Arquivo da tag: mosquito

Vigilância Ambiental de Solânea inicia campanha contra o mosquito Aedes Aegypti, que transmite a dengue

“Carro Fumacê” será utilizado próxima semana e agentes de Endemias irão realizar pulverização em locais de maior foco do mosquito .

Vigilância Ambiental iniciou hoje (17), em Solânea, campanha contra o mosquito Aedes aegypti em ruas da cidade. Durante toda a manhã, os agentes fizeram apelo em carro de som, distribuíram panfletos e conversaram com a população sobre as ações para evitar a proliferação do mosquito, além de realizarem visitas às residências. A ação, faz parte das iniciativas que serão realizadas pela Vigilância Ambiental através da Secretaria de Saúde de Solânea com o objetivo de educar a população quanto aos procedimentos e cuidados para evitar a dengue.

O Secretário de Saúde, João Rocha, explicou que neste primeiro momento a campanha foca na conscientização: “Estamos trabalhando a conscientização da população, vamos partir para o trabalho nas escolas e em loco. Para fazer o trabalho onde for detectado um maior foco do mosquito da dengue os agentes irão utilizar bombas motorizadas e manuais. E conseguimos, junto à Secretaria do Estado, o “carro fumacê”, contou. Entre as ruas visitadas estão a Leôncio Costa, Panorâmica, Pernambuco, Pedro Augusto de Almeida e Dionísio Rodrigues. A iniciativa foi muito elogiada pela população “Isso é muito importante, mas primeiro todos precisam se educar e fazer sua parte: limpar lixo da casa e quintal, emborcar pneus e tanques e deixar tudo coberto”, contou Oziélia que mora na Dionísio Rodrigues.

Como evitar a dengue

   O Coordenador da Vigilância Ambiental, Toinho da Saúde, chamou a atenção para a importância dos cuidados da população para evitar a dengue. “É muito importante todos trabalharmos juntos e estarmos vigilantes. O Aedes aegypti põe seus ovos em recipientes como latas e garrafas vazias, pneus, calhas, caixas d’água descobertas, pratos sob vasos de plantas ou qualquer outro objeto que possa armazenar água da chuva”, chamou a atenção.

Assessoria de Comunicação

 

Flórida tem casos de transmissão local de zika por mosquito

zikaAutoridades de saúde do estado da Flórida, nos Estados Unidos, reportaram os primeiros casos de transmissão local do vírus da zika por mosquito no território continental do país.

O departamento de saúde da Flórida concluiu que quatro casos de zika que estavam sendo investigados no estadoforam provavelmente transmitidos por mosquito, segundo o governador da Flórida, Rick Scott. Um dos casos envolve uma mulher e os outros três são homens; as infecções foram detectadas em Miami e no condado de Broward.

Comunicado divulgado pelos Centros de Prevenção e Controle de Doença (CDC) dos Estados Unidos afirma que as infecções dos quatro pacientes foi “provavelmente provocada por picadas de mosquitos Aedes aegypti“.

O órgão informou que está monitorando de perto a situação da Flórida. “Autoridades do estado responderam rapidamanete com medidas de controle do mosquito e uma busca na comunidade por casos adicionais de zika”, diz o informe do CDC.

Os Estados Unidos já tinham reportado casos de transmissão sexual de zika no território continental do país, mas esta é a primeira vez que casos de transmissão por picada de mosquito são confirmados.

As autoridades de saúde americanas já tinham advertido que era possível que ocorressem surtos locais do vírus da zika no país com a chegada do verão – quando os mosquitos se proliferam mais intensamente – especialmente após a rápida propagação da infecção na América do Sul e na América Central ao longo dos dois últimos anos.

Transmissão por mosquito X transmissão sexual
O zika é transmitido na maioria das vezes pela picada de mosquitos e, em alguns casos, por contato sexual. Em geral, a doença provoca sintomas brandos, e muitas vezes passa despercebida.

O vírus pode provocar, porém, transtornos neurológicos, como a síndrome de Guillain-Barré, ou malformações congênitas graves e irreversíveis, como a microcefalia, que se caracteriza por um desenvolvimento insuficiente do cérebro, em fetos de mulheres que foram infectadas pelo vírus durante a gravidez.

A Flórida já tinha  registrado 381 casos de zika, todos eles em pessoas que tinham viajado para países ou territórios onde o vírus está em circulação. O país registrou 12 casos de malformação devido ao vírus.

G1

Fiocruz aponta mosquito comum como potencial transmissor de zika

 (Foto: Wikimedia Commons)
(Foto: Wikimedia Commons)

Pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) apresentaram nesta quinta-feira (21), no Rio de Janeiro, um estudo inédito que mostra que o mosquito “Culex quinquefasciatus”, conhecido como muriçoca ou pernilongo doméstico, é um potencial transmissor do vírus da zika. Até então, só havia a certeza da transmissão pelo mosquito Aedes aegypti.

A pesquisa foi conduzida pela FiocruzPernambuco na Região Metropolitana doRecife, onde a população do Culex é cerca de 20 vezes maior do que a população de Aedes.

Os resultados preliminares identificaram a presença de Culex quinquefasciatus infectados naturalmente pelo vírus zika em três dos 80 grupos de mosquitos analisados. Em duas amostras, os mosquitos não estavam alimentados, demonstrando que o vírus estava disseminado no organismo do inseto e não em uma alimentação recente num hospedeiro infectado.

Apesar do anúncio, a Fiocruz reforçou que o risco de contágio no Rio durante a Olimpíada é baixo, de acordo com entrevista dada à BBC. A pesquisa não encontrou mosquitos Culex no Rio infectados.

Mais estudos
Segundo informações da Fiocruz, a partir dos dados obtidos serão necessários estudos adicionais para avaliar o potencial da participação do Culex na disseminação do vírus da zika e seu real papel na epidemia.

“Até os resultados de novas evidências, a política de controle da epidemia de zika continuará pautada pelas mesmas diretrizes, tendo seu foco central no controle do Aedes aegypti”, diz a nota publicada no site da fundação.

G1

 

Acompanhe mais notícias do FN nas redes sociais: FacebookTwitterYoutube e Instagram

Entre em contato com a redação do FN:  WhatsApp (83) 99907-8550. 

E-mail: jornalismo@focandoanoticia.com.br

 

Governo federal autoriza entrada em casas abandonadas para eliminação do mosquito Aedes aegypti

dengueMedida Provisória publicada nesta segunda-feira (01), no Diário Oficial da União (DOU), autoriza a entrada forçada de agentes públicos de combate ao mosquito Aedes aegypti em imóveis públicos ou particulares que estejam abandonados, ou no caso de ausência de pessoa que possa permitir o acesso ao local. O documento é assinado pela presidente Dilma Rousseff e pelo ministro da Saúde, Marcelo Castro, e concede permissão a autoridades de Saúde federais, estaduais e municipais. A medida deve ser tomada  apenas em situações excepcionais e visa permitir a execução das ações de combate ao mosquito Aedes aegypti e seus criadouros.

De acordo com o texto da Medida Provisória, a entrada forçada em imóveis deve ser feita por profissional devidamente identificado, e deve correr apenas quando a ação se mostrar essencial à contenção das doenças provocadas pelo Aedes (Zika, dengue e chikungunya), em áreas identificadas como potenciais possuidoras de focos transmissores. Além disso, para ficar comprovada a ausência de uma pessoa que possa autorizar a vistoria, é necessário que o agente realize duas notificações prévias, em dias e horários alternados e marcados, num intervalo de dez dias. Essas ações anteriores devem ser descritas devidamente registradas em relatório.

ACOMPANHE O FOCANDO A NOTÍCIA NAS REDES SOCIAIS:

FACEBOOK                TWITTER                    INSTAGRAM

Cabe destacar que a integridade do imóvel deve sempre ser preservada, ou seja, após a ação, deve-se manter as características físicas do imóvel conforme encontradas. O Ministério da Saúde recomenda que a visita sempre seja acompanhada por autoridades policiais. O texto da Medida também será aplicado sempre que se verificar a existência de outras doenças, com potencial de proliferação ou de disseminação ou agravos que representem grave risco ou ameaça à saúde pública, condicionada à Declaração de Emergência em Saúde Pública.

VISITAS – Até a segunda semana de visitas às residências, ocorridas em janeiro, os agentes de saúde e militares das Forças Armadas percorreram mais de 10,9 milhões de domicílios, sendo que destes, 2,7 imóveis estavam fechados e em outros 45 mil houve recusa dos proprietários. Estes e outros dados estão registrados na Sala Nacional de Coordenação e Controle (SNCC) de Enfrentamento à Microcefalia, instituída pelo Governo Federal para o enfrentamento ao Aedes e à microcefalia.

Os 10,9 milhões de domicílios visitados pelos agentes de saúde e militares das Forças Armadas representam 22,2% dos 49,2 milhões previstos, conforme balanço da Sala Nacional de Coordenação e Controle (SNCC) de Enfrentamento à Microcefalia.

O relatório contabiliza 3.183 municípios visitados, dos 5.570 definidos para serem vistoriados pelas equipes de combate em todo o País. Ao todo, 22 estados e o Distrito Federal registraram cobertura de visitas domiciliares no Sistema Informatizado de Monitoramento da Presidência da República (SIM-PR). Paraíba continua com o maior número percentual de imóveis trabalhados, com 74,6%. Na sequência, aparecem Piauí (56,99%), Sergipe (47,49%) e Rondônia (46,65%) em quantidade de visitas domiciliares.

São Paulo é o estado com mais imóveis visitados, totalizando 2,6 milhões, com 21,6% de cobertura, seguido do Rio de Janeiro, com 1,9 milhão (38,3%) e Minas Gerais, com 1,2 milhão (24%). Os estados do Amazonas, Amapá, Rio Grande do Sul e Roraima não enviaram dados relativos às visitas, até o fechamento do balanço, na última quinta-feira (28).

Durante as visitas, foram identificados 355 mil imóveis com focos do mosquito, ou seja, 3,25% do total. Além disso, houve a recusa de acesso a 45.719 imóveis. Houve, ainda, 2,7 milhões de domicílios fechados. A meta é reduzir o índice de infestação para menos de 1% de domicílios com foco.

RECURSOS – Os recursos federais destinados para o combate ao mosquito Aedes aegypti cresceram 39% nos últimos anos (2010-2015), passando de R$ 924,1 milhões para R$ 1,29 bilhão neste ano. Para 2016, a previsão é de um incremento de R$ 580 milhões, uma vez que o valor chegará a R$ 1,87 bilhão. Também foi aprovado no orçamento um adicional de R$ 500 milhões para o combate ao Aedes. Além das ações de apoio a estados e municípios, a Pasta realiza a aquisição de insumos estratégicos, compra e distribuição de larvicidas, adulticidas (fumacê) e kits de diagnósticos, bem como o pagamento dos agentes de endemias.

Por Camila Bogaz, da Agência Saúde

Comissão de Orçamento destina R$ 500 milhões para combate ao mosquito da dengue

dengueO Orçamento Geral da União em 2016 contará com R$ 500 milhões para o combate ao mosquito Aedes aegypti. A Comissão Mista de Orçamento (CMO) aprovou há pouco destaque que remaneja os recursos de emendas coletivas para o combate ao transmissor da dengue, da febre chikungunya e do vírus Zika.

Dos R$ 500 milhões, R$ 471 milhões vão reforçar o Fundo Nacional de Saúde e R$ 29 milhões serão destinados ao Exército. A CMO também aprovou destaques que reduzem em R$ 220 milhões o corte do orçamento da Justiça do Trabalho. Com a recomposição, o corte no custeio (gastos de manutenção) da Justiça do Trabalho ficará próximo de 20% em relação à proposta original, próximo à dotação para as demais instâncias da Justiça Federal.

Mais cedo, a comissão tinha aprovado os destaques que cancelavam o corte de R$ 10 bilhões na verba do Programa Bolsa Família para o próximo ano. O relator-geral do Orçamento, deputado Ricardo Barros (PP-PR), queria manter a redução da verba, mas parlamentares propuseram um destaque para votar o tema.

ACOMPANHE O FOCANDO A NOTÍCIA NAS REDES SOCIAIS:

FACEBOOK                TWITTER                    INSTAGRAM

O Orçamento Geral da União de 2016 está com o texto-base aprovado. Assim que a CMO concluir a votação, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), pretende reabrir a sessão conjunta da Câmara e do Senado para votar a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) no plenário do Congresso.

 

 

Agência Brasil

Aprenda a fazer um repelente caseiro que mantém o mosquito da dengue longe

CaseiroUma receita caseira que ganhou o nome de “repelente dos pescadores” está fazendo sucesso desde que caiu na rede.

“Da semente do cravo-da-índia se extrai o ácido eugênico, a partir do qual se consegue obter um aroma ativo que protege contra a picada do mosquito”, explica o fitoterapeuta Marcos Stern.

O médico Alex Botsaris, que lançou recentemente o livro “Medicina Ecológica – Descubra como cuidar da sua saúde sem sacrificar o planeta”, diz que o cravo, assim como o capim citronela, é rico em óleos essenciais, responsáveis pelo odor característico da planta.

“Esse aroma atrapalha o mosquito a sentir o cheiro da pele humana, interferindo na orientação do inseto”, afirma o médico.

O que a fitoterapia explica a advogada Tânia Bustamante, de 42 anos, sente na pele. Morando no Itanhangá, ela protege toda a família com o “repelente dos pescadores” há pelo menos dois anos. As garrafinhas com a fórmula estão espalhadas pela casa.

ACOMPANHE O FOCANDO A NOTÍCIA NAS REDES SOCIAIS:

FACEBOOK                TWITTER                    INSTAGRAM

“Recebi essa receita pela internet e, depois, quando fui a um restaurante numa ilha, os donos ofereciam o repelente para os clientes. Usei e achei uma maravilha. Meu filho de 8 anos aplica sempre depois do banho”, diz Tânia, acrescentando que, dependendo do óleo que se mistura, o cheiro do repelente fica bem suave.

Mas se o tipo de óleo corporal pouco interfere “pode ser infantil, de amêndoas, citronela, lavanda ou qualquer outro” o modo de preparo faz, sim, a diferença. Deixar o álcool e o cravo-da-índia macerando por cerca de 15 dias torna o repelente ainda mais potente. Só depois, se mistura o óleo.

“Mas se houver urgência, faça uma pequena quantidade, deixando em contato por pelo menos 24 horas. Depois use a que ficou por 15 dias em maceração. É importante também agitar o frasco de duas a três vezes ao dia”, explica Marcos Stern.

A fórmula só não deve ser usada por crianças muito pequenas — menores de 3 anos — e pessoas que já sabem que têm alergia a essências.

A dentista Thaíse Britto se mudou para Boa Vista, Roraima, há pouco tempo e levou com ela a fórmula do “repelente dos pescadores”:

“Usei um óleo com cheiro de lavanda. Mas como leva muito álcool, o cheiro não fica insuportável e ameniza logo. A mosquitada não chega perto mesmo!”.

Aprenda a fazer

Ingredientes:
1/2 litro de álcool
1 pacote de cravo da índia (10 gramas)
1 vidro de óleo infantil (100 ml)

Modo de preparo:
Deixe o cravo curtindo no álcool durante uns quatro dias, agitando pela manhã e à tarde. Depois, misture o óleo corporal (pode ser de amêndoas, camomila, erva-doce, aloe vera). Passe apenas uma gota nos braços e nas pernas.

Veja o passo a passo no vídeo abaixo.

 

 

nordeste1

Transmitida pelo mesmo mosquito da dengue, Chikungunya assusta o país em 2014

ChikungunyaA febre chikungunya foi registrada no Brasil pela primeira vez em setembro deste ano. De acordo com o último balanço do Ministério da Saúde (do dia 15 de novembro), haviam sido identificados 1.364 casos no país, sendo 71 importados e 1.293 diagnosticados em pessoas sem registro de viagem internacional para locais onde há transmissão.

A doença, causada por um vírus do gênero Alphavirus, é transmitida sobretudo pelo Aedes aegypti, transmissor da dengue, e pelo Aedes albopictus. Os sintomas incluem febre alta, dor muscular, nas articulações e na cabeça, além de manchas vermelhas pelo corpo, que costumam durar de três a dez dias. A letalidade, segundo a Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), é rara e menos frequente que nos casos de dengue.

Para evitar a transmissão do vírus, a orientação do ministério é que as pessoas reforcem as ações para eliminar criadouros dos mosquitos. As medidas são as mesmas adotadas para o controle da dengue: verificar se a caixa d’água está bem fechada, não acumular vasilhames no quintal, verificar se as calhas estão entupidas e colocar areia nos pratos dos vasos de planta.

CURTA o FOCANDO A NOTÍCIA no Facebook
Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) apontam que, desde 2004, o chikungunya havia sido identificado em 19 países. A partir do final de 2013, entretanto, foi registrada transmissão autóctone (dentro do mesmo território) em vários países do Caribe e, este ano, na República Dominicana e no Haiti. Até então, apenas África e Ásia tinham registro da circulação do vírus.

Desde que foram confirmados casos no Caribe, o governo brasileiro elaborou um plano nacional de contingência da doença, com as metas de intensificar as atividades de vigilância, a preparação de resposta da rede de saúde, o treinamento de profissionais, a divulgação de medidas às secretarias, além de equipar laboratórios de referência para diagnóstico.

Também foram reforçadas medidas de prevenção e identificação de casos. Nas regiões com registro da febre chikungunya, foram constituídas equipes técnicas pelas secretarias de saúde locais para orientar a busca de casos suspeitos e emitir alertas às unidades de saúde e às comunidades. Para garantir o controle dos mosquitos transmissores da doença, está sendo realizada, entre outras ações, a eliminação de criadouros.

A recomendação do ministério é que – uma vez caracterizada a transmissão sustentada de chikungunya em uma determinada área, com a confirmação laboratorial dos primeiros casos – os demais casos sejam confirmados por critério clínico-epidemiológico, que leva em conta fatores como sintomas apresentados e o vínculo do paciente com pessoas que já contraíram a doença.

Agência Brasil

Brasil vai testar método para impedir mosquito de transmitir a dengue

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) anunciou nesta segunda-feira (24) que vai testar no Rio de Janeiro um novo método de controle da dengue, inédito no país. O projeto ‘Eliminar a Dengue: Desafio Brasil’ vai usar bactérias do gênero Wolbachia, que impedem que o mosquito Aedes aegypti transmita o vírus da doença.

A técnica foi desenvolvida na Austrália. Por meio de microinjeções, os ovos dos mosquitos transmissores da dengue são contaminados com a bactéria. Ela compete por nutrientes com o vírus da doença, e leva a melhor, impedindo que a dengue se desenvolva no mosquito e, consequentemente, transmita a dengue.

A bactéria é típica dos invertebrados e é encontrada em 70% dos insetos do mundo, como borboletas e pernilongos. O Aedes aegypti não está neste grupo.

As fêmeas com a Wolbachia sempre geram filhotes com a bactéria na reprodução. No cruzamento, não importa se o macho possui ou não o microrganismo. Caso um macho infectado cruze com uma fêmea sem Wolbachia, óvulos fertilizados morrem. A ideia é, num prazo ainda indefinido, soltar fêmeas com a bactéria para que elas se reproduzam com machos que tenham o vírus da dengue e, progressivamente, ir contaminando ao máximo a população do inseto. Dessa maneira, haveria cada vez menos mosquitos capazes de transmitir a dengue.

Segundo o responsável pelo ‘Eliminar Dengue: Desafio Brasil’, o pesquisador da Fiocruz Luciano Moreira, o método é seguro para os seres humanos.

‘A técnica é bastante segura porque ela (bactéria) nunca foi encontrada em vertebrados. Pernilongos têm Wolbachia e nós já somos picados por eles. A bactéria é intracelular, vive dentro da célula, e é muito grande para sair junto com a saliva do mosquito. Quando o mosquito morre, ela morre também’, afirmou o pesquisador.

Como informou a Fiocruz, em testes de laboratório feitos na Austrália, foi possível infectar populações inteiras de mosquitos em dois meses com a Wolbachia. Naquele país, já foram soltos insetos com bactérias Wolbachia na natureza, após consulta à população.

De acordo com a Fiocruz, no Brasil também só se chegará ao passo de soltar os Aedes aegypti com Wolbachia depois de se fazer uma consulta popular. Se tudo correr como previsto e a iniciativa for aprovada, informa a fundação, isso poderia ocorrer em 2014, para que em 2015 se avaliem os resultados da estratégia.

O programa já exportou a técnica para outros países que sofrem com a dengue, como Vietnã, Indonésia e China.

Surpresa dos pesquisadores – Inicialmente, a ideia de infectar os mosquitos com a bactéria era reduzir o tempo de vida do mosquito, que é, em média, de 30 dias. A cepa de Wolbachia encontrada na ‘mosca da fruta’ reduziria o prazo de morte do Aedes aegypti. Assim o inseto teria menos tempo de vida para passar a doença a outra pessoa. No entanto, os estudos apontaram que a bactéria também impediria o mosquito de transmitir a doença, o que permitiu o desenvolvimento do método australiano.

G1