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Saiba o que é mito e verdade sobre a infecção urinária

infeccao-urinariaA Infecção do Trato Urinário (ITU), mais conhecida como Infecção Urinária, é um quadro infeccioso que aumenta a frequência para ir ao banheiro, além de causar ardor ao urinar. Pode ocorrer em qualquer parte do sistema urinário, nas vias urinárias superiores (rins e ureteres) e nas vias urinárias inferiores (bexiga e uretra).

A doença pode gerar dúvidas. Para esclarecer sobre a patologia, a ginecologista Regina Paula Ares lista alguns mitos e verdades. Confira:

1. Urinar depois do sexo!  – VERDADE
Durante o sexo, o corpo humano entra em contato com muitas bactérias que, por consequência, podem acabar entrando tanto no canal urinário feminino quanto no masculino. Eliminar o xixi após a prática pode ajudar a remover as possíveis bactérias que se acumulam durante a relação.

2. Sempre que houver ardor ao urinar o motivo é a infecção urinária – MITO
Segundo pesquisas, apenas 20% dos casos de dor e ardor são infecções urinárias. Os outros 80% não apresentam alterações que comprovem. Esse problema pode estar relacionado a infecções ginecológicas, traumatismo local ou irritações.

3. Evitar segurar a urina –  VERDADE
O fato de reter a urina favorece um aumento da população bacteriana da flora local, podendo ocasionar a infecção. O nosso trato urinário tem uma flora bacteriana própria, que coloniza o sistema e é eliminada periodicamente ao urinar.

4. A limpeza após a evacuação não pode causar infecção urinária – MITO
Em quase 90% das vezes a bactéria Escherichia coli, que habita o intestino, é a culpada. Por isso, é tão importante fazer corretamente a higiene íntima, limpando sempre da vagina em direção ao ânus.

5. Os problemas ginecológicos favorecem o surgimento da patologia –  VERDADE
As mulheres com infecções vaginais ou corrimentos estão mais predispostas à infecção urinária. A proximidade entre a vagina, ânus e uretra, facilita a contaminação.

6. A ingestão de álcool e cafeína não influenciam na contaminação – MITO
É necessário reduzir consumo desses itens pois eles podem enfraquecer o sistema de defesa do organismo.

7. Evitar o uso de biquíni molhado por longos períodos –  VERDADE
O uso prolongado de peças molhadas, como biquínis ou bermudas, aumentam as chances de contrair a doença, devido à proliferação facilitada de bactérias patogênicas (agressoras) no sistema urinário.

8. Usar roupas justas ou de fibras sintéticas não interfere no desenvolvimento da patologia –  MITO
O hábito pode, sim, contribuir para o aparecimento dos sintomas, uma vez que a falta de ventilação pode facilitar na proliferação das bactérias.

9. Trocar o absorvente íntimo com frequência  – VERDADE
A presença de umidade e sangue aumenta muito o risco de proliferação de bactérias. Portanto, o correto é não deixar o absorvente íntimo ficar cheio por muito tempo, principalmente se for um absorvente externo, que pode deixar a pele ao redor da uretra úmida e com sangue. Ainda há controvérsias entre os especialistas sobre qual tipo de absorvente é o mais perigoso: internos ou externos. Na dúvida, independentemente do absorvente usado, troque-o com frequência.

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Mito ou verdade? Bebidas alcoólicas aceleram estágio de hipotermia

 

bebida-alcoolicaAo contrário do que muita gente pensa, o consumo de bebidas alcoólicas não ajuda a aquecer o organismo no inverno. Muito pelo contrário! É, na verdade, um fator de risco ainda maior à saúde, capaz de acelerar o processo de hipotermia, de acordo com a clínica geral do Complexo Hospitalar Edmundo Vasconcelos, Ligia Brito.

A especialista esclarece que, ao ingerir vinho, vodca, uísque e destilados em geral, há apenas o aquecimento do estômago e intestino, ocasionando uma falsa sensação de aumento da temperatura corporal. “A bebida queima as membranas mais sensíveis nestes órgãos, o que ocasiona esta sensação. Se a pessoa estiver com estômago vazio, a queimação pode desencadear até mesmo uma gastrite aguda”, esclarece.

Segundo Ligia Brito, não há mistério: quanto maior teor alcoólico ingerido, mais acelerado fica o metabolismo, provocando a queda da temperatura do corpo. “O álcool faz com que os vasos sanguíneos se dilatem, provocando a queda da temperatura do corpo, o que contribui para o quadro de hipotermia”, complementa a médica.

Nesta situação, o organismo se “autodefende”, tirando sangue das extremidades para levar às áreas mais nobres do corpo, como coração e cérebro. “Por isso, as mãos e os pés são sempre as partes mais frias”, explica.

Em casos de hipotermia, alguns sinais chamam a atenção, como tremores, ritmo respiratório mais lento que o normal, perda da coordenação motora, confusão metal, sonolência, pele fria e pálida e sensação de cansaço. Em situações mais graves, o paciente está sujeito a ataque cardíaco e falência múltipla de órgãos.

A clínica geral lembra ainda que, em casos aparentes de hipotermia, é possível seguir alguns cuidados básicos. “A primeira medida é tentar aquecer a pessoa, retirando as roupas frias e molhadas e envolve-la com cobertores ou bolsas de água quente. Em casos graves, deve ser acionado o serviço de emergência para uma melhor detecção do quadro de saúde”, aconselha.

 

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Pesquisa contesta mito de que fumar ajuda a manter o peso

cigarroSabe aquela sua amiga que não para de fumar mais por medo de engordar do que por força de vontade? Pois é, um estudo americano, feito com mulheres e publicado pelo site do jornal britânico Daily Mail, contesta essa crendice.Muitas pessoas acham que o cigarro pode ajudar a manter o peso, acreditando que a nicotina diminui o apetite. Mas de acordo com a pesquisa, é justamente o contrário que faz sentido: largar o cigarro é que poderia fazer as pessoas a emagrecerem.

Os pesquisadores concluíram que o hábito de fumar pode aumentar a vontade por doce e alimentos gordurosos. A explicação é que, em algumas pessoas, o cigarro entorpece o gosto do doce e do açúcar, fazendo com que o consumo destes itens seja maior.

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Foram feitos testes com diferentes grupos de mulheres, de 21 a 41 anos, que provaram pudins de baunilha com quantidades diferentes de gordura. Em seguida, elas foram convidadas a classificá-los por sua quantidade de açúcar.

Os grupos eram compostos de mulheres obesas e fumantes; obesas e não fumantes; fumantes com peso normal e não-fumantes com peso normal. “Comparadas com os outros três grupos, as fumantes que eram obesas percebiam menos a cremosidade e a doçura”, observou Yanina Pepino, professora assistente da Escola de Medicina da Universidade de Whashington.

Ela pontua que, a partir desta menor percepção, este grupo de mulheres precisava comer mais. “Uma vez que o tabagismo e a obesidade são fatores de risco cardiovascular e de doenças metabólicas, comer mais gordura e açúcar pode ser prejudicial à saúde”, completou.

Cerda de 20% das fumantes no Reino Unido – cerca de 900 mil mulheres – atualmente usam o cigarro como uma forma de manter o peso. Muitas afirmam ter medo de engordar ao parar de fumar, e é essa é uma das principais barreiras para abandonar o hábito.

Estudos anteriores já mostraram que fumantes consomem mais carne, gorduras saturadas e álcool do que não-fumantes, além de consumirem menos vitamina C.

A especialista afirma ainda que as mulheres são muito mais propensas do que os homens a manterem o vício como forma de controlar o peso. “Mas não existem evidências de que isso ajuda a manter um peso saudável a longo prazo”, reforça.

O professor Robert West, da Universidade de Londres, acrescenta que geralmente os fumantes têm desejos de açúcar e gordura várias vezes ao dia, porque a nicotina sai do corpo muito rapidamente. “Durante estes períodos, você terá os níveis de serotonina do cérebro empobrecidos, o que está associado a um aumento no desejo para lanches e alimentos açucarados”, explica.

 

 

Terra

 

Mito do instinto materno gera culpa em mulher que não quer ter filhos

Orlando/UOL
Orlando/UOL

Quando a gente se depara com uma menina de três ou quatro anos brincando com uma boneca, daquelas que lembram um bebê, não titubeia em pensar na existência de um instinto materno. Mas será mesmo que toda mulher já nasce preparada para se dedicar a um filho?

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UOL Comportamento fez essa pergunta a três especialistas de diferentes áreas: uma antropóloga, uma psicóloga e um fisiologista. A argumentação de cada um deles é diversa, mas acaba chegando sempre à mesma conclusão: o instinto materno não existe.
A antropóloga Mirian Goldenberg diz que falar de instinto aprisiona as mulheres ao papel de mãe. “Elas também podem ser outras coisas”, diz ela, que é professora da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro).

Essa ideia, construída culturalmente, vem sendo demolida pelas transformações ocorridas no país nos últimos anos. “Cresceu o número de mulheres que não têm filho ou adiam a gravidez. Isso mostra que o instinto materno não existe”, afirma a antropóloga.

Pressão interna e externa

De acordo com Mirian, as brasileiras começam a derrubar o mito de que só serão felizes se constituírem uma família. Mas há muita estrada pela frente. “Esses valores ainda estão muito introjetados nelas. As mulheres sofrem pressão interna e externa para terem filhos. Ainda não é uma escolha legítima”.
As próprias mulheres questionam umas às outras: você não vai passar por uma experiência tão determinante? Até o mercado estimula a crença no instinto materno para aquecer as vendas em efemérides como o Dia das Mães. As que não desempenham esse papel se sentem deslocadas diante da enxurrada de propagandas para a segunda data mais importante do ano para o comércio.

“Imagine se isso aconteceria na Alemanha?”, pergunta Mirian, usando como o exemplo o país que incentiva os casais a terem filhos, devido à baixa taxa de natalidade.

Comportamento adquirido, não instintivo

De acordo com a psicóloga Maria Luísa Castro Valente, da Unesp (Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho), em Assis (SP), a maternidade, como outros comportamentos, é socialmente adquirida.

“A idade reprodutiva está se tornando mais tardia devido à inserção econômica feminina”, diz Maria Luísa. “Vivemos em uma cultura na qual muitas mulheres têm contato com um recém-nascido pela primeira vez quando têm seu próprio filho”.

Do ponto de vista biológico, o conceito de instinto materno também não encontra eco. “Essa ideia se baseia na existência de um conjunto de comportamentos inatos, que estariam prontos para serem desencadeados pelo estímulo, o recém-nascido”, explica Aldo B. Lucion, que é professor de fisiologia do sistema nervoso na UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul).

Segundo Lucion, nessa concepção haveria um período específico para que o elo afetivo se efetivasse, ou seja, até alguns dias depois do parto. Depois desse intervalo, nada feito.

“As premissas do instinto materno não foram comprovadas. Esse conceito de padrões comportamentais fixos pode gerar muita ansiedade na mulher, especialmente com seu primeiro filho”, explica o professor. “É muito comum a mãe ficar preocupada se está fazendo certo, como se houvesse um conjunto de condutas pré-estabelecido”.

Influências ambientais

Em vários animais, inclusive no ser humano, a maneira de agir das mamães é flexível e extraordinariamente adaptada ao ambiente. Dessa forma, o instinto materno como um padrão pode levar à negligência na construção de um modo de interagir com o bebê.

“Essa interação com o filho é mais dinâmica do que outras relações afetuosas”, afirma Lucion. Isso porque ele se desenvolve e se transforma rapidamente com o crescimento, requerendo que o vínculo seja naturalmente ajustável.

“O comportamento materno é biologicamente essencial e foi um passo evolutivo decisivo”, explica o professor. Ter uma prole em pequeno número, que recebe alto investimento, diferencia os mamíferos de outras espécies, que contam com uma grande quantidade de descendentes sem nenhum contato mais próximo com os genitores.
Uol