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“Bolsonaro tem que sair. Deixa Mourão conduzir a nação”, diz Janaína Paschoal

A deputada estadual Janaina Paschoal (PSL-SP) afirmou em discurso na Assembleia Legislativa de São Paulo que o presidente Jair Bolsonaro deve ser afastado de suas funções após ter endossado e participado das manifestações realizadas neste domingo, 15. Janaina classificou a decisão de Bolsonaro de confraternizar com apoiadores em frente ao Palácio do Planalto como um “crime contra a saúde pública” em meio à pandemia do coronavírus.

O presidente havia recebido a recomendação para ficar isolado até realizar um novo teste para o coronavírus. Ele teve a rotina alterada desde que integrantes de sua comitiva na viagem aos Estados Unidos, na última semana, foram diagnosticados com a doença.

“Quando as autoridades têm o poder e o dever de tomar providências para evitar um resultado danoso, e assim não procedem, elas respondem por esse resultado. Isso é homicídio doloso. Será atribuído ao governador do estado de São Paulo, será atribuído ao presidente da República, principalmente ao presidente da República, porque o que ele fez ontem é inadmissível, é injustificável, é indefensável. É um crime contra a saúde pública. Ele desrespeitou a ordem do seu ministro da Saúde”, afirmou Janaina, que pediu para o vice-presidente, Hamilton Mourão (PRTB), assumir a chefia do Executivo Federal.

“Esse senhor tem que sair da Presidência da República. Deixa o Mourão, que entende de defesa. Nosso país está entrando numa guerra contra um inimigo invisível. Deixa o Mourão que é treinado para a defesa conduzir a nação. Não tem mais justificativa. Como um homem que está possivelmente infectado vai para o meio da multidão? Como um homem que faz uma live na quinta e diz pra não ter protestos vai participar desses mesmos protestos e mandam as deputadas que são paus mandados dele chamar o povo para a rua. Eu me arrependi do meu voto. Que país é esse? Como esse homem vai lá, potencialmente contaminando as pessoas, pegando nas mãos e beijando? Ele está brincando? Ele acha que ele pode tudo? As autoridades têm que se unir e pedir para ele se afastar. Nós não temos tempo para um processo de impeachment. Estamos sendo invadidos por um inimigo invisível e precisamos de pessoas capazes e competentes para conduzir a nação. Quero crer que o Mourão possa fazer esse trabalho por nós”, declarou.

Janaina Paschoal foi cotada para ser vice-presidente de Bolsonaro, mas desistiu da empreitada alegando questões pessoais. A deputada, que é advogada, foi uma das autoras do pedido de impeachment que resultou na cassação de Dilma Rousseff (PT).

Na quinta-feira, 12, sob pressão das autoridades sanitárias e ainda sem saber o resultado do primeiro teste que havia feito para o coronavírus, Bolsonaro pediu numa live de Facebook e num pronunciamento em rede nacional para que fossem repensados os protestos de domingo, convocados originalmente contra o Congresso e o Supremo Tribunal Federal (STF). Diante da recusa de parte dos manifestantes, Bolsonaro circulou de carro por Brasília e se dirigiu ao Palácio do Planalto, onde cumprimentou apoiadores e tirou selfies com os celulares de diversas pessoas que estavam no local.

Criticado pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e pelo do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), Bolsonaro fez um desafio aos parlamentares: “gostaria que eles saíssem às ruas como eu”. O presidente ainda reclamou do que considera ser uma “histeria” com o coronavírus, embora a pandemia já tenha provocado a morte de mais de 6.000 pessoas em todo o mundo.

 

Veja

 

 

Bolsonaro se irrita com vídeo em que Witzel chama Mourão de ‘presidente’

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) demonstrou irritação com o vídeo em que o governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC-RJ), liga para o vice-presidente Hamilton Mourão e o chama de “senhor presidente”. Em entrevista na Índia, onde está em seu último dia de visita oficial, Bolsonaro afirmou: “Pelas imagens, ele tá no seu carro e um assessor filma; aí ele liga para o presidente em exercício. Eu acho que não é usual alguém fazer isso; eu não gostaria que fizessem isso comigo, o que se trata por telefone, tem que ser reservado.”

Enquanto Bolsonaro está fora do país, em viagem à Índia, Mourão é o presidente em exercício.

No vídeo compartilhado por Witzel em sua conta no Twitter, ele é filmado por um assessor enquanto liga para Mourão e diz: “senhor presidente, boa tarde” e fala sobre os problemas causados pelas chuvas em municípios do Rio e a necessidade de levar água para o local. Mourão diz estar ciente. “Vou pedir para o ministro Fernando (Fernando Azevedo, ministro da Defesa) intensificar isso aí”, diz. “qualquer coisa a gente apoia mais alguma coisa aí no RJ, governador. Fica tranquilo”.

Bolsonaro e Witzel, que é pré-candidato à Presidência, têm entrado em atrito nos últimos meses. No fim de novembro, Bolsonaro acusou Witzel de manipular as investigações do caso Marielle Franco e disse que a sua vida “virou um inferno” desde a eleição do seu ex-aliado. Ele afirmou, ainda, que o governador do Rio tem usado a Polícia Civil do estado para atingi-lo.Em seu Twitter, ao compartilhar o vídeo, Witzel afirmou: “Solicitei ao presidente da República em exercício, Hamilton Mourão, e ao Ministério da Defesa apoio para o envio de água potável às pessoas atingidas pelas chuvas no Norte/Noroeste do RJ. A ajuda do Governo Federal será fundamental para socorrer a população dessa região.”

 

FOLHAPRESS

 

 

Vice-presidente Mourão altera agenda e adia para 2020 vinda à Paraíba

O vice-presidente da República, Hamilton Mourão aditou para 2020 sua vinda à Paraíba. A agenda do vice estava prevista para este mês para participar na Semana Estadual do Empreendedorismo em João Pessoa, evento que acontecerá de segunda (4) a sexta-feira (8).

O adiamento ocorreu por causa da mudança na agenda de Mourão. Como ele esteve como presidente interino durante viagem de Jair Bolsonaro à Ásia,  a sua agenda também teve que ser modificada, alterando o calendário de compromissos.

A Semana Estadual do Empreendedorismo visa discutir e propor ações de incentivo ao empreendedorismo de micro e pequenas empresas, empresas individuais e cooperativismo em todo Estado da Paraíba. Inscrições para a Semana Estadual do Empreendedorismo, que acontece no auditório da Uninassau, são gratuitas e podem ser feitas no site da instituição.

A atividade contará com palestras, mesas redondas, espaço para exposição de produtos e serviços, rodadas de negócios e Momento Networking. No dia 5, uma mesa redonda abordará a temática dos Desafios do Desenvolvimento do Semiárido Paraibano. No Estado, 76,2% dos municípios integram o Semiárido e compartilham de problemas que são causados, principalmente, pela falta de uma política efetiva de convivência com a seca.

A Semana Estadual do Empreendedorismo é fruto de uma lei de autoria do presidente da Frente Parlamentar de Empreendedorismo e Desenvolvimento Econômico da Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB), deputado Eduardo Carneiro (PRTB). O evento visa discutir e propor ações de incentivo ao empreendedorismo de micro e pequenas empresas, empresas individuais e cooperativismo em todo Estado da Paraíba.

 

pbagora

 

 

Vice-presidente Mourão vem à Paraíba em novembro

O vice-presidente da República, o general Hamilton Mourão poderá vir a João Pessoa para uma agenda no dia 4 de novembro, onde participará de uma palestra sobre Desenvolvimento Econômico Regional, na Semana do Empreendedorismo, além de de uma reunião do PRTB.

A informação foi confirmada pelo deputado estadual Eduardo
Carneiro, presidente estadual do PRTB, partido do vice-presidente,
durante reunião em Brasília.

 

clickpb

 

 

 

Após Vice-Presidência informar que Mourão não assumiria, Bolsonaro decide transmitir cargo

A Vice-Presidência da República informou que recebeu no início da tarde desta quarta-feira (4) um novo telefonema do gabinete do presidente Jair Bolsonaro para dizer que ele transmitirá, sim, o cargo ao vice Hamilton Mourão antes de se submeter a uma cirurgia em São Paulo, no domingo. Com isso, Mourão será o presidente em exercício de domingo a terça-feira (10).

O presidente fará uma nova cirurgia para correção de uma hérnia formada na região das intervenções anteriores, motivadas pela facada que recebeu durante um ato da campanha eleitoral do ano passado.

A informação inicial da Vice-Presidência, fornecida ao blog, era a de que Bolsonaro não transmitiria o cargo. Essa decisão teria sido tomada na noite de terça (3).

“Foi um mal-entendido”, afirmou o coronel Moniz Costa, assessor de imprensa da Vice-Presidência depois de receber ligação do porta-voz do presidente, general Rêgo Barros, dando a nova informação.

Ao dar a informação ao blog, a equipe do vice-presidente Hamilton Mourão disse que não considerava aquela decisão uma novidade porque na última cirurgia de Bolsonaro não transmitiu o cargo ao vice.

De acordo com o coronel Moniz Costa, a Vice-Presidência recebeu, de fato, na noite de terça a informação de que Hamilton Mourão não assumiria a Presidência da República. Mesmo assim, Mourão cancelou uma viagem que faria ao Reino Unido.

Desde esta terça, houve duas mudanças. Na manhã de terça, Bolsonaro iria transmitir o cargo ao vice. À noite, não mais. E na tarde desta quarta, voltou à situação anterior: a decisão é de que Mourão assumirá o exercício da presidência da República por três dias.

Foto: Reprodução/NBR

G1

 

 

Mourão diz que governo falhou em comunicação sobre cortes do MEC

À tarde, após ser obrigado a comparecer, o ministro da pasta, Abraham Weintraub, irá ao plenário da Câmara dos Deputados prestar esclarecimentos, enquanto o governo enfrenta manifestações de estudantes nas principais cidades de 26 estados e no Distrito Federal. Questionado se o governo precisa explicar melhor o assunto, Mourão respondeu “precisa”.

“Precisa. Como eu acabei de explicar para vocês aqui agora. Acho que se o ministro souber explicar direitinho, acho que entenderam o que quis transmitir aqui, né, as coisas como vêm acontecendo. Então, nós temos falhado na nossa comunicação. E agora é uma oportunidade lá dentro do Congresso que o ministro vai ter para explicar isso tudo”, afirmou.

O vice-presidente disse que as manifestações são normais e fazem parte da democracia.

“A manifestação faz parte do sistema democrático desde que seja pacífica, ordeira e não limite o direito de ir e vir das outras pessoas, é uma forma que aqueles que se sentem inconformados têm de apresentar o seu protesto. Então, normal”, falou.

Mourão então defendeu que não há corte no MEC, mas contingenciamento de recursos, que podem ainda ser pagos ao ministério. Ele disse que dos R$ 32 bilhões inscritos como restos a pagar, R$ 7 bilhões foram pagos neste ano.

“Mais uma vez, nós vamos dizer: o que existe não é corte, é contingenciamento, que ocorreram ao longo de todos os governos. Aliás, a única exceção foi o ano passado, quando o presidente [Michel] Temer liberou o orçamento em fevereiro”, explicou.

Até amanhã, Mourão é o presidente em exercício, porque Jair Bolsonaro (PSL) está em viagem a Dallas, nos Estados Unidos. A volta de Bolsonaro a Brasília está prevista para sexta (17) de manhã.

Ao mesmo tempo, Mourão segue para a China amanhã. Ele manterá reuniões com o presidente e vice-presidente chineses, Xi Jinping e Wang Qishan, respectivamente, além de encontros com empresários e autoridades da economia do país. Ele ainda fará escalas no Líbano, onde se encontrará com o presidente Michel Aoun, e na Itália.

 

UOL Brasil