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Paraíba registra 76 mortes violentas em maio de 2019

Foram registradas 88 mortes decorrentes de crimes violentos na Paraíba no mês de maio de 2019, de acordo com o Monitor da Violência do G1, que acompanha as mortes violentas mês a mês em todos o país. Em relação ao mês anterior, houve um diminuição de oito mortes violentas.

Os números oscilam durante os cinco meses do ano. Em janeiro, foram 79 crimes violentos letais e intencionais, contabilizando os homicídios dolosos (incluindo os feminicídios), latrocínios e lesões corporais seguidas de morte. Em fevereiro, o número chega a 84, no mês de março, o número volta a 79, em abril o número retorna a 84 e no mês de maio o número contabilizado é 76.

Em relação ao mesmo período de 2018, no entanto, houve uma redução de quase 21%. Nos cinco primeiros meses de 2018, 504 pessoas foram assassinadas. Já em 2019, o número caiu para 402.

O levantamento faz parte do Monitor da Violência, uma parceria do G1 com o Núcleo de Estudos da Violência da USP e o Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Os dados são abastecidos por informações repassadas pela Secretaria da Defesa e Segurança Social (Seds) da Paraíba, por meio da Lei de Acesso à Informação.

G1

 

Brasil totaliza 339 mortes por gripe até junho deste ano

O Ministério da Saúde divulgou o número de mortes causadas pelo vírus da gripe no Brasil em 2019 que totalizou 339 até o dia 28 de junho. As análises das últimas semanas mostraram que a circulação do vírus influenza nas seguintes regiões: Paraná, Amazonas e São Paulo.

De acordo com o boletim epidemiológico da Semana 23 de junho, foram registradas mortes devido a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) – causada pelo vírus influenza.

Os casos de influenza chegaram a 1.576 registros, que são considerados os casos mais graves e, por isso, passam por análise laboratorial para identificar o subtipo do vírus.

O ministério informou que o estado do Paraná tem o maior número de mortes do ano, sendo 52 óbitos até o dia 28 de junho. Logo atrás vem o estado do Rio de Janeiro com 41 mortes por gripe. E a terceira posição fica com o Amazonas que registrou 35 mortes e São Paulo com 34.

O que é a vacina da gripe?

A vacina da gripe está disponível na rede pública para gestantes, pessoas com 60 anos ou mais, profissionais de saúde, mulheres que tiveram filhos a menos de 45 dias, crianças de 6 meses a 4 anos de idade, pessoas com doenças crônicas e indígenas. As vacinas são trivalentes, ou seja, imunizam contra três tipos de vírus diferentes. A composição da vacina é recomendada anualmente pela OMS, com base nas informações recebidas de todo o mundo sobre a prevalência das cepas circulantes. Dessa forma, a cada ano a vacina da gripe muda, para proteger contra os tipos mais comuns de vírus da gripe naquela época.

Existem três tipos de vacinas contra influenza:

  • vacinas de vírus fracionados
  • vacinas de subunidades
  • vacinas de vírus inteiros.

 

 

 Minha Vida

 

 

Saúde confirma oito mortes por H1N1 na Paraíba este ano

Oito pessoas morreram vítimas da Influenza A na Paraíba, também conhecida como Gripe A, provocada pelo vírus H1N1, de janeiro de 2019 até esta terça-feira (2). A informação é da Secretaria de Estado da Saúde (SES) e foi obtida pelo Portal Correio.

Os óbitos foram registrados nos municípios de Alagoa Nova (1), Cachoeira dos Índios (1), João Pessoa (1), Santa Rita (1), São João do Rio do Peixe (1), São Bento (1), Sousa (1) e em Coremas (1).

No último dia 11 de junho, um idoso de 60 anos, que estava internado no Hospital Regional de Sousa, no Sertão da Paraíba, a 438 km de João Pessoa, morreu com suspeita da doença, posteriormente confirmada. Outra mulher de 65 anos, da cidade de Coremas, também morreu no mesmo hospital vítima da Influenza A.

Prevenção

O Ministério da Saúde recomenda que, além da vacinação, a população deve adotar medidas de prevenção para evitar a infecção por influenza. Algumas delas são lavar sempre as mãos e evitar locais com aglomeração de pessoas, o que facilita a transmissão de doenças respiratórias.

 

portalcorreio

 

 

PRF registra 16 acidentes com 117 pessoas feridas e 8 mortes nas rodovias da PB

A Polícia Rodoviária Federal encerrou ontem (30) a Operação Festejos Juninos na Paraíba. A ação teve início no dia 7 de junho em todo Estado com o objetivo de
intensificar a fiscalização nas rodovias federais com maior fluxo de veículos e pessoas em virtude das festividades características do mês.

Durante a Operação foram empregados 1.054 policiais em escala de revezamento nas atividades operacionais. Para tanto, foram empregados policiais de outras unidades da federação, como Brasília, Mato Grosso, Pará e Paraná, bem como policiais que desenvolvem atividades administrativas foram deslocados para a Operação.

Foram fiscalizadas nesse período 13.475 pessoas, sendo que 4.740 motoristas foram flagrados cometendo algum tipo de infração de trânsito. Foram flagrados também 129 motoristas dirigindo sob efeito de álcool. Esse número é 23% maior do que o registrado no mesmo período do ano anterior, quando 103 condutores foram pegos em flagrante dirigindo embriagados.

A PRF registrou durante a Operação 116 acidentes de trânsito, com 117 pessoas feridas e 8 mortes no local do acidente. Em 2018, durante o mesmo período ocorreram 108 acidentes, com 121 feridos e 11 mortes no local do acidente.

As ações de combate ao crime também foram intensificadas neste período, o que resultou na prisão de 59 pessoas, 12 veículos foram recuperados, 5 armas de fogo e 3,7 kg de cocaína foram apreendidas.

Assessoria

 

 

 

Saúde 74% das mortes por gripe em 2019 foram causadas pelo H1N1

As mortes por gripe no Brasil já somam 199 casos em 2019, de acordo com balanço do Ministério da Saúde até 3 de junho. A maior parte delas (74,4%) foi provocada pelo vírus H1N1.

O número total de mortes é menor do que no mesmo momento do ano passado. Neste mesmo período, a gripe matou 335 pessoas. No entanto, o número de casos de H1N1 aumentou. Em 2018, este vírus estava relacionado com 65% das mortes até a Semana Epidemiológica 21. Neste ano, o aumento foi de quase 10 pontos percentuais.

A campanha nacional de vacinação contra a gripe terminou no fim de maio, com a imunização de 80% do público-alvo, abaixo da meta de 90% de cobertura. Com isso, as doses remanescentes foram disponibilizadas para toda a população.

Algumas cidades e estados, no entanto, podem manter a imunização restrita aos grupos prioritários (idosos, crianças, gestantes, mulheres que deram à luz há pouco tempo, índios, portadores de doenças crônicas, profissionais da saúde, pessoas privadas de liberdade e alguns servidores públicos).

Confira:

  • Rio de Janeiro mantém a vacinação exclusiva para o grupo prioritário até 15 de junho.
  • Tocantins vai manter a vacina para o grupo prioritário e a liberação para o público-geral será determinada por cada prefeitura.
  • Ceará restringe a vacinação ao público-alvo até 14 de junho.
  • Recife mantém a campanha para o público-alvo por tempo indeterminado.

A vacina não é capaz de causar a gripe em quem recebe. Ela permite que o paciente fique imune aos tipos de vírus mais comuns em circulação sem ficar doente.

A vacina produzida para 2019 protege contra os três subtipos do vírus da gripe que mais circularam no último ano no Hemisfério Sul, de acordo com determinação da Organização Mundial da Saúde (OMS): H1N1, H3N2 e linhagem B/Victoria/2/87.

G1

 

 

Paraíba tem cinco casos de mortes por H1N1 confirmados em 2019, diz Secretaria de Saúde

Cinco casos de morte por H1N1 em 2019, na Paraíba, foram confirmados pela Secretaria de Estado da Saúde (SES) nesta segunda-feira (10). Os casos aconteceram nas cidades de São Bento, Santa Rita, João Pessoa, Alagoa Nova e Cachoeira dos Índios.

Em maio, quatro casos estavam sendo investigados. A Secretaria foi notificada no dia 1º de maio, após a morte de uma criança de quatro anos, que morava no município de Alagoa Nova, no Agreste da Paraíba. Uma outra morte por suspeita de H1N1 foi notificada no dia 4 de maio. A vítima foi um homem de 45 anos, morador do município de São Bento, no Sertão do Estado.

Além disso, a SES informou que, em 2019, foi confirmado que 17 pessoas estão tratando a influenza.

Nesta segunda-feira (10), também foi confirmado que um homem de 59 anos está em tratamento no Hospital Regional de Sousa, com suspeita de H1N1. Ele fez os exames necessários, que foram encaminhados para o Laboratório Central do Estado (Lacen). A Secretaria aguarda o resultado.

Vacinação

A campanha de vacinação contra a gripe terminou no dia 31 de maio. Em algumas cidades, como Patos e João Pessoa, a vacina foi liberada para toda a população nesta segunda-feira (10), quando atingiu a meta prevista pelo Ministério da Saúde.

A vacina protege contra três tipos do vírus – H1N1, H3N2 e influenza B – e começou voltada, especialmente, para os grupos prioritários, que incluem crianças e idosos. Agora, toda a população já pode ter acesso às doses.

Conforme a gerente executiva de Vigilância em Saúde da SES, Talita Tavares, outras medidas de prevenção podem ser adotadas, como higienizar as mãos com água e sabão ou álcool gel; evitar tocar os olhos, nariz ou boca após contato com superfícies possivelmente contaminadas, como corrimão, bancos e maçanetas; e manter hábitos de alimentação saudáveis.

G1

 

Mortes com acidentes de moto sobem 21% em rodovias federais da PB em 2019, diz PRF

O número de acidentes graves e mortes envolvendo motociclistas aumentou nas rodovias federais da Paraíba no primeiro trimestre de 2019, em comparação com o mesmo período no ano passado. Entre janeiro, fevereiro e março morreram 23 pessoas. O número é 21% maior que o registrado no primeiro trimestre do ano passado.

Os dados foram divulgados pela assessoria de imprensa da Polícia Rodoviária Federal (PRF), que mostram ainda que o número de acidentes que deixaram vítimas gravemente feridas aumentou 46%, em relação ao ano passado. No primeiro trimestre desse ano foram 135 acidentados gravemente.

Os dados são preocupantes. Em 2018 foram registrados 699 acidentes envolvendo motos, sendo que 585 pessoas tiveram ferimentos leves com apenas escoriações, 282 com ferimentos graves e 65 morreram no local do acidente.

Homens morrem mais

Ainda no levantamento feito pela PRF, foi possível identificar que a maior parte dos acidentes de moto ocorrem com pilotos na faixa etária de 20 a 39 anos. Do total de vítimas graves em decorrência de acidentes de trânsito com motocicletas, 215 eram homens, o que representa 76,24%.

Quando os dados são referentes às vítimas fatais esse percentual é ainda maior. O número de homens mortos em acidentes de trânsito com motocicletas foi de 92%, o que significa 60 óbitos do total de 65 vítimas fatais.

Fiscalização

Depois de divulgar esse levantamento, a PRF informou que está intensificando a fiscalização de motociclistas para verificar as condições do veículo e dos condutores. A PRF destaca que na Paraíba, observa que muitos condutores não são habilitados e que muitos veículos não possuem condições de trafegar com segurança.

Foto: Walter Paparazzo/G1/Arquivo

G1

 

PB tem 138 mortes por câncer de colo do útero e reforça vacinação

A Paraíba fechou 2018 com 138 mortes por câncer do colo do útero. Outras 133 mortes contabilizadas em 2017 pelo mesmo motivo. Já em 2016, foram registradas 113 mortes em decorrência do câncer do colo do útero. A Secretaria de Estado da Saúde (SES), em conjunto com a Secretaria de Educação e da Ciência e Tecnologia, orienta que os Municípios intensifiquem a vacinação contra o HPV nas escolas públicas e privadas da Paraíba durante o mês de março.

O objetivo é reforçar as atuais ações de prevenção dos cânceres do colo do útero, pênis, verrugas genitais, boca e orofaringe. O público alvo é composto por meninas de 9 a 14 anos e meninos de 11 a 14 anos.

“Observamos que o monitoramento das coberturas vacinais reflete uma queda nos anos em que não foi utilizada a estratégia de vacinação nas escolas. Então, é fundamental que os municípios façam esforços para garantir a vacinação da população, reiterando a importância de alcançar altas e homogêneas coberturas vacinais por faixa etária”, pontuou a assessora técnica do Núcleo de Imunização da SES, Márcia Mayara.

Em 2014, ano de introdução da vacina contra o HPV, a cobertura da primeira dose na Paraíba alcançou mais de 100%, resultado da vacinação ter ocorrido, na sua maioria, em ambiente escolar.

“É uma ação estratégica desenvolvida para o maior alcance do público-alvo da vacinação contra o HPV. Esta ação faz parte do Programa Saúde na Escola, uma política intersetorial que tem como objetivo promover saúde e educação integral para crianças, adolescentes, jovens e adultos”, disse Márcia Mayara.

portalcorreio

 

 

Álcool causa mais de 3 milhões de mortes por ano, diz OMS

Um relatório divulgado pela Organização Mundial da Saúde(OMS) na sexta feira (21) revelou que o consumo de bebidas alcoólicas matou mais de três milhões de pessoas em 2016 – mais do que o total de vítimas da aids, violência e acidentes de trânsito juntos.

O estudo afirma que o álcool é responsável por cerca de uma em cada 20 mortes em todo o mundo, incluindo os acidentes causados por motoristas embriagados, violência e abusos induzidos pelo álcool, além de uma ampla variedade de doenças. Mais de três quartos das vítimas são homens.

As mais de 3 milhões de mortes relacionadas ao consumo da substância registradas em 2016 – as estatísticas mais recentes disponíveis – correspondem a 5,3% de todos os óbitos naquele ano.

“Um número demasiadamente grande de pessoas, famílias e comunidades sofre as consequências do uso nocivo do álcool através da violência, lesões, problemas de saúde mental e doenças como câncer e derrames”, disse em comunicado o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus.

O consumo de álcool está associado a mais de 200 problemas de saúde e deixa as pessoas mais vulneráveis a doenças
O consumo de álcool está associado a mais de 200 problemas de saúde e deixa as pessoas mais vulneráveis a doenças

Foto: DW / Deutsche Welle

O consumo de álcool está associado a mais de 200 problemas de saúde, como a cirrose hepática, e deixa as pessoas mais vulneráveis a doenças como a tuberculose, aids e pneumonia, afirma o relatório.

Quanto aos jovens, os números são ainda mais alarmantes. Segundo a OMS, 13,5% de todas as mortes de pessoas de idade entre 20 a 29 anos em 2016 têm relação com o consumo de álcool. A título de comparação, a aids é responsável por 1,8% das mortes em todo o mundo; os acidentes de trânsito, por 2,5%; e a violência, por 0,8% dos óbitos.

Apesar de alarmantes, os números ainda são menores do que os registrados no relatório anterior da OMS, divulgado em 2014. A agência afirma que há algumas tendências positivas, como a redução da ocorrência de mortes relacionadas ao álcool e ao consumo esporádico da substância desde 2010.

A OMS adverte, porém, que o grande número de “doenças e lesões causadas pelo consumo nocivo do álcool é inaceitavelmente alto”, especialmente na Europa e nas Américas. Estima-se que, em todo o mundo, 237 milhões de homens e 46 milhões de mulheres sofram de males provocados pelo consumo de álcool.

Na Europa, o problema atinge quase 15% dos homens e 3,5% das mulheres e, nas Américas, 11,5% dos homens e 5,1% das mulheres são afetados. Por outro lado, mais da metade da população com mais de 15 anos de idade se abstém completamente das bebidas alcoólicas.

Em média, os 2,3 bilhões de indivíduos considerados consumidores de álcool- aqueles que consumiram bebidas ao menos uma vez durante o ano – ingeriram 33 gramas diárias da substância pura, o que equivale, a grosso modo, a dois copos de vinho, uma garrafa de cerveja ou duas doses de destilados.

A Europa ainda é o maior consumidor per capita, com 10 ou mais litros de álcool puro consumidos anualmente, apesar de uma queda de mais de 10% registrada desde 2010. A OMS alertou, porém, que em outras regiões o consumo tende a aumentar. Isso ocorre especialmente na Ásia, com a China e a Índia registrando os números mais acentuados.

A OMS pede aos países que aumentem os impostos sobre as bebidas alcoólicas e proíbam as propagandas do produto, especialmente em eventos esportivos, como forma de coibir o consumo.

Deutsche Welle

PB é o 3º estado no Brasil com mais mortes de mães em partos

A Paraíba é o terceiro estado no Brasil com mais mortes de mães a cada 100 mil partos de nascidos vivos, 87,4. A constatação é do Observatório da Criança, publicada pela Fundação Abrinq, divulgada terça-feira (24).

Os dados mostram que o estado passa longe de cumprir a meta de 35 óbitos de mães para cada 100 mil partos de nascidos vivos, estabelecida pelos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, determinada pela Organização das Nações Unidas (ONU).

Conforme a pesquisa, com dados coletados até 2016, o estado vem em uma crescente de mortes de mães nos partos de nascidos vivos: 47,6 para cada 100 mil, em 2012; 70,4, em 2013; 53,9, em 2014; 64,3, em 2015; e 87,4, em 2016.

O estudo também traz que a Paraíba só perde para o Amapá, 109,6 mortes de mães para cada 100 mil nascidos vivos, e Maranhão, com 97,8 mortes.

O ginecologista Roberto Magliano reiterou que a taxa de mortalidade materna no Brasil é muito acima da mundial. Segundo ele, grande parte disso se deve à precariedade das maternidades em cidades de pequeno porte e a falta de profissionais qualificados para lidar com gestações de alto risco. Segundo ele, a situação do Brasil está ainda pior em relação a países mais pobres, como Cuba, Argentina, entre outros.

“A mortalidade materna no Brasil é muito acima da mundial. Essa taxa de mortalidade vem caindo nas duas ultimas décadas, mas num ritmo muito lento do esperado. Os níveis do Brasil são muito maiores do que de países de primeiro mundo, inclusive muito maiores do que países até mais pobres que o nosso como Cuba, Chile, Uruguai, Argentina. O que acontece na Paraíba é um pouco do reflexo do que acontece no Brasil todo, onde a gente tem uma rede pública de atendimento muito precária. Então a gente não consegue dar um pré-natal de qualidade para as pacientes e pior, a gente não consegue dar acesso as pacientes para ter os seus filhos na maternidade”, explicou

Segundo ele, são quatro as principais causas de mortes em partos no Brasil. “A principal é hipertensão. Depois vem hemorragia pós-parto, infecção e abortamento inseguro. Como no Brasil o aborto não é permitido por lei, muitas mulheres procuram locais clandestinos”, disse.

Segundo ele, a Secretaria de Saúde da Paraíba está desenvolvendo uma estratégia para reduzir esses números. Ele apontou também que uma solução seria contratar mais médicos, qualificá-los e que os gestores das cidades passem a investir mais neste setor.

“O enfrentamento passaria por mais médicos para atendimento e que os gestores das cidades do interior se conscientizassem e procurassem estruturar as maternidades para poder receber gestantes de alto risco. Todos esses grandes municípios da Paraíba são gestão plena, recebem o dinheiro direto do Ministério da Saúde e preferem investir numa ambulância do que em um hospital, na contratação de um pediatra, de um médico. É mais barato do que construir um hospital ou contratar um pediatra, comprar uma ambulância”,completou.

Mortalidade infantil e gravidez na adolescência

Com relação à morte de crianças menores de um ano, o Observatório mostrou que a Paraíba ocupa a 18º colocação em mortes, com 12,7 mortes para cada mil nascidos vivos. O número é o mesmo da média nacional.

A pesquisa também trouxe que o estado vem registrando queda na quantidade de partos  em adolescentes, no ano de 2016.

Em partos relacionados a adolescentes entre 10 e 14 anos, o estado registrou 641 em 2015 e 581 em 2016, ocupando a 15ª posição nacional. Já sobre partos de adolescentes e jovens entre 15 e 19 anos, a Paraíba registrou 10.868 em 2015 contra 10.099 em 2016.

Ainda de acordo com o ginecologista, os problemas enfrentados pelas mães também acontece em relação à mortalidade infantil. Segundo ele, grande parte das mortes de crianças estão relacionadas ao parto.

“A mortalidade infantil tem se reduzido em todo Brasil. Na Paraíba também. Quando a gente fala de mortalidade infantil, é morte de criança até um ano de idade. Parte das mortes das crianças tem acontecido muito por causas relacionadas ao parto. A gente tem uma dificuldade nas maternidades do interior de atendimento de crianças muito prematuras, porque não têm suporte de atendimento neo-natal nem pediatras para fazer este atendimento”, finalizou.

portalcorreio

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