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Volkswagen faz recall de 54.170 unidades de 8 modelos no Brasil; motor pode desligar

A Volkswagen anunciou nesta sexta-feira (5) recall de Gol, Voyage, Saveiro, Up!, Fox, CrossFox, SpaceFox e Space Cross. De acordo com a montadora, 54.170 unidades podem sofrer pane elétrica, por falha no alternador, defeito que pode ocasionar até o desligamento do motor.

As unidades foram fabricadas entre 1º de março de 2016 e 12 de janeiro de 2017. A data de início de atendimento será no dia 10 de maio e a empresa convoca os proprietários a fazer o agendamento para a inspeção do alternador dos veículos. Se necessário, haverá a substituição gratuita da peça.

VEJA OS CHASSIS ENVOLVIDOS

  • UP! (2016 e 2017): GT548567 a HT523246
  • Gol, Voyage e Saveiro (2016 e 2017): GP102025 a HP501022 e HT000039 a HT042350
  • Fox e CrossFox (2016 a 2017): G4065578 a H4021703
  • SpaceFox e Space Cross (2017): HA512059 a HA513061

Segundo a montadora, foi constatada a possibilidade de inoperância do alternador que, nestes casos, deixa de gerar energia para a bateria e para o sistema elétrico do veículo.

Em situações que a carga da bateria não for suficiente para o funcionamento do veículo, poderão ocorrer panes elétricas e até mesmo o desligamento do motor, o que pode causar acidentes com danos físicos e materiais aos ocupantes e terceiros, informou a Volkswagen, em comunicado.

Volkswagen Up! (Foto: Caio Kenji/G1)Volkswagen Up! (Foto: Caio Kenji/G1)

O tempo de reparo estimado é de 3 horas. A empresa disponibiliza o telefone 0800 019 8866 e o site www.vw.com.br para mais informações.

Volkswagen Voyage (Foto: Divulgação)Volkswagen Voyage (Foto: Divulgação)
Volkswagen Saveiro  (Foto: Divulgação)Volkswagen Saveiro (Foto: Divulgação)
Volkswagen Fox  (Foto: Divulgação)Volkswagen Fox (Foto: Divulgação)

Auto Esporte

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Modelos acusam donos da revista Playboy no Brasil de assédio sexual

Oito modelos acusam de assédio sexual dois sócios da editora que publica a revista “Playboy” no Brasil, a PBB Entertainment. Os empresários André Luís Sanseverino e Marcos Aurélio de Abreu Rodrigues e Silva teriam prometido oportunidades de trabalho, fama e sucesso em troca de fotos nuas e sexo, segundo informações de reportagem deste domingo (24) no “Fantástico”, da TV Globo.

De acordo com a reportagem, o assédio ocorreu após uma festa de relançamento da publicação em agosto de 2016. As modelos haviam trabalhado como personagens clássicas da revista, as “coelhinhas”. Sob o argumento de que poderia transformar “meninas comuns em grandes modelos ou atrizes”, Sanseverino passou a pedir fotos nuas das modelos, além de insistir com convites para encontros.

Rodrigues Abreu teria assediado as modelos durante a festa. As modelos estão processando os dois sócios e apresentaram na reportagem conversas pelo WhatsApp com Sanseverino. Os direitos sobre a marca da revista é da empresa americana Playboy Enterprises. A PBB relançou no ano passado a revista “Playboy” após a Editora Abril encerrar a publicação no Brasil em 2015.

Essa empresa foi criada apenas para gerir a revista. Sanseverino já havia feito trabalhos como fotógrafo para a “Playboy” e Rodrigues e Silva é dono de uma empresa de recursos humanos. A empresa ainda tem como sócio o empresário Edson Oliveira. Em nota, a “Playboy” declarou que “repudia toda forma de desrespeito contra a mulher”.

A empresa informou que decidiu pelo afastamento de André Sanseverino, por prazo indeterminado, de qualquer atividade relacionada à revista. “Acreditamos de forma franca e honesta que ele deverá colaborar para elucidar os fatos até que as denúncias sejam apuradas”, cita a nota.

Folha Press

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Chevrolet Onix e Prisma Joy 2017 chegam como os modelos mais econômicos da marca

Depois da apresentação de Onix e Prisma reestilizados nas versões LT, LTZ e Activ, é a vez da linha de modelos Chevrolet ganhar mais uma novidade: o Joy linha 2017, que estreia com foco no custo-benefício e inovações tecnológicas implementadas nas versões mais sofisticadas. Entres elas está a direção elétrica progressiva e a suspensão recalibrada. O conjunto permitiu melhorar a dirigibilidade e o conforto a bordo, tanto em perímetro urbano como no rodoviário.

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Tanto Onix quanto Prisma Joy também se destacam em desempenho e eficiência energética. Tratam-se dos carros 1.0 aspirados mais econômicos do mercado, de acordo com dados do Inmetro e do Conpet. Contribuem para esse feito o perfeito casamento entre o motor de nova geração (SPE/4 ECO) com a transmissão manual, agora com seis marchas, além de um pacote de inovações tecnológicas, que entre outros itens conta com pneus verdes e freios de baixo atrito.

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Outra novidade é o exclusivo sistema OnStar da Chevrolet. Estão disponíveis serviços como o de recuperação veicular em caso de roubou ou furto, além do diagnóstico de itens do veículo por meio de um aplicativo específico para smartphones – recursos inéditos em carros dessa categoria.

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O modelo ganha ainda mudanças na ampla cabine. O acabamento do painel em dois tons (preto e cinza) dão um toque de requinte e amplitude ao ambiente, enquanto o novo quadro de instrumentos digital reforça a personalidade jovial da versão. Os apoios de braço e puxadores das portas estão mais ergonômicos e integrados ao conceito “dual cockpit” característico dos veículos Chevrolet. Os bancos trazem novo revestimento, e o volante traz detalhes preto fosco. De série, ambos trazem ar-condicionado, direção elétrica, vidros elétricos, alertas de pressão baixa nos pneus e de não-uso do cinto de segurança, além do sistema OnStar.

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Com gasolina, o Onix Joy 1.0 ECO roda 15,3 km/l na estrada e 12,9 km/l na cidade. Já o Prisma Joy faz 12,9 km/l na cidade e até 15,6 km/l na estrada.

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Junto com o Onix Joy, a empresa desenvolveu uma série de acessórios originais, como o multimídia com sistema de projeção para smartphone e rodas de liga leve aro 14 com design exclusivo. São diversos itens para que o consumidor possa customizar o veículo da forma que preferir.

“Tudo isso, somado ao design consagrado do modelo e a seu baixo custo de manutenção, faz do Onix Joy a escolha mais inteligente em sua faixa de preço”, argumenta Marcos Munhoz, vice-presidente da GM. Para marcar o lançamento da versão, a Chevrolet está criando uma série limitada de 500 unidades pintadas na cor Vermelho Chilli.

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carsnews

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Modelos deixam pênis à mostra e surpreendem público da Paris Fashion Week

O estilista Rick Owens se atreveu a ir aonde nenhum designer de moda ousou chegar. Durante a exibição de sua coleção outono/inverno na Paris Fashion Week, na capital francesa, modelos da grife do americano deixaram o pênis à mostra ao desfilar looks com buracos ou fendas na altura do órgão genital.
Modelos deixam pênis à mostra nas passarelas da Paris Fashion Week
Modelos deixam pênis à mostra nas passarelas da Paris Fashion Week Foto: Montagem com fotos da AFP

Os modelos vestiam ponches peenhole com buracos na virilha e recortes que surpreenderam muitos dos que estavam nas fileiras para assistir ao desfile. A ousadia do estilista gerou repercussão na imprensa internacional, que criou brincadeiras com a coleção do designer. O “Huffington Post”, dos Estados Unidos, estampou “Cloaks Penis” (”Pênis sob o manto”, em tradução direta) ao noticiar o fato. Já outros veículos de internet satirizaram a situação criando hashtags que fazem apelo, ironicamente, à liberdade da genitália masculina.

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Quase que a apresentação pegou de supresa a top internacional Kate Moss, que estava na plateia no desfile da Louis Vuitton, que aconteceu momentos depois.

Kate Moss também foi surpreendida pelo desfile ousado de Rick Owens
Kate Moss também foi surpreendida pelo desfile ousado de Rick Owens Foto: Francois Mori / AP

Confira algumas fotos, em ângulos mais discretos, do que parisienses e turistas viram nas passarelas da Semana de Moda de Paris com Rick Owens:

Modelo exibe recorte em look geométrico assinadp por Rick Owens
Modelo exibe recorte em look geométrico assinadp por Rick Owens Foto: PATRICK KOVARIK / AFP
Coleção de Outono/Inverno de Rick Owens surpreendeu o público
Coleção de Outono/Inverno de Rick Owens surpreendeu o público Foto: PATRICK KOVARIK / AFP

Extra

Denatran apresenta novos modelos de placas de veículos no padrão do Mercosul

placa1O Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) apresentou nesta quinta feira (4)  o novo modelo de placas de veículos que será usado no Brasil e demais países do Mercosul, Argentina, Uruguai, Paraguai e Venezuela. (Veja na imagem ao lado). No Brasil, a placa será obrigatória para  veículos novos a partir de janeiro de 2016.Para os veículos que atualmente já estão emplacados, a mudança será opcional.

O novo modelo adotará quatro letras e três números, diferente da placa atual, que apresenta três letras e quatro números. A distribuição entre letras e números na nova placa será aleatória. Com isso, segundo o Denatran, serão possíveis mais de 450 milhões de combinações diferentes, contra as pouco mais de 175 milhões de possibilidades do atual modelo brasileiro.

A placa terá as mesmas medidas das já utilizadas no Brasil, 40 cm de comprimento por 13 cm de largura. O fundo será branco com letras pretas. Sobre uma faixa horizontal na parte superior, haverá o emblema do Mercosul e a bandeira do país do veículo.

Para Rone Barbosa, coordenador do Denatran, o novo sistema de placa  trará facilidade em reconhecer criminosos que praticam a clonagem de veículos.

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“A nova placa no padrão do Mercosul já incorpora alguns elementos de segurança que são adotados no mundo inteiro. Esses dispositivos de segurança visam coibir as possíveis clonagens de veículos que hoje não têm um controle muito rigoroso desse processo”, disse Rone Barbosa,  coordenador do Denatran.

No Brasil, a placa  terá uma tira holográfica do lado esquerdo e um código bidimensional que conterá a identificação do fabricante, a data de fabricação e o serial da placa. Do lado direito, a placa vai ter a bandeira da unidade da Federação e o brasão de registro do veículo.

Autoesporte

Modelos enviadas para o exterior foram escravizadas na Índia

Três modelos brasileiras que saíram do Brasil com sonho de seguir carreira de modelo internacional viraram escravas na Índia. As jovens, uma delas com apenas 15 anos, foram vítimas de tráfico internacional de pessoas e acabaram submetidas a assédio moral e sexual, além de cárcere privado e servidão por dívida, de acordo com acusação feita pelo Ministério Público Federal de São Paulo (MPF-SP).

A denúncia foi aceita pelo juiz federal João Batista Gonçalves, da 6ª Vara Civil de São Paulo, que determinou que as agências brasileiras Dom Agency Model´s e Raquel Management parem imediatamente de enviar modelos ao exterior. Em entrevista à Repórter Brasil, o proprietário da Dom, Benedito Aparecido Bastos, negou que esteja envolvido com tráfico de pessoas. Já Raquel Felipe, proprietária da Raquel Management, não quis se pronunciar sobre as acusações. As três brasileiras, duas irmãs de 15 anos e 19 anos de São José do Rio Preto, interior de São Paulo, e uma jovem de 19 anos de Passos, em Minas Gerais, deixaram o país com contratos para fotografar em Mumbai, na Índia. As duas primeiras foram recrutadas pela Raquel Management em 12 de novembro de 2010. A terceira assinou com a Dom Model´s em dezembro do mesmo ano.

Ao chegarem na Índia, as três jovens acabaram submetidas a condições degradantes e tiveram a liberdade cerceada. De acordo com depoimento que prestaram ao MPF, elas eram impedidas de deixar o apartamento em que viviam, em um edifício localizado em uma zona de exploração sexual, e só conseguiram escapar porque o pai das duas irmãs denunciou a situação ao consulado brasileiro em Mumbai. As jovens foram então resgatadas e conseguiram voltar ao Brasil em 26 de dezembro do mesmo ano graças ao auxílio do consulado, que arcou com os custos da viagem.

O agente local da K Models Management – parceira das agências brasileiras na Índia – chegou a ser preso pela polícia indiana na ocasião. Às autoridades brasileiras, as jovens relataram que ele pagou para que vigias do edifício as impedissem de deixar o local. Uma delas chegou a machucar o joelho ao fugir do homem, que tentou agarrá-la. Além da violência a que foram submetidas, as brasileiras não tinham acesso à água quente para o banho. No apartamento, segundo contaram, só havia água em algumas horas do dia. Uma das vítimas disse que não tinha tempo para se alimentar e descansar por conta dos trabalhos seguidos que era obrigada a cumprir.

Além da liminar para que as agências parem imediatamente de enviar modelos ao exterior, Jefferson Aparecido Dias, procurador regional dos Direitos do Cidadão do MPF-SP, responsável pela ação, espera que os proprietários sejam condenados a indenizar as três. “Além do prejuízo material, as jovens sofreram inequívocos danos morais, com todo o abalo emocional e psicológico durante o tempo em que permaneceram na Índia”, afirma o procurador, que diz que todas as cláusulas do contrato assinado no Brasil foram descumpridas, desde as acomodações até as condições de trabalho.

O valor das indenizações para as três deverá ser definido o curso da ação. Jefferson também pede ressarcimento à União de US$ 2.116,18, valor gasto pelo consulado na Índia durante o processo de resgate e recondução das modelos ao Brasil. Para o procurador, este é um caso clássico de tráfico de pessoas e é um exemplo bem sucedido na repressão.

Rede de tráfico

Com base no episódio, a Divisão Consular do Brasil na Índia enviou ao Ministério das Relações Exteriores relatório sobre a possível existência de uma rede internacional de tráfico de pessoas. As brasileiras resgatadas relataram ao vice-cônsul que tiveram contato com outras vinte modelos brasileiras em Mumbai, que também poderiam estar submetidas à escravidão. De acordo com o documento, os representantes das agências brasileiras “aterrorizam as famílias no Brasil por meio de coação, desaconselhando que busquem auxílio junto ao consulado brasileiro”.

As irmãs de São José do Rio Preto relataram às autoridades que Raquel Felipe, da Raquel Management, disse à família que, caso reclamassem da situação, elas teriam seus passaportes “carimbados”, e jamais poderiam fazer outras viagens internacionais. Em depoimento, uma das modelos afirmou ter notícias de que, mesmo após o episódio, a Raquel Management continuou trabalhando com a agência indiana.

Benedito Aparecido Bastos, dono da Dom Agency Model´s, diz que foi responsável pelo envio de apenas uma das modelos envolvidas no processo e alega que em nenhum momento ela relatou abusos ou contou ter sido submetida a condições de exploração na Índia. Segundo Benedito, as outras duas modelos teriam se desentendido com a agência local pela falta de demanda de trabalho e fizeram a denúncia ao consulado para conseguirem passagens de volta ao Brasil.

Ele confirma que tinha contato com a Raquel Management e que ambas as agências enviaram modelos para o exterior, mas diz que toda a documentação estava regularizada e nega que faça parte de uma rede de tráfico e exploração de pessoas. Raquel Felipe, proprietária da Raquel Management, por sua vez, não quis dar entrevistas sobre o caso. Segundo empregados da sua agência, ela não pretende se pronunciar sobre as acusações.

Por Bianca Pyl, da Repórter Brasil

Adital

Cartilha do Itamaraty alerta para tráfico de jogadores, modelos e até churrasqueiros

Muitas experiências são traumáticas para a vida e não ajudam em nada a carreira, segundo o Itamaraty (Foto: CC Ian Couto)

São Paulo – O governo federal, em ação da rede consular desenvolvida desde 2010, identificou uma vertente do crime de tráfico de pessoas, mais comumente conhecido pelo abuso sexual: a exploração do trabalho, fora do Brasil. Foram relatados casos de jogadores de futebol, modelos, músicos, dançarinos, churrasqueiros, cozinheiros de restaurantes étnicos e professores de capoeira com agentes e empresários que os colocam em situação de irregularidade migratória, exploração, abusos, maus-tratos, acomodação precária e retenção de passaportes e pagamentos. Na maioria, brasileiros jovens, sem experiência profissional e de residência no exterior. A partir dessa constatação surgiu a proposta da cartilha “Orientações para o trabalho no exterior – modelos, jogadores de futebol e outros profissionais brasileiros”, que será lançada amanhã (29), no Palácio do Itamaraty, em Brasília. O documento foi elaborado pelas áreas consular e cultural do Itamaraty e tem parceria da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e da Ford Models. A proposta é fornecer informações e alertas sobre os riscos da irregularidade migratória. Em São Paulo, o lançamento será na SP Fashion Week, entre 11 e 16 de junho.

Armênia, China, Cingapura, Coreia do Sul, Filipinas, Grécia, Índia, Indonésia, irã, Malásia, Tailândia e Turquia são os países de onde vem a maioria dos relatos. Para jogadores de futebol, os convites para atuar no exterior costumam ser irresistíveis, mas o sucesso não chega para todos. Segundo Luiza Lopes da Silva, diretora do Departamento Consular e de Brasileiros no Exterior, da Divisão de Assistência Consular do Itamaraty, muitas vezes os garotos são levados a começar a trabalhar sem visto e com base em contratos injustos.

Para esses, a cartilha traz esclarecimentos e recomendações sobre transferência internacional, transferência sem contrato, viagem para testes, contratos, custeio de passagens, visto de trabalho e de negócios, clubes e agentes, retenção de passaportes, choque cultural, entidades locais de assistência e regulação, precauções antes de viajar e ao chegar ao exterior.

“Os meninos-alvo dos agentes mal intencionados são os mais jovens, que demonstram ter futuro. Eles se iludem com as promessas e acabam enfrentando enormes dificuldades, especialmente porque não dominam o idioma local nem o inglês e têm dificuldade de pedir ajuda. Aí ficam na mãos desses agentes, que extorquem, cobram dívidas, às vezes dão alojamentos que viram uma espécie de confinamento”, relata Luiza. Ela afirma que eles não ficam muito tempo nessa situação, mas que a experiência é traumática para a vida e não ajuda em nada a carreira.

A diretora se diz orgulhosa dessa iniciativa porque as informações foram chegando aos poucos e ao se materializarem na cartilha foi possível verificar que era a preocupação de muita gente, só ainda não havia sido verbalizada. Sobre as modelos, Luiza ressalta que elas não vão para passarelas, não vão fazer fotos de revistas nem terão a vida glamourosa com que sonham. “Elas são direcionadas para atividades paralelas, como vendas on line, catálogos para vendas. Muitas acham que estão sofrendo, mas que valerá a pena, mas são anos perdidos, é um atraso, um beco sem saída”, garante.

Segundo Luiza, o papel do governo é ajudar a conscientizar para que essas pessoas controlem a impetuosidade. “Otimismo é bom, mas não muito”, diz.  Exemplo disso foi o que ocorreu com três garotas que viajaram para a Índia alimentando o sonho de ser modelos. Na semana passada, o juiz federal João Batista Gonçalves, da 6ª Vara Civil de São Paulo, deferiu pedido de liminar da Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão, do Ministério Público Federal, que em ação civil pública relatou que as agências de modelos Dom Agency Models, de Passos (MG), e Raquel Management, de São José do Rio Preto (SP), enviaram as garotas para o exterior, uma delas menor de idade, com contratos de trabalho que não foram cumpridos.  As agências estão impedidas de enviar modelos para o exterior por decisão do juiz federal. As duas agências são acusadas de tráfico internacional de pessoas.

Segundo informação da cartilha, o exercício da profissão sem contrato registrado e sem visto de trabalho é comumente associado a regime de servidão por dívidas. “Os salários, normalmente estipulados por sessão de trabalho, passam a ser quase totalmente retidos pelo empregador, a título de reembolso da passagem áerea e de pagamento do alojamento, sendo-lhes entregues diárias irrisórias, por vezes insuficientes até mesmo para alimentação.”

Os casos entre churrasqueiros, cozinheiros, dançarinos, músicos e professores de capoeira têm uma configuração comum que também as qualifica como tráfico – mas poucos admitem a condição de vítimas desse tipo de crime. “O normal é: ‘fui enganado, peguei um agente de má-fé, prometeram uma coisa e fizeram outra'”, relata Luiza. Mas ela garante: “É tráfico sim, embora não tenha cara. Para nós não interessa se a pessoa se vê como vítima, o que importa é que está se formando uma rede para levar as pessoas para exploração”.

O documento destaca que naturalmente há casos de sucesso, como cozinheiros que acabaram abrindo o próprio negócio. “Para cada caso de sucesso, contudo, muitos outros são de dificuldade, privações e abusos.”

redebrasilatual

MPF move ação contra agências de modelos e pede indenização por tráfico de pessoas

Três jovens enviadas por duas agências para trabalhar na Índia foram submetidas a condições degradantes

 

MPF move ação contra agências de modelos e pede indenização por tráfico de pessoas (Foto:KaitlynKalon / Creative Commons)

 

São Paulo – A Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão (PRDC) protocolou na segunda-feira (21) ação civil pública com pedido de liminar para que as agências de modelos Dom Agency Models, de Passos (MG), e Raquel Management, de São José do Rio Preto (SP), sejam impedidas de enviar brasileiras para trabalhar no exterior. As empresas são acusadas de enviar pelo menos três moças para a Índia, sendo uma menor, por meio de contratos de trabalho que não foram cumpridos. Pela denúncia da Procuradoria, elas ficaram quase dois meses sem salários e mantidas em cárcere privado.
Se obtiver a liminar, a PRDC quer que as empresas sejam multadas em R$ 100 mil a cada modelo que venham a mandar para o exterior por conta de descumprimento à decisão judicial. O procurador regional dos Direitos do Cidadão, Jefferson Aparecido Dias, também quer pagamento de indenização por dano moral e material às três jovens. Requer ainda indenização material à União de US$ 2.116,18, valor gasto pelo Consulado brasileiro na Índia para resgatar e reconduzir as moças ao Brasil e de danos morais coletivos.
A ação abre possibilidade para que outras vítimas se habilitem no processo e também sejam indenizadas. “A conduta ilícita abalou a credibilidade e reputação do Brasil na Índia, bem como de seus nacionais”, aponta. O valor das indenizações deverá ser definido no curso da ação.
O proprietário da Dom Agency Models, Bené Bastos, disse que atua neste ramo há cerca de 12 anos e que jamais passou por situação similar. Ele afirmou que apenas indicou uma das modelos para Raquel Felipe, proprietária da Raquel Management, enviar à agência indiana K Models Management, com a qual tem parceria. Para ele, os argumentos da ação não se sustentam. Ele acha que talvez o proprietário da agência indiana tenha falado mais rispidamente com as meninas e isso pode tê-las feito reclamar para os pais, que, preocupados, procuraram o Consulado brasileiro. “Elas não falavam inglês fluente, e isso pode ter causado problemas de comunicação”, disse. Bastos admite que tráfico de pessoas é muito comum neste meio, mas garante que sua empresa jamais se envolveu.
Para um representante da Raquel Management que preferiu não se identificar, nada do que foi relatado nessa ação é verdadeiro. “Nada disso aconteceu, temos provas”, disse. Ele não transferiu a ligação para Raquel Felipe, que estava em reunião tratando do assunto e definindo a defesa da empresa.
Em uma página da internet, abaixo de um anúncio da Raquel Management Models, de São José do Rio Preto, meninas de 13 anos se comunicam por meio do espaço de comentários colocando-se à disposição, mostrando-se dispostas a tudo para se tornarem modelos (confira um dos depoimentos ampliando a imagem abaixo).

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Abaixo, alguns detalhamentos da situação vivida pelas meninas e descrita na ação civil pública movida pelo Ministério Público Federal:


Argumentos da ação civil pública

Pelos argumentos da ação movida pelo Ministério Público, duas irmãs, de 19 e 15 anos de idade, por meio de contratos firmados com Raquel Felipe, proprietária da Raquel Management, foram enviadas a Mumbai, na India, em 12 de novembro de  2010. Uma jovem de 19 anos chegou ao mesmo local, dez dias antes, enviada pela Dom Agency Models.

“As três jovens passaram por situações terríveis e degradantes durante o período de estada na Índia, principalmente por atitudes de Vivek Singh, proprietário da agência de modelos Indiana K Models Management e responsável pelas citadas jovens naquele país (moradia inadequada, salários inferiores ao contratado, agressões verbais, assédios, ameaças, cárcere privado, falta de assistencia etc.), além do flagrante descumprimento dos contratos que celebraram com as agências brasileiras.

Ainda, as três jovens somente puderam deixar a Índia no dia 26 de dezembro de 2010, após resgate (no dia 22 de dezembro) efetuado pela policia local, mediante solicitacão e acompanhamento do Consulado Brasileiro naquele país.

As três jovens, bem como seus familiares e o Consulado do Brasil na India, confirmaram que não tiveram a assistência e o respaldo das agências contratadas no Brasil. Tem-se, ainda, a informação de que as empresas continuam o vínculo com Vivek Singh, encaminhando outras pessoas para trabalharem no referido pais.

Alem do prejuízo material, as jovens sofreram inequívocos danos morais, com todo o abalo emocional e psicológico que sofreram durante todo o tempo que permaneceram na Índia. Não somente as três jovens foram prejudicadas, mas também outras pessoas enviadas pelas agências ao exterior, bem como a União sofreu prejuízos materiais com o ocorrido. Portanto, houve o descumprimento de diversos preceitos constitucionais e legais que norteiam a proteção ao trabalho, ao consumidor, e à criança adolescente.

As jovens não tinham tempo de se alimentar, descansar, tomar banho e não tinham assistência, tanto da agência indiana, como da de São José do Rio Preto. Além disso, uma delas informou que não conseguia fazer os trabalhos em virtude da dor, e não tinha disposição de trabalhar em razão dos problemas.

Uma das jovens tinha, na ocasião da viagem, 15 anos de idade, o que lhe impediria de trabalhar, bem como de conseguir visto de trabalho. No entanto, de forma fraudulenta, obteve o visto de turismo, quando na verdade viajou para a Índia com a única finalidade de trabalhar, o que fez.

Frise-se que a situação das citadas jovens no exterior chegou a se aproximar ao crime de reducão à condição análoga à de escravo. Relataram, dentre outros despautérios vivenciados, que, assim que chegaram a Mumbai, foram obrigadas a contrair dívida com Vivek Singh (tendo que trabalhar exaustivamente para quitá-la). Além disso, este teria mantido o apartamento em que estavam sob permanente vigilância, caracterizando nítido cárcere privado (cerceamento à liberdade).”

Evelyn Pedrozo, da Rede Brasil
Focando a Notícia