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Monitor da Violência: número de mortes violentas aumenta mais de 19% em um mês, na PB

O número de mortes violentas aumentou 19,4% entre julho e agosto, conforme dados do Monitor da Violência, na Paraíba. O mês de julho foi o menos violento do ano até agora, com 67 mortes, enquanto que em agosto, o número subiu para 80.

O número do mês de agosto, em 2019, pouco variou em relação ao mesmo mês do ano de 2018, quando 81 assassinatos foram contabilizados pelo Monitor da Violência.

Em relação aos oito primeiros meses do ano, 623 mortes violentas foram registradas na Paraíba em 2019. O somatório sofreu uma redução de 21,3% em relação ao mesmo período de 2018, quando aconteceram 792 assassinatos.

De acordo com os dados obtidos pela Lei de Acesso à Informação (LAI), entre os Crimes Violentos Letais e Intencionais (CVLI), todos os assassinatos foram homicídios dolosos. No mês de agosto de 2019 não houve nenhum latrocínio ou agressão seguida de morte.

Os dados apontam que:

  • A Paraíba teve 623 assassinatos de janeiro a agosto de 2019, 21,3% a menos que no mesmo período de 2018;
  • Número de mortes no mês de agosto de 2019 pouco variou em relação ao mesmo mês de 2018;
  • Em agosto, houve aumento de 19% no número de assassinatos com relação ao mês de julho de 2019.

No Brasil, houve uma queda de 22% no número de mortes violentas registradas nos primeiros oito meses deste ano em comparação com o mesmo período de 2018. Somente em agosto, houve 3,1 mil assassinatos, contra 3,9 mil no mesmo mês do ano passado. Já no período que engloba os oito meses, foram 27.517 mortes violentas — 7,9 mil a menos que o registrado de janeiro a agosto de 2018 (35.422).

80 assassinatos foram registrados no mês de agosto de 2019, de acordo com o Monitor da Violência — Foto: Reprodução/G1

80 assassinatos foram registrados no mês de agosto de 2019, de acordo com o Monitor da Violência — Foto: Reprodução/G1

Como o levantamento é feito

A ferramenta criada pelo G1 permite o acompanhamento dos dados de vítimas de crimes violentos mês a mês no país. Estão contabilizadas as vítimas de homicídios dolosos (incluindo os feminicídios), latrocínios e lesões corporais seguidas de morte. Juntos, estes casos compõem os chamados crimes violentos letais e intencionais.

Jornalistas do G1 espalhados pelo país solicitam os dados, via assessoria de imprensa e via Lei de Acesso à Informação, seguindo o padrão metodológico utilizado pelo fórum no Anuário Brasileiro de Segurança Pública.

G1

 

Paraíba tem queda de 21,9% no número de mortes violentas no 1º semestre, revela Monitor da Violência

A Paraíba registrou uma queda de 21,96% nas mortes violentas no primeiro semestre deste ano em comparação com o mesmo período de 2018. A queda ficou dentro da média nacional, que foi de 22%, conforme divulgou neste domingo (1º) o Monitor da Violência, índice nacional de homicídios criado pelo G1.

Em seis meses, foram registrados 476 mortes na Paraíba, contra 610 no mesmo período do ano passado. São 134 mortes a menos. O mês de fevereiro foi o que teve mais mortes violentas, com 84 casos, seguido de abril, com 83 e junho, com 81. O número consolidado até agora contabiliza todos os homicídios dolosos, latrocínios e lesões corporais seguidas de morte, que, juntos, compõem os chamados crimes violentos letais e intencionais.

A tendência de queda nos homicídios foi antecipada pelo G1 no balanço dos dois primeiros meses do ano, que apresentaram redução de 24% em relação ao mesmo período do ano passado.

O levantamento faz parte do Monitor da Violência, uma parceria do G1 com o Núcleo de Estudos da Violência da USP e o Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

Os dados apontam que:

  • Houve 134 mortes a menos nos primeiros seis meses de 2019
  • Fevereiro foi o mês mais violento de 2019, com 84 mortes
  • Um total de 476 pessoas foram mortas mediante uso de violência de algum tipo.
Redução de mortes violentas no primeiro semestre de 2019 no Brasil — Foto: Rodrigo Sanches/G1

Redução de mortes violentas no primeiro semestre de 2019 no Brasil — Foto: Rodrigo Sanches/G1

Causas da queda: o que dizem os especialistas

Para Bruno Paes Manso, do NEV-USP, a ação dos governadores e das autoridades estaduais de Justiça, mais focada nos presídios, ajuda a entender a permanência da tendência de queda dos homicídios no Brasil.

“Os governos capazes de impor custos aos grupos violentos – a partir da identificação dos mandantes de assassinatos ou identificação dos autores das mortes, tarefa que atualmente tem sido feita a partir de escutas em presídios – tendem a induzir a tréguas ou acordos entre rivais para a diminuição de conflitos”, diz Bruno Paes Manso.

Segundo o pesquisador, para manter a tendência de queda e evitar que os grupos criminosos se fortaleçam economicamente, vai ser preciso usar a capacidade de inteligência e articulação do Estado.

Para Samira Bueno e Renato Sérgio de Lima, do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, as explicações para a queda passam por melhorias da gestão pública, integração de programas de prevenção social com as políticas de segurança, melhoria da qualidade da investigação policial, maior integração entre agências, em especial as polícias Civil e Militar, e o fortalecimento de políticas de controle de armas.

“Em termos regionais, no Nordeste uma iniciativa pioneira tem fortalecido a integração de esforços e o compartilhamento de informações entre agências interestaduais com o Centro Regional de Inteligência de Segurança Pública, baseado em Fortaleza, e mais recentemente com a formalização de um consórcio constitucional na região. Se o Estado tem suas fronteiras administrativas, a ação do crime tem mostrado que este é hoje um fenômeno transnacional e que demanda de governos e do sistema de Justiça uma nova gramática”, diz Samira Bueno e Renato Sérgio de Lima.

Samira Bueno destaca ainda o “componente demográfico”. “A gente tem uma estimativa do IBGE que mostra que, até 2030, haverá uma redução de 25% da população jovem no Brasil. Essa mudança demográfica é algo que já vem impactando em vários estados. Isso porque a maior parte das vítimas de homicídio no Brasil é jovem. A maior parte da população encarcerada no Brasil é jovem. Se há uma quantidade menor de jovens na população, consequentemente há também uma redução dos homicídios.”

Como o levantamento é feito

A ferramenta criada pelo G1 permite o acompanhamento dos dados de vítimas de crimes violentos mês a mês no país. Estão contabilizadas as vítimas de homicídios dolosos (incluindo os feminicídios), latrocínios e lesões corporais seguidas de morte. Juntos, estes casos compõem os chamados crimes violentos letais e intencionais.

Jornalistas do G1 espalhados pelo país solicitam os dados, via assessoria de imprensa e via Lei de Acesso à Informação, seguindo o padrão metodológico utilizado pelo fórum no Anuário Brasileiro de Segurança Pública.

Para fechar o 1º semestre, foi pedida aos estados uma revisão dos dados dos meses desde janeiro. Alguns dos números foram retificados, em razão de ajustes feitos posteriormente pelas secretarias, e agora estão totalmente atualizados.

Brasil registra queda de 22% nas mortes violentas no 1º semestre de 2019

Brasil registra queda de 22% nas mortes violentas no 1º semestre de 2019

Em março, o governo federal anunciou a criação de um sistema similar. Os dados, no entanto, não estão atualizados como os da ferramenta do G1. O último mês em que há informações disponíveis para todos os estados é abril de 2019 e há incongruências em parte das estatísticas.

Uma informação importante: os dados coletados mês a mês pelo G1 não incluem as mortes em decorrência de intervenção policial. Isso porque há uma dificuldade maior em obter esses dados em tempo real e de forma sistemática com os governos estaduais. O balanço de 2018 foi publicado pelo Monitor da Violência separadamente, em abril. Um balanço com dados de 2019 ainda será divulgado.

Participação dos estados na redução de mortes no Brasil em 2019 — Foto: Rodrigo Cunha/G1

Participação dos estados na redução de mortes no Brasil em 2019 — Foto: Rodrigo Cunha/G1

 

G1

 

 

Paraíba registra 76 mortes violentas em maio de 2019

Foram registradas 88 mortes decorrentes de crimes violentos na Paraíba no mês de maio de 2019, de acordo com o Monitor da Violência do G1, que acompanha as mortes violentas mês a mês em todos o país. Em relação ao mês anterior, houve um diminuição de oito mortes violentas.

Os números oscilam durante os cinco meses do ano. Em janeiro, foram 79 crimes violentos letais e intencionais, contabilizando os homicídios dolosos (incluindo os feminicídios), latrocínios e lesões corporais seguidas de morte. Em fevereiro, o número chega a 84, no mês de março, o número volta a 79, em abril o número retorna a 84 e no mês de maio o número contabilizado é 76.

Em relação ao mesmo período de 2018, no entanto, houve uma redução de quase 21%. Nos cinco primeiros meses de 2018, 504 pessoas foram assassinadas. Já em 2019, o número caiu para 402.

O levantamento faz parte do Monitor da Violência, uma parceria do G1 com o Núcleo de Estudos da Violência da USP e o Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Os dados são abastecidos por informações repassadas pela Secretaria da Defesa e Segurança Social (Seds) da Paraíba, por meio da Lei de Acesso à Informação.

G1