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Vysshaya Liga: a competição de futebol que ganhou fama com a paralisação dos campeonatos por todo o mundo

Se você não mora na Bielorrúsia certamente você também nunca tinha ouvido falar de nenhum time de futebol de lá. Muito menos conhecia a história da seleção ou de algum de seus jogadores, ou mesmo sobre o campeonato nacional.

Mas de repente, em dois meses, tudo mudou. O mundo parou e o futebol junto com ele. E nesse contexto apareceu Vysshaya Liga, conhecida no resto do mundo como Premier League da Bielorrússia, passando  em 10 países diferentes. Entre ele, a gigante Rússia e a Índia, com mais de 1 bilhão de habitantes.

A Vysshaya Liga (Liga Especial Bielorrussa) é a primeira divisão do Campeonato Bielorrusso de futebol. É o mais importante torneio de clubes de futebol na Bielorrússia. Durante a pandemia de COVID-19, junto da Nicarágua, era a única divisão nacional a ter continuidade.

Para os fãs do futebol, encontrar um lugar onde o esporte não parou foi a deixa perfeita para se especializar nos jogos do Dinamo Brest, do FK Gorodeya, do Belshina Brobruisk e conhecer com detalhes como funciona a competição da ex-república constituinte da União Soviética.

A liga tem 16 clubes e foi formada em 1992 e tem como seu maior campeão, com 15 títulos, o Bate Borisov que também já conseguiu chegar na fase de grupos da Champions League. Apesar da quantidade de títulos, nos sites de apostas o campeão atual é o Dinamo Minsk, que já levou 7 taças e é o campeão atualmente.

Para aqueles que ainda não conheceram a competição de lá é bem simples e funciona da seguinte maneira: dois turnos com pontos corridos. Quem consegue o primeiro lugar se classifica para a pré-Champions, o mata-mata que define quais serão os últimos times a entrar na fase de grupos. Segundo e terceiro vão para a Liga Europa.

Ao final da temporada, duas equipes são rebaixadas para a Segunda Divisão Bielorrussa, e são substituídas pelas primeiras colocadas da mesma.

E, claro, tinha que ter brasileiro se destacando nesse mundo que não parou. Gabriel Ramos fez três gols e três assistências em sete rodadas. O atacante já passou pelas categorias de base do Bahia e do Flamengo. E ele não está sozinho nesse mundo agora conhecido. Em entrevista ao site de futebol bets da Betway Esportes, Lipe Veloso, de 24 anos, está no elenco do Torpeno Zhodina, clube que nunca conquistou a Vysshaya Liga, mas nessa temporada está forte na briga pelo primeiro título.

Lipe gravou um vídeo falando sobre a estrutura que ele encontrou na Bieolorrússia e sobre a qualidade do Centro de Treinamento.

Betway

Diante de todo esse histórico resta saber se depois que o mundo do futebol começar a girar novamente a Vysshaya Liga vai continuar fazendo sucesso ou vai voltar ao anonimato.

 

Redação FN

 

 

Estresse por COVID-19 está afetando o sono de todo o mundo

Um outro dano do coronavírus ao mundo: o sono
Estas últimas semanas, foram caracterizadas por deixar de lado nossa rotina e onde a superexposição a informações e notícias causou estresse, ansiedade e depressão. Esta não é a única coisa que pandemia parece ter afetado, já que pessoas em todo o mundo relataram sofrer de falta de apetite e dificuldade para dormir.
Para o Dr. Alejandro Jiménez Genchi, presidente da Academia Mexicana de Medicina do Sono, existem razões pelas quais não conseguimos dormir, que, embora associados ao distanciamento social, também estão causando mudanças.
O médico comentou isso porque nossa rotina sofreu alterações e nossa atividade é menor “Não saímos, não exercitamos, não nos movemos e andamos pouco, o que produz menos impulso de cansaço na hora de dormir”. Analisa o Dr. Jiménez.
Além disso, a dificuldade de  é gerada de acordo com a teoria do hiperelaxamento: “A ameaça representada pelo vírus faz com que tendamos a estar alertas e mais despertos, isso produz uma ativação cognitiva desenvolvida no pensamento e emoções, gerando ansiedade e medo ”.
O médico explica que, ao não ser forçado a acordar cedo para ir trabalhar ou estudar, passamos pelo período de sono. Adolescentes e adultos jovens são o setor que sofre dessa variante conhecida como “síndrome da fase atrasada”.
Se essas condições durarem mais de três meses, elas já podem ser consideradas um distúrbio de insônia crônica. Em menor grau, está presente na população em geral como um distúrbio transitório ou agudo.
“Sabemos que 1 em cada 4 pessoas que têm insônia aguda se tornará uma condição crônica”, diz o médico.
Para recuperar o sono, o médico recomenda horários específicos, tão próximos do que tínhamos antes da quarentena, sempre tentando cobrir 7 a 8 horas de descanso, evite dormir durante o dia, se for necessário tirar uma soneca que seja inferior a 20 minutos.
“Evite mergulhar no estilo de vida sedentário para promover um bom humor e facilidade de sono”, conclui.
Certamente você conhece alguém que não consegue dormir bem, compartilhe esta nota para que todos saibam que não estão sozinhos em sua insônia.
curiosidadesdaterra

 

Casos de coronavírus no mundo superam os 2 milhões

Pouco mais de quatro meses depois das primeiras notificações da doença respiratória que, mais tarde, seria chamada de Covid-19, o número de infecções pelo novo coronavírus chegou nesta segunda-feira a dois milhões em todo o mundo. No Brasil, o Ministério da Saúde tem 23.430 casos confirmados e 1.328 mortes, mas pesquisadores de um projeto que reúne várias universidades do país dizem que o número real pode superar os 225 mil.

Segundo dados compilados pela Universidade Johns Hopkins , mais de um quarto das notificações vem dos EUA, 682 mil , sendo que a maior parte dos estados de Nova York (195 mil) e Nova Jersey (68 mil), locais onde há sinais de que as medidas de distanciamento social estão funcionando , apesar do grande número de novos casos e, tragicamente, de mortos.

Os números da Johns Hopkins mostram 119 mil óbitos relacionados à Covid-19 em todo o mundo, com destaque para os EUA (23 mil), Itália (20 mil), Espanha (17 mil), França (14 mil) e Reino Unido (11 mil) . Vale destacar que os países europeus se encontram, pelo menos em tese, mais próximos do chamado “pico de infecções”, com alguns deles registrando quedas no número de novos casos, internações e mortes, o que não significa que a vida esteja perto de voltar ao normal. Nesta segunda-feira, o presidente francês, Emmanuel Macron, estendeu a quarentena até o dia 11 de maio , reconhecendo que houve erros no enfrentamento da crise.

— O momento, sejamos honestos, revelou falhas. Mas desde o momento em que estes problemas foram identificados, nos mobilizamos. Uma produção de guerra foi estabelecida — disse em pronunciamento.

Longe da normalidade

Por outro lado, a Espanha, que foi criticada pela demora em adotar ações de distanciamento social e tem hoje o segundo maior número de infectados do mundo, começou a aliviar algumas das restrições. Retornam ao trabalho aqueles que não podem fazê-lo remotamente: o setor industrial, de construção, escritórios como os de advocacia, trabalhadores domésticos, entre outros, mas seguindo recomendações sanitárias.

Em locais onde o número de casos ainda está em ascensão, como na América Latina, sistemas de saúde já precários são colocados em situações extremas, como no Equador,  onde os mortos são abandonados nas ruas e o Exército precisou buscar quase 700 corpos de pessoas que faleceram em casa . Na Argentina , onde o governo adotou uma postura incisiva, cidades como Buenos Aires impuseram, além das medidas de quarentena, a obrigatoriedade do uso de máscaras: na capital, quem descumprir a regra pode receber multa equivalente a R$ 6,2 mil.

Além da dificuldade de manter o distanciamento social, uma medida que mostra resultados mas que enfrenta questionamentos de alguns setores econômicos e, em casos isolados, políticos, a China é um exemplo de como deixar o confinamento e retomar a vida normal não é exatamente uma tarefa das mais simples . As autoridades seguem controlando as viagens internas e, especialmente, externas. O temor, no caso, é de uma segunda onda de infecções. Nesta segunda-feira, o país registrou o maior número de casos em quase seis semanas , 108, quase todos “importados” de outros países, especialmente a Rússia.

 

O Globo

 

 

EUA têm maior número de mortes por covid-19 no mundo: mais de 20 mil

Os Estados Unidos superaram a Itália como o país com o maior número de mortes por coronavírus, registrando mais de 20 mil óbitos desde o início do surto, segundo contagem da agência de notícias Reuters.

O marco sombrio foi alcançado em meio às ponderações do presidente Donald Trump sobre quando o país, que anotou mais de meio milhão de infecções, pode começar a ver um retorno à normalidade.

Os Estados Unidos registraram o maior número de mortos até o momento na epidemia, com cerca de 2 mil mortes diárias nos últimos quatro dias seguidos, com grande parte delas ocorrendo na cidade de Nova York e seus arredores.

Mesmo este número é visto como possivelmente menor que a realidade, já que Nova York ainda está descobrindo a melhor maneira de incluir um aumento ocorrido nas mortes em casa em suas estatísticas oficiais.

Especialistas em saúde pública alertaram que o número de mortos nos EUA poderá subir para 200 mil durante o verão se os pedidos sem precedentes para ficar em casa, que fecharam negócios e mantiveram a maioria dos norte-americanos em isolamento, forem suspensos depois de 30 dias.

A maioria das restrições atuais à vida pública, no entanto, incluindo fechamento de escolas e ordens de emergência que mantêm trabalhadores não essenciais confinados em suas casas, decorre de ordens de governadores e não do presidente.

Custo econômico

No entanto, Trump disse que deseja que a vida volte ao normal o mais rapidamente possível e que as medidas destinadas a conter a propagação do coronavírus têm seu próprio custo econômico e de saúde pública. As atuais diretrizes federais vão até 30 de abril.

Trump, que busca a reeleição em novembro, terá que decidir se deve estendê-las ou começar a incentivar as pessoas a voltar ao trabalho e a um estilo de vida mais normal.

O presidente disse que iria divulgar um novo conselho consultivo, possivelmente na terça-feira (14), que incluirá alguns governadores estaduais e se concentrará no processo de reabertura da economia dos EUA.

O número de americanos que buscam benefícios de desemprego nas últimas três semanas ultrapassou 16 milhões, com novos pedidos semanais superando 6 milhões pela segunda vez consecutiva na semana passada.

O governo disse que a economia eliminou 701 mil empregos em março. Essa foi a maior perda de empregos desde a grande recessão e encerrou o maior boom de empregos na história dos EUA, iniciado no final de 2010.

Agência Brasil

 

 

Paiva Netto: Jesus vence as procelas do mundo

Por pior que seja a tormenta, Jesus sempre conduzirá e fortalecerá os que, amando-O e perseverando além do fim, encontrarão as soluções para as dores dos povos, pois Ele calará os ventos, acalmará os mares e estabelecerá uma duradoura bonança. Vamos à extraordinária passagem bíblica que motiva essas nossas reflexões:

Jesus aplaca a tempestade

(Evangelho, consoante Mateus, 8:23 a 27; Marcos, 4:35 a 41; e Lucas, 8:22 a 25)

“Aconteceu que, num daqueles dias, Jesus tomou uma barca, acompanhado pelos Seus discípulos. E eis que se levantou no mar tão grande tempestade de vento que as ondas cobriam a barca, enquanto Jesus dormia na popa, sobre um travesseiro. Os discípulos O acordaram aos brados, dizendo: Salva-nos, Senhor, porque nós vamos morrer! E Jesus lhes respondeu: Por que temeis, homens de pequena fé? Então, erguendo-se, repreendeu os ventos e o mar; e se fez grande bonança. Aterrados e cheios de admiração, os discípulos diziam uns aos outros: Afinal, quem é este, que até o vento e o mar Lhe obedecem?

Jamais desistir do Bem

A Esperança não morre nunca! Essa inspiração me veio à mente, no início da década de 1980, ao assistir, na televisão, a um moço dizer ter perdido a fé no futuro. Não me considero poeta. Mas tomei da caneta e ousei estes simples e despretensiosos versos, depois musicados pelo maestro legionário Vanderlei Pereira:

A Esperança não morre nunca!

A Esperança

não morre nunca!

Nunca!

Não morre, não!

Pois, como a Vida,

que é eterna,

mãe tão fraterna,

pode morrer?!

Não, não morre

nunca!

Não morre, não,

a Esperança no coração!

A Esperança é Jesus!

Combater a apatia

Pelas veredas da existência espiritual-humana, quantas vezes nos deparamos com dificuldades, das quais — pensávamos todos — não haveríamos de restar? “Ah, meu Deus, que situação! Se eu vou nessa direção, crio problemas aqui; se vou em frente, crio problemas na direção oposta; se viro pra cá, aborreço esse ou aquele”.

Aí você vai dormir, toma um bom banho quente ou frio (conforme o gosto) e, no outro dia, descobre uma solução ou aparecem outras demandas para resolver e, então, se surpreende: “Ih, até havia esquecido: aquilo que me parecia uma enormidade já passou! Aquela outra situação teve um bom desfecho! Já sei como superar tal percalço!”

Não se trata de um passe de mágica, tampouco incentivo a quem quer que seja a desviar a cara dos desafios reais que se apresentam. Todavia, quando estamos decididamente empenhados em defrontar os embates diários, os Amigos Espirituais — conhecidos ainda por Almas Benditas, Espíritos Guias, Numes Tutelares… — também operam os seus feitos e se aproximam de nós com elevadas sugestões, intuindo-nos a enxergar caminhos antes despercebidos. Basta acreditar nesse apoio invisível e estabelecer uma sintonia sublime com nossos Anjos Guardiães para, de fato, contar com eles.

No entanto, ainda há alguns — e respeitamos os seus motivos — que acidamente retrucam: “Eu não creio nessa coisa de Esperança”.

Porém, qual o contraponto em suas propostas? Com frequência, recorre-se a um vazio existencial. Contudo, não podemos aceitar o desalento, o derrotismo, a apatia, o desprezo da criatura por si própria e por seus pares como saídas para quaisquer crises. Sempre tem de haver Esperança! E, acima de tudo, a firme vontade de sobrepujar as intempéries da vida. A questão é querer fazer o Bem, fazer, mas fazer certo!

 

José de Paiva Netto ― Jornalista, radialista e escritor.

paivanetto@lbv.org.br — www.boavontade.com

 

 

‘Se a gente sair andando todo mundo de uma vez, vai faltar pro rico, pro pobre’, diz ministro da Saúde

O ministro da saúde, Henrique Mandetta, mudou neste sábado (28) o tom novamente de suas declarações sobre isolamento social. Na terça-feira (24), ele tinha ajustado o seu discurso ao do presidente Jair Bolsonaro, contrário a um isolamento mais geral e favorável ao isolamento apenas de idosos e pessoas de 60 anos e mais.

Neste sábado, Mandetta foi mais enfático na defesa de que as pessoas que podem devem ficar em casa. Ele justificou sua defesa de que as pessoas devem permanecer em casa para que o sistema de saúde não se sobrecarregue, aumentando a letalidade da Covid 19 por falta de leitos e de UTI.

Ele disse que o fato de as pessoas estarem em casa já fez o número de internados por acidentes de trânsito diminuir, o que libera espaço para os que precisam se tratar da Covid:

” Mais uma razão pra gente diminuir bastante a atividade de circulação de pessoas no intuito de diminuir o trauma, que é um efeito também secundário, benefico, além do efeito de diminuir a transmissão”, ele disse.

O ministro afirmou: “Mais uma razão pra gente ficar em casa, parado, até que a gente consiga colocar os equipamentos na mão dos profissionais que precisam. Porque se a gente sair andando todo mundo de uma vez vai faltar pro rico, pro pobre, pro dono da empresa, pro dono do botequim, pro dono de todo mundo”.

Critérios técnicos

Mandetta disse que vai se pautar por critérios técnicos e pela ciência:

“Nós precisamos ter racionalidade e não nos mover por impulso neste momento. Nós vamos nos mover, como eu disse desde o princípio, vamos nos mover pela ciência e pela parte técnica, com planejamento. Pensando em todos os cenários quando a gente fala de colapso, de sobrecarga, ou de sobreuso no sistema, a gente tá falando disso. Não só de sobrecarga na saúde mas por exemplo na logística.”

Desafio inédito

O ministro da saúde enfatizou que o desafio do novo coronavírus é inédito no mundo. E que a doença ataca a saúde, a economia e a sociedade como um todo. E que por esse motivo exige toda a cautela:

“E aí eu volto a repetir: muitas vezes… Hoje está cheio de professor de epidemiologia, cheio de fazedores de conta, de cálculos. Preste atenção: essa epidemia é totalmente diferente da H1N1.”

“Não há receita de bolo. Quem raciocinar pensando: nesta aqui foi assim, vai errar feio. Essa não é assim. Essa causou não uma letalidade pro indivíduo, não é esse o nosso problema. Nem daqueles que falam assim: ah essa doença vai matar só 5 mil, só 10 mil. Não é essa a conta”, ele disse.

“A conta é: esse vírus ele ataca o sistema de saúde e ataca o sistema da sociedade como um todo. Ele ataca logística, ele ataca educação, ele ataca economia, ele ataca uma série de estruturas, no mundo.”

Setores essenciais

O ministro da saúde descartou nesse momento a discussão sobre quarentena vertical – só de idosos – ou horizontal, que pega todas as idades.

Ele disse que o que não pode haver é uma parada de todos, em todo o Brasil. Um discurso compatível com o que vem sendo praticado: fica em casa quem pode para que os trabalhadores de setores essenciais possam trabalhar, entre eles aquele que abastecem as cidades de alimentos e outros insumos:

“Não existe quarentena vertical, horizontal. Existe a necessidade de arbitrar em determinado tempo qual o grau de retenção que uma sociedadade deve fazer”, disse o ministro.

“O lockdown – parada absoluta ou total -, pode vir a ser necessário, em algum momento, em alguma cidade. O que não existe é um lockdown ao mesmo tempo, desarticulado. Isso é um desastre que vai causar muito problema pra nós da saúde”, ele afirmou.

Articulação

O ministro disse que, enquanto um acordo nacional não sai, os governadores devem seguir os parâmetros que adotaram até aqui:

“Agora não é hora de sobrecarregar o sistema de saúde seja em nome do que for. Agora é hora de aguardar, vamos ver como essa semana vai se comportar, e nós vamos ter nessa semana a discussão dentro da Saúde para achar os parâmetros, aqueles que tomaram medidas de acordo com a sua localidade sem o parâmetro, usou o parâmetro próprio, utiliza o seu parâmetro que nós vamos construir um consenso para nós podermos andar.”

A entrevista foi precedida por uma reunião na manhã de hoje entre o presidente Jair Bolsonaro e outros ministros. Isso gerou novamente boatos de que o ministro seria demitido por discordar do presidente na questão do isolamento na atual fase da pandemia. Mandetta comentou os rumores:

“Eu sei que hoje, essa semana, todo mundo ficou ‘mas e o ministro? ele sai? ministro não sai?’. Eu volto a repetir: vou ficar aqui junto com vocês, enquanto o presidente permitir, enquanto eu tiver saúde e não puder sair. E digo mais, aqui no fundo do Ministério da Saúde tem um lugarzinho pra uma creche, tem um quarto, se toda a equipe aqui estiver com gripe e tiver tudo bem, inclusive eu, nós vamos ficar no quartinho ali, pra gente ficar perto pra pelo menos a gente ficar conversando”

“Ou na hora que não for mais necessário nós estarmos aqui, na hora que falarmos ‘olha, cumprimos o nosso dever’, e tá encerrada a nossa participação no Ministério da Saúde. E vamos trabalhar com essa equipe e vamos terminar com essa equipe.”

O ministro criticou aqueles que querem convocar protestos pelo fim do isolamento:

“Fazer movimento assimétrico, de efeito manada, agora nós vamos daqui duas semanas, três semanas, os mesmos que falam ‘vamos fazer uma carreata de apoio’ os mesmos que fizerem vão ser os mesmos que vão estar em casa. Não é hora agora. “

Jovens em casa e comércio

Mandetta explicou por que o comércio não pode reabrir e também por que os jovens têm de ficar em casa, apesar de terem apenas sintomas leves em sua maioria:

“Por que se suspendem aulas? Se todas as crianças e jovens, como vocês viram, se têm a doença e são assintomáticos e são sintomas leves, por que a gente os tira da aula? Muitas vezes é o que fala: ‘Deixa as crianças e adolescentes’. É porque eles são assintomáticos e não sabem, só transmitem. Como voltam para casa e casa tem comodo, temos déficit habitacional enorme, pode contaminar cinco, seis pessoas. Quando a gente diminui a mobilidade, cada um positivo contamina dois. Quando deixa todo mundo andando, cada um contamina seis, e isso faz progressão geométrica, faz essa curva super rápida.”

“Se eu deixar a movimentação social contínua eu não estou preparado para hora da periferia sobrecarregar em bloco o sistema de saúde. Todo comércio diz: eu quero abrir, eu quero abrir. Calma porque vamos ter que fazer isso. Uma regrinha para saberem. Vou abrir assim: faço teste com funcionário, menos mesa, não pode ter fila de espera, buffet, fila um atras do outro. Algumas coisas que vamos colocar para serem pontos de referência. Para não falar que está tratando assim ou assado.”

E, pouco antes do fim da entrevistas, o ministro elogiou a preocupação do presidente Bolsonaro:

“Espero que tenhamos tranquilizado todos vocês, Vamos trabalhar, essa semana a gente encerra, começa amanhã domingo com trabalho no Ministério da Saúde e vamos ver se conseguimos fazer um plano mínimo que compatibilize saúde e economia. Esse é nosso trabalho de fim de semana junto com a equipe econômica. Como ir, como voltar, o que funciona, o que é essencial, o que pode rodar a economia. O presidente está certíssimo quando fala que a crise econômica vai matar as pessoas. As pessoas não aguentarão a fome. Está certíssimo. E estamos 100% engajados em achar a solução junto com a equipe da economia, mostrar a fórmula para o Ministério da Economia. Vamos aumentar, vamos melhorar. Precisa de um grande pacto para que possamos sair do outro lado”, disse Mandetta.

Casos de coronavírus no Brasil — Foto: Arte G1

Casos de coronavírus no Brasil — Foto: Arte G1

 

G1

 

 

Papa Francisco abençoa Lula em audiência e os dois dialogam sobre a busca por um “mundo menos desigual”

Depois de 580 dias como preso político no Brasil, o ex-presidente Lula reuniu-se no Vaticano com o Papa Francisco, que o recebeu para discutir soluções contra a crescente desigualdade no mundo.

O encontro, na tarde desta quinta-feira (13), prolongou-se por mais de uma hora. O tema da desigualdade foi o principal assunto da reunião.

Lula entregou ao Papa um exemplar do livro “Lula e a Espiritualidade: oração, meditação e miitância”, das editoras 247 e Kotter Editorial.

O ex-presidente chegou a Roma nesta quarta-feira (12), acompanhado do ex-chanceler Celso Amorim e de um grupo pequeno de assessores. Ele aproveitou a viagem para se encontrar com lideranças políticas do país e falar sobre a conjuntura da política no Brasil.

Ele se reuniu com atual secretário-geral do Partido Democrático (um dos dois partidos que governa a Itália), Nicola Zingaretti, e o ex-primeiro-ministro italiano Massimo D’Alema, que havia visitado Lula no cárcere em Curitiba em setembro de 2018.

Para adquirir um exemplar do livro entegue ao Papa, clique aqui.

 

(Foto: Ricardo Stuckert)

Por Brasil 247

 

 

Brasil é o país mais ansioso do mundo, aponta estudo da OMS

O Brasil sofre uma epidemia de ansiedade. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), o País tem o maior número de pessoas ansiosas do mundo: 18,6 milhões de brasileiros (9,3% da população) convivem com o transtorno. O tabu em relação ao uso de medicamentos, entretanto, ainda permanece.

Daniel Martins de Barros, psiquiatra do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo, confirma. “As duas frases que eu mais ouço na clínica são ‘eu não queria tomar remédio’, na primeira consulta, e ‘eu não queria parar de tomar os remédios’, na consulta seguinte. A gente tem muita resistência porque existem muitos mitos: ficar viciado, bobo, impotente, engordar”.

Barros explica que todo remédio pode ter efeitos colaterais e eles serão receitados quando existir uma relação de custo-benefício a favor do paciente. “Tudo é assim na medicina e na vida”, diz. Neury Botega, psiquiatra da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), afirma que há 30 anos os médicos dispunham de recursos inadequados para tratar a ansiedade.

“Ou usávamos drogas bem pesadas, como barbitúricos, ou as que existem até hoje, como as faixas pretas, os benzodiazepínicos. Por isso, nós vimos várias tias, avós, viciadas em remédios e essa é uma das imagens gravadas quando pensamos em tratamentos psiquiátricos”.

A partir de 1990, a fluoxetina, mais conhecida comercialmente como Prozac, torna-se popular. Para Botega, isso muda totalmente o paradigma do tratamento da ansiedade. “Hoje, para tratá-la, na maioria das vezes usamos medicamentos que aumentam a atividade de um neurotransmissor chamado serotonina. É o nosso Bombril: mil e uma utilidades”.

Em relação ao tempo de duração do tratamento, não há protocolos claros para a ansiedade, como existem para a depressão. “Ele pode durar um tempo ou ser necessário pela vida inteira. Ansiedade é como pressão alta: quando descontrola, às vezes é para sempre. Você pode controlar com atividade física, meditação, terapia, mas ela vai estar sempre ali te ameaçando”, diz Martins de Barros.

De acordo com ele, os casos variam bastante: há desde indivíduos que terão alta e nunca mais precisarão de remédios até outros que dependerão de medicamentos para o resto da vida.

Medicalização

Leandro Karnal, historiador e colunista do jornal O Estado de S. Paulo, aponta outro lado da questão e vê uma “medicalização” do comportamento humano. “Se o aluno não consegue acompanhar as aulas, dão remédio para ele. Nem todo mundo que não presta atenção tem deficit de atenção. A aula pode ser chata mesmo”, argumenta.

Rosely Sayão, psicóloga e consultora em educação, chama a atenção para o que ela intitula de “epidemia de diagnósticos”, que envolve leigos e profissionais de saúde. Para ela, cada um de nós hoje usa a lógica médica para olhar para o outro e dizer: “Essa pessoa é chata; essa pessoa tem TOC; fulano surtou”. “Nós vivemos à base de diagnósticos e, quando fazemos isso, apagamos a pessoa que está por trás dele”.

 

OMS

 

 

Barulho aumenta a cada dia e afeta a saúde auditiva de milhões de pessoas em todo o mundo

A Perda Auditiva Induzida por Níveis de Pressão Sonora Elevados (PAINPSE) é um dos grandes males da atualidade

Neste século 21, o volume dos sons da vida está cada vez maior. Problemas de audição já atingem mais de 360 milhões de indivíduos, de acordo com dados da Organização Mundial de Saúde. Estima-se que 25% da população trabalhadora exposta a ruídos, em todo o mundo, seja afetada pela perda auditiva, em algum grau.

Trabalhadores da construção civil, pilotos e tripulantes de aviões, motoristas, dentistas, cabeleireiros, engenheiros, músicos e produtores musicais são alguns dos profissionais prejudicados com os elevados decibéis dos ruídos do dia a dia. Sem proteção acústica adequada, eles estão sujeitos à perda auditiva já na idade adulta porque as células ciliadas da orelha, responsáveis pela audição, quando morrem, não se regeneram e as pessoas passam a ouvir cada vez menos.

Perda Auditiva Induzida por Níveis de Pressão Sonora Elevados (PAINPSE) atinge qualquer pessoa exposta a níveis de som elevados, com frequência. Um dos primeiros sinais de que algo não vai bem pode ser o zumbido. Cerca de 28 milhões de pessoas no Brasil já sofrem de zumbido e cinco milhões apresentam algum grau de surdez. O excesso de barulho não está somente em alguns ambientes de trabalho. O dano auditivo pode ocorrer ao participarmos de shows e micaretas, principalmente se ficarmos próximo às caixas de som; ao exagerarmos no volume do áudio ao usar fones de ouvido diariamente; em consequência à alta intensidade de ruído durante o disparo de um tiro – para os amantes de clubes de tiro; ao colocarmos a TV em alto volume dentro de casa; e até no estampido dos fogos de artifício.

“Todo trabalhador exposto a altos níveis de ruído em seu local de trabalho deve usar equipamentos de proteção individuais (EPI) adequados, como os protetores auriculares, que podem ser personalizados, de acordo com as medidas do ouvido de cada um. O uso simples desses acessórios já diminui bastante o risco de perda auditiva”, ressalta a fonoaudióloga Marcella Vidal, da Telex Soluções Auditivas.

É fundamental fazer avaliações audiológicas periódicas da audição, como precaução; ou buscar tratamento imediato assim que se percebe que já não escutamos bem. As fonoaudiólogas da Telex, inclusive, realizam check up auditivo gratuito em todas as unidades situadas em cidades de todo o país.

“Ao perderem a audição, as pessoas relatam dificuldades de compreensão da fala do interlocutor; dificuldade de localização e concentração; e até dor de cabeça; tontura e irritabilidade. O zumbido é um dos sintomas da perda auditiva. O barulho perturbador que pode ser tratado com o uso de uma prótese auditiva com recurso especial que suaviza o incômodo, ao mesmo tempo em que trata a perda de audição”, explica a fonoaudióloga.

Sons por todos os lados

Além dos fatores de risco já mencionados, a população ainda convive diariamente com buzinas; carros de som; grito de camelôs; barulho de obras; eletrodomésticos ruidosos – como aspirador de pó, secador de cabelo e liquidificador; pessoas conversando em tom alto; gritaria de crianças; latido de cachorro; telefones e equipamentos eletrônicos. São tantos os sons ao redor que às vezes fica difícil até saber de onde vem cada um. Essa overdose sonora que afeta a todos, voluntária ou involuntariamente, também pode trazer sérios riscos à saúde auditiva.

“A grande preocupação é que a PAINPSE tem efeito cumulativo. Dependendo do volume e do tempo de exposição ao som elevado, além de predisposição genética, o indivíduo pode sofrer danos auditivos cada vez mais severos, de forma contínua e elevada, ao longo da vida. E as novas gerações serão as maiores vítimas dessa perda precoce de audição, em razão de hábitos ruins, como o uso de fones, boates, música alta nas academias e da vida cada vez mais barulhenta”, alerta a especialista da Telex.

Prevenção

Quanto mais cedo for detectada a perda auditiva, melhor. “Quando o dano ainda é pequeno, é mais fácil a adaptação aos aparelhos auditivos e o retorno do acesso aos sons acontece mais naturalmente. O problema é que a maioria das pessoas não reconhece que ouve mal. A falta de informação e o preconceito fazem com que a consulta ao médico otorrinolaringologista seja protelada por muitos anos. Quando se procura tratamento, a audição está muito comprometida, o que pode acarretar até problemas cognitivos, com dificuldades no processamento de informações, atenção e raciocínio, por exemplo”, completa Marcella Vidal.

A boa notícia é que, graças aos avanços da tecnologia, os aparelhos auditivos hoje são minúsculos, como os da Telex, garantindo discrição e elegância ao usuário. Por isso, ao desconfiar de dificuldades para ouvir, consulte um especialista para obter um diagnóstico preciso. A partir de exames como a audiometria, é indicado o tratamento mais adequado.

 

Assessoria de imprensa da Telex Soluções Auditivas

 

 

Estados Unidos passam por cima da Holanda e conquistam a Copa do Mundo

Os Estados Unidos levaram o tetra da Copa do Mundo feminina de 2019. Esse resultado você talvez já esperasse, mas o roteiro não foi assim tão previsível. No início de jogo, a Holanda mudou a disposição tática de três jogadoras, se fechou na defesa e impôs dificuldades ao setor de criação norte-americano. Quando os EUA arranjavam espaço, lá estava Van Veenendaal para evitar os gols. Mas, no segundo tempo, não houve jeito.

O pênalti de Van der Gragt em Morgan, convertido por Rapinoe, quebrou o equilíbrio da partida. Lavelle marcou o segundo sete minutos depois, e aí foi um verdadeiro ataque contra defesa.

A Holanda se jogou à frente e se expôs lá atrás. Só não houve mais gols porque, novamente, lá estava Van Veenendaal. As americanas martelaram até o apito final, quando, enfim, levantaram o tão sonhado título, o quarto de sua história. As holandesas ficam com o vice, em sua melhor participação em Copas.

Megan Rapinoe foi a autora do gol que abriu caminho para o título norte-americano. O troféu de melhor em campo está em boas mãos

Globoesportes.com