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Crianças refugiadas chegam a 50 milhões no mundo, diz Unicef

refugiadosGrã-Bretanha vai construir um muro para barrar a entrada de refugiados no túnel que liga a ilha ao continente europeu em Calais, no norte da França – onde existe um dos maiores campos de refugiados da Europa. A expectativa é que fique pronto até o fim do ano.

Segundo o fundo das Nações Unidas para a infância, 28 milhões de refugiados de guerras e conflitos nacionais são crianças.

De todos os filhos das crises, a ONU só consegue dar refúgio para oito milhões. O dobro em uma década. O mundo viu o número de arrancados da terra aumentar 77% em cinco anos, o que coincide com a guerra na Síria.

Malak estava num desses barcos que escapam de lá. A menina deixou os amigos, mas fez outros na Alemanha. Ficou nervosa no primeiro dia de aula, agora disse que todo mundo gosta dela.

O problema é que como se não bastasse a travessia, a sede e o risco de abusos e outros dissabores, imigrantes sofrem discriminação. Mirna abraça o urso caloroso em um lugar frio. A menina de 10 anos pergunta porque as crianças americanas e europeias têm direitos e as refugiadas não?

A Unicef pede que governos mantenham famílias sempre juntas, e acesso aos serviços básicos. A ONU também cobra medidas contra a xenofobia e mais do que isso: um esforço para encontrar respostas a essas crises.

Jornal Nacional

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Entidades somam qualidades e fazem um mundo diferente para crianças com câncer

Foto: Rafael Passos e Nalva Figueiredo
Foto: Rafael Passos e Nalva Figueiredo

Um diagnóstico de câncer em um filho nunca é bem-vindo e acaba fazendo o ser humano viver um turbilhão de pensamentos negativos. Agora, imagine um diagnóstico de câncer associado a uma distância de mais de 400 quilômetros do hospital referência no tratamento, nenhum parente na cidade onde ele fica instalado e, na maioria das vezes, nenhuma condição financeira de se manter longe de casa?

Essa é a realidade de incontáveis pacientes paraibanos, que deixam suas cidades no interior do Estado para tratar a doença em João Pessoa. O sofrimento só não é maior porque há lugares especiais que acolhem muitos meninos e meninas que lutam contra o câncer, como é o caso da Casa da Criança com Câncer e da ONG Donos do Amanhã.

E, assim com pacientes e familiares são obrigados a enfrentar desafios diários para se manter de pé, os responsáveis pelas entidades também travam batalhas para fazer com que elas permaneçam com as portas abertas, pois vivem de doações, que nem sempre chegam.

Casa da Criança com Câncer

A Casa da Criança com Câncer começou sua missão atendendo seis crianças. Hoje são mais de 82. E manter esse atendimento custa caro. São, pelo menos, R$ 25 mil por mês para manter as equipes multidiciplinares, enfermeiros, fisioterapeutas e outras especialidades de suporte ao tratamento. Além disso, há também os encargos sociais, que não são dispensados. São dez funcionários que trabalham com a ajuda de 30 voluntários.

Segundo a direção da casa, atualmente a entidade não registra nenhum tipo de dívida. Entretanto, não é fácil manter as contas no azul. “Se fossemos dispensados desses encargos sobraria dinheiro para outras coisas. Mas e graças a Deus as nossas contas estão todas quites”, assegura o coordenador da Casa da Criança com Câncer, Geraldo Vicente, acrescentando que os encargos giram em torno de R$ 7 mil.

Além de ofertar estadia e alimentação, a Casa da Criança também oferece tratamentos odontológico, psicológico e outras especialidades médicas. As crianças recebem, ainda, uma cesta básica e latas de leite para ajudar no consumo familiar. O translado de cada criança até o hospital para o tratamento também é por conta da entidade.

E tudo isso só é realizado porque existem os doadores, que nem sempre se identificam, mas que surgem como verdadeiros anjos vestidos de seres humanos. “No final do ano passado um cidadão chegou aqui, era um servente de pedreiro, mal vestido, queria fazer uma visita a casa. Só que tem que agendar as visitas. Não é normal você chegar e entrar, existe essa organização. Mas ele estava tão aflito para conhecer, que eu permiti a sua entrada. Ele disse: Posso falar com o senhor? Eu: pode. Eu moro no Cristo Redentor, sou ajudante de pedreiro e eu não posso fazer muita coisa, mas vim fazer uma doação, meu coração pede isso. Esse homem nos doou mil reais. E nos emocionou”, contou Geraldo Vicente.

Há também os que nem se identificam, apenas se doam. “Teve um dia que não tínhamos um quilo de carne para as nossas crianças comerem no almoço. Quando foi um tempo depois, parou um caminhão na frente da casa com 300 quilos de carne. Até hoje não sabemos de onde vieram aquelas carnes. Era carne verde de primeira qualidade. Guardamos e fizemos uma grande festa ao ver nosso freezer cheio”, disse o fundador da Casa da Criança, Gilson Espínola.

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A ajuda e o necessitado

Quem está conhecendo de perto o bem estar de uma casa de acolhimento é a dona de casa Lucileide Rodrigues. Moradora de Itaporanga, 419 quilômetros da Capital, há menos de um mês ela chegou à Casa da Criança com Câncer para cuidar da sua filha no Hospital Laureano. Além de ter que lutar pela cura da doença, Lucileide ainda se preocupa com a sua casa, onde deixou marido e outro filho.

“Eu não queria está por aqui, mas não escolhemos os nossos destinos. E se não fosse esta casa de apoio eu não teria condições de ir e vir para tratar minha filha no Hospital Laureano. Aqui já sinto que é um pedacinho do céu para todos nós que estamos recebendo os cuidados e amor desse povo”, expressou Lucileide.

Ao contrário de Lucileide, Eli Ventura não frequenta a casa por ter algum parente doente. Ele dedica um pouco do seu tempo para a Casa da Criança com Câncer realizando trabalho voluntário na área de comunicação da entidade. “Se cada um fizer um pouquinho por essas crianças, elas agradecerão bastante. Não é preciso só ajudar com dinheiro, ajude com um abraço e bastante carinho. Vale apena ver no rosto das crianças e de sua mãe o lindo sorriso quando recebem uma ajuda, não importa qual o tipo”, diz.

São histórias diferentes, mas duas palavras de ordem rodeiam estas pessoas: superação e solidariedade. Para o fundador da Casa da Criança com Câncer, Gilson Espínola, os 19 anos da entidade se resumem na missão de ajudar as pessoas que precisam de uma boa acolhida para encarar a peregrinação da doença que foi acometida. “Se todos fizessem um pouquinho de cada vez para ajudar essas crianças, todos receberiam a sua gratificação por meio das suas boas ações. O meu desejo maior é que nesta casa nunca falte comida e gente de boa fé que vem nos ajudar para que a nossa entidade continue muito bem”, comentou.

Donos do Amanhã

Há onze anos a ONG Donos do Amanhã oferece acolhimento para mais de 225 crianças de toda parte da Paraíba. A entidade trabalha estimulando a autoestima dos enfermos e do seu acompanhante oferecendo amor e os serviços essenciais médicos, como por exemplo, pagando exames que não esperam pelo tempo do Sistema Único de Saúde (SUS). Além desses serviços, os pacientes recebem ajuda como cestas básicas e latas de leites.

Contudo, para que tudo isso aconteça é preciso doar. “Esses 225 pequeninos recebem cestas básicas, seis latas de leite em pó e duas latas de suplementos alimentares. Quando estão internadas a gente abastece de fraldas descartáveis e alguns exames que eles necessitam. Os recursos para fazermos tudo isso vêm das doações que recebemos”, comentou Cristiani Lemos, gerente administrativa da entidade.

Há mais de seis meses Kátia da Silva teve que abdicar de tudo para ficar ao lado do filho Anderson da Silva, de apenas 12 anos de idade. A luta e o grande desafio neste momento é vencer uma doença genética provocada nas células da pele, xeroderma pigmentoso. “Tive que parar tudo para me dedicar ao meu filho. A Donos do Amanhã é minha segunda casa pelo motivo de nos acolher de nos oferecer coisas boas, depois de um longo dia vendo um tratamento médico que nunca imaginei acontecer com meu filho”, disse.

Anderson da deixou os afazeres escolares e as brincadeiras de criança para se cuidar. O garoto não carrega lamentações e diz que aprendeu a amar o acolhimento das pessoas da ONG Donos do Amanhã. “Por mim ficaria aqui o tempo todo recebendo o amor das pessoas que trabalham neste lugar. Sempre choro quando o carro chega para levar eu e minha mãe para casa”, disse Anderson, acrescentado que o espaço da entidade é a sua fonte para esquecer os passos da peregrinação da doença e seguir sempre sorrindo.

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INCA

O Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (Inca), estimam-se, para o Brasil, neste ano, 12.600 novos casos de câncer em crianças e adolescentes até os 19 anos. No Brasil, em 2013, ocorreram cerca de 2.800 mortes por câncer em crianças e adolescentes de 0 a 19 anos de idade. As neoplasias ocupam a segunda posição de óbitos ocorridos naquele ano, ficando abaixo somente das mortes por causas externas, configurando-se como a doença de maior letalidade.

Na Paraíba

Segundo a secretaria de Estado de Saúde, do ano passado até o momento foram registrados 72 óbitos por neoplasia em crianças, sendo 54 em 2015 e 18 este ano.

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Quase 70% do mundo possui internet sem franquia, mostra relatório da ONU

internet-no-celularEm meio à polêmica sobre a intenção de algumas operadoras de telecomunicações brasileiras limitarem os dados na banda larga fixa, ressurgiu o debate sobre qual é o principal modelo ofertado em todo o mundo: franquia ou ilimitado? Para justificar uma possível efetivação da franquia, defensores da restrição chegaram a afirmar que a banda larga fixa limitada já é tendência em outros países.

Contudo, dos 190 países monitorados pela União Internacional de Telecomunicações (UIT), 130 deles oferecem prioritariamente planos de banda larga fixa com internet ilimitada. Ou seja, 68% dos países optaram por modelos sem franquia. A UIT é o organismo da Organização das Nações Unidas (ONU) responsável por criar padrões e recomendações globais sobre as Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs).

No fim de cada ano, a organização publica o relatório Medição da Sociedade da Informação, que traz dados atualizados sobre as telecomunicações, e divulga o ranking de países de acordo com o nível de acesso às TICs, conhecido como Índice de Desenvolvimento das TICs (IDI).

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O último relatório, publicado em novembro de 2015, mostra que a Coreia do Sul continua na liderança entre os países melhor avaliados, seguida pela Dinamarca e Islândia. O Brasil está apenas na 61º posição, bem distante dos Estados Unidos (15º), que possui um dos modelos mais competitivos do mundo. Na frente do Brasil,  também estão três países sul-americanos: Uruguai (49º), Argentina (52º) e Chile (55º).

Do dez países mais bem posicionados no ranking de desenvolvimento das TICs, apenas três aplicam prioritariamente planos limitados: Reino Unido, Luxemburgo e Islândia. Os demais optavam, até a data do levantamento, por modelos ilimitados. Entre eles, a líder Coreia do Sul e a segunda colocada, a Dinamarca.

indíce de desenvolvimento das tics

O relatório destaca também a grande ascensão do serviço móvel de celular, que chegou a mais de 7,1 milhões de inscrições em todo o mundo. Enquanto isso, a adesão à internet cabeada ainda aumenta lentamente em relação aos outros anos monitorados. Atualmente, há 800 milhões de consumidores de banda larga fixa.

Marco Civil diz que internet não pode ser bloqueada

Em 2014, o Congresso Nacional aprovou a lei Lei nº 12.965, conhecida como Marco Civil da Internet, que classifica a rede como serviço essencial aos brasileiros. “Hoje, se você é um adovgado e precisa de protocolos oficiais, só consegue tirar certidões pela internet. Para fazer um curso à distância, a mesma coisa. Por isso, a internet é um serviço essencial”, explica Flávia Lefèvre, conselheira do Terceiro Setor do Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI) e representante da Associação de Consumidores Proteste. De acordo com esse entendimento, qualquer tipo de bloqueio da internet no Brasil se torna ato ilegal.

“Antes mesmo do comparativo com outros países, nós precisamos observar que o Marco Civil da Internet não permite que serviços essenciais sejam interrompidos no Brasil”, explica Flávia Lefèvre.

Sobre a possibilidade de as empresas limitarem a velocidade após o uso da franquia, Flávia não considera a medida ilegal, desde que respeitem um patamar mínimo de velocidade capaz de suprir os serviços públicos essenciais. Em 2011, o Plano Nacional de Banda Larga determinou que a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) estabelecesse um parâmetro mínimo de qualidade da rede, que se traduz hoje na internet popular com velocidade mínima de 1 Mbps, voltada para assinantes de baixa renda. Na visão da conselheira, esse é o único parâmetro mais claro do que seria essa velocidade mínima. “E olha, se você considerar o que é o mínimo para a UIT[da ONU], esse número seria de, pelo menos, 2 Mpbs.”

A Telefônica, responsável pela Vivo, que oferece em seus planos atuais a possibilidade de limitar ou bloquear a velocidade após o vencimento da franquia, disse que “cumpre todas as determinações legais e regulatórias existentes”. A empresa afirma também que “nunca aplicou bloqueio ou redução de velocidade no serviço de banda larga fixa”, apesar de prever essa possibilidade em contrato. A Claro, responsável pela NET, que também opera com a possibilidade de limitação dos dados, não respondeu à reportagem até a publicação.

Franquias no Brasil são insuficientes para consumo multimídia

No dia 18 de abril, o diretor da Anatel, João Rezende, chegou a dizer que “a questão da propaganda do ilimitado acabou de alguma maneira desacostumando os usuários. Foi uma má educação ao consumo que as empresas fizeram ao longo do tempo”, referindo às mudanças nas franquias.  No entanto, no dia 22 de abril, a Anatel decidiu proibir, por tempo indeterminado, que as operadoras brasileiras ofereçam planos com franquia, até que a questão seja analisada “com base nas manifestações recebidas pelo órgão”.

A polêmica sobre a implementação de franquias mobilizou internautas brasileiros que criaram a campanha #InternetJusta, com petições online e duras críticas ao modelo de franquia – que já existe no serviço de internet móvel 3G e 4G.

Durante o debate, Estados Unidos, Reino Unido e Espanha foram citados como exemplos países que aplicam o modelo que limite o pacote de dados por mês. Contudo, essa não é a regra preferencial da maioria dos países. China, Singapura, Canadá e Alemanha, por exemplo, estão entre os que optam preferencialmente pelo modelo ilimitado, conforme o relatório da UIT. Para a organização da ONU, os Estados Unidos, na verdade, entram na conta dos países com planos ilimitados, pois possuem uma grande concorrência com os dois modelos de acesso no mercado.

Estados Unidos x Brasil

A competição norte-americana pelo melhor modelo de banda larga fixa se reflete na opinião dos estadunidentes em fóruns online. Em 2011, o usuário KwayZee perguntou no fórum bodybuilding.com se o seu novo plano com 50 GB/mês seria uma quantidade decente para ele. “Eu faço um monte de streamings de Netflix e preciso de uma quantidade decente para jogar”.

Como resposta, outros participantes desse fórum foram taxativos ao dizer que 50GB seria insignifcante para o seu objetivo. O usuário Desice chegou a exemplificar o problema: “você poderá ter uma vida difícil somente vendo vídeos em 240p e 360p [baixas resoluções] no Youtube… e menos internet significará mais academia? Obrigado, Deus, pela minha banda larga ilimitada”, brincou.

Outros usuários narraram suas experiências com pacotes que nunca reduziram a velocidade após a estourar o limite contratual, mas recomendaram, sempre que possível, a opção pela rede ilimitada.

Enquanto o plano citado no fórum oferecia 50GB por mês, no Bbrasil um plano de 1 Mbps da empresa NET possui franquia de apenas 20 gb por mês. Considerando que um filme em HD da Netflix consuma 3GB por hora*, o assinante brasileiro desse plano conseguiria ver apenas 6 filmes em alta definição por mês – isso se ele não gastar a franquia com outras atividades como navegar no Facebook ou fazer uma videoconferência. Depois de estourar o limite, o contrato da Net informa que a empresa poderá reduzir a velocidade do usuário.

No caso da empresa Vivo (que adquiriu recentemente a GVT) um plano de 4 Mbps promete a mesma franquia de 50GB, que é suficiente para ouvir 13 dias seguidos de música ou rádio web (150 MB por hora) ou, então, baixar apenas um game que possui em média 50 GB.

Depois de estourar o limite, o contrato da Vivo alerta que poderá reduzir a velocidade ou, até mesmo, bloquear a internet a critério exclusivo da empresa. Veja o trecho abaixo:

As empresas OI e TIM não entraram no comparativo porque seus contratos, promocionalmente, não restringem a navegação de acordo com o consumo do assinante. .

*O consumo de dados por tipo de atividade foi calculado de acordo com as informações disponíveis no site da empresa de consultoria Teleco.

Agência Brasil

João Pessoa aparece em ranking como uma das cidades mais violentas do mundo

joão pessoaO Brasil é o país com o maior número de cidades entre as mais violentas do mundo em 2015, de acordo com um ranking internacional publicado nesta segunda-feira (25) por uma ONG mexicana. Das 50 cidades com maior taxa de homicídios por 100 mil habitantes em 2015, 21 são brasileiras.

A lista, divulgada anualmente pelo Conselho Cidadão para a Segurança Pública e a Justiça Penal, leva em conta o número de homicídios por 100 mil habitantes e inclui apenas cidades com 300 mil habitantes ou mais. Foram excluídos países que vivem “conflitos bélicos abertos”, como Síria e Iraque.

Apesar de o Brasil ser o país com mais representantes, o maior índice de violência foi detectado nas cidades da Venezuela. A taxa média brasileira foi de 45,5 homicídios por 100 mil habitantes e a venezuelana, de 74,65. Caracas, capital do país, lidera o ranking geral, com 119,87 homicídios dolosos para cada 100 mil habitantes.

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Primeiro lugar por 4 anos seguidos, San Pedro Sula, em Honduras, conseguiu reduzir o número de homicídios e passou para o segundo lugar. San Salvador, capital de El Salvador, ficou em terceiro.

As mais violentas do Brasil

Orla de fortaleza (Foto: Rafael Almeida/TV Verdes Mares)Fortaleza foi a cidade mais violenta do Brasil em 2015, segundo ranking mundial que leva em conta apenas cidades com ao menos 300 mil habitantes  (Foto: Rafael Almeida/TV Verdes Mares)

Das cidades brasileiras, a primeira a aparecer é Fortaleza, em 12º lugar. Em seguida vem Natal, em 13º, Salvador e região metropolitana, em 14º, e João Pessoa (conurbação), em 16º.

Belo Horizonte, que figurava na lista do ano anterior, desta vez não apareceu. O contrário aconteceu com 3 cidades brasileiras, que estavam fora da lista de 2014, mas entraram na de 2015:  Feira de Santana (27º), Vitória da Conquista (36º) e Campos dos Goytacazes (39º).

Também aparecem Maceió (18º lugar), São Luís (21º), Cuiabá (22º), Manaus (23º), Belém (26º), Goiânia e Aparecida de Goiânia (29º), Teresina (30º), Vitória (31º), Recife (37º), Aracaju (38º), Campina Grande (40º), Porto Alegre (43º), Curitiba (44º) e Macapá (48º).

Das 50, 41 ficam na América Latina: 21 no Brasil, 8 na Venezuela, 5 no México, 3 na Colômbia, 2 em Honduras, uma em El Salvador e uma na Guatemala. Outros países com cidades na lista foram África do Sul, Estados Unidos e Jamaica.

O estudo é feito com base em dados oficiais ou de fontes alternativas, como ONGs. A metodologia é explica, país por país, neste link.

AS CIDADES MAIS VIOLENTAS DO MUNDO, SEGUNDO O RANKING

1° – Caracas (Venezuela) – 119.87 homicídios/100 mil habitantes
2° – San Pedro Sula (Honduras) – 111.03
3° – San Salvador (El Salvador) – 108.54
4° – Acapulco (México) – 104.73
5° – Maturín (Venezuela) – 86.45
6° – Distrito Central (Honduras) – 73.51
7° – Valencia (Venezuela) – 72.31
8° – Palmira (Colômbia) – 70.88
9° – Cidade do Cabo (África do Sul) – 65.53
10° – Cali (Colômbia) – 64.27
11° – Ciudad Guayana (Venezuela) – 62.33
12° – Fortaleza (Brasil) – 60.77
13° – Natal (Brasil) – 60.66
14° – Salvador e região metropolitana (Brasil) – 60.63

15° – ST. Louis (Estados Unidos) – 59.23
16° – João Pessoa; conurbação (Brasil) – 58.40
17° – Culiacán (México) – 56.09
18° – Maceió (Brasil) – 55.63
19° – Baltimore (Estados Unidos) – 54.98
20° – Barquisimeto (Venezuela) – 54.96
21° – São Luís (Brasil) – 53.05
22° – Cuiabá (Brasil) – 48.52
23° – Manaus (Brasil) – 47.87

24° – Cumaná (Venezuela) – 47.77
25° – Guatemala (Guatemala) – 47.17
26° – Belém (Brasil) – 45.83
27° – Feira de Santana (Brasil) – 45.50

28° – Detroit (Estados Unidos) – 43.89
29° – Goiânia e Aparecida de Goiânia (Brasil) – 43.38
30° – Teresina (Brasil) – 42.64
31° – Vitória (Brasil) – 41.99

32° – Nova Orleans (Estados Unidos) – 41.44
33° – Kingston (Jamaica) – 41.14
34° – Gran Barcelona (Venezuela) – 40.08
35° – Tijuana (México) – 39.09
36° – Vitória da Conquista (Brasil) – 38.46
37° – Recife (Brasil) – 38.12
38° – Aracaju (Brasil) – 37.70
39° – Campos dos Goytacazes (Brasil) – 36.16
40° – Campina Grande (Brasil) – 36.04

41° – Durban (África do Sul) – 35.93
42° – Nelson Mandela Bay (África do Sul) – 35.85
43° – Porto Alegre (Brasil) – 34.73
44° – Curitiba (Brasil) – 34.71

45° – Pereira (Colômbia) – 32.58
46° – Victoria (México) – 30.50
47° – Johanesburgo (África do Sul) – 30.31
48° – Macapá (Brasil) – 30.25
49° – Maracaibo (Venezuela) – 28.85
50° – Obregón (México) – 28.29

 

G1

Alemã dona dos maiores seios artificias do mundo diz que ainda não está satisfeita

Foto: Reprodução/ Beshine.com
Foto: Reprodução/ Beshine.com

São quase 20 litros de silicone nas mamas, mas a alemã Mayra Hills ainda quer mais.

Dona dos maiores seios artificiais do mundo, a modelo erótica —também conhecida como Beshine — fez um post em seu site para dizer que quer ter seios ainda maiores.

“Existe um monstro verde dos seios dentro de mim que está sempre guloso e faminto”, escreveu. “Sempre sigo a minha intuição, minha voz interior, e ainda não atingi o meu objetivo. Os meus fãs sabem do que estou falando”, completou.

A modelo também aproveitou para dizer que manter a comissão de frente avantajada dificulta algumas tarefas simples. “É bem difícil calçar os sapatos e depilar as pernas. Também não consigo dormir de bruços ou de barriga para cima. Não é mais possível”, explicou.

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virgula

O grande salto tecnológico que pode acabar com a sede no mundo

Foto:Getty Quase 2 bilhões de pessoas viverão com escassez de água na próxima década, segundo a ONU
Foto:Getty
Quase 2 bilhões de pessoas viverão com escassez de água na próxima década, segundo a ONU

Em tempos de escassez de água em diversos Estados do Brasil, a solução para o problema poderia ser óbvia: aproveitar a abundância da água do mar para o uso comum por meio da dessalinização.

Os oceanos cobrem mais de 70% da superfície da Terra e contêm 97% da água do planeta.

Mas a energia necessária para esse processo era muito custosa e, com isso, inviabilizava o uso da água do mar para esses fins.

Recentemente, porém, graças às novas tecnologias, os custos foram reduzidos à metade e enormes usinas de dessalinização estão sendo abertas ao redor do mundo.

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Usinas

A maior usina dessalinizadora do planeta está em Tel Aviv (Israel) e já está sendo ampliada para alcançar seus limites máximos de produção.

Isso significa 624 milhões de litros diários de água potável. E ela pode vender mil litros (que é o consumo semanal médio de uma pessoa) por US$ 0,70 (cerca de R$ 2,71).

Outra usina de dessalinização, que fica em Ras al-Khair, na Arábia Saudita, alcançará sua produção plena em dezembro.

Image copyrightPOYVRY
Image captionA usina que será a maior do mundo, na Arábia Saudita, poderia produzir 1 bilhão de litros por dia

Instalada no leste da Península Arábica, ela será maior do que a de Israel e abastecerá Riad – cuja população está crescendo rapidamente – com 1 bilhão de litros por dia.

Uma usina de energia elétrica vinculada a ela pode produzir até 2,4 milhões de watts de eletricidade.

Da mesma forma, será instalada em San Diego a maior usina dessalinizadora dos Estados Unidos, que estará operando a partir de novembro.

No Rio de Janeiro, o governador Luiz Fernando Pezão disse no início deste ano que está analisando a possibilidade de construir uma usina dessalinizadora para abastecer até 1 milhão de pessoas no Estado.

Em São Paulo, após o agravamento da crise hídrica recente, o governador Geraldo Alckmin chegou a dizer que houve um estudo sobre o uso da dessalinização como fonte alternativa de água potável, mas que o custo inviabilizaria o processo.

A técnica já é usada na região semiárida do Brasil e em outros 150 países.

Tecnologia

O método tradicional de transformar água do mar em água potável é aquecê-la e depois recolher a água evaporada como um destilado puro.

Isso demanda uma grande quantidade de energia, mas torna-se algo factível se combinado com usinas industriais que produzem calor em seu funcionamento normal.

As novas dessalinizadoras da Arábia Saudita estão sendo construídas juntamente com usinas de energia exatamente por esse motivo.

Essa osmose reversa utiliza menos energia e deu uma nova oportunidade a uma tecnologia que existe desde os anos 1960.

Basicamente, o sistema consiste em empurrar a água salgada através de uma membrana de polímero que contém furos minúsculos, do tamanho de um quinto de nanômetro.

Esses orifícios são suficientemente pequenos para bloquear as moléculas de sal e suficientemente grandes para permitir a passagem das moléculas de água.

“Esta membrana remove completamente os sais minerais da água”, explica o professor Nidal Hilal, da Universidade de Swansea, no Reino Unido.

Dessalinização

Mas essas membranas poderiam entupir facilmente, o que prejudicaria muito o desempenho do processo.

Agora, porém, existe uma tecnologia mais avançada de materiais e técnicas de tratamento prévio que fazem com que essas membranas funcionem com maior eficiência por mais tempo.

E em Israel, os designers de Sorek conseguiram poupar energia usando vasos de pressão com o dobro do tamanho.

Image copyrightGETTY
Image captionMais de dois quintos de 800 milhões de pessoas da África vivem em regiões de “estresse hídrico”

Tecnologia alternativa

A osmose direta é uma forma alternativa de eliminar sal da água do mar, segundo o professor Nick Hankins, engenheiro químico da Universidade de Oxford.

Em vez de empurrar a água através da membrana, uma solução concentrada é utilizada para extrair o sal.

Depois, essa solução é eliminada restando apenas a água pura. “É possível separar a água do sal usando bem pouca energia”, assegura o professor.

Outro método possível é a chamada dessalinização capacitiva que, basicamente, significaria ter um ímã para atrair o sal.

“Deveríamos ser capazes de dessalinizar a água usando algo entre a metade e a quinta parte da energia usada para a osmose reversa”, diz Michael Stadermann, do Laboratório Nacional Lawrence Livermore, da Califórnia.

Essa técnica ainda está em fase de testes.

E o sal que sobra?

Um problema gerado pela dessalinização da água do mar é justamente o que fazer com o sal que sobra.

A água no Golfo Pérsico historicamente tem 35 mil partículas de sal por milhão (ppm). Mas segundo o Ministério do Meio Ambiente e da Água, algumas áreas próximas às usinas chegam a ter 50 mil ppm.

“É preciso garantir que a água muito salgada seja deslocada para um local suficientemente longe do mar para que não haja recirculação dessa água, porque, se isso acontecer, ela voltará ainda mais salgada”, disse Floris van Straaten, da empresa de engenharia suíça Pöyry, que supervisiona a construção do projeto Ras al-Khair.

Image copyrightThinkstock
Image captionOs oceanos ocupam 70% da Terra e contêm 97% da água do planeta

“Nossa usina está sendo instalada ao lado de uma usina de energia que usa a água do mar para refrigeração”, diz Jessica Jones, da Poseidon Water, empresa que está construindo a usina de Carlsbad na Califórnia.

“Nosso descarregamento é misturado, mas, no momento em que ele entra no oceano, o sal já está dispersado.”

Nos Estados Unidos, porém, grupos ecologistas têm lutado nos tribunais contra a construção de novas usinas de dessalinização, dizendo que as consequências da reintrodução da salmoura no mar ainda não foram estudadas o suficiente.

“E quando a água está sendo extraída do oceano, ela traz peixes e outros organismos. Isso tem um impacto ambiental e econômico”, explica Wenonah Hauter, diretor da Food And Water Watch em Washington.

Preço da água

A dessalinização pode se tornar cada vez mais barata, ainda que ela seja muito cara para os países pobres – dos quais muitos sofrem com escassez de água.

Mais de dois quintos da população de 800 milhões do continente africano vivem em regiões de “estresse hídrico”, o que significa viver com o fornecimento de menos de 1.700 metros cúbicos de água por pessoa.

A ONU prevê que, em 10 anos, quase 2 bilhões de pessoas viverão em regiões com escassez de água, vivendo com menos de mil metros cúbicos de água cada uma.

Tudo o que essas regiões mais precisam é de um dispositivo de dessalinização que possa abastecer cada 100 ou 200 pessoas.

A dessalinização capacitiva é uma solução em potencial, da mesma forma que a dessalinização com energia solar, cujos custos já reduziram o triplo em 15 anos.

Assim, enquanto a dessalinização já avançou enormemente nos países ricos, também é necessário que chegue às regiões pobres, que são as que mais sofrem com a falta de água.

BBC Brasil

Maior São João do Mundo vai atrair 1 milhão de forrozeiros e terá impacto financeiro de R$ 160 milhões

Foto: Divulgação/Assessoria
Foto: Divulgação/Assessoria

São João é tempo de Campina Grande atrair turistas, desfrutar de ampla divulgação nacional, gerar mais empregos e renda. Como se vivesse um “segundo Natal”, o que é típico de pouquíssimas cidades do país, a “Rainha da Borborema” conquista a elevação das suas receitas pela presença de milhares de visitantes oriundos de todas as partes do Brasil e até do exterior. Só na área do Parque do Povo cerca de um milhão de forrozeiros deverão prestigiar a programação da festa durante os seus trinta dias de realização, mantendo-se uma tradição de mais de três décadas.

Em ritmo de forró, a cidade presencia, a cada ano, a lotação da rede hoteleira, ocupação das hospedagens alternativas, bares e restaurantes, além do incremento de todas as suas atividades comerciais e demais setores da sua economia. Todos – do mais humilde ambulante ao mais próspero dono de restaurante – ganham com o evento, considerado o mais importante do interior do país, gerando-se, durante a sua realização, um inegável impacto financeiro em favor da economia campinense, o qual, em 2015, já pode ser estimado em mais de R$ 160 milhões, enquanto os gastos para a montagem da estrutura giram em torno de R$ 10 milhões.

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A estimativa, levantada pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico (Sede), tem como base o que foi faturado, em média, nos últimos anos, por parte do comércio local, setor de serviços, barraqueiros instalados no Parque do Povo, agentes turísticos, artesãos, setor de transportes e muitos outros segmentos envolvidos com a realização da festa.

Por tudo isso, mais uma vez, a expectativa é de que o faturamento dos barraqueiros, quiosques, ambulantes e artesãos no Parque do Povo, durante os trinta dias de festa, supere, em 2015, a marca dos anos anteriores, apesar do quadro de crise econômica que assola todas as regiões brasileiras nos últimos meses. Em Campina, contudo, as dificuldades motivam ainda mais autoridades e empresários, pois todos compreendem a necessidade de investimentos e de muito trabalho para superar as momentâneas dificuldades econômicas.

Conforme levantamentos dos técnicos do setor de Desenvolvimento Econômico do município, a arrecadação mais uma vez será propiciada, em grande parte, pelos turistas, os quais poderão deixar na cidade uma receita estimada em mais de R$ 50 milhões. Só os gastos dos turistas nos hotéis, motéis, pousadas e casas alugadas durante o período do São João deverão superar a marca dos R$ 16 milhões, o que, por si só, comprova a consolidação do evento no calendário turístico nacional.

Os gastos dos visitantes envolvem muitos outros itens, a exemplo de alimentação, gerando-se uma receita para os campinenses da ordem de R$ 5 milhões, conforme as projeções para o setor. Dispostos a curtir todas as emoções da festa, eles também deverão gastar com eventos programados para o período do São João mais de R$ 3 milhões. Para os seus deslocamentos (seja com ônibus, moto-táxi, carro próprio e táxi) os gastos dos que visitam Campina Grande, em junho, vão ser acima dos R$ 4 milhões, levantando-se em conta os números do setor nos últimos anos.

A festa, contudo, não é apenas destinada aos turistas, mas, igualmente, para todos os forrozeiros de Campina Grande e cidades polarizadas pela “capital do trabalho e do forró”, os quais, também investem alto para o sucesso das comemorações juninas.

Estima-se em mais de R$ 50 milhões os gastos do público local com o Maior São João do Mundo, especialmente no acompanhamento da vasta programação a ser desenvolvida no Parque do Povo, o tradicional centro da festa, para muitos consagrado como “quartel general do forró”.

Vale ressaltar que a receita total a ser gerada no comércio local pela própria população da cidade é estimada em mais de R$ 60 milhões, pois os campinenses investem na confecção de indumentárias típicas dos festejos juninos, organização de quadrilhas, alimentação, decoração, adereços e outros produtos próprios a serem adquiridos por quem quer sempre causar uma boa impressão aos visitantes, firmando, cada vez mais, as suas mais importantes e significativas tradições culturais.

Distritos tem grande faturamento – O São João campinense não se limita ao Parque do Povo. Uma dinâmica programação também é realizada nas áreas distritais, a exemplos de comunidades como Galante e São José da Mata. Como nos anos anteriores, a zona rural encara com boa expectativa a festa de 2015, mesmo porque o governo municipal tem investido na melhoria das vias de acesso, infraestrutura e outras obras destinadas a estimular o fluxo turístico e a descentralização da festa.

Por isso, só para o Distrito de Galante a estimativa de faturamento dos comerciantes de Galantes durante o São João deste ano será superior a R$ 1 milhão, o que vai gerar renda para barraqueiros, quiosques e ambulantes.

 

 

Assessoria

Brasil lidera consumo de agrotóxicos no mundo e Inca pede redução do uso

agrotoxicosRelatório divulgado nesta quarta-feira (8) pelo Instituto Nacional de Câncer, o Inca, pede a redução do uso de agrotóxicos no país. O texto cita que o Brasil se tornou o maior consumidor desses produtos no planeta, ultrapassando a marca de 1 milhão de toneladas em 2009, equivalente a um consumo médio de 5,2 kg de veneno agrícola por habitante. A informação é do estudo “Agrotóxicos no Brasil: um guia para ação em defesa da vida”, publicado em 2011 pela pesquisadora Flavia Londres.

A instituição afirma que a liberação do uso de sementes transgênicas no país foi uma das responsáveis por colocar o Brasil no primeiro lugar deste ranking, “uma vez que o cultivo dessas sementes geneticamente modificadas exige grandes quantidades destes produtos”.

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O documento indica também que a venda de agrotóxicos tem registrado constante aumento no país, saltando de US$ 2 bilhões para US$ 7 bilhões entre 2001 e 2008, e alcançando valores recordes de US$ 8,5 bilhões em 2001.

Risco à saúde

 Faixa contra agrotóxicos foi colocada em Limoeiro do Norte, no Ceará  (Foto: Reuters/Davi Pinheiro)Faixa contra agrotóxicos foi colocada em Limoeiro do Norte, no Ceará (Foto: Reuters/Davi Pinheiro)

De acordo com o Inca, as atuais práticas de uso de produtos químicos sintéticos usados para matar insetos ou plantas no ambiente rural e urbano oferecem risco à saúde.

A instituição afirma que essas substâncias geram grandes problemas como poluição ambiental e intoxicação de pessoas, como trabalhadores e moradores dos arredores de plantações e criações. “As intoxicações agudas (…) são caracterizadas por efeitos como irritação da pele e olhos, coceira, cólicas, vômitos, diarreias, espasmos, dificuldades respiratórias, convulsões e morte”, explica a nota do instituto, sediado no Rio de Janeiro.

“Dentre os efeitos associados à exposição crônica a ingredientes ativos de agrotóxicos podem ser citados infertilidade, impotência, abortos, malformações, neurotoxicidade, desregulação hormonal, efeitos sobre o sistema imunológico e câncer”, destaca o documento.

Contaminação indireta
Citando análises realizadas por órgãos oficiais, como a Agência Nacional de Vigilância Sanitária, a Anvisa, o Inca afirma que a presença de agrotóxicos “não ocorre apenas em alimentos “in natura”, mas também “em muitos produtos alimentícios processados pela
indústria, como biscoitos, salgadinhos, pães, cereais matinais, lasanhas, pizzas e outros
que têm como ingredientes o trigo, o milho e a soja, por exemplo”.

Segundo o instituto, a preocupação com os agrotóxicos não pode significar a redução do consumo de frutas, legumes e verduras, que são considerados alimentos fundamentais em uma alimentação saudável e de grande importância na prevenção do câncer.

“O foco essencial está no combate ao uso dos agrotóxicos, que contamina todas as fontes de recursos vitais, incluindo alimentos, solos, águas, leite materno e ar”, ressalta a nota.

O Inca finaliza o documento citando que o Brasil precisa mudar sua política de incentivo à produção de agrotóxicos, como a isenção de impostos ao setor – o que, segundo o relatório, é algo que vai na contramão das medidas protetoras recomendadas –, e a liberação de tipos de substâncias que são proibidas em outros países.

Além disso, pede que marcos políticos para o enfrentamento do uso de agrotóxicos sejam cumpridos para que ocorra “redução progressiva e sustentada” desses produtos no país.

G1

Unesco: mundo precisará mudar consumo para garantir abastecimento de água

águaRelatório da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) mostra que há no mundo água suficiente para suprir as necessidades de crescimento do consumo, “mas não sem uma mudança dramática no uso, gerenciamento e compartilhamento. Segundo o documento, a crise global de água é de governança, muito mais do que de disponibilidade do recurso, e um padrão de consumo mundial sustentável ainda está distante.

De acordo com a organização, nas últimas décadas o consumo de água cresceu duas vezes mais do que a população e a estimativa é que a demanda cresça ainda 55% até 2050. Mantendo os atuais padrões de consumo, em 2030 o mundo enfrentará um déficit no abastecimento de água de 40%. Os dados estão no relatório Mundial das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento de Recursos Hídricos 2015 – Água para um Mundo Sustentável.

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O relatório atribui a vários fatores a possível falta de água, entre eles a intensa urbanização, as práticas agrícolas inadequadas e a poluição, que prejudica a oferta de água limpa no mundo. A organização estima que 20% dos aquíferos estejam explorados acima de sua capacidade. Os aquíferos, que concentram água no subterrâneo e abastecem nascentes e rios, são responsáveis atualmente por fornecer água potável à metade da população mundial e é de onde provêm 43% da água usada na irrigação.

Os desafios futuros serão muitos. O crescimento da população está estimado em 80 milhões de pessoas por ano, com estimativa de chegar a 9,1 bilhões em 2050, sendo 6,3 bilhões em áreas urbanas. A agricultura deverá produzir 60% a mais no mundo e 100% a mais nos países em desenvolvimento até 2050. A demanda por água na indústria manufatureira deverá quadruplicar no período de 2000 a 2050.

Segundo a oficial de Ciências Naturais da Unesco na Itália, Angela Ortigara, integrante do Programa Mundial de Avaliação da Água (cuja sigla em inglês é WWAP) e que participou da elaboração do relatório, a intenção do documento é alertar os governos para que incentivem o consumo sustentável e evitem uma grave crise de abastecimento no futuro. “Uma das questões que os países já estão se esforçando para melhorar é a governança da água. É importante melhorar a transparência nas decisões e também tomar medidas de maneira integrada com os diferentes setores que utilizam a água. A população deve sentir que faz parte da solução”, diz.

Cada país enfrenta uma situação específica. De maneira geral, a Unesco recomenda mudanças na administração pública, no investimento em infraestrutura e em educação. “Grande parte dos problemas que os países enfrentam, além de passar por governança e infraestrutura, passa por padrões de consumo, que só a longo prazo conseguiremos mudar, e a educação é a ferramenta para isso”, diz o coordenador de Ciências Naturais da Unesco no Brasil, Ary Mergulhão.

No Brasil, a preocupação com a falta de água ganhou destaque com a crise hídrica no Sudeste. Antes disso, o país já enfrentava problemas de abastecimento, por exemplo no Nordeste. Mergulhão diz que o Brasil tem reserva de água importante, mas deve investir em um diagnóstico para saber como está em termos de política de consumo, atenção à população e planejamento. “É um trabalho contínuo. Não quer dizer que o país que tem mais ou menos recursos pode relaxar. Todos têm que se preocupar com a situação”.

O relatório será mundialmente lançado hoje (20) em Nova Délhi, na Índia, antes do Dia Mundial da Água (22). O documento foi escrito pelo WWAP e produzido em colaboração com as 31 agências do sistema das Nações Unidas e 37 parceiros internacionais da ONU-Água. A intenção é que a questão hídrica seja um dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, que vêm sendo discutidos desde 2013, seguindo orientação da Conferência Rio+20 e que deverão nortear as atividades de cooperação internacional nos próximos 15 anos.

Agência Brasil

Pau de selfie é proibido em diversos pontos turísticos do Brasil e do Mundo

pau-de-selfieNa semana passada, mais dois museus no mundo baniram os paus de selfie: o Palácio de Versalhes, na França, e da National Gallery, em Londres. Eles se juntaram à lista crescente de atrações turísticas a tomar essas medidas.

Usados para melhorar as fotos de viagem, os paus de selfie são criticados por pessoas que acreditam que eles atrapalham os demais e são potencialmente perigosos.
Veja alguns lugares que limitam o equipamento.

Brasil

Estádios de futebol baniram os paus de selfie por poderem ser usados como armas em potencial em brigas de torcida, afirma a polícia. Nos desfiles de carnaval no sambódromo do Rio de Janeiro eles também não foram permitidos.

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Em São Paulo, o MASP (Museu de Arte de São Paulo) não permite entrar com tripés ou paus de selfie.

O Museu de Arte Moderna (MAM), localizado no Ibirapuera, também não autoriza o uso do acessório. Segundo a instituição, a medida é para proteger as obras, e os visitantes podem deixar os bastões em um guarda-volumes na entrada. A Pinacoteca do Estado também veta o equipamento.

O MAM do Rio de Janeiro é outro museu brasileiro que não permite o acessório por questões de segurança.

França

Assim como Versailles, o museu do Louvre baniu os paus de selfie. O Centro Georges Pompidou também proibiu o acessório, mas enquanto isso está avaliando o que fazer sobre o fenômeno, segundo o jornal “Le Monde”.
O Musee d’Orsay, de arte impressionista, proíbe não só os paus de selfie mas também qualquer fotografia em seu interior.

Itália

O Coliseu, em Roma, baniu os paus de selfie no último mês como uma medida de segurança, tanto para o ambiente quanto para os 16 mil visitantes que vão diariamente ao monumento de 2 mil anos de idade. “Centenas de bastões sendo manipulados ao mesmo tempo pode se tornar perigoso”, afirmou o porta-voz do Coliseu, Christiano Brughitta.

Duas turistas americanas foram presas na última sexta-feira depois de escrever seus nomes na parede do Coliseu – e depois tirar uma foto com pau de selfie.

EUA

Os museus Smithsonian em Washington proibiram na última semana os paus de selfie. Câmeras e fotos ainda são permitidas, mas tripés, monopés e bastões de selfie, não. A instituição afirma que é uma medida preventiva para proteger os visitantes e os objetos em exposição.

Outros museus americanos que baniram os paus de selfie são o Art Institute of Chicago, o Detroit Institute of Arts e, em Nova York, o Museum of Modern Art (MoMa) e o Metropolitan Museum of Art.

Áustria

O Albertina, um dos melhores museus de Viena, proíbe os paus de selfie.

Reino Unido

Além da National Gallery, alguns times de futebol ingleses baniram os paus de selfie dos estádios.

O National Portrait Gallery, adjacente à National Gallery, permite o acessório, mas afirma que “qualquer objeto que possa se provar incômodo pode ser retido no dia a dia”. O British Museum diz que está revisando sua política em relação aos bastões.

180 Graus