necessária em casos nos quais um brasileiro é condenado por ações que não são consideradas crimes no Brasil.

Um exemplo disso, segundo ela, foi o de um homem nos Estados Unidos que manteve relações sexuais com uma americana após uma noitada marcada pelo excessivo consumo de álcool.

Segundo a ministra, ele alegou que a relação foi consensual, porém acabou sendo acusado de violência sexual, com base nas leis locais – porque a moça estava embriagada na hora do “crime”.

Detido, esse brasileiro recebeu a visita de um consultor jurídico do consulado e foi orientado a fazer um acordo com a “vítima”. Ele aceitou ser deportado para não ir a julgamento nos Estados Unidos.

O consultor do consulado orienta o preso, mas não faz sua defesa. “Se a melhor opção for enfrentar o processo, o consultor da embaixada indica um advogado do país”, disse Silva.

Em algumas nações, a assistência ao preso também inclui visitas de psicólogos contratos pelas representações do país. Isso já ocorre na Europa e na Indonésia.

O Itamaraty também incentiva o contato dos presos com voluntários da comunidade brasileira – geralmente religiosos – que aceitam visitar os presídios.

Além disso, diplomatas brasileiros negociam até um projeto piloto de capacitação de presos, que deve começar a funcionar inicialmente na região de fronteira entre o Brasil e o Paraguai.

Ele deve funcionar em duas penitenciárias, uma em Ciudad del Este, no Paraguai, e outra em Foz do Iguaçu, no Brasil. Os presos das duas nacionalidades receberão cursos de capacitação profissional, inicialmente para as carreiras de padeiro e artesão.

Fonte: Notícias UOL

Guerra ao narcotráfico vem matando o jornalismo mexicano aos poucos, diz pesquisa

Grupos criminais continuam ameaçando profissionais de imprensa quando estes noticiam a guerra contra o narcotráfico no México. A atuação dos criminosos já matou mais de 60 mil pessoas desde que o atual presidente, Felipe Calderón, tomou posse em 2006. Segundo dados da Fundação MEPI, organização de jornalismo investigativo da Cidade do México, as ameaças e a falta de informações oficiais complicam o trabalho dos repórteres no País.

O México foi o país mais perigoso do mundo para repórteres em 2011, segundo o Instituto Internacional de Imprensa (IPI). Dez jornalistas foram assassinados no ano passado e a tendência do alto número de mortes continua em 2012. De acordo com o Blog Jornalismo nas Américas, o medo constante de ser alvo de represálias do crime organizado aprofundou a autocensura nos jornais mexicanos.
Na pesquisa, que durou seis meses, foram avaliados jornais em 14 dos 31 estados da República Mexicana, como continuação de outro estudo feito pelo MEPI em 2010. A intenção da organização era medir como os conteúdos das publicações destes estados foram impactados pela violência. Os novos números indicam que sete de cada dez histórias publicadas eram sobre incidentes relacionados ao crime organizado. Mesmo assim, somente dois dos jornais que o MEPI monitorou (El Norte, de Monterrey;  El Informador, de Guadalajara) contextualizaram a violência, identificaram as vítimas e deram seguimento às matérias.
Portal IMPRENSA

Couto diz que mulheres são assassinadas por serem usadas como ‘aviões do narcotráfico’

O deputado Luiz Couto (PT-PB) defendeu, na Câmara Federal, um enfrentamento mais efetivo ao crime organizado, a exemplo do narcotráfico, como forma de combate à violência contra a mulher.

“Várias mulheres são executadas porque não querem ser usadas como aviões do narcotráfico nem mesmo pelos maridos e, como sentença, são assassinadas”, destacou, lembrando que a Lei Maria da Penha e as diversas políticas públicas implementadas não estão evitando o aumento da violência.

Daí, prosseguiu Couto, o enfrentamento do crime organizado é fundamental para que se diminua essa atrocidade praticada contra as mulheres. “Não é possível continuar desse jeito”.

O deputado também citou ex-namorados, maridos e companheiros como responsáveis pelas agressões contra as mulheres, “muitas vezes cometidas no próprio ambiente doméstico”.

A julgar pelos números Luiz Couto tem razão. O que verificamos no mapa da violência, em 2012, é que de 1980 a 2010 foram assassinadas 91 mil mulheres no país, 43,5 mil só na última década. Isso significa um aumento de 260,6% nesse tipo de crime.

Assessoria

Violência contra as mulheres aumenta em contextos afetados pelo narcotráfico

A violência contra as mulheres nos países da América Latina, enraizada no sexismo e na discriminação estrutural, aumenta pelo contexto de violência armada que vive a região, a qual, por sua vez, está diretamente relacionada com o narcotráfico, segundo um pronunciamento da Articulação Regional Feminista pelos Direitos Humanos e a Justiça de Gênero.

De acordo com a informação, no quadro da VI Cúpula das Américas, a revisão das atuais políticas antidrogas deve ser uma prioridade para reduzir a violência contra as mulheres na região.

Segundo o documento, o narcotráfico tem sido a causa do surgimento e fortalecimento de diferentes dispositivos criminais que encontram na luta armada a maneira de defender seus interesses comerciais, passando por cima dos direitos humanos da população e enfraquecendo transversalmente os Estados e suas instituições.

As políticas antidrogas desenvolvidas pelos Estados não pararam o narcotráfico, nem diminuíram o consumo de drogas, contudo, nesta guerra as mulheres têm sofrido de maneira desproporcionada ao impacto da violência, uma vez que a discriminação histórica que recai sobre elas as colocou em condições especiais de vulnerabilidade.

Os estudos recentes sobre feminicídios mostram como a taxa de mortes violentas contra mulheres cresceu quase o triplo que a dos homens nos países da região mais afetados pelo narcotráfico, como também aumentou a crueldade cometida por esses atos.

O pronunciamento advertiu que a violência estrutural enfrentada pelas mulheres em virtude de suas condições, tem-se aumentado e intensificado no quadro dos conflitos que geram os mercados ilegais, nos quais seus corpos são usados como campos de batalha nas situações de confronto e levam a pior parte na conseqüente militarização dos territórios.

A Articulação Regional Feminista pelos Direitos Humanos e a Justiça de Gênero destacou que a formação de exércitos ilegais agrava os estereótipos de gênero e exige masculinidades estabelecidas na dominação e uso da força desmedida e feminilidades dependentes e submissas.

Em situações de alta violência, a crueldade contra as mulheres tem conotações simbólicas dentro dos grupos armados, que não mostram piedade com os corpos das mulheres, mas também os que não pertencem a grupos armados podem ter fácil acesso às armas e fazer uso delas no ambiente doméstico contra as mulheres e se beneficiam igualmente da fraca atuação dos sistemas de justiça e impunidade.

Finalmente, as entidades que formam a coalizão de organizações de mulheres fizeram um chamado às autoridades presentes na IV Cúpula, para que se analise e se revisem as políticas antidrogas e busque soluções para a erradicação da violência contra as mulheres.

A notícia é de Cerigua.

Adital