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Disputa de pastas no PMDB ameaça reforma ministerial de Dilma

Dilma-RoussefAs negociações que a presidente Dilma Rousseff têm feito com o PMDB para acomodá-lo em sua reforma ministerial resultaram em disputas internas na sigla que ameaçam o principal objetivo traçado pelo Palácio do Planalto com as mudanças administrativas: o de obter o apoio coeso da sigla no Congresso.

O impasse interno no partido aliado emperrou as negociações e obrigou a petista a adiar em quase uma semana o anúncio das mudanças. Mesmo que consiga contemplar os diferentes grupos do PMDB ao final da reforma, Dilma deve enfrentar problemas com os insatisfeitos.

Prova disso é que na votação dos vetos presidenciais, em sessão conjunta do Congresso na semana passada, quase um terço da bancada da sigla na Câmara votou pela derrubada da decisão de barrar a proposta de alternativa ao fator previdenciário, mecanismo que desestimularia aposentadorias precoces.

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Dos 49 parlamentares peemedebistas presentes, 30% se posicionaram contra a orientação do governo federal.

Sob pressão da bancada do PMDB da Câmara, a presidente já alterou ao menos três vezes a configuração dos cargos oferecidos aos deputados federais do partido, mas ainda não conseguiu agradar a sigla.

Inicialmente, a petista havia pedido ao líder do PMDB na Câmara dos Deputados, Leonardo Picciani (RJ), indicações para Saúde e Infraestrutura,que seria criada da fusão entre Aviação e Portos.

A pedido do vice-presidente Michel Temer (PMDB), no entanto, a presidente acabou recuando da ideia para acomodar dois aliados do peemedebista: o ministro Eliseu Padilha, que continuaria na Aviação, e Helder Barbalho, que iria da Pesca para Portos.

A mudança não foi bem aceita pela bancada da sigla, que abriu divergência interna com o vice e ameaçou desistir das indicações para a nova configuração da Esplanada.

Para evitar uma rebelião, Dilma estuda mudar novamente a configuração das pastas e cogita duas alternativas.

A primeira é deslocar Padilha da Aviação para o comando da Infraero. Se isso ocorrer, Barbalho assumiria a pasta e deixaria Portos para a bancada peemedebista.

A segunda é entregar Turismo para os deputados do PMDB e deslocar o ministro Henrique Eduardo Alves, também aliado de Temer, para o comando da Embratur.

Os aliados do vice-presidente, no entanto, resistem a aceitar essas mudanças. Segundo a Folha apurou, Temer foi informado que caso um deles fique sem pasta, os três abrirão mão de participar do primeiro escalão do governo.

SENADO

No Senado, a bancada do PMDB tem dito que não fará pressão sobre a presidente para obter cargos. Os senadores dizem que a manutenção dos ministros Eduardo Braga (Minas e Energia) e Kátia Abreu (Agricultura) os satisfaz.

No entanto, movimentações recentes irritaram senadores do partido. A oferta do ministério das Comunicações ao PDT enfureceu o líder do PMDB na Casa, Eunício Oliveira (CE), desafeto dos irmãos Ciro e Cid Gomes –hoje no PDT– no Ceará

A distribuição de cargos de peso a integrantes das diversas alas do PMDB é tida pelo governo como a última cartada para tentar desmobilizar um processo de impeachment contra Dilma no Congresso.

O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), responsável por dar o encaminhamento do processo, já disse, contudo, que é contrário às negociações da sigla com o Planalto e defende que o PMDB saia do governo.

O anúncio oficial da reforma ministerial deverá ser feito na próxima quarta (30), mesmo dia em que o Congresso Nacional terminará de analisar seis vetos, dentre eles o que reajusta o salário de servidores do Judiciário e o que estende a todos os aposentados a política de valorização do salário mínimo.

VETOS

Se derrubados, eles podem causar um impacto fiscal de R$ 63 bilhões nos próximos quatro anos. Parlamentares dizem acreditar que a presidente, que volta na terça (29) de viagem ao exterior, poderá esperar o resultado da sessão conjunta do Congresso para apresentar a nova configuração da Esplanada.

A estratégia seria uma forma de não contaminar a votação e dar margem a uma eventual derrota do governo.

Para tentar resolver a crise com o PMDB, que ameaça romper com o Planalto em novembro, quando discutirá o tema em um congresso, Dilma teve que cortar espaço do PT.

Seu partido vai perder a Saúde, as Comunicações e as secretarias das Mulheres, dos Direitos Humanos e da Igualdade Racial, que formarão a pasta da Cidadania, entregue ao petista Miguel Rossetto.

O Ministério do Governo, que substituirá a Secretaria-Geral, será comandado por Ricardo Berzoini.

 

 

Folha

Dilma diz que não tem pressa para fazer reforma ministerial

dilmaA presidente Dilma Rousseff disse hoje (12) que não fará imediatamente a reforma ministerial para montar a equipe de seu segundo mandato. Segundo ela, não há um prazo para que as mudanças comecem. Dilma também comentou a decisão da ministra Marta Suplicy de entregar a carta de demissão quando a presidente deixou o Brasil em viagem oficial. Ela disse que conversou com Marta antes de viajar e conhecia o teor da carta.

“Não estabeleci prazo e não vou fazer a reforma [ministerial] imediatamente, vou fazê-la por partes”, disse a presidente a jornalistas em Doha, no Catar.

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Na avaliação da presidente, Marta Suplicy não teve qualquer atitude incorreta na forma como entregou a carta de demissão. “Ela me disse o teor da carta antes de eu viajar, mas logo depois que fui reeleita a ministra falou comigo que sairia. Ela não fez nada de diferente, não teve nenhuma atitude incorreta, ela me disse que sairia e eu aceitei. Acertamos que ela me enviaria uma carta, a estrutura de praxe”, disse.

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Sobre o trecho onde Marta diz que os brasileiros desejam que a presidente seja iluminada na escolha de sua equipe de trabalho e que a equipe econômica possa resgatar a confiança e credibilidade ao seu governo, Dilma se limitou a dizer que “essa é uma opinião dela e as pessoas têm direito a dar opinião”.

Perguntada por jornalistas se há preocupação em relação à investigação sobre a Petrobras nos Estados Unidos, a presidente respondeu que não. “Não. Isso faz parte das regras do jogo. Empresas cotadas na bolsa de Nova Iorque tem de prestar contas segundo as regras da bolsa de Nova Iorque, que também não são muito diferentes das brasileiras. Além disso, os Estados Unidos têm de investigar se tem cidadãos americanos envolvidos em alguma irregularidade”, avaliou.

No Catar, Dilma se reuniu com o Emir do país, Xeque Tamim bin Hamad Al Thani, e com a Xeica Mozah Bint Nasser. Ela relatou que um dos temas discutidos com o Emir foi a crise no Oriente Médio. Com a Xeica, tratou de educação e destacou as conversas sobre cooperação para o programa Ciência sem Fronteiras.

Do Catar, a presidente Dilma segue para a Austrália onde participará, nos dias 15 e 16, da reunião do G20 – grupo que reúne os líderes das 20 maiores economias do mundo. “O G20 é sobre como se prossegue na reforma do Fundo Monetário e como se traduz o desejo do G20 de um desenvolvimento sustentável e equânime, como isso se traduz em medidas concretas. Acho que o emprego vai ser um foco muito forte”, disse.

Agência Brasil

Bancada do PMDB na Câmara decide não participar de reforma ministerial mas PMDB não desiste de Ministério

dilma-e-temerA bancada do PMDB na Câmara dos Deputados decidiu no começo da noite da quarta-feira abrir mão de indicar nomes para o gabinete da presidente Dilma Rousseff, em uma clara demonstração da insatisfação do partido com os rumos da reforma ministerial. Apesar do abandono na Câmara Federal, o PMDB no Senado não desistiu do 6º ministério indicado pelos líderes do partido para o senador paraibano Vital do Rêgo.

A decisão não implica um rompimento com o governo “independentemente da ocupação de qualquer cargo, em função da responsabilidade que temos para com o país, principalmente em relação ao desempenho da economia”, segundo uma nota aprovada por unanimidade pelos deputados peemedebistas. A promessa foi reforçada pelo líder da bancada, deputado Eduardo Cunha (RJ), após a reunião.

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“Eu assinei o pacto que foi feito pelos líderes da base aliada e os presidentes dos partidos que nós não votaríamos matérias que impliquem aumento de despesa. Não há nenhuma alteração e não haverá da parte do PMDB sobre esse aspecto”, disse Cunha a jornalistas.

Ele se referia ao pacto assinado no ano passado a pedido de Dilma para demonstrar o compromisso do governo com a austeridade fiscal. A reação ocorreu depois que a presidente disse em uma reunião na segunda-feira com o vice-presidente, Michel Temer, que o partido não ampliaria seu espaço na Esplanada dos Ministérios, disse à Reuters uma fonte do Palácio do Planalto. Dilma teria sugerido ainda que a bancada na Câmara teria que abrir mão de uma de suas indicações para que o senador Eunício Oliveira (CE) ocupasse a pasta da Integração Nacional, segundo a fonte.

O pedido de Dilma irritou ainda mais os deputados, que viram neste movimento uma manobra para atender aos interesses do PT no Ceará, que quer Oliveira fora da disputa para construir uma aliança com o nome indicado pelo governador cearense, Cid Gomes.

Atualmente, o PMDB comanda os ministérios da Previdência, da Aviação Civil, de Minas e Energia, do Turismo e da Agricultura, esses dois últimos com indicações dos deputados.

“A razão desta decisão deve-se a disputas políticas públicas por cargos, em que preferimos deixar a presidente à vontade para contemplar outros partidos em função das suas conveniências políticas e/ou eleitorais”, segundo a nota. Cunha disse que é melhor não estar representado do que subrepresentado. “Nesse momento o que nós decidimos é que a bancada do PMDB na Câmara cansou desse processo de cargos que tem que indicar, que não tem que indicar”, disse. Ele afirmou, porém, que se houver uma nova rodada de negociações com a presidente, a bancada pode discutir o tema novamente.

O clima da reunião foi bastante tenso e parte dos parlamentares chegou a sugerir que o partido rompesse com Dilma e entregasse todos os cargos que ocupa no governo.

O deputado Danilo Forte (CE) afirmou durante a discussão que ser aliado atualmente “traz prejuízo para a imagem do PMDB”. Fora da reunião, questionado pelos jornalistas se a bancada deixaria a base aliada, ele respondeu: “O PMDB continua no governo, ninguém pode enforcar o Michel Temer.”

O presidente em exercício do partido, senador Valdir Raupp (RO), disse à Reuters que a nota e a posição da bancada ficaram mais brandas após várias reuniões que ocorreram desde segunda-feira.

“Já era esperada (no partido essa decisão da bancada). Conversamos bastante (antes), por isso saiu uma nota mais branda”, afirmou.

Raupp disse que conversou com o ministro da Casa Civil, Aloizio Mercadante, que pediu que ele dissesse aos deputados que a presidente não havia fechado nenhuma decisão sobre a reforma e que ainda haveria mais negociação com o partido.

“O que o país menos precisa nesse momento é de uma crise política”, disse. A Reuters procurou o Palácio do Planalto para comentar a decisão dos peemedebistas, mas não obteve resposta. NOVELA DA REFORMA

As conversas entre Dilma e o PMDB sobre a reforma ministerial já duram meses. No ano passado, assim que o PSB deixou o governo e as duas pastas que comandava (Portos e Integração Nacional), os peemedebistas pressionaram pela nomeação do senador Vital do Rêgo (PB) para a Integração Nacional, mas o pedido foi rejeitado pela presidente.

À época, ela argumentou que aguardaria para fazer as mudanças no primeiro escalão no começo de 2014.

O PMDB aceitou o argumento, mas continuou com a esperança de herdar uma das pastas que eram comandadas pelos socialistas e que conseguiria fazer Vital ministro.

Desde dezembro, porém, Dilma oscila nas negociações que mantém com o maior partido da sua base aliada no Congresso, ora indicando que dará mais uma pasta ao PMDB, ora sugerindo que não poderá atender ao pedido porque precisa incluir mais legendas aliadas para formar uma aliança eleitoral mais forte para a reeleição.

No começo do ano, Dilma deu duas informações contraditórias na mesma semana a Temer. Na primeira reunião, disse que não teria como acatar a vontade do PMDB. Dois dias depois, com a reação negativa dos parlamentares do partido, indicou que poderia ampliar de cinco para seis o número de ministérios sob o comando peemedebista, mas não daria a Integração Nacional.

No novo capítulo da novela nesta semana, Dilma surpreendeu os peemedebistas novamente. Ofereceu o comando da pasta de Integração Nacional, mas pediu que o partido indicasse o líder da bancada no Senado, Eunício Oliveira (CE).

pbagora com globo.com

DEMARCANDO PODER: Dilma se reúne com Michel Temer na segunda para definir espaços do PMDB na reforma ministerial

dilma-vital regoOs espaços do PMDB na reforma ministerial iniciada pela presidente Dilma Rousseff (PT), serão demarcados na próxima segunda-feira (03), em reunião da petista com o com o vice-presidente da República Michel Temer para tratar do assunto.

De acordo com a edição da Folha de São Paulo deste sábado (01) a presidente Dilma Rousseff (PT) marcou a reunião devido a insistência do vice presidente que tem recebido queixas de peemedebistas pela demora da presidente em definir o espaço da legenda na nova configuração da Esplanada. Um dos nomes cotados para assumir um ministério na reforma de Dilma, é o senador paraibano Vital do Rêgo (PMDB-PB).

Segundo matéria publicada no Uol e no Jornal o Globo, o senador Vital do Rêgo tem o apoio irrestrito da bancada do partido no Senado e na Câmara para assumir uma ministério no governo da presidente Dilma.

Segundo o líder do governo no Senado, Eduardo Braga (PMDB-AM), esteve na última quinta-feira (30) com a presidente por cerca de duas horas, Vital tem total apoio das bancadas. “A presidente não definiu ainda a reforma, mas o senador Vital tem o apoio irrestrito da bancada do partido no Senado e na Câmara e temos grandes expectativas em relação ao seu nome. O PMDB é um partido importante na base e a bancada no Senado tem reivindicado mais espaço no governo. A presidente está conversando com o PMDB e em breve se manifestará”, afirmou.

Encontram-se ainda sobre o balcão as pastas da Ciência e Tecnologia e dos Portos. Na conta do PMDB, o PT controla 17 dos 39 ministérios de Dilma. Cedendo uma poltrona, facilitaria a vida da presidente. Ainda está no arco de possibilidades do senador Vital a pasta da Integração Nacional, do Turismo, da Secretaria dos Portos e da Comunicação.

PBAgora

Planalto avisa ao PROS que compromisso na reforma ministerial é com Cid Gomes

cid-gomesO Palácio do Planalto avisou ao novo partido, o PROS, que o compromisso da presidente Dilma Rousseff na reforma ministerial é com o governador Cid Gomes (CE). Ela tem enfatizado que Cid e o irmão Ciro Gomes deixaram o PSB de Eduardo Campos para apoiá-la na reeleição.  Por isso, vai ouvir os dois cearenses para definir o espaço do PROS.

Foi uma reposta ao líder do partido, o deputado Givaldo Carimbão (PROS-AL), que cobrou do Planalto participação da bancada na indicação do ministro que representará o partido no governo Dilma. Ciro Gomes já foi indicado pela bancada para o primeiro escalão de Dilma. Mas ele sinalizou que prefere ficar no governo do Ceará, como secretário da Saúde.

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Em conversas reservadas, Dilma já sinalizou que gostaria que Cid Gomes ocupasse o Ministério da Educação, num eventual segundo governo.

G1

Partidos já se preparam para pressionar Dilma por ‘nova’ reforma ministerial após as eleições

(Foto: Roberto Stuckert Filho. Presidência)

Às voltas com a crise econômica, Dilma Rousseff ganhará uma encrenca política para administrar no final do ano. Os partidos que dão suporte congressual ao governo colecionam argumentos para cobrar da presidente uma “nova” reforma do ministério depois da abertura das urnas municipais de outubro.

O movimento se forma como uma onda. Começa no PMDB, ganha corpo no PT e já embala os apetites de legendas de porte médio. Os ruídos da maré chegaram aos ouvidos de Lula. Há uma semana, em conversa com um parlamentar petista, o antecessor de Dilma referiu-se à repactuação pós-eleitoral como algo incontornável.

O fenômeno tornou-se comum na democracia brasileira. Os presidentes se elegem sabendo que, dali a dois anos, haverá eleições com potencial para alterar a geografia partidária nos municípios e a correlação de forças em Brasília. O inusual é que a onda comece a se insinuar antes da contagem dos votos.

Um dos ministros que representam o PT na Esplanada antevê problemas. Afirma que Dilma não ignora que a refrega municipal pode apontar a necessidade de ajustes. Mas recorda: ela já deu demonstrações de que é refratária a pressões. São três os argumentos que começam a desaguar no Planalto:

1. O jogo de 2014: No dizer de um dirigente do PMDB, a reforma ministerial será cobrada pelo “bom senso”, não pelos partidos. Passada a eleição municipal, as legendas vão direcionar suas engrenagens para 2014, quando estarão em jogo as cadeiras do Congresso, os assentos de governadores e, sobretudo, a poltrona de presidente.

Nessa versão, 2013 tem um quê de recomeço. E Dilma terá de “escalar o time” com o qual pretende disputar a reeleição, prestigiando os mais fortes e os menos infiéis com pedaços da administração pública compatíveis com as características de cada agremiação. O PMDB, por exemplo, considera-se subrepresentado no governo.

2. Os fatos novos: Alega-se que a temporada de formação das coligações municipais evidenciou deformações no condomínio governista. O caso mais mencionado é o do PSB de Eduardo Campos. O partido rendeu homenagens a Lula, cedendo seu tempo de tevê ao petista Fernando Haddad, em São Paulo. Porém…

O PSB declarou guerra ao PT em Recife, província de Eduardo; e em Fortaleza, cidadela dos irmãos Cid e Ciro Gomes. De resto, rompeu na última hora com o petismo de Belo Horizonte, rendendo-se às conveniências de uma aliança com o PSDB do presidenciável Aécio Neves.

Na opinião de parte da cúpula do PT, ficou entendido que Dilma terá de verificar com Eduardo Campos que apito ele pretende tocar em 2014. Esse grupo considera que a presidente talvez tenha de considerar a hipótese de acomodar num ministério o PSD do prefeito paulistano Gilberto Kassab, afastando-o da órbita de influência do governador pernambucano, hoje seu principal aliado.

Para o pedaço do PMDB ligado a Michel Temer, que perdeu para o PSB a pasta da Integração Nacional na transição de Lula para Dilma, evidenciou-se a “injustiça”. Depois de socorrer o PT mineiro a pedido da presidente, o PMDB considera-se credor de gestos de reconhecimento. Afora a repaginação da Esplanada, espera que seja interrompido o lero-lero segundo o qual Eduardo Campos seria uma boa alternativa de vice para a chapa reeleitoral de 2014.

3. A ruína congressual: Dilma chega ao ocaso do seu segundo ano de mandato com problemas de relacionamento no Congresso que não ornam com sua popularidade nas pesquisas. Afora as querelas pontuais que produziram rusgas no PT e no PMDB, o Planalto assiste à disseminação da infidelidade em legendas menores. Algo que, num período de crise, potencializa o risco da irresponsabilidade fiscal. Para usar o palavreado de Dilma, os aliados podem se sentir como que estimulados a “brincar à beira do precipício”.

Nas conta de uma liderança petista da Câmara, Dilma coleciona problemas em pelo menos cinco legendas: PR, PDT, PSB, PSC e PTB. Nesse grupo, há os que perderam ministério (PR), os que não se consideram representados pelo ministro que foi nomeado (PDT), os que se julgam merecedores de pastas (PSC e PTB) e os que flertam com um projeto alternativo de poder (PSB).

Ou seja: depois que falarem as urnas dos municípios, será ressuscitado nas manchetes o velho e enfadonho alarido provocado pelo apetite dos partidos por nacos de poder negociados no baixo mercado político de Brasília. Pela enésima vez, as legendas despontarão no noticiário pleiteando, pedindo, querendo, ameaçando romper com o governo…

Na teoria utilizada para envernizar as pretensões, o movimento reivindicatório é justificável. Quem apoia tem o direito de participar do governo. Na prática dos escândalos que pipocam sob o verniz, insinuam-se perguntas incômodas. Que fará o partido X com o ministério Y? Gastará o dinheiro do orçamento em ações que produzam gerem benefícios políticos para a legenda? Premiará ONGs companheiras? Roubará?

Considerando-se os expurgos que Dilma foi compelida a realizar no primeiro ano de sua gestão, as respostas são conhecidas. Em parte, Dilma deve os índices de popularidade superiores a 70% à pseudofaxina. Uma generosidade da platéia, já que, excetuando-se o PR, que não retornou à pasta dos Transportes, nos outros ministérios alcançados pela vassoura trocou-se seis por meia dúzia. Os partidos dos ministros micados foram convidados a indicar os substitutos.

Com honrosas exceções, nada assegura que os ministros que entraram não sejam meros protagonistas de novos escândalos esperando para acontecer. É nesse cenário que Dilma será convidada a renovar as alianças. Rendendo-se ao assédio, arrisca-se a perder a aura de “diferente”. Resistindo, leva água aos moinhos alternativos que rodam à sua volta.

josiasdesouza.blogosfera