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Dilma pede aprovação de projeto que muda meta fiscal deste ano

Foto: Agência Brasil A presidenta Dilma Rousseff, o vice-presidente Michel Temer, e o ministro da Casa Civil, Aloizio Mercadante, reúnem-se com líderes da base no Senado e na Câmara, no Palácio do Planalto
Foto: Agência Brasil
A presidenta Dilma Rousseff, o vice-presidente Michel Temer, e o ministro da Casa Civil, Aloizio Mercadante, reúnem-se com líderes da base no Senado e na Câmara, no Palácio do Planalto

Ao se reunir com 23 parlamentares da base aliada no Congresso Nacional na noite desta segunda (1) a presidente Dilma Rousseff concentrou a sua fala em apenas um pedido: a aprovação do projeto que altera a meta fiscal deste ano. Senadores e deputados de onze partidos ouviram durante o encontro, no Palácio do Planalto, argumentos referentes à política econômica do governo e discutiram estratégias a serem adotadas durante a votação, marcada para as 18h desta terça-feira (2).

Na semana passada, a votação do Projeto de Lei do Executivo 36/14 foi adiada após impasse entre governistas e oposicionistas. Enfrentar a obstrução da oposição é dada pelo governo como uma articulação necessária para que a matéria seja aprovada.

“Quando se fala da importância que tem a execução orçamentária neste último mês do ano para a economia brasileira, para estados e municípios, evidentemente todos ficam mais conscientes de que não só é importante comparecer, mas permanecer em plenário”, disse o ministro-chefe da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência, Ricardo Berzoini.

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Estiveram reunidos líderes do PT, PMDB, PSD, PP, PR, PTdoB e PRP (os três últimos em bloco). Também compareceram parlamentares do PROS, PDT, PTB, PCdoB, PRB e PSC. Para Berzoini, se a reunião não ocorresse, o governo trabalharia da mesma maneira para aprovar o projeto, mas esta é uma demonstração de que Dilma está disposta a um “diálogo permanente” com a sua base.

A estratégia de convencer os parlamentares da importância da alteração na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) é compartilhada pelo líder do governo na Câmara, Henrique Fontana (PT-RS), que está ligando para os colegas e pedindo que compareçam ao plenário amanhã.

“Eu estranho que a oposição tenha aprovado as desonerações e não nos acompanhe no ajuste da LDO”, disse. Junto com os gastos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), as desonerações tributárias poderão ser abatidas, sem limites, da meta de superávit primário para este ano, caso o projeto seja aprovado.

“Dos 20 países que compõem o G20, 17 estão fazendo déficit fiscal, e o Brasil está pedindo autorização para ser um dos três ou quatro que vão fazer um superávit menor, mas não vamos fazer déficit”, disse Fontana, acrescentando que a política é coerente com as necessidades da economia brasileira neste momento.

“O pedido da presidenta foi exatamente nesse sentido: tivemos uma disputa que definiu uma política econômica para o país. E a política vitoriosa nas urnas foi justamente a que prioriza o emprego e a renda […]. E a mudança no superávit primário é mais um passo dessa política econômica vitoriosa”, declarou a jornalistas após o encontro.

Referindo-se à não votação do projeto em plenário na semana passada como um “pequeno tropeço”, o líder disse que a base está bastante comprometida com a votação de amanhã. Para isso, deve ser mantida a tática de não responder às acusações da oposição e assim não alongar as tentativas de obstrução da matéria.

Agência Brasil

Ex-atleta olímpica do salto com vara muda de sexo e vira personal trainer

(Foto: Editoria de arte)
(Foto: Editoria de arte)

No dia 21 de novembro de 2007, a atleta Yvonne Buschbaum, do salto com vara, anunciou sua aposentadoria do esporte aos 27 anos. O motivo? Queria se dedicar a um sonho de infância: mudar de sexo. Quase sete anos depois, rebatizada como Balian, uma homenagem ao personagem de Orlando Bloom no filme “Reino dos Céus”, é homem e não abandonou o esporte, trabalha como personal trainer.
Pelas fotos atuais, não dá para dizer que Balian já foi mulher. Ainda como Yvonne, terminou na sexta colocação do torneio de salto com vara nas Olimpíadas de Sydney, na Austrália, em 2000. Ele afirmou que, durante anos, sentiu que vivia no corpo errado e disse que não quer se esconder.

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– Tenho consciência de que a transexualidade é um assunto que está às margens da sociedade, mas não quero ser parte desta marginalização. Não quero, muito menos, viver às escondidas – comentou.

Além da participação nos Jogos de Sydney em 2000, Balian, ainda como Yvonne, foi sexto lugar no Mundial Indoor de Lisboa, em Portugal, e sétimo no Mundial de Edmonton, no Canadá, no mesmo ano. Em 2002, ficou em segundo no Europeu Indoor em Viena, na Áustria, e, na Alemanha, pegou bronze no Europeu. Em 2003, terminou o Mundial de Paris, na França, em sexto.

globoesporte

 

TSE muda decisão do TRE e desaprova contas de Rômulo

romuloA ministra Maria Thereza de Assis Moura, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), acatou um recurso do Ministério Público Eleitoral para desaprovar as contas de campanha de Rômulo Gouveia e Lígia Feliciano nas eleições de 2008, quando eles disputaram a prefeitura de Campina Grande, como candidatos a prefeito e vice, respectivamente.

A decisão da ministra é “para que seja restabelecida a sentença do juízo de primeiro grau que desaprovou as contas de Rômulo José de Gouveia, estendendo os efeitos da decisão a então candidata à vice-prefeita, Ana Lígia Costa Feliciano”.

A prestação de contas de Rômulo foi aprovada com ressalvas pelo Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba, que reformou sentença de 1º grau e determinou a reabertura da conta bancária, de forma a viabilizar a arrecadação de recursos e quitação das dívidas. No julgamento, o TRE-PB ainda acolheu um recurso de Lígia Feliciano para excluí-la do polo passivo da ação.

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Para aprovar com ressalvas, o TRE-PB aplicou o que dispõe a Lei nº 12.034/2009, a qual passou a permitir a assunção das dívidas de campanha pelo partido.

Para o Ministério Público Eleitoral, o TRE não poderia ter aplicado retroativamente a Lei nº 12.034/2009 para aprovar as contas do candidato, que disputou a eleição de 2008.

De acordo com a ministra Maria Thereza de Assis Moura, a decisão do TRE-PB foi em desacordo com as normas vigentes no pleito de 2008. Ela lembrou que a Resolução nº 22.715/2008 vetou expressamente a possibilidade de assunção de dívidas de candidatos por terceiros, inclusive por partidos políticos.

“Como bem observado nas razões recursais, o § 3º do artigo 29 da Lei nº 9.504/97 – que prevê o direito à assunção da dívida pelo partido político – é posterior aos fatos narrados nos autos, pelo que não poderia, in casu, o TRE invocá-lo para aplicar ao caso em exame”, disse a ministra em sua decisão.

 

Lei federal muda e obriga instituições a conceder bolsas filantrópicas só pelo Prouni

Reitora explicou as ações que o Unipê adotará
Reitora explicou as ações que o Unipê adotará

Uma alteração na lei federal nº 12.868 de 2013, obrigou todas as instituições de ensino do país que, na sua personalidade jurídica, também se enquadram em ações de filantropia, a alterarem os critérios para distribuição de bolsas de estudos. No Estado, o Centro Universitário de João Pessoa (Unipê) já fez um levantamento sobre essa situação que afetará diretamente os alunos, a partir do segundo semestre deste ano.

Com essa mudança na legislação federal, todas as instituições de ensino que se encaixam nesses padrões têm que conceder uma bolsa integral para cada cinco alunos pagantes. No caso de bolsas parciais, será uma para cada nove alunos pagantes. “Somos agora obrigados a fazer a distribuição das bolsas, sejam integrais ou parciais, somente a quem aderir e preencher todos os critérios do Prouni”, mostrou o assessor jurídico do Unipê, Marcelo Weick.

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O Unipê tem 9.627 alunos de graduação. Para esse contingente, são 1.016 bolsas dentro dos critérios do Prouni (o que equivale a R$ 9 milhões, 472 mil e 26, ao ano); e 1.260 bolsas filantrópicas (o equivalente a R$ 7 milhões, 44 mil e 861, por ano). No total, os gastos do Unipê com as bolsas chegam a R$ 16 milhões.

Do total de alunos do Unipê, 1.061 têm bolsas integrais, 8.566 são pagantes. Com os novos critérios, o Unipê terá que conceder mais 895 bolsas integrais, dentro dos critérios para seleção do Prouni.

A reitora Ana Flávia Pereira da Fonseca enfatiza que as 1.200 bolsas de filantropia já existentes (que equivalem a um custo de R$ 12 milhões, 736 mil e 203) serão bancadas pela instituição até o seu término. “Nenhum aluno será prejudicado”, garantiu.

Além das bolsas, o Unipê mantém gastos de R$ 2 milhões e 273 mil com ‘incentivos estudantis’, que atendem alunos selecionados por mérito. “O aluno recebe uma bolsa de R$ 450,00 por mês para monitoria, pesquisa e extensão. Não é bolsa filantropia. Segue também um edital rigoroso para seleção dos beneficiados. É investimento com dinheiro da instituição”, explicou a reitora.

A reitora lembrou que o Governo sabe que mesmo oferecendo 100% de bolsas integrais as instituições particulares não preenchem essas metas.

Marcelo Weick destacou que o Unipê não é uma associação beneficente. “Apenas somos detentora de personalidade jurídica para filantropia. Nós somos uma entidade educacional”, salientou.

Por Hermes de Luna

Barbosa muda decisões tomadas por Lewandowski durante recesso

Os ministros Joaquim Barbosa (esq.) e Ricardo Lewandowski na cerimônia de posse de ambos como presidente e vice do STF (Foto: Pedro Ladeira/Frame/Estadão Conteúdo)
Os ministros Joaquim Barbosa (esq.) e Ricardo
Lewandowski na cerimônia de posse de ambos
como presidente e vice do STF (Foto: Pedro
Ladeira/Frame/Estadão Conteúdo)

O presidente do Supremo Tribunal Federal(STF), Joaquim Barbosa, reformulou na segunda-feira (10) duas decisões tomadas pelo ministro Ricardo Lewandowski, vice-presidente do tribunal, que ocupou interinamente a presidência durante as férias de Barbosa, entre 7 de janeiro e 2 de fevereiro.

Como presidente em exercício, Lewandowski suspendeu liminares que barravam o aumento do Imposto Territorial e Predial Urbano (IPTU) em Caçador (SC) e em São José do Rio Preto (SP). Os argumentos dos municípios eram de que o impedimento ao reajuste prejudicava as finanças e os investimentos sociais.

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Barbosa e Lewandowski já protagonizaram vários embates no plenário do Supremo. Durante o julgamento do processo do mensalão, no ano passado, houve momentos de tensão entre os dois. O presidente do STF chegou a acusar o colega de “fazer chicana”, o que no jargão jurídico significa uma manobra para prejudicar o andamento da ação.

Ao chegar ao Supremo nesta terça para participar de uma sessão de julgamento em uma das turmas do tribunal, Lewandowski não falou com jornalistas. O ministro Gilmar Mendes disse que considerava “normal” o presidente do STF reformular uma decisão tomada durante o recesso por outro ministro.

IPTU
Antes do recesso do Judiciário, que começou em 20 de dezembro, Barbosa já havia rejeitado um pedido da Prefeitura de São Paulo para liberar o aumento do IPTU, sob o argumento de que havia risco para os contribuintes e que, portanto, seria necessária uma análise sobre o aumento do imposto no Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP).

As prefeituras de Caçador e São José do Rio Preto ingressaram com pedidos semelhantes no STF, contra decisões dos tribunais estaduais que barraram o reajuste, no fim de janeiro, quando Barbosa estava no exterior, em recesso. Os municípios entraram com um pedido de suspensão de liminar.

Ao analisar os processos, o ministro Lewandowski entendeu que havia risco para as finanças municipais e que a situação deveria ser decidida o quanto antes, em razão da data prevista para o início dos pagamentos.

Em São José do Rio Preto, afirmou o ministro na época da decisão, o prejuízo seria de R$ 35 milhões. Em Caçador, avaliou, a arrecadação municipal sofreria uma perda de R$ 4 milhões.

Nas duas decisões, assinadas em, 31 de janeiro, o ministro argumentou que a suspensão dos reajustes poderia “acarretar, em consequência, prejuízos irreparáveis à coletividade”.

Associações recorreram ao STF em 7 de fevereiro, pedindo que Barbosa revertesse a decisão ou mandasse o caso ao plenário da Corte.

Mantendo a posição que adotou no caso do IPTU em São Paulo, o presidente do Supremo reformulou as decisões e manteve as liminares dos TJs.

“Ante o exposto, reconsidero a decisão para restaurar a medida liminar concedida pelo TJSC. A reconsideração que ora se exercita não impede o TJSC ou os demais tribunais porventura competentes de apreciarem recursos e medidas relacionadas”, disse Barbosa no processo, em relação ao caso da Prefeitura de Caçador. O mesmo foi feito em relação ao caso de São José do Rio Preto.

 

G1

Financiadora do Projeto Muda visita ONG Afink e diz que vai expandir proposta

 

11A equipe do Projeto Muda – Mude de vida! Plante uma árvore – recebeu uma visita especial na terça-feira (23). A principal financiadora do projeto no Brasil, que tem atuado nas regiões do Agreste, Brejo e Curimataú paraibano, a alemã Julia Blaese, esteve na sede da ONG Afink, localizada em Araruna, onde são produzidas as mudas em favor do reflorestamento. Julia representou a instituição Obra da Infância Missionária da Alemanha e revelou ao FOCANDO A NOTÍCIA que pretende expandir a proposta para 18 municípios paraibanos.

“No Brasil, o Projeto Muda é um dos mais novos apoiados pela instituição Obra da Infância Missionária que teve sua atuação inicial no ano passado com nove municípios da região. Este ano a perspectiva é que o projeto chegue a 18 municípios”, declarou Julia, acrescentando que esse projeto procura se enquadrar na área da Educação, porque, segundo ela, “não adiante chegar para as pessoas com as mudas e não informá-las sobre a importância de cuidar do meio ambiente”.

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Julia Blaese explicou que a Obra da Infância Missionária é uma instituição de apoio a crianças e adolescentes da Igreja Católica da Alemanha, que trabalha com doações. De acordo com ela, essas doações são destinadas a projetos que apoiam a educação, a saúde e a integração social.

13Durante a sua visita ao Projeto Muda, Julia participou de um evento sobre o meio ambiente na escola Humberto Lucena, na cidade de Pirpirituba, para conhecer um modelo das atividades que serão realizadas na semana nacional do meio ambiente no mês de junho deste ano.

Julia Blaese também aproveitou para fazer uma visita ao Bispo Diocesano Dom Lucena na cidade de Guarabira com intenção de aumentar as parcerias com a Igreja Católica, parcerias que já existem, atualmente, na cidade através da Associação Menores Com Cristo (Amecc).

Ouça na integra a entrevista

O coordenador do Projeto no Brasil, Luís Carlos Almeida, informou que este ano a meta do Projeto Muda é que, pelo menos, 30 mil crianças recebam orientações educacionais sobre o meio ambiente por meio das escolas. Além disso, a intenção é que todos os municípios participantes realizem atividades durante a semana nacional do meio ambiente que será realizado dos dias 3 a 6 de junho.

“Esses municípios vão receber mudas para que seja feito um grande plantio em toda a região. As articulações estão sendo feitas desde o início do ano e 16 municípios já confirmaram sua participação”, disse Luís Carlos lembrando que toda e qualquer instituição municipal que desejar realizar atividades com grupos de crianças e adolescentes no Brasil podem entrar em contato através do email: projetomuda@afink.org ou nos telefones: (83) 9119-0797/ 9698-0551.

Galeria de fotos:

Conheça o Projeto Muda

O Projeto Muda tem o objetivo de estimular nas crianças, jovens e adultos, o respeito ecológico e mostrá-las a importância da sua participação no cuidado com o Meio Ambiente em que vivem reconhecer-se como um indivíduo natural e que a natureza é exatamente importante para sobrevivência da humanidade. Proporcionando o conhecimento e conscientização dos atores envolvidos no cuidado com o meio ambiente.              

Objetivos Específicos

  • Conscientizar as crianças da importância da preservação do meio ambiente;

 

  • Incentivar o reflorestamento, através da doação de mudas de essências florestais nativas aos produtores;

 

  • Atingir de forma gradativa a escola como um todo, familiares e comunidade, quanto a valorização do que  a natureza nos oferece;

 

  • Sensibilizar a comunidade escolar e a sociedade civil para a implantação de um trabalho voltado para o aumento da consciência ambiental;

 

  • Informar as comunidades sobre a importância dos cuidados que devem ter com o meio ambiente;

 

  • Realizar campanhas em prol do plantio de árvores, tanto nas escolas, nas comunidades rurais e urbanas;

 

  • Reconhecer a importância da entregarão do ser humano com a natureza;

 

  • Incentivar uma postura cidadã coerente e responsável com o meio ambiente;

 

  • Levar às crianças ao entendimento da importância de suas ações para que elas tenham uma boa qualidade de vida;

 

  • Proporcionar às crianças a oportunidade de perceberem o prazer da convivência com a natureza em sua beleza;

 

  • Esclarecer as crianças e familiares sobres formas de reciclagem de lixo, promovendo mudança de comportamentos assegurando melhor qualidade de vida à comunidade.

 

 

Redação/Focando a Notícia

‘Sociedade cega, surda e muda’, mais que uma simples força de expressão

A moça, muito jovem, me olhou profundamente. A voz mal saía da garganta (Foto: Trafico de Pessoas. Org)

São Paulo – Uma afirmação que ouvi várias vezes ao fazer a reportagem sobre tráfico de pessoas é que a sociedade é cega, surda e muda em relação a esse crime. Dia desses refletindo a respeito lembrei de uma situação vivida por mim 25 anos atrás. Trabalhava como garçonete em um restaurante brasileiro na cidade de Lyon, no sudeste da França, a 400 quilômetros de Paris. Toda noite as coisas se passavam da mesma forma. Os frequentadores eram casais franceses que falavam baixo ou grupos de poucas pessoas sempre muito contidas. E muito brancas.

Certa vez foi diferente. Próxima da porta eu recepcionei um casal que se destacava dos tradicionais. Ele, loiro, muito loiro, de pele rosa e cabelos ralos. Ela, negra, de uma simplicidade tocante. Muito recatados, responderam ao cumprimento de boa noite desviando o olhar. Ao anotar o pedido ditado pelo marido, ouvi a voz contida da esposa. Ele, francês. Ela, brasileira. O som mal saía da garganta. A moça, muito jovem, me olhou profundamente. Um pedido velado de socorro.

Quando o rapaz se ausentou para ir ao toalete e depois fumar um cigarro, ela sentiu-se à vontade para falar comigo. Contou-me que morava em uma propriedade rural em alguma cidadezinha próxima, mas que raramente saía de casa. “Ele não deixa”, disse, abaixando os olhos. Aquela era a primeira vez em alguns anos que a levara para jantar na cidade.

Estranhamente, ao saber que eu voltaria ao Brasil dali a poucos dias, sacou da bolsa um pacote leve e pediu que eu entregasse aos familiares, que eram de São Paulo, assim como eu. Escreveu em dois papéis. Num deles, o nome e o telefone que eu devia procurar. O outro, escrito rapidamente, pareceu um recado, que eu tive a delicadeza ou a insensibilidade de não ler.

Ao lembrar dessa passagem as palavras ‘Sociedade cega, surda e muda’ fazem mais sentido. O casamento servil é uma das modalidades do tráfico de pessoas. Aquele rebaixar de olhos era um sinal de que a vida ali não era exatamente como aquela moça do Nordeste sonhara ao ser levada de seu país por um estrangeiro cheio de promessas. Ao entregar o pacote a alguém da família não tive o cuidado de falar sobre minha impressão. A pessoa tampouco demonstrou interesse por mais notícias.

O tráfico de pessoas está travestido de diversas formas. Pode estar num cartaz de pessoas desaparecidas e procuradas inocentemente por mães que dificilmente reverão seus filhos, no choro daquelas desesperadas, cujos rebentos foram levados de seus braços antes mesmo de serem amamentados, no olhar aflito de esposas em estado de servidão, nos convites sedutores para modelos, jogadores, dançarinas, cozinheiros, churrasqueiros, na oferta de dinheiro em troca de órgãos, além do aliciamento para a exploração sexual, entre outras crueldades, como tirar proveito da mendicância de outrém.

As denúncias de casos assim surgem de todos os lados. Operários levados de um canto a outro do país com promessas fraudulentas de trabalho, empresas brasileiras que submetem estrangeiros a degradantes condições, explorando a mão de obra com jornadas extensas de 16, 18 horas e alojamentos indignos.

Crianças, adolescentes e mulheres levadas a diversos cantos do mundo para alimentar o mercado da prostituição e a ganância sanguinária das redes organizadas. Criminosos estão livres para aliciar as pessoas com falsas propostas e uso de violência.

redebrasilatual

‘Projeto Muda’ apoia e participa do movimento contra as drogas realizado na cidade de Solânea

 

A luta pela manutenção da vida do Projeto Muda – Mude de vida, plante uma árvore – da Organização não-governamental alemã Afink, ganha um novo foco esta semana. O projeto que defende o reflorestamento como forma de proteger o planeta também vai apoiar a mobilização contra as drogas que será realizado nesta sexta-feira (01), no município de Solânea.

A mobilização contra as drogas está sendo organizada por integrantes do “Grupo Política em Solânea (PB)” e tem a parceria do Projeto Muda e do site Focando a Notícia.

E, como forma de apoio, a ONG Afink, por meio do Projeto Muda, vai realizar a distribuição de duas mil mudas de árvores como símbolo da vida.

Com a parceria dos municípios, o Projeto Muda tem participado de eventos religiosos e dessa vez estará presente num evento totalmente popular. Como o lema do projeto chama as pessoas a mudarem de vida a expectativa é que esta mobilização faça parte dessa mudança de vida proposta pela ONG. Por esse motivo, as mudas distribuídas levarão a proposta de simbolizar também a campanha contra as drogas na cidade de Solânea.

No dia 08 – Além de participar da mobilização contra as drogas, o Projeto Muda vai realizar uma mobilização, em parceria com a Secretaria de Educação, do Geo-Solânea e da Escola Estadual Padre Geraldo da Silva Pinto, no próximo dia 8, fazendo uma grande mobilização em prol do meio ambiente com a distribuição de mais 2.000 mudas de árvores.

Redação/Focando a Notícia

Equipe do projeto ‘Muda’ participa de Missa em Araruna e distribui mudas de árvores

 

Projeto ‘Muda’, de iniciativa da Organização não governamental Afink, distribuiu no domingo (13) quase 2 mil mudas de árvores, após a Missa celebrada no Santuário de Nossa Senhora de Fátima, na “Pedra da Boca”, em Araruna, município paraibano da microrregião do Curimataú Oriental.

Durante o ato religioso, Laís, de apenas 8 anos, fez a apresentação do projeto e leu uma mensagem de pedido de socorro ao planeta, chamando a atenção de todos para a responsabilidade de plantar uma árvore.

O coordenador do projeto Muda’, Luís Carlos, ressaltou que o momento de estiagem é justamente pelo desequilíbrio da natureza causado pelo desmatamento, “por isso é necessário começar a plantar o mais rápido possível, pois já perdemos muito tempo desmatando e não devemos esperar mais”.

Agora as atenções se voltam para a realização da segunda etapa do meio ambiente que vai acontecer na primeira semana de junho.

 Galeria de fotos

Redação/Focando a Notícia

 

Projeto ‘Muda’ une seis municípios em prol do meio ambiente e realiza evento no Brejo paraibano

 

O projeto “Muda” conseguiu unir seis municípios do Brejo paraibano, na sexta-feira (09), em prol do meio ambiente. Casserengue, Dona Inês, Damião, Araruna, Belém e Pirpirituba deram as mãos em favor do reflorestamento e plantaram seis mil mudas de árvores. O evento fez parte do ‘Projeto Muda’ de iniciativa da Organização não governamental (ONG) Afink.

Além de plantar seis mil mudas, a ONG Afink, unida aos seis municípios, envolveu seis mil crianças e adolescentes e fez um alerta a sociedade em geral para com os cuidados ao meio ambiente.

Durante toda a manhã em que o evento foi realizado, as pessoas que transitavam entre as cidades de Solânea e Guarabira puderam presenciar a mobilização da sociedade que participou ativamente na mobilização que aconteceu em praça pública na cidade de Pirpirituba.

A benção das mudas ficou por conta do padre Anselmo que falou da importância de se adotar uma árvore como fonte de vida. “Este é um projeto muito importante para a sociedade paraibana, porque estamos vivendo um momento que devemos conscientizar a todos da importância de plantar uma árvore. A poluição está destruindo nossas florestas e temos que lutar contra esse mal”, argumentou.

Já no período da tarde, na cidade de Belém, o prefeito Roberto Flávio fez parte do evento que aconteceu em seu município e agradeceu o apoio da ONG. Segundo ele, “essa é uma preocupação que temos com a cidade na questão de incentivar a todos a plantarem e essa iniciativa veio fortalecer nossa intenção”.

Dona Inês, Damião, Casserengue e Araruna através da Escola Estadual Targino Pereira também participaram do evento. Durante as atividades foi realizada a distribuição e plantio de mudas cedidas pela Afink.

Essa foi apenas a primeira etapa do “Projeto Muda’ que realizará na Semana Nacional do Meio Ambiente, no mês de junho, mais uma grande mobilização nos municípios de Solânea, Bananeiras, Guarabira, Arara, Cacimba de Dentro, Remígio e Jacaraú.

Para o coordenador do projeto, Luis Carlos de Almeida, “os municípios estão de parabéns, pois os mesmos estão assumindo toda responsabilidade para realização dos eventos educativos e das mobilizações sociais em favor do meio ambiente”.

A Afink quer plantar a ideia da manutenção ao meio ambiente e, para isso, faz a doação das mudas contando com o compromisso dos municípios para que o projeto aconteça.

Luís Carlos lembra, ainda, que a cidade que desejar fazer parte do projeto pode ligar para os telefones (83) 9119-0797 ou 9698-0551, ou ainda enviar sua solicitação através do email: luiscarlos.almeida@afink.org.

Redação/Focando a Notícia