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Paiva Netto: Extraordinária missão dos Fiéis Mensageiros de Deus

Quem vos der ouvidos a mim me ouve; e quem vos rejeitar a mim me rejeita; quem, porém, me rejeitar rejeita Aquele que me enviou [ou seja, o Pai, que está no Céu].

Jesus (Lucas, 10:16)

Diante disso, é necessário ter cuidado ao propagar o que Jesus deixou escrito por intermédio dos Evangelistas. Se você não estiver transmitindo corretamente os ensinamentos do Cristo Ecumênico, o Divino Estadista, a pessoa que os ouvir creditará a Ele a má lição recebida. Ao deturpar preceitos celestes, o vacilante ficará numa posição delicada perante a Justiça Eterna, pois estará servindo de instrumento ao “lobo invisível”, para o desvio das ovelhas do Senhor.

A fim de ser fiel mensageiro da Palavra de Deus, o evangelizador não precisa inventar nada. Basta que abra e leia o Evangelho-Apocalipse de Jesus com o coração iluminado pelo Amor Fraterno e o cérebro esclarecido pela Verdade Divina. Analise tudo em Espírito e Verdade, à luz do Novo Mandamento do Sublime Pegureiro — “Amai-vos como Eu vos amei. Somente assim podereis ser reconhecidos como meus discípulos” (Evangelho do Cristo, segundo João, 13:34 e 35). O que sempre se deve guardar na mente é que não se pode pregar com ódio o que o Pai Celestial ensinou com Amor. No dia em que todos dessa forma estudarem a Boa Nova e o Livro das Profecias Finais, chegaremos à curul, ao apogeu, dessa tarefa extraordinária, que Jesus concedeu à nossa modesta capacidade. O Mestre pode parecer, a certos olhos humanos, divinamente incoerente. No entanto, Ele não o é.

 

Minha coerência é o bem do meu semelhante

Recordo-me da seguinte reflexão de Ralph Waldo Emerson (1803-1882), que o Gandhi (1869-1948) gostava de citar:

 

— A tola coerência é o cavalo de batalha dos medíocres.

Em algumas ocasiões, expliquei que é claro que o Mahatma não estava, ao propagar o raciocínio de Emerson, preconizando o pensamento desgovernado, a incoerência boçal. Sendo um homem de pensamento amplo, ele compreendia perfeitamente que tal “coerência” serviu de pretexto para muitos que não queriam avançar. Por isso, buscava a que sobrepaira a craveira comum do entendimento das pessoas — a coerência da moral divina, que todos nós temos de aprender.

Não podemos, portanto, agir irresponsavelmente, querendo atribuir a essa expressão um sentido criminoso.

Inspirado na sabedoria antiga dos hindus, o Mohandas ainda afirmava:

 

— A estrada que conduz à Verdade foi construída para os intrépidos.

Em meu livro Reflexões e Pensamentos — Dialética da Boa Vontade (1987), alicerçado no exemplo de Jesus, o Cristo de Deus, escrevi que a minha coerência é o bem do meu semelhante.

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.

paivanetto@lbv.org.br — www.boavontade.com

 

Deputado Chió entrega relatório e parlamentares repercutem Missão China na Assembleia

Na manhã desta quarta-feira, 07 de Agosto, o deputado estadual Chió (REDE) entregou ao presidente da Assembleia Legislativa, Adriano Galdino (PSB) um relatório contendo resultados e encaminhamentos da missão paraibana que viajou à China, no início de Julho, em busca de investimentos para Paraíba.

O parlamentar integrou a delegação paraibana que cumpriu um protocolo com investidores chineses, a fim de atrair para o Estado, a construção de um estaleiro de reparos navais no litoral norte paraibano.

“Tenho compromisso com a transparência, por isso produzimos um relatório contendo toda agenda da missão, bem como, resultados e encaminhamentos que possam pautar debates e discussões nas frentes parlamentares e comissões da Casa, permitindo ao Poder Legislativo contribuir de forma ainda mais efetiva, a partir de todo um arcabouço legal”, relatou Chió.

Deputados valorizaram representação da Assembleia na Missão

Vários parlamentares aproveitaram o grande expediente para destacar a participação do Poder Legislativo na missão, a exemplo do deputado Jeová Campos (PSB). “Precisamos compreender como a China pauta transformações tão profundas na área de ciência e tecnologia. Missões dessa natureza engrandecem muito essa Casa. Parabenizo o deputado Chió e o Estado pela linguagem mais aprofundada com os Chineses”, destacou Jeová.

O deputado Inácio Falcão (PcdoB) manifestou satisfação com relação a finalidade da missão. “Parabenizo o deputado Chió, a vice-governadora Lígia, a toda equipe do Governo do Estado por realmente fazer a política como deve ser feita, procurando para a Paraíba emprego e renda, através da magnitude desses investimentos”, ponderou.

O parlamentar Anderson Monteiro (PCS), fez questão de reconhecer a funcionalidade da missão. “Como deputado de oposição, na hora de criticar a gente critica, na hora de elogiar, a agente elogia, e a missão, sobretudo, pela importância da China hoje na economia mundial foi importantíssima. Parabéns ao deputado Chió por representar o Poder Legislativo, torço para que essa missão traga bons frutos”, avaliou Anderson Monteiro.

Para o deputado Wilson Filho (PTB) o mandato parlamentar do Deputado Chió representou bem a Assembleia Legislativa. “A China tem mais de trezentas zonas francas, o Brasil só tem uma e nós apresentamos a proposta da criação da segunda zona franca brasileira no semiárido nordestino. Só esse dado justifica porque a China cresce tanto e se destaca no mundo inteiro. Temos muito a crescer construindo relações com a China”, enfatizou.

A deputada Pollyana Dutra (PSB) destacou a importância de um deputado da Frente Parlamentar do Semiárido ter feito parte da missão. “Vamos trabalhar, através da frente parlamentar, para que essa diplomacia fortalecida com a China seja interiorizada. O nosso semiárido tem muitos produtos, muito valor a agregar para China e Europa. Essa presença nos enche de esperança, sobretudo, para que os investimentos que cheguem à Paraíba beneficiem todas as regiões”, ressaltou.

Já a deputada Cida Ramos (PSB) valorizou o esforço do Estado e da Assembleia em operacionalizar a missão. “Saúdo o Governo do Estado e o deputado Chió, pois a missão foi extremamente positiva e vai redundar em grandes ganhos para Paraíba em todas as áreas. A China é uma potencia comercial e financeira, e tem muito a contribuir com o Brasil e com a nossa Paraíba. Demos um passo fundamental”, avaliou a parlamentar.

O deputado Lindolfo Pires (PODEMOS) reforçou a importância do Poder Legislativo continuar acompanhando e ajudando a construir as oportunidades que a Paraíba precisa. “O deputado Chió teve a chance de participar de uma missão que vai trazer excelentes dividendos para a Paraíba. Estamos tratando do maior investimento que pode ser feito, de uma única vez em nosso estado. Todos os navios do Atlântico Sul que precisarem de reparos deverão vir ao nosso estado, o que vai gerar emprego, renda e elevar o nome da Paraíba em todo o mundo”, finalizou o parlamentar.

Todos os deputados da Casa, segundo o deputado Chió, receberão cópia do relatório entregue ao presidente Adriano Galdino, em seus gabinetes.

 

– Foto – Nyl Pereira

Fonte: Ascom Deputado Estadual Chió (REDE)

 

 

Missão cumprida: brasileiros marcam, Bayern vence e conquista o mundo

danteO ano de 2013 seria o de uma epopeia chamada Raja Casablanca. Os marroquinos encantaram o Mundial de Clubes, eliminaram o Atlético-MG de Ronaldinho Gaúcho e levaram a África até a final com o seu time menos badalado. Mas então surgiu o Bayern de Munique pelo caminho. O time de Guardiola, Ribéry, Müller e outros craques. E de Dante. O zagueiro brasileiro viveu neste sábado o seu dia de astro ao fazer o gol da vitória por 2 a 0, em Marrakesh, que selou a quinta missão para uma equipe avassaladora.

Thiago Alcântara, outro brasileiro – embora naturalizado espanhol -, completou o placar numa decisão que por algumas vezes teve pouca emoção. O Raja não foi páreo diante da alta estirpe alemã, mas pode se orgulhar por ter caído de pé. Os donos da casa terminaram a partida lamentando três chances ótimas de gol e ainda viram o goleiro Askri trabalhar menos do que o esperado.

thiago alcantara dante bayern munique x raja casablanca (Foto: AFP)Thiago Alcântara e Dante correm para comemorar o primeiro gol do Bayern: marca brasileira na final (Foto: AFP)

 

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Este é o terceiro título mundial do Bayern de Munique, o primeiro com a chancela da Fifa. Em 1976, os bávaros superaram o Cruzeiro em jogos de ida e volta na disputa do Mundial Interclubes. Em 2001, derrotaram o Boca Juniors, no Japão – e agora se igualam ao próprio time argentino, Inter de Milão, São Paulo, Real Madrid, Nacional e Peñarol. O Milan segue como maior campeão do torneio, com quatro canecos.

Talvez a conquista de 2013, porém, seja a mais especial delas, pois encerra um ano glorioso na história do clube. Ela simboliza o quinto título de seis possíveis (Campeonato Alemão, Copa da Alemanha, Liga dos Campeões e Supercopa Europeia). Apenas a Supercopa da Alemanha escapou dos dedos para o rival Borussia Dortmund.

As taças são a recompensa pela eficiência ao longo do ano. Com Guardiola e o antecessor Jupp Heynckes, o Bayern fez 56 partidas ao longo de 2013. Venceu 50 vezes, empatou três e perdeu três. Apenas com o catalão à frente do time, são 29 jogos, 24 vitórias, três empates e duas derrotas. Números que falam por si só.

SETE MINUTOS DE SONHO

 

Deus Alá foi piedoso com o Raja Casablanca ao longo do Mundial de Clubes. Gols nos acréscimos, na prorrogação, de pênalti a minutos do fim… Mas não seria ele o responsável por realizar o sonho marroquino numa final contra o todo poderoso Bayern de Munique. É daqueles casos que nem a força divina poderia decidir nas quatro linhas. Faltava ali algo que sobrava no time alemão: categoria.

 Mohammed VI rei marrocos bayern munique x raja casablanca (Foto: AFP)Rei Mohammed VI posa com o time do Raja antes da partida: empolgação marroquina dura pouco (Foto: AFP)

O Raja viveu últimas semanas mágicas, com todo um enredo pautado pela superação de um time que só disputou o torneio por ser o campeão do país-sede. A empolgação que comoveu Agadir e Marrakesh levou até mesmo o Rei Mohammed VI ao estádio, acompanhado por Joseph Blatter, Jêróme Valcke e sua trupe da Fifa. Havia um notório sentimento do “sí, se puede” na versão árabe. Mas o sonho durou exatos sete minutos.

Até o gol do brasileiro Dante, que na quinta-feira sequer sabia se seria titular, o estádio vivia os seus momentos de puro êxtase. Imaginem se o chute de Iajour, aos quatro, balançasse as redes de dentro – e não de fora. Imaginem se Karrouchy saísse um pouco antes da pequena área e não deixasse o zagueiro em condições para abrir o placar?

Não há muito que se lamentar, porém. O Bayern precisou de pouquíssimo tempo para mostrar que a diferença entre o melhor time da Europa e o do Marrocos era gigantesca, talvez do tamanho das contas bancárias de seus elencos. Aos 22, depois de quase balançar a rede com Müller e Alaba, saiu o segundo: o lateral-esquerdo avançou pela esquerda, cortou o marcador e rolou para Thiago Alcântara colocar no canto de Askri.

thiago alcantara alaba gol bayern munique x raja casablanca (Foto: AP)Thiago Alcântara abraça Alaba: autor de gol e maestro no meio de campo do Bayern de Munique (Foto: AP)

 

A vantagem deu conforto ao Bayern – não acomodação. O time de Guardiola seguiu mordendo, marcando forte e foi dono da bola por um tempo precioso (75% de posse). Quando soube o que fazer com ela, criou chances, com Shaqiri e Thiago. Quando não soube, Neuer entregou um presentão para Chtibi, que quase levou a torcida ao delírio com um gol de fora da área.

MASSACRE?

 

Foi uma atuação digna do Raja neste Mundial. Quem esperava um massacre no segundo tempo viu os marroquinos quase diminuírem com Iajour, aos 11. Uma cabeçada potente, embora sem direção, que exigiu reflexo de Neuer. Entre sua sinfonia de toques envolventes, o Bayern também levou perigo. Shaqiri, a novidade de Pep no time titular, carimbou o travessão após cruzamento de Lahm. Thiago jogou o rebote para fora.

Os marroquinos se orgulhavam de seu papel. Cantaram mesmo sem enxergar alguma perspectiva de reação. Vaiaram os alemães quando já pareciam comemorar o título em alto e bom som. E cantaram de novo. Em campo, quase foram ao delírio com as chances desperdiçadas por Mabide, Moutaouali e Kachani. A taça estava mesmo destinada ao “Super Bayern”.

torcida bayern munique x raja casablanca (Foto: Reuters)Torcida do Bayern marca presença no Marrocos: festa vermelha mais uma vez em 2013 (Foto: Reuters)
Globoesporte.com

Mensagem final do Congresso indica orientações pastorais para a missão

congressoEm mensagem final divulgada na sexta-feira, 29, o 4º Congresso Americano Missionário (CAM 4 – Comla 9) indicou cinco orientações pastorais a serem assumidas nas comunidades eclesiais. Dizem respeito ao discipulado missionário, conversão, secularização, pluriculturalidade e missão Ad Gentes, temas abordadas pelas conferências e fóruns que marcaram o Congresso desde seu início, na última terça-feira, 26, em Maracaibo (Venezuela).

 

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Para a missão Ad Gentes, o Congresso pede às Conferências Episcopais das Américas que, nos próximos cinco anos, assumam um lugar de missão para o qual devem enviar religiosos, religiosas, sacerdotes e leigos. “Para isso devem promover a formação sobre a Missão universal para todos os agentes pastorais”, diz a mensagem. “Isso exigirá a criação de estruturas econômicas que permitam enviar e receber missionários”, acrescenta o texto lido em quatro idiomas: espanhol, inglês, francês e português.

Quanto à pluriculturalidade, o Congresso orienta que seja promovida a interculturalidade “através de uma aproximação respeitosa da diversidade, que iluminada com o evangelho nos leve a promover ações pastorais libertadoras, descolonizadoras, com enfoque de direito e pertença cultural, revitalizando por meio da liturgia inculturada, a formação de agentes pastorais e o compromisso apostólico com a realidade social, política, econômica e cultural o anúncio do evangelho em comunidades excluídas, empobrecidas e marginalizadas. Para que nossos povos indígenas, afros e culturalmente emergentes tenham vida e vida em abundância”.

Sobre a secularização, a mensagem aponta para sugere mudança de atitude e de mentalidade “em todas as estruturas humanas”; “um novo olhar das relações: evangelização com rosto humano, incluindo diálogo e respeito com os governantes e sociedades para promover e incidir pelo desenvolvimento humano, no campo e na cidade, em todo o âmbito da vida política, econômica, social, cultural e ecológica”. Para isso, diz a mensagem, é necessário priorizar a formação “em todas as estruturas eclesiais e sociais”.

A quarta orientação assumida fala da conversão eclesial em todos os níveis “a partir da escuta da Palavra que nos leve a uma comunhão eclesial que promova uma pastoral profética, que denuncie a injustiça”.

Já sobre o discipulado missionário, a mensagem diz: “nós nos propomos a agradecer e expressar o melhor que nos pode acontecer na vida, o ter encontrado Jesus Cristo, fazendo-nos discípulos missionários e renovando o compromisso e a alegria de torná-lo conhecido”.

Fonte: Pontifícias Obras Missionárias

Presidente do Cruzeiro vai ver jogo do Atlético Mineiro com uma missão: “Secar um pouco nosso adversário”

atletico-semifinal-newells-size-598Para Tavares, o bordão “Atlético é Brasil na Libertadores” não se aplica em Minas Gerais. Provocador, o presidente cruzeirense disse ao programa Primeiro Tempo, do canal Bandsports: “Evidentemente que não é Brasil. A nação azul, que é a maior em Minas Gerais não vai torcer pelo nosso maior adversário. Apenas uma parte pequena de Minas está torcendo pelo Atlético. A grande maioria torcerá pelo Olímpia”.

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O dirigente ainda comentou o fato do Atlético Mineiro ter que enfrentar o Olímpia no Mineirão, estádio que não é considerado a casa do Galo. Depois da reforma e construção da arena, os atleticanos preferiram jogar no estádio Independência, onde têm obtidos seguidos resultados positivos. No próximo domingo, pelo Campeonato Brasileiro, Cruzeiro e Atlético vão se enfrentar no Mineirão, estádio escolhido pelos cruzeirenses para mandar seus jogos.

“Cada um dos clubes escolehu como sua casa, um estádio cujo tamanho corresponde ao tamanho de sua torcida. O Atlético acham que estão melhor acomodados no Independência que tem capacidade para 18 mil pessoas. Nós do Cruzeiro optamos pelo Mineirão, que pode receber 62 mil espectadores. É de acordo com o tamanho da torcida de cada um”, provocou Gilvan que lembrou ainda: “Neste ano, jogamos tr~es vezes e vencemos duas”.

 

terramagazine

Privação de liberdade de usuários de crack é alvo de missão da ONU no Brasil

Para os integrantes de organizações não governamentais, trata-se de uma boa oportunidade para mostrar ao mundo violações cometidas no Brasil (Foto: Marcelo Camargo. Agência Brasil)
Para os integrantes de organizações não governamentais, trata-se de uma boa oportunidade para mostrar ao mundo violações cometidas no Brasil (Foto: Marcelo Camargo. Agência Brasil)

Começou na segunda (18) a visita oficial de dez dias ao Brasil realizada por dois especialistas internacionais que integram o Grupo de Trabalho sobre Detenção Arbitrária do Alto-Comissariado de Direitos Humanos da ONU. Apesar do histórico brasileiro em termos de privação ilegal da liberdade, esta é a primeira vez que o tema será alvo de uma inspeção oficial das Nações Unidas. Além dos aguardados relatos sobre presos em situação irregular, superlotação das carceragens e falta de estrutura jurídica de apoio, os especialistas Roberto Garretón, chileno, e Vladimir Tochilovsky, ucraniano, terão contato com a recente realidade das internações compulsórias ou involuntárias de usuários de drogas, o crack em particular, em algumas cidades brasileiras.

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“É muito importante que o GT da ONU possa analisar o quanto essa política governamental de enfrentamento às drogas levada a cabo hoje representa em termos de aumento do quadro de detenção arbitrária e privação de liberdade no Brasil. Consideramos importante que eles possam se posicionar publicamente em relação a essas detenções arbitrárias feitas em nome da política de combate às drogas, ou seja, o recolhimento e a internação forçada da população em situação de rua que faz uso de drogas. Isso contraria todas as políticas públicas de saúde, saúde mental e assistência social que a gente tem no país”, diz Isabel Lima, da organização Justiça Global.

Para o diretor-adjunto da organização Conectas, Marcos Fuchs, um problema ao qual pouco se dá atenção no país é a mistura de usuários de crack com outros tipos de presos, prática comum em vários pontos do país. “O crack é um problema de saúde pública que afeta todas as grandes capitais do Brasil e já as cidades do interior. Você não pode tratar o usuário da droga como delinquente e o colocar dentro de um CDP (Centro de Detenção Provisória). Isso precisa passar por saúde pública, por um acompanhamento psiquiátrico, por um laudo, antes que se veja se existe uma casa de saúde ou um abrigo psiquiátrico para receber esse cidadão”, diz.

No início deste mês, a Justiça Global, a Conectas e outras cinco organizações da sociedade civil brasileira (Associação para a Reforma Prisional, Instituto de Defesa do Direito de Defesa, Instituto Sou da Paz, Instituto Terra Trabalho Cidadania e Pastoral Carcerária) denunciaram no Conselho de Direitos Humanos da ONU, em Genebra (Suíça), que 35% da população carcerária atual do país – o equivalente a 191 mil pessoas – é composta por presos provisórios.

“Será interessantíssimo os especialistas da ONU verem de perto o quanto a situação carcerária brasileira é medieval e arcaica, como diz o nosso ministro da Justiça. Verem que no estado de São Paulo cerca de 40% do total de presos são provisórios, e não haverá CDP nenhum que vá conseguir receber esses presos”, diz Fuchs, antes de acrescentar que “não há infraestrutura para acolher os presos provisórios, e isso se estende para todo o Brasil, para todo o território nacional”.

Audiência de custódia

Assessor jurídico da Pastoral Carcerária da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), José de Jesus Filho afirma que a entidade apresentará à missão da ONU “duas demandas importantes”. A primeira é a necessidade de criação de um mecanismo nacional de prevenção à tortura: “O projeto está parado no Congresso, que não o aprova”, diz José. A outra demanda será sobre a necessidade da aprovação da lei de audiência de custódia: “Uma vez que vai exigir que em menos de 24 horas toda pessoa presa seja apresentada ao juiz”, diz o integrante da Pastoral Carcerária.

Fuchs também defende que o tema seja discutido durante a visita dos especialistas. “A aprovação do projeto de lei de audiência de custódia é recomendável. É a forma de se ter o contraditório, de se exercer o duplo grau de direito e jurisdição, tendo o preso a oportunidade de conversar com o juiz e com o promotor, com o defensor ao seu lado. Enfim, sendo apresentado para dar a versão dele, e não simplesmente ser lavrado o flagrante na delegacia, onde ninguém sabe de que forma isso foi feito ou se houve alguma chance de o preso ser ouvido e encaminhado ao juiz para decretar prisão. É fundamental essa audiência de custódia e essa apresentação do preso ao juiz em 24 horas”, diz.

Isabel Lima cita como outro problema a superlotação das cadeias por presos que, em muitos casos, não deveriam estar ali. “Um exemplo é o Rio de Janeiro, uma situação muito grave que a gente espera que eles [os especialistas da ONU] possam ter contato. No estado praticamente inexiste a semi-liberdade, os presos ficam em regime fechado. Tem a situação do elevado número de presos provisórios também, que aguardam indefinidamente o andamento da sua situação processual, além de presos com penas vencidas”, diz.

Segundo a integrante da Justiça Global, também concorre para o agravamento dessa situação a falta de assistência jurídica adequada: “Aí, a gente fala não só da estrutura da defensoria pública, que sempre precisará de investimentos, mas da própria falta de estrutura do Tribunal de Justiça, que só tem uma Vara de Execução Penal no Rio de Janeiro. Isso é muito grave e tem um grande impacto sobre o agravamento das detenções arbitrárias no estado”, diz.

Agenda

A agenda dos dois especialistas da ONU em sua visita ao Brasil incluirá um encontro com a sociedade civil e os movimentos sociais em Brasília. Não haverá encontro em cada estado, mas todas as questões regionais serão abordadas nesse encontro nacional. Além dos dois integrantes do GT sobre Detenção Arbitrária do Alto-Comissariado de Direitos Humanos, fazem parte da comitiva funcionários da ONU. O grupo pretende inspecionar presídios, delegacias, centros de detenção e instituições psiquiátricas nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Fortaleza e Campo Grande. Uma coletiva à imprensa será dada por Garretón e Tochilovsky no dia 28 de março, último dia da visita oficial, também em Brasília.

Para os ativistas, trata-se de uma oportunidade de exercer pressão e dar visibilidade aos problemas do país: “A expectativa é que, com a presença do grupo, a gente possa impulsionar o governo brasileiro a tomar algumas medidas para solucionar o problema da detenção arbitrária e da ilegalidade das detenções no país”, diz José de Jesus Filho.

Marcos Fuchs acompanha o raciocínio: “Acho que essa é uma missão que vai incomodar o governo brasileiro e que provavelmente verá coisas terríveis. Elas constarão de um relatório da ONU e isso é mais um constrangimento para que o Brasil tome as medidas necessárias, porque o Estado não pode continuar tratando seus presos dessa forma”, diz.

“Nossa expectativa é que eles possam dar visibilidade à gravidade da situação das detenções arbitrárias e das condições de privação de liberdade no Brasil. Que a ONU, por ser um órgão externo, possa ter impacto sobre as ações do poder público para solucionar e sanar essa questão e por fim às condições de privação de liberdade que eles irão encontrar”, diz Isabel Lima.

 

 

redebrasilatual

Fazenda do Sol de CG envia internos para nova missão em São Paulo

pe sergio e internos da fazenda_siteInternos da Fazenda do Sol Nossa Senhora do Carmo, em Campina Grande, foram enviados para São Paulo, para dar início a uma nova missão: inaugurar a Fazenda do Sol na cidade de Itu. Esta será a 3ª unidade da Fazenda no Brasil, que trabalha na reabilitação de dependentes químicos.

Gustavo, Wesley, Marques, Kauê e Jorge irão colaborar com o início dos trabalhos na Fazenda que terá como patrono São Paulo da Cruz. O espaço pertence aos Missionários Passionistas e era dedicado apenas a retiros espirituais e, agora, irá acolher dependentes químicos de Itu e cidades circunvizinhas.

Os rapazes estavam na Fazenda há menos de um ano e irão viver como internos em São Paulo. A exceção é o jovem Gustavo, de 21 anos, que estava na Fazenda há 2 anos e, em Itu, atuará na coordenação dos trabalhos da nova unidade.

Alicerçados nos três pilares “oração, trabalho e convivência”, os mais de 40 internos da Fazenda do Sol buscam uma saída para se verem livres do vício das drogas. Em Campina Grande, a Fazenda do Sol masculina existe há 12 anos, já a unidade feminina abriu suas portas em 2009.

Segundo o Pe. Sérgio Leite, CP, coordenador da Fazenda do Sol em Campina Grande, existe o projeto de fundar ainda uma quarta unidade, desta vez na cidade de Curitiba, no Paraná. “É preciso confiar, acreditar e estender a mão”, afirmou o padre se referindo ao êxito das atividades nas unidades da Fazenda.

COLABORAÇÃO

As pessoas que desejam colaborar materialmente com a missão da Fazenda do Sol, localizada na BR 230, saída para João Pessoa, pode entrar em contato através do telefone (83) 3338 2737 ou na Secretaria da Paróquia Santíssima Trindade (83) 3337-7473.

Quem desejar ser um voluntário, pode comparecer na Fazenda do Sol no primeiro sábado de cada mês, às 9h, ocasiões em que acontecem as reuniões dos voluntários que atuam na casa.

Pascom Diocesana

Ramalho Leite – Missão cumprida

Comecei fazendo política em uma região onde predominavam os coronéis. Vinham da época em que o voto era de cabresto e honrado  pelo compadrio ou pelo regime da chibata…Eu comecei em outro cenário. Não havia mais a imposição da força e o voto era secreto e universal, menos para os analfabetos, depois incluídos. Existia ainda uma espécie de coronelismo  urbano que falava pela voz obediente do delegado de policia, do coletor de impostos,  da justiça omissa e da cumplicidade da igreja. Lutar contras essas forças era ato de heroísmo e representava uma corrida de revezamento que atravessavam várias gerações, um cansava e passava o bastão para o seguinte, até chegar ao pódio.

Meu pai, quando reagiu ao poder local, iniciou em Bananeiras sob o slogan: “quem não é doutor, nem major, tem que ser o melhor”.Venceu o doutor, apoiado pelos majores. Tres eleições depois, ganhamos a prefeitura e Marta Ramalho foi a primeira mulher eleita para dirigir os destinos daquela cidade. Conseguimos sair do ciclo poderoso dos senhores de engenhos que dominavam a terra e os votos, mas permaneceu o mesmo sangue. Eu e Marta éramos oposição mas ela era prima das lideranças adversárias.

Se analisarmos detidamente as origens políticas daquela cidade brejeira, antes formada por Moreno (Solânea), Camucá (Borborema )e Dona Ines veremos que passam os tempos e permanecem as raízes. A começar da eleição estadual de 1934, Bananeiras manda  para a Assembleia o coronel José Antonio Ferreira da Rocha, que Renato Cezar coloca como oriundo de Cajazeiras em sua “Bagaceira Eleitoral” e Severino de Albuquerque Lucena, pai de Humberto. Na eleição para a Constituinte de 1947, de Bananeiras chegam Clovis Bezerra Cavalcanti, Pedro Augusto de Almeida e Odon Bezerra Cavalcanti. Em 1950 voltam Clovis e Pedro Almeida, e com o falecimento deste, assume Humberto Lucena que ficara na suplência da Coligação Democrática Paraibana. Por algum tempo, Clovis fez dupla com outro bananeirense, Orlando Cavalcanti de Melo. Fora do ramo familiar destes ilustres representantes do povo,nascido em Borborema, apenas  este escrevinhador, mas assim mesmo, casado com uma sobrinha-neta do major Augusto.

Afrânio Bezerra foi o ultimo representante de Bananeiras a ter assento na Assembleia. Solânea marcou presença com Arnobio Alves Viana. Era aquele pedaço do brejo das bananeiras sempre presente à Casa de Epitácio Pessoa, hoje contando, apenas, com um sobrinho de Odon Bezerra, o líder Hervázio, politicamente forjado no litoral.

Dentro de um cenário mais moderno e sem as características do coronelismo do passado foi que conseguimos a hegemonia na gestão municipal de Bananeiras. Marta Ramalho conclui seu terceiro mandato de prefeita e será sucedida por Douglas Lucena, neto de Henrique, ex-prefeito.O seu vice é Matheus Bezerra, neto de Mozart, ex-prefeito e irmão de Clovis, por sua vez, filhos de Major Augusto, primeiro prefeito eleito após a reconstitucionalização do País.

Ao encerrar essa etapa de minha missão política, agradeço com carinho aos que contribuíram para alguns sucessos eleitorais e tantos outros insucessos que amargamos juntos. A história registra com louvor a participação de Bananeiras no cenário político estadual e se espera que, em honra aos nomes daqueles que construíram essa historia, os novos condutores da política local possam se fazer lembrados no futuro. É nisso que acredito e confio.

RAMALHO LEITE

O texto é de inteira responsabilidade do assinante

Fluminense tem o velho conhecido Inter na primeira missão como líder

O Fluminense terá neste domingo uma missão inédita no Campeonato Brasileiro: defender a liderança. E a primeira batalha será diante de um velho conhecido na temporada: o Inter. O confronto no Beira-Rio, às 16h (de Brasília), será o quarto entre as equipes nos últimos quatro meses e meio. Nos outros três – dois pela Libertadores e um pelo primeiro turno do Brasileirão – houve pequena vantagem tricolor, com uma vitória e dois empates.

O Inter busca a segunda vitória seguida no Beira-Rio, após a goleada por 4 a 1 sobre o Flamengo. E tenta se aproximar do G-4. Após o empate com o São Paulo, manteve a distância de quatro pontos para o quarto colocado Vasco. O técnico Fernandão ainda convive com a rotina de desfalques e, sem D’Alessandro, Leandro Damião e Diego Forlán, aposta em Dagoberto no ataque ao lado de Cassiano.

saiba mais

Se o Inter perde jogadores, o Fluminense comemora o retorno de Fred, recuperado de um edema ósseo na bacia. O zagueiro Leandro Euzébio, que cumpriu suspensão automática, também está de volta.

A TV Globo transmite a partida para todo o Brasil, e o GLOBOESPORTE.COM acompanha todos os lances em Tempo Real, com vídeos exclusivos.

header as escalações 2

Internacional: as principais mudanças estão no setor de criação. A dupla de armadores será composta por Fred e Dátolo, que substituem Lucas Lima e D’Alessandro. No ataque, Cassiano, que entrou no intervalo diante do São Paulo, recebe uma oportunidade para atuar ao lado de Dagoberto. A formação terá: Muriel, Nei, Rodrigo Moledo, Índio e Fabrício; Josimar, Elton, Fred e Dátolo; Dagoberto e Cassiano.

Fluminense: a tendência é que Abel Braga praticamente repita a escalação que derrotou o Santos por 3 a 1 na última quinta-feira. Devem ser apenas duas alterações. Na zaga, Leandro Euzébio, que cumpriu suspensão na rodada passada, volta no lugar de Digão. No ataque, a novidade será o atacante Fred, recuperado de lesão. Assim, o Tricolor irá a campo com: Diego Cavalieri, Bruno, Gum, Leandro Euzébio e Carlinhos; Edinho, Jean, Wagner e Thiago Neves; Wellington Nem e Fred.

quem esta fora (Foto: arte esporte)

Internacional: como de hábito, há uma legião de desfalques. Leandro Damião, Diego Forlán e Guiñazu seguem representando as seleções de Brasil, Uruguai e Argentina, respectivamente. Expulso contra o Tricolor do Morumbi, D’Alessandro cumpre suspensão. Kleber, Juan, Ygor e Rafael Moura estão lesionados.

Fluminense: o time não poderá contar novamente com Deco, Anderson e Marcos Junior, que se recuperam de problemas musculares. Já Valencia foi convocado para a seleção da Colômbia.

header pendurados (Foto: ArteEsporte)

Internacional: Fabrício.

Fluminense: Anderson, Bruno, Digão e Fred.

header o árbitro (Foto: ArteEsporte)

Wilton Pereira Sampaio (GO) apita a partida, auxiliado por Fabrício Vilarinho da Silva (Fifa/GO) e Guilherme Dias Camilo (MG). Wilton Pereira arbitrou seis jogos no Brasileirão, marcou 221 faltas (média de 36,8 por jogo), aplicou 35 amarelos (média de 5,8 por jogo), quatro vermelhos (média de 0,67 por jogo) e nenhum pênalti. O campeonato tem média de 4,9 amarelos, 0,28 vermelho, 36,5 faltas e 0,23 pênalti. O árbitro apitou um jogo de cada equipe na Série A deste ano: Inter 1 x 0 São Paulo, pela terceira rodada, e Grêmio 1 x 0 Fluminense, pela 12ª rodada.

header fique de olho 2
Internacional:
mesmo que Kleber recupere a posição quando retornar de lesão, Fabrício é um dos destaques da equipe no Brasileirão. O lateral-esquerdo tem demonstrado sua qualidade no apoio e é uma das armas ofensivas da equipe. Dos passes do camisa 14 já nasceram seis gols durante a competição.

Fluminense: recuperado de um edema ósseo na bacia que o tirou das duas últimas rodadas, o atacante Fred volta ao time titular com fome de gol. Atualmente, o camisa 9 ocupa o posto de artilheiro do Brasileirão, ao lado de Luís Fabiano (São Paulo) e Vagner Love (Flamengo) com 10 gols marcados.

header o que eles disseram

Fabrício, lateral do Internacional: “Temos oito desfalques, mas temos elenco para substituir quem está fora. O Fluminense é o líder e precisamos ir bem focados para conseguirmos os três pontos e nos aproximarmos do G4. Temos que fazer prevalecer o mando de campo. Eles estão entrosados. Está dando tudo certo para eles. Espero que aqui dê tudo errado”

Abel Braga, técnico do Fluminense: “Não tem jogo fácil ou simples. Vai ser complicado enfrentar o Inter, uma equipe diferenciada no estilo de jogo como o Grêmio. É um futebol de técnica e muita agressividade. Temos que igualar esses quesitos e procurar não deixar o adversário jogar”

header números e curiosidades

* O Internacional não derrota o Fluminense desde o primeiro turno do Campeonato Brasileiro de 2009, no dia 15 de julho, quando venceu por 4 a 2 no Beira-Rio, com gols de Sorondo, Andrezinho e Taison (dois), descontando Ruy e Conca para o Flu. Nas últimas oito partidas entre as duas equipes (seis pelo Brasileiro e duas pela Libertadores), o Tricolor venceu quatro vezes e houve quatro empates.

* A média de gols das partidas entre Fluminense e Internacional pelo Campeonato Brasileiro é de 2,4 por jogo. Foram marcados 110 gols em 45 confrontos. Seis jogos terminaram sem gols, em 1971, 2004 e 2010 no Beira-Rio, em 1972 no Maracanã, 1989 nas Laranjeiras e 2012 no Engenhão.

* As maiores goleadas deste confronto em Campeonatos Brasileiros foram pelo placar de 4 a 1. Em 1997, o Inter venceu o Fluminense por 4 a 1, em Porto Alegre, com gols de Sandro, Christian, Mabília e Sílvio, descontando Paulo Roberto. Em 2007, foi a vez de o Flu devolver a goleada no Beira-Rio, com gols de Thiago Silva, Thiago Neves (dois) e Alex Dias, marcando Mineiro para a equipe gaúcha.

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A última partida entre Fluminense e Internacional acabou empatada em 0 a 0 pela 4ª rodada do primeiro turno do Brasileirão 2012. Na ocasião, o Colorado ainda estava sob comando do técnico Dorival Júnior. O jogo aconteceu no Engenhão e teve público de apenas 5.728 espectadores.

Globoesporte.com

Padre Bosco – Missão é Ser Presença

 

As igrejas cristãs carregam uma missão: continuarem a obra do fundador, o mestre Jesus. Todas elas, a partir do mesmo evangelho, recebem o mesmo mandato: ide! O que muda, significativamente é a forma de ir, isso conta muito. Como também o que dizer, o que fazer e como fazer.

Para o Senhor que as envia, a missão é a mesma: ir ao encontro das pessoas em suas respectivas realidades e atende-las da mesma maneira que o Senhor as atenderia.

Em todas as igrejas, o envio é único e deve ser considerado como tal. Ninguém é dono da missão e, portanto, não pode criar situações que estejam fora dos padrões do Mestre. Ninguém, portanto, não pode deixar de ir, se enviado. A vontade que deve contar não será a nossa mas a vontade daquele que envia.

Assim surgem as necessidades pastorais. Para elas o Senhor chama quem Ele quer e envia quem Ele chama. Nenhuma pastoral é melhor do que a outra. Todas elas são necessidades da igreja e campo de missão que o Senhor nos apresenta e pede o nosso sim.

O povo católico e cristão, ou não, precisa assimilar essa realidade pastoral na igreja. Ainda existem pessoas que questionam a necessidade de determinadas pastorais, sobretudo as chamadas pastorais sociais que são aquelas que cuidam das realidades mais desafiadoras da vida humana. Por exemplo, uma pastoral da terra, uma pastoral do povo da rua, uma pastoral carcerária ou penitenciaria como é chamada em outros países. Existe um pensamento que para algumas dessas realidades a igreja não deveria se meter. Ainda vivemos resquícios que são anteriores ao Concilio Vaticano II, portanto de mais de 50 anos passados, onde a missão da igreja se limitava ao salão da sacristia. Quando aconteceu o Concilio, o mesmo definiu para toda a igreja que a mesma tinha um papel dentro do mundo. Assim, tudo o que tem a ver com o ser humano, tem a ver com a igreja. A partir daí a igreja deve estar presente, sem ser impedida, em todos os ambientes onde a pessoa humana esteja necessitada e precisada de sua presença. O Concilio apenas resgatou uma pratica de Jesus, de fundamental importância, a prática da presença do mesmo na vida das pessoas.

É nesta logica que existe a PASTORAL CARCERARIA. A sua missão consiste em ser presença na vida de homens e mulheres que se encontram na prisão. A presença não acontece por serem piores ou melhores. Na realidade o ser humano vive momentos em sua vida, seja ele culpado ou não. Na prisão, por exemplo, nem sempre todos são culpados. A presença da igreja que deve se dá em todos os ambientes onde existem pessoas em situações de sofrimento, é para significar a presença do próprio Senhor que disse ser visitado ou não por nós na prisão, assistido em suas variadas necessidades ou não. É nisso que consiste o agir de toda e qualquer pastoral: no seu lugar especifico, agir como Jesus, isto é, ser a presença Dele.

Nem todo agir pastoral conta com a compreensão de todos. É uma constatação que o próprio Senhor já advertia: a oposição e até as perseguições por causa do agir pastoral em nome do Senhor. Por isso que nenhuma pastoral trabalha para agradar ou para aparecer. Quem age para aparecer já recebeu a própria recompensa que é ser visto pelos outros.

Padre Bosco

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